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O mistério dos sapos que caem do céu

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Muita gente gosta de lembrar que “dinheiro não cai do céu”. Muitas vezes o cidadão quando escuta frases deste tipo, é porque está “vagabundeando” na opinião de outro. Mesmo que ele esteja ali parado usando 100% do seu co-processador aritmético ou apenas desfragmentando o cérebro, certas pessoas tendem a imaginar que trabalho, (aquele que dignifica o homem) tem que ser sujo, cansativo, chato e pesado (ou tudo isso junto).

A verdade é que dinheiro até pode realmente cair do céu, como já mostramos aqui. Mas não é exatamente sobre dinheiro este post, e sim sobre sapos. Sapos possívelmente, caem mesmo do céu. Até tem uma menção a este fenômeno no versículo 10 do capítulo 10 do Antigo testamento. E o  historiador grego Athenaeus, refere-se a uma queda de três dias com um espetacular dilúvio de rãs, em um documento cerca de 200 dC.

“… todos os navios foram preenchidos com eles, e os sapos foram encontrados para serem cozidos e assados com tudo, e além de tudo isso, quando eles não poderiam fazer uso da água nem pôr os pés no chão porque as rãs que estavam por toda parte, e foram também irritados com o cheiro das pessoas que morreram, eles fugiram do país “.

Vejamos alguns dos mais famosos episódios de “chuvas de sapos e coisas do tipo” registradas pelo homem.

1- Em 1666, na quarta-feira  antes da páscoa, um campo de dois acres perto de Wrotham, em Kent, na Inglaterra foi COBERTO com inúmeros sapos do tamanho do dedo mindinho de um adulto. As pessoas do local acreditavam que os sapos haviam caído em um violento temporal. O dono do terreno onde os milhares de sapos caíram juntou alguns deles e os enviou para Londres para que fossem examinados.

2-No ano de 1683 em Acle, um vilarejo de Norfolk, ainda na Inglaterra, pequenos sapinhos caíram do céu em um volume tão vasto que incomodou muitas pessoas ao ponto de registrarem o fato oficialmente.  Em outubro de 1683, eram tantos sapinhos caindo que os cidadãos juntavam bacias cheias deles e jogavam no fogo para exterminá-los.

3- No dia 5 de maio de 1786após seis meses de uma longa seca, um vento forte surgiu do leste, derrubando sobre a cidade de Porto e Príncipe, no Haiti uma quantidade imensa de ovos pretos. Muitos dos ovos que caíram em bacias d água, fontes e lagoas chocaram dois dias depois e desses ovos criaturas gosmentas com várias camadas de pele ecoldiram. Segundo as testemunhas oculares do fato, as coisas que saíram dos ovos pareciam grandes girinos pretos.

4- Em 1794, foi a vez de chover sapos em profusão surreal na vila de Lalain, na França. Era um dia muito quente. Então, quando o relógio marcou 15:00, choveu em tamanha abundância na região que 150 homens da polícia tiveram que deixar a área. Mas a grande surpresa é que enquanto tentavam se abrigar, eles notaram que no meio da chuva começou a cair uma quantidade considerável de sapos, que tão logo batiam no chão, saíam pulando feito loucos por todas as direções. M.Gayet, um oficial e testemunha ocular do fato, abriu sua capa de chuva e com a ajuda dos amigos conseguiu juntar uma massa enorme de sapos que caíam do céu. Muitos dos sapos que caíam tinham ainda uma pequena cauda, o que indicavam que não estavam completamente formados. Após a chuva, muitos dos soldados tinham vários sapos presos nas abas de seus chapeus. Ninguém conseguiu explicar o fato e eles fizeram uma ocorrência.

5-No dia 23 de junho de 1809, M. Maudy curador do Museu de História Natural de Potiersm, na França foi pego por uma violenta tempestade. Enquanto buscava abrigo notou que pequenos corpos do tamanho de amêndoas caíam do céu escuro. Ao bater no chão, eram sapinhos. Milhares de sapinhos que recobriam o chão.

6-A academia militar Francesa recebeu o seguinte depoimento em agosto de 1814: “Uma tempestade que quebrou as vidraças da vila foi tão forte que sacudiu a igreja e assustou a congregação. Fomos logo após encharcados enquanto percorríamos a seção entre a Igreja e o Presbitério, mas o que me surpreendeu foi o de ficar espantado por pequenas rãs … Um grande número destes animais estava espalhado no terreno. Quando chegamos ao Presbitério, encontramos a  um dos quartos cobertos com água e rãs. Este quarto havia sido esquecido com as janelas abertas. ”

7- Um banho de dez minutos com rãs. Foi isso que aconteceu em Jout-en-Jous, perto de Versailles, na França, em junho de 1833. M. Heard, testemunha ocular do fato fechou seu guarda-chuva para poder apreciar a coisa. Segundo a testemunha, as rãs ou sapos eram tão numerosos quanto as gotas de chuva que caíam, e se espalharam rapidamente por uma área de quase 400 metros.

8- W.Winter deu conta num artigo para a revista Zoologist Magazine que em Norfolk, na Inglaterra, no mês de julho de 1860: “Eu estava caçando insetos  quando uma tempestade forte caiu. Eu corri para o abrigo  nas construções próximas em Adelay Hall. A chuva caía torrencialmente. Eu observei pequenos sapinhos nos meus braços e também na rede que eu usava. E logo ali no chão estavam milhares. Eu acredito que eles tenham caído das nuvens de chuva. ”

9- Uma chuva de sapos atingiu a parte sul de Memphis, no Tenessee, USA, em 1877. Muitos investigadores do bizarro fenômeno criaram teorias elaboradas para tentar explicar o fato. A mais plausível e com adeptos até hoje, é que os sapos foram jogados para o ar por um furacão. O único problema desta teoria foi determinar onde haveria tamanha concentração de sapos, que caíram aos milhões. Até hoje isso é um mistério.

10- Sapos brancos caíram do céu em Mosley, subúrbio de Birmingham na Inglaterra durante uma severa tempestade com raios e triovões violentos, na manhã de 30 de Junho de 1892.

11- Pequenos sapinhos caíram aos milhares em Trowbridge, Wiltshire, na Inglaterra. Era um entardecer de 16 de junho de 1939 e caía uma chuva torrencial.

12- Um volume incalculável de sapos de “todos os tipos” caiu em Leicester, MAssachusetts, no dia 7 de setembro de 1953. A famosa Avenida Paxton ficou coberta com eles. Crianças e adultos juntaram grandes quantidades deles em suas mãos. Muitos dos sapos foram encontrados em telhados, e calhas de chuva, o que parece confirmar que eles caíram mesmo do céu como as testemunhas alegaram.

É óbvio e não custa lembrar que isso não se trata de nenhum tipo de golpe ou truque. Muito menos pragas Bíblicas ou coisas de natureza extraterrestre. Se observarmos, 100% das histórias se dão nos períodos de fortes chuvas. Como sapos precisam de meios líquidos para se desenvolverem, a lógica é que as fortes correntes ascendentes de ar que aparecem nos tornados ou nas tempestades de alta intensidade podem absorver ou empurrar para cima qualquer objeto ou animal que não tenha sido suficientemente precavido para procurar um refúgio. Por isto ninguém ouve falar em chuva de toupeiras ou coelhos, que procuram abrigo rapidamente em caso de tempestade. Uma vez empurrados para o núcleo da tempestade ou tornado, as correntes ascendentes mantêm os infelizes bichinhos se debatendo dentro das nuvens em um rodopio desesperador até que a tempestade perca intensidade. Aí então, tudo o que tinha sido absorvido pela tempestade cede ante a lei da gravidade e cai, criando uma verdadeira “chuva de sapos”. Sapos pequenos são facilmente arrancados de lagoas e riachos por sua constituição frágil e leve.

Um outro fator não menos curioso que pode contribuir para a idéia de chuva de sapos é que os anfíbios, são ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se no chão, e ficam lá num estado parecido com uma de hibernação até a época mais quente e chuvosa. Com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade. Ao olhar estupefato do homem ignorante do campo, poderá parecer que o sapo surgiu do nada, caindo do céu. É claro que apenas esta explicação não é suficiente para dar cabo de todo o mistério que envolve a chuva de sapos, mas parece fazer sentido.

Outra coisa, nem sempre só sapos chovem por aí. A história está repleta de casos como chuva de peixes e etc.

Houve uma forte chuva de peixes em Singapura, no mês de Fevereiro de 1861. Em 1568 na cidade de Bergen localizada na Noruega,ocorreu uma chuva de ratos. E numa cidade do Essex, Inglaterra, aconteceu uma chuva de peixes como salmões, arenques e pescadas, que malandramente foram vendidos pelos comerciantes locais.

Sem falar neste bizarro dia de janeiro de 1877, quando Inúmeras cobras de 30 a 50 centímetros caíram em Memphis, no Tennessee. Segundo a Wikipedia, no dia 16 de Fevereiro de 1861, a cidade de Singapura sofreu um sismo, seguido de três dias de abundante chuva. No final das chuvas, havia nos charcos milhares de peixes. Muitos afirmaram ter visto os animais caindo do céu. E recentemente, em 2002, houve outra chuva de peixes, numa aldeia nas montanhas do interior da Grécia.

Bizarro, né?

Mas voltando ao início do post, talvez o mesmo fenômeno dos sapos explique como no dia 17 de Julho de 1940 moedas de prata no valor de vários milhares de rublos caíram na região de Gorky, na União Soviética. A explicação oficial foi que um deslizamento de terra havia descoberto um tesouro perdido que foi posteriormente colhido por um forte tornado, que jogou a grana para o alto, deixando cair em Gorky para a felicidade do povo. Nenhuma explicação adicional foi dada pelo governo para a origem da grana e muito menos para o fato de que só moedas caíram e nenhum detrito foi encontrado.  Até hoje este episódio permanece envolto em grande mistério.

Agora, quando você estiver vadiando e um pela-saco lhe mandar ir trabalhar porque “dinheiro não cai do céu”, mande ele ler este post.

9 Comments

  1. Teve chuva de sapo também no filme Magnólia :P

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  2. Isso. Aquilo lá é baseado nesses casos.

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  3. Caramba.. eu é que não queria passar por uma chuva dessas…

    Exceto a de moedas, claro… O que tem de sapo aqui no Guarujá é brincadeira!

    Uma vez eu tava no pc e um sapo ‘caiu do céu’… em cima do teclado. Maldito desgraçado, olhou pra minha cara e se virou. E ficou paradão virado de costas pra mim.

    Cai do céu, no MEU teclado e ainda me acha feio e me dá um fora.. :/

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  4. p.S. vai que eu beijava e virava uma princesa… hahaha

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  5. Ou voce virava sapo o.0…desculpa eu vi o post e nao resisti..

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  6. Solução do caso.
    Se eles estavam perto de árvores é possivel que os sapos caíram delas, pois sapos e rãs vivem também em árvores, acreditem, eles vivem e se reproduzem dentro das bromélias que são plantas capazes de acumular até alguns litros de água entre suas folhas, eu criava umas pequenas rãs na bromélia aqui de casa, a bromélia ficava em uma árvore a uns 2 metros e meio do chão, certa vez veio uma agente sanitária verificar se a casa tinha foco de mosquito e resolveu tirar um pouco d’água da bromélia para espanto dela vieram alguns girinos junto, que eu mandei devolver para a bromélia.
    Então se nestes casos descritos aí em cima tinham árvores com bromélias perto, com a chuva enchendo as bromélias e o vento sacudindo elas foram parar no chão.
    Caso solucionado.

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  7. é, manolo… mas com exceção do haiti, os outros locais citados não parecem ter bromélias como plantas nativas, muito menos teriam bromélias em grande quantidade! Caso arquivado. ;)

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    • não entendi nada, favor reabram o caso

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  8. Acho que é verdade sim, eu morro em uma cidade pequena do interior, eu não morro na cidade, morro no interior mesmo… rsrsrs…
    Quando eu era menor meu tio sempre contava em dias de chuva que ele tinha visto chover peixe uma vez, um tipo Lambari, que são bem pequenos.
    Eu não acreditava claro, mas agora sei que ele fala a verdade! :D

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