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Pois é. Parece que os desenhos animados estão começando a botar um pé na realidade. Os japoneses estão construindo um robô gigante para celebrar o trigésimo aniversário do Gundam. Ela terá luzes emitidas de mais de 50 pontos da estátua e alguns lugares emitirão fumaça.

lifesize-gundam

gundam

O robô, que se chama RX-78 é na verdade (óbvio) uma estátua gigante, feita de fibra de vidro e plástico e infelizmente será desmontada depois do período de comemorações (2 meses). A Bandai NAMCO ainda está definindo o que vão fazer com a estátua após o período de exposição. Há rumores de uma possível venda do RX-78 no Ebay.

gundam2

O Robô tem 18 metros de altura e pode ser visto de longe. Este não é o primeiro robô gigante construído no Japão. Nos anos 90 uma réplica de 2/3 do modelo LM312V04 (Victory Gundam) foi construído, atingindo a altura de dez metros. Em 2007 uma réplica oficial de tamanho real do RX-78 foi construída no parque temático Fuji-Q Highland aos pés do Monte Fuji. E parece que já tem planos para uma nova construção de robô gigante como forma de comemorar o aniversário de Mitsuteru Yokoyama, criador da série.
Fonte

Robôs gigantes no Brasil?

É deveras impressionante a fixação que os japoneses tem com robôs gigantes. Desde que me entendo por gente vejo seriados diversos cujo final se resume a monstros de espuma lutando contra robôs gigantes sobre maquetes, que invariavelmente acabam totalmente destruídas. Foi assim desde spectreman aos famigerados Power Rangers.
Entendo que o conceito da luta final, em grande estilo, envolvendo destruições cataclísmicas e criaturas monstruosas tornou-se um imperativo do estilo nos sentais.
Um Sentai é um daqueles filmes que envolve pessoas de roupas coloridas e capacetes estranhos, que lutam contra monstros do espaço, de outra dimensão ou sei lá da onde. O termo japonês sentai, é de origem militar, e significa “esquadrão”.

Oficialmente, um sentai é um filme de grupos de heróis coloridos. Mas o estilão do seriado e as bases que controlam praticamente todos os filmes de hoje, vem dos longínquos e baratos seriados televisivos japoneses. Trata-se de um estilo de seriado que surgiu na década de 60, época do famoso National Kid (que nem era ator. O cara era bancário!).
Desde então, inúmeros grupos de heróis povoaram a tv. Entre eles um dos que mais me marcou a infância foi o Changeman. É impressionante a quantidade quase infinita de séries sentai feitas no japão.
Ao que parece, toda a exportação de sentai no mundo, concentrava-se nas mãos da Toei.
Uma estranha curiosidade, é que eu fui convidado para trabalhar num Super Sentai (poupem-me dos trocadilhos a la casseta & planeta, ok?) nacional.
Ocorre que aqui no Brasil tem um cara, bastante conhecido da galera da computação gráfica. Ele se chama Levi e é um dos sócios da produtora carioca Intervalo. O Levi é um cara que tem antenas permanentemente ligadas em coisas que podem dar muita grana. Basicamente o que o Levi faz é analisar as tendências internacionais, quase sempre seguindo atrás de uma moda americana ou japonesa e lançar um produto “genérico” para ganhar no vácuo da série da moda. Foi assim que o Levi criou os Dogmons, (uma cópia tupiniquim dos pokemons). Um dia o Levi me chamou para conversar e disse que estava com um projeto de um Sentai. Ele me contou a história do negócio. E ela é bem interessante.
O Levi tinha montado um portfolio com inúmeras idéias para apresentar a empresários do setor de licenciamento e brinquedos. Lá estavam os famosos Dogmons, entre outros diversos projetos. Um deles, era uma versão nacional de Sentai, chamado “Mega Powers“.
Ele foi para a reunião com o empresário, crente que os caras iam querer lançar os Dogmons. Para surpresa do Levi, uma a uma, as idéias dele iam sendo recusadas peremptoriamente. Até que, sem nenhuma idéia na pasta, ele resolveu arriscar. O Mega Powers era apenas uma meia duzia de desenhos no papel, um proto roteirinho chinfrim e uma marca. Nada mais.

Não havia muita coisa porque o Levi tinha criado o Mega Powers porque pensava que estava com poucos projetos para apresentar. Assim, ele inventou uma coisa qualquer apenas para funcionar como “Boi de piranha”. Mais para fazer volume. Afinal, quem em sã consciência ia tentar fazer uma réplica nacional do Power Rangers?

Como tudo na vida de quem trabalha com essas coisas, graças a imprevisibilidade do cliente, o boi de piranha foi alçado aos píncaros da glória. Tão logo o cliente bateu os olhos na proposta, ficou maravilhado. O Levi disse que na hora ficou até meio puto, porque ele tinha trabalhado duro durante anos no projeto Dogmons para ver o boi de piranha e “cópia deslavada de Power Rangers” ser a “bola da vez”. Seja como for, os caras da empresa gostaram e quiseram lançar o primeiro sentai brasileiro.

Era início de setembro e o video deveria estar pronto, gravado e embalado, já nos pontos de venda para o natal. O dinheiro liberado, pouquíssimo, era para a construção de quatro episódios de 40 minutos, apenas para “sentir o mercado”. Mas pensando friamente, do ponto de vista de uma produção, isso dá um longa metragem, que seria lançado em um DVD.
O Levi saiu da sala meio atordoado com a idéia. Ele partiu em busca de todo tipo de adolescente que tivesse uma boa aparência, soubesse um mínimo de teatro e entendesse alguma coisa desses filmes de luta.
Encontrar os atores certos foi um dos maiores desafios, pois não havia tempo hábil para treiná-los. Então ele acabou recorrendo a grupos de teatro amador.
O Levi contratou umas academias de artes marciais para fornecerem os dublês. Alugou uma câmera e saiu filmando. Em Niterói e no Rio. O resultado prático é meio louco. Meio tosco também. Mas é uma coisa feita em praticamente dois meses, quase sem grana, então dá pra dar um desconto. O Levi disse que se “internou” na Intervalo e praticamente “morou” no estúdio para conseguir finalizar a produção a tempo. Lógico que sendo feito num esquema de “susto”, não dá pra ficar grandes coisas.

Por exemplo. As cores dos Mega Powers eram amarelo, vermelho e azul. Sabe porque? Porque eram as cores que a empresa que vendia lycra no bairro do Rio Comprido tinha pra vender. :lol2:
Seja como for, o Levi conseguiu criar um sentai brazuca em dois meses (pois para lançar em dezembro um produto audiovisual já deve estar pronto em novembro).

Com um olhar crítico sobre a coisa que ele mesmo criou, Levi pensou: “Isso tá uma merda…Vai ser o meu maior fracasso. ”
Pois para surpresa de todos, o Mega Powers foi um sucesso estrondoso de vendas, logo nos primeiros dias eles esgotaram todos os dvds lançados, incluindo os de promoção. Precisaram fazer mais edições, que venderam feito água. Grande parte impulsionadas pelo preço que era metade do preço do Power Rangers original.
Quando eu encontrei o Levi ele estava trabalhando na “melhora” do conceito dos Mega Powers, já que – ele não quis dar detalhes – havia uma possibilidade de exportar o produto para redes de Tv do exterior. Possivelmente do Japão!
Acredite ou não, existia uma demanda reprimida enorme por sentai. Segundo o Levi me contou, o fato de todo o sentai mundial estar concentrada nas mãos da Toei era um problema complicado para muitas emissoras, que estavam nas mãos dela. Ao longo de décadas a Toei criou um mercado de consumo faraônico para sentais, e depois fechou a torneira.

A história é enrolada e meio controversa. Tem a Disney e o seu respectivo império comercial no meio.

Segundo o Levi,  um sujeito chamado Saban (ok, eu admito que não lembrava o nome do cara. Vi na wikipedia)  que sempre foi um cara esperto, fez um contrato de exclusividade com a Fox, vendendo uma série de filmes que chamou de Power rangers. Inclusive o cara teria até usado cenas de diversos sentais diferentes feitos no japão para fazer um filme novo, com cara e estilo ocidental. O cara gravava cenas com atores americanos na Nova Zelândia e mixaria com cenas prontas de outros sentais feitos no japão.
Foi naquela conversa com o Levi que eu entendi como funcionava o mecanismo por trás do Power Rangers, que é um sentai adaptado para o público ocidental. Mais que isso, Power Rangers é uma franquia multimilionária, que mal começa a sair de moda surge um spin off: “Power Rangers força do tempo”, “Power rangers força animal”, “Power Rangers sei lá mais o quê” e então todo ano a coisa toda recomeça.
Power Rangers é meio que um “Malhação” com monstros e explosões. Sem falar nos robôs gigantes.

Como a Toei detinha a exclusividade de exportação dessas séries para o ocidente, o tal Saban fez um contrato com ela e isso simplesmente estragulou o mercado, deixando como único produto disponível o -caro- Power Rangers. A Wikipedia diz que isso é boato, mas o Levi me garantiu que é justamente isso. O que não é nada de se espantar, já que o mundo está cheio de manobras comerciais desse naipe.

Quando eu fui convidado para trabalhar no Mega Powers, o Levi pretendia fazer uma segunda edição, sendo esta de dez capítulos inéditos, com roteiro sensívelmente melhorado, com efeitos de grande qualidade e atores bem treinados e dirigidos. Minha missão seria bolar o visual dos novos heróis, agora numa produção mais parruda. Eu ia criar de tudo. Dos capacetes, às roupas, passando pelas armas e se bobear, novos robôs gigantes – e toda uma linha de brinquedos.
Porém, acho que o orçamento que eu dei ficou alto demais e a empresa não quis bancar, mesmo sabendo que seria mais um gol de placa, afinal, sempre haverão crianças querendo ver heróis de roupas coloridas virando cambalhotas na tv. Sejam elas na praia de Copacabana, sejam em pedreiras abandonadas em Nagoya.

Robôs gigantes

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Pois é. Parece que os desenhos animados estão começando a botar um pé na realidade. Os japoneses estão construindo um robô gigante para celebrar o trigésimo aniversário do Gundam. Ela terá luzes emitidas de mais de 50 pontos da estátua e alguns lugares emitirão fumaça.

lifesize-gundam

gundam

O robô, que se chama RX-78 é na verdade (óbvio) uma estátua gigante, feita de fibra de vidro e plástico e infelizmente será desmontada depois do período de comemorações (2 meses). A Bandai NAMCO ainda está definindo o que vão fazer com a estátua após o período de exposição. Há rumores de uma possível venda do RX-78 no Ebay.

gundam2

O Robô tem 18 metros de altura e pode ser visto de longe. Este não é o primeiro robô gigante construído no Japão. Nos anos 90 uma réplica de 2/3 do modelo LM312V04 (Victory Gundam) foi construído, atingindo a altura de dez metros. Em 2007 uma réplica oficial de tamanho real do RX-78 foi construída no parque temático Fuji-Q Highland aos pés do Monte Fuji. E parece que já tem planos para uma nova construção de robô gigante como forma de comemorar o aniversário de Mitsuteru Yokoyama, criador da série.
Fonte

Robôs gigantes no Brasil?

É deveras impressionante a fixação que os japoneses tem com robôs gigantes. Desde que me entendo por gente vejo seriados diversos cujo final se resume a monstros de espuma lutando contra robôs gigantes sobre maquetes, que invariavelmente acabam totalmente destruídas. Foi assim desde spectreman aos famigerados Power Rangers.
Entendo que o conceito da luta final, em grande estilo, envolvendo destruições cataclísmicas e criaturas monstruosas tornou-se um imperativo do estilo nos sentais.
Um Sentai é um daqueles filmes que envolve pessoas de roupas coloridas e capacetes estranhos, que lutam contra monstros do espaço, de outra dimensão ou sei lá da onde. O termo japonês sentai, é de origem militar, e significa “esquadrão”.

Oficialmente, um sentai é um filme de grupos de heróis coloridos. Mas o estilão do seriado e as bases que controlam praticamente todos os filmes de hoje, vem dos longínquos e baratos seriados televisivos japoneses. Trata-se de um estilo de seriado que surgiu na década de 60, época do famoso National Kid (que nem era ator. O cara era bancário!).
Desde então, inúmeros grupos de heróis povoaram a tv. Entre eles um dos que mais me marcou a infância foi o Changeman. É impressionante a quantidade quase infinita de séries sentai feitas no japão.
Ao que parece, toda a exportação de sentai no mundo, concentrava-se nas mãos da Toei.
Uma estranha curiosidade, é que eu fui convidado para trabalhar num Super Sentai (poupem-me dos trocadilhos a la casseta & planeta, ok?) nacional.
Ocorre que aqui no Brasil tem um cara, bastante conhecido da galera da computação gráfica. Ele se chama Levi e é um dos sócios da produtora carioca Intervalo. O Levi é um cara que tem antenas permanentemente ligadas em coisas que podem dar muita grana. Basicamente o que o Levi faz é analisar as tendências internacionais, quase sempre seguindo atrás de uma moda americana ou japonesa e lançar um produto “genérico” para ganhar no vácuo da série da moda. Foi assim que o Levi criou os Dogmons, (uma cópia tupiniquim dos pokemons). Um dia o Levi me chamou para conversar e disse que estava com um projeto de um Sentai. Ele me contou a história do negócio. E ela é bem interessante.
O Levi tinha montado um portfolio com inúmeras idéias para apresentar a empresários do setor de licenciamento e brinquedos. Lá estavam os famosos Dogmons, entre outros diversos projetos. Um deles, era uma versão nacional de Sentai, chamado “Mega Powers“.
Ele foi para a reunião com o empresário, crente que os caras iam querer lançar os Dogmons. Para surpresa do Levi, uma a uma, as idéias dele iam sendo recusadas peremptoriamente. Até que, sem nenhuma idéia na pasta, ele resolveu arriscar. O Mega Powers era apenas uma meia duzia de desenhos no papel, um proto roteirinho chinfrim e uma marca. Nada mais.

Não havia muita coisa porque o Levi tinha criado o Mega Powers porque pensava que estava com poucos projetos para apresentar. Assim, ele inventou uma coisa qualquer apenas para funcionar como “Boi de piranha”. Mais para fazer volume. Afinal, quem em sã consciência ia tentar fazer uma réplica nacional do Power Rangers?

Como tudo na vida de quem trabalha com essas coisas, graças a imprevisibilidade do cliente, o boi de piranha foi alçado aos píncaros da glória. Tão logo o cliente bateu os olhos na proposta, ficou maravilhado. O Levi disse que na hora ficou até meio puto, porque ele tinha trabalhado duro durante anos no projeto Dogmons para ver o boi de piranha e “cópia deslavada de Power Rangers” ser a “bola da vez”. Seja como for, os caras da empresa gostaram e quiseram lançar o primeiro sentai brasileiro.

Era início de setembro e o video deveria estar pronto, gravado e embalado, já nos pontos de venda para o natal. O dinheiro liberado, pouquíssimo, era para a construção de quatro episódios de 40 minutos, apenas para “sentir o mercado”. Mas pensando friamente, do ponto de vista de uma produção, isso dá um longa metragem, que seria lançado em um DVD.
O Levi saiu da sala meio atordoado com a idéia. Ele partiu em busca de todo tipo de adolescente que tivesse uma boa aparência, soubesse um mínimo de teatro e entendesse alguma coisa desses filmes de luta.
Encontrar os atores certos foi um dos maiores desafios, pois não havia tempo hábil para treiná-los. Então ele acabou recorrendo a grupos de teatro amador.
O Levi contratou umas academias de artes marciais para fornecerem os dublês. Alugou uma câmera e saiu filmando. Em Niterói e no Rio. O resultado prático é meio louco. Meio tosco também. Mas é uma coisa feita em praticamente dois meses, quase sem grana, então dá pra dar um desconto. O Levi disse que se “internou” na Intervalo e praticamente “morou” no estúdio para conseguir finalizar a produção a tempo. Lógico que sendo feito num esquema de “susto”, não dá pra ficar grandes coisas.

Por exemplo. As cores dos Mega Powers eram amarelo, vermelho e azul. Sabe porque? Porque eram as cores que a empresa que vendia lycra no bairro do Rio Comprido tinha pra vender. :lol2:
Seja como for, o Levi conseguiu criar um sentai brazuca em dois meses (pois para lançar em dezembro um produto audiovisual já deve estar pronto em novembro).

Com um olhar crítico sobre a coisa que ele mesmo criou, Levi pensou: “Isso tá uma merda…Vai ser o meu maior fracasso. ”
Pois para surpresa de todos, o Mega Powers foi um sucesso estrondoso de vendas, logo nos primeiros dias eles esgotaram todos os dvds lançados, incluindo os de promoção. Precisaram fazer mais edições, que venderam feito água. Grande parte impulsionadas pelo preço que era metade do preço do Power Rangers original.
Quando eu encontrei o Levi ele estava trabalhando na “melhora” do conceito dos Mega Powers, já que – ele não quis dar detalhes – havia uma possibilidade de exportar o produto para redes de Tv do exterior. Possivelmente do Japão!
Acredite ou não, existia uma demanda reprimida enorme por sentai. Segundo o Levi me contou, o fato de todo o sentai mundial estar concentrada nas mãos da Toei era um problema complicado para muitas emissoras, que estavam nas mãos dela. Ao longo de décadas a Toei criou um mercado de consumo faraônico para sentais, e depois fechou a torneira.

A história é enrolada e meio controversa. Tem a Disney e o seu respectivo império comercial no meio.

Segundo o Levi,  um sujeito chamado Saban (ok, eu admito que não lembrava o nome do cara. Vi na wikipedia)  que sempre foi um cara esperto, fez um contrato de exclusividade com a Fox, vendendo uma série de filmes que chamou de Power rangers. Inclusive o cara teria até usado cenas de diversos sentais diferentes feitos no japão para fazer um filme novo, com cara e estilo ocidental. O cara gravava cenas com atores americanos na Nova Zelândia e mixaria com cenas prontas de outros sentais feitos no japão.
Foi naquela conversa com o Levi que eu entendi como funcionava o mecanismo por trás do Power Rangers, que é um sentai adaptado para o público ocidental. Mais que isso, Power Rangers é uma franquia multimilionária, que mal começa a sair de moda surge um spin off: “Power Rangers força do tempo”, “Power rangers força animal”, “Power Rangers sei lá mais o quê” e então todo ano a coisa toda recomeça.
Power Rangers é meio que um “Malhação” com monstros e explosões. Sem falar nos robôs gigantes.

Como a Toei detinha a exclusividade de exportação dessas séries para o ocidente, o tal Saban fez um contrato com ela e isso simplesmente estragulou o mercado, deixando como único produto disponível o -caro- Power Rangers. A Wikipedia diz que isso é boato, mas o Levi me garantiu que é justamente isso. O que não é nada de se espantar, já que o mundo está cheio de manobras comerciais desse naipe.

Quando eu fui convidado para trabalhar no Mega Powers, o Levi pretendia fazer uma segunda edição, sendo esta de dez capítulos inéditos, com roteiro sensívelmente melhorado, com efeitos de grande qualidade e atores bem treinados e dirigidos. Minha missão seria bolar o visual dos novos heróis, agora numa produção mais parruda. Eu ia criar de tudo. Dos capacetes, às roupas, passando pelas armas e se bobear, novos robôs gigantes – e toda uma linha de brinquedos.
Porém, acho que o orçamento que eu dei ficou alto demais e a empresa não quis bancar, mesmo sabendo que seria mais um gol de placa, afinal, sempre haverão crianças querendo ver heróis de roupas coloridas virando cambalhotas na tv. Sejam elas na praia de Copacabana, sejam em pedreiras abandonadas em Nagoya.

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