Os trabalhos de Jason

Jason Voorhees Body Count1 | Curiosidades | cinema, curioso, filme, ilustração
© Clique na imagem para ver na resolução maior

O Legado Sangrento de Jason Voorhees: Um Mergulho no Infográfico das Mortes

Se tem uma coisa que todo fã de terror sabe é que, se você ouvir um barulho estranho vindo do lago, o melhor a fazer é correr. E se o responsável pelo barulho for um cara grandão usando uma máscara de goleiro de hóquei, então, meu amigo, você já era. A franquia Sexta-Feira 13 é um verdadeiro manual de como não passar um fim de semana no campo, e o infográfico que viralizou há alguns anos é a prova definitiva da “eficiência” do nosso assassino favorito, Jason Voorhees.

O tal infográfico, que você pode ver abaixo em toda sua glória detalhada, é um levantamento meticuloso (e um tanto quanto mórbido) de cada vida que Jason ceifou nas águas e florestas de Crystal Lake entre 1981 e 2003. É um trabalho de pesquisa que só um fã muito dedicado – ou um psicólogo criminal em formação – teria paciência para fazer.

Infográfico detalhado mostrando todas as mortes causadas por Jason Voorhees nos filmes

Clique na imagem para ver na resolução maior.

Olhando para aquela árvore genealógica de desgraça, fica a pergunta: qual foi a morte mais criativa? A discussão é longa e acalorada nos fóruns por aí. Eu, particularmente, tenho um carinho especial por aquela bizarrice do torniquete de cabeça contra a árvore – a física disso me tira o sono até hoje. E não podemos esquecer da cara espremida na lateral do trailer, um clássico da engenharia macabra, sem falar na facada lendária que vem de baixo da rede, pegando todo mundo de surpresa. Jason pode não falar nada, mas ele tinha uma imaginação fértil pra caramba.

Mais do que um Infográfico: A Evolução de um Ícone do Terror

O que esse gráfico mostra, além do óbvio apetite por sangue, é a evolução do próprio Jason. Nos primeiros filmes, as mortes eram mais… pé no chão, vamos dizer assim. Facadas, machadadas, o básico do arsenal de um campista revoltado. Mas conforme a franquia foi crescendo e o orçamento também (um pouco), a criatividade dos roteiristas e dos efeitos especiais decolou. Jason começou a usar tudo que estava à mão: desde ferramentas de marcenaria até equipamentos de ginástica e, é claro, o bom e velho machete, que virou sua assinatura.

É curioso pensar que Jason, hoje um dos monstros mais reconhecíveis do cinema, nem era o vilão original. No primeiro filme, a revelação é que a assassina era sua mãe, Pamela Voorhees, vingando a morte do filho que se afogou por negligência dos monitores. Jason só assume o posto de protagonista assassino a partir da sequência, e que decisão acertada, hein? A máscara de hóke, aliás, só apareceu no terceiro filme, e foi uma solução de baixo custo que se tornou um dos símbolos mais icônicos do gênero. Quem diria que um acessório esportivo daria tanto medo?

O Impacto Cultural do Homem do Lago

Analisando friamente, a lista de mortes de Jason Voorhees é um retrato de uma era do cinema de terror. A década de 80 foi a época de ouro dos slashers, filmes com regras claras (não faça sexo, não use drogas, não se separe do grupo) e um vilão aparentemente indestrutível. Jason se encaixou perfeitamente nesse molde, mas com uma mitologia própria que o diferenciou de outros como Michael Myers ou Freddy Krueger.

Ele é uma força da natureza, um espírito de vingança que está intrinsecamente ligado a um lugar: Crystal Lake. Diferente do pesadelo personalizado de Freddy ou do mal puro de Michael, Jason quase tem uma motivação “nobre”, se é que podemos dizer isso. É a vingança por uma injustiça passada, uma criança negligenciada que retorna. Isso, somado à sua aparência imponente e ao silêncio absoluto, cria uma aura única. Ele não provoca, não faz piadinhas. Ele só… executa. E isso é assustador pra caramba.

Então, da próxima vez que você for acampar e ouvir um galho quebrar na floresta, lembre-se do infográfico. Lembre-se do cara que transformou um simples fim de semana no lago em um festival de inventividade mortal. O legado de Jason Voorhees não está só nos números, mas na marca que ele deixou na cultura pop e no coração (com medo) de gerações de fãs de terror. É isso aí, valeu.

Fonte

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *