O rato rinoceronte


Parece até o saco do meu avô que ganhou vida. Mas na realidade é um rato com um gene mutante chamado “rino” que é uma variante do gene mais comum que faz o rato ficar carequinha. Quando ativo, este gene provoca um tipo de sinal harmônico com outros genes que afetam o pobre roedor, dando a ele unhas longas, cistos, problemas glandulares e uma série interminável de desordens de pele (dá pra notar, né?).

É triste saber que manipulamos os genes de animais para gerar doenças neles, mas isso é o que levou nossa ciência médica a descobrir curas para muitas mazelas, o que salvará muitas vidas humanas e também de animais. Pensando assim, esses animais são mártires que morrem para nos salvar. Há uma discussão em pauta no mundo sobre a ética envolvida na condenação dos pobres bichinhos. Há quem defenda que as cobaias sejam extintas. Eu gosto dos animais e sinto muita pena das pobres cobaias, mas acho que elas tem uma função importante e a ciência não pode prescindir delas. Mas eu defendo a morte não violenta e sem dor desses pobres animais.

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.
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Comentários

  1. Tem gente que pensa que os cientistas ficam torturando os animais.. mais muito pelo contrario. muitas cobaias são melhor tratados que muitos animais domesticos ou de zoologicos.. por que para os cientistas eles tem um valor incalculável,

  2. Bom, ok Dudu… Mas porque não usar humanos então? Nós também somos animais e conheço poucas pessoas que se sujeitariam a esse tipo de coisa (e dúvido que alguma delas o faria de graça…). É o tipo da coisa: “mas não é um desrespeito?” … Eu concordo com o lado de salvar muitas vidas e tals… Mas não acho que as cobaias sejam “mártires voluntários”. :)
    E outra, muita cobaia é bem tratada sim, mas a gente sabe que da mesma forma que um cientista pode tratar bem seu “bichinho”, outros podem e tratam muito mal… É mais um motivo pra se preocupar: essas coisas acabam sempre em mãos erradas.

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