O poema do mosquitão amarelo

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Night mode

Quando eu ligo a tevê, me surpreendo

Todo programa que acabo vendo

Fala da mesma abominação

Febre amarela, o terror da população

Sem solução imediata

Para a falta de notícias decentes

A mídia só relata

“as mortes crescentes!”

A febre amarela já foi um mal devastador

um problema constrangedor

Já infestou o Rio de Janeiro

Que Oswaldo Cruz de um jeito pioneiro

no passado erradicou

Mas que agora, pelo visto, voltou

A fila pra vacinar é grande

Antes que essa merda desande

O povo dorme nela pra guardar lugar

Cada um pensando em se safar

Mas a galera só quer se vacinar

e o governo não para de negar:

“Não há problema, tem pra todo mundo tomar”

Mas a verdade é que os estoques, estão pra acabar

Os jornais só querem vender

Ver a merda acaontecer

Pra um dindim faturar

Num mês que é de amargar

Se faltam dados, falta ação

Criar notícia é a solução.

Mas a febre vai passar

Tão logo o carnaval chegar

A mulata desfilará toda bela

E o povo esquecerá a febre amarela

E com big brother oito na parada

ninguém mais lembrará dessa palhaçada

Todo mundo só pensando no paredão

E a febre amarela continuará sem solução

Mas é fato que se eu pudesse, me vacinaria

Já que de bobo eu não tenho nada

A duração da vacina me protegeria

Caso eu tomasse uma ferroada

Eu poderia até ficar

Aqui rimando esse versinho rude

Mas não posso continuar

Pois na fila do posto de saúde

Deixei um moleque guardando meu lugar

Comments

comments

12 respostas

  1. Poesia Vogon. A pior poesia do Universo, segundo o “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”. Tão ruim que mata as pessoas.

    Acho que sou um Vogon, então. Eu gostei hehehehe

  2. [quote comment=””]Poesia Vogon. A pior poesia do Universo, segundo o “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”. Tão ruim que mata as pessoas.

    Acho que sou um Vogon, então. Eu gostei hehehehe[/quote]

    HAhaha. Tudo faz sentido agora. Entendi porque meu nariz é na testa!

  3. A verdadeira MALDIÇÃO DAS TUMBAS DO EGITO era adivinhe quem?
    O AEDES AEGYPT, que picava democraticamente os invasores de tumbas e saqueadores de sarcófagos, fossem salteadores ou pesquisadores.
    Ou seja, o cara entrava na tumbeca, era picado, e dias depois morria de maneira horrível, provavelmente com dengue hemorrágica.
    Daí a lenda da MALDIÇÃO DA MÚMIA, MALDIÇÃO DOS FARAÓS OU MALDIÇÃO DA TUMBA.
    Agora, já importado para cá, o AEDES também está espalhando a febre amarela.
    Cadê o Dustin Hoffman com o filme Epidemia?
    E cadê o governo com as vacinas?
    Mudando de assunto:
    Frase encontrada numa caverna em Brasília, cinzelada em pedra, provavelmente de origem Fenícia:
    “Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona.
    Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê.
    Nesta terra, unem-se teoria à prática: nada funciona e ninguém sabe porquê”.

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