Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?

Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?

A história do estranho parafuso é a seguinte:

No verão de 1998, cientistas russos que estavam investigando uma área com 300 º km a sudoeste de Moscou sobre os restos de um meteorito, descobriram um pedaço de rocha que incluía um parafuso de ferro. Os geólogos estimam que a idade da rocha é 300-320 milhões de anos.

Naquela época, não eram apenas formas de vida inteligente na Terra, nem mesmo …..

dinossauros não aparecem na sua superfície. O parafuso, o que é claramente visível na cabeça ea porca, tem um comprimento de cerca de cm e um diâmetro de cerca de três milímetros.

Os cientistas inicialmente pensou que o parafuso estava em uma máquina agrícola. Mas o parafuso foi firmemente fixada na rocha.

Caso de “erro” foi excluída porque, além disso, como mostrado por estudos posteriores, o parafuso há realmente uma quantidade enorme de tempo, já que os átomos de ferro do parafuso e os átomos de silício (a partir do qual a rocha é constituída principalmente) se espalharam em todo o ylika.Oi dois raios-X revelou que existem dentro dos parafusos de rocha e semelhantes .. , bem como duas pequenas bolas redondas que têm orifícios quadrados.

Este achado tem sido estudada intensivamente em várias instituições científicas da Rússia – de geólogos, físicos, paleontólogos, mineralogistas e provou que o parafuso foi no sedimento antes de ser montado sobre uma rocha. Todos os técnicos que examinaram os resultados estão convencidos de que o parafuso foi construído artificialmente e não um produto de um processo natural.

fonte

Bom, como podemos ver pela foto, realmente a rocha parece ter um parafuso dentro dela. Mas sei lá. Eu fico com o pé atrás de qualquer coisa datada por carbono 14, porque acho um método meio questionável de datação para certas coisas. Se não havia gente na face da terra e nem sequer dinossauros, como que pode ter um parafuso desta idade?
Há quem aponte uma simples resposta para este problema: “É uma peça caída de um disco voador!”

Eu sou meio cético com relação a estas ideias de peças caindo de discos voadores. Eu até aceito que existam discos voadores, Aliens e tudo mais, mas tenho dificuldade em admitir equipamentos tão sofisticados ao ponto de fazer o que eles fazem perderem peças assim, como se fosse o Fiat 147 modelo 1983 do verdureiro da minha esquina.
Eu penso que tudo poderia ser mais simples, se considerarmos que esta datação pode estar simplesmente equivocada. Vamos imaginar um leito de pedras onde um belo dia, uma maquina agrícola antiga deixe um parafuso cair. Ele cai no leito e chove em cima. Com o tempo, o parafuso de metal irá se oxidar. Dependendo dos compostos dissolvidos na terra, a temperatura, os fatores extrínsecos, mesmo os mais improváveis como raios caindo no campo, poderiam mudar a constituição deste metal e fundí-lo à rocha, muito mais antiga que o parafuso em si? Não sou geólogo ou químico para dizer, mas não acho que seja impossível levarmos uma hipótese assim em consideração. Aliás, em termos de probabilidade isso já daria de mil a zero na chance de ser uma peça de uma nave alienígena ou mesmo os restos de uma máquina do tempo.

Nada impede de haver por aí rochas até mais antigas que 300 milhões de anos. (pra falar a verdade, a maioria delas é.) Assim, se hoje mesmo eu enfiar um parafuso numa rocha achada no chão, escolhida ao acaso isso fará dele uma antiguidade super-ultra-mega-sensacional?
O texto, que parece ter se originado num desses periódicos russos cuja fama e seriedade é sempre questionável, menciona que a “prova” da antiguidade da peça é que os átomos teriam se fundido com os átomos de silício.
Parando para olhar esta afirmação com mais cuidado, eu desconfiaria disso. Primeiro porque, vamos imaginar, algum geólogo ache um parafuso preso numa pedra. Qual a possibilidade do cara ter um insight de resolver fazer uma datação naquilo e não simplesmente jogar ele sobre o ombro, considerando-o como “detrito”? Outra duvida que eu tenho é que raio de grana preta é esta que financia pesquisas que fazem análises atômicas em parafusos enfiados em pedras achados pelo chão.
Note que não é algo que surge de uma fonte anônima do governo, que dá para um grupo que financia a investigação. O troço (supondo pelo texto) surge por acaso num sítio arqueológico.

No entanto, admitindo que realmente se trata de um parafuso, e que a coisa é como a matéria, pessimamente traduzida por sinal diz, isso nos levaria a questionar muitas coisas e uma delas é se não existiu alguma civilização mais avançada no passado distante deste planeta. Sempre que olhamos a História, vamos voltando no tempo até os dinossauros, e seguimos para trás, chegando até uma bola fumegante de lava vagando no espaço. Mas o que nos garante que em algum ponto da História, antes mesmo da vida como conhecemos hoje florescer, isso já não tivesse ocorrido antes? E se a Terra já tivesse ocupado outra órbita, diferente da atual? E se o planeta for mais antigo do que sonhamos supor com nossas deduções e estimativas? Essa ideia pode parecer uma completa maluquice, digna de ficção científica do século XIX, mas muita gente acredita nisso. Artefatos como este parafuso só reforçam essas teorias.

O parafuso enfiado na pedra descoberto na Russia, não é nada senão mais um das muitas coisas estranhas descobertas com datas estimadas difíceis de explicar. Neste site aqui eles falam de outros supostos objetos, alguns que poderiam ter sido contemporâneos do misterioso parafuso, como uma corrente de ouro pequena, encontrada em Morrisonville, Illinois, USA, em 1891. A corrente artisticamente modelada, foi descoberta enterrada numa pedra que teria vindo do interior de uma mina de cal, datada de 300 milhões de anos.

Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?
Além da corrente, também nos EUA, uma panela de ferro foi encontrada e datada em 300 a 325 milhões de anos. A descoberta da panela misteriosa surgiu em Oklahoma no ano de 1912. Tudo se deu por acidente, quando dois funcionários da Usina Elétrica Municipal de Thomas, estavam usando pás para alimentar com carvão o forno da usina. O carvão era de origem de uma mina próxima, localizada perto de Wilberton. Os empregados acharam um pedaço de carvão que era grande demais para suportar, de modo que os trabalhadores pegaram uma marreta para partí-la. Após diversas marretadas, o carvão finalmente se rompeu, revelando uma estranha e insólita surpresa no seu interior:

Os operários descobriram que o bloco continha uma panela de ferro. Quando o vaso foi removido do bloco, não conseguiram determinar sua origem. Sem conseguir estabelecer a origem da panela, vários especialistas examinaram o carvão ao redor da mesma e determinou-se que a mina teria sido formada entre 300 e 325 milhões de anos atrás. Até hoje a pergunta de como a panela de ferro foi parar ali, está sem resposta.

Seja como for, o caso do misterioso parafuso de 300 milhões de anos pode ser muito, muito mais simples do que naves alienígenas ou mesmo máquinas do tempo e civilizações pré-terrestres. Dá uma olhada nisso:

Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos? Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?

Outros parafusos misteriosos enfiados em rochas? As naves dos Ets estão desmontando?

Claro que não! Isso são fósseis de cirinoides.

Os Cirinóides são animais exclusivamente marinhos que ocupam todas as profundezas até aos 6000 metros. Atualmente, a classe conta com apenas algumas centenas de espécies mas o registo geológico mostra uma biodiversidade muito maior dentro do grupo. Veja outros fosseis de cirinóides aqui. 

Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?

O modo de vida dos crinóides é variável. Algumas espécies vivem fixas a um substrato por um pedúnculo durante todo o ciclo de vida; outras podem apresentar fase adulta ou larvar de vida livre. O substrato dos crinóides pode ser um material rochoso, um fundo arenoso ou objetos como madeira que circulam à deriva.

A maioria dos crinóides actuais não é séssil e faz parte do zooplâncton dos oceanos. É interessante notar como os fósseis de cirinóides parecem mesmo com parafusos fossilizados. Não duvido de um estagiário do jornal tablóide de Moscou sob pressão para fazer alguma matéria bombástica, dando de cara com uma foto dessas na net e preenchendo as lacunas com sua mente criativa.  E isso envolve sugerir que um objeto cilíndrico cm anéis concêntricos seja um parafuso, que não tem anéis concêntricos, e sim helicoidais.

Quanto o cordão e a panela, não sei como explicar, talvez simples fraudes para vender jornal.

 

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29 comentários em “Um misterioso parafuso de 300 milhões de anos?”

  1. Caraca você e um gênio……….. =)

    Adorei ler isso aqui, notei que você e igual eu não acredita em tudo que a mídia divulga ainda mais desses sites.

    Mas um assunto legal para você pesquisar que eu acredito ser interessante apesar deu ser catolico e como surgiu a vida na terra, já se sabe que alguns meteoros trazem consigo bacterias será que foi deles que surgiu a vida? Hehehe… Quando eu penso em alienígena as vezes quando estou revoltado eu penso em nós mesmo, pois acredito que nos somos os alienígenas da pior raça agimos por impulso melhor eu acho que alienígena não e aonde quero chegar agirmos na verdade igual vírus auto destrutivo no planeta. Você já assistiu Matrix quando o AG Smith cita essa frase:

    “Eu gostaria de te contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando eu tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos. Todos os mamíferos do planeta instintivamente entram em equilíbrio com o meio ambiente. Mas os humanos não. Vocês vão para uma área e se multiplicam e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos. A única forma de sobreviverem é indo para uma outra área. Há um outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão. Você sabe qual é? Um vírus. Os seres humanos são uma doença. Um câncer neste planeta. Vocês são uma praga. E nós somos a cura.”

    Bom e so mais um assunto para a gente pirar.

    Mas a sua analise foi admirável parece até um perito. Virei leitor do seu blog! =)

    Uga,
    Michel Oliveira

  2. É difícil mesmo acreditar que exista um parafuso fossilizado com 300 milhões de anos, mas aquilo tbm não se parece um “bichinho” fossilizado… Hehe

  3. A história de outra civilização antes da nossa me recorda dos achados de Göbekli Tepe e a próxima da ilha de Yonaguni. Porém com milhões de anos antes, nunca tinha pensado (a não ser por ficção como o mito de Cthulhu). Acho que agora entendi o que se passava na cabeça do Dr. Zaius do planeta dos macacos.

    • Cara eu coloquei o texto do defencenet que está circulando nos emails e foruns. Não quis fazer uma tradução diferente com medo de me acusarem de alterar o teor das informações.

  4. se a informaçao vem de um jornaleco qualquer fica dificil de acreditar mas se tem algum cientista dizendo isso imagino que ele nao ia dizer isso por ai sem prova se arriscando a virar motivo de piadas dos colegas.

  5. Olha, ta um bizi por ai que antes daquela famosa experiencia do Eldridge, em 1941 ocorreu o seguinte: havia um estaleiro nos Estados Unidos em que se soldavam peças para navios de guerra, usando uma solda chamada “solda em arco”, que era feita numa camara fechada. Suponho que seja solda em arco voltaico(?), a altissima voltagem.
    Os operarios ajustavam a peça dentro da camara, era disparado um alarme, eles saiam correndo do local que era entao hermeticamente fechado e o maquinario iniciava a solda.
    Acontece que na pressa de sair, eles esqueciam algumas ferramentas e parafusos dentro da camara de solda. E essas ferramentas desapareciam.
    Num final de semana passeando pela praia proxima (sabe como e, folga, cerveja, “garotas”, kkkk…) eles notaram umas coisas estranhas coladas numas pedras. Foram conferir e eram as ferramentas desaparecidas, que estavam simplesmente fundidas nas pedras.
    Vou resumir (a historia no site e longa): chamados tecnicos e cientistas chegaram a conclusao que as ferramentas estavam ali grudadas nas pedras JA HA MILHARES DE ANOS! Portanto haviam viajado nao apenas no espaço como tambem NO TEMPO!
    Entao a parada e real, pois aparentemente a alta voltagem influi na gravidade que influi no tempo. Faz sentido.

  6. Não sou nenhum expert em paleontologia, mas pela data o cara se equivocou ao falar que não tinha dinossauro, porque esse período (a partir de 320 m.a.a) é o início do triássico, onde já tinham sim alguns répteis gigantes, fora outros bichos pré-históricos.
    Mas também concordo que o mais provável é que os caras erraram nos testes. Sobre essas paradas de viagem no tempo, vi um cientista falando em um canal na discovery que nosso conhecimento sobre viagem no tempo é igual ao conhecimento de um protozoário sobre viagem espacial.

  7. Eu não sei quanto a esses objetos especificos, mas não acho impossivel que ja tenham havido outras civilizações na Terra, milhões de anos antes de nos.

    Além disso, (ja trabalhei com arqueologia) o carbono 14 é um pouco vago pra datações recentes ou que necessitam de precisão, mas ele é bastante seguro quando se trata de grandes numeros.

    Até onde a Ciência sabe, pelo menos.

    • Moll, na verdade é o contrário, a datação por carbono 14 só é precisa até aproximadamente 60 mil anos atrás, portanto não é o método adequado para datação… (veja esse artigo da Wikipédia em inglês: “http://en.wikipedia.org/wiki/Radiocarbon_dating”)
      Existem vários outros métodos de datação, que abarcam períodos gigantescos para nosso padrão, como o Urânio-238, com meia-vida de 4,5 bilhões de anos! (“http://www.searadaciencia.ufc.br/donafifi/datacao/datacao5.htm”).

  8. esse misterio do parafuso de 300 milhoes de anos …é o que ta na categoria do mesmo nivel da máquina de Anticítera..,..as Pirâmides…a Bateria de Bagdad e outros misterios que as pessoas atribuem extraterrestres ou que eles ensinaram os misterios da tecnologia para os humanos antigos.

  9. Não existe datação de Carbono14 com idades absolutas acima de, em torno, 14 mil anos, devido ao tempo de decaimento do isotópo de carbono. Para idades de rochas (no caso Paleozóica) é usado os métodos geocronológicos: U-Pb (Urânio-Chumbo), Sm-Nd (Samário-Neodimio) ,Rb-Sr (Rubídio-Estrôncio), K-Ar (Potássio-Argônio), porém, como sedimentos possuem idades das rochas fontes, logo, tem como datar a idade da rocha que originou o sedimento. Apenas quando há argilas autigênicas, como Illita, pode-se datar uma rocha sedimentar, pois tem a idade da Diagênese (método Potássio-Argônio).

    Fonte: Sou Geólogo.

    Logo há um erro grande nesse matéria.

  10. Ao meu ver isso é claramente fake! E um fake dos bem zuados…

    Isso me parece uma espécie de “parafuso fossilizado” e apesar da fossilização por “encrustação” (igual a essa mostrada na foto) acontecer normalmente em ambientes como cavernas e demorar muitos anos, existem espécies de poços em alguns lugares específicos, com condições bizarras capazes de fossilizar as coisas em tempos extremamente rápidos.

    Não é à toa que meu professor de paleontologia da faculdade nos mostrou uma garrafa de coca cola fossilizada que ele deixou por 6 meses num desses poços no (chile ou argentina, não lembro…) e ficou super legal!

    Acredito que tenha acontecido apenas isso e nada mais. É só fossilização por encrustação.

  11. esse parafuso tem sim chances de ser de um disco voador, pelo amor de deus você acha que os alienígenas já nasceram com tecnologia? Só por quê eles são os “fodas”, é logico que um dia eles já foram como nós, em se tratar de tecnologia, e a 300 ou 200 milhões de anos eles ainda poderiam estar caminhando para a evolução deles assim como nós agora. ^^

  12. Muita coincidência, não é “Panela de ferro”, “Pulseira de ouro” e “Parafuso” na Russia serem datados em cerca de 300 a 350 milhões de anos… Não é mais lógico admitir que de fato houve uma outra civilização nesta época!!! Qual é o problema???

  13. Leiam o livro de Zecharia Sitchin, ENKI memórias e profecias de um deus extraterrestre, nele muita coisa sobre o passado da humanidade é esclarecida.
    Se a coisa se passou como narrado no livro, certamente essa civilização já tinha tecnologia para viagens interplanetária muitos milhões de anos antes de nossa existência. vale a pena pesquisar um pouco.

  14. Devemos sempre desconfiar dessas descobertas… porém, há um grande número de achados desse tipo, artefatos complexos com datação anterior à mais antiga civilização conhecida, alguns tão complexos que seriam difíceis de reproduzir até com os instrumentos atuais. A ciência finge que não existem e varre para “debaixo do tapete” também conhecido como “porões dos grandes museus do mundo”. Acho que ainda tenho o livro “A história secreta da raça humana” em pdf, se interessar, posso mandar por e-mail, nesse livro há dezenas de casos do tipo. E sobre a datação de carbono, se não é válida, então devemos começar a reexaminar a história desde já, porque grande parte da base da arqueologia está fundamentada nela.

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