A caixa – Parte 25

Eu não podia acreditar no que ela me dizia.

-Meu olho? Pra que?
-Não interessa. – Respondeu a velha, rispidamente.
Estava claro que brigar com uma velha de natureza sobrenatural não seria fácil, de modo que aquela era a hora em que eu precisava usar meus miolos. Optei por ganhar tempo.
-Mas… Espere, calma aí! Se eu só espetei um, por que a senhora já ta cobrando o favor agora? Posso pagar de uma só vez ao final.
-Aí será mais caro. – Respondeu a velha, dando um passo atrás. Ela parecia desconfiada.
-Tudo bem. Mas a senhora tem que convir que faltando-me um olho, terei mais dificuldade em cumprir a segunda espetada. Eu atrairei a atenção, e isso atrapalhará o meu intento.
-É. Tá. Então tá. – Disse a velha.
Eu mal podia acreditar que havia conseguido convencer ela. A velha me deu as costas e saiu andando, balançando a corcunda pronunciada. Abriu a porta e saiu. A porta bateu com violência, e no estrondo, me vi parado, no meio da sala. Eu estava com os olhos fechados. Corri na porta e olhei pelo olho mágico. Não havia nem sinal dela no corredor. Talvez fosse um daqueles sonhos estranhos.
Então o telefone tocou.
Pensei que pudesse ser alguma notícia do Cabelinho. Corri para o aparelho e só ouvi uma respiração do outro lado. Aquilo me deu medo.

-Alô? Alô?
Nada. Não se ouvia nada além da respiração profunda do outro lado.
Bati o telefone.
Voltei para o quarto, sem saber o que fazer. A cidade despertava gradualmente.
O telefone tocou novamente.
-Alô?
-Seu babaca! – Ouvi do outro lado da linha. Era uma voz conhecida, mas eu não sabia distinguir direito, pois a ligação não estava boa.
-Alô? Quem está falando?
-Então quer dizer que depois daquela presepada você não me ligou, não deu sinal de vida… – Reconheci de imediato aquela sucessão de cobranças vazias. Era a Jane.
-Jane?
-Você é um otário mesmo, Anderson. Por que não respondeu minhas cartas? Meus bilhetes que deixei no hospital? As flores…
-Do que você tá falando, ô maluca?
-Não vem com essa… Eu sei que te entregaram. E as cartas? Podia pelo menos ter a decência de responder, “não fode, sua gorda vagabunda.Vá procurar outro mané!”… Mas nããão, você é bom demais para tudo isso, né doutor Anderson? Melhor ignorar… Aposto que você pensou: Se eu ignorar a Jane ela vai sumir de vez da minha vida…

Bati o telefone na cara dela. Eu sei que não é nada bonito esse tipo de coisa, mas a Jane vinha ficando cada vez mais maluca nos dias que antecederam minha primeira viagem pela caixa.
Não deu um minuto, o telefone tocou novamente. Claro que era ela. Deixei tocar para ver até onde ela ia. Fui tomar banho.

Enquanto eu tomava banho, fazia a barba rala que eu tinha na cara, lavava o cabelo, ouvia o telefone se esguelando.
-Porra, ela não desiste. – Falei sozinho no chuveiro.
Terminei o banho, fui até o espelho, dei uma olhada na barba e retoquei as partes falhadas, já que o espelho do box tava quebrado e bem embaçado pelos duros anos de labuta.
Enquanto isso, o telefone tocava sem parar.
Voltei para o quarto, mudei a roupa… O telefone tocando.

Aí chegou ao ponto que deu no saco e arranquei a porra da base.
-ALÔÔÔ, porra!
-Seu filho da puta! Seu desgraçado. Seu maldit*

Bati o telefone na cara dela novamente.

Arrumei minhas coisas, ao som do telefone se esguelando.
Antes de sair, para poupar a paciência do pobre do Seu Augusto, meu vizinho de porta, arranquei o aparelho da tomada.

Saí sem saber direito para onde eu ia.
Ganhei a rua, dez andares abaixo. A cidade já se engarrafava.
Optei por ir primeiro ver a Mara e de lá ir para a Santa Casa, ver o Cabelinho. Assim eu fiz. No ônibus, super cheio, eu ia pensando na velha e no sonho. Era sonho? Era um aviso? o que teria sido aquilo? E que porra era essa de querer o meu olho? Tudo bem que ela não tinha nenhum, mas parecia ver sem eles… A velha me dava calafrios, fosse em sonho, fosse em realidade.
Quase uma hora de engarrafamento depois, lá estava eu, chegando no hospital. Me identifiquei na recepção, ganhei o patético adesivinho de “VISITANTE” e subi no elevador. No caminho, ele parou num andar e o enfermeiro que me acudiu naquele fatídico dia em que fui selvagemente surrado no elevador entrou.
-Opa! – Ele disse, me cumprimentando. E emendou: – O Mike Tyson do elevador!
-Oi, bom dia.
-Vai ter luta hoje?
-Só se aquele pau no cu estiver aí! – Respondi de pronto.
-Se liga… O cara andou vindo armado pra cá. Varias amigas lá do quinto andar disseram que viram. – Respondeu ele.
Eu agradeci a informação. A porta se abriu e eu saí.

Então quer dizer que o ex-namorado da Mara, além de um playboy filhinho de papai ainda é metido a bandido-valentão?
Fui para o quarto dela.
Dessa vez ela estava sozinha. Concluí que devido ao trânsito o pai não tinha chegado.
Fui até ela. Ela estava calma, de olhos fechados, parecia em completa paz. Imaginei o que ela estaria passando na caixa.
-Mara… Sou eu. Anderson. Eu estou aqui fora. Eu sei que você não pode me ouvir. Quando eu estava na caixa, não ouvi ninguém, então eu sei que é meio inútil ficar aqui falando com você, mas… O meu amigo que divide o apartamento comigo… O Cabelinho, lembra? Ele foi parar na caixa… Está aí com você, em algum lugar da escuridão. Agora eu não posso mais voltar para a caixa… – Eu disse, pegando na mão dela. Mara era como uma boneca, linda. Inerte.
– Eu sinto saudade. – Eu disse. Estava meio sem graça em conversar com ela. Não por ela, mas por mim mesmo… Eu me achava bobo.
– Sabe, Mara… Os dias aqui fora tem sido estranhos. Mais estranhos que aí na caixa. Conheci uma velha… Uma velha estranha, que não tinha os olhos… Ela apareceu pra mim e me disse que… Bem… Não importa. Eu vou te tirar daí, meu amor. Eu juro. – Eu disse, e então me inclinei e beijei seus lábios macios e gelados pela ação do ar condicionado.

Nisso a porta se abriu.

Era ele. O playboy.

-Tá fazendo o que aqui, portuga? – Ele disse, já vindo para cima com o dedo em riste.
-Vai tomar no cu, seu playboy de araque! – Eu falei, dando um tapa no dedo dele.
-Tá querendo levar outra surra, portuga? – O cara começou a gritar. Vi sua veia saltada no pescoço e imaginei na hora como me satisfaria em cravar fundo o alfinete grego naquele pescoço musculoso.
-Tenta, seu furingo! – Eu berrei, estufando o peito, e dando uns tapinhas, como quem diz: “Vem!”

Felizmente a gritaria funcionou e atraiu a atenção das enfermeiras do andar. Em poucos segundos, a porta se abriu de supetão e três delas entraram correndo, já agarrando o playboy pelo pescoço num tipo de mata-leão meio desengonçado.
-Ou,ou,ou,ou! Parou! – A enfermeira gritou.
-Eu vou te matar, seu portuga filho da puta!- Ele gritava, lutando e tentando se desvencilhar delas e avançar para cima de mim. Eu, por minha vez, fiquei impassível ao lado de Mara, que jazia na cama em completa serenidade.

As enfermeiras foram puxando ele para fora do quarto. O playboy gritava palavrões, todo cheio de marra. Já no corredor, dezenas de pessoas saíam às portas dos quartos, afim de ver o fuzuê. Outras pessoa se aglomeravam no hall do elevador tentando entender o que era a confusão. Enquanto as enfermeiras do andar tentavam contê-lo, elas tropeçaram e caíram com ele. O cara era forte e isso acabou machucando uma das enfermeiras com uma cabeçada dele no queixo dela, de modo que abriu um corte no lábio ela começou a babar sangue.
Vendo isso, as auxiliares de enfermagem do andar começaram uma enorme gritaria, e o furdúncio só aumentou.

O chique hospital particular ganhava ares de hospício. Foi quando vieram os maqueiros, dois sujeitos fortões que agarraram o maluco pelo pescoço. Um deu um socão tão lindamente colocado na cara do playboy que ele caiu no chão, de quatro, sem nem saber o que tinha acontecido. Me lembrei de quando fui atropelado pelo Mungo pela primeira vez. É foda mesmo, a gente sente o chão subir como mágica e quando vê, tá no chão, nocauteado.

Então o outro sujeito agarrou o playboy, que já se levantava para revidar o murro e puxou os braços do lutadorzinho de merda para trás. Ele virou bicho, tentando pular feito um boi chucro.
Nessa parte, não sei o que aconteceu, porque a moça do quarto do lado veio falar comigo, com uma expressão estranha.
-Que isso?-Ela falou.
-Eu, eu não sei. É um maluco que não se conforma que eu sou o novo namorado dela. – Eu respondi.
-Não… Isso não. Isso ó. – Ela apontou, me empurrando de lado. Então eu vi que ela estava apontando direto para Mara.
Olhei para trás e horrorizado, vi um filete de sangue escorrendo copiosamente do nariz de Mara na cama.
-Ai meu Deus! – Eu gelei.
A primeira coisa que pensei quando vi aquilo é que tinha dado merda na caixa.
-O mungo! – Eu disse.
-Que? – A moça perguntou.
-Nada… Nada. Socorro! Socorro! Acudam! – Eu berrei na porta do quarto.
De lá, eu vi que as enfermeiras vieram correndo, enquanto ao fundo, os dois maqueiros levavam o playboy para o elevador na base da porrada.
-Hemorragia! – A enfermeira disse quando bateu o olho.
-Liga para o plantonista! – Uma disse para a outra. Começou uma correria que parecia até filme.
As coisas estavam ficando tensas.
A enfermeira começou a a fazer a limpeza. Eu não sabia o que fazer, então sentei ali e fiquei rezando pela Mara.
Dois médicos apareceram, acompanhados de uns enfermeiros.
-O senhor agora vai nos dar licença. – Ele disse, me apontando educadamente a porta.

Eu saí, meio atordoado. Minha vida tinha virado uma montanha-russa. Aquele sangue todo a empapar o lençol da cama de Mara… Aquilo não era normal. Lembrei das hemorragias que o Serge havia me falado. Há pouco tempo e o tempo estava definitivamente contra mim. Mara dependia de mim e eu estava idiotamente desperdiçando aquele valioso tempo.
Eu fiquei do lado de fora do quarto, esperando alguma coisa.
Então a pota se abriu e surgiram eles, puxando uma maca de rodinhas com a Mara em cima.
-O que foi? – Perguntei à enfermeira.
-Calma. Vamos fazer um MRI nela. – Disse a moça.
-MRI?
-Um exame… Calma, vai dar tudo certo. – Ela disse, e então me deu as costas e se juntou ao pequeno cortejo que escoltava o carrinho na direção do elevador.
Eles se foram. Só restou o quarto vazio.

Agora eu não tinha escolha senão ir em frente. Se aquilo fosse efeito do Mungo, talvez a resposta estivesse em Cabelinho. Eu precisava ver como ele estava.
Saí depressa do hospital, peguei um taxi para a Santa Casa.
Cheguei lá já quase na hora do almoço.
Na recepção, perguntei pelo meu contato, mas ele não estava. Era a folga dele.
Não achei a tia do Cabelinho, e concluí que ela já tinha ido embora. Precisei subornar uma moça da limpeza para que ela entrasse lá e me trouxesse novas informações. Descrevi o meu amigo, dei o nome dele. Expliquei o que ele tinha e tal. Ela entrou, andou um pouco, fez sinal para que eu esperasse, movendo a mão ereta no ar, com a palma para baixo duas vezes e sumiu atrás da parede no fim do corredor.

A moça demorou horrores.
Eu fiquei lá sentado, vendo uma menininha atentada brincar de fazer aviãozinho de papel com um jornal esquecido na recepção.

O tempo se arrastava, e eu só pensava na mara e na sangueira que eu vi.
“Ela tem que sair dessa” – Torci mentalmente, ainda que algo dentro de mim ficasse o tempo todo me dizendo que manter esperanças era perda de tempo.

E então a moça da faxina apareceu. No fim do corredor, enquanto ela caminhava, vi que seu semblante parecia carregado. Ela veio andando e senti o horrível arrepio que precedia as más notícias. Ela andava e parecia vir em câmera lenta. Olhei bem no rosto dela e então percebi que ela movia o rosto negativamente. Seus lábios se retesaram, como se estivessem a todo custo evitando permitir que as palavras que iriam me causar tanto sofrimento saíssem deles.

-Ele veio a óbito. – Ela disse, ainda a uns dois metros de onde eu estava.
-Hã?
-Desculpe.
-Hã?
-Ele morreu.
-Hã? – Eu não conseguia ouvir. Meu cérebro tinha bloqueado a ideia.
-Desculpe. -A moça disse novamente, sem graça. – Não teve o que fazer. Então se virou e se foi, com os baldes.

Eu não podia acreditar.

-Não, não, não… Botei as mãos na cabeça. Meus olhos embaçaram no ato. Eu pensei que ia ter um negócio. Uma síncope.
Cabelinho, o meu amigo, meu amigão… O companheiro de grandes jogatinas, de grandes bebedeiras… Morto. Por minha culpa, minha tão grande culpa, minha máxima culpa.
Lembrei do sangue no nariz de Mara. Fazia sentido. A caixa estava ceifando os dois.

– Não… Não… – Era só o que eu conseguia dizer, enquanto tentava porcamente me apoiar na pilastra. Derreti e parei no chão. Eu era só uma carcaça corroída pela tristeza de perder um amigo que era quase um irmão.

Eu havia fracassado. Talvez à aquela altura, Mara já estivesse morta. Concluí que numa só tacada do azar, eu havia perdido para a caixa e sua criatura demoníaca, o meu grande amor e o meu melhor amigo. Chorei inconsolavelmente.

-Calma, moço. – Uma voz me disse.

Quando levantei os olhos, era a menina. Ela tinha uns sete anos. Talvez menos. Morena, parecia saudável e talvez por isso estava ali com a mãe visitando alguém.
Tentei me acalmar, limpar as lágrimas.
-Suellen! – Gritou a mãe, quando viu a menina me entregando um papelzinho.
A menina reagiu meio cabisbaixa, e foi andando na direção da mãe. A mãe agarrou a menina pelo braço e deu-lhe um discreto safanão.

Baixei minha cabeça. Era um pedaço de jornal rasgado, onde tinha uma propaganda de promoção de mercado. Ali estava uma bolinha de “smile” com um pedaço de texto cortado dizendo “Fique feli” com um pedaço do Z falhado.
Imaginei que a menina havia cortado do jornal da recepção para me acalmar. Achei uma atitude linda, das mais humanas que já vi. Agradar um homem que ela nunca havia visto, que estava chorando por um motivo que ela desconhecia… Simplesmente o ato de desejar o bem ao próximo, sem esperar nada. A menina e seu singelo pedaço de jornal sujo, me deu uma lição.
Olhei para ela e ela me deu um discreto tchauzinho e sorriso lá de longe, sem deixar a mãe perceber. Guardei o papel jornal rasgado no bolso da camisa, acenei com a cabeça para ela, tentando esboçar um sorriso, me levantei e saí.

Enquanto eu saía, tentava não pensar no Cabelinho e seu destino cruel. As lágrimas começaram a voltar em profusão, ignorando meu desejo de que elas se contivessem quietas em minhas glândulas lacrimais. Precisei pegar o lenço para secá-las. E então, o papel dobrado de jornal caiu no meu pé. Eu me abaixei para pegar. Pretendia guardar aquilo como uma recordação triste do dia da morte do Cabelinho. Por pura sorte, vi, atrás da bolinha sorridente recortada no jornal, o calendário lunar. O dia seguinte seria de lua cheia. E a data uma terça-feira.

“Talvez as coincidências realmente não existam.” – Pensei.

O besouro azul. Talvez minha única esperança agora fosse seguir aquilo que eu não sabia se era imaginação, delírio, realidade ou sonho e encontrar Leonard.

Saí dali direto para a rodoviária, onde comprei uma passagem para Cabo Frio, no estado do Rio, no primeiro guichê que eu achei com um lugar que certamente iria ter umas dunas de areia.

CONTINUA

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27 comentários em “A caixa – Parte 25”

  1. Kbelinho, amigo fiel, não colocou o do amigo na Reta, morrer com dignidade é coisa de macho Alpha! Fiquei triste, pelo noiado ter morrido – Avante Guerreiro Anderson!

  2. Presta atenção: diga para o Anderson que apesar d’ele nutrir um tremendo ódio pelo… (voce já disse o nome d’ele?)ex da Mara, ele não deve espetá-lo pois daí ele vai para a caixa ficar perto dela e quem sabe até se encontrar com ela lá dentro como aconteceu com ele(Anderson). “MAGINÔ?” Os dois juntos? Vai ser um “tiro no pé”!mas…vai…vai…continue…continue!

  3. “-Tudo bem. Mas a senhora tem que convir que faltando-me um olho, terei mais dificuldade em cumprir a segunda espetada. Eu atrairei a atenção, e isso atrapalhará o meu intento.
    -É. Tá. Então tá. – Disse a velha.”

    KKKKKKKKKKKKKKKKK!!!! Ri muito aqui!!! Isso foi hilário!!! Capaz que a velha ia cair numa dessas, hein? Mas, tudo certo, o conto tá espetacular!

    Pena que parece que o Leonard vai entrar mesmo na história…

  4. Caraca, fiquei triste agora com a morte do Cabelinho, mas quem o mandou se espetar com a fíbula. Agora é torcer pro Leonard dar um jeito nessa bagunça toda que virou a vida do Anderson.

      • Já que este é um espaço para opinar (também): não acho que a expressão seja um erro, pois muita gente fala coisas como “sair pra fora”, “subir lá em cima”, e isso dá veracidade aos personagens.

        • Mas é erro de pleonasmo vicioso. No caso, mesmo sabendo que pessoas falam assim e em certos casos que sirva para refletir esse jeito errado de falar, o cara que faça é um jornalista, ele não ia cometer esses erros, hehehe. EU fui influenciado pela oração anterior que era “os enfermeiros puxaram ele para fora” algo assim e acabei dando o mole de colocar “saíram para fora”.

  5. Fraco, fraco… Fora que tirou o único personagem que poderia ter um viés mais profundo…
    Além do mais a galera faz os comentários e você adapta conforme as reclamações… ZUADO!

    • No way. Eu não adapto nada de acordo com as reclamações, leia mais para a frente e vc verá isso, agora quando alguém faz uma aposta e calha de acertar eu tb não vou mudar minha ideia por conta disso. Se o leitor acertou, acertou, ué.

  6. Estava acompanhando suas publicações, estou continuando a leitura só agora um ano depois… rsrsrs, mudança na casa, gravidez enfim…
    Mas se puder me responder em qual parte o besouro aparece, quero re-ler, para entender melhor… um ano é um ano, memoria fraca.
    NENHUM livro, nem conto, nada me prendeu tanto quanto a A CAIXA.
    Parabéns…

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