As pedras que andam

Um dos meus mistérios preferidos é o das pedras que andam. Isso me intriga desde menino quando li sobre o caso pela primeira vez, numa revista Planeta da biblioteca da escola.

O caso é o seguinte: Existe um lugar chamado Racetrack Playa, que fica no miolo do vale da morte, na Califórnia. O lugar tem este nome por seu clima nada aprazível, com muito calor e tão pouca umidade que a NASA testa os robôs de Marte lá.

O Racetrack Playaé um lago ressecado, que fica no norte do vale da morte. Neste leito seco do lago estão várias pedras que deixaram marcas claras de que estão se movendo. Confira:

As pedras que andamQue louco, hein?

O mais estranho é que ninguém nunca viu as pedras se moverem. Sabe-se que elas se movem apenas pelos rastros deixados e aparentemente sem a interferência do homem ou de animais. São várias as pedras que se movem, em diversas direções e muitas delas descrevem curvas e se movem em sentidos opostos. Certas marcas tem mais de 200m de comprimento, o que indica que o fenômeno se dá a muito tempo.

As pedras que andam

Estudando os rastros, os investigadores do  mistério sabem que as pedras eventualmente também se viram. Seria simples atribuir o bizarro fato aos fortes ventos do deserto, mas algumas dessas pedras pesam mais de 700 kg, e a maioria pesa mais do que um ser humano.  Seria possível que o vento movesse pedras tão pesadas? E como explicar as pedras que se movem em sentidos opostos?

As pedras que andam

Um dos pesquisadores que estuda o fenômeno é  o geologo George M. Stanley. Ele publicou em 1955 um paper em que afirma que a medição dos ventos no local não indicava que elas estejam se movendo pela ação dos ventos.

Outro dado estranho é que pedras pesadas não demonstram ter rastros mais curtos que as menores, como seria de esperar caso a explicação fosse somente a ação dos ventos. Outro fato estranho é que embora muitas pedras estejam se movendo, algumas, muitas vezes próximas às pedras que andam, simplesmente não saem do lugar, comportando-se como seria de se esperar para uma pedra.

As pedras que andam

As fotos do fenômeno são bem intrigantes. Até hoje, a melhor explicação para o misterioso fenômeno aponta ara uma combinação de ventos fortes e constantes e uma fina camada de gelo que se depositaria na superfície do lago ressecado durante o inverno. Será?

Segundo a pesquisa de Bob Sharp e Dwight Carey, feita em 1972, marcando cuidadosamente a posição das pedras, eles descobriram que as pedras se moveram nos meses de verão, quando não há gelo.

As pedras que andam

Para ler mais sobre o fenômeno das pedras que andam em Racetrack Playa, visite a wikipedia

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16 comentários em “As pedras que andam”

  1. Alguém já tentou colocar uma câmera pra gravar 24h as pedras? E depois fazer um timelapse…

    Essas coisas que se “movem” lentamente sem o ser humano perceber me lembra o experimento da viscosidade do piche que “pinga” de 8 em 8 anos…

    Talvez as pedras possam conter algum elemento magnético e estão sendo atraídas pelo campo da Terra… Bom, apenas mais uma hipótese sensacional…

  2. acho q não é vento nem gelo.. mas a culpada é a água.. como podem ver tem “gretas de contração” no solo (essas rachaduras deixadas pela agua depois q evapora) indicando que em algum momento aquela área esteve submersa.. é bem provavel quem quando há chuva (sim, chove no deserto) enxurradas oriundas das montanhas que tem na volta arrastem tais pedreas junto ao fundo do lago deixando as marcas

  3. talvez tenha gelo tambem, pq de noite eh mto frio no deserto, e o gelo é muito competente pra carregar sedimentos, mas no fim das contas a agua ta envolvida ehauieha

  4. se existem essas gretas de contração, porque no mesmo espaço pedras “moveis” estão proximas de pedras “imoveis”, como o philipe citou no post? apoio a ideia de cameras vigiando 24 hs por dia.

    ps.: acho que as pedras estao brincando de pega pega. hehehe

  5. O lugar é muito quente de dia, chegando a 54° e durante a noite pode chegar a temperaturas até 1°, nos outros desertos espalhados pelo mundo são assim tbm, ou seja, frio a noite, muita umidade no solo, por ser um campo aberto, mesmo cercado por montanhas, ha incidencias de fortes vórtices de vento, independente da estação, com isso seria possivel a movimentação das rochas tranquilamente. Vale lembra que ano passado um tempestade de fortes ventos de
    120 km/h no litorial do estado do Espirito Santo, derrubou um guindaste da VALE.

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