sábado, agosto 30, 2025
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Crash

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Pois é. Aconteceu o tipo de desgraça que só um legítimo nerd reconhecerá.
Aquele toró-dilúvio-hecatombe-elétrica que caiu na sexta-feira passada começou e eu tinha que preparar a apresentação para minha palestra na Universidade Veiga de Almeida. Resultado, caiu uma porra de um raio em algum lugar e o meu computador TOSTOU! Morreu, foi pro saco, viu jesus, fez beicinho, empacotou, abotoou o paletó de madeira, morgou, faleceu, dormiu o sono eterno, comeu capim pela raiz, fez a passagem, evadiu-se da dimensão física, ou em português ainda mais claro, QUEBRÔ!

O resultado é que agora eu tive que sair e comprar um monte de peças novas, mais um nobreak novo, e vou ter que fazer um XAXO fenomenal para conseguir voltar ao ponto em que minha vida parou na sexta-feira.

Não tá dando pra ler emails, pois ao reinstalar os Hds descobri que no crash ocorreu uma pane generalizada no meu windows e ele foi pro saco. Fica naquela tela preta pedindo uma Dll desgraçada chamada HAL. Tentei reinstalar essa DLL, sem sucesso. Com isso, terei que fazer tudo do zero. Formatarei meu HD e vou começar tudo novamente com um computador novinho.

Bem, tô escrevendo isso porque pode ser que eu dê uma sumida de uns dois dias em função de ter que reinstalar Deus e o mundo na minha máquina. A extensão do dano parece ter sido bem grande. Muitos arquivos foram corrompidos. E eu não tenho backup de quase nada. Estou fazendo um backup lógico aqui de um Hd para o outro (são muitos) e espero ter tudo de volta direito até semana que vem.

Recolored – O milagre da cor

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color | Curiosidades | cadeia

Fazer parte de uma lista de discussão formada por ilustradores tem suas vantagens. A troca de informações, dicas e análises ténicas, além das clássicas conversas genéricas ajudam muito a evoluir profissionalmente. Recentemente, na lista surgiu uma notícia e eu fui atrás pra conferir. De fato é tão incrível que merece o destaque do Mundo Gump.
Abaixo o texto da Paula:

Em agosto de 2004, três estudantes da Universidade Hebraica de Jerusalém, Anat Levin, Dani Lischinski e Yair Weiss, apresentaram na SIGGRAPH o trabalho Colorizando com Otimização. Tratava-se de um estudo sobre um novo algoritmo matemático que automatizava a adição de cores a imagens monocromáticas. Até ali, o método mais comum consistia na segmentação minuciosa de cada imagem em diversas regiões para que o artista colorizasse cada uma delas por vez, seja com pincéis ou sobreposição de camadas.

A colorização otimizada faz uso da seguinte premissa: em imagens com tons de cinza, pixels adjacentes com mesmo nível de intensidade representam cores iguais ou similares. Portanto, partindo da marcação da cor de um pixel específico, todos os adjacentes que estiverem num tom de cinza muito parecido serão marcados com uma gradação da mesma cor, de acordo com pequenas variações de intensidade. Dessa forma, o nível de interação necessária entre artista e máquina é drasticamente reduzido, já que o algoritmo se encarrega de descobrir as diferentes regiões da imagem.

O trabalho dos três estudantes chegou à Internet em março deste ano, data de sua publicação na web, e a partir daí a técnica circulou pelos noticiários de tecnologia sem causar grande comoção. Até que, na madrugada de ontem, dia 06, surge nos fóruns do DevLobby.com uma versão beta de um aplicado chamado Recolored – nada mais que o algoritmo de Levin e amigos finalmente associado a um programa de edição de imagens.

Para colorizar uma imagem no Recolored, basta rabiscar uma cor diferente em cada parte da imagem!

Recomendo. È algo muito interessante e abre novas possibilidades de expressão artística.
O link é:
https://www.recolored.com/index.php
Com destaque para a galeria, que é inacreditável.

O oitavo passageiro.

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a1burster2 | Curiosidades | nojento, post em destaque, solitária, verme da Guiné, Vermes

A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna. Era uma merda quando isso acontecia. E acontecia eventualmente, quando ela tinha que dar aulas na pós graduação. O costume de dormir junto é um troço impressionante. Vc acostuma dormir com a pessoa e quando tem que dormir sozinho é uma merda.

A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna, uma cidade que é um forno industrial de quente e eu fiquei em casa. Com o tal do costume, sem a NIvea, eu fiquei fritando na cama de um lado para outro pela madrugada à dentro. Nada de conseguir dormir. Em parte porque não dava, em parte porque eu secara uma garrafa de 2,5l de Coca-COla e tava ligadão.
Então vi o intercine, o segundo filme, o corujão. Aí resolvi forçar a barra. Desliguei a Tv e fiquei ali parado. Olhando para o teto. Fiquei ali paradão. Esperando o sono chegar. A escuridão do quarto. O teto… Eu tentei manter a cabeça vazia, sem pensar. Só quem tentou sabe como é difícil fazer isso.
Entre um cochilo e outro, o sono flutuando, fraco, eu acordava. Paradão. Ali com os olhos fechados. Acordava mas não dava o braço à torcer. Ficava como se tivesse dormindo. Meio que fingindo pra mim mesmo.

Aí aconteceu.

Eu senti uma coisa andando dentro de mim. Uma coisa estranha. Parecia uma cobra. Eu continuei parado. O silêncio da noite à minha volta, eu senti aquilo e de repente, parou.
Imaginei se não tinha dado uma sonhadinha rápida, realista o suficiente pra acreditar que era real. Nem abri os olhos. Mas fiquei alerta.
Dali um teeempão que pareceu não mais acabar, senti novamente e era uma sensação legítima. Não era sonho porra nenhuma. Era uma coisa de verdade dentro de mim!

Caralho, meu. Tinha uma coisa viva dentro de mim!

Ou eu tava grávido ou era o alien! Tinha que ser uma lombriga.

Olha a cena: Eu ali, na cama. Quatro e cacetada da madruga. Um cachorro latiu ao longe. Eu suando frio, na mesma posição de cadáver, horas sentindo nada menos que alguma coisa andando no meu intesino.

É lombriga. Caralho, é lombriga, pensei eu. Em pânico. A coisa era assim, mexia rapidinho e parava… parecia inteligente. Queria passar desapercebida. Qualquer respirada mais forte que eu dava ela parava e ficava ali… paradinha. Dali a uns quarenta minutos, mexia mais um pouquinho. Puts, dá nervoso só de lembrar. Minha nuca acaba de arrepiar. Amaldiçoei com todas as minhas forças todas as comidas de rua que eu havia comido sôfregamente até então. Exorcizei todos aqueles deliciosos churrasquinhs de gato, podrões, as linguiças xexelentas, os italianos gordurentos, as coxinhas adormecidas de rodoviária…

Não dormi mais. Amanheceu e eu ali. Estático. Com cagaço.
O troço parou de se mexer às cinco e meia da manhã. Nem parecia que eu havia passado tamanho aperto durante a noite. Aliás, a sensação de “não está acontecendo nada” era tão forte que me questionei se de fato aquela noite aconteceu. Seria uma alucinação por overdose de coca-cola? Eu havia assistido dias antes o filme Alien, o Oitavo passageiro… Algum tipo de reação ao estresse pós traumático desencadeada pela falta da minha mulher?

O cecete! Racionalização barata! Devia ser minhoca mesmo! Corri até a farmácia. (A Nivea tem uma coleção monstruosa de remédio que daria pra abrir uma filial da Farmais aqui em casa.) e peguei todos os remédios anti-oxiúros que eu vi pela frente.

Oxiúros são umas minhoquinhas brancas que habitam o cú de criança. Penei com esas merdinhas já, porque eu chupei dedo até os treze anos. Criança que chupa dedo está permanentemente no grupo de risco da minhoquinha branquinha do cú. Juntei os quatro comprimidos diferentes e mandei pra dentro com um copo d´água. Era a minha vingança contra meu hospedeiro maldito.

Mas o tempo foi passando e comecei a me perguntar o que poderia ser aquilo que eu senti. Entrei na internet e fui procurar: Verminoses

Foi a maior cagada. Não devia ter feito isso.
Se a mera sensação de ter alguma coisa dentro de você já bastaria pra deixar branco qualquer cara normal, ver a cara daquelas merdas ampliadas mil vezes num microscópio é uma das piores sensações que pode existir. A cada bicho mais horrendo que o outro eu me certificava que só poderia ser aquele monstro que havia dentro de mim.

O problema com este tipo de pesquisa na internet, é que sempre que uma verminose causa interesse médico ao ponto de ser publicada na internet é porque é um caso bizarro, com criaturas saídas da mente mórbida de algum Stephen KIng!
Aí que eu me caguei de medo mesmo. Tinha umas minhocas gigantes, outras microscópicas mas em grande número. Eu achei um site que descrevia com detalhes mórbidos cada um dos tipos de verminose humana, e no final com requintes de crueldade descrevia uma convulsão de vermes.

Foi o que bastou pra eu ficar pálido. Será que o que eu tava sentindo era uma massaroca de vermes subindo pelo meu intestino a ponto de sair por cima? Já me imaginei vomitando milhares de minhocas, aquele miojo branco saindo das narinas, se mexendo…

Tomei a decisão. Fui até a despensa e peguei um copinho de geléia de mocotó, preparei meio copinho de Baygon!
Estava a ponto de tomar o drink da morte. Cheirei pra ver como seria e o cheiro nauseabundo do baygon queimou minhas narinas por dentro. “Baygon mata-tudo” – lembrei do slogan. Desisti.

“Tudo” poderia me incluir.

Minutos depois eu liguei pra Nivea.

– Oi amor.
– Oi. Mô…
– Fala.
– Tem um troço aqui dentro de mim.
– O QUÊ???
– É, eu senti de madrugada. Uma coisa viva. parecia uma cobra. Andou dentro de mim
– Que isso?
– Verdade. Tomei os remédios de verminose. Mas eu acho que vou tomar um copo de Baygon!
– Que isso! Tá maluco!!! Não faz isso não! – Ela gritando.
– Tá. Mas eu vou fazer o quê? Tem uma coisa dentro de mim, porra!
– Liga pra sua tia. Eu tô voltando já.

Liguei pra minha tia Solange, que é médica. Acho que no dia seguinte. Não lembro bem. Ela não acreditou na minha história à princípio.
– MEu filho, pra você ter sentido deve ter sido gases.
– Não, tia! Eu tenho certeza que era vivo!
Olha, pra você sentir, se é que é alguma coisa mesmo, deve ser muito grande! (risos)
– É… – Eu ri aquele riso amarelo tipo “Tô fudido!”
No dia seguinte, de posse do pedido que ela me passou fui fazer o exame de fezes. Dois tipos diferentes.
Dali a um dia, o resultado:

TÊNIA!

Cara, a parada era tão gigante que o laboratório precisou comunicar ao órgão de saúde da cidade o resultado. Não sei, deve ser o procedimento normal… Eu não tive coragem de ir pegar o exame, pedi a Nivea pra ir pegar pra mim. Quando ela voltou meio branca, cara de medo, eu vi que estava certo. Era uma sucuri intestinal!

Corremos na minha tia, que também ficou pasma. Se eu tinha sentido a tênia passear por dentro de mim, ela era gigante mesmo. No mínimo de seis metros! Minha tia ficou de pesquisar o melhor remédio. Dali a algumas horas ligou lá pra casa e me mandou tomar um remédio lá.
A Nivea ligou pra várias farmácias e não achava em nenhuma. Então achou eu uma e mandou comprar. Eu fiquei em casa, pensando naquela coisa viva querendo sair pela minha boca… Imagina só… Igual a mágico que vai puxando aquela fita da boca… A fita vai saindo, saindo, saindo e ele com cara de espanto. Me imaginei assim, arrancando em pânico um macarrão gigante e interminável.

Quando o remédio chegou finalmente, era caro. NUma caixinha azul havia apenas UM comprimido. Uma caixa enorme, uma bula que chegava a ter páginas. Cheio de merda o remédio. Mulher grávida não pode tomar pois ela pode ABSORVER o bebê.
Satisfeito, descobri que o remédio era um tipo de Baygon em cápsula. Um veneno que se criança tomar, morre. É o que precisava pra matar o monstro.

A bula dizia em letras garrafais que o bicho iria sofrer uma contratura e morreria. Dai o remédio iria desestruturar molecularmente o bicho e eu absorveria ele. Legal, né? Meu medo era o remédio fazer o bicho querer sair, por cima, ou pior, por baixo…

Almocei e tomei o comprimidão em seguida. Passou uns vinte minutos e nada de contratura. “deve ter morrido já” – pensei.
Foi quando a coisa tremeu.
Caí sentado no sofá. Os olhos esbugalhados de cagaço. A sensação que eu sentia era dez vezes mais forte que a da noite. O troço tremeu dentro de mim. A sensação é como ter um cocô tendo mal de parkinson no seu intestino. Fiquei branco, suei frio.
Aí parou. Tão subitamente quanto começou, a coisa parou e eu soube que havia me livrado daquele rebento de satã.

Passei noites senhando com aquele bicho maldito, mas aí era sonho mesmo. O medo daquilo continuar vivo. Mas morreu. E eu absorvi ele, hehehe. Bem feito. Engordei em dois meses seguintes, nada menos que seis kg.

Mas o pior não é isso. O pior é que nesse meio tempo, pode ter ido parar um embrião do monstro na minha corrente sanguínea, e se ele for parar no cérebro, pode NASCER LÁ DENTRO!* – o que pode provocar convulsões e até a morte!
Essa é a história do minhocão. Muita gente tem verme e não sabe. Quando sabe, tem vergonha e tenta esconder. Eu escancaro mesmo. Hoje estou livre do Harry (ela já tinha nome). Ainda bem que não precisei fazer um aborto.

* Um ano depois eu descobri que este tipo de doença do verme cerebral chama-se cisticercose e eu não tenho, porque a solitária que eu peguei é a de boi. Apenas a de porco causa cisticercos.

Made in Japan

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toyota iwalk1 | Curiosidades | cadeia
toyota iwalk iunit | Curiosidades | cadeia
A terra do Sol nascente nos traz novidades de cair o queixo. São os protótipos de veículos alternativos da Toyota.
Não se trata de robôs, mas de uma espécie de roupa mecanizada de movimentação em dois estilos.
A primeira chamada i-foot, permite deslocar por caminhada, subir escadas e etc. Lembra um pouco aqueles AT-ST do Star Wars.
O segundo pode funcionar inclinado para frente ou com o passageiro numa posição mais sentado, para maior velocidade.
Bem estranho o viusal. Se eu visse algo assim na rua, fotografaria na hora para a Revista UFo. Ainda mais vendo uns japas com roupinhas colantes iguais a essas…

O camaleão de duas patas esquerdas

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canhotinho | Curiosidades | cadeia

Tudo bem que quando você tem trabalho demais, uma ilustração muito grande ou complexa, um errinho pode acabar passando.
Mas o que dizer de uma ESCORREGADA dessas? A Corel, uma das líderes no segmento de softwares para ilustração vetorial resolveu criar um bichinho de mascote para o lançamento de seu novo Corel. O escolhido foi o camaleão. O desenho até que ficou legal, mas o problema todo é o mané desenhar o camaleão com duas patas esquerdas.
Podre!

Coca-Cola feladaputa!

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Ah, tô puto com a Coca-Cola! Onde já se viu? NUm inacreditável retrocesso de marketing estratégico a Coca-Cola surge nos mercados e camelôs com a minúscula e ridícula latinha de 250ml. Desde que comecei a tomar este treco no meio da adolescência e emburaquei de vez no projeto Galiléia ( em breve em mais uma aventura GUMP aqui) acabei viciado. Quando entrei pra Ignis, uma empresa que definitivamente deveria ser patrocinada pela Coca-COla, já que até a secretária, nossa queria Roseli, tomava uma garrafa no café da manhã (Juro!)a coisa piorou de vez. Eu tomava fácil um garrafão de 2,25l num único dia.
Então, desde 5 de maio de 1886 que o farmacêutico estadunidense John Pemberton, aos 54 anos, criou a fórmula da Coca-Cola baseada no Vin Mariani, fabricado na ilha francesa da Córsega, uma célebre bebida “fortificante” feita com folhas de coca maceradas em vinho, que o potencial viciante do refrigerante é diretamente proporcional a sua exposição a ele.
Logo depois que foi criada, nos idos de 1900, a Coca-COla ainda era verde, e bastavam apenas seis copos para você se tornar um dependente químico.
Desde então, a Coca-Cola vem usando a política do tome o quanto puder. O tamanho das garrafas, iniciou-se com a clássica de seis onças(ícone do design e referência até hoje de branding e pakaging)pois era a única maneira de viabilizar a venda do líquido, pois a Coca-Cola era tremendamente cara para se produzir. Nesta época, em 1939 a Coca-Cola chega ao Brasil. Com o avanço dos processo industriais de fabricação e o monopólio de um império logístico de distribuição e recolhimento de vazilhames de vidro a Coca-Cola imperou praticamente imune à concorrência, expandindo fábricas e abrindo engarrafadoras pelo país afora. Com a demanda pelo refri, a fábrica americana gerou uma série de novos formatos, objetivando atingir mais e mais consumidores. È quando as garrafas tamanho família surgem. Primeiro um litro, depois dois litros, dali a um tempo dois litros e meio…
A clara estratégia é: Beba cada vez mais para precisar cada vez mais.
Então, o contra-senso. A coca-cola insere no mercado a nova latinha mini. Ela entra numa posição abaixo da lata comum de 350ml, o que faz subir o preço da lata comum de 1 real para dois reais. A de 250ml aparece com o valor pintado na lata. 1 real.
A ideia por trás disso talvez seja atingir o público infantil como um refrigerante de merenda. Terreno até agora só ocupado pelas tubaínas (todo refrigerante que não é coca-cola é tubaína, segundo os executivos da Coca) como os guaranazinhos.
MAs eu fico puto porque agora os malditos camelôs só vendem a desgraçada da latinha minúscula que não dá pra nada por um real. A garrafinha de 650ml, o melhor custo-benefício no calor das ruas do centro do Rio desapareceu, tamanho o seu valor, que desanima o camelô de vender. Resultado, parei de tomar. Não compro a latinha de um real porque é uma vergoha de caro pra nem sentir o gosto.
Imaginando seus lucros, a Coca-cola vai acabar me curando do vício. Olha que sorte!

Bom, já que tô falando da Coca-Cola, aí vai um momento cultura inútil:
(retirado do blog do marmota)

“E a fórmula?

A fórmula, ou melhor, uma parte dela, apareceu no livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola”, de Mark Pendergrast. Até agora, o que não se sabe é a quantidade exata dos ingredientes que entram na composição do tão falado “Merchandise 7X”.

Em um recipiente equivalente a 1 galão (3,785 litros) entram:

Açúcar: 2400g
Água suficiente para dissolver
Caramelo: 37g
Cafeína: 3,1g
Ácido fosfórico: 11g
Folha descocainizada de coca: 1,1g
Noz de cola: 0,37g
Embeba as folhas de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.

Suco de lima: 30g
Glicerina: 19g
Extrato de baunilha: 1,5g
Saborizante 7X:

óleo de laranja: 0,47g
óleo de limão: 0,88g
noz-moscada: 0,07g
óleo de cássia (canela chinesa): 0,20g
óleo de coentro: traços
Nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira): traços
óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F [15,6 graus C]. Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.

Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.

Várias fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula. Embora essa fórmula possa aproximar-se muito da original, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um caso judicial. Segundo ele, são necessários 13,2 g de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope (não 11), e 1,86 g de extrato de baunilha, e não 1,5 g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 g de “um caramelo comercial de estabilidade forte”, ou muito mais do que 37 gramas. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.

Asa Candler mudou a fórmula assim que a adquiriu, junto com os direitos sobre a Coca-Cola, para evitar os imitadores (pelo menos 10 pessoas conheciam a fórmula na época). Candler acrescentou glicerina como conservante, removeu a cocaína, reduziu a cafeína e substituiu o ácido cítrico pelo ácido fosfórico. Asa mudou também o componente saborizante, ao qual passou a referir como “7X”, embora a fórmula de Pemberton só tivesse 6 ingredientes. Provavelmente foi Asa que acrescentou o óleo de lima à base saborizante e retirou a maior parte do suco de lima (segundo análise química).

A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, códigos:

açúcar, Mercadoria #1
caramelo, Mercadoria #2
cafeína, Mercadoria #3
ácido fosfórico, Mercadoria #4
folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5
mistura saborizante 7X, Mercadoria #7
baunilha, Mercadoria #8
Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candler os números 6 (suco de lima) e 9 (glicerina) tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.

Segundo um artigo publicado no Wall Street Journal em 04/10/1996, Frank Robinson, bisneto do co-fundador da Coca-Cola, teria uma fórmula manuscrita da bebida. A empresa diz que essa fórmula é falsa, mas segundo o artigo, a receita é provavelmente autêntica e foi criada depois que Asa revisou a fórmula, mas antes da retirada da cocaína.

A Coca-Cola Co. mantém uma versão escrita da fórmula em um cofre do Trust Co. Bank em Atlanta. O cofre só pode ser aberto por resolução do board de diretores da empresa. Somente duas pessoas na companhia podem saber a fórmula ao mesmo tempo (as duas primeiras foram Asa Candler e Frank Robinson), e somente elas podem supervisionar a preparação da fórmula. A companhia não revela a identidade destas pessoas, que são proibidas de viajar juntas.

O componente Merchandise 7X é tão secreto que a Coca-Cola Co. não o revela mesmo com ordens judiciais. A empresa preferiu não comercializar o refrigerante na Índia devido à exigência do governo daquele país, que queria a fórmula completa. Mas em 1991 a Índia revisou as suas leis de patentes, o que permitiu o comércio da Coca-Cola no território indiano.

E tem muito mais:

Apêndice do livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola“ (editado em português em 1993 pela Ediouro; o livro desapareceu misteriosamente de livrarias e sebos do país)
Fórmula da Pepsi-Cola, que é muito parecida com a da Coca-Cola
Opencola, uma fórmula de cola Open Source. Os componentes são similares aos da Coca-Cola e da Pepsi. O detalhe insólito é a Opencola italiana, que é transparente!”

2D artist

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Taí outra boa pedida para os interessados em arte digital. A revista eletrônica 2Dartist. Nesse mês parece que eles tão dando de brinde uma edição grátis para baixar em pdf. Eu vou baixar daqui a pouco pra ver. Parece interessante.

Digital Art Masters

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Caramba, acabei de ver e tô embasbacado com a qualidade do livro Digital Art Masters, no site da 3D Total.
È uma parada que lembra vagamente os livros da série D’artiste, da Ballistic Publishing, mas esse aqui tem um diferencial super-importante. Ele mostra detalhadamente como as imagens geniais foram feitas. O que faz dele não só um catálogo de imagens maneiras mas um poço enorme de aprendizado pra mergulhar de cabeça.
É claro que isso faz do Digital Art Masters um livro de cunho técnico, mais indicado aos iniciados. Mas com as imagens de cair o queixo, ele leva todas as indicações do MUNDO GUMP no quesito qualidade.