O navio cheio de ratos canibais que está à deriva no mar

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Uma vez eu li em algum lugar que já não sei mais onde foi, sobre uma coisa chamada “ratoeira do sertão”.

Contava o texto, que os pequenos agricultores do sertão, se viam sempre às voltas com roedores irritantes, que infestavam os paióis de milho e outros grãos, causando grande prejuízo. A ratoeira do sertão consistia em capturar um dos ratos vivo, e prender o animal numa gaiola de passarinho. Uma vez lá, o rato passaria a ser cuidado como se realmente fosse ele um passarinho, recebendo rações de milho gradualmente cada vez menores. O animal começaria a sofrer de uma terrível fome, e é nesse momento em que o roedor estaria às portas do desespero, que o fazendeiro começaria a jogar a ele pedaços cortados de outros ratos. O efeito da estranha dieta era imediato. Inicialmente ele se recusaria a comer, sentindo o cheiro dos companheiros. Urinaria sobre a carne, mas diante da fome a lhe atraiçoar, o rato abandonaria de vez sua moral e comeria o companheiro. Ele então passaria por uma gradual transformação, de comedor de grãos para uma pequena fera carnívora. Dizia o texto, que ao comer carne, algo no rato muda radicalmente e ele se torna forte e bruto. A ração de carne de rato vai então sendo gradualmente reduzida, e finalmente joga-se um rato pequeno e fraco, porém vivo, lá na gaiola.

A gaiola se torna uma arena da morte. O rato, acostumado agora a uma dieta de carne, nunca mais quer ver grão na vida. Ele só quer carne. Ele vê o rato mais fraco e rapidamente come o infeliz. Cria-se assim, um rato canibal. O animal vai sendo alimentado agora com outros ratos vivos, cada vez maiores, e a luta por matar o seu alimento deixará o rato da gaiola cada vez mais forte. Ele se torna um rato maníaco. Ele agora não apenas mata para comer, mas pelo prazer de matar. O sertanejo joga vários ratos ainda vivos na gaiola para vê-los serem assassinados a dentadas um a um. O rato se mostra uma verdadeira máquina de matar. Quando ele está “no ponto”, ele é finalmente solto na casa.

É o fim de sua prisão. Transformado, o rato sai em busca de vítimas. Ele irá matar dezenas de outros ratos, que em pânico, fugirão do local. Quando não houver mais nenhum rato, a “ratoeira do sertão” irá embora atrás das vítimas, pois uma vez tendo comido carne, e matado um semelhante, ele nunca mais mudará de dieta.

Eu não sei se a ratoeira do sertão corresponde religiosamente à expressão da verdade, mas o valor de tal ideia foi algo que me impressionou na juventude e me impressiona até hoje, porque vejo nesta ideia um paralelo com o que podem fazer, as circunstâncias, ao Homem. Não foram poucas às vezes em que o ser humano precisou comer seu semelhante em situações adversas. E é quase irresistível estabelecer o paralelo da ratoeira do sertão com as nossas cadeias, máquinas de deformar as mentes já não muito sadias dos que são encarcerados lá.

Seja como for, imagine só um rato assassino, maníaco. A ideia já é de causar calafrios, mas ela se amplifica se imaginarmos um navio REPLETO de “ratoeiras do sertão”.
Acredite se puder, este navio aqui em baixo é justamente isso. Um navio, totalmente à deriva, e repleto de ratos canibais, que comerão qualquer coisa que verem pela frente.

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O navio “fantasma” cheio de ratos canibais está hoje flutuando em algum lugar da costa da Escócia, prestes a encalhar em terra e liberar sua carga faminta, composta de vetores de doenças diversas.
Mas como isso é possível?
Ao que parece, a culpa é do Canadá. As autoridades canadenses deixaram este navio da era soviética solto no Atlântico Norte, após concluírem que “ele não era uma ameaça para o Canadá”.
Parece estúpido, eu sei.

E é!

Imagina o risco para outras embarcações – e elas são em numero cada vez maior – a cruzar o Atlântico e colidir com um outro navio fantasma que vaga ao sabor das correntes?
Se fosse só o entulho navegante já era ruim. Mas a carga que ele leva é realmente perigosa. Os milhares de ratos à bordo do navio de cruzeiro abandonado estão certamente comendo uns aos outros.  Já tem quase um ano desde que o navio foi intencionalmente largado à própria sorte no mar pelas autoridades canadenses que estavam felizes em deixar o “risco biológico ” tornar-se um problema de um outro país.

Eu também me pergunto porque diabos eles simplesmente não afundaram esta merda. Certamente é porque o navio deve ter donos, e se o Canadá afunda ele, os caras certamente iriam processar e pedir indenização. Cabe a eles achar e pegar de volta o navio. O problema é esse: Achar.
O fato é que o presente de grego do Canadá ao mundo hoje, segundo alguns periódicos de confiabilidade duvidosa, está prestes a bater em terra na Irlanda ou talvez no Reino Unido, despejando lá sua carga viva na forma de uma praga de ratos canibais.

Chega a ser impossível não imaginar como algo assim poderia dar um belo roteiro de filme B… Tudo começa com uma bucólica cidadezinha costeira, onde todos são felizes vivendo suas vidas pacatas, até que uma tempestade joga um navio repleto de ratos assassinos na costa. O resto é o “salve-se quem puder” dos filmes B, onde no clímax, teríamos uma gostosa sobrevivente e seu namorado fugindo para as montanhas enquanto a massa disforme de ratos canibais os persegue ferozmente. Herói, o galã iria se sacrificar para poder colocar sua amada em um pequeno bote, e seria comido vivo por milhões de ratos famintos enquanto acenava desesperado para ela, que se debulharia em lágrimas num pequeno bote lançado ao mar…

Ops, perdão pelo delírio… Continuando:

O navio à deriva tem o nome em homenagem a uma atriz de cinema que foi bastante popular na URSS de Stalin, o Lyubov Orlova foi construído pelos soviéticos em 1976 para dar às elites russas passeios de cruzeiros e lazer para a região da Antártida e o Círculo Ártico. A embarcação acabou sendo apreendida em 2010, por fiscais canadenses que atuam como cobradores de dívidas contra os proprietários da nau, atualmente empresas privadas. Durante o tempo que tramitou o imbróglio, o navio permaneceu ancorado em São João, a capital da província de Newfoundland. Em 2012 ele foi finalmente vendido para a sucata. Mas então, acabou que algo deu errado e o navio foi (acredite se puder) perdido no mar!

EDITADO: Realmente ao que parece, o rebocador que levava o navio foi apanhado em meio a uma tempestade, e com o risco de afundamento, teriam abandonado o navio.

Ninguém sabia onde ele estava e ninguém queria pagar para procurarem ele. Quando as autoridades canadenses finalmente localizaram o navio de cruzeiro soviético no ano passado, eles decidiram que era melhor largá-lo em águas internacionais.
Parece irreal que um navio de 295 metros de comprimento desapareça em plena era de satélites e GPS. As autoridades marítimas na Irlanda e na Escócia dizem que não sabem nada sobre o tal navio e fingem que isso não é com eles. Ninguém parece querer encarar o abacaxi flutuante. O navio permaneceu sem localização conhecida até que em meados de março do ano passado, um sinal de emergência do navio indicou sua presença a cerca de 700 quilômetros da costa do condado de Kerry, na Irlanda. O navio soviético cheio de ratos canibais foi descoberto por operadores de radar não muito tempo depois, mas os pilotos enviados para confirmar a localização não conseguiram encontrá-lo.
Desde então, o navio cheio de ratos está desaparecido no mar. Enquanto estiver em águas internacionais ele é de responsabilidade única de seus proprietários. O problema é o risco que ele representa para outros navios. Uma colisão poderia resultar num naufrágio duplo. 


Provavelmente, ele ainda pode estar navegando. Segundo o jornal Independent relatou, os seus botes salva-vidas estão equipados com sinais de socorro que só começam a transmitir sinal de alerta quando batem na água. Até agora somente duas transmissões dos barcos salva-vidas foram ouvidas. Estima-se que isso se deu porque esses botes teriam se soltado do navio durante uma tempestade do Atlântico Norte. Sabe-se que o navio de 4.251 toneladas  já viajou mais de dois terços do caminho para as ilhas britânicas, mas ao sabor das correntes e do vento, ele pode ir parar em qualquer lugar.

EDITADO: É importante lembrar que essa parada dos ratos canibais se trata unicamente de uma especulação. Sabe-se por pesquisas, que os ratos em situação de stress irão começar a lutar entre si, gerando facções. Os mais fortes comerão os mais fracos e com o tempo, gerações de ratos cada vez mais agressivos irão nascer. O numero global de animais tenderá uma redução com o tempo, mas tudo depende fundamentalmente de como foi a explosão populacional dos animais no navio. E sem ir lá ninguém tem como saber com certeza. 


Segundo o The Sun, o navio pode encalhar na costa liberando sua carga perigosa de roedores famintos. Neste caso, eu imagino que quem estiver na reta, poderá ter sérios problemas.
fonte 
Este post foi uma dica do Marcelo Kohl

Comments

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58 respostas

      1. Mas digamos que você tem X ratos, e esses ratos estão aumentado pois eles estão acasalando, como é possível ter mais ratos no final se a comida é limitada ao número de ratos. E um rato para durar tempo ele vai acabar comendo bem mais que o seu peso corporal. Então no final das contas o número vai diminuir.

        Faz sentido?

      2. Pode-se levar em consideração que não há apenas ratos para comer em um navio fantasma… com certeza tem muita coisa com algum valor nutritivo largada por lá (papéis, ou até a própria madeira do navio). Mas com certeza uma hora os recursos acabam, e os ratos acabariam bem rápido tbm.

  1. Antes de mais nada, adoro o seu site e essas notícias e fatos curiosos que apresenta. 😉

    A minha pergunta é: como esses ratos foram parar neste navio? Navios sempre são um local com a presença de roedores, mas se estes são canibais, penso que nem haveria a reprodução, uma vez que em tese os filhotes também seria comidos. Pode me explicar?

    1. Hahaha valeu, posso explicar sim. Quase todo navio tem ratos. Eles infestam portos. E é através dos navios que se espalharam em todos os continentes, menos a antártida.

      O que acontece num caso desses é que como as linhagens de ratos se dão rapidamente, de um ano para o outro surgem verdadeiras familias no navio. Acaba a comida e eles começam a se comer. Só que isso se dá de uma forma meio parecida com a ocupaçlão humana. Eles se agrupam em familias e essas familias ficam em guerra. Basicamnete, eles protegem os filhotes por instinto, mas começam a se atacar ferozmente. Se vc introduz um rato neutro, que não é de nenhuma familia, todos se voltam contra ele e o matam. É uma coisa curiosa do comportamento animal. Isso tb ja foi estudado no templo dos ratos da índia. Lá todas as familias vivem em paz, porque há oferta abundante de alimento. Mas se cortam o alimento as familias entram em guerra na hora. Uma unica família pode ter milhares de ratos. Pense na parada como uma guerra de gangues. É basicamente isso.

  2. Philipe,
    Quando li sobre a ratoeira do sertão lembrei de imediato do último filme do 007, o Skyfall. Nele o personagem Silva, do grande Javier Bardem, descreve, na sua primeira cena, uma história com conclusão semelhante, mas com começo e meio diferentes: os ratos infestaram uma ilha e a ratoeira era um tonel gigante enterrado na areia; os ratos que lá caiam ficavam sem qualquer outra opção de alimento a não ser eles mesmos! Assim, aos poucos, todos foram se canibalizando até sobrar um, o mais forte e voraz de todos, que foi então solto novamente na ilha para acabar com o restante da praga de ratos.
    Quando assisti ao filme achei fantástica e terrível a história, mas lendo seu post deu pra notar que o negócio pode ainda piorar. Um navio desses solto por aí é uma arma biológica prestes a explodir.
    Um abraço.

  3. Isso é além de surreal, muito fácil de ser resolvido.
    Claro que quando esse navio chegar perto o suficiente para ser apontado em radares, ou mesmo antes, basta ter vontade, os irlandeses podem simplesmente decolar com um caça bombardeiro qualquer, o mais econômico que eles tiverem e lançam um míssil ar terra (que ironia a terra nesse caso) e afundam o bichão com os milhares de ratos dentro. Os ratos morrem afogados e o navio vira recife artificial.
    Se fosse no Brasil, seria uma ótima missão para os recém aposentados Mirage 2000BR, que apesar de aposentados, ainda podem decolar.

    Abs,

    Luiz

      1. Mas essas porras de ratos sabem nadar carai, mesmo se esse troço começasse a afundar imagina um trilhão de ratos canibais nadando pra costa?
        Putz é a visão do inferno…oO

  4. Ei, mas como sabem dos ratos canibais? quem foi la ver os ratos comendo uns aos outros?

    e olha, ratos canibais não seriam tão ruins não, imagina um monte desses no metros de Nova York por exemplo, acho que seria algo benefico rs

    1. Cara eu acho que nego calcula a taxa de crescimento da população de ratos e extrapola para o tempo que o navio está no mar. Considerando que o navio não tem alimento, e é uma zona de confinamento, é previsível que os ratos estejam se comendo.
      O que da pra saber com precisão absoluta é que os ratos do navio são ultra-agressivos. Sabe-se isso porque a Psicologia estuda muito o comportamento dos ratos. Foram feitas experiências controladas com ratos para se saber o que acontece com eles em casos de superpopulação, porque os ratos além de mamíferos como nós, eles também têm reações muito semelhantes às nossas, alguns autores chegam a afirmar: “O homem é um rato” ! Isso porque o que acontece com o comportamento dos ratos acontece de forma semelhante com os humanos. Os ratos se prestam e bastante, tanto para experiências sobre patologias clínicas como também para experiências sobre comportamento na área da psicologia do comportamento. São nossos semelhantes!
      Prepararam caixas de igual tamanho e lá puseram casais de ratos. Tipo 2 m X 2 metros. Cada caixa continha inicialmente o mesmo número de casais de ratos que a outra e para cada caixa foram fazendo procedimentos diferentes para observar o que aconteceria.
      Em uma caixa foram dando comida a vontade e ninhos a vontade e a população crescia a vontade e sem nenhum controle, ou seja, sem nenhum predador, o único fator limitante era o espaço. Na outra caixa foram dando comida controlada, por exemplo; só 1 kg por dia nada mais, e o número de ninhos controlado também, só 20 ninhos para os 20 casais iniciais.
      O que se observou foi que na caixa onde tudo era à vontade a população explodiu e aquela caixa repleta de ratos competindo uns contra os outros, gerou a violência entre eles, era comum ver muitos ratos sem orelhas, sem testículos, todos machucados porque faziam muitas brigas e guerras entre eles. O problema era rato demais, competição intra-específica demais! _Na caixa onde o que comer e onde morar era limitado, o controle da população era feito não com guerras, mas com outros fenômenos como o aborto; ratas não cuidavam mais de suas proles e os filhotes morriam, ou então elas matavam os filhotes logo ao nascerem. Apareciam também muitos ratos homossexuais, macho ocupando um ninho com outro macho, fêmea com outra fêmea que também são formas de, controle populacional, uma vez que homossexuais não se reproduzem, e uma competição acirrada pelo alimento onde só os mais fortes e mais violentos sobreviviam e onde os mais fracos eram marginalizados e morriam de fome.
      Ou seja, também houve um aumento da competição intra-específica (competição entre indivíduos da mesma espécie). Enfim, em ambos os casos coisa boa não deu e se formos considerar o que acontece com a população humana principalmente nos grandes centros urbanos, encontraremos muitas semelhanças com essas experiências feitas com ratos.
      NO caso, a experiência mostrou que os ratos fortes se sobreporão aos mais fracos pela comida e pela reprodução. Em algumas gerações, somente filhotes de pais violentos nascerão. Com o passar das gerações, os ratos ficarão cada vez mais agressivos, porque será a única forma de não morrer.
      No caso do navio, ele difere da experiência, porque me parece que ele passará pelas duas fases da experiência. No inicio os ratos terão fartura de alimento e espaço à bordo. isso pq eles comem de tudo. Bancos de couro, madeira, papelão… Haverá sem duvida uma explosão populacional inicial e ela levará o alimento ao zero. è aí que começa o “farinha pouca, meu pirão primeiro” e a população começará a se reduzir em numero, aumentando terrivelmente em agressividade. O navio acabará loteado com verdadeiras facções brutais de ratos competindo uns com os outros pela comida.

      1. tenso, dois anos lé então os ratos já devem ter virado uma especia a parte de assassinos rs, Mas pow, fiquei na espectativa de ver um video da carnificina, seria bem legal algum desses canais como natgeo ou discovery procurar o navio e mandar uma equipe lá pra filmar a coisa toda

  5. Bom, eu li num site de notícias dos EUA sobre este navio e a história é um pouco diferente. Quando o navio foi descontinuado para cruzeiros venderam-no para desmonte numa dessas ilhas do Mediterrâneo da qual não lembro o nome. Acontece que quando saíram da Rússia, os marinheiros da companhia que comprou o barco não tinham recebido um tostão sequer e seguiram viagem esperando por algum contato dos patrões sobre a grana. O contato 171, famoso enrolation, chegava todo dia e uma grande tempestade em alto mar também. Como estavam sem pagamento e o perigo de andar num navio já bastante fragilizado era muito grande, fizeram um pedido de resgate e foram resgatados por um navio Canadense. Parece que abandonar um barco em condições de segurança precária e inadimplência em águas internacionais não é crime, então eles se mandaram. O navio aparecia volta e meia nos GPSs das guardas costeiras, tanto do Canadá quanto do Reino Unido. Criou-se até uma lenda de que seria um barco fantasma porque ele aparecia e sumia sem deixar rastros no oceano. Essa história durou mais de dois anos até que as correntes marítimas e as tempestades o levaram à costa da Irlanda onde uma equipe de resgate sobrevoou o navio e viu a infestação de ratos a bordo de um helicóptero. Agora estudam o que fazer com o navio porque o maior medo é de doenças, não é nem feras carnívoras. Provavelmente irão afundá-lo mas isso passa por ouro departamento que é o do direito internacional porque oficialmente o navio tem dono, logo há responsáveis por ele. Há até quem suspeite de um golpe do seguro que estaria por trás da história do abandono do navio em águas internacionais devido à falta de pagamento da tripulação. O que não contavam, com certeza, é que o velho navio sobreviveria às intempéries marítimas e ainda por cima viraria num criadouro de ratazanas famintas.

  6. Essa praga de ratos é um problema que irá se solucionar sozinho.

    Supondo que os ratos já estão sem alimento, se alimentando apenas uns dos outros (energia = massa de ratos), simplesmente não dá pra eles terem descendentes suficientes para continuar alimentando o sistema indefinidamente!!

    A energia absorvida através do canibalismo além de ser usada para gerar mais energia para o sistema (gerar e alimentar os filhotes) também será gasta em outras atividades dos roeadores, como correr, lutar, fugir etc.

    Portanto, a cada geração, a energia total disponível seria menor.
    .
    Se o sistema conseguisse gerar mais energia do que consome, sem precisar de fontes externas, teríamos um perfeito moto-contínuo. Mas acho que ainda não foi dessa vez.

    Só não se sabe o que vai acontecer antes: Ou vão se matar e no fim vai ser igual highlander (só pode haver um!!) ou o navio vai encalhar antes e liberar a praga.

    1. Fato… MAs isso pode levar muito tempo dependendo de como a população de ratos atingiu seu climax. Não da pra saber sem inspecionar. As chances dele bater na terra e os ratos fugirem é maior do que eles se eliminarem por exaustão de recursos. Acho que tb tem uma chance grande do navio naufragar. Os temporais ali são contínuos. O Atlântico Norte é foda.

  7. Gostaria de sugerir para um próximo post, um Top 10(pode ser mais) que abrangesse pesquisas cientificas sobre comportamentos dos ratos, fazendo uma relação com comportamentos humanos.
    Poderia contemplar assuntos sobre alimentação, sociedade, sexualidade….

    Ou até outros animais que também tenham a genética muito próxima a dos humanos, como os macacos.

    Ou uma mistura sobre vários assuntos num só, fazendo um paralelo com os humanos. ex: a forma como um rato que foi alimentado com bebida alcoólica periodicamente, é visto pelo resto da população e o quanto isto afeta na disputa por parceiras para acasalamento

    Claro tudo isso de um modo Muito GUMP, como só tu sabe escrever e transmitir mais profundamente conteúdos de muita qualidade.

    (Não precisa publicar o post, tá cheio de links abaixo)

    Alguns links:
    http://hypescience.com/10-fatos-fascinantes-sobre-ratos/
    http://hypescience.com/video-ratos-demonstram-emocao-escolhendo-libertar-seus-amigos/
    http://hypescience.com/antidepressivos-na-gravidez-fizeram-ratos-agirem-como-autistas/
    http://hypescience.com/parasita-transforma-o-medo-de-ratos-por-gatos-em-atracao-sexual/
    http://hypescience.com/como-fazer-com-que-ratos-virem-bissexuais/
    http://hypescience.com/ratos-poligamicos-sao-melhores-reprodutores/
    http://hypescience.com/ratos-com-muitas-irmas-fazem-menos-sucesso-com-as-ratas/
    http://hypescience.com/jaulas-mudam-o-cerebro-de-ratos-de-laboratorio/
    http://hypescience.com/cientistas-dao-um-passo-a-mais-na-criacao-de-ratos-falantes/
    http://hypescience.com/18986-cientistas-criam-ratos-vivos-a-partir-de-celulas-da-pele/
    http://hypescience.com/ratos-podem-diagnosticar-tuberculose-com-alta-eficacia/
    http://hypescience.com/ratos-aprendem-a-detectar-gripe-aviaria-pelo-cheiro/
    http://hypescience.com/cientistas-curam-cancer-de-prostata-em-ratos-com-vacina-humana/
    http://hypescience.com/criado-elixir-que-aumenta-a-expectativa-de-vida-pelo-menos-para-ratos/
    http://hypescience.com/droga-usada-em-cancer-de-pele-reverteu-o-alzheimer-em-ratos/
    http://hypescience.com/pesquisadores-transformam-ratos-em-ciborgues/

    http://hypescience.com/exercito-de-ratos-india-fica-inundada-de-ratos-a-cada-50-anos/

    1. Esqueceu de mais uma igualdade na sua equação. Tudo isso = mar poluído com veneno de rato, e um monte de outras criaturas que não tem nada a ver com isso mortas também. 😛

    1. Eu acho que você precisa ler melhor. Primeiro leia o meu texto todo novamente e depois releia o texto do Mega curioso para entender que ele não está desmentindo o que eu escrevi e sim dizendo praticamente a mesma coisa. Eu deixo claro que a especulação sobre uma explosão populacional dos ratos à bordo é uma projeção baseada no tempo em que a embarcação está no mar. Eu não falo NADA sobre ratos do tamanho de gatos, e nem sobre ratos assassinos. A história não é inventada, o navio existe, está à deriva realmente e pode realmente acabar encalhando numa praia ou afundando.
      A pesquisadora diz que ratos não são PROPENSOS a comer uns aos outros. Ela está certa. Não são, como o ser humano também não é. Mas veja o que acontece quando pessoas são presas sem comida por muito tempo… Eles começam, a comer os mortos e a história está cheia REPLETA, LOTADA de exemplos disso. Sabemos por experiências científicas que em caso de stress populacional e falta de recursos, os ratos farão o mesmo.

  8. Cara já pensou esse navio aporta na Ilha Sentinela do Norte? Os nativos teriam uma surpresinha desagradável (ou um banquete rsrs) daria um bom roteiro de filme “C” hehehehe

  9. Uma possível solução ‘ecológica’, que não envolvesse pesticidas, seria direcionar a sucata para algum local seguro, onde pudesse encalhar longe da costa, ou ser ancorado. Depois seria apenas esperar que a natureza fizesse sua parte, ou seja, se os ratos já fossem realmente canibais, iriam se devorando até que restasse apenas um, e este morreria de fome…
    – Mas possivelmente vai surgir quem diga que pássaros poderão chegar ao alcance dos canibais e seriam parte da dieta, sustentando-se assim a praga.
    – Concretamente falando, se é sabido que o navio tem dono, sabe-se; ou descobre-se, por consequência, quem é. Em razão do perigo biológico que representaria, em termos de doenças, caso fosse aportar em algum lugar, quando o navio chegar em águas territoriais de algum país, fosse imobilizado (rebocadores, quem sabe) e o dono notificado. Caso não se pronunciasse para reclamar o que é seu, o navio seria afastado da costa, e afundado, tornando-se um recife artificial. Isso, se algum ‘ecochato’ não resolver defender que as doenças dos animais pudesse ‘contaminar’ outras espécies…
    – Enfim, mais um prato cheio para os conspiracionistas de plantão…

    1. Eu acho que falta uma legislação mais clara com relação a casos assim. Uma embarcação solta em águas internacionais deveria ter prazo para ser recolhida. Venceu, deveria ser afundada e virar recife artificial mesmo.

      1. É que a situação parece cômoda para os donos espertalhões (será que não tem brazuca na diretoria???) Enquanto o navio está à deriva, ficam quietinhos, e ninguém os cobra de nada. Se alguém afundar o sucatão, então certamente aparece alguém querendo indenização… se isso te lembrar um certo “povinho que gosta de levar vantagem em tudo, ccceeeeerrrrttttoooo”, não será coincidência.
        – Mas ainda me incomoda a idéia de que alguma APA (associação protetora de animais), ou ONG semelhante que não tenha muito o que fazer, se insurja querendo impedir que se elimine a praga, já que são pobres animais indefesos…
        – Nada contra eles (ongueiros), ainda que alguns recebam verbas do governo, mas é preciso estabelecer prioridades.

      1. O Stephen King que parece gostar de historia envolvendo ratos canibais mutantes. Tem um conto muito bom a respeito de ratos eu só não lembro em qual livro.

        1. É mesmo Philipe. Depois de Crianças da Noite, seu próximo conto poderia ser uma alternativa bizarra ao fim dessa história do navio abandonado com ratos canibais. Eu até tava curtindo seu exemplo de roteiro de filme B que começou a discorrer no post. Ehehehehe
          Sério, curto mesmo ehehehehe.
          Abraços.

  10. Philipe, essa história de ratos confinados que viram canibais me fizeram lembrar da sua experiência com baratas. Agora eu não lembro se era uma experiência ou se você estava criando elas como bichinhos de estimação. Enfim, eu lembro que as baratas começaram a se comer até sobrar só uma: a barata Chuck Norris. Será que ela ainda está por aí e manteve seus hábitos canibais devorando baratas pela cidade?

      1. Colecionando baratas??? Ave…. tudo bem, cada um na sua, mas… baratas? Mortas, espero. Ou vc. irá concorrer com um asiático, não me lembro se coreano ou chinês, que as cria em casa para fins… alimentícios!
        – Parece absurdo, mas sim, o sujeito cria baratas para “comer”… e dizem que é iguaria, por lá…

  11. Eu criei ratos. Na verdade, é a fêmea quem cuida dos filhotes (que nascem pelados, cegos e indefesos, ao contrário dos porquinhos-da-índia, por exemplo, que nascem “prontos”), e esconde eles do macho – nos criadouros, o macho tem de ser separado dos pequenos, o qual ele pode atacar se achar que seu espaço e alimentação estão comprometidos; isso mesmo: o rato mata seus semelhantes inclusive pela garantia de espaço.

  12. O que para os humanos é raciocinio, para os ratos é condicionamento
    RAFAEL MARTINS disse; É mesmo Philipe. Depois de Crianças da Noite, seu próximo conto poderia ser uma alternativa bizarra ao fim dessa história do navio abandonado com ratos canibais. Eu até tava curtindo seu exemplo de roteiro de filme B que começou a discorrer no post. Ehehehehe .(também pensei a maesma coisa HEHEHE, tbm.)
    Agora se alguem afundase esse navio ia ficar meio dificil de alegar isso, não acha?
    Por outro lado, assim que esse navio se aproximasse de alguma”terra”, mesmo que que a certa distância, os ratos se atirariam na água e nadariam pra lá, isso é certo.

  13. The ship is now believed to have already sunk in international waters after the EPIRB distress signals were activated in early 2013

    In January 2014, there was speculation[19] based on an interview with a salvager in the British tabloid The Sun that the ship might be nearing the coast of England and be infested with cannibal rats. The rumours were subsequently debunked

    No próprio artigo.
    Grato.

  14. Afundar seria uma boa, mas para isso algum louco com roupa de astronauta teria que entrar no navio com mega mangueiras para tirar todo o óleo diesel e outros óleos do navio antes de afundá-lo, senão é catástrofe ambiental na certa…
    O problema é achar um astronauta louco pra ir lá!!!

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