A indômita patuscada soberba de um pândego desairoso e árdego

É curioso como tem leitores de todos os tipos que se dão ao trabalho de ler este blog. Muitas das pessoas que frequentam este espaço, costumam também enviar ideias, dicas de posts ou ainda, me escrevem perguntando minha opinião sobre assuntos tão diversos que você nem pode imaginar.

Vão de coisas simples como: “Philipe, você acha que devo me separar do meu marido?” a coisas como “Vi um estranho no meu quarto esta noite que depois sumiu… Fui pesquisar e achei seu post…” e por aí vai um email gigante.
Há um trabalho enorme de escrever nos bastidores, diretamente com as pessoas que vem falar comigo diretamente. Seria tão mais fácil minha vida se eu só escrevesse aqui…
Eu respondo todos, mas às vezes demoro a responder, porque vocês sabem, nessa joça de blog tem vezes que eu nem consigo postar os três artigos de todo dia, e eu me recuso a responder qualquer merda ao leitor só pra dizer que respondi.

Tem perguntas que me fazem que exigem respostas completas, enormes, detalhadas. E, porra, eu me fodo, mas eu dou resposta aos caras que me procuram.

Alguns eventualmente ficam bravos, achando que deixei eles no vácuo, que não dei resposta, mas ela sempre vem, salvo um ou outro bug, quando o email some, trava ou não vai (aliás, é uma merda responder uma pessoa, ter um trabalho do caralho e o email voltar porque a caixa do cara lotou ou ele apagou o email)
Outro tipo de email que eventualmente recebo (felizmente muito pouco) são os que escrevem para me esculachar. Ter um blog e estar exposto, emitindo opinião diuturnamente – e crime grave no Brasil – emitindo até opinião política e religiosa – pode gerar ondas de mensagens de protesto. Algumas são até divertidas. Outras ameaçadoras. Felizmente, a maioria das mensagens que recebo são de apoio, de sugestões e de agradecimento.

Muitas vezes já me perguntei por que diabos aceito esse trabalho todo, que não aparece e não computa em acessos, e muito menos não me dá dinheiro no adsense. Já cansei de tentar arrumar emprego para leitores meus que me escreveram desesperados, tentando colocações na área do 3d, animação e etc. Nem sempre dá certo, mas já deu e isso é sempre legal. Muitas pessoas que olham de fora não imaginam que um blogueiro pode ter tanto trabalho “invisível”. De fato, deve ter pessoas que não os tem, ou rejeita os contatos – o que me parece uma esquizofrenia.

Muitos blogueiros nem sequer respondem os comentários. Estão no pedestal, inatingíveis, seja pelo volume maciço, seja porque não tem saco de ler abobrinhas. E porra… Se eu ganhasse um dólar para cada merda que já li eu era o Warren Buffett!
Então, sempre que me pergunto por que faço isso, eu mesmo sei a resposta. Ter uma relação de proximidade e amizade com o público é a minha obrigação.
Saint Exupéry foi um escritor e aviador. Era bom nos dois, mas a julgar pelo fato de que um cara na época da Segunda Guerra Mundial escreveu um livro infantil que no dia de hoje ainda é o mais vendido, suponho com grande chance de certeza que ele era melhor escritor que aviador. Em sua obra mais famosa, Exupéry disse que “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas.” É uma frase de filosofia confucionista que surgia da boca de uma raposa que falava com um extraterrestre infantil. Poderia estar na Bíblia ou em qualquer livro sagrado, de tão óbvia e pertinente.

Você não cospe no prato em que come, a menos que seja uma pantomima humana estúpida, que desconhece os reais valores existenciais.

Ontem ao voltar do restaurante onde fui tomar uma sopa com minha família, vi a mensagem de uma leitora chamada Carmen, questionando sobre o que eu achei da postura do Ed Motta, em recente entrevista que disse “não tocar para pedreiros” no exterior. Ela me incitou a escrever sobre isso. Mas eu acho um saco escrever sobre pessoas, mesmo quando elas falam merda. Só que neste caso aqui, tem uma outra parada, que vai além de achar o Brasil uma merda ou o brasileiro uma gente limitada, acusando uma parte de seu público de “indígenas” e “pedreiros brasileiros”…

Antes de mais nada, pedreiro não é ofensa. É profissão. Achar que pedreiro é sinônimo de gente ignorante e mal educada é a própria ignorância. Não só social como musical, na medida que ignora que Cartola, esse gênio da nossa musica era pedreiro, pintor de parede e até guardador de carro.

Ed Motta é um cara de aparência interessante, que se diz apreciador e profundo conhecedor de bons vinhos. Coleciona quadrinhos, tendo alguns bem raros na coleção. Tem um volume colossal de discos de todo tipo. Inclusive aqueles raros que ninguém mais tem. Ele bebe o vinho que todo mundo sonha em beber e fuma o charuto que só os entendidos conhecem. Certamente ele lê o autor que todos desconhecem e se bobear até a cueca dele é de uma grife obscura da europa oriental que faz edições numeradas, e com certeza, o papel higiênico que ele limpa a bunda é aquele com vitamina D.

Ed Motta: Árdego e ganjento com terno branco na praia
Ed Motta: Árdego e Ganjento com terno branco na praia

Segundo a materia do G1:

‘Não falo em português no show’, diz Ed Motta sobre tour na Europa

‘Não é possível que o imigrante brasileiro não saiba o básico de inglês’, diz. Meu público é ‘culto’, mas ‘turma simplória’ costuma aparecer, diz cantor.

Ed Motta avisou a brasileiros que queiram ir aos shows de sua turnê na Europa que não fala ou canta músicas em português nas apresentações. Ele deu o recado em post publicado nesta quinta-feira (9) em sua página oficial no Facebook, em que divulga sua agenda no continente para divulgar músicas do álbum “AOR”. O texto causou polêmica e rendeu centenas de comentários na página, vários deles respondidos por Ed Motta. Veja abaixo o post completo e algumas das respostas que o músico deu aos internautas. “Eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show”, escreveu Motta. Apesar de a explicação ter sido escrita em português e direcionada a brasileiros, a agenda está em inglês. O cantor argumentou que “o inglês é a língua universal”. “Então, pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando ‘Manuel’, porque não tem”, continuou, acrescentando que não adianta pedir, pois ele não falará outra língua em seu show a não ser o inglês. “Não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês.” Ed Motta aposta na internacionalização, tanto que seu site conta ainda com versões para espanhol, francês e holandês. “A divulgação da gravadora, dos promotores é maciça no mundo Europeu, e não na comunidade brasileira.” Preciso me comunicar de forma que todos compreendam, o inglês é a língua universal, então pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando ‘Manuel’ porque não tem”

Público ‘culto’ Ele afirmou ainda que seu público “é um pessoal mais culto, informado”. “Essas pessoas nunca gritaram nada, o negócio é que vai uma turma mais simplória que nunca me acompanhou no Brasil”, escreveu no post. Nas palavras do músico, a “turma simplória” é composta por um “público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa gritar nome de time”. A essa pessoas Motta avisa: “Não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica, esse não é um show para matar a saudade do Brasil. […] “Esse é um show internacional”, afirma.

‘Terra ignorante’ Entre as respostas a comentários na página, Ed Motta chamou um crítico de “moço caipira”, disse que pessoas do Nordeste estão “loucas por atenção com esse coitadismo”, e chamou pessoas que foram a seus shows no exterior de “indígenas” e “pedreiros brasileiros”. Ele também falou que o Brasil é “país de merda” e “terra ignorante”. Para Motta, brasileiros estão consumindo “soda cáustica sonora” e “pulando igual bicho atrás de um trio elétrico”. Veja abaixo o comentário de Ed Motta sobre brasileiros (leia na página do cantor): 11133688_806107226125166_2094196858570321295_n fonte

Ema-ema-ema, cada com um seus problemas!

Respeito o Ed Motta como músico, embora eu tenha a mania quase compulsiva de mudar de estação quando ele toca no rádio. Acho chata pra caralho a música dele, apesar de curtir o visual dele que quebra esse paradigma boçal do canto-galã. Gordo, barbudo e careca, ele mostra de cara que tem uma personalidade própria e não se curva aos estereótipos, muito embora eu me pergunte se poses como essa não confirmam estereótipos ao invés de confrontá-los.

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Acho isso bacana, apesar de sentir vergonha de dizer isso, porque fazer comentários sobre a aparência alheia, principalmente quando é pra dizer que alguém é gordo ou velho, ou os dois é falta de educação, viu amiga?
Mas beleza, o cara faz o som dele, e muita gente gosta, do contrario ele não estaria aí há tanto tempo. Só ser parente do Tim Maia não garante tal sobrevida no mercado, sobretudo no mercado como a musica brasileira, hoje quase completamente comercial (aliás, esse é um termo escroto por natureza, porque convenhamos, tem mesmo alguma musica rolando no mercado que não seja comercial?).
Eu não curto a musica dele porque acho “presepada demais”. Mas tem quem goste. Parabéns aos envolvidos.

Mas Carmen estava indignada sobre como pode um artista brasileiro não querer cantar em português no seu show. E aí à reboque dessa questão, vem um monte daquelas coisas que sempre vemos por aí, chamadas popularmente de “síndrome do vira-lata”.
Carmem, querida, me desculpe, mas onde é que está escrito que um cantor brasileiro precisa cantar em português?
É regra? Criaram uma nova cota e não me avisaram?

Ora, bolas. O cara canta a porra de musica que ele quiser. Se alguém paga, é porque quer ouvir o cara. Quem não quer, faz igual eu, muda de estação e não vai a show. Acho que foi no mínimo sensato o cara avisar que não ia ter musica em português no show dele. É direito do cantor!
Roberto Carlos já cantou em espanhol e o Renato Russo em italiano… Só falta agora sermos obrigados por cota a ter musica numa determinada língua.

(não duvido que algum sequelado do governo surja com esta porra de ideia, a sério!)

Me parece um pouco de contra-senso que o cara se venda ao mundo como World Music, posando de terninho branco com coqueiro do lado e no exterior não vá cantar na língua dele. Quando vem um músico de Jazz no Brasil, o cara não canta em português. Quando Charles Aznavour vem ao Brasil, ele canta em… Francês.
Mas tudo bem, o cara quer se vender no exterior como world music e quer cantar na língua universal, direito dele e quem sou eu para questionar as estratégias da gravadora para vender o produto dela?

Aliás, se um dia eu pudesse dar uma dica ao Ed Motta, sugeriria a ele cantar em Esperanto. Afinal, você só é realmente um cara hermético quando canta em esperanto, né brother?

Ed Motta tem toda razão de querer definir em que língua ele vai cantar no exterior. Também tem o direito inalienável de achar que o Brasil é um país de merda. E é mesmo! Há um volume colossal de evidências que mostram como somos toscos nesse país. Mas se você parar para olhar com cuidado, vai ver que tem gente tosca, ou como quiser, de merda em todo o mundo! Todo país tem gente boa e ruim, educada e bronca, feia e bonita, rica e pobre.
Quando Ed Motta diz que as pessoas escutam soda cáustica musical, ele tem direito de ter esta opinião, do mesmo jeito que um autor de livros critica a baixa qualidade das novelas da Tv. Qual é a novidade disso para dar celeuma?
Penso, cara Carmem, que ter opinião é uma coisa, mas ser capadócio é outra.
Ed, o cara que diz que seu som é tão cirurgicamente construído, não gosta sequer que o público cante com ele.
Porra, veio… Faz show e não quer que o público cante? É isso mesmo? Jura que não é um primeiro de abril isso?

Um artista tem o direito de dizer qual é o público que ele quer? Será? É uma boa questão a se pensar, e eu não perderia meu tempo com Ed Motta falou isso ou aquilo se essa não fosse a grande questão que se esconde nessa situação vexaminosa para ele, uma pessoa que se pretende sofisticada, que aspira ser erudito.
A parlapatonice cretina de se achar tão bom ao ponto de poder dizer que não quer este ou aquele perfil de fã, dá azia em qualquer um.
Mais bonito fazem os artistas da legião dos bailes da vida, que cantam nas ruas ou na noite, “não importando se quem pagou quis ouvir”.

Mas por outro lado, Ed Motta tem razão de se ressentir dos mal educados. E eles estão por todos os lados. No Brasil e também no exterior. Falando no celular no meio do cinema, atendendo o telefone no meio da peça de teatro, fotografando as esculturas na exposição, fazendo selfies engraçadas com obras de arte nas ruas e colocando a mão onde diz não toque, deitando na grama com a placa “não pise na grama”, enchendo garrafão de vinte litros de água com refri no refill do Burger King, fingindo dormir para não dar o lugar no ônibus, furando a fila com a “amiga”, ou trafegando no acostamento para deixar os otários para trás, e por aí vai…

O erro de Ed está em achar que o mal educado tem um perfil específico. Já vi pessoas ricas, com livre acesso à cultura e aos produtos mais sofisticados, que se acham vips ou como eles gostam “diferenciados”, produzindo as maiores situações de vergonha-alheia que se poderia conceber. Pior: No exterior.

Mas ainda assim, é questionável se um artista tem o direito de dizer que não quer este cara em seu show.
Ed tem direito de escolher seus vinhos caros, seus discos raros, seus quadrinhos, seus charutos da melhor qualidade. Mas ele pode escolher também quem gosta de suas músicas? E ainda pior: Quem pode ou não PAGAR para ir assisti-lo?

Um artista deve ser escravo do seu público mesmo quando seu público não é quem ele gostaria que fosse? São os dilemas da arte, meu amigo.

Talvez falte ao Ed Motta uma percepção de que se acontece este tipo de manifestação que ele abomina em seus shows, é um sinal claro de que há este tipo de público, carente deste tipo de som e disposto a PAGAR por ele. Isso não é um problema e sim uma solução fora de contexto.

Seria mais inteligente dizer que este é um tipo de show diferente de um outro, onde ele poderia de fato quebrar tudo e colocar o povo para cantar junto como o tio dele, bem mais popular, aliás, fazia.
Eu costumo ter o pé atrás com artistas que não se curvam em humildade diante do seu público. Principalmente para artistas que acham seu trabalho bom. Claro, um artista pode achar seu trabalho bom, mas quando ele se coloca como a última bolacha do pacote e não é uma deficiência psicológica compensatória, é difícil não compará-lo com uma bananeira que deu cacho. Ou um freio de carro, que ainda freia, mas guincha. Artista que se acha perfeito é sintoma do final da vida útil.

Talvez seja estupidez, colocação infeliz ou pior, talvez seja uma jogada de marketing para se valorizar como um produto destinado a todos aqueles “diferenciados auto-indulgentes” que pululam por aí e sempre caem nessa. Não a toa, o Brasil é um dos maiores mercados de luxo do planeta.

Ou talvez Ed esteja mesmo com esta bola toda ao ponto de escolher quem pode ou não pode assistir seu show.

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas.

Ps: Se eu fosse do marketing de um curso de inglês, eu não deixava essa bola quicando nem a pau! Tá aí a dica.

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60 comentários em “A indômita patuscada soberba de um pândego desairoso e árdego”

  1. Ed Motta é um músico excepcional, maestro e mestre em arranjos. O pecado dele é o mesmo de todos os brasileiros que fazem parte de alguma rede social. Expõem uma face idiota, preconceituosa,ostensiva perante seguidores, fãs etc. Acho que quem tem rede social é conivente com essa Babaquisse de ostentação de intelecto falso, adquirido por “tabela”.
    sendo assim não reclame da postura dele.

  2. Cara. Bom dia. Mais uma vez, tiro o chapéu para seu texto. ÓTIMO. Muito bom mesmo. Venho acompanhando seu blog a alguns anos e não costumo escrever nada para você. Te parabenizei uma, ou outra vez, o que foi diminuto perto de tudo que já li aqui !!! Mas se você me permite, tenho um pedido, gostaria que você escrevesse sobre dois assuntos dos quais gosto muito. Nikola Tesla e Lobisomens. Deixo um abraço e uma grande admiração, sobre todas as coisas legais e intrigantes que você nos apresenta. Abraço!

  3. Gostei da publicação da resposta no próprio blog, sem ser apenas restrita a uma conversa de e-mail. Não expôs dados da Sra. Carmen, não foi indelicado e ainda fez uma ótima leitura.
    Acho que a publicação contumaz destas respostas aqui, diretamente no site o com acesso aos demais leitores, é uma medida interessante de todos os pontos: filtra melhor a pertinência das perguntas (afinal, ninguém irá querer se passar de bobo fazendo perguntas fora de contexto no seu e-mail), cria conteúdo relevante e alinhado com a expectativa do leitor (não que seus anos de sucesso e amplo acesso demonstrem de qualquer forma o contrário) e ainda adicionam uma maior interatividade entre você e os leitores (o que ficou bem claro ser uma de suas prioridades como editor e dono do MG).
    Meus 2 cents são para a poiar esta iniciativa.

      • Neto é uma boa ideia, e algo que eu faço há algum tempo aqui, como naquele post que ensina a fazer stop motion. Mas nem sempre as interlocuções diretas via email rendem assuntos que teriam interesses gerais. Muitas vezes eu só converso com os leitores, e em muitos casos, são até questões de natureza pessoal. Aí esses eu não publico, mas quando rola alguma parada que pode ser lida por mais gente, acho bacana mesmo fazer.

  4. Nao gosto muito da musica do Ed Motta e sempre achei ele pretensioso.

    Quanto ao que ele escreveu, ele é elitista e assume. Ponto.

    Eu também tenho birra dos brasileiros no exterior , perto de outros, os brasileiros em geral são pouco polidos, fiasquentos, vulgares.

    Mas aí descobri uma coisa: nao gosto do pessoal das “cités” francesas (algo como as vilas, os suburbios no Brasil). Exatamente pelos mesmos motivos: pouco polidos, fiasquentos, vulgares.

    Então, o que Ed Motta repele não são os pobres por serem pobres, mas um certo comportamento que comumente identificamos como sendo “de pobre”.

    Há mais de 150 anos atrás Marx matou a charada ao reconhecer que cada classe social tem sua própria cultura e valores. O que resulta na famosa “luta de classes”.

  5. Eu, já há algum tempo, aprendi a ‘separar a obra do autor’, principalmente com relação a artistas musicais. Já me decepcionei ao descobrir que aquele artista que eu achava quase um gênio era, com o perdão da palavra, um tremendo cuzão, ou então um hipócrita dado a ter ideias de jerico.

    • cara
      ele é “artista” né
      qual é o trabalho dele? o trabalho dele é ficar na frente de muitas pessoas por algumas horas e fazer barulhos com a boca e ganha fortuna com isso
      e oque o pedreiro faz? constrói casas, aumenta a casa, melhora a sua casa etc.. e ganha pouco e não tem “tanta” cultura(mas vc tem de vigiar ou obra não anda ou sai com defeito)
      o autor desse blog como outros por ai oque fazem? postam coisas que vão fazer as pessoas pensarem mais, coisas que vão adicionar algo real na sua vida(pode até salvar pessoas de ver tv aberta heim)
      outro ex: o gari, vem toda semana e leva o seu lixo e ganha pouco e não tem “tanta” cultura

      agora fazendo as contas… quem realmente é mais importante, pessoas como autor desse site , o cara que faz barulhos com a boca e ganha fortuna para ele mesmo ou cara que constrói, melhora a sua casa… e o gari que mantém suas ruas limpas?

      agora… eu moro no rio e te digo… povo mal educado, que faz questão de fazer coisas erradas, ex: dirigir, estacionar feito idiota que nega a seguir as regras e a jogar lixo no chão a 5 metros da lixeira(pergunta idiota: vc prefere andar por lugar limpo ou todo sujo? então para que joga as coisas no chão)
      a lista é enorme de exemplos…
      tudo tem de ser malfeito, não é que esta malfeito, tem de ser malfeito mesmo, aqui no rio se usa muito a frase: ih já ta bom, para quem é…
      e esporte regional é tirar da reta( mesmo pessoa sendo responsável por aquele problema se você não mandar ir resolver a pessoa não vai) mesmo que ao tirar da reta você esteja ferrando os outros

      e a frase? “patrão cheio de dinheiro eu aqui duro”, nem precisa dizer que o “patrão” se arriscou um dia e abriu negocio… ganha mais dinheiro mas também tem montão de responsabilidades, é óbvio que ele tem de ganhar mais dinheiro do que apensa funcionário, é por mérito, se empresa explodir o funcionário vai e da entrada FGTS e seguro desemprego e procura outro emprego, agora o dono da empresa que explodiu…
      carioca foge de responsabilidade e a maioria só ta preocupada com dinheiro da cerveja e o do fim de semana
      ps sou carioca
      parece que virou estilo de vida ser mal educado, porco e ser sem respeito aqui no rio
      e pessoas que tem dinheiro e querem paz e vida melhor se mudam para outros países levando seu dinheiro e tirando empregos daqui, mas o “povo” daqui não ta nem ai, ta mais preocupado com futebol novela e cerveja
      e esse povo daqui votou em massa na DILMA
      o gordo “culto” tem razão em partes do que falou só que não se expressou bem

      • Bom, eu não sei o que tudo isso tem a ver com o que eu disse, mas tá valendo, rsrs! Eu mesmo concordei com algumas das coisas que o Ed falou, mas em outras ele foi extremamente ignorante, principalmente quando ele respondeu de forma mal-educada a um rapaz interiorano (o que também me ofendeu, pois eu também sou do interior). Afinal, por que falar poRta (com o R bem forçado) é errado e falar como um rádio mal-sintonizado (com todo respeito aos cariocas) é certo?

  6. Todos os dias estou lendo os seus textos, aprendo muito, parabéns novamente, considero muito sua opinião e seu ponto de vista, medito muito neles.

      • Foi mal, eu sou um ignorante em não saber ler e interpretar uma resposta como a sua.
        Entendí que considera, mas não deixa sua opinião ser formada por um blogueiro.
        Não quis de maneira alguma ofender ao blogueiro, ainda mais que, estou respondendo a um dos posts dele,logo, sigo os posts dele.

        Mais uma vez desculpas a você e ao Blogueiro.
        Vzda consciência de Diego Corrêa.

  7. Seguindo o título do post, Ed é um pernóstico de quinta.

    Muito bom artista, faz o contraponto ao tio, esse gênio, e não tinha vergonha de ser popular, de tocar para as massas ignaras.

    No fundo, um tremendo babaca. Fui num show dele e no fim tava abrindo a boca de sono…

  8. Pra mim, pareceu que ele tá querendo fazer fita com os gringos, mostrar que “saiu da selva”, que é um lorde e não um brazuca subcivilizado. Acho que daqui a pouco ele vai solicitar cidadania européia e se mandar em definitivo. Esse cara é sobrinho do Tim Maia? Juro que não sabia disso até hoje. Enfim, se ele quer ir, por mim já pode chamar o caminhão da mudança.

    • vou tentar traduzir a situação
      atacou os pedreiros?
      traduzindo: a casa dele aqui no brasil foi feita por Elfos

      cara faz questão de sempre aparecer em entrevistas tomando vinho e falando bem “culto”
      traduzindo: sou ignorante mas com vinho caros na mão nas fotos vai parecer que sou culto

      sou tão culto e chique que vou a praia de terno na praia? no rio de janeiro? e ser gordo sem ta suando?
      traduzindo: sou tão culto e chique que vou de terno, e vocês ignorantes ficam quase pelados

      atacou o povo daqui de ignorantes etc…
      traduzindo: não soube se expressar… porque… porque isso aqui é um inferno… para quem quer ter paz, viver numa cidade de qualidade, lidar com pessoas de bem, este estilo de vida da maioria deste pais transforma num inferno a vida de quem quer ser correto e viver tranquilamente e receber justamente de volta os impostos que pagam, quem quer ser honesto e querer o melhor para viver aqui é tratado como otário, ele ta puto porque para o povão ignorante e que não respeita a si mesmos e nem aos outros, esta tudo maravilhoso enquanto tiver ganhando (pão e circo)e por causa desse povão que não se respeita, isso afeta a quem se respeita e quer ter vida boa…
      aqui no rio pessoas acham normal ficar dentro de ônibus caro sem ar condicionado no verão(40 graus media) por mais de 1 hora, não ligam de a conta de luz ter aumentado 60% esse ano…
      mas acham um absurdo oque a vilã da novela fez com a mocinha, acham um absurdo o time dele ter perdido o jogo na noite anterior, agora em que a novela e futebol vai melhorar a vida no dia a dia de um indivíduo? em nada… o certo é a prioridade de ter vida boa e ambiente estável antes de curtir essas coisas supérfluas, mas oque acontece é o contrario, primeiro a diversão e se sobrar tempo a responsabilidade, agora… quem é correto e quer o melhor.. faz o correto e depois a diversão
      e como a maioria é povão desse tipo(prioridade a diversão e fugir da responsabilidade) , são eles que são manipuláveis e são ele que decidem quem sera nossos governantes

      • Então, foi tipo… o bom e velho “Eu sou melhor que você, seu pobre” à lá Caco Antibes? Mas tenho que concordar quanto à inversão de prioridades. Brasileiro fica discutindo os chifres que o cara colocou na namorada no BBB e nem liga por colocarem nos ônibus aqueles leitores de digitais que mais atrapalham que ajudam, estão quebrados na maior parte do tempo e só servem como desculpa pra aumentar o preço da passagem. Tô vendo o dia em que busu vai custar dez pratas e a gente ainda vai empurrarando…

        • Hahaha cara pior cê não sabe. Eu que fiz aquele leitor biometrico do ônibus, hehehe. Fui o designer contratado para produzir o equipamento em parceria com uma empresa de biometria. Eu fiz a parte visual do equipamento, a questão ergonômica e estudos de formas e sistemas de fixação, essas coisas. O design é meu, mas a parte tecnologica é de outra empresa. Mas na época, avisamos ao cliente que aquele leitor termico que eles queriam usar ia dar merda. Era falho, dificil de ler, e tal, mas ele era barato. Sabe como é. “vamo nesse que é barato!”
          Cagaram para os alertas e… Deu merda.
          No fundo esse é o país da putaria. O leitor biometrico do ônibus é um bom exemplo disso. Ele foi inventado, porque tinha uma CARALHADA de gente dando “perdido” nas empresas de ônibus, usando cartões de outras pessoas, muitas usavam cartão de gratuidade sem precisar. Era o famoso 171 disseminado, onde todo mundo se achava esperto de dar calote na empresa de ônibus. Aí os caras da empresa de ônibus que são ainda mais safados e macacos velhos, inventaram um leitor biometrico, a desculpa, era que ele coibiria o uso de cartões de gratuidade por terceiros, mas o que vimos foram os caras optando pela solução mais problematica, afim de criar tanta dificuldade que o usuario passa a achar melhor pagar mais caro. Muitos dos usuários idosos, por exemplo (onde o dedo praticamente não vai passar nunca, devido a altura das cristas e vales das digitais) irá simplesmente desistir de usar o ônibus, abrindo espaço no veículo para um outro usuário pagante. E, claro, quem tava dando o 171 de vender o cartão parou com a prática. Assim, no cômputo geral, tornar a voda dos outros pior, foi muito lucrativo.
          Aqui no Brasil, salvo raros casos, é um tentando foder o outro.

          • Phillip, não me surpreende nada que tenha corrupção por trás dessa mudança… por parte do empresariado e por parte dos usuários. O seu trabalho foi ótimo, os leitores são anatômicos e se os cobradores não colocassem os bichinhos em posições que até o Kama Sutra duvida seriam até bem simples de usar. Mas a parte de tecnologia, cruzes… fico tão furiosa com os leitores quebrados que minha vontade é arrancar aquela coisa e tacar pela janela. Todo dia um leitor faz questão de não identificar minhas digitais até literalmente a última chance de verificar… todo dia.

  9. A ironia é que ele pode ser colocado no mesmo patamar de ignomínia onde encaixa o sertanejo, axé, pagode e similares em tema, sem distinção alguma, só depende do nível de exigência do observador.

    “Seriedade” e “precisão cirúrgica” se vê por todo lado, com resultados positivos e resultados negativos. O métier em questão envolve muito mais que seriedade e trabalho, ele gira em torno de educação, sofisticação, tradição e refinamento.

    O conjunto desses elementos, em vários graus, pode configurar o talento e mais especificamente caracterizar a cultura, estabelecendo o ambiente mínimo para se apreciar a atividade, de acordo, novamente, com a elasticidade do nível de exigência.

    Seriedade não é capacidade, trabalho não é resultado, educação não é estante cheia, sofisticação não é pose, tradição não é cópia e refinamento não se coleciona ou compra.

  10. fala ingles, odeia brasileiros mas mora no brasil . ora bolas . se vc fala ingles canta em ingles , odeia a lingua brazuca , então manuel mude-se para inglaterra .pais do ingles refinado ,com bons vinhos ,e onde ninguem liga se vc e do brasil ou da pqp.

  11. E se seu te falasse de um tal Projeto de Lei 1414/03, alias existem outros rolando por ai, mudando somente a porcentagem, vou deixar suspenso sobre o que se trata o projeto.

    • TO ligado, esse determina um percentual para tocar no radio. Não duvido meterem um adendo nele limitando o numero de musicas em PT tb nos shows.

  12. Opa!beleza? vai aê minha humilde opinião sobre o assunto…
    ontem que fui ver o episódio direito e entendi o que ele quis dizer….que o show dele,não é um show de encontros de brasileiiros pra fazer bagunça e tal…tipo copa do mundo…tá certo uai?o pessoal que tá cheio de mimimi,incomodado com a situação de merda em que a gente se encontra,juntando com a falta que fazer,pegaram o cara no pau… eu nem gosto do som dele,acho muito chato,..mas ele é metido mesmo…queque tem?deixa o cara na metideza dele pra lá e ponto…ô povo burro….Kkkkk

    • Penso que o cara esta certo de fazer o show como ele bem desejar, se quiser inclusive fazer só para estrangeiros, sem brasileiros e tudo mais, que se dane. O ruim é o cara acusar gente mal educada de ser simplória ou pedreiros, alegando que eles “não entedem” sua proposta. De fato há pessoas mal educadas e alguns deveriam até concorrer ao “oscar da vergonha alheia na terra dos outros”, mas essa generalização que ele fez e ainda ficou esculachando quem não concordava, aquilo não foi bacana. Acabou zoado por meio mundo e pedindo desculpas. Logico que não tardou gente surgindo dizendo que foi um marketing bomb. Não duvido de mais nada vindo desses gênios perversos do marketing. POr outro lado, hoje dizer que era ação de marketing de guerrilha ou viral, virou a desculpa para todos aqueles que falam merda.

  13. Jura que esse cara ainda grava? Com certeza deve estar fazendo algum show tipo sui generis tupiniquim para estrangeiros acharem cult freakish. Melhor seria ele pleitear o papel de dona Redonda em uma nova versão de Saramandaia que a Globo possa futuramente gravar e quem sabe ele possa também explodir de verdade, pois falta não nos faria.

    • Cara aqui eu só corto comentário que faz propaganda, ou apologia a racismo, venda de drogas, marketing de rede, fraudes, correntes, essas merdas, ou os que citam nomes de pessoas e as denigrem sem provas, (do tipo que pode ME dar processo). Não é seu caso.
      Mas os comentários são moderados, e então eles só entram depois que eu aprovo, e se for num fim de semana que eu estou fora (como é o caso) seu comentário fica na fila. Alguns usuários que comentam muito e nunca foram bloqueados, passam direto pelo filtro, que “conhece” aquele cara. Mas mesmo esses, se colocarem links nos comentários deles caem na fila.

  14. O pessoal não tem maturidade para escutar e discutir certas coisas, simples assim! O Ed Motta disse algumas verdades de uma forma meio escrota. Entendo que existe gente sem educação em todo canto, não é exclusividade tupiniquim, porém aqui existe um numero maior de gente sem civilidade. Nosso ambiente virtual é a grande prova disso, o brasileiro é considerado um “gafanhoto virtual”, até existe estrangeiros estudando os hábitos brasileiros na internet…
    O cara está no direito dele, disse algumas verdades, não foi nada cortes, foi meio soberbo e arrogante… Muita discussão por pouca coisa…

  15. No início, quando ouvi sobre as declarações do Ed, eu fiquei puto com toda a soberba e arrogância do cara, mas depois, após pensar um pouco, percebi que Ed estava no direito dele de falar o que bem entende (e de sofrer as consequências por isso) e que muito do que ele falou sobre os brasileiros é verdade, infelizmente. Vivemos num país de merda e parece que estamos nos afundando cada vez mais nessa merda, como diria Gabriel, o pensador.

  16. Sinceramente, pra mim o Ed Motta tá mais do q certo e não tinha nada q ter se desculpado depois de publicar suas opiniões. É o mesmo q ir a um concerto e ficar berrando. Não dá, é outro contexto musical. Ed Motta disse a mais pura verdade e, em NENHUM momento, ele generalizou dizendo q não gosta de brasileiros. A maioria dos q foram contra suas declarações simplesmente leram e distorceram o q lhes conveio. Ou seja, são leitores tão simplórios quanto os brasileiros criticados por Ed Motta e q acabaram por confirmar oq ele escreveu.

  17. Não é normal um artista falar coisas desse tipo, da forma com que falou. Existem artistas muito mais preconceituosos e arrogantes que nunca escorregaram tão feio. Ele deve ter tomado um pouco mais de vinho do que devia naquele dia. É claro que essas ideias já estavam dentro dele pra sair assim, mas o problema foi vomitá-las no mundo. Álcool explicaria (não justificaria, porém…)

  18. Concordo com o texto, muito bom. foi babaca mas tem direito de ser babaca. não falou nada demais.

    Melhor ele do que os outros que não se gostam mas ficam pagando de amigos em eventos brasil afora.

  19. Um ponto de reflexão sobre o Ed Motta é que aqui no Brasil, em quase todas as promoções, organização de shows e eventos, Ed Motta é sempre um nome cotado como “participação especial” no show do Fulano, Cicrano e Beltrano… ele quase nunca recebe convite para se apresentar com sua banda (que é excelente, por sinal), para divulgar seu disco e tocar músicas de seu repertório.

    Lá fora a coisa é diferente. Ed é convidado para tocar com sua banda, mostrar o seu disco e tocar as suas próprias composições. Ou seja, ele recebe a devida atenção que almeja ter por seu trabalho… e com isso ele fica super revoltado com a situação. Um exemplo é o tal Loolapaloosa, que aqui no Brasil ele não foi convidado, mas em Buenos Aires teve convite para apresentção em horário full. O mesmo ocorre em casas de jazz na Europa e EUA.

    Outro ponto notório é que quando Ed Motta está em turnê fora do Brasil e encontra brasileiros na platéia, tem que engolir as homéricas presepadas tupiniquins… eu já vi e ouvi isso. Sempre tem um sujeito gritando “toca Raul”, “Manueeeelll”, “Fiu! Fiu!”… gente que mal presta atenção na arte, atrapalha o show e enche o saco.

    Deve ser por estas e outras que o balôfo desceu o verbo nos brasileiros. Não justifica e também não dá direito dele agir assim… mas, cabe a reflexão: será que nós, brasileiros, não estamos confundindo as coisas? Não estamos valorizando a folia, a festa, a algazarra, ao invés de valorizar a arte e os artistas (principalmente os brasileiros)? Não é frustrante ver uma “boy-band” receber mais incentivo que um músico todo competente? Não é de se reclamar e desabafar?

    Ele errou, pisou na bola e cagou geral. Mas, antes do erro dele… não cometemos nós um erro pior com o incentivo à verdadeira arte?

  20. Madrugada, eu bem lendo o seu texto (muito bom, como sempre) até que eu chego na frase “Aliás, se um dia eu pudesse dar uma dica ao Ed Motta, sugeriria a ele cantar em Esperanto”!
    Kkkkkk! Comecei a rir e perdi completamente a concentração!!!!!

  21. Nós somos toscos, ignorantes, mal-educados. Somos o povo do jeitinho, do levar vantagem em tudo. Elegemos uma corja para nós representar politicamente e depois ficamos reclamando. O Ed Motta disse a verdade e isso dói. Nosso país é uma merda e nos nadamos nele.

  22. fiquei mo feliz uma vez que vc respondeu um e-mail meu, eu tava escrevendo contos e voce avaliou o meu!
    bons tempos viu!, lembra da epoca do relato de um mib?

  23. Ei Philip, vc nunca me respondeu, salvo algumas respostas em comentários, mas eu também nunca te mandei e-mail. hehehehe, E eu te digo, fico sempre torcendo para você responder meus comentários porque eu reparo que você preferencia responder coisas que te chamam atenção, ou opiniões mais inteligentes, então sempre que você me responde fico meio horando hehe. Eu também sempre quis conhece-lo pois você é o maior ícone-herói-ídolo e tudo mais que tem por ai quando o assunto é GUMP, e GUMP vai de jogos de Vídeo Game (lembra do seu post sobre GTA V?, tive que comprar um vídeo game cara hehe)até os livros de Zumbi de sua própria autoria(confesso AINDA não comprei/pesquisei/não sei muito sobre).

    Mas dessa vez eu quero comentar sobre outras duas coisas, e dessa vez eu queria mesmo que você me responde-se, sou um fãzão seu, ultimamente meio sumido das leituras pois os últimos assuntos não me chamaram tanto, mas sempre que me alivio eu venho dar uma olhada no que tem por ultimo e nos últimos dias. Eu queria te dizer, que aprendi mais com esse teu tópico aqui de hoje, do que jamais aprendi no ensino médio na disciplina de português. Sabe oque dizem, que você tem que escrever conforme a capacidade do seu publico de compreender, mas eae, esse publico lindo aqui só tem esperto, tive que dar uma de esperto e ler o post com o dicionário do lado, achei a experiencia bem legal, fazia algum tempo que não conhecia novas palavras(para mim tem umas 15 palavras novas ai no texto hehe), e eu achei a experiencia muito boa! Obrigado.

    Minha segunda opnião é sobre nosso amigo ED, Boêmico de classe, bom a musica é um trabalho diferenciado né, quando se faz arte, de qualquer tipo, inclusive jogos eletrônicos, você faz um trabalho voltado a satisfação de um publico indefinido, eu trabalho em uma empresa de TI, trabalho para a empresa, e para meu Chefe, e para nossos clientes, não posso dizer pro dono da empresa, que um funcionário que nem eu, não pode receber ordens de um chefe como este ou aquele outro, ou que meus clientes são os mais classudos, clientinhos meia boca eu não quero atender, já imaginou? Quando você faz arte, você é o dono da empresa, mas o chefe é o publico e também o cliente.
    Você já percebeu como o Bill Gates não julga quem usa o Windows dele? tanto que eles nem combatem a pirataria com tanta força, negocio que o Bill quer, é que ouçam na Radio a musica dele, esse ai sim, se doa!

    Philip, para encerrar, você escreve de maneira bem pessoal, ler seus textos faz eu me sentir que estou conversando contigo, é muito legal. Obrigado por nos permitir ter essas experiencias tão boas.
    Bom feriado! Will

    • Hahahaha valeu cara. Acho que um artista não devia se reservar o direito de ter este ou aquele público em especial. O proprio Ed parece ter refletido sobre isso e mudou de opinião logo depois do problema. Ninguém está livre de cometer erros de julgamento e avaliação, e isso vale para todo mundo, incluindo o Ed Motta. Como dizem os árabes, o potencial de inteligência de uma pessoa não está restrito aos erros dela, mas sim à capacidade dela de reconhecer e até corrigir seus erros.

  24. Fui aos concertos de André Rieu no Ibirapuera. Magnificos!!! Ele falou em Português várias vezes, brincou com a platéia, um “gentleman”, mas estou falando de André Rieu, um músico, violinista maravilhoso e regente conhecido no mundo todo. Ed Motta, uma tonelada de frustrações e recalques.???? Ah, pára! Inglês é idioma universal na terra dele, pois o único idioma universal que conheço é o Esperanto, mas esse provavelmente Ed Jubarte nunca ouviu falar e nem sonha aprender.

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