Ilusão de ótica da Mona lisa

Ilusão de ótica da Mona lisa

Muito interessante esta ilusão de ótica, feita por Pat Ashforth e Steve Plummer usando uma tapeçaria de parede como estrutura.  De frente, é impossível ver a Mona Lisa, mas quando vista do ângulo certo, a tela revela o o retrato, que aparece como mágica. O segredo desse treco está na  organização do padrão da trama, que …

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Ilusão de ótica do Seu Madruga

Ilusão de ótica do Seu Madruga

Eu me amarro no Seu Madruga. Tanto que resolvi criar uma ilusão de ótica com ele. Agora estou em duvida se uso para enfeitar aqui a parede do meu escritório ou faço uma camiseta com ela. Talvez eu faça os dois. A Ilusão do Seu Madruga está aqui: Clique na imagem para ver em tamanho …

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Russia: O mistério das fotos coloridas num tempo em que só havia preto e branco

Russia: O mistério das fotos coloridas num tempo em que só havia preto e branco

A Jaqueline me mandou um Power Point que mostra uma série de incríveis fotos coloridas obtidas por volta de 1909 a 1912 na Rússia. São fotos sensacionais que mostram não apenas pessoas importantes da época como presos de guerra, máquinas e até um cachorrinho dormindo. O problema das fotos russas, é que elas são perfeitamente coloridas, quando uma foto padrão daquela época era assim:

Russia: O mistério das fotos coloridas num tempo em que só havia preto e branco
Princesa Isabel, conde d’Eu e os netos na Normandia, 1919

Como você já deve ter percebido, eu não escolhi esta foto ao acaso. Como você pode ver na data, trata-se de um registro oficial da família imperial brasileira portuguesa, obtida em 1919, ou seja, cerca de uma década após as primeiras fotos coloridas na Russia. A escolha da família imperial se deu justamente porque quem trouxe a tecnologia da fotografia para a América do Sul foi o nosso -genial, culto, pesquisador e dono de uma visão além do alcance – Dom Pedro II.
O brasileiro Dom Pedro II, sempre foi um ponto fora da curva no que tange a um aristocrata imperial. Ele sempre se interessou muito mais por coletar fósseis, analisar moedas antigas encontradas em sítios arqueológicos, em importar tecnologias de ponta como o telefone, de estudar botânica e ler livros sobre física que os mundanos assuntos da corte. O cara nasceu pra ser cientista e tinha que cumprir uma obrigação de bancar de imperador e isso era muito frustrante pra ele.

Em janeiro de 1839, através de notícia publicada no “Jornal do Commercio”, soube da invenção do daguerreótipo. Um ano mais tarde, o abade Louis Compte, capelão de um navio-escola francês que aportara no Rio de Janeiro, fez uma demonstração do processo ao jovem D. Pedro II, então com 14 anos. Mais tarde D. Pedro adquiriu uma câmara e tornou-se o primeiro brasileiro e possivelmente o primeiro monarca do mundo a tirar uma foto. Entre 1851 e 1889 concedeu o título de “Fotógrafo da Casa Imperial” a mais de duas dezenas de fotógrafos.

D. Pedro II também ganhava ou comprava fotografias em suas viagens, tanto nas que realizou pelo interior do Brasil como nas três que fez ao estrangeiro. Encontram-se nessas fotografias, com freqüência, dedicatórias ou anotações de seu próprio punho.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga (este era o nome dele) foi colocado no trono do Brasil aos 15 anos, mas isso não impediu que ele estudasse muito, em grande parte por conta própria, e que em seu reinado ordenasse a abertura da primeira estrada de rodagem, a União e Indústria. Também em seu reinado, correu a primeira locomotiva a vapor; foi instalado o cabo submarino; inaugurado o telefone e instituído o selo postal  e além de tudo isso, ele contribuiu para que houvesse telégrafo no país.

Pode soar estranho imaginar o imperador do Brasil mais inclinado a uma vida como a do Indiana Jones do que a de um político, mas era bem assim que ele era.

Dom Pedro II se sentia melhor futucando uma tumba egípcia do que em jantares e festas de gala da realeza. Aos catorze anos, D. Pedro II falava quatro idiomas e lia tudo que podia.
Pedro II desde muito jovem foi sócio-correspondente de dezenas de instituições científicas, entre as quais o prestigiado Instituto da França. Manteve correspondência com diversas personalidades proeminentes da época, tendo se encontrado com alguns durante suas viagens ao exterior, entre os quais Nietzsche e Emerson, além de escritores famosos, como Lewis Carrol, Júlio Verne e até Victor Hugo. Dom Pedro II foi o primeiro financiador de Luis Pasteur e Charcot. Então o que temos aqui é uma figura histórica rica, não apenas intelectualmente mas financeiramente, que era ligado a pensadores, cientistas e aos primeiros fotógrafos mundiais. Dom Pedro II era não somente um amante da fotografia (O brasil teve a família real mais registrada em fotos do planeta) como se interessava por toda tecnologia de ponta disponível em seu tempo.
Como foi possível então que uma década antes da fotografia da princesa isabel em preto e branco, uma foto como esta fosse obtida na Rússia:
Russia: O mistério das fotos coloridas num tempo em que só havia preto e branco

Essa tecnologia incrível foi inventada por este sujeito aí na beira do ribeirão.

Esta é apenas a cabeça de uma grande coleção de fotografias, que vou mostrar a seguir. (como o post tem muitas imagens, aqui está o pulo)

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