+ de 20 fotos que provam que ter filhos não é pra qualquer um

Sabendo que o Davi gosta muito de musica e instrumentos musicais, a Eliane deu a ele uma bateria. Você pode imaginar como eu fiquei feliz ao ver que meu filho batucador por natureza ganhou uma bateria? Certa vez alguém disse que basta dar a uma criança um martelo e ela perceberá que o mundo todo precisa ser martelado.

Ter filhos não é pra qualquer um. Desde que ganhou sua bateria, meu filho passa horas fazendo solos intermináveis de batucada, algumas que começam às seis da manhã, justamente naquela hora que qualquer barulhinho mais alto incomoda. Mas não estou reclamando, afinal gosto também de ver como ele se empolga e se empenha em batucar. Mas é fato inegável que ter filho muitas vezes nos exige algum sangue frio e uma dose cavalar de paciência. Eu assumo que gostaria de ter umas mil vezes mais paciência do que tenho, e olha que tem momentos que chego perto do nível BUDA de paciência.

Hoje me deparei com uma série de fotos que mostram crianças em modo “faz merdinha da Estrela”. Chega a bater um desespero só de ver:

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Não sei qual desses é o pior. Se é a explosão de cocô no quarto que vai entranhar no carpete, se é o recadinho amoroso para o pai escrito com prego na lataria do carro novinho ou se é a televisão explodida, o moicano reverso ou a confusão da farinha:

Apesar de tudo, ter filhos é uma das coisas mais legais do mundo, porque embora a parte ruim da coisa seja ruim, a parte boa é realmente ótima.

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12 comentários em “+ de 20 fotos que provam que ter filhos não é pra qualquer um”

  1. Olhando essas fotos, lembrei de quando eu era criança e passei a tesoura no meu cabelo, e uma outra vez que eu passei ímã na televisão porque “achei bonitinho os negocinho colorido que aparecia”. Uma vez eu recortei a figura de uma mulher de uma revista e colei na parede do quarto dizendo que era namorada do meu pai. Eu não era muito de fazer merda quando criança, mas quando eu queria fazer merda, eu fazia e muito bem.

  2. caramba.
    a pior coisa de ser pai, ao meu ver, é perceber que enquanto adulto tem momento que você só faz tolher, adequar, impedir que algumas coisas aconteçam – coisas como essas das fotos, que fazem parte da instiga curiosa que a criança tem, naturalmente…aí vc percebe que ser adulto é ser um pouco chato, também. mas o desafio que fica é estimular a curiosidade e a descoberta e não só tolher. é preciso paciência nível buda mesmo. e outra coisa é que você se sente expandindo seus próprios limites o tempo todo. eu achava que conhecia o cansaço, que tinha pouco tempo, antes de ser pai… hoje vejo que eu não conhecia ainda o cansaço de verdade, muito menos sua superação! e o tempo? rá…

  3. Antes de começar, preciso avisar que não tenho filhos.

    O último comentário bateu minha curiosidade… Quando as crianças passam do limite, a única resposta é bater neles? Coincidentemente, esta semana estava conversando com colegas meus sobre quando eram crianças. Eles me falaram que nessa época pegaram algo de alguém sem que suas mães soubessem. Mas quando as mães souberam, o resultado foi uma tremenda surra. O que eu estranhei foram que eles disseram que nunca mais quiseram saber daquilo que pegaram. Mas não comentaram muito sobre o ato em si de pegar algo dos outros. Pra quem não sabe, qualquer criança pode apresentar esse tipo de comportamento. Mas a pergunta que fica é, ter dado uma senhora surra neles realmente ensinou o que é certo?

    Como falei no inicio do comentário, não tenho filhos e nunca convivi diariamente com crianças pequenas. Mas eu noto que algumas vezes bater em uma criança só gera mais revolta nela. Uma revolta que pode ir crescendo e crescendo. Que tipo de adulto essa criança se tornará?

    Tenho até medo de deixar esse comentário, mas não estou dizendo que não se deve ou não bater em crianças. Estou deixando esse espaço aberto para aqueles que tenham crianças possam comentar. Mas sem medo do politicamente correto, eu espero…

    • Creio que o ato de dar porrada no filho é mais comum com adultos que levaram porradas quando eram pequenos. Sempre pensei que há muita falácia, muito gogó nessa área. Há quem acredite que se o pai somente zangar ou colocar de castigo a criança não vai aprender e voltará a fazer besteiras. É comum a frase do “pé de galinha não mata pinto”.
      Já perdi as estribeiras algumas vezes com o Davi e meti palmada nele, mas depois me arrependi horrivelmente, até pq ele é um menino muito amoroso e uma vez ele me deu um abraço e um beijo logo depois que apanhou e aquilo me deu um nó na garganta que nunca mais passou. Me senti péssimo. Percebi que estava batendo por falta de outros recursos, e então comecei a buscar maneiras de exercer a autoridade sem precisar da violência para ele ver o limite. Estou há tanto tempo sem dar uma palmada sequer nele que nem lembro quando foi a última vez que precisei fazer isso. Hoje basta falar.

      Percebi que ele não se faz de besta comigo (embora se faça com a mãe dele e com a nossa empregada). Minha autoridade não é contestada.

      O fato de sermos absurdamente ligados, (ele passa o dia todo comigo -menos quando esta na escola) faz com que tenhamos muitos momentos de diversão, brincadeiras, cosquinha e tal. Ele tem um pai que brinca muito com ele, e sempre observo como está a resposta dele a minha autoridade. Por exemplo, eu não fico gritando e correndo atras dele pelo condomínio. Se ele resolve desobedecer “só pra ver o que acontece” -Algo que é comum as crianças fazerem a partir dos dois anos para testar os limites – agarro ele pelo braço e levo pra casa. sem gritaria, sem espancamento.

      Não brinca mais. Assim, aos poucos, ele vai percebendo os limites sem precisar “ir pra pancada”. Eu desenvolvi também um tom de voz que chamo de “voz do ih, fudeu”. Se eu falo com essa voz, ele obedece NA HORA.

      Educar uma criança não difere muito de adestrar um animal, como um cachorro. “ai que absurdo, você tá comparando criança com cachorro!” – Podem pensar. Amigos meus se espantam quando digo isso a eles, até pq sou psicólogo e eles pensam que tudo que um psicólogo diz é lei, hahaha. Mas a verdade é que estou dando é uma moral para os cães, pois algumas raças tem inteligência compatível com a de crianças mesmo!
      Um cão pode ser adestrado e a escola Behaviorista é eficiente em construir adestramentos. Somos todos adestrados o tempo todo, mas muitas vezes, não percebemos. Também não percebemos que agimos como manada muitas vezes.
      Você tem dois métodos de adestrar um animal (seres humanos também são animais): Através de reforços positivos ou reforços negativos.
      Bater é reforço negativo. O reforço negativo tem efeito mais rápido e imediato. Ele funciona muito com animais mais “burros”. Por exemplo, o cavalo. Quando o cavalo faz uma merda, como tentar morder o condutor, você tem 5 segundos apenas para corrigir o cavalo com uma chicotada, do contrario ele já não sabe mais porque apanhou. É uma questão de limitação cerebral. Não há tempo para o reforço positivo num cavalo quando cavalgando, ele tenta te morder ou te derrubar de cima dele.
      O reforço negativo tem um problema: ele é rapidamente compreendido, mas ele se apaga mais rapidamente também. Assim, é possível que o cavalo tenha que levar porradas mais vezes até efetivamente desprogramar a tentativa de morder.
      Por outro lado, há o reforço positivo. No reforço positivo, você espera que o animal faça o que você quer, e quando ele tem o comportamento desejável, você reforça. No caso dos cães, com um carinho, ou guloseima que ele gosta. No fim das contas o reforço positivo mostrou-se mais efetivo no longo prazo. O comportamento no reforço positivo é mais facilmente incorporado ao repertório que no negativo.
      Qual o melhor? Depende da situação.
      Eu acredito no uso combinado dos dois reforços. O reforço negativo não significa somente bater. O castigo é um reforço negativo, guardar um brinquedo que ele esteja brincando de forma errada, para quebrar, é um reforço negativo.

      Penso que é natural que uma criança curiosa faça algumas bagunças e tal. Mas a maioria dos casos mostradas nas fotos deste post revela mais que bagunça. Revelam crianças desassistidas. Essa parada da farinha aí. Isso aí não se faz em dois minutos, essas crianças ficaram sem supervisão alguma por pelo menos meia hora. Nesse tempo, elas podiam ter morrido sufocadas com o plastico ou mesmo com o pó. Pra mim, isso é pior que a bagunça em si.

  4. Philipe ainda bem que li seu comentário inteiro porque eu ia comentar exatamente o que você disse no último parágrafo (além de concordar 100% com os parágrafos anteriores).

    Essas fotos, a primeira vista, são engraçadinhas e até tentam glamorizar a bagunça toda, mas revendo com mais calma a gente enxerga crianças esquecidas pelos pais ou que tem uma liberdade absurda (e perigosa) em casa.

    Além da possibilidade de sofrer algum acidente (ou cegar outra criança e/ou cachorro como nas fotos com canetinha) essas crianças podem se tornar jovens egoístas sem limite algum, que nunca ouviram e não vão saber reagir a um simples NÃO, seja da namorada, dos amigos ou no serviço. Não tenho filhos ainda, mas convivo com amigos e parentes com filhos pequenos e tenho visto esse padrão se repetindo com mais frequência. Acredito que essa essa liberdade mal dosada pelos pais está criando muitos e muitos mimados, que crescem se achando donos do mundo e respeitam cada vez menos o próximo.

  5. Philipe ,tem nada haver com o post ,mas se tu pudesse me ajudar a achar um post antigo seu ficaria agradecido: era um que era tipo um texto que mostrava um assassinato que não tinha como você dizer quem era o assassino , se eu me lembro bem no texto era um cara que caia de um prédio e levava um tiro enquanto caia , o tiro que o cara levou vinha de um prédio de baixo que tava rolando uma briga de casal ,sendo que a bala dessa arma tinha sido colocada por uma outra pessoa que não era o dono da arma …era uma coisa parecida com isso kkk ..se eu me lembro bem é um post de 3 anos atras ou até mais ,já procurei e não consegui achar ;/ .

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