Robôs gigantes

Pois é. Parece que os desenhos animados estão começando a botar um pé na realidade. Os japoneses estão construindo um robô gigante para celebrar o trigésimo aniversário do Gundam. Ela terá luzes emitidas de mais de 50 pontos da estátua e alguns lugares emitirão fumaça.

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O robô, que se chama RX-78 é na verdade (óbvio) uma estátua gigante, feita de fibra de vidro e plástico e infelizmente será desmontada depois do período de comemorações (2 meses). A Bandai NAMCO ainda está definindo o que vão fazer com a estátua após o período de exposição. Há rumores de uma possível venda do RX-78 no Ebay.

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O Robô tem 18 metros de altura e pode ser visto de longe. Este não é o primeiro robô gigante construído no Japão. Nos anos 90 uma réplica de 2/3 do modelo LM312V04 (Victory Gundam) foi construído, atingindo a altura de dez metros. Em 2007 uma réplica oficial de tamanho real do RX-78 foi construída no parque temático Fuji-Q Highland aos pés do Monte Fuji. E parece que já tem planos para uma nova construção de robô gigante como forma de comemorar o aniversário de Mitsuteru Yokoyama, criador da série.
Fonte

Robôs gigantes no Brasil?

É deveras impressionante a fixação que os japoneses tem com robôs gigantes. Desde que me entendo por gente vejo seriados diversos cujo final se resume a monstros de espuma lutando contra robôs gigantes sobre maquetes, que invariavelmente acabam totalmente destruídas. Foi assim desde spectreman aos famigerados Power Rangers.
Entendo que o conceito da luta final, em grande estilo, envolvendo destruições cataclísmicas e criaturas monstruosas tornou-se um imperativo do estilo nos sentais.
Um Sentai é um daqueles filmes que envolve pessoas de roupas coloridas e capacetes estranhos, que lutam contra monstros do espaço, de outra dimensão ou sei lá da onde. O termo japonês sentai, é de origem militar, e significa “esquadrão”.

Oficialmente, um sentai é um filme de grupos de heróis coloridos. Mas o estilão do seriado e as bases que controlam praticamente todos os filmes de hoje, vem dos longínquos e baratos seriados televisivos japoneses. Trata-se de um estilo de seriado que surgiu na década de 60, época do famoso National Kid (que nem era ator. O cara era bancário!).
Desde então, inúmeros grupos de heróis povoaram a tv. Entre eles um dos que mais me marcou a infância foi o Changeman. É impressionante a quantidade quase infinita de séries sentai feitas no japão.
Ao que parece, toda a exportação de sentai no mundo, concentrava-se nas mãos da Toei.
Uma estranha curiosidade, é que eu fui convidado para trabalhar num Super Sentai (poupem-me dos trocadilhos a la casseta & planeta, ok?) nacional.
Ocorre que aqui no Brasil tem um cara, bastante conhecido da galera da computação gráfica. Ele se chama Levi e é um dos sócios da produtora carioca Intervalo. O Levi é um cara que tem antenas permanentemente ligadas em coisas que podem dar muita grana. Basicamente o que o Levi faz é analisar as tendências internacionais, quase sempre seguindo atrás de uma moda americana ou japonesa e lançar um produto “genérico” para ganhar no vácuo da série da moda. Foi assim que o Levi criou os Dogmons, (uma cópia tupiniquim dos pokemons). Um dia o Levi me chamou para conversar e disse que estava com um projeto de um Sentai. Ele me contou a história do negócio. E ela é bem interessante.
O Levi tinha montado um portfolio com inúmeras idéias para apresentar a empresários do setor de licenciamento e brinquedos. Lá estavam os famosos Dogmons, entre outros diversos projetos. Um deles, era uma versão nacional de Sentai, chamado “Mega Powers“.
Ele foi para a reunião com o empresário, crente que os caras iam querer lançar os Dogmons. Para surpresa do Levi, uma a uma, as idéias dele iam sendo recusadas peremptoriamente. Até que, sem nenhuma idéia na pasta, ele resolveu arriscar. O Mega Powers era apenas uma meia duzia de desenhos no papel, um proto roteirinho chinfrim e uma marca. Nada mais.

Não havia muita coisa porque o Levi tinha criado o Mega Powers porque pensava que estava com poucos projetos para apresentar. Assim, ele inventou uma coisa qualquer apenas para funcionar como “Boi de piranha”. Mais para fazer volume. Afinal, quem em sã consciência ia tentar fazer uma réplica nacional do Power Rangers?

Como tudo na vida de quem trabalha com essas coisas, graças a imprevisibilidade do cliente, o boi de piranha foi alçado aos píncaros da glória. Tão logo o cliente bateu os olhos na proposta, ficou maravilhado. O Levi disse que na hora ficou até meio puto, porque ele tinha trabalhado duro durante anos no projeto Dogmons para ver o boi de piranha e “cópia deslavada de Power Rangers” ser a “bola da vez”. Seja como for, os caras da empresa gostaram e quiseram lançar o primeiro sentai brasileiro.

Era início de setembro e o video deveria estar pronto, gravado e embalado, já nos pontos de venda para o natal. O dinheiro liberado, pouquíssimo, era para a construção de quatro episódios de 40 minutos, apenas para “sentir o mercado”. Mas pensando friamente, do ponto de vista de uma produção, isso dá um longa metragem, que seria lançado em um DVD.
O Levi saiu da sala meio atordoado com a idéia. Ele partiu em busca de todo tipo de adolescente que tivesse uma boa aparência, soubesse um mínimo de teatro e entendesse alguma coisa desses filmes de luta.
Encontrar os atores certos foi um dos maiores desafios, pois não havia tempo hábil para treiná-los. Então ele acabou recorrendo a grupos de teatro amador.
O Levi contratou umas academias de artes marciais para fornecerem os dublês. Alugou uma câmera e saiu filmando. Em Niterói e no Rio. O resultado prático é meio louco. Meio tosco também. Mas é uma coisa feita em praticamente dois meses, quase sem grana, então dá pra dar um desconto. O Levi disse que se “internou” na Intervalo e praticamente “morou” no estúdio para conseguir finalizar a produção a tempo. Lógico que sendo feito num esquema de “susto”, não dá pra ficar grandes coisas.

Por exemplo. As cores dos Mega Powers eram amarelo, vermelho e azul. Sabe porque? Porque eram as cores que a empresa que vendia lycra no bairro do Rio Comprido tinha pra vender. :lol2:
Seja como for, o Levi conseguiu criar um sentai brazuca em dois meses (pois para lançar em dezembro um produto audiovisual já deve estar pronto em novembro).

Com um olhar crítico sobre a coisa que ele mesmo criou, Levi pensou: “Isso tá uma merda…Vai ser o meu maior fracasso. ”
Pois para surpresa de todos, o Mega Powers foi um sucesso estrondoso de vendas, logo nos primeiros dias eles esgotaram todos os dvds lançados, incluindo os de promoção. Precisaram fazer mais edições, que venderam feito água. Grande parte impulsionadas pelo preço que era metade do preço do Power Rangers original.
Quando eu encontrei o Levi ele estava trabalhando na “melhora” do conceito dos Mega Powers, já que – ele não quis dar detalhes – havia uma possibilidade de exportar o produto para redes de Tv do exterior. Possivelmente do Japão!
Acredite ou não, existia uma demanda reprimida enorme por sentai. Segundo o Levi me contou, o fato de todo o sentai mundial estar concentrada nas mãos da Toei era um problema complicado para muitas emissoras, que estavam nas mãos dela. Ao longo de décadas a Toei criou um mercado de consumo faraônico para sentais, e depois fechou a torneira.

A história é enrolada e meio controversa. Tem a Disney e o seu respectivo império comercial no meio.

Segundo o Levi,  um sujeito chamado Saban (ok, eu admito que não lembrava o nome do cara. Vi na wikipedia)  que sempre foi um cara esperto, fez um contrato de exclusividade com a Fox, vendendo uma série de filmes que chamou de Power rangers. Inclusive o cara teria até usado cenas de diversos sentais diferentes feitos no japão para fazer um filme novo, com cara e estilo ocidental. O cara gravava cenas com atores americanos na Nova Zelândia e mixaria com cenas prontas de outros sentais feitos no japão.
Foi naquela conversa com o Levi que eu entendi como funcionava o mecanismo por trás do Power Rangers, que é um sentai adaptado para o público ocidental. Mais que isso, Power Rangers é uma franquia multimilionária, que mal começa a sair de moda surge um spin off: “Power Rangers força do tempo”, “Power rangers força animal”, “Power Rangers sei lá mais o quê” e então todo ano a coisa toda recomeça.
Power Rangers é meio que um “Malhação” com monstros e explosões. Sem falar nos robôs gigantes.

Como a Toei detinha a exclusividade de exportação dessas séries para o ocidente, o tal Saban fez um contrato com ela e isso simplesmente estragulou o mercado, deixando como único produto disponível o -caro- Power Rangers. A Wikipedia diz que isso é boato, mas o Levi me garantiu que é justamente isso. O que não é nada de se espantar, já que o mundo está cheio de manobras comerciais desse naipe.

Quando eu fui convidado para trabalhar no Mega Powers, o Levi pretendia fazer uma segunda edição, sendo esta de dez capítulos inéditos, com roteiro sensívelmente melhorado, com efeitos de grande qualidade e atores bem treinados e dirigidos. Minha missão seria bolar o visual dos novos heróis, agora numa produção mais parruda. Eu ia criar de tudo. Dos capacetes, às roupas, passando pelas armas e se bobear, novos robôs gigantes – e toda uma linha de brinquedos.
Porém, acho que o orçamento que eu dei ficou alto demais e a empresa não quis bancar, mesmo sabendo que seria mais um gol de placa, afinal, sempre haverão crianças querendo ver heróis de roupas coloridas virando cambalhotas na tv. Sejam elas na praia de Copacabana, sejam em pedreiras abandonadas em Nagoya.

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28 comentários em “Robôs gigantes”

  1. po Phillipe. esse Merda powers eh realmente uma merda e nao adianta amenizar nem fazer jaba pra esse Levi que dizem as mas linguas eh um verdadeiro aproveitador ( e nao visionario como vc disse)

    • Cara você me conhece. Você sabe que eu não sou de fazer jabá pra ninguém. Tô relatando uma conversa que tivemos. Você pode não gostar o material que o cara fez, mas há de convir que fazer um longa em dois meses, praticamente sem produção não é mole. E que o troço vendeu, vendeu, porque eu lembro de ter visto isso na casa e video pra vender. Acho que o nosso padrão de qualidade é bem mais alto do que o de um menino de quatro anos. Por isso o sucesso.
      Quanto ao que dizem, eu não sei se é verdade ou não. Não sou advogado de ninguém. Só posso dizer que de mim ele nunca se aproveitou.

  2. Sobre Sentais no Brasil ainda não tinha ouvido falar… Mas aqui na minha cidade mesmo é produzido desde 2000 um tokusatsu nacional- O “Insector Sun”, do Christiano Silva. É bem tosco, tenho de reconhecer, mas ultra divertido…
    site: http://www.insectorsun.com

  3. Como assim tu “acha” que orçamento que tu deu ficou alto demais? Ninguém te deu um retorno, tentou negociar? Meio estranho isso.

    Chegasse a fazer algum esboço? Seria legal se tu pudesse postar pra galera…

    • Cara isso já tem um tempão. Se não me falha a memória, o Levi chegou a me ligar para falar que os caras acharam altos os valores. Iam rolar umas reuniões… Mas acabou que o lance morreu naturalmente, nós perdemos o contato, porque aquele foi um período bem conturbado na minha vida, por razões pessoais. Aí acabou que não rolou (ou está rolando e eu que não sei. Ou ainda vai rolar, hehehe. Essas coisas são meio nebulosas mesmo.)
      Mas eu cheguei a fazer alguns esboços sim. De armas, roupas e naves. Inclusive de brinquedos. Mas era tudo bem preliminar. Só brainstorming mesmo, já que eu não trabalho de graça. Esses desenhos devem estar aqui em algum lugar. Se eu achar, posto aqui.
      Eu tenho certeza absoluta que se um investidor colocasse grana na idéia dos megapowers ele tirava o dobro no ato. Não si porque a globo ou qualquer outro canal nunca tentou algo assim. Dá até pra exportar a bagaça.

      • Cara, agora tu deu uma boa ideia. Imagina um canal de televisão investir num negócio como esse. Podiam utilizar toda a estrutura da emissora pra fazer a divulgação sem custo nenhum e faturar em cima da venda de bugigangas.

        É de estranhar que a Globo não invista em algo como esse Power Rangers genérico. Acho que ainda são muito conservadores lá.

  4. Pode ser que eu esteja errado, me corrijam se eu estiver falando besteira, mais acho que esse robô gigante ta mais voltados para aqueles animes da série Gundam, que são pilotados por crianças do que aquelas séries Sentais. Pode ser que seja tudo a mesma coisa, mais eu vejo de formas diferentes.
    Não é de se estranhar que esse robô gigante é do Japão. Lá isso é tão comum. Se você estiver caminhando nas ruas de alguma cidade grande, acho que vou achar normal se eu cruzar a rua com algum Pokemom, crianças soltando poderes pelas mãos, o Godzilla entre prédios, robôs gigantes e coisas do gênero.

    Tipo, quanto aos Sentais brasileiros, sei não. Não é a cara do Brasil. Achei um pouco tosco, embora eu gostei da luta entre os dois robôs na praia.

  5. Conheço o Levi muito bem, pois ele é primo do meu marido (até nos encontramos ontem, fomos ao cinema com ele), é um cara super sério e correto, e visionário, sim, não tem nada de aproveitador. Mas acho que falta a ele um pouco mais de noção do quanto ele é talentoso. No intuito de se manter “com os pés no chão” e tentar ser cauteloso, ele acaba se impondo menos do que deveria, se é que me faço entender. Eu acho que seria legal, por exemplo, apostar em algo inédito, mais do que reinventar fórmulas que deram certo, como ele fez com o Dogmons e com o Mega Powers.

    Mas tenho de admitir que ele fez milagres com as poucas ferramentas e recursos que tinha. Para começar, tive grande dificuldade em encontrar o DVD do Mega Powers para comprar nas lojas Americanas, pois já tinha esgotado, o atendente me disse que sumiu muito rápido. Acho que o MP foi feito em um mês (ou um pouco mais do que isso), e não em dois, como você disse, o que deixa a coisa ainda mais impressionante. Fazer um longa em um mês não é para qualquer um! E eu me diverti muito assistindo, really. Sim, o troço é tosco, o próprio Levi admite isso, mas é bem escrito. O roteiro é divertido, tem um humor levemente irônico, capaz de fazer troça dele mesmo.

    O Levi é um cara que não pensa só em ganhar dinheiro (até porque, se pensasse, já estaria rico), ele é um idealista. Ele acredita em um projeto, batalha por ele, enfrenta críticas, mas se foca no trabalho e na conclusão daquilo que ele começou. É muito legal vê-lo explicando uma idéia, ele se empolga,o jeito de ele ver o trabalho tem uma certa inocência, mas ao mesmo tempo ele o executa de forma bem pragmática e com os pés bem firmes no chão, ainda que se permita umas maluquices de vez em quando. Eu torço muito para esse cara desgrudar esses pés do chão e alçar vôo. É um cara honesto, íntegro, apaixonado pelo que faz, muito inteligente e super legal. Admiro para caramba.

    O Davison e ele já tiveram algumas idéias juntos, ainda acho que um dia trabalharamos em um projeto conjuntamente. Seria uma pessoa com quem eu faria questão de trabalhar, pois dá para confiar. Já adotei ele e o irmão dele como meus primos, assim como peguei o sobrenome do Davison para mim…risos… Foi muito legal ler este post hoje, e uma baita coincidência termos saído com ele ontem (acho que hoje ele já está de volta a Niterói) e ver este post agora.

    É uma pena que não tenham aceitado o teu trabalho de “extreme makeover” nos Mega Powers. Esse é o problema, sabe? Os caras não percebem a importância de investir em uma coisa dessas e o valor do trabalho de um bom profissional. Querem que o pessoal consiga fazer um trabalho perfeito com “dérreal” de investimento! Não tem como esse mercado crescer enquanto tiver esse tipo de pensamento.

    Bem, é isso aí, Philipe, eu só queria dizer que você não se enganou em relação ao Levi, não, ele não tem absolutamente nada de aproveitador, é mesmo o cara sério, honesto, inteligente e extremamente criativo e talentoso que você conheceu. E como isso é genético, explica o fato de eu ter casado com o primo dele…hahahahaha…

    Beijos!

    • Que mundo pequeno, hehehe.
      Pois é. Ele sempre me pareceu um cara gente boa. Ele trabalhou com vários amigos meus que nunca tiveram problemas. Mas não existe unanimidade, né? Se até jesus enfrentou críticas, não é o Levi que vai escapar delas.
      Quanto ao lance do orçamento, infelizmente quem contratava não era o Levi. Era a tal empresa lá (companhia do brinquedo, ou algo do tipo. Nem lembro mais) e parece que ela que não topou…
      Eu acabei pegando um outro trabalho no meio do caminho e o papo da minha participação no Megapowers morreu naturalmente.
      Eu penso que se o Levi oferecer esse troço para a Record passar de manhã, os bispos compram NA HORA.

    • “Eu acho que seria legal, por exemplo, apostar em algo inédito, mais do que reinventar fórmulas que deram certo, como ele fez com o Dogmons e com o Mega Powers. ”

      Eu também, mas veja. O Levi produz, mas quem paga em geral não é ele. Assim, o Levi tem o problema que quase todo mundo que trabalha com produtos criativos no Brasil tem: O medo do investidor de apostar em algo que nunca foi feito.
      Por tradição cultural, o Brasil repete coisas que vem de fora. Inovar culturalmente é ao mesmo tempo um contra-senso no aspecto cultural, arraigado na mente das pessoas e também um risco. Investidor brasileiro não quer risco. Ele prefere ganhar menos, mas com menor chance de risco. Este tipo de comportamento estrangula as potencialidades criativas do Brasil.

  6. Esse tipo de entrave na produção nacional é lasca… n entendo nada disso, mas sei que Holy Avenger morreu com uma onda desse mesmo tipo aí…

    Pombas, cara… e só tinha os Tops da dublagem brasileira envolvidos : Guilherme “Freakazoid” Briggs, Mauro “Pumba” Ramos, Marcio “Batman” Seixas, Mirian “Lilica” Ficher e Marisa “Baby Sauro” Leal…

    Claro q o Mega Powers aí ficou tosco na parte do “Hora de Morphar” da galera, mas… meu… a luta do robô com o monstrão lá ficou massa 😀

    Não é Transformers, mas com pouco orçamento em DOIS MESES, kct… ficou massa mesmo 😀

    Esse Mega Powers ainda tá andando ou morreu, Phillipe?

    Só faltou um nome brazuca tb… Mega Guerreiros :lol2: … sei lá…

    falow!
    braços!
    fica com Deus!
    té+!
    Math

  7. Eu sou dá época do spectreman, e comparando com os vídeos dessa produção nacional devo dizer que achei o Mega Powers muito legal.
    É claro que dá pra melhorar, mas isso depende de tempo e de dinheiro.
    Mas devemos lembrar também que as crianças não prestam muita atenção nesses detalhes. Eu, por exemplo, quando assistia Spectreman nunca notava os fios que faziam os bonecos e as naves voarem. Recentemente, achei uns episódios na net e fui assitir para relembrar, e é claro que não teve a menor graça e eu percebi que era tudo de papelão e de borracha. Inclusive dava pra ver o zíper na roupa dos personagens.
    Abraços

    • Até hoje eu lembro da musica do spectreman. E até hoje sinto raiva por não conseguir contemplar todo o desenho que passava no fim, quando os creditos subiam. O SBT sempre cortava os creditos antes que o desenho inteiro fosse exibido. Aquilo sempre me frustrou.

  8. “Afinal, quem em sã consciência ia tentar fazer uma réplica nacional do Power Rangers?”

    A Rede Record tava planejando isso. Tanto que fizeram uma versão nacional de mutantes e querem fazer agora em 2009 um Pokemon Novela pra entrar no lugar de mutantes.

  9. Corrigindo Philipe, desde ULTRAMAN àos Power Rangers, Ultraman foi o primeirão, sendo que uma cópia acabou estreando antes dele, que foi Magma Taichi. E o criador da franquia Ultraman foi Eiji Tsuburaya, que no fundo acabou criando todo o gênero dos gigantes quando criou… GODZILLA!

  10. Philipe, o termo Sentai ou super Sentai é um derivativo, ou uma corrente do TOKUSATSU.

    Tokusatsu, ou simplesmente Toku, como as pessoas costumam chamar, são os seriados de heróis japoneses.
    Além do Super Sentai, ou Super Esquadrões, que falarei mais adiante, temos o Metal Hero, Henshin Hero, Kamen Rider, Ultraman e Other Heroes.

    ;O Metal Hero, são os heróis de armaduras e naves espaciais que viram robôs Gigantes, como Jaspion, Spielvan, Gavan, Sharivan e Shaider (esses todos passaram no Brasil).

    ;O Henshin Hero, é muito discutido, até porque alguns incluem os Kamen Riders nesse meio, além de alguns “Other Heroes”. Mas em suma é um gênero que mostra heróis, em proporção humana, que se transformam, geralmente em algum guerreiro cyborg, ou antropomorfizado, e que luta contra os monstros. A grande idéia do Henshin é, tem armadura mas não tem robo, é henshin, tem robo mas não tem armadura é other Hero. Tem os dois é metal hero.
    Exemplos são: Jiraya (que acabou ganhando um robo no fim da série), Giban, Lion Man (as duas séries), Metalder e etc, é o gênero com mais séries no Japão.

    ;Kamen Rider faz alusão a franquia com trocentas séries dos heróis insetos que se transformam no mesmo estilo dos Henshin.

    ;Ultraman, faz alusão a franquia com trocentas séries dos Heróis do mundo de “Luz” e do mesmo criador de Godzilla.

    ;Kaiju (significa literalmente “monstro”), é o gênero mais antigo, já que Godzilla foi o primeiro e um dos com mais séries no gênero, e são séries aonde o herói é um monstro, Ultraman originalmente se chamaria Woo, e seria um monstro.

    ;Other Hero, são Spectreman, Robo Gigante, National Kid, e cia, aqueles que não se encaixam nos padrões anteriores.

    ;Super sentai, já é algo a parte. A princípio eles não tinham um super robô, os padrões foram se desenvolvendo ao longo dos anos. Assim como o número de integrantes, e etc.
    Originalmente eram 4 escolhidos, que deviam proteger a Terra de um mal qualquer. Este cria monstros, até ser derrotado. Depois confirmou-se um padrão de 5, e atualmente o padrão é de 6 ou 7 guerreiros. Cada um sempre simboliza algo, e também possui uma cor, sendo sempre (ou quase sempre) o líder o vermelho.
    Eles são produzidos, anualmente, pela TOEI, com patrocínio da Bandai e adaptados para o ocidente pela Saban/ Disney, que também faz outras adaptações, porém só Power Rangers, durou.

  11. De iniciativa nacional não é exatamente o primeiro. Hoje mesmo vi um video de um pessoal de Sorocaba baseado no tema: http://www.youtube.com/watch?v=UDFVDj2L6mY

  12. Com certeza, se alguem ai do Brasil investivesse em algo do tipo iria ganhar muito dinheiro, eu moro no japao e tenho um filho de 6 anos, todos os anos trocam os nomes desses grupos sentai e junto com eles os brinquedos e etc…e todo ano e a mesma coisas compra pra mim mamae rsrsrs
    Esse robo gigante esta onde no japao vc sabe?

  13. Com toda certeza a Record pegaria esta produção. Eu vi e não é tão ruin nao. Lembremos novamente que é pra faixa etária de 5 anos. Monte de adultos super exigentes, qdo no maximo viram um enlatado peba na infancia. O vídeo me lembra um pouco o trabalho do nosso amigo Philipe ( Juca), tem dedo dele ai – rs rs rs. Ou melhor, O Levi levou Philipe pro Super Sentai não é !!! kkkk

  14. Nunca curti super sentai e esses heróis live-action japoneses, mas curto robôs e monstros gigantes. Acho que a melhor produção nacional com um destes elementos é o clipe Made in Japan do Pato Fu. Alguém sabe se aquelas sequências de animação foram feitas no Brasil?

  15. Fala, grande1

    O esquema de tokusatsus no Brasil, incluindo super sentais, ja é algo um pouco antigo. Apesar do fato de todos terem um apelo mais “recreativo” e de “paródia” do que uma verdadeira iniciativa comercial, o que acabou gerando mais tosquice do que tudo. Ja rolou por aqui Insector Sun, Guncyber, Defender (que não passou de um teaser) e tem até um “de Deus” que eu esqueci o nome e era exibido numa rede evangélica. O sentai que percebi muita expectativa e dedicação foi o Esquadrão Bestial ( http://www.youtube.com/watch?v=A_GBvGJpm6o&feature=channel_page), mas acho que morreu também. Um bom exemplo de iniciativa bacana nesse seguimento foi o francês France Five ( http://www.youtube.com/watch?v=_PmExzrIvhs ), que lançou 5 eps e se você acompanhar pra ver a diferença do ep 1 pra o ep 5 percebe-se uma evolução incrível, sendo que até a música dos caras foi cantada pelo Kageyama (famoso cantor japonês.) Achei a idéia dos Mega Powers meio fraquinha e tosca (mas isso vc ja explicou o porquê, hehe), mas sempre fui fã de ver se alguém encara um tipo de produção dessa pelo lado mais profissional do que pela “zoação”.

  16. Meu nome é irio, membro da HERO FACTORY que produziu Cyberbio I e Cyberbio II. Li o comentário do Adelson e concordo com ele em parte, pois o que falta aqui é mais dinheiro do que vontade de fazer uma produção a altura dos japoneses. France Five é o melhor tokusatsu amador independente e lá é um país de primeiro mundo onde facilita muito. A zoação que existe nas produções nacionais está justamente porque é mais fácil e não necessita de muito investimento. Se bem que a HERO FACTORY estará abandonando esse lado cômico e partindo para produções mais sofisticadas, mas não pense que isso é tarefa fácil.

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