Cientista é taxativo: Estamos sozinhos na Via Láctea!

Esqueça tudo que você esperava sobre aliens. Existe um cientista, cujo nome é Brian Cox, da Grã-Bretanha. Ele está convencido de que de fato a humanidade está sozinha – pelo menos na Via Láctea.

“Há apenas uma civilização tecnologicamente avançada nesta galáxia e sempre foi assim – nós”, afirmou Cox, no último episódio de sua série “Human Universe”, levada ao ar pela BBC.

Cox: "Ets são uma impossibilidade na Via Láctea"
Cox: “Ets são uma impossibilidade na Via Láctea”

O argumento do cientista é que, dos caminhos evolutivos que a vida poderia tomar, a maioria não leva à inteligência. Para provar isso, ele cita dois eventos centrais que propiciaram você estar aí lendo o que eu escrevo aqui:

O desenvolvimento de organismos multicelulares

Estamos tão acostumados com plantas e animais complexos que é fácil pensar que a natureza já dominou sua criação. Mas a vida de uma única célula, como a das bactérias, prosperou por 2,6 bilhões anos antes do primeiro organismo multicelular evoluir. A vida multicelular estava longe de ser inevitável. Foi, segundo ele, um golpe de sorte:

“Estamos confiantes de que isso só aconteceu uma vez nos oceanos da Terra primordial”

A extinção dos dinossauros

O segundo evento crucial para a possibilidade da evolução humana, segundo Cox, foi a extinção dos dinossauros. Isso aconteceu há 65 milhões de anos. Foi esse fenômeno causado provavelmente por um acidente com um asteróide que abriu o caminho para os mamíferos se tornarem os predadores no topo da cadeia alimentar, e isso redesenhou a ordem evolutiva de uma penca enorme de animais da Terra.

Os dinossauros dominaram o planeta por cerca de 190 milhões anos, tempo 900 vezes maior do que os seres humanos modernos existem, e ao longo de todo este tempo, permaneceram numa relativa estabilidade evolucionária, sem qualquer indicação de que tenham se tornado seres inteligentes como nós somos. Se a inteligência fosse algo natural do ponto de vista evolutivo, e o planeta não tivesse acertado uma rocha espacial, eles teriam que ter evoluído para pelo menos construir sociedades organizadas, tribos, grupos nômades, e tal. Nada disso ocorreu, e se não fosse pelo asteróide mudar “a balança”, ela penderia para os grandes monstros, que poderiam governar a Terra repleta de florestas nativas até hoje.

Conclusão? A vida inteligente é resultado de um conjunto bem definido de eventos aleatórios

Dessa forma, Cox sustenta que a vida inteligente é tão improvável que não poderia ter acontecido duas vezes. Essa opinião de Cox vai na contramão da maioria do cientistas mundiais que cada vez mais acreditam que chegará um dia que anunciarão a descoberta de um planeta com vida inteligente. A descoberta de mais de 1.800 exoplanetas lá fora tem atuado positivamente para a disseminação desta crença de que podemos efetivamente não estar sozinhos no cosmos. Há quem diga que é “questão de tempo até encontrarmos vida extraterrestre – embora essa vida possa ser totalmente diferente da que imaginamos”. Charles Bolden, ex-astronauta e administrador da NASA disse que “Vamos encontrar vida no espaço neste século”.

É importante lembrar que em ciência, grandes consensos não querem dizer nada. Por exemplo, já foi um consenso que a Terra era plana, apoiada sobre colunas que estavam sobre um casco de uma gigantesca tartaruga que vagava pelo espaço.
O consenso nunca fez com que isso fosse uma verdade. Também foi uma verdade científica que a terra estava no centro do cosmos, rodeada por sóis e estrelas que giravam à sua volta.

Cox pode estar tão certo quanto errado em suas argumentações, uma vez que efetivamente (no pau da goiaba, como dizem os militares) até hoje não achamos nenhum planeta habitado. Brian Cox acredita que estamos sozinhos na nossa galáxia e sempre estivemos.

Há pelo menos um dado científico que parece corroborar a hipótese de Cox da nossa solidão espacial: o silêncio.

Se nós não estamos sozinhos, porque é que “há um silêncio ensurdecedor em nossa galáxia Via Láctea a partir de civilizações avançadas?”

A questão do silêncio no rádio é extremamente interessante, porque se a galáxia estivesse cheia de vida, seria logico que estivéssemos escutando suas transmissões. Mas só há um grande e tenebroso silêncio.

Evidentemente isso não prova que estamos sozinhos. Pode haver algum fenômeno físico que desconhecemos que interfira nos sinais de radio que vagam no espaço quando se trata de distâncias muito grandes, mas a questão não deixa de ser intrigante.

Certa vez, o escritor de ficção científica Arthur Clarke escreveu:

Existem duas possibilidades: ou estamos sozinhos no universo ou não. Ambos são igualmente assustadores.

Pessoalmente, acho que Brian Cox faz marketing e não Ciência quando solta afirmações desse nível. Primeiro, a rede de singularidades necessárias para o aparecimento da vida deve ser tão monumental numa escala galática, que a mente humana seria incapaz de conceber a maioria delas. Na atual conjuntura, falar algo assim é como apostar que uma moeda cairá cara ou coroa. Há 50% de chances dele estar certo, e a grande certeza é que isso atrai audiência para ele – e seu programa de Tv. Hoje virou moda o “cientista-celebridade”.

Muitos cientistas, como o nosso Marcelo Gleisler curtem aparecer em programas e Tv fazendo uma espécie de cover pós moderno do Carl Sagan.
Mas veja, meu ponto é que quando se diz “a nossa galáxia”, estamos falando da Via Láctea, uma galáxia não é um mero conjunto de estrelinhas.

É um colosso supermaciço de trilhões de sóis, uma coisa absurdamente monstruosa. Nossa galáxia – que ainda é jovem e sabe-se isso pelas nuvens de gás e poeira no disco – contém cerca de 400 bilhões e ESTRELAS.

É muito provável que um número significativo desses 400 bilhões de estrelas tenham planetas orbitando-as, nos mais variados planos orbitais e é praticamente certo que um volume grande desses planetas potenciais deve conter luas.

As luas no nosso sistema solar (o grafico não inclui os exoplanetas)
As luas no nosso sistema solar (o grafico não inclui os exoplanetas)

Quando você coloca em perspectiva todos esses planetas, é difícil de imaginar que a vida inteligente seja algo tão acidental que só tenha acontecido no nosso planeta, porque diante da nossa própria galáxia, somos uma bostinha insignificante, um nada, somos um zero à esquerda na periferia de um braço dessa galáxia de ~ 100 000 anos-luz de diâmetro.

Isso nos oferece um volume colossal de planetas, estimados em um estudo recém-publicado no Astrophysical Journal que há, pelo menos, 100 bilhões de planetas e só na nossa galáxia, a Via Láctea. O problema é que planeta tem pra dedéu, mas não adianta achar um monte de picolé espacial e nem bolas de magma. O importante mesmo é achar planetas que existam no que chamam de zona habitável, que é o espaço onde um planeta nem congela por estar longe de sua estrela, e nem derrete por estar perto demais.

Isso reduz MUITO o numero de planetas potenciais para a vida. Mas gente, esse “muito” é numa escala galática: a Via Láctea está repleta de bilhões de planetas que são aproximadamente do tamanho da Terra, orbitam estrelas como o nosso sol, e estão na zona habitável.

Sabe-se isso porque os astrônomos vêm usando dados da NASA, obtidos com o satélite Kepler, que revelou que há pelo menos 8,8 bilhões de estrelas com planetas do tamanho da Terra na zona habitável de temperatura.

O estudo já foi publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências. Basicamente, poderíamos dizer que há mais planetas semelhantes à Terra do que há pessoas na Terra.

Na nossa galáxia há mais planetas habitáveis do que pessoas na Terra!
Na nossa galáxia há mais planetas habitáveis do que pessoas na Terra!

 

Na Via Láctea, cerca de 1 em cada 5 estrelas que são como o nosso Sol em tamanho, cor e idade. Sabe-se que sois como o nosso,  quase sempre têm planetas.  O Kepler identificou diversos destes que podem conter água em estado líquido, orbitando estrelas como a nossa.

O telescópio Kepler olhou para 42.000 estrelas, examinando apenas uma pequena fatia da nossa galáxia para ver quantos planetas como a Terra estão lá fora. Os cientistas então extrapolaram esse valor com o resto da galáxia, que tem centenas de bilhões de estrelas.

Pela primeira vez, cientistas calcularam – e não só estimaram – quantas estrelas como o nosso Sol têm planetas semelhantes à Terra: 22 por cento, com uma margem de erro de mais ou menos 8 pontos percentuais. (porra, margem do Ibope, hein?!)

A cientista Natalie Batalha que trabalha com o Kepler disse que ainda há mais dados para entrarem nesta equação complexa que pode pintar o verdadeiro panorama da vida no espaço e este numero pode até melhorar.

capagalaxia

Existem cerca de 200 a 400 bilhões de estrelas em nossa galáxia, com 40 bilhões delas similares ao nosso Sol. Um dos co-autores da pesquisa que chegou a estes numeros coloca o número de sóis como o nosso  mais perto de 50 bilhões, o que significa que haveria pelo menos 11 bilhões de planetas muito parecidos (ou iguais) ao nosso.

Descobrir planetas no círculo habitável em qualquer sistema solar é difícil por uma questão simples: Dependendo do tamanho da estrela, essa região fica MUITO, MUITO, LONGE. Uma estrela muito grande, gera muito mais radiação, porque tem muito mais área, assim, essa escala inteira sobe, e o círculo habitável pode ser muito maior, só que numa distância monstruosamente maior da estelona.

Só pra dar uma ideia do que tem lá em cima, veja este comparativo do nosso sol com algumas outras estrelas.

É por haver sóis de tamanhos tão colossais, que o Kepler só está levando em conta as estrelas de tamanho similar ao nosso solzinho, que é um peidinho de mosca perto de algumas outras aí fora.

Com base na estimativa, há de 1 a 5 planetas de tamanho similar a Terra que estão na zona de temperatura habitável em orbita de uma estrela que seja semelhante ao Sol, localiza-se a provavelmente 70 trilhões milhas da Terra, (1.1265408 × 1014).

Os 8,8 bilhões de planetas com tamanho equivalente à Terra é apenas um começo, porque depois de varrer todas essas, o Kepler poderá começar a varrer as estrelonas maiores. Hoje ele se concentra nas anãs vermelhas, porque são estrelas fraquinhas, com menor massa e com isso, os planetas que as orbitam estão mais próximos e são mais facilmente descobertos.

Um estudo anterior descobriu que 15% das estrelas anãs vermelhas mais comuns têm planetas do tamanho da Terra que estão perto o suficiente para abrigar a vida como a Terra já conheceu.
Hoje com dados do Kepler, só na área já analisada existem 3538 planetas na área habitável de suas estrelas. Desse montante, há dez tipo a Terra a espera de mais análise de atmosfera para saber se há vida ou não. Outro problema dessa pesquisa, é que há provavelmente centenas de planetas “perdidos” para cada um que é encontrado.
São 8,8 bilhões de planetas com potencial. E isso é apenas na nossa galáxia. Mas ainda há bilhões de outras galáxias.

Quantas galáxias tem?

Dá uma olhada na foto abaixo:
1 (4)

 

Tá vendo cada pontinho desses? Cada estrelinha, bolota colorida nele? Pois é! Isso é uma GALÁXIA. Cada  pontinho é UMA GALÁXIA COMPLETA COM MILHÕES DE SÓIS NELA!  Tal qual nosso sol, algumas dessas galáxias humilham a Via láctea em tamanho.

Esta imagem foi obtida pelo Hubble Ultra Deep Field -o mais profundo registro do espaço já feito.  Não é desenho. É FOTO! Ela levou literalmente centenas de milhares de segundos de observações através de quatro filtros de cores distintas para produzir estes resultados.

O resultado nos deu a informação de que um número muito grande de galáxias existem em uma região minúscula do céu: em torno de 10 mil no volume minúsculo de área pesquisada pelo Ultra Deep Field do Hubble.

Mas é muito mais!!!

Extrapolando estes resultados ao longo do toda área espacial observável, (que é cerca de 10 milhões de vezes maior), foi possível descobrir que, no mínimo, havia pelo menos 100 bilhões de galáxias em todo o Universo. Mas isso não é o fim da história. Este numero é baseado no tempo em que o satélite Hubble fica captando a luz. Quanto mais tempo ele fica captando, mais dados de longe ele vai pegando. Assim, há galáxias que estão muito longe e sua luz é muito fraca para observar com “apenas” 11 dias de dados do Hubble.

Há um numero colossal de galáxias que estão longe demais, mesmo para o mais distante filtro infravermelho do Hubble captar. Essas galáxias podem até aparecer, mas só se tivermos a paciência de olhar por mais tempo. Assim, a equipe do Hubble resolveu joselitar e largou o treco captando luz em diversos espectros por joselíticos 23 dias!

Hoje com base nos resultados, há propostas de pesquisas similares que planejam deixar o hubble loigado apontado num só quadradinho do espaço por mais de UMA DÉCADA para ver o que pega. Mas os 23 dias do Hubble revelaram uma foto acachapante que tem mais de 1,63 mega:

Não é ruído! É galáxia distante!
Não é ruído! É galáxia distante!

Então, tudo isso é para mostrar a magnitude da parada. Sair dizendo que essa ou aquela galáxia é estéril, num universo de sextilhões de probabilidades, me parece mais piada que outra coisa.

A vizinhança solar da Terra

Essas são as estrelas perto da gente

Nosso sistema solar esta em vermelho no centro do cilindro.

vizinhancasolar

 

Localização da vizinhança solar na Galáxia

Veja onde estamos. O cilindro acima é o pontinho vermelho de 1 pixel em cima do escrito em vermelho.

 

nagalaxia

O nosso grupo galático

As galáxias que são nossas “vizinhas”

grupogalatico

O nosso supercluster

É onde estão os demais agrupamentos galáticos ao redor do nosso grupo galático

supercluster

Os superclusters locais

Veja os demais superclusters onde está o nosso. (o nosso aí é tão pequeno que não há pixel capaz de representar)

superclusters

O universo já observado

Veja onde se localizam os superclusters locais, como o que abriga a nossa galáxia. Esse basicamente pode ser o todo, ou isso pode ser só um hyper cluster entre infinitos outros ainda não descobertos.

hipercluster

Considerando tudo isso, e a afirmação de que estamos sozinhos, resolvi trazer a primeira lei de Clarke, que diz:

Quando um cientista distinto e experiente diz que algo é possível, é quase certeza que tem razão. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.

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41 comentários em “Cientista é taxativo: Estamos sozinhos na Via Láctea!”

  1. Mesmo admitindo a hipotese de que o surgimento da vida é fruto de diversos acasos, ainda assim pode ter acontecido de a vida ter surgido em outro lugar e ter sido disseminada no universo por uma civilizacao ancestral.

  2. nota 1000 o post, o vídeo de comparação do tamanho das estrelas é algo espetacular e ao mesmo tempo “embasbacador”.

    Mais um post com a qualidade Mundo Gump !!

  3. Eu diria que é mais fácil que o evento de extinção dos dinossauros tenha sido provocado por uma mente inteligente do que não haver vida inteligente. Kkkkkk.

  4. Parabéns pelo post Philipe, só achei que faltou colocar o link pro The Scale of the Universe ( http://apod.nasa.gov/apod/ap120312.html) pra dar uma ideia ainda maior do tamanho das coisas.

    • E preciso tambem ponderar a respeito do que seja uma civilazacao avancada.O fato de nao haver comunicacao via radio ou outro meio nao e indicativo de falta de vida inteligente,afinal nos mesmos so descobrimos estas ferramentas a pouco mas de um seculo.Se alguma civilizacao alienigena estivesse procurando vidade inteligente por essas bandas a 200 anos usando esse criterio concluiria que nao haveria vida inteligente neste planeta.

  5. Nem digo vida inteligente, capaz de transmitir algo via rádio e tal, mas muito provável que exista vida complexa, primitiva, talvez até bem perto de nós…

  6. Acho que quem está fazendo “marketing” não é o Brian Cox, mas sim os cientistas que colocam como factível encontrarmos vida inteligente “nas próximas décadas”. Explico:

    Popularizar a cosmologia, a astrofísica, e ciências correlatas, é uma forma de angariar apoio para investimentos nessas áreas. E creio que fomentar a esperança do encontro de vida inteligente lá fora, através da publicação de estudos probabilísticos, seja uma boa maneira de fazer isso. Vide o caso do astrônomo Seth Shostak (do SETI), que vive (pessoalmente) às custas desse investimento.

    Mesmo com esses possíveis bilhões de exoplanetas em nossa galáxia, quais as chances de termos algo parecido com a Terra? Suponho que baixas.
    Além da distância correta de sua estrela, que depende inclusive do tipo de estrela, a terra possui outras características raras: uma lua comparativamente grande, que garante a estabilidade de seu eixo rotacional; tectônica de placa, que permite a renovação de elementos na superfície; um eficiente campo magnético, que nos protege dos letais raios cósmicos; isso apenas para citar algumas das raras circustâncias que temos aqui. E mesmo com tudo isso, quantos bilhões de espécies sucumbiram, ou não desenvolveram inteligência superior?

    Porém, creio que limitar essa impossibilidade à nossa galáxia foi um ato de cautela salutar do Brian Cox, pois como na física “tudo que não é proibido é obrigatório”, é bem possível que circunstâncias similares ocorram em algum ponto de nosso universo infinito. O problema será estabelecermos contato.

    • Concordo que no fundo o cara do Seti faz um marketing fodido naquela porra. Sempre pensei o seguinte: Se o Seti consegue identificar alguma coisa… Vamos dizer, pega o tal sinal. Não seria como o médico dar ao paciente crônico o remédio que cura a doença que o mantém pagando consulta para todo sempre? Será que há interesse MESMO do Seti em dizer a verdade?
      Em outras palavras, quem ganha para procurar, perde quando acha?

      • Com tantos depoimentos sérios (de militares, pilotos, etc) sobre fenômenos Ufológicos que incluem até avistamentos de humanóides, o SETI pra mim sempre pareceu um desperdício de pesquisa.
        Mas já pensei na hipótese de o SETI existir pra despistar a verdade. Com ele a populaçao pensa que, se estao procurando, é porque não há nada aqui, e assim fica todo mundo tranquilo, ignorando rumores e testemunhos, esperando por um sinal de rádio.
        O raciocínio é: se o SETI procura outras civilizaçoes fora da Terra, é porque eles não estão por aqui. Se procura e nunca anunciou ter encontrado, é porque ninguém encontrou.

  7. Cara, este foi um dos melhores posts (apesar de não ser tão extenso assim, hehe), com toda a certeza que foi. Chega a ser besteira querer conjecturar se somos ou não a única civilização da galáxia quando sequer conseguimos por nossos pés em outro planeta…
    Estamos engatinhando na astronomia e olha a quantidade monumental de dados que já obtivemos, agora imaginem a quantidade COLOSSAL de dados que teremos daqui há sei lá, 100, 200 anos…
    Nós só podemos especular sobre o assunto de vida fora da terra, porém a probabilidade de haver é esmagadoramente alta, apesar do “silêncio” do cosmos.

  8. Teoria em cima de teoria.
    A teoria de darwin não passa disso, somente teoria. Escrita numa época para desbancar o poderio da igreja.
    Design Inteligente essa é uma teoria que faz sentido!

  9. É compreensível que cientistas queiram manter a explicação dento de uma lógica, mas quando se fala no universo, a “lógica humana” é atirada pela janela e não se sabe onde ela vai parar.

    Algumas pessoas afirmam que a matemática seria a linguagem universal da natureza. Mas o universo quebra a matemática.

    São tantas coisas colossais que apenas através de comparações o ser humano pode ter uma vaga ideia sobre o que se está falando. Exemplo é a maior estrela conhecida do vídeo da matéria.

    O que será que existe fora do planeta terra? Qualquer coisa. simplesmente qualquer coisa. Alguns podem afirmar que somos criações de deuses, o sonho de alguma coisa, uma simulação de máquinas que podemos comparar com nossos computadores, mas a verdade pode ser ainda mais surpreendente.

  10. Basicamente esse cara é um devoto fanático da teoria do grande filtro. Também acredito que é por causa dela que ainda não achamos nada (ou nos acharam) mas daí acreditar que a gente tá sozinho nessa zorra toda é querer demais.

    Engraçado que tem gente que acredita tão piamente na teoria do grande filtro que, se encontrarem células com núcleo em Marte, tem gente que se descabela: o grande filtro está na nossa frente. E eu meio que concordo com isso: talvez poucas espécies consigam a proeza de não se matar se envenenando ou com bombas nucleares…

  11. Impossível crer que estamos sós em nossa galáxia, impossível. Vidas diferentes das que conhecemos em estágios mais ou menos avançados que o nosso existem aos milhares, inclusive aqui em nossa Casa.
    E se pensarmos nas civilizações mais avançadas, basta imaginarmos que ainda hoje descobrimos novas espécies em nossas florestas e oceanos, ou seja, somos como uma colônia de formigas ou um tipo de água-viva escondidos no meio do universo.

  12. Estranho… Um cientista que chega a uma conclusão por falta de provas. Seguindo método cientifico, no máximo ele deveria supor que não conseguimos provas de outros seres inteligentes.

    Parece mais um fanático religioso que um cientista.

    • A ausência de evidência não evidencia a ausência do fato.
      Oque o cara falou faz sentido, pois os elementos de suporte à vida (como conhecemos) são raríssimos no universo conhecido. É nessa evidência que o cara se apóia. Quem defende o contrário só se apóia em probabilidades.

  13. Creio que o Homem não está em posição, sequer, de conjecturar a respeito de si próprio, quanto mais sobre a possibilidade de vida inserida numa incalculável imensidão tal qual é nossa galáxia.

    Respeito a opinião do cientista, mas também tenho a minha: ETs existem e estão mais próximos do que alguns podem imaginar. Isso não é papo de louco não. É constatação.
    Outra coisa, dizer que o planeta, o Universo ou mesmo os organismos surgiram “por acaso” é o mesmo que afirmar que um ser maior, uma energia, uma força agiu antes…desta forma, precisaríamos admitir que ciência e um “algo mais” precisam caminhar juntos para fazer sentido, certo?

    Abraços.

  14. Muita gente pensa dentro da caixa. Esses cientistas não pensam que possam existir vida inteligente completamente diferente das que conhecemos, dizem que para existir vida deve existir oxigênio, água, temperatura ideal, etc. Se na própria Terra não conhecemos tudo (vira e mexe é descoberta uma espécie de animal) imagina no espaço! Já pararam pra pensar que possa existir uma espécie de vida inteligente que não respire? Ou que não precise se alimentar? Ou ainda que para ela sobreviver precisa estar em um planeta congelante? Vamos parar de achar que as nossas teorias estão certas, não conhecemos absolutamente nada! Pensem FORA DA CAIXA!

  15. Ciência é feita de erros e acertos. No caso , acredito que este cientista esteja errando feio no seu pensamento "taxativo". Se queria chamar atenção, conseguiu. Se quisesse provar seu pensamento taxativo, passou tão longe quanto o numero de planetas somente na nossa galáxia. Afirmar que uma coisa não existe só por que ela não cabe nos moldes do "seu" pensamento científico não quer dizer absolutamente nada. Aliás, quer dizer sim. Que o pedantismo humano de alguns, esse sim, é ilimitado. Cego guiando outro cego.

  16. não é apenas um post… é quase uma enciclopédia… parabéns pelo artigo, Philipe!
    acho que ainda vamos encontrar vida na nossa aqui mesmo na via láctea… pelo menos vida microscópica…

  17. Outro grande texto hein Philipe! Parabéns!

    Particularmente acredito que há vida inteligente por aí, mas achei o argumento sobre os dinossauros muito interessante. Nunca havia pensado desta forma.

  18. Esse cientista busca notoriedade entrando naquela faixa das excentricidades. Pois se até a NASA já começa a reconhecer a possibilidade e proximidade de um contato, e já trata disso abertamente, esse cientista ganhará a historia por ser colocou um mico na sala.
    http://m.youtube.com/watch?v=-gHTkw7D1yU

  19. Philipe, a conclusão do cientista em relação ao surgimento dos humanos me fez lembrar de uma questão que sempre passa por minha cabeça: por que acreditamos (geralmente) somente em um conceito de alienígenas humanóides? Existem relatos de contato e abdução por seres que não se encaixam nesse padrão? Obrigada!

    • Existem alguns, mas são poucos. Tem um bicho que apareceu em Omsk, na Russia, que era tipo uma gosma, e esse ser foi morto por populares na base do porrete. N~´ao sei se é um caso real, tenho ele num livro bem antigo, e ficou marcado por ser um dos poucos casos que eu conheço onde o ser não parece ter conformação humanóide.
      Há uma hipótese para essa característica ser tão marcante: Certamente o universo esta repleto de criaturas com conformações diferentes da humanóide. Seres como algas, lacraias, polvos, insetos, águas-vivas devem ter aos borbotões. Mas se houver seres que evoluiram para uma a mesma conformação que nós, ou similar, certamente eles teriam interesse em buscar a vida parecida com a deles.
      Por exemplo, seria muito mais difícil uma criatura igual a siri, com pinças, construir uma nave espacial do que um ser que tenha um simples polegar opositor. Há uma parte significativa do avanço humano no planeta que pode e deve ser creditada ao design de nossos corpos.
      A grande duvida é se essa conformação seria “comum” no cosmos. Se em outro planeta, caso as condições se tornassem favoráveis, se algo parecido surgiria. Há cientistas que acreditam que sim, com base na hipótese que a natureza vai tentando um monte de jogadas e aposta suas fichas nas que dão certo. Há muitos exemplos na terra de seres que evoluíram num caminho mais ou menos parecido por conta do ambiente. Um exemplo é o morcego e a borboleta. São completamente diferentes e separados, mas ambos conseguiram adaptações para voar chamadas “asas”.
      São soluções, em muitos aspectos similares, mantendo suas diferenças.

      Sob este prisma, um alien de uma perna só que vive pulando, pode ser menos econômico energeticamente que um de duas pernas. E assim, acaba surgindo um de duas pernas. Claro que entra aí a teoria da evolução, onde uma eventual mutação vai se sair melhor e tal… A teoria da evolução das espécies do Darwin deve valer para todo o cosmos.

  20. Claro que os cientistas procuram por condições semelhantes à da Terra.
    Quem garante que a evolução de determinada raça precisa ser IGUAL à da Terra?
    Seres inteligentes que vivem em condições mais frias ou sem água, ou sem comida, depende da evolução!
    É muita pretensão de que necessariamente as condições precisam ser as mesmas.
    Ou já existe uma idéia pré-concebida de que os “inteligentões” daqui queiram colonizar determinado planeta após acabarem com este… ninguém dá ponto sem nó…

  21. Se a Via Láctea tivesse meia dúzia de estrelas, eu até poderia concordar, mas com essa caralhada de estrelas, planetas, que temos apenas na nossa galáxia, é muito umbiguismo desse cientista em dizer isso.

  22. Nada é possível ou impossível até que seja provado, ou melhor! “Algo é só impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.” Albert Einstein – Albert Einstein

  23. Há um fator relevante nessa loteria das possibilidades de vida inteligente. Devem ter havido ou haverão civilizações evoluídas, mas duvido que aconteça a hipótese delas atingirem o ponto de maturidade no mesmo lapso temporal. Assm, creio que estaremos e continuaremos sós até o fim de nossa existência.

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