O cara que ganhou mais de um milhão de milhas aéreas só com pudim!

A Vivian do blog Temperaria me deu uma dica muito maneira deste post aqui do Gizmodo que conta a história de um cara fora do normal.

Como o cara ganhou 1,25 milhão de milhas apenas usando pudim!

Esta é uma daquelas excelentes histórias e caras fodas que sabem usar os neurônios que possuem.

Você conhece o sistema de milhagem aérea, né? Tem até cartões de crédito que te dão milhas por suas compras, tem muitas companhias aéreas que convertem milhagens em viagens, hospedagens em hoteis e etc. O negócio de milhas de viagem é sensacional.

Hoje, no mundo muitas pessoas vivem viajando gastando suas milhas. Praticamente toda empresa aérea tem um programa de milhagem.

puddingguyMas o cara dessa história do pudim chama-se David Phillips, (holly shit! é quase meu nome ao contrário!). Esse cara é um engenheiro civil que também é professor da Universidade da Califórnia. Logo, é um cara que sabe bem fazer contas, né?

David ficou famoso porque conseguiu transformar nada menos que 12.150 potes de pudim de chocolate da marca Healthy Choice em um milhão de Milhas Aéreas. Desde então, David e sua família estão viajando pelo mundo por quase nada.

Claro, não é para amadores. O tal do David Phillips é o tipo de cara que lê todos os mínimos detalhes impressos em fontes minúsculas nas coisas.

Certo dia, no ano de 1999, David descobriu que a Healthy Choice estava fazendo uma promoção super bacana de seus pratos congelados. A oferta era a seguinte: A cada 10 códigos de barras dos produtos da empresa enviados pelos clientes, A Helaty Choice daria 500 Milhas Aéreas.
David achou interessante e fuçou o regulamento da promoção. Lendo, ele percebeu que era ainda melhor do que parecia: a empresa estipulou que os primeiros clientes a resgatarem os pontos das ofertas no primeiro mês receberiam o prêmio em dobro, ou seja, a compra de 10 dos seus produtos renderia 1.000 milhas aéreas ao consumidor.

Quando David finalmente entendeu os detalhes daquela promoção, ele percebeu a monumentalidade de lucro que aquilo representava. Mas para maximizar os lucros era preciso reduzir o custo do investimento. Desse modo, o cara vasculhou supermercados próximos à sua casa para ver qual produto oferecido tinha o melhor potencial de retorno. Após esse trabalhinho de pesquisa básico, ele chegou ao produto que produzia a maior conversão: Uma rede de supermercados vendia cada pote individual de pudim de chocolate por US$ 0,25 cada. Isso significava que com US$ 2,50 ele conseguiria 1.000 milhas aéreas.

Era um negócio fenomenal!
David pegou o carro e disparou para os mercados da cidade. Ele visitou todas as lojas da rede em um só dia e comprou todos os potes de pudim Healthy Choice que encontrou pela frente, incluindo os do estoque.
Muito esperto, ele sabia que não poderia dar bandeira de seus planos. Pegando carona naquela histeria de que o mundo ia acabar no ano 2000, ele bancou o doido e disse que estava juntando comida para o Armageddon. O caô colou lindamente.

Bom, basicamente, David investiu cerca de US$ 3.000 só em pudim. Essa é uma graninha considerável,mas se você pensar que com isso ele ia obter milhas que superavam os 150.000 dólares, é uma jogada e tanto!
Mas para converter seu investimento em milhas, ele ainda precisava enviar todos aqueles códigos de barras.

David conta que sua esposa ficou com bolhas de tanto descolar centenas de adesivos, e seus filhos e colegas de trabalho engordaram de tanto comer pudim. Calculando o tempo que levava para descolar os código de barras, ele viu que não ia dar tempo de se qualificar para a primeira parte da promoção – a que garantia as milhas aéreas em dobro.

Foi aí que ele a segunda grande sacada. Por que fazer sua esposa e filhos sofrerem quando ele poderia pedir para outras pessoas trabalharem para eles?

David entrou em contato com o Exército da Salvação local e disse a eles que se os caras ajudassem a tirar os códigos, ele ia doar todos os pudins para a instituição. Essa foi uma sacada de mestre já que ele tava enjoado de pudim, não tinha onde guardar e ainda por cima abateu US$ 800 em deduções fiscais no imposto de renda.

Após enviar os códigos de barras e receber de volta as 1.280.000 milhas (David ainda conseguiu milhas extras porque também comprou sopas a 90 centavos antes de perceber que o pudim dava mais lucro). David Phillips tinha agora oficialmente mais de um milhão de milhas. Isso lhe deu um acesso vitalício a algo chamado “Clube de Vantagens American Airlines”, rendendo a ele e a sua família vôos incríveis para o resto da vida deles.
No clube de milhagans, a taxa de milhas ganha é muito maior e ela funciona em milha sobre milha. David provavelmente nunca vai ficar sem milhas porque ainda ganha milhas a uma velocidade 5x maior do que ele consegue gastar. Além de viajar frequentemente, ele sempre está de olho em promoções, para conseguir explorar do jeito que fez com o esquema do pudim. Hoje, ele tem mais de 4 milhões de milhas em suas várias contas e já voou para mais de 20 países, além de tirar diversas férias nesse tempo.

Com seu investimento inicial de US$ 3000 (que se reduziu para pouco mais de US$ 2000 graças a dedução fiscal do Exército da Salvação), David nunca mais precisou pagar por outro vôo pelo resto de sua vida.

É ou não é genial?

Eu contei isso para o meu amigo Robert e ele me contou que fez uma coisa mais ou menos parecida com o Submarino.
Na época, o site de compras online estava com uma promoção chamada “Navegou-ganhou”.
O Robert disse que leu o regulamento e descobriu que não precisava usar o discador deles pra participar. Então ele mudou para internet a rádio e passou a ganhar o bônus dos seus indicados.
O submarino tentou cancelar a participação dele, mas quando Robert mostrou que o regulamento não obrigava o uso do discador, eles entubaram, pois perceberam que Robert poderia não somente processá-los por não pagar o que ele merecia como poderia eventualmente usar dano moral por terem alegado que ele agiu fora das normas, gerando um prejuízo muito maior. O submarino então pagou o que ele devia receber que na época era uma boa grana, por volta de 2000 reais em compras pra gastar no submarino.
Robert diz que até geladeira ele comprou.

A lição dessas duas histórias nos mostra que a leitura atenta dos regulamentos pode lhe render um dindim no bolso!

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22 comentários em “O cara que ganhou mais de um milhão de milhas aéreas só com pudim!”

  1. “A lição dessas duas histórias nos mostra que a leitura atenta dos regulamentos pode lhe render um dindim no bolso!”

    Ou um baita prejuízo para quem cria essas promoções. Falo isso pois tenho contato com profissionais de marketing. E é o couro desses profissionais que é “curtido” quando algo assim acontece. Não estou falando com pena, afinal, devemos ser responsáveis por aquilo que produzimos. Mas fica a lição de olhar o que faz pra não fazer tamanha besteira!

  2. Cara o post foi ótimo. Mas meu comentário na verdade é para elogiar o novo layout. Faço parte da grande massa de leitores regulares mas que nunca comentam, porém, dessa vez não dava pra passar. Quando surgiu o anterior achei uma tremenda involução… Agora sim está ao nível do conteúdo, parabéns.

  3. Olá Philipe,

    apenas por curiosidade, deixo aqui um url com uma cena do filme Punch-Drunk Love de um dos meus realizadores preferidos, Paul Thomas Anderson, em que a personagem principal faz exactamente o mesmo que a pessoa desta história. Certamente terá servido de inspiração para o filme. Abraço.
    http://www.youtube.com/watch?v=F541NG897vc

  4. Mas eu não entendo… pelo um site eu fiz a conversão, e 500 milhas equivalem a 804.67km. Por que uma empresa daria tudo isso de viagem por algo como 2,50 de dólar????? Tudo seria um prejuízo lascado pra empresa.

  5. oi, antes tinha o modo ‘blog’ pra acessar aqui, e agora quando eu tento pois prefiro , aparece essa caixa de ‘deixe seu comentário’ , o que houve? esse modo de exibição ‘blog’ acabou?

    • O tema anterior mostrava apenas o icone e uma microscopica descrição do post. Já o modo blog no tema anterior mostrava uma foto maior e uma descrição ligeiramente maior. basicamente, é o que temos hoje então desabilitei o modo blog, ok?

  6. Eu sou um idiota completo, um troll medíocre metido a besta e o Philipe editou meu comentario e irá fazê-lo SEMPRE. Em vez de ir para a praia do Campeche, eu perco meu tempo aqui.

  7. Legal! Mas… isso aconteceu em fevereiro/1999, há quase 15 anos. Hoje as empresas não marcam essa bobeira mais.
    http://en.wikipedia.org/wiki/David_Phillips_(entrepreneur)

  8. É que as empresas fazem as promoções para chamar a atenção oferecendo algo vantajoso para o cliente mas no fundo só querem chamer a atençaõ para o produto. não acreditam que o consumidor ou todos os consumidores vão realmente reclamar o premio conquistado como nesse caso de milhagems, por exmplo. porque não é todo mundo que tem disponibilidade de tempo e dinheiro para viagems Afinal milhagems SÃO para os percursos somente .. Isso não inclui outras despesas de viagens e nem dos demais mensbros de uma mesma familis. só do titular.
    Mas fico imaginando se essses premios pudessem ser tramsferidos para outrem. o cara ficaria milionãrio so revendendo esses bonus, nespá?

  9. Só não entendi por que nesses casos é esperteza, inteligência, e no caso dos garotos que pegaram 20 litros de pepsi no burguer king é “safadeza” , “Coisa de brasileiro”, “escrotice”

    • POrque uma coisa é uma promoção, outra coisa um serviço. A promoção já levava em conta aquele monte de milhas. O cara não prejudicou ninguém, apenas fez as contas e viu que comprando o pudim sua taxa de retorno era maior e assim ele comprou pudim pra caralho. A empresa ficou feliz, porque vendeu pudim pra caralho. Não havia impediemnto para uma pessoa só concorrer, e ele simplesmente seguiu as regras. No caso do refrigerante Refill, ele não é dimensionado para nego encher um garrafão de vinte litros. Os caras não seguiram regras (e por isso tb não burlaram) eles apenas traíram o bom senso.

  10. Engraçado é que, na história dos mlks dos 20 litros no refill do Burger King, eles eram filhos das putas por explorar ao máximo as regras da promoção, e o cara ai americano que fez a mesma coisa é o “fodão”,
    Ficou incoerente isso ai meu vizinho.

    • O cara participou de uma promoção que a EMPRESA CRIOU, onde nos regulamentos ela não dizia que um cara não poderia COMPRAR todos os produtos. Assim ele fez, ganhou o volume proporcional de pontos de milhagem. A empresa aérea mais a empresa do produto estavam ACERTADAS e em ACORDO de pagar todas aquelas milhas.
      è diferente de uma lanchonete que oferece a recarga de refrigerante por pessoa, algo que é determinado por uma planilha de custos, onde você pode recarregar seu refrigerante para beber, mas os caras vão lá encher um garrafão de 20 litros, porque eles entendem que aquele refrigerante todo é grátis e há um suprimento ilimitado para servi-los, o que a priori, não é verdade. Eles ignoram que outras pessoas poderão querer se servir pois tem o MESMO direito que eles e não vai ter porque eles encheram um garrafão.
      São casos COMPLETAMENTE diferentes.

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