A história da Luger dourada

Depois do post sobre o cara que foi preso por encontrar a Luger do avô, me lembrei da história que meu avô sempre conta sobre o dia que ele encontrou a arma que pode ter sido do próprio Hitler.

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Meu avô que quase embarcou para a II Guerra conta que quando os pracinhas retornaram, as coisas deles desembarcaram direto do navio para um galpão no quartel de Engenho de Dentro, onde meu avô estava. Já os pracinhas foram enviados para um outro quartel porque eles desfilariam em cerimônia pública no dia seguinte. Durante a noite, um amigo dele que era o “oficial de dia” responsável por tudo que acontecia no quartel chamou ele e outro sargento e os dois mais o oficial saíram na escuridão do alojamento e escalaram um muro. Assim, eles chegaram no alto do galpão onde o cara tinha descoberto que alguém havia tirado umas telhas e entrado no local onde estavam os pertences dos pracinhas.
Meu avô entrou lá com o sargento e eles viram que muitas sacolas estavam violadas. Nisso, meu avô viu uma coisa brilhar e quando foi ver era uma pistola Luger DE OURO! (provavelmente banhada)
O meu avô achou super suspeito alguém largar para trás algo daquele tipo. Ele deixou a pistola lá no mesmo lugar. Eles saíram do depósito e informaram ao comando superior que havia acontecido um arrombamento no mesmo.
No dia seguinte, tão logo os pracinhas desfilaram, foram para o quartel de Engenho de Dentro. Ao pegar sua sacola, um dos caras grita um:
– PUTA QUE PARIIIIIIIIU! Fui roubado!
Meu avô conta que naquele momento entendeu o motivo do arrombamento do galpão. Estavam atrás da sacola daquele cara.
Posteriormente à confusão que se deu, meu avô conversou com o cara.
Ele disse que durante a guerra, no interior da Itália ele estourou a cabeça de um alto oficial nazista. Ao revistar o cara em busca de armas ou informações, ele viu que o nazista trazia consigo um saco. Ao abrir estava CHEIO DE DIAMANTES! O cara mais que depressa catou o saco do nazista morto e escondeu-o entre suas roupas. Voltou para o Brasil pensando que estava multimilionário. De alguma maneira, alguém ficou sabendo e enviou larápios lá para roubar os diamantes do sujeito. A bagunça toda, incluindo largar uma LUGER DE OURO para trás era para disfarçar o assalto dos diamantes.

O meu avô desconfia que o roubo foi determinado por algum alto oficial pois o caso foi totalmente abafado.
Segundo o cara contou em depoimento ao meu avô, o valor do saco de diamantes era incalculável.

Durante muito tempo eu achei que uma Luger de ouro não fazia muito sentido mas pesquisando um pouco eu descobri que algumas Luger feitas pela Mauser foram douradas mesmo.
Meu avô sempre conta esta história e diz que se arrepende de não ter pego pra ele a Luger banhada a ouro. Seria essa a arma do Hitler? Seria uma arma cerimonial da SS? Nunca saberemos.

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7 comentários em “A história da Luger dourada”

  1. Que história legal ! mas pq o cara seria tão burro de se separar do saco de diamantes ao chegar aqui???? e ninguém ia largar a arma de ouro só pra disfarçar…mas a coisa toda é interessante mesmo assim.

  2. Não creio que fosse de ouro puro ou 18k pois estes se deformam com facilidade, talvez fosse banhada ou feita de latão polido. Mas putz… q cagada o do pracinha dos diamantes hein? Eu esconderia esses diamantes até dentro da minha cueca, não largava em qualquer lugar não, ainda mais se soubesse que mais alguém sabia deles.

  3. Provavelmente era banhada.
    O que mais me intriga era como alguém descobriu que o maluco levava diamantes contrabandeados na sacola. Meu avô acha que -o cara negava isso – ele era burro o suficiente para ter comentado com alguém e aí, já viu…
    Meu vô falou que cortaram a sacola do cara com uma gilete ou navalha, porque era um corte certinho, por onde tiraram o saco com os diamantes.
    Ah, ele contou também que não foi só este cara que trouxe despojos de guerra não. A maior cabeçada trouxe de tudo que se possa imaginar lá da Europa.
    Uma das coisas que meu avô falou que que veio muita coisa do exército americano. Ele fala com especial detalhe sobre a japona dos americanos, que dava de mil a zero na japona de lona vagabunda dos pracinhas naquela época.

  4. Esse negócio de trazer coisas da guerra é normal. É o chamado espólios de guerra e existe até regras pra isso. Na série Band of Brothers da pra ver os americanos enviando itens para os EUA via correio.

  5. Arma cerimonial sempre existiu. O sabre da Luftwaffe é coisa linda, se não fosse a suástica gigante na empunhadura, e não servia pra nada. O mesmo pode ter sido a pistola. Não duvido que eles fizessem umas dez banhadas a ouro cujo o último propósito era atirar e desse pro pessoal da ss ou pro hitler. É impossível saber se aquela pistola passou pela mão dele, mas é muito difícil disso ter ocorrido.

    O que rolava em alta, era soldado aliado pegando bota nazista, de couro, ao invés de lona. Os nazistas, em termo de equipamento, tratavam seus soldados a pão de ló. Roupa pra verão, inverno, pra isso e aquilo, capacete cerimonial, butina de couro e o escambau. Perderam a guerra e os aliados voltaram ricos. Hoje em dia isso vale muito, mas logo depois da guerra, era até -de certa forma- comum.

    Lança uns posts sobre as bizarrices da 2gg. Sou fã dela :B

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