Os dedos dos Ets

Foi quase uma cena de Alzheimer. Fui fazer um chá e estranhei. O Chá parecia estar com defeito, não estava dando certo. Pensei que tavez fosse um defeito do saquinho, mas aí me dei conta de que havia esquecido de esquentar a água. Hahahaha

Azheimer ou só mais um aquariano sendo um aquariano?

Ocorre que eu estava fazendo o chá mecanicamente, porque estava pensando num assunto que rivaliza com o clássico “sexo dos anjos”. A ideia se resume a seguinte (estranha) pergunta:

Os dedos dos Ets podem dar um indício de seu desenvolvimento tecnológico?

Eu não sei porque diabos do nada eu me pego pensando nessas coisas. Mas esqueçamos desse detalhe, e vamos nos concentrar na tal pergunta. Já parou pra pensar como que em sociedades cada vez mais tecnológicas, realizamos trabalhos cada vez menos braçais? A tecnologia serve justamente para fazer com que o indivíduo possa usar seu mais precioso elemento do arsenal biológico com o qual vem equipado de fábrica: Seu miolo.

Tanto é que as academias de ginástica-musculação e etc tornaram-se cada vez mais uma necessidade nas grandes cidades, porque já quase não nos movimentamos mais. Nosso trabalho é a cada dia, mais mental e menos físico, e com o advento da internet até menos tangível! Um controlador de investimentos de uma financeira ou banco, por exemplo, lida com abstrações o tempo inteiro.

E quando nosso trabalho migrou do campo para a cidade, ele foi deixando de ser tão ligado à materialidade. Isso causou diversas mudanças comportamentais e até talvez, eu arriscaria dizer, genéticas. Um homem do campo, tinha muitos filhos, porque mais que uma falha na compreensão da existência do período fértil feminino, muitos filhos significavam mais mão de obra. Podemos perceber a redução da quantidade de filhos ao longo da migração do campo para a cidade graças às estatísticas demográficas. A coisa parece ser uma verdade até porque países mais avançados tecnologicamente já enfrentam problemas sérios com o envelhecimento de sua população ativa.

As pessoas mudaram brutalmente seus hábitos com a saída do campo, e uma dessas mudanças advém justamente da eletricidade. Antes, estávamos muito limitados ás condições de ir dormir quando estava escuro e ficar desperto quando havia luz do sol. Hoje, tem gente que não dorme, que fica “virado” trabalhando ou se divertindo.

Assim, não vou me estender num fato que parece irrefutável que é: A tecnologia (como parte do meio) afeta diretamente o indivíduo, modificando-o de modos sutis e até nem tão sutis assim. Se somos afetados pelo meio em que vivemos, como todos os outros seres vivos conforme nos ensinou Darwin, é viável supor que com milhões de anos de evolução, a mudança nas condições ambientais que a tecnologia nos permitiu, estaremos também nos modificando em diversos níveis.

Extrapolando essa ideia para alienígenas, e partindo de uma premissa que alienígenas podem ou não existir (eu acho que podem e que existem, mas a crença não impede a divagação neste caso) eles certamente estão circunscritos na Teoria da Evolução das espécies, que certamente não está restrita ao Planeta Terra, mas sim a todo o universo conhecido e também o desconhecido.

Se a tecnologia afeta também a morfologia dos aliens, é muito provável que o corpo deles tenha sofrido alguma adaptação a esta evolução tecnológica. E isso em todos os níveis, mesmo considerando viável a tese de que nenhuma espécie evolui uniformemente em todos os aspectos.

Vamos aos dedos

Aliens deveriam ter poucos ou muitos dedos?

Parece uma questão idiota, algo com o qual os personagens de Big Band Theory discutiriam comendo comida tailandesa nas quintas-feiras. Mas não necessariamente. Os dedos podem revelar muita coisa, e nem precisa ser cigana para saber disso. Veja por exemplo, um paleontólogo. Ele apenas com um fragmento de osso de dinossauro, pode extrapolar uma série de variáveis dali e reconstruir como seria aquele bichão que viveu milênios e milênios no passado da Terra.

Analisando entre outras coisas a forma e a quantidade dos dedos de uma espécie de alienígena, será que nós poderíamos fazer algo semelhante, mesmo que num puro exercício de imaginação? Talvez sim.

Sabemos, por meio da nossa ciência terrestre, que os seres vivos estão passando por mutações o tempo inteiro. Há mecanismos mutacionais em todos os corpos e é justamente o conjunto desses mecanismos que fazem espécies se tornarem gradativamente mais adaptadas para certos ambientes. Podemos ver isso justamente pelos dedos humanos.

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Há pessoas nascendo com dedos a mais ou a menos o tempo inteiro no mundo. A maioria desses casos são síndromes congênitas conhecidas. Mas é claro que essas pessoas podem passar seus genes para a prole. Num universo limitado, ao longo do determinado tempo, essas familias mutantes poderiam dar origem a grupamentos inteiros de seres diferentes do que convencionamos chamar de normal.

Imagine, por exemplo uma tribo isolada onde seu sistema de crenças se baseia numa divindade com apenas dois dedos. Se nasce uma criança com essa mutação, ela será levada a uma condição de divindade no grupo. Os filhos daquele indivíduo poderão levar seus genes de dedos de lagosta adiante, e logo isso se torna uma condição invejável e desejável. As mulheres da aldeia imploram para ter filhos com o “deus vivo”, o faraó dos caras. Poucos séculos depois, toda a tribo tem dois dedos apenas… E quando falha o gene defeituoso e caso nasça uma criança com cinco dedos, esse será condenado à morte por não ser perfeito e não ter “o sangue de deus” nas veias. Assim, o sistema cultural impacta diretamente no numero de dedos daquele grupo, e essa condição morfológica se estrutura para formar a identidade étnica do grupo. O tempo se encarregou de apagar os vestígios de como seus antepassados já foram e todos passam a acreditar que “todas as pessoas normais só podem ter dois dedos, pois sempre foi assim desde o princípio dos tempos!”

figura 1_11_05_12A morfologia alien e os dedos

Se você parar um minuto para dar uma olhada na casuística de contatos imediatos do terceiro e quarto grau, ou seja, relatos de contatos visuais ou interativos com seres alienígenas, perceberá que contrariando o senso comum, há uma variação BRUTAL na forma de aliens. Seres que parecem animalescos a indivíduos que “poderiam estar comendo do seu lado num restaurante sem você se tocar” surgem em proporções impressionantes, em meio a criaturas altas, baixas, diminutas, fortes, magrelas, peludas, de luz, com cabeção, cabecinha, com olhos ou sem olhos, sem roupa, com túnicas, roupas colantes, escafandros, e até roupas que mais parecem trajes de escola de samba…

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A variedade é um negócio simplesmente inacreditável. E dentro dessa gigantesca variedade de formas, aparências, comportamentos, e estilos de seres alienígenas, há seres e formas recorrentes, bem como formas de naves recorrentes, surgindo em lugares diferentes do mundo para pessoas que não se conhecem. Apesar da tamanha variação, e com a extensão monumental dos episódios anedóticos de contatos (alguns com evidências físicas, como pegadas gigantes e outras marcas) muitos ufólogos sustentam que existe uma certa predominância de algumas espécies externas interessados em sabe-se lá o que, aqui nesse planeta que acostumamos a chamar de “nosso”.

Seja como for, os relatos muitas vezes são vagos justamente no numero de dedos dos aliens, eventualmente variando de três a seis dedos na grande quantidade de casos que me recordo.

Então fico me perguntando se o numero de dedos poderia diminuir em espécies com uma capacidade tecnologica que transcenda a manipulação de comandos. Por exemplo, se a interface alienígena já não demandar mais controles manuais e sim apenas o pensamento, como interfaces neurais que vem sendo desenvolvidas hoje na Terra, será que os dedos vão ficando menores e acabam por se tornar órgãos vestigiais e depois desaparecem, como no caso do dente siso humano?

No caso dessa ideia estar correta, então aliens com um numero grande de dedos poderiam indicar uma simples peculiaridade genética como na tribo dos homens dos dedos de lagosta que eu contei ou seriam realmente menos desenvolvidos tecnologicamente do que os aliens que dominam os controles mentais de seus equipamentos e já não precisam de tantos dedos?

Eu não sei responder a essa pergunta, já que essas duas possibilidades parecem razoáveis.

Aliens sem dedos

Enquanto refletimos sobre a quantidade de dedos em alienígenas, deveríamos também levar em consideração alguns casos ufológicos em que os alienígenas nem sequer tem braços, que dirá dedos!

O que nos leva a estranha e oportuna reflexão: Por que diabos tantos aliens tem essa conformação tão humanóide? Tão igual a nossa?

A resposta mais óbvia a esta pergunta é que aliens não existem e são um produto da criação humana que materializa seus medos no universo que conhece. Assim, tal qual o lobisomem é um amálgama de gente com animal, o alien é também uma personificação humanóide. Talvez derivada da forma distorcida com o qual bebês interpretam os adultos. E talvez tudo isso esteja em consoante para surgir anos depois como um trauma de abdução.Mas claro que isso pode ser verdade em consoante ao fato de que seres de outros planetas podem existir e vir aqui. Nossa conformação física pode inclusive ser um produto da interferência deles, fazendo-nos à sua imagem, talvez não exata semelhança, enfim.
Mas é inegável a propensão humana para projetar a si mesma em seus mitos.

Olhando para criaturas de mitologias diversas, podemos ver que muitas delas ainda conservam aspectos humanos, fundindo-se com animais, ou seja, seres antropozoomórficos tal qual a Sereia, o centauro, a hárpia… Outros são puramente monstros horrendos, como o Mapinguari.

Assim, mesmo que o conjunto de mitos e lendas que permeiam as sociedades humanas tenham um panteão de desuses e uma série de criaturas com todas as variedades de formas, há um enorme predomínio de seres com cabeça tronco e membros na ufologia que é algo digno de nota. Por exemplo, não me recordo de nenhum caso em que alienígenas tenham algo semelhante a tentáculos. E não me parece que seria inviável um alien possuir tentáculos, uma vez que os polvos, conseguem ate mesmo desatarraxar uma tampa de pote usando apenas os tentáculos. Em termos funcionais, tentáculos poderiam ser até superiores a dedos no quesito manipulação.

“The Nightcrawler, also called the Fresno Alien, is a mysterious new cryptid that has so far made two appearances, both in Fresno, California.
Os “Nightcrawlers”, também chamados de Fresno Aliens, são seres misteriosos sem braços, apenas com pernas que andam de modo estranho (ja foram filmados) e aparecem em dois casos, os dois na mesma localidade, Fresno, Califórnia.

No mundo existem alguns poucos trabalhos de tentativas de classificação morfológica desses seres. A mais famosa pesquisa brasileira nesse aspecto é a de Jader Pereira. O estudo classificatório de tripulantes alienígenas feito pelo pesquisador gaúcho Jader Pereira, do extinto Grupo Gaúcho de investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (GGIOANI) foi um dos pioneiros na ufologia. Esse estudo foi baseado em 333 casos catalogados em 31 países até 1970. Deles, 230 foram considerados, pelo autor, como de grande credibilidade, sendo que apenas 138, que consistiram na amostra efetiva da pesquisa, apresentaram dados suficientes para algum tipo de classificação. Deu Et de tudo quanto é tipo!  Outra pesquisa nesse sentido, provém do pioneiro Henry Durrant em seu livro Primeiras Investigações sobre os Humanóides Extraterrestres.

tipologia-durrantApesar dos seres sem braços de Fresno, a ampla quase esmagadora maioria da tipologia se encaixa em nesse universo de apenas quatro tipos (acima), preenchendo um montão de subtipos.

Deformações

De volta à questão dos dedos, chama a atenção a grande semelhança entre certas características morfológicas de alienígenas e síndromes humanas. Vide, por exemplo, a Síndrome de Marfan:

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Mão de portador da síndrome de Marfan

Qualquer um que veja uma mão dessa pode pensar: Porra é a mão de um alien!

De fato, muitas das representações de alienígenas, seja no cinema ou nos relatos de testemunhas e abduzidos sob hipnose relatam em variado grau de detalhes mãos compridas e ossudas, com dedos longos e assustadores.  A Sindrome de Marfan pode gerar pessoas com variados graus de anomalias.

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Síndrome de Cruzon
Síndrome de Crouzon

 

Progéria
Progéria

Há uma série de síndromes que produzem deformações estranhas no ser humano, algumas que parecem encontrar paralelo em referências morfologicas da casuística ufológica. Será uma coincidência apenas? Não há como dizer.

Há inclusive aspectos em que as coisas ficam realmente complexas. Por exemplo, o pequeno ser mumificado do atacama: Gente ou alien?

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Com poucos centímetros de tamanho total, esta coisa é um mistério intrigante. A estrutura óssea preservada indica que “Ata” viveu dentre 6 e oito anos! E ainda tinha o dente siso e o numero de costelas diferente do que um ser humano normalmente tem. Mas seu tamanho é o de um feto humano. As análises do DNA do corpo mostraram que ele é 91% humano. Isso fez com que muitos tachassem de “certo” que se trata de uma pessoa com algum tipo de mutação. Mas não podemos esquecer que a Banana tem 50% de seus genes iguais aos do Homem. Um rato tem 92%. Segundo essa ideia, o ser de Atacama seria menos humano que um rato e mais humano que uma banana. Uma coisa curioso sobre “Ata” é que não existe apenas um! No Peru, muitos anos antes, em plena década de 30, Robert Ripley (o criador da série Acredite se quiser) encontrou outro ser diminuto mumificado, e que curiosamente também foi apelidado de “Ata”.

mummy_lgDe volta a quantidade de dedos, eu penso que talvez seja impossível estimar o grau de evolução tecnológica de uma espécie inteira somente pelo numero de dedos que seus indivíduos apresentam. Pode também ser inútil dado o fato de que para chegar à Terra um alien precisa de um grau de evolução tecnológica que o permita criar um dispositivo capaz de realizar tal proeza, muito provavelmente dobrando o espaço, algo que a humanidade até o momento parece só conceber na teoria.  Assim, mesmo que um alien sem dedos pudesse ser mais evoluído que um alien com uma penca de dedos eles dois ainda estariam num degrau evolutivo muito, muito acima de nós.

Principalmente dos que tentam fazer um chá com água fria.

 

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9 comentários em “Os dedos dos Ets”

  1. As vezes me pego pensando em questões estranhas tb. Será que os Et´s são humanos vindos do futuro? Vai que lá na frente deu alguma merda grande, né?
    Será que et´s são de outra dimensão?
    Eu acredito neles, mas duvidando.. sempre fica aquele 1% de dúvida! Acho que vou morrer sem saber a verdade e sem ter 100% de certeza sobre a existência deles.

  2. Philipe, eu em outros posts que você fez, você também já afirmou que acredita na existência em alienígenas e eu gostaria de saber o porque, se possível

    • Eu acredito que a hipótese extraterrestre (HET) pode ter fundamento, com base em uma série de casos e uns vinte anos de leitura sobre o assunto, entrevistas e pesquisas que eu fiz. A HET é a unica hipótese das diversas possíveis, que poderia conectar casos como o incidente de Varginha com a Operação Prato, a Noite oficial dos Ufos, as luzes de Phoenix, os relatos de pessoas com alto grau de acesso à informações como o primeiro ministro do Canadá, funcionários da Casa Branca, professores universitários e milhares de relatos de pessoas – alguns acompanhados de evidências físicas como pedaços de metal de grau de pureza incomuns, pegadas gigantes e marcas físicas, incluindo mortes e mutilações deliberadas, além de casos com múltiplas testemunhas, em alguns, dezenas de pessoas e etc.
      Há, é claro, uma série de outras hipóteses para explicar os extraterrestres. Mitos modernos, delírios, confusões nas observações, contagio social. O problema é que não há uma hipótese ainda capaz de conectar todos os estranhos eventos da ufologia, que não seja a HET, mas a propria HET gera lacunas que nunca foram preenchidas, e este é o grande desafio da ufologia.

  3. Além da manipulação genética, o que também poderia explicar a semelhança ente ETs e humanos é a convergência evolutiva, que pode ocorrer com seres submetidos a condições ambientais e nichos ecológicos semelhantes. Observamos isso nitidamente entre golfinhos (mamíferos) e tubarões (peixes).

  4. Olá, Philipe. Ótimo texto.
    As vezes eu também tenho esses devaneios e fico conversando sozinho hahaha.
    Eu não acho que a tecnologia influencie no tamanho dos dedos dos aliens e dos nossos, pois a Teoria da Evolução nos diz que vence quem é mais apto, então mesmo as algumas das nossas atividades sendo essencialmente intelectuais nós precisamos dos dedos para segurar alguma coisa e até para produzir o que nós utilizamos em tais atividades.
    No entanto, vamos pensar numa possibilidade que esteja tudo criado e que nós passemos a utilizar muitíssimo mais o cérebro do que as mãos. Ainda assim acho que nosso dedos não iriam atrofiar, pois, como dito acima, quem está mais apto vence a competição para a sobrevivência, então o processo evolutivo privilegiará o cérebro, ou seja, teremos cérebros maiores e mais “potentes” e como ainda utilizamos nossas mãos elas vão continuar lá.
    Meu comentário pode ter algumas inconsistências biológicas, mas sou apenas um curioso e alguém que gosta de pensar sobre.

    Abraços

  5. Uma coisa curiosa sobre esse lance que vc cita no post dos hábitos e o meio influenciarem nossa fisiologia é que, por exemplo, desde a década de 70, os níveis médios de testosterona em indivíduos adultos saudáveis vem caindo gradativamente [infelizmente não achei o link, mas há pesquisa médica sobre isso, a matéria original tinha a fonte].

    O mesmo se dá com a flexibilidade de rotação da articulação do ombro. Quanto mais recente a geração, menos flexível são os ombros.

    Então aquela figura estereotipada do Alien franzino pode bem ser o futuro bem distante da humanidade, rs!

    • Realmente, eu tb ja li sobre isso. A taxa de fertilidade vem decaindo rapidamente. (algo me diz que tem relação com a cafeína, porque os graficos de consumo e redução, que vi certa vez eram muito proximos, como a dos problemas cardiovasculares e o aumento de consumo de gordura de matriz vegetal).
      Os seres humanos também estão ficando mais altos. Isso da pra ver muito claramente em museus europeus que tenham roupas, chega a parecer mentira que os cavaleiros medievais eram todos tampinhas. Isso me leva a pensar no medo que Pedro Alvares Cabral inspirava nas pessoas, pois ele tinha quase dois metros de altura.

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