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As pessoas que estão habituadas com o dia-a-dia envolvendo sites, Adsense e o Google, sabem que a empresa multibilionária tem uma certa postura um tanto quanto puritana no que diz respeito ao conteúdo.
Quando você decide fazer um site e monetizá-lo com Adsense, você define espaços onde o google colocará publicidade, e quando o usuário clicar, o google dividirá uma ínfima porção de dinheiro que ele ganhou daquele anunciante com você, pelo uso do SEU espaço. Geralmente é pouco, e as quantias que se ganha com Adsense não são grandes coisas para a maioria dos blogs. A coisa começa a se mostrar vantajosa quando você esta num patamar de audiência na casa dos 50 mil leitores únicos ao dia.

Quando você se cadastra no Adsense, você diz que concorda com o TOS (termo de serviço) deles que é bem claro com o que você não pode ter e nem fazer. Não pode fazer um monte de coisa, como pedir para que seus leitores cliquem nas propagandas, não pode induzir o clique, não pode adulterar o código de propaganda, entre um monte de outras coisas. Talvez uma das mais fundamentais regras do puritanismo do Google, é que você não pode ter pornografia nem nada do tipo. Não pode ter fotos que mostrem demais, não pode ter nada que ele considere adulto e nem ofensivo. E aí entra a parte complicada do negócio, porque o que o puritanismo googlelesco considera “ofensivo” é um espectro bem amplo, talvez amplo até demais.

Por exemplo, se você colocar uma fotografia de uma estátua como as do Ron Muek, algo que ninguém discorda que é ARTE e não sacanagem, o Google considera sacanagem e pode te ferrar.

Quando o robô do Google entra na sua página, lê seu conteúdo e acha alguma coisa que ele considera ofensivo, ele te dá um aviso que você tem três dias para arrumar. Deletar, reescrever ou mudar de alguma maneira para se encaixar nos termos de uso. Se você demora mais de três dias, vem a punição.
Diariamente milhares de parceiros do Google se ferram com os mecanismos.

Uma vez que ele te ferrou, pode ter volta ou não. Depende unicamente do humor da empresa, mesmo que seja um erro de julgamento do processo automatizado deles.
O nível mais básico da punição envolve não mostrar os anúncios no seu site inteiro – O que é estranho, já que o Google tão cheio de tecnologia poderia facilmente desabilitar os anúncios apenas num artigo que encontrou problemas. Talvez seja muito difícil de fazer isso, ou simplesmente não compense.

Como já podemos imaginar, o Google confia cegamente em seus sistemas automatizados para discernir o que é considerado pornografia ou não.
Creio que o sistema realmente funcione bem para uma faixa enorme de sites, mas é evidente que um sistema 100% automatizado de análise de conteúdo uma hora vai derrapar.

Derrapou comigo. E feio.

Não é a primeira vez. Já tive alguns problemas com o robô do adsense no passado, porque este blog está cheio de coisa bizarra, e o robô implica com esta palavra, por razões óbvias. Eu não mostro anões travestis pernetas fazendo sexo com macacos, mas quando o robô deles entra aqui e lê “bizarro”, ele já me coloca de cara na categoria dos sujeitos que podem estar postando coisas assim. Você pode imaginar o tanto de encheção de saco que eu tive ao longo de tantos anos com um blog de conteúdo incomum, falando dos mais variados assuntos.

Uma das piores situações que eu já passei com erros do google foi lá em meados de 2010, quando um belo dia o robô resolveu (sei lá porquê) indexar um resultado de busca no site.
Algum usuário resolveu procurar se havia por aqui algum post de “mulheres nuas”. Ele procurou e NÃO TINHA. Quando não tem, o tema pega o termo de busca e monta uma pagina dinâmica que diz mais ou menos assim:

“404 – Não encontrado” – Sua busca para “mulheres nuas” não encontrou nenhum resultado. Tente novamente com outro termo.

Obviamente que isso aí não é sacanagem, mas o robô retardado da multinacional pegou o “mulheres nuas” e concluiu que ali estava uma violação do TOS.

O google me mandou consertar, mas como que eu poderia consertar algo que não existe até que você coloque isso na URL?

Assim, levei um dos maiores ferros deste blog e meu rendimento que ate então dependia quase que exclusivamente do google foi para o saco. A sensação de algo assim acontecer é de ser demitido do seu blog. Sobretudo se você (burramente) apostou todos os ovos numa mesma cesta.

Após espernear bastante, os anúncios voltaram, embora o processo aberto para tentar uma solução daquele problema até hoje esteja em “análise”.

Infelizmente, o sistema do Adsense e a monetização que ele proporciona não permite a uma pessoa viver do trabalho no blog ou site. Não digo por uma questão financeira,mas sim por uma questão de falta de transparência e truculência. O Google falha miseravelmente no atendimento aos seus parceiros há décadas. Uma de duas maiores falhas está na falta de uma interface humana com o qual os parceiros poderiam interagir. Talvez pela demanda gigantesca, seria impossível manter um sistema que pudesse atender individualmente todos os usuários da gigantesca rede de aplicações e serviços do Google. Posso reconhecer isso e também o esforço da gigante em criar sistemas de filtragens automatizadas que visam resolver sozinho 90% das demandas. O problema está nos pontos fora da curva.

Acho burra uma administração que não percebe que uma relação de longa data entre o parceiro e a empresa mereceria um atendimento diferente do dado a um sujeito que se cadastrou ontem.

Semana passada, dei de cara com um email de punição.  Novamente, por uma viagem do robô, que pegou um post antigo aqui do site que falava da corrida pelo silicone. Sabemos das bizarrices da busca pelos maiores peitos do mundo, e algumas mulheres perdem completamente a noção quando se trata de inflar os “airbags”. O post falava disso, sem fotos, sem mostrar mamilos polêmicos. Era um post informativo. Talvez o maior pecado do meu post era contar que uma atriz de cinema não-bíblico americana, chamada Maxi Mounds, estava arriscando a vida em busca do prêmio do Guiness pelos maiores seios do mundo.

irou crime citar o nome de atriz pornô? Para o Google, citar o nome de uma atriz num artigo é o mesmo que mostrar sacanagem. Mas você só descobre isso depois que já se ferrou.

Aparentemente, o sistema coxinha do Google acha que falar que mulheres colocam silicone é incentivar a pornografia ou seja lá o que for que ele considera “ofensivo”. Uma vez recebendo o aviso dos três dias, eu IMEDIATAMENTE deletei o post e fiz uma apelação dizendo que apesar dele NÃO VIOLAR as regras, eu havia deletado. Mesmo assim, (talvez pelo problema com a string de pesquisa que foi erroneamente cadastrada pelo spider deles em 2010) o robô disse que não iria reativar os anúncios aqui neste espaço, por violação do TOS.

Isso significa que todos esses anos me esforçando para ficar na linha não adiantaram porra nenhuma. Todo o tempo usando o sistema, e dando grana para o Google não qualificam o usuário veterano como diferente de um usuário recente, mais propenso a erros e tentativas de dar 171 na empresa.

O pior de tudo, não é levar uma bomba dessa pela cara no mesmo dia que você descobre que sua avó sofreu um AVC e está em estado grave, sem falar nem andar. Isso efetivamente deixa seu dia uma merda, mas o ruim mesmo, é tentar uma solução e só ter como resposta uma mensagem automática do bot, que por razões óbvias, não consegue pensar no que você argumenta. O robô me diz que encontrou outras violações, mas apesar do Google ter ficado mundialmente famoso por conseguir cadastrar tudo que existe pela internet, o Google é incapaz de me dizer qual é o problema. Ele quer que eu ADIVINHE. Agora visualize mentalmente o trabalho inumano de verificar mais de 4000 posts, e 90.000 comentários em busca das palavras que o sistema coxinha pensa que é ofensivo.
Se o Google diz que você violou os termos de uso, pela lógica mais básica, o ÔNUS DA PROVA CABE A QUEM ACUSA, certo? Logo, ele deveria pelo menos me mostrar que erros são esses para que eu possa consertá-los, ou mesmo justificá-los. Sem saber que outros erros são, como poderei aprender a não errar?

O problema é que nem tem como dizer isso para alguém do Google, já que tudo está automatizado num nível que impossibilita a interação. É engraçado este paradoxo numa das empresas que mais propiciou a interação humana em todos os tempos. Você pode falar com qualquer um, em qualquer lugar, menos com ela.
Uma coisa chata, é que agindo assim, o Google baixa a confiabilidade no serviço deles. Pessoas que lêem situações como as minhas, podem pensar: “Porra, o sistema do Adsense é muito instável, vou colocar mais de um serviço de anúncios no meu site.”
Assim, quando alguém pensa isso e toma esta atitude, o que acontece é que ele está trabalhando efetivamente para tirar anunciantes do sistema do Adsense/Adwords, a maior fonte de renda da empresa. Pode parecer uma mordida de pulga num elefante, e é. Mas o prejuízo financeiro é pouco diante do prejuízo da perda de confiança. As grandes empresas globais como Google, Facebook, Yahoo e etc, são hoje como verdadeiros países, e tal qual os governos, deveriam zelar pela confiança depositada neles, principalmente pelos parceiros que os ajudam a GANHAR DINHEIRO.

As regras deveriam ser mais claras.

Hoje, entre outras coisas, como venda de armas e drogas, o Termo de serviço proíbe claramente o seguinte:

Conteúdo violento
Discurso de ódio (incluindo conteúdo que estimule o ódio ou promova violência contra indivíduos ou grupos com base na raça ou origem étnica, religião, deficiência, sexo, idade, status de veterano ou orientação sexual/identidade sexual), assédio, bullying ou conteúdo similar que incentive danos contra um indivíduo ou um grupo.
Linguagem excessivamente profana

De tudo isso, me intriga o que seria Linguagem excessivamente profana. Ora bolas, hoje é inseguro dizer que achamos errado que pessoas casem crianças com animais. Porém, isso é uma prática no oriente. Tem um post aqui de uma mulher que casou com um cachorro na Índia. Se eu disser que acho isso uma maluquice, posso ser punido porque desrespeitei a religião maluca de algum povo.
Do mesmo jeito que se eu achar graça das pessoas que ATÉ HOJE tem certeza que a Terra é plana, também posso ser punido. Se eu falar mal da bancada evangélica então (a que mais falta e a que mais utiliza irregularmente as prerrogativas políticas) eu estou lascado.
Se eu mostrar aqui um post como aquele famoso post de derretimentos humanos (de filmes) eu posso ser punido porque é um post contendo cenas violentas, mesmo sabendo que o sangue que aparece lá é fake, a pele é borracha e a gosma é caboximetilcelulose.

E o pior é que eu não posso mandar o Google tomar no olho do cu, porque aí seria “linguagem excessivamente profana”.

Dessa forma, eu tenho que dar as más notícias. Sem a grana que financia este website, cujo custo é alto, eu não tenho como mantê-lo sem ser trabalhando mais para ganhar mais dinheiro. Trabalhar mais, significa reduzir meu tempo dedicado a ele, de modo que vai ter menos posts para você ler. E assim o Google não apanas ferra com a minha vida, mas também atrapalha a SUA diversão.

Estou aberto a sugestões de formas de arrecadação para pagar a manutenção do blog. (não vale o banquinho da Felicidade que eu prometi pra Nivea que não ia fazer) Também não estou afim de oferecer minhas partes, digamos, “profanas” em troca de dinheiro, hehe.

[box type=”warning”] Eu troquei temporariamente o tema do blog para este, que acho que carrega mais rápido. Isso exigirá algumas modificações técnicas que irei fazendo aos poucos ao longo dessa semana. [/box]

O Google e a sacanagem

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As pessoas que estão habituadas com o dia-a-dia envolvendo sites, Adsense e o Google, sabem que a empresa multibilionária tem uma certa postura um tanto quanto puritana no que diz respeito ao conteúdo.
Quando você decide fazer um site e monetizá-lo com Adsense, você define espaços onde o google colocará publicidade, e quando o usuário clicar, o google dividirá uma ínfima porção de dinheiro que ele ganhou daquele anunciante com você, pelo uso do SEU espaço. Geralmente é pouco, e as quantias que se ganha com Adsense não são grandes coisas para a maioria dos blogs. A coisa começa a se mostrar vantajosa quando você esta num patamar de audiência na casa dos 50 mil leitores únicos ao dia.

Quando você se cadastra no Adsense, você diz que concorda com o TOS (termo de serviço) deles que é bem claro com o que você não pode ter e nem fazer. Não pode fazer um monte de coisa, como pedir para que seus leitores cliquem nas propagandas, não pode induzir o clique, não pode adulterar o código de propaganda, entre um monte de outras coisas. Talvez uma das mais fundamentais regras do puritanismo do Google, é que você não pode ter pornografia nem nada do tipo. Não pode ter fotos que mostrem demais, não pode ter nada que ele considere adulto e nem ofensivo. E aí entra a parte complicada do negócio, porque o que o puritanismo googlelesco considera “ofensivo” é um espectro bem amplo, talvez amplo até demais.

Por exemplo, se você colocar uma fotografia de uma estátua como as do Ron Muek, algo que ninguém discorda que é ARTE e não sacanagem, o Google considera sacanagem e pode te ferrar.

Quando o robô do Google entra na sua página, lê seu conteúdo e acha alguma coisa que ele considera ofensivo, ele te dá um aviso que você tem três dias para arrumar. Deletar, reescrever ou mudar de alguma maneira para se encaixar nos termos de uso. Se você demora mais de três dias, vem a punição.
Diariamente milhares de parceiros do Google se ferram com os mecanismos.

Uma vez que ele te ferrou, pode ter volta ou não. Depende unicamente do humor da empresa, mesmo que seja um erro de julgamento do processo automatizado deles.
O nível mais básico da punição envolve não mostrar os anúncios no seu site inteiro – O que é estranho, já que o Google tão cheio de tecnologia poderia facilmente desabilitar os anúncios apenas num artigo que encontrou problemas. Talvez seja muito difícil de fazer isso, ou simplesmente não compense.

Como já podemos imaginar, o Google confia cegamente em seus sistemas automatizados para discernir o que é considerado pornografia ou não.
Creio que o sistema realmente funcione bem para uma faixa enorme de sites, mas é evidente que um sistema 100% automatizado de análise de conteúdo uma hora vai derrapar.

Derrapou comigo. E feio.

Não é a primeira vez. Já tive alguns problemas com o robô do adsense no passado, porque este blog está cheio de coisa bizarra, e o robô implica com esta palavra, por razões óbvias. Eu não mostro anões travestis pernetas fazendo sexo com macacos, mas quando o robô deles entra aqui e lê “bizarro”, ele já me coloca de cara na categoria dos sujeitos que podem estar postando coisas assim. Você pode imaginar o tanto de encheção de saco que eu tive ao longo de tantos anos com um blog de conteúdo incomum, falando dos mais variados assuntos.

Uma das piores situações que eu já passei com erros do google foi lá em meados de 2010, quando um belo dia o robô resolveu (sei lá porquê) indexar um resultado de busca no site.
Algum usuário resolveu procurar se havia por aqui algum post de “mulheres nuas”. Ele procurou e NÃO TINHA. Quando não tem, o tema pega o termo de busca e monta uma pagina dinâmica que diz mais ou menos assim:

“404 – Não encontrado” – Sua busca para “mulheres nuas” não encontrou nenhum resultado. Tente novamente com outro termo.

Obviamente que isso aí não é sacanagem, mas o robô retardado da multinacional pegou o “mulheres nuas” e concluiu que ali estava uma violação do TOS.

O google me mandou consertar, mas como que eu poderia consertar algo que não existe até que você coloque isso na URL?

Assim, levei um dos maiores ferros deste blog e meu rendimento que ate então dependia quase que exclusivamente do google foi para o saco. A sensação de algo assim acontecer é de ser demitido do seu blog. Sobretudo se você (burramente) apostou todos os ovos numa mesma cesta.

Após espernear bastante, os anúncios voltaram, embora o processo aberto para tentar uma solução daquele problema até hoje esteja em “análise”.

Infelizmente, o sistema do Adsense e a monetização que ele proporciona não permite a uma pessoa viver do trabalho no blog ou site. Não digo por uma questão financeira,mas sim por uma questão de falta de transparência e truculência. O Google falha miseravelmente no atendimento aos seus parceiros há décadas. Uma de duas maiores falhas está na falta de uma interface humana com o qual os parceiros poderiam interagir. Talvez pela demanda gigantesca, seria impossível manter um sistema que pudesse atender individualmente todos os usuários da gigantesca rede de aplicações e serviços do Google. Posso reconhecer isso e também o esforço da gigante em criar sistemas de filtragens automatizadas que visam resolver sozinho 90% das demandas. O problema está nos pontos fora da curva.

Acho burra uma administração que não percebe que uma relação de longa data entre o parceiro e a empresa mereceria um atendimento diferente do dado a um sujeito que se cadastrou ontem.

Semana passada, dei de cara com um email de punição.  Novamente, por uma viagem do robô, que pegou um post antigo aqui do site que falava da corrida pelo silicone. Sabemos das bizarrices da busca pelos maiores peitos do mundo, e algumas mulheres perdem completamente a noção quando se trata de inflar os “airbags”. O post falava disso, sem fotos, sem mostrar mamilos polêmicos. Era um post informativo. Talvez o maior pecado do meu post era contar que uma atriz de cinema não-bíblico americana, chamada Maxi Mounds, estava arriscando a vida em busca do prêmio do Guiness pelos maiores seios do mundo.

irou crime citar o nome de atriz pornô? Para o Google, citar o nome de uma atriz num artigo é o mesmo que mostrar sacanagem. Mas você só descobre isso depois que já se ferrou.

Aparentemente, o sistema coxinha do Google acha que falar que mulheres colocam silicone é incentivar a pornografia ou seja lá o que for que ele considera “ofensivo”. Uma vez recebendo o aviso dos três dias, eu IMEDIATAMENTE deletei o post e fiz uma apelação dizendo que apesar dele NÃO VIOLAR as regras, eu havia deletado. Mesmo assim, (talvez pelo problema com a string de pesquisa que foi erroneamente cadastrada pelo spider deles em 2010) o robô disse que não iria reativar os anúncios aqui neste espaço, por violação do TOS.

Isso significa que todos esses anos me esforçando para ficar na linha não adiantaram porra nenhuma. Todo o tempo usando o sistema, e dando grana para o Google não qualificam o usuário veterano como diferente de um usuário recente, mais propenso a erros e tentativas de dar 171 na empresa.

O pior de tudo, não é levar uma bomba dessa pela cara no mesmo dia que você descobre que sua avó sofreu um AVC e está em estado grave, sem falar nem andar. Isso efetivamente deixa seu dia uma merda, mas o ruim mesmo, é tentar uma solução e só ter como resposta uma mensagem automática do bot, que por razões óbvias, não consegue pensar no que você argumenta. O robô me diz que encontrou outras violações, mas apesar do Google ter ficado mundialmente famoso por conseguir cadastrar tudo que existe pela internet, o Google é incapaz de me dizer qual é o problema. Ele quer que eu ADIVINHE. Agora visualize mentalmente o trabalho inumano de verificar mais de 4000 posts, e 90.000 comentários em busca das palavras que o sistema coxinha pensa que é ofensivo.
Se o Google diz que você violou os termos de uso, pela lógica mais básica, o ÔNUS DA PROVA CABE A QUEM ACUSA, certo? Logo, ele deveria pelo menos me mostrar que erros são esses para que eu possa consertá-los, ou mesmo justificá-los. Sem saber que outros erros são, como poderei aprender a não errar?

O problema é que nem tem como dizer isso para alguém do Google, já que tudo está automatizado num nível que impossibilita a interação. É engraçado este paradoxo numa das empresas que mais propiciou a interação humana em todos os tempos. Você pode falar com qualquer um, em qualquer lugar, menos com ela.
Uma coisa chata, é que agindo assim, o Google baixa a confiabilidade no serviço deles. Pessoas que lêem situações como as minhas, podem pensar: “Porra, o sistema do Adsense é muito instável, vou colocar mais de um serviço de anúncios no meu site.”
Assim, quando alguém pensa isso e toma esta atitude, o que acontece é que ele está trabalhando efetivamente para tirar anunciantes do sistema do Adsense/Adwords, a maior fonte de renda da empresa. Pode parecer uma mordida de pulga num elefante, e é. Mas o prejuízo financeiro é pouco diante do prejuízo da perda de confiança. As grandes empresas globais como Google, Facebook, Yahoo e etc, são hoje como verdadeiros países, e tal qual os governos, deveriam zelar pela confiança depositada neles, principalmente pelos parceiros que os ajudam a GANHAR DINHEIRO.

As regras deveriam ser mais claras.

Hoje, entre outras coisas, como venda de armas e drogas, o Termo de serviço proíbe claramente o seguinte:

Conteúdo violento
Discurso de ódio (incluindo conteúdo que estimule o ódio ou promova violência contra indivíduos ou grupos com base na raça ou origem étnica, religião, deficiência, sexo, idade, status de veterano ou orientação sexual/identidade sexual), assédio, bullying ou conteúdo similar que incentive danos contra um indivíduo ou um grupo.
Linguagem excessivamente profana

De tudo isso, me intriga o que seria Linguagem excessivamente profana. Ora bolas, hoje é inseguro dizer que achamos errado que pessoas casem crianças com animais. Porém, isso é uma prática no oriente. Tem um post aqui de uma mulher que casou com um cachorro na Índia. Se eu disser que acho isso uma maluquice, posso ser punido porque desrespeitei a religião maluca de algum povo.
Do mesmo jeito que se eu achar graça das pessoas que ATÉ HOJE tem certeza que a Terra é plana, também posso ser punido. Se eu falar mal da bancada evangélica então (a que mais falta e a que mais utiliza irregularmente as prerrogativas políticas) eu estou lascado.
Se eu mostrar aqui um post como aquele famoso post de derretimentos humanos (de filmes) eu posso ser punido porque é um post contendo cenas violentas, mesmo sabendo que o sangue que aparece lá é fake, a pele é borracha e a gosma é caboximetilcelulose.

E o pior é que eu não posso mandar o Google tomar no olho do cu, porque aí seria “linguagem excessivamente profana”.

Dessa forma, eu tenho que dar as más notícias. Sem a grana que financia este website, cujo custo é alto, eu não tenho como mantê-lo sem ser trabalhando mais para ganhar mais dinheiro. Trabalhar mais, significa reduzir meu tempo dedicado a ele, de modo que vai ter menos posts para você ler. E assim o Google não apanas ferra com a minha vida, mas também atrapalha a SUA diversão.

Estou aberto a sugestões de formas de arrecadação para pagar a manutenção do blog. (não vale o banquinho da Felicidade que eu prometi pra Nivea que não ia fazer) Também não estou afim de oferecer minhas partes, digamos, “profanas” em troca de dinheiro, hehe.

[box type=”warning”] Eu troquei temporariamente o tema do blog para este, que acho que carrega mais rápido. Isso exigirá algumas modificações técnicas que irei fazendo aos poucos ao longo dessa semana. [/box]

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Eu dei duro aqui

Com 15 anos de sangue suor e lágrimas, eu me esforcei para fazer um dos blogs mais antigos e legais do Brasil. Mis de 5000 artigos, mais de 100.000 comentários, mais de 20 livros, canal, programa de rádio, esculturas... Manter isso, você pode imaginar, não é barato. Talvez você considere me apoiar no Patreon e ajudar o Mundo Gump a não sair do ar.
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