O rei do camarote

Talvez você não conheça o rei do camarote. Talvez você já esteja até cansado de malhar ele nas redes sociais. Nos dois casos, recomendo o video antes do post.

Se você conseguiu ver o video, já sabe que Alexander de Almeida é um empresário rico que gasta mais de R$ 50 mil em baladas por São Paulo. Ele ensina, no video, dez mandamentos para ser o que se chamava, outrora, de o rei da noite.

Dependendo no ano do seu nascimento, talvez você não saiba que a figura do “rei da noite” é algo que vem de muito, muito tempo atrás.

tony manero

Nos anos 70, o personagem cinematográfico mais marcante foi Tony Manero. Um sujeito de certo ponto medíocre, com uma vida medíocre, mas que se transformava em o rei da balada nos embalos de sábado à noite, no Estúdio 54 (ou similar).

Desde que as primeiras festas surgiram, lá por volta dos tempos das cavernas, onde hominídeos primitivos celebravam ao redor do fogo, que muito provavelmente algum deles percebeu-se como um zero à esquerda em meio ao grupo e precisou chamar a atenção para se impor. Afinal, se impor significava maior chance de se reproduzir.
Para uma proto-pessoa, a acumulação era o caminho mais fácil para o sucesso. Mas acumulação nos tempos primitivos envolviam controlar a comida, e controlar o acesso dos demais a ela. Era preciso ter. Ter a qualquer custo, e isso envolvia as fêmeas, que historicamente eram vistas como uma propriedade do macho dominante.

Logo, é muito provável que o rei da noite no tempo das cavernas fosse um tipo de sujeito cujo termo “troglodita” cai como uma luva, em sentido literal e figurativo.

Então o tempo passa, os Faraós agora são os novos reis da noite. Todos celebram ao redor deles, afinal, são deuses, são fodões espaciais, que até mesmo na hora e depois que morrerem, darão sua demonstração máxima de glória pessoal para o universo.

O tempo urge, e dali a pouco, são os romanos. As festas romanas eram bacanas, e de fato, podemos até supor que o conceito de balada que temos hoje é muito em parte derivada do conceito romano de festejar. (incluindo aí a parte em que a balada pode descambar para franca putaria)

800px-William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_The_Youth_of_Bacchus_(1884)

É daí que surgem os bacanais, festas em homenagem a Baco em que geral tomava vinho e… Sabe como é o ditado: “De bêbado não tem dono”.
Certamente também nos tempos dos centuriões, havia os rei da noite. Eram os grandes anfitriões, os poderosos, muito em parte associados à cadeia formal do poder, como à côrte do Império.

Um aristocrata podia medir seu prestígio com o número de jantares e festas ao qual era convidado. Ser convidado para os jantares certos, como os organizados pelo general Lucius Lucullus (110-56 a.C.), também era uma honra. Melhor que isso, só mesmo oferecer o jantar.

Observe a semelhança com as “baladas diferenciadas” de hoje em dia.

Muitas pessoas podem olhar para o rei do camarote e pensar: “Que babaca, quanta mediocridade”. Mas essas pessoas talvez não saibam que do mesmo modo que o conceito de “rei da noite” é muito antigo, se perdendo nas brumas do tempo, o babaca medíocre que se acha “o foda porque tem dinheiro”, também é.
Marco Gávio Apício foi o rei do camarote no século I d.C.

Marcus_Gavius_Apicius Amante da boa vida, gastava verdadeiras fortunas em seus jantares. Entre suas extravagâncias, adorava língua de flamingo e nunca servia couve – chegou a dizer ao filho do imperador Tibério que era “comida de pobre”.

Marco Gávio Apício (Marcus Gavius Apicius) foi um gastrônomo romano  que viveu durante os reinados dos Imperadores Augusto e Tibério. Casou com uma das filhas de Lúcio Élio Sejano. Apicio era conhecido, sobretudo, por suas excentricidades e por sua enorme fortuna pessoal, a qual ele dilapidou no afã de preparar para si os mais refinados alimentos, elaborados com complicadas receitas, algumas atribuídas a ele, como o foie gras feito a partir do fígado de ganso alimentados com figos. Seu desmedido epicurismo levou a que tivessem por ele muita antipatia. Consta tradicionalmente que Apício se suicidou por envenenamento por ter percebido que arruinara sua vida por seus procederes.

É relativamente fácil encontrar, na História da humanidade personalidades que despertaram ódio por suas futilidades e seu modo de vida focado na busca por prazeres mundanos.

Muitas vezes, uma simjples frase infeliz pode despertar o mais puro e visceral ódio por certas pessoas. às vezes, nem é preciso uma frase, mas apenas um modo de vida que contraste muito com o ambiente para tornar certa personalidade um pária. É o caso de Maria Antonieta e a famosa (e infeliz) frase:

“Se não têm pão, comam brioches”.

A frase entrou para a História como o símbolo da futilidade real enquanto o povo estava na miséria. É provável que ela nunca tenha dito isso. O mais provável é que alguém as tenha extraído das Confissões do filósofo Jean-Jacques Rousseau, o escritor com maior sucesso na época da revolução. Neste livro, escrito entre 1766 e 1770, Rousseau menciona que uma princesa, da qual não menciona o nome, pronunciou essas palavras quando viu o povo faminto. Alguns opinam que tais palavras foram pronunciadas quase cem anos antes, por Maria Teresa da Espanha (1638-1683), a esposa de Luís XIV. No momento em que Rousseau escreveu este episódio, Maria Antonieta ainda era uma menina e nem sequer estava na França. Mas alguém concluiu que uma frase tão infeliz só poderia ter saído da boca dela. (Talvez porque ela fosse boa em falar merdas) E assim, por toda a França, a rainha foi insultada em panfletos e até obras de teatro, chegando mesmo a dizer-se que mantinha relações incestuosas com o filho. Afinal, não basta zoar. Tem que esculachar!

Maria Antonieta foi o que poderíamos considerar ” a rainha das festas”.  O que mais fascinava Maria Antonieta era o agito da noite parisiense (a cidade, então uma das maiores do mundo, tinha 600 mil habitantes). Além de frequentar óperas e teatros, Maria Antonieta adorava participar de bailes a que as mulheres compareciam mascaradas. Assim, podia desfrutar de um pouco de anonimato. Como Luís XVI adorava acordar cedo, ele não se incomodava em deixá-la ir se divertir sem ele. O rei, aliás, parecia satisfeito em fazer as vontades de sua esposa. Como ela gostava de jogar cartas, Luís XVI instalou um cassino particular em Versalhes. Na estréia da nova atração, a rainha jogou durante 36 horas seguidas. Perdeu uma boa quantia de dinheiro dos cofres da coroa. Nada comparável, claro, ao que ela gastava para aumentar sua coleção de diamantes.

Voltando às baladas paulistanas do Século XXI, é preciso lembrar o que nos diz o genial Roberto DaMatta sobre as festas:

Todas as Festas – Ocasiões extraordinárias- recriam e resgatam o tempo, o espaço e as relações sociais. Nelas, aquilo que passa despercebido, ou nem mesmo é visto como algo maravilhoso ou digno de reflexão, estudo ou desprezo no quotidiano, é ressaltado e realçado, alcançando um plano distinto. Assim, é na festa que tomamos consciência de coisas gratificantes e dolorosas.Que não podemos comparecer porque não somos da mesma classe social; que não podemos desempenhar papel importante porque não somos daquela corporação […]

Maria Antonieta: Nenhuma futilidade é perfeita sem uma frase lapidar. mesmo que jamais proferida.

Maria Antonieta: Nenhuma futilidade é perfeita sem uma frase lapidar. Mesmo que jamais proferida.

No Brasil, a eterna colônia de exploração, o universo se divide entre quem manda e quem obedece. É assim desde que o primeiro português molhou nos tornozelos ao desembarcar na praia. Durante uma boa faixa de tempo que compreendeu o primeiro e segundo impérios, uma pessoa fidalga não poderia, JAMAIS- EM HIPÓTESE ALGUMA, carregar uma bolsa de compra que fosse, pois isso revelava : TRABALHO!

E quem manda, não trabalha, lógico. (qualquer semelhança com nossos políticos é fato histórico, não coincidência)

Onde já se viu, um fidalgo fazer algo para o qual já existem ESCRAVOS para fazer?

Os tempos mudam mas certos vícios parecem tão misteriosamente arraigados à uma cultura, que soam como manchas indeléveis de sol sobre o couro da tigrada.

Se olharmos para Brasília e “o quinto dos infernos do poder” que é o Distrito Federal, levado para o interior do país justamente para afastar o controle do povo, estamos diante de um complexo e futurista palácio de Versalhes. Infelizmente um palácio com mais sultões do que seria admissível. A côrte é monumental e não apenas se limita aos lambe-botas que orbitam ao redor do poder na primeira instância, mas que se materializa numa dízima periódica em cascata por todo o serviço público.

Nada por aqui pode ser pior que ser rotulado como um membro da classe que “obedece”. É preciso mandar. E isso explica em parte o sucesso de camelôs vendendo marcas de grifes caras, e sacoleiras entupindo barraquinhas com bolsas Louis Vuitton.

Isso estimula e acirra mais a corrida das marcas em busca de diferenciação. Se algo é lançado hoje, será copiada amanhã, o que retroalimenta a necessidade de um novo lançamento que ainda não tenha sido copiado e não esteja na mão dos pobres, da classe que historicamente obedece.  Como você vai poder dizer e provar que pertence ao time dos que mandam,  quando na balada um pobre poderá estar mimetizado de rico, “inadmissivelmente igual a você”?

É daí que surge a necessidade premente de buscar a diferenciação a todo custo. Nem que seja bebendo champanhe, apesar de gostar mesmo de vodka.

A vodka parece um copo d´água. E água, convenhamos, não é coisa de quem manda.

Já uma garrafa de Veuve Clicqot é algo que vem com fogos, com brilhinhos. Compra-se não a bebida, mas uma espécie de diploma tridimensional de importância social. Quanto mais a necessidade de exibir este diploma, mais insegura a personalidade pode se revelar.

“O diabo se esconde nos detalhes”, já dizia o ditado.

O camarote, por si, estabelece essa distinção de classe social de uma maneira que é o que eu chamo de “à prova de burrice”.

Uma vez que geralmente está acima do piso onde se encontram “todos os outros”, o camarote é uma construção física da “classe alta”. A existência do camarote ou área VIP, balcão, área diferenciada, ou seja lá o eufemismo dado a isso, sua função tão somente se restringe a separar certas pessoas da massa, oferecendo a elas a sensação de superioridade física, ao mesmo tempo que constrói no ambiente a reprodução da estrutura social no qual estamos inseridos.

Lembra o ditado que diz que alguém estar bem de vida é “estar por cima da carne seca?”

Note quem nem mesmo o carnaval, a “festa do povo” abre mão dos camarotes, que nos últimos anos se tornaram corporativos. Isso é assim porque as marcas perceberam que a elitização é uma corrida que produz identificação imediata na cabeça das pessoas que almejam aquele lugar.

O Brasil é uma sociedade estranha, onde ninguém gosta de ser pobre, mas ao mesmo tempo, é feio ser rico de uma forma agressiva e explícita.

Val Machiori, do reality Show "mulheres Ricas"

Val Machiori, do reality Show “mulheres Ricas”

A socialite Val Machiori, nascida Valdirene, e cujo nome foi reduzido a um apelido que não seja facilmente associado a um nome de pobre, é uma pessoa que causou muito desconforto por expor sua suposta “riqueza”  (nota: A tal riqueza era do “marido” dela. E marido está entre aspas, porque nem mesmo marido ele era, de modo que esta é uma história deveras confusa)  e seu padrão de vida elevado menosprezando os que não compartilhavam dele.

Outra pessoa que é rico de uma forma explícita e sem vergonha (no bom sentido) é Eike Batista. É certo que em seus bons momentos onde ele era multimilionário, seu aparente “arrojo e coragem” despertavam desconforto em muita gente. Talvez isso explique em parte uma pequena comoção, e até uma certa felicidade nos comentários sobre a crise em suas empresas e o naufrágio de sua companhia de petróleo. Ao saber que Eike está muito mais pobre do que ja esteve, é como se certas pessoas se locupletassem com isso. Rola literalmente um certo congraçamento toda vez que o assunto “eike ficou mais pobre” surge numa mesa de bar, até no mais chulé dos bares “pés sujos”.  Alguns podem atribuir isso à inveja, mas eu tenho outras suspeitas.

O homem é um ser que se constrói, em grande parte, externa e internamente pelo que ele adquire. Quando uma pessoa acumula capital de tal maneira que se torna um gigante contido numa figura humana, estamos diante de um dilema em que ali está um ser que é mais que somente um ser. Ele se torna uma bandeira que diz aos outros que eles são pobres. Se fossemos uma nação de pessoas ricas isso seria mitigado em parte. Mas como somos herdeiros da miséria, a riqueza explícita nos esfregada na cara serve para nos colocar em nosso lugar de oprimidos. E como eu já disse anteriormente, “ninguém gosta de ser pobre no Brasil”. Nem o pobre.

Eu me pergunto qual é o erro e o crime de Alexander de Almeida senão esfregar sua riqueza na cara dos outros. Ele é proprietário de uma empresa despachante que presta serviços a instituições financeiras ligados à recuperação de carros de clientes inadimplentes, entre eles a atualização dos documentos e o transporte dos veículos até os locais de leilão. Eu espero sinceramente que a fortuna tenha origem 100% lícita. Se for, é justo que pessoas que ganham muito dinheiro com seu trabalho, gastem seu dinheiro da forma que melhor lhes aprouver.

Se o cara achar que será feliz comendo ou rasgando o dinheiro, é direito dele.

Não e porque um cara tem dinheiro que ele tem que resolver os problemas do mundo.

Efetivamente, é difícil escapar do meandro de dizer que o rei do camarote é uma figura boçal que usa o dinheiro para aparecer. Querer aparecer é um direito sagrado do ser humano, e se não fosse assim não existiram os tênis fluorescentes.

Me intrigam certas coisas no discurso deste cara, como quando ele conta vantagem de ter “comido uma mulher na balada”. Ora, eu conheço gente que come mulher (alguns várias) em balada todo fim de semana e não estão tirando onda. Em São Paulo há certas baladas onde rola um ninguém é de ninguém no melhor estilo festa romana. Qual é a vantagem efetiva de um cara rico fazer sexo com uma mulher na balada? Se ele dissesse que fez sexo pendurado precariamente numa corda no alto do Kilimanjaro, aí eu diria: “Pô, que louco isso!”

Mas festa na balada? Em camarote vip? Torrando até 300.000 reais na noite?

Não é estranho que ele faça sexo na balada. É estranho que ele conte isso na entrevista sobre a vida dele, com visível surpresa, como se fosse algo incomum, fantástico.

Festeiros e reis da noite sempre existiram e sempre existirão. Eles fazem parte do nosso inconsciente coletivo. As suntuosas festas do passado, restritas a olhares limitados hoje estão expostas e transmitidas em tempo real. Surge o instagram e sua necessidade existencial para significar a pessoa no mundo. Afinal, a ideia que venderam a uma geração é que “você não aproveita realmente sua vida se não mostrar isso ao mundo”.

As pessoas vem se elaborando permanentemente, construindo suas personas, vendendo sua vida perfeita e feliz, mesmo que de mentira nas redes sociais. Romances movidos a dinheiro, beleza construída em centros de estética, roupas de grife e carrões esportivos. Não é errado ser rico, nem gastar dinheiro inutilmente. O patético aí é o cara achar que por andar de Ferrari ou usar essa ou aquela grife cara, isso faz dele melhor que alguém.

Meu objetivo não é ridicularizar esse sujeito, que em minha opinião, já tá pagando caro pela trollada que a Veja deu nele. Eu só acho interessante situarmos que este cara não é nem o único e muito menos o mais bizarro.
O mundo está repleto de figuras assim. A própria Paris Hilton é uma, por assim dizer, “rainha da presepada”.
Outro não muito conhecido é um tal de Lavish. Esse é um zé ruela com 17 anos, de primeira “catiguria”. Pra começar ele se refere a todos os mais pobres que ele (99,99999999% do planeta) como “camponeses” ou “pobres”. Ó o naipe (detalhe para o cinto) da figura:

pelasaco

O instagram dessa figura é basicamente ele exibindo coisas como o painel de sua lamborghini, suas malas cheias de maços de dinheiro, a coleira caríssima Luis Viutton do cachorro dele, o porta-malas do Rolls Royce, pulseiras de diamante, jogando champanhe caríssimo na privada, mostrando barras de ouro… Ao que parece, este cara é filho do dono do maior banco privado da Índia, e o sentido existencial da vida dele é esfregar sua fortuna na cara dos outros e dizer que ele “pode tudo que quiser” (pelo menos é o que ele pensa). Com base no que li a respeito, este é um dos perfis mais odiados do Instagram. ridiculo
Mas ele também dá uma de magnânimo (como ja faziam os imperadores romanos) ele sorteia maços de dinheiro para seus seguidores. Em um deles sorteou um pacotão com 60 mil dólares, que um tal de theredwood levou. Ele se diverte vendo as pessoas se aglomerando para ganhar suas migalhas.
Isso me leva a conjecturar que o tempo passa, mas a babaquice humana é atemporal.
Herdeiros presepeiros, frutos dos berços esplêndidos, são as marcas de um tempo que nem ao menos permite a essas pessoas uma reflexão acerca de sua própria condição.

Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo… E você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão, pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia. Que fossa, hein, meu chapa, que fossa…  (testamento) -Vinícius de Moraes

 

 

109 Comentários

  1. Mauro 3 de novembro de 2013
    • Philipe 3 de novembro de 2013
    • Jorge Neto 4 de novembro de 2013
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  2. Mario Mesquita 3 de novembro de 2013
  3. Andre 3 de novembro de 2013
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  19. Daniel 4 de novembro de 2013
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  50. Furanus Alheius 8 de novembro de 2013
    • Philipe 9 de novembro de 2013
      • Furanus Alheius 9 de novembro de 2013
  51. Arthur Rodrigues 10 de novembro de 2013


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