O mistério das baterias Carpena

Apesar do fato de que desde 1775 a Academia de Ciências de Paris nem sequer considera examinar qualquer pedido de patente que remeta a projetos de movimento perpétuo, muitas encarnações das idéias de moto contínuos acabaram por trazer benefícios reais ao mundo.  Um dos maiores exemplos disso, é a  bateria criada pelo engenheiro romeno Nicolae Vasilescu Carpio, que inventou o dispositivo em 1950.

Nicolae Vasilescu Carpio
Nicolae Vasilescu Carpio

 

 

Acredite se puder, sua bateria ESTÁ FUNCIONANDO ATÉ HOJE, ou seja, uma bateria que já dura 65 anos, e ninguém sabe quando ela vai parar de gerar energia. Essa bateria sensacional existe, intriga muitos pesquisadores e está guardada no Museu Nacional Técnico na Romênia.

 

Porque isso está acontecendo – é o grande mistério dessas baterias. Um segredo que não foi corretamente respondido até hoje. Por enquanto, os cientistas estão inclinados a acreditar que a bateria contém algum tipo de truque, que a faz funcionar por tanto tempo.

Embora o dispositivo dessa bateria já tenha sido patenteado há muito tempo, os cientistas ainda não sabem ou não estão de acordo exatamente como e em que princípios esse dispositivo, que funciona com o nome científico  de “bateria termoelétrica”, está operando a uma temperatura constante.

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É justamente este detalhe peculiar que levou muitas pessoas fora dos circuitos científicos a classificarem essa bateria como uma evidência que talvez um moto-perpétuo possa de fato ter sido feito, a despeito das leis da termodinâmica.

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Pela lei da termodinâmica, uma máquina de movimento perpétuo não pode existir.  Isso sugere que talvez a bateria Carpena esteja usando algum processo desconhecido para gerar energia.

O protótipo consiste em dois elementos de condução galvânica  e um interruptor que, para cada meia rotação do motor fecha o circuito, e então abre. O tempo do motor foi cuidadosamente projetado de modo que seja suficiente para recarregar completamente uma célula galvânica, alterando, assim, a sua polaridade. Mas o único propósito de aplicação do motor elétrico e da placa de comutação é a demonstração contínua de desempenho que “baterias Carpena” podem gerar por um longo período de tempo.

De acordo com os autores da invenção, a finalidade  do motor e da placa foi apenas para mostrar que as baterias estão realmente operando sem parar de gerar eletricidade.

Em 27 de fevereiro de 2006, chegaram ao museu alguns jornalistas romenos, a fim de entrevistar o diretor Diaconescu. Ele mandou buscar o dispositivo e permitiu aos jornalistas medir os parâmetros da antiga invenção com cara de steampunk, usando na saída um multímetro digital convencional.

 

O aparelho leu como resultado 1 volt.

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A mesma medida que o dispositivo gerou quando foi feito, em 1950. Os jornalistas reconheceram que “a bateria Carpena é diferente das baterias termelétricas convencionais, que são estudadas na Física da 7 ª série do ensino médio”.

Nessa bateria, um dos eletrodos é feito do ouro e o outro de platina. O interior das baterias está preenchido com ácido sulfúrico de elevada pureza. O diretor Diaconescu lembrou que aumentando as dimensões do aparelho, aumenta também o potencial de produção de energia.

Após os artigos abordarem essa curiosa relíquia da Física, a bateria Carpena foi trazida à atenção da comunidade científica – em conferências científicas em Paris, Bolonha e Bucareste. Logo, começou uma animada corrida para compreender como ela funciona.

Pesquisadores da Universidade de Brasov e da Universidade Politécnica de Bucareste (Romênia), realizaram uma intensa investigação da invenção, mas não chegaram a uma conclusão definitiva, por que o dispositivo ainda está em execução. Na época da invenção houve uma disputa pela posse da bateria, mas os Romenos venceram. E agora, depois de tantos anos em que a “máquina infernal” continua a trabalhar, há quem sustente que devemos repensar as alegações de que uma maquina de movimento perpétuo não pode existir.

A maioria dos cientistas concorda que o aparelho está usando, afinal, o princípio da transformação de energia térmica em trabalho mecânico, mas Diaconescu não concorda. Ele acredita (e isso parece ser confirmado por todos os que têm estudado o trabalho teórico de Vasilescu Carpio), que essa bateria desafia a segunda lei da termodinâmica (que impõe restrições sobre a direção dos processos de transferência de calor entre os corpos).

Por isso, muitos consideram este invento é um mistério pois sua existência é considerada impossível de acordo com a segunda lei da termodinâmica.

Se Vasilescu Carpio estava certo e fiel aos seus princípios, esse treco pode implicar em uma revisão das leis da Física, que por sua vez, poderá levar a resultados e descobertas que são difíceis de prever. No entanto, não se sabe quando isso vai acontecer, e nem se isso vai acontecer, já que ninguém chegou a uma conclusão de como exatamente esta coisa está funcionando. Parece que o museu não tem verbas suficientes para encomendar um estudo mais detalhado e não invasivo e nem destrutivo das baterias. Até que isso aconteça, essa sensacional invenção continuará a acumular poeira em uma prateleira no escritório do diretor do museu.

A “bateria de temperatura uniforme termoeléctrica”, conhecida como o “Pilha dos Cárpatos”, poderia ser o estopim de uma revolução.

A construção do moto perpétuo era o sonho da humanidade durante séculos. Uma máquina para produzir energia indefinidamente, sem receber impulsos externos afetaria completamente o mundo que conhecemos. Nos tempos modernos, no entanto, este sonho foi abandonado,  porque a maioria das pessoas se convenceu que isso seria uma utopia. Nem todos. (Somente os fortes entenderão essa. )

Hoje em dia, qualquer um que resolva OUSAR tentar solucionar uma das maiores demandas da humanidade será imediatamente tachado de maluco, pirado, Professor Pardal, burro, analfabeto em Física, e outros desqualificantes à gosto.

Muito provavelmente, se estivesse trabalhando hoje, o inventor da bateria Carpena teria abortado seu projeto. Mas felizmente,  Nicolae Carpani Vasilescu começou a trabalhar neste projeto antes da primeira Guerra Mundial.

A “Pilha” foi patenteada em 1922. Para os cientistas de hoje, é incompreensível como era possível a um homem de rigor científico excepcional, como era Carpani, a participar num tal “loucura”. O trabalho teórico refere-se a dimensões que deve ter o aparelho e os materiais a serem usados na construção. Vasilescu Carpani sugere neste trabalho que ele inventou uma célula que iria fornecer eletricidade “por tempo indeterminado”.

Uma vez que a teoria estava pronta, ele começou a trabalhar. O cientista romeno queria provar com um protótipo que seu projeto tinha sido calculado corretamente. O protótipo ficou pronto em 1950. Ele era, de fato, apenas duas células de combustível ligadas em série, que fazem funcionar um MINIMOTOR galvanômetro. O motor só servia para mostrar que a pilha estava funcionando. Hoje não precisamos mais dele, porque há dispositivos de medição como um multímetro.

O curioso é que uma célula de combustível (considerada a ancestral da bateria moderna) pode viver mais de 5 anos, no máximo, 10 nas mais avançadas.

Então você pode ver a crescente corrosão dos eletrodos. Assim, é surpreendente uma bateria estar de boa há quase 70 anos.

Tal gerador poderia gerar energia infinita, permitindo uma nave espacial a viajar no espaço, por exemplo. Fontes do Museu Politécnico de Bucareste informaram que os netos de Carpani fizeram contato com professores e cientistas, afim de criar uma cópia exata da bateria, e ver se também funciona.  Essa cópia seria usada para construir uma máquina capaz de resolver as necessidades de energia para sempre – ao produzir eletricidade livre.

Surge a pergunta – se uma fonte de energia livre e independente de fornecimento existe e está num museu, por que não vemos multidões de visitantes e jornalistas correndo lá pra ver?

O diretor explica de modo bem simples: Falta dindim.

A polícia proibiu a gestão do museu de expor o objeto sem medidas de segurança excepcionais. Mas o museu não tem dinheiro para isso, então eles vão mantê-la trancada em um cofre. Por isso, ele fica longe dos olhares de estudiosos e curiosos, na reserva técnica do Museu.

Enquanto isso, o mundo científico e o pseudo-científico estão lutando com o segredo do “moto perpétuo” de Carpena. Recentemente, os cientistas do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos Estados Unidos disseram que surgiu uma tecnologia que em breve viabilizará baterias recarregáveis ??para laptop, que com uma única carga durarão 30 anos funcionando!

Será que esta tecnologia tem algum DNA da misteriosa Bateria de Vasilescu-Carpena?

É pouco provável, dizem os especialistas. O fato de que os norte-americanos sugeriram que a tecnologia deles envolve o uso de materiais semicondutores e radioisótopos. É a chamado baterias beta-galvânicas.

Enquanto os romenos zelosamente guardam sua invenção na prateleira museu, o mundo não pára, e a corrida por novas, mais compactas, potentes e seguras fontes de energia, não vai ter fim tão cedo.

fonte fonte

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7 comentários em “O mistério das baterias Carpena”

  1. combinação de materiais com liquido deve a chave, o interessante é isso aqui “ácido sulfúrico de elevada pureza” o liquido pode estar diferente do “padrão” e isso que seria a bomba infinita de elétrons
    acredito que possa ser a luz a fonte de recarga dessa bateria
    fótons batem nos átomos ou nos elétrons, fótons desequilibram os campos magnéticos da troca do átomo com elétrons, e assim elétrons vão escapando e são repostos por elétrons que são pegos pelos eletrodos

    a diferença de temperatura interna e externa quebra a ligação entre átomos (e assim deixa escapar elétrons nessa hora)
    pastilhas peltier também podem ser usadas para gerar energia pela diferença de temperatura

    • Magnetismo e gravidade não são energias, são forças.
      Nestes dois casos, a energia que um objeto GANHA para “distanciar” do centro de (gravidade/magnético), é a mesma que o objeto vai PERDER ao ser largado e se “aproximar”.

  2. Tava tudo muito bonito até dizer: “se uma fonte de energia livre e independente de fornecimento existe e está num museu, por que não vemos multidões de visitantes e jornalistas correndo lá pra ver?
    O diretor explica de modo bem simples: Falta dindim.”

    Pra mim, esse tipo de explicação não cola. Se o negócio é fenomenal, com certeza até a NASA já tinha ido bater na porta do museu.

    Tá parecendo aqueles programas de contato alienígena do History Channel: É tudo excepcional, até que na hora de provar ou a câmera só gravou áudio, ou o filme não foi revelado direito, e etc.

    Isso não desmerece a história do blog, pois é muito interessante. Mas no meu “Gumpômetro”, o ponteiro está marcando “Conta outra”, rs.

    O próprio Mundo Gump já mostrou outra bateria fenomenal: http://www.mundogump.com.br/o-misterio-da-bateria-que-ja-dura-175-sem-recarga/

  3. Nunca se trata de um moto perpétuo, mas sim de uma transformação de energia, onde essa passa para outra forma e retorna para a primeira, realimentando o sistema, mas sempre com perdas. Cada uma destas coisas tem mais de meio litro de ácido e uma pá de ouro e platina, logo, vai demorar uns 350 anos para que o 1volt baixe para 0,99volt e algum dia a reação não vai mais existir. Baterias moura mandou um abraço para essa patente ai rsrs. Essas baterias são um exemplo perfeito de um sistema quase sem perdas. Acredito sim que se possa criar sistemas bem estruturados, onde a perda de energia é cada vez menor, ou seja, quase moto perpétuo. Um exemplo simples de que isso é possível é o nosso universo, que tem 14bi de anos e ainda é uma criança brincando de criar estrelas e quasares rsrs. Parece brincadeira, mas não é, o movimento dos planetas em suas órbitas e a de suas luas a tanto tempo, só nos mostram que o magnetismo está moldando tudo desde o início e a natureza é boa em criar máquinas perpétuas.

    • concordo com você. Quanto menor a janela de tempo, mais vai parecer um moto perpétuo. Mas parecer e ser são coisas bem diferentes. Certamente há uma perda nessa porra, mas deve ser tão ínfima que vai demorar pra caralho para ser notada.

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