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Escarificação: A arte de se diferenciar cortando na própria carne

Se tem uma coisa que desperta uma reação imediata em que vê a a escarificação. Uns sentem nojo, outros acham horrível. Mas...

Escrito por Philipe Kling David · 3 Minutos de leitura >

Se tem uma coisa que desperta uma reação imediata em que vê a a escarificação. Uns sentem nojo, outros acham horrível. Mas há quem ache lindo também. A maioria das pessoas que vê uma escarificação se espanta com a coragem das pessoas que se submetem aos dolorosos procedimentos de escavar a própria pele fazendo literalmente buracos na carne viva, que mais tarde, se tornarão cicatrizes, e dependendo da pessoa, “queloides ornamentais”.

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Não há limites para as pessoas que resolvem passar pela modificação corporal da escarificação.

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Há muitas formas diferentes no processo de escarificação. Algumas dessas técnicas envolvem fricção, abrasão, esfolia, coçar, gravar com lâminas, folhas, osso, queimar com calor (branding – para muitos adeptos, o “branding” é outro tipo de modificação corporal, mas “parente” da escarificação) , raio laser ou com químicos desenhos, padrões gráficos, imagens ou palavras na pele. A escarificação é um tipo de modificação corporal permanente. No processo de escarificação do corpo, cicatrizes são formadas por corte ou marca na pele por meio de métodos diferentes. Um desses métodos envolve escavar a ferida sequencialmente, não deixando-a cicatrizar. Essa contínua perturbação do ferimento em intervalos de tempo visa afetar a forma como a pela cicatriza.

Este é, obviamente, um processo doloroso, embora as pessoas que optem por este tipo de procedimento de modificação corporal não pareçam se importar tanto com a dor e estão mais focados na questão estética da ferida.

As origens da escarificação

As origens dessa prática são obviamente tribais. Dentro de antropologia, o estudo das modificações corporais por grupos humanos tem sido muito debatido. Em 1909, Van Gennep descreveu tradições tribais de modificação corporal diversas, incluindo tatuagens, escarificação, e pintura, como partes dos ritos de passagem. Em 1963, Levi-Strauss descreveu o corpo como uma superfície de espera para que fosse “impressa” com as marcas de determinada cultura. Nos anos 80, Turner usou pela primeira vez o termo “pele social” em sua discussão detalhada de como a cultura Kayapó foi construída e expressa através de organismos individuais.

Atualmente, na antropologia, fora dos modismos da juventude urbana, são quatro as hipóteses concorrentes por trás da escarificação:

  • É um rito de passagem
  • Significa um processo de endurecimento / trauma
  • Indica um indivíduo sexualmente selecionado
  • Uma indicação patogênica de um caráter adaptativo sexualmente

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Há também razões estéticas , religiosas e também sociais para escarificação. Por exemplo, a escarificação tem sido amplamente utilizado por muitas tribos do Oeste Africano para marcar fases cruciais tanto na vida dos homens como na das mulheres, como a puberdade e o casamento.

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A escarificação também usada para transmitir mensagens  complexas sobre a identidade.  E essas marcas corporais enfatizam papéis sociais, políticos e religiosos fixos.

Há quem sustente, que nos grupos primitivos, a escarificação surgiu primeiro que a tatuagem, uma vez que os primeiros hominídeos poderiam usar pedra lascada para se marcar como pertencendo a um determinado grupo. As cicatrizes indicariam de maneira indelével sua origem e importância social.  Outra questão para a pratica da escarificação ter se disseminado mais amplamente, envolve o fato de que a escarificação é geralmente mais visível em pessoas de pele mais escura do que as tatuagens.

Entre os diversos motivos para a escarificação, está um inusitado: O prazer.

Verdade, eu disse o prazer.  Endorfinas podem ser liberadas no processo de escarificação que podem induzir a  um estado de euforia .

Além disso, em certos grupos humanos, a escarificação tem uma finalidade quase que como um sinal de trânsito. Ele é literalmente um sinal, na linha do “ei, olhe pra mim!”.

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Isso ocorre, por exemplo, nas cicatriz no abdômen das mulheres de muitas tribos, pois nessas tribos a escarificação é utilizada para designar uma vontade de ser mãe. Sua capacidade de tolerar a dor da cicatriz é um sinal explícito de  maturidade emocional e prontidão para ter filhos.

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Maneiro! Parece até um Klingon, Tia!
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legh chay’ pretty nojtaHghach Human!

A maioria das pessoas em certas regiões da África que têm “marcas” podem ser identificados como pertencentes a uma tribo ou grupo étnico específico. Algumas das tribos no norte de Gana que usam as marcas são as Gonjas, Nanumbas, Dagombas, Frafras e Mamprusis.

Nas sociedades ocidentais e urbanas, a escarificação tribal ganhou contornos diferenciados, mas ainda opera como um indicador social.

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Uma escarificação depois de regenerada pode dar um efeito de tatuagem rosa de baixo relevo

Fotos de escarificações

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Algumas vezes, as escarificações são misturadas com outras técnicas, como implantes subdermais e até tatuagens. Há também processos pelos quais é possível induzir as quelóides, afim de gerar marcas de escarificações em alto relevo. Segundo este artigo, na áfrica se usa algumas ervas que teriam essas propriedades.

O que se faz bastante é tatuar grandes massas de preto para gerar o contraste com o vermelho vivo da carne subdérmica.

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Perigos da Escarificação

A escarificação invariavelmente produzirá danos e traumas na pele; portanto, é considerado um processo pouco seguro por muitas pessoas.
O risco maior é o de infecção. Além disso, os procedimentos devem ser cuidadosamente realizados, para evitar riscos, como a contaminação por Aids. Se tem gente pegando Aids e Hepatite por vacilo de manicure, imagina num treco desses, né meu amigo?

Há o perigo de moscas depositarem ovos na ferida, que poderão começar a comer sua carne e… Você pareceria um zumbi. A ferida deve ser mantida limpa, utilizando soluções antibacterianas ou sabonetes muitas vezes, e ter uma boa higiene em geral. Não é invulgar, que pessoas que façam isso, busquem um acompanhamento médico, para usarem antibióticos, evitando riscos decorrentes das feridas abertas. Outra coisa que é óbvia, é que o profissional de modificação corporal precisa ter conhecimento detalhado da anatomia da pele humana, a fim de evitar ferramentas de corte muito profundo, ou que queime muito gravemente ou por muito tempo.

Por razões óbvias, a escarificação não é tão popular como a tatuagem, e por isso é mais difícil de encontrar profissionais experientes na escarificação.

fonte

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

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9 respostas para “Escarificação: A arte de se diferenciar cortando na própria carne”

  1. Alguns desenhos são bem bonitos, mas… caramba! Deve doer miseravelmente! Enfim, desde que não façam em mim, nem obriguem ninguém a fazer, que façam.

  2. Desculpa Philipe, mas não consegui nem ler o texto
    É arte e tal respeito, mas sei lá da uma agonia danada ver as imagens. E só consegui ver duas hahahahahaha

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