Os mistérios dos superfluidos

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Você já ouviu falar em líquidos superfluidos? Não?
A superfluidez foi descoberta em 1937. E um superfluido bastante estudado, é o hélio líquido (hélio-4).

Se você prestou atenção na aula, deve saber que o Hélio é um gás nobre e também o segundo elemento mais abundante no universo, só perdendo para o Hidrogênio!
O Hélio, quando sob grande pressão, acaba virando um líquido super-mega-ultra-pornograficamete frio. Nesse estágio ele é o Hélio 4 I e estará em -268.9 C. É mesmo frio pra dedéu, mas ele ainda não é superfluido. Para que isso aconteça você tem que pegar esta coisa inacreditavelmente fria e resfriar ainda mais! Quando a temperatura ficar abaixo de -271 C, então ele vira o Hélio 4 II, ou hélio superfluido. Nessa condição, o material tem sua condutividade térmica 1000 vezes superior à do cobre. De fato, o bagulho é tão frio que ele meio que dá um “bug na matrix”.

Por exemplo, este líquido não contém viscosidade. Isso significa que ele pode desafiar a gravidade e “escalar” paredes verticais de um recipiente. Uma coisa loucamente gump. Confere aí:

Os poderes incomuns do Hélio superfluido se devem a efeitos quânticos, um dos primeiros casos que se tem observado em escala macroscópica.

O hélio-II tem uma viscosidade nula, fluindo com facilidade através de finíssimos capilares através dos quais o hélio-I não consegue fluir, e tem, além disso, uma condutibilidade térmica muito maior que qualquer outra substância. Como a sua viscosidade é nula, a flexibilidade do material é inexistente e a propagação de ondas sobre o material ocorre sob velocidade infinita.

Hoje os superfluidos representam um instigante campo de estudo para físicos. Já se sabe que eles estão presentes em estrelas pelo universo afora e muitos especialistas em tecnologias prevêem que as descobertas advindas do estudo dos superfluidos irão revolucionar muitas áreas em breve.

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3 respostas

  1. Se eu estivesse em sala de aula, levantaria a mão e perguntaria ao professor: mas se ele pode criar uma fonte que nunca deixa de jorrar, não seria uma porta para fazer energia barata e gratuita?

    1. Isso deixaria o professor bolado, sem duvida. Imagina só colocar ali uma roda d´água. Alguma energia seria gerada, mas para conceber uma maquina assim, teríamos que contabilizar a energia A-B-S-U-R-D-A necessária para manter o liquido frio daquele jeito.

  2. Só uma correção, velocidade infinita é impossível de acontecer (tal qual conhecemos a natureza). A maior velocidade que conhecemos é a da luz, logo o som neste líquido deve se propagar perto da velocidade da luz (o que não deixa de ser bizarro) , daí os caras tiveram dificuldade de medir e falaram que a velocidade é infinita mas não é.

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