Não é todo dia que a gente tem um potencial pedaço de disco voador pra investigar

Sim, acredite se puder, estamos de posse de uma evidência física de um objeto misterioso que pode ser um pedaço de disco voador! Precisamos verificar, no entanto, com cautela e rigor científico, que a amostra obtida é mesmo do misterioso objeto que explodiu em uma praia de Ubatuba em 1957, um caso bastante conhecido e pesquisado na Ufologia Brasileira. Mas vamos começar do começo:

Eu faço parte, como vcs sabe do portal Burn.  Recentemente, nós recebemos uma carta enviada pelo filho um ex-militar do exército onde ele informou que ciente da seriedade do trabalho da equipe, gostaria de nos entregar 4 pequenos fragmentos que seu pai guardava desde sua época como militar como se fosse uma relíquia. Ele dizia que aqueles eram  “fragmentos do disco voador que explodiu em Ubatuba em 1957”. O filho desse militar, na esperança de trazer mais luz ao caso, enviou as amostras para análises, solicitando apenas que mantivéssemos sigilo de seu nome e de seu pai, para evitar “perturbações”, sabe como é.

Para nós foi uma surpresa e empolgação indescritível encontrar dentro da carta, um pequeno envelope de papel que era visivelmente antigo, com o texto “Ubatuba 1957” escrito em letra cursiva, muito comum na década de 50.

Ao abrirmos o envelope, lá estavam 4 pequenos fragmentos de metal, levíssimos, muito similares ao que foram analisados pelos laboratórios no passado:

Não é todo dia que a gente tem um potencial pedaço de disco voador pra investigar

A primeira análise científica – Análise Qualitativa

Para determinar a composição do material procuramos estudar quais técnica poderiam ser utilizadas, de forma a ter o menor impacto possível na qualidade desse material. Existem técnicas que determinam a composição de um material explodindo o mesmo e analisando o resíduo da explosão, porém essa não era uma opção para nós, tendo em vista a quantidade limitada de material que possuímos, além do valor histórico e científico do mesmo.

Entrando em contato com o Laboratório de Análises Químicas, órgão vinculado ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP, descobrimos ser possível fazer uma análise qualitativa, não destrutiva do material, utilizando-se um espectrômetro de fluorescência de raios-X, mas obviamente, essa análise implicaria num custo, e neste caso um custo de R$ 350,00 que foram pagos por nós através da nota fiscal número 00036438, que você pode ver abaixo:

Não é todo dia que a gente tem um potencial pedaço de disco voador pra investigar

É importante ressaltar que uma parte do valor gasto nessa análise proveio de doações do público que acompanha nosso trabalho e participa de nossas palestras, aos quais somos muito gratos, e a outra parte proveio de nós mesmos, que complementamos o valor necessário para o pagamento da análise.

No vídeo que vocês podem ver aqui em baixo, feito para uma campanha do Catarse, você vai saber todos os detalhes e ver o resultado desta primeira análise.

A segunda análise científica – Análise Quantitativa

Uma vez que determinamos os componentes básicos e qual elemento predominou nos fragmentos, precisamos partir para uma segunda etapa de investigação, que é efetivamente quantificar os elementos existentes nos fragmentos.

Em busca de uma solução não destrutiva para a análise, entramos em contato com o Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT) vinculado ao Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da USP, que desde sua criação, em 1990, dedica-se a estudos e pesquisas na área de caracterização tecnológica de materiais, principalmente do setor mineral.

A equipe de pesquisadores do laboratório nos indicou a utilização de um Microscópio Eletrônico de Varredura, que permitirá observar detalhes dos fragmentos, bem como analisar de forma muito mais precisa a composição dos fragmentos, incluindo na análise elementos que não eram detectados pelo equipamento utilizado na primeira análise.

E é para cobrir os custos de realização desta análise que solicitamos a sua ajuda através desta campanha no Catarse!

Orçamento

O custo estimado da análise é de R$ 765, incluindo um possível preparação do material caso seja necessário fazer uma análise interna dos fragmentos (é muito provável que o exterior possa estar “contaminado”, seja por contato ou pela ação do tempo, e neste caso o laboratório precisará fazer um corte e polimento especiais do fragmento).

O custo exato e detalhado da análise você pode conferir no orçamento publicado na pagina do catarse.
Por este motivo, estamos vindo a vocês, pedir ajuda para o financiamento desta análise, por meio de uma doação, DE QUALQUER VALOR.

 

Ao final da campanha, seguindo nossa política de transparência com nosso público, postaremos a nota fiscal do serviço realizado.

 

Obs.: Na campanha, estamos pedindo um valor um pouco superior ao da análise, para cobrir os gastos da porcentagem que o Catarse absorve do valor arrecadado, os custos operacionais para deslocamento de nossa equipe e transporte das amostras e também os custos de produção e envio das recompensas.

O Caso da explosão de Ubatuba

O caso da explosão do OVNI em Ubatuba é um caso emblemático da ufologia brasileira, pois é um caso raro, para não se dizer único, onde não apenas houveram testemunhas que viram o objeto voar sobre o mar, entrar no mar e explodir ao tentar subir novamente, como também algumas testemunhas, além da Marinha e o Exército Brasileiro recolheram os fragmentos dessa explosão, tanto do mar quanto da praia.

Estes fragmentos foram analisados no Laboratório Nacional de Produção Mineral, onde na época, a química-chefe sra. Luisa Barbosa revelou que o material era “magnésio puríssimo”, algo inexistente na natureza, e até onde se sabe, na época não existia no Brasil tecnologia para reduzir o magnésio a um estado de pureza tão alto.

Uma segunda análise foi efetuada nestes fragmentos em 24 de outubro de 1957, onde a Divisão de Geologia e Mineralogia do D.N.P.M. confirmou os resultados do primeiro, que testou inclusive os fragmentos de posse do Exército Brasileiro, conforme você pode ver em um dos jornais da época:

Não é todo dia que a gente tem um potencial pedaço de disco voador pra investigar

O curioso caso de Ubatuba é bem interessante pois se trata de uma área de grande atividade ufologica até os dias de hoje.

O canal medos e segredos abordou o caso neste video:

Fonte Link para o catarse

  • Apesar do titulo e das chamadas para atrair a atenção das pessoas, a gente não pode dizer que a mostra é de um disco voador, mas se comprovar que elas são idênticas às do caso Ubatuba que já estão de posse de grupos ufológicos ate do exterior será um grande avanço na pesquisa do caso. A análise do grau de pureza do magnésio e sua cristalização pode dar pistas da procedência do Ufo que explodiu no mar (que pode ser um meteoro, ou não…)

Related Post

7 comentários em “Não é todo dia que a gente tem um potencial pedaço de disco voador pra investigar”

  1. Olá Philipe.

    Já tentou entrar em contato com o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron) de Campinas-SP? Eles abrem sua infra-estrutura para pesquisadores externos, e segundo uma professora que tive na graduação eles possuem uma infra completa de equipamentos para análise de materiais… Vai que o negócio sai na faixa…

  2. Entrei no catarse para colaborar e aparentemente a meta já foi atingida. Muito bom, pois mostra o interesse das pessoas e a credibilidade do Burn/Mundo Gump, de qualquer forma em outros projetos serei mais um a colaborar.

  3. Se eu não estivesse incluso nos 56% da população que tem coisas demais à pagar, eu juro que eu bancava isso com prazer. Quero muito ver o resultado disso!!

    EDIT:
    Aproveitando para fazer uma pergunta: Até o momento foi verificado que este material é uma liga feita da mistura de magnésio, silício e outros mencionados. Estes materiais já são utilizados na engenharia “terráquea”. Sendo assim, o que indicaria que eles seriam de origem extraterrestre? Se nós já usamos magnésio, silício e todos estes outros materiais, o que ele teria de especial?

    • Rodrigo, segundo eu li, a analise cristalográfica feita na época indicava um padrão de cristalização que ainda não era feita na Terra por meios artificiais. Hoje essa tecnologia foi dominada e o processo é bem conhecido. A única conexão que temos entre o evento que gerou a explosão e os fragmentos que chegaram aos pesquisadores são os relatos das testemunhas da época sobre o Ovni discoide que realizou uma manobra e aparentemente estava com algum tipo de avaria. Desse modo, até pelo tempo em que se desenvolveu o episódio, tudo se reduzirá a esse contexto que é puramente anedótico. No entanto, é interessante que pelo menos esse caso tenha saído do anedótico puro e simples para um anedótico com evidências estudáveis. Não são muitos os casos ufológicos que dispõe de tais evidências, como pegadas, marcas de trem de pouso, pedaços desprendidos, substâncias ejetadas ou mesmo peças inteiras. O estudo e o aprofundamento das investigações mineralogicas e metalurgicas nos fragmentos enviados provavelmente não podem nos indicar que são produtos de uma fuselagem alienígena, mas se tornam interessantes ao se relacionarem com elementos de outros casos. Se não me engano, há um caso de uma testemunha que obteve uma barra cilíndrica de magnesio puro, dado a ele por um trpulante de uma nave como um tipo de “presente”. Creio que seja um caso dos primórdios da ufologia, nas décadas de 50 e 60.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

shares