O mistério sobre os cosmonautas soviéticos que nunca retornaram para a Terra

Uma vez um amigo meu, muito nerd (não vou dizer o nome pq ele lê essa joça aqui, heheh)  numa mesa de restaurante, me contou sobre uma teoria envolvendo cosmonautas soviéticos que foram sacrificados em prol do programa espacial.

Segundo meu amigo, nos tempos da Guerra Fria, os soviéticos e os aliados não eram exatamente os melhores amigos, e volta e meia, era comum esconder uns dos outros as falhas de seus programas militares, pois elas seriam habilmente exploradas pela propaganda inimiga. O cara me contou que durante o programa de exploração do cosmos, antes mesmo de Yuri Gagarin fazer esta bela foto abaixo, houve pelo menos duas outras missões que deram merda.

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Naquele tempo, o que valia era chegar primeiro, e as grandes potências não estavam muito preocupadas com o elemento humano, sendo uma morte em missão algo considerado aceitável e “parte do jogo”. Esses astronautas precursores do vôo orbital teriam queimado na atmosfera, e suas mortes foram mantidas em sigilo pelo programa espacial Russo a todo custo, com medo dos Norte Americanos (que ainda estavam bem atrás na corrida espacial neste momento) usarem as mortes como provas da fraqueza do programa Soviético.

Confesso a você que eu tenho amigos que são verdadeiros caçadores de conspirações, e volta e meia algum me conta uma mais doida que a outra, como aquela em que vendemos a copa, e aquela que diz que o Paul McCartney é um impostor que substituiu o Beatle real, morto tragicamente num acidente de carro.

Logicamente, apesar de me divertir com as teorias da conspiração mais loucas, eu não acredito em todas. Mas embora eu não acredite em muita coisa que se diz por aí, algumas realmente me deixam com a pulga atrás da orelha, pois simplesmente fazem sentido. Essa teoria dos astronautas soviéticos que não voltaram para casa é uma delas.

Se não aconteceram de fato, poderiam ter acontecido perfeitamente, dadas as condições histórico-políticas daquele período.

Hoje eu estava no mercado e – sabe lá por que diabos eu penso nessas merdas nos lugares mais impróprios – estava segurando um frango congelado na mão e comecei a pensar em como deve ter sido uma merda o final da vida desses supostos astronautas, abandonados, esquecidos, apagados da história.

A ideia parece terrivelmente plausível, até porque, convenhamos, mandar uma pessoa ao espaço requer MUITO conhecimento técnico, muitos testes e há um volume monumental de coisas que podem dar errado. Não por acaso, a profissão de astronauta/cosmonauta é estatisticamente a profissão mais perigosa do mundo. É igualmente estranho que a lista de baixas do programa espacial mostre um numero significativamente  maior de americanos mortos que de soviéticos. Confira. 

Você precisa pensar muito credulamente para aceitar sem questionar que os soviéticos conseguiram um sucesso fabuloso na primeira tentativa deles.

Assim, quando em dezembro de 1959, um comunista checo vazou informações sobre um vôo espacial russo que havia falhado em dezembro de 1959, foi uma informação impactante. Segundo o espião, a história de Yuri que foi bem sucedida em 1961 na órbita da Terra  foi apenas uma de uma longa série de tentativas espaciais dos soviéticos, e apenas a primeira que não terminou na morte horrível do piloto.

Um dos cosmonautas seria Aleksei Ledovsky, lançado ao espaço em um foguete R-5A.  Três outros que teriam morrido sob circunstâncias similares foram Andrei Mitkov, Sergei Shiborin e Maria Gromova. Ainda em 1959, o pioneiro teórico espacial Hermann Oberth afirmou que um piloto havia morrido em um vôo sub-orbital balístico que partira de Kapustin Yar no princípío de 1958. Ele não forneceu evidências para a história.

Em dezembro de 1959, a agência de notícias italiana Continentale repetiu as alegações de que uma série de mortes de cosmonautas em vôos sub-orbitais havia sido revelada por um comunista checo de alta patente, mas jamais surgiram provas da realização de vôos sub-orbitais soviéticos tripulados.

Gagarin não foi o primeiro!

Em uma coletiva de imprensa nos Estados Unidos em 23 de fevereiro de 1962, o coronel Barney Oldfield revelou que um módulo espacial russo estava orbitando a Terra desde 1960, pois havia ficado preso a seu foguete de lançamento.  De acordo com o NSSDC ID da NASA, a missão Korabl-Sputnik 1 (denominada na época de 1KP ou Vostok 1P) realmente foi lançada em 15 de maio de 1960, um ano antes de Gagarin, portanto.

Outra versão dos fatos estabelece que devido a um defeito no sistema de controle de atitude a espaçonave estava em sentido contrário, e o acionamento dos retrofoguetes a colocou em uma órbita ainda mais profunda. Os engenheiros planejavam usar os dados telemétricos coletados para determinar se o sistema de direção estava funcionando, logo seu resgate seria desnecessário.

Vamos apenas imaginar que pelo menos metade desses fracassos supostamente varridos para debaixo do tapete tenham acontecido. Imagina o cagaço épico do Yuri Gagarin sabendo que ele era o próximo “bucha” dos testes orbitais tripulados soviéticos.

Movido pela curiosidade desse vôo, que deve ter sido monumentalmente assustador para o piloto, fui pesquisar mais. Descobri que estranhamente, Yuri Gagarin foi eleito para esta “missão” não por seus méritos de piloto, ou habilidades excepcionais. O programa espacial russo estava produzindo cosmonautas praticamente em “linha de produção” e ele foi escolhido porque tinha o tamanho certo.

Sério! O cara era baixotinho, e tão pequeno que ele vivia (não tô zoando!) numa casa de Hobbit! Olha a casa dele aqui:

 

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A casa de Yuri Gagarin

Yuri era um dos 20 cosmonautas do programa, e havia três deles que tinham as dimensões corporais perfeitas para o módulo espacial Vostok, mas como foi então a seleção dele?

Habilidades? Testes em simulador? Nada disso.

Ele foi eleito praticamente no PALITINHO, véio!

Os cosmonautas foram levados para um conclave, e esses 20 cosmonautas votaram secretamente em quem achavam que deveria ir para a missão (não  parece ser algo muito interessante para eles, né?) e o Yuri foi o mais votado e seguiu para a missão. A pergunta fica: Se o módulo Vostok tivesse explodido ou queimado na atmosfera, nós saberíamos sobre ele? Eu duvido muito.
Não só o espião checo vazou as histórias que apurou com oficiais soviéticos, como o escritor de ficção científica Robert Heinlein teve um papel nesse rolo.

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Robert Heinlein

 

Robert A. Heinlein escreveu um artigo em 1960 no Pravda, que em 15 de maio de 1960, durante uma viagem, em Vilnius, na União Soviética, ele foi informado por um cadete do Exército Vermelho que a União Soviética havia lançado um homem em órbita justamente naquele dia, mas que mais tarde no mesmo dia a informação foi peremptoriamente negada por funcionários do governo.

Há poucas informações à respeito desses astronautas precursores que se deram mal. Uma das melhores evidências são as gravações dos irmãos Judica Cordiglia.

Uma estação de escuta feita de sucata

Esses dois irmãos eram muito fera em eletrônica e eram também experientes em rádio amador. Eles usaram uma estrutura alemã da época da Segunda Guerra, abandonada, que se chamava “Torre Bert” para montar sua antena e com sucatas diversas aperfeiçoaram o sistema de captação e recepção, conseguindo captar muita coisa que os Soviéticos transmitiam. Com a torre “emprestada” e seu equipamento, eles capturaram e monitoraram um volume colossal de transmissões dos soviéticos, inclusive o lançamento do satélite Sputnik 1, onde usando equipamentos próprios conseguiram até registrar informações de vôo, como a telemetria, além de gravações de voz e de dados visuais.

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Os dois eram muito inteligentes mesmo, e segundo a Wikipedia, Em 1964 eles ganharam um programa da TV italiana de perguntas chamado “A Feira dos Sonhos” que lhes permitiu visitar NASA como prêmio.
Em 2007, os irmãos foram objeto de um documentário de TV chamado “Piratas do Espaço”. A revista Fortean Times publicou um artigo sobre os irmãos e as suas gravações de cosmonautas perdidos em março 2008. Uma dramatização da história dos irmãos, chamado de “Listen Up”, de Glen Neath, foi transmitido pela BBC em 4 de maio de 2009. Em 2011, a história dos irmãos foi destaque na Science Channel TV, no programa Dark Matters: Twisted But True. Mais tarde Achille tornou-se um cardiologista , enquanto Giovanni Battista trabalhou para a polícia italiana fornecendo grampos de telefone, escutas e colaborando em investigações criminais.

Esses dois irmãos eram tão genialmente hábeis que humilhariam o McGuyver! Eles já tinham feito antenas capazes de detetar uma série de coisas, já rastreavam gravações de pilotos de avião e etc. Mas vendo a aurora do programa espacial, seu sonho era rastrear astronautas e satélites. Os dois sabiam que para isso precisariam de uma antena parabólica de prato móvel.
Os governos gastam milhões para essas coisas instaladas em layouts elaborados – a Grã-Bretanha ultrapassaria a marca dos U$ 4500.000 em Jodrell Bank, a Força Aérea dos EUA investia 15 milhões em Tyngsboro, Massachusetts. Um rico empreiteiro de Turim ofereceu para construir uma antena parabólica por US$ 3200.

Os meninos verificaram seu saldo bancário para a Torre Bert: U$ 30!

A única solução, é claro, foi a que já tinham se acostumado: Construir a estação inteira por conta própria.

De ferros-velhos eles voltaram com tubulação para a estrutura da antena, uma roda de direção de caminhão, que poderia ser usado para movê-la. O sistema usava engrenagens e rolamentos de caminhão para transportar o peso. Com engenhosidade extraordinária eles construíram outros equipamentos: Uma tela grande que acendia, mostrando a posição de um satélite a qualquer momento; uma segunda tela que mostrava fotos da lua; um console de audição com três gravadores de fita para registrar satélites. Em suma, eles conseguiram com quase nenhum dinheiro fazer um modelo extraordinariamente fiel e funcional da sala de controle de rastreamento de Cabo Kennedy.

Na falta de uma biblioteca ou fundos para comprar revistas técnicas, os jovens precisaram inventar muito equipamentos já existentes, mas inacessíveis, e aos quais eles não sabiam nada do funcionamento. Um exemplo foi um dispositivo de filtragem, para eliminar os ruídos indesejados vindos de espaço. Eles também desenvolveram métodos para determinar se um sinal vinha a partir do solo ou de um veículo aéreo em movimento.
Mas uma de suas maiores conquistas, e que exigiu um trabalho de detetive soberbo, foi a determinação das frequências das estações de monitoramento da Rússia. Eles nunca revelaram como conseguiram determinar as frequências de seis delas e podiam assim sintonizar o sinal dos soviéticos.

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CHUPA MCGUYVER!!!!

Conforme a estação de escuta enfiada no bunker alemão crescia em complexidade, tornou-se claro para Gian e Achille que ajuda seria necessária para seu funcionamento. Quinze entusiastas do espaço, todos com cerca de 20 anos, foram recrutados. A Irmã dos meninos, Maria Teresa, era uma das ajudantes adolescentes, e ela tinha uma das tarefas mais difíceis. Ela estava aprendendo russo para traduzir as mensagens de vôos tripulados soviéticos. Segundo documentos da época, Maria ficou fluente na língua russa.

Em seguida, os meninos queriam organizar uma cobertura eletrônica de toda a Terra. À noiva de Gian, Laura Furbatto, foi dada a tarefa de recrutar outros observadores espaciais amadores espalhados pelo mundo – do Tahiti, no Pacífico, passando por Angola, na África, e também na Argentina na América do Sul.

Assim, a rede de 17 estações chamada de “rede amadora Zeus” nasceu. Elas estavam ligadas entre si por rádios de ondas curtas. Quando os operadores da pequena estação italiana descobriam que os russos estavam transmitindo na frequência de lançamento, eles alertavam as outras estações de Zeus, para que pudessem estar prontos para começar a captar os sinais quando a hora chegasse.

Normalmente a galera da Torre Bert trabalhava num esquema 24/7, de alerta. Cada membro da equipe tinha um posto atribuído: dois homens monitoravam vozes e sinais e faziam gravações; dois outros operavam a antena parabólica; e um dos membros mais talentosos da equipe, um assistente de Matemática, faz cálculos com uma régua de cálculo (um equipamento antecessor da máquina de calcular) para descobrir a velocidade e a trajetória orbital.

Apesar de mambembe, a precisão da equipe era tal que eles foram capazes de prever, com 12 horas de antecedência, que a sonda Lunik IV iria errar a lua por 5.000 milhas.

O erro real medido pelos computadores hoje indicam uma falha de 5.281 milhas.

Resumindo, naquele tempo os Nerds eram quase nível Jedi.

Mas o que realmente os tornou famosos foram as supostas gravações dos astronautas que se estreparam.

 

Na década de 1960, os irmãos afirmaram ter ouvido comunicações de rádio secretas das missões espaciais da União Soviética, incluindo os sons de um cosmonauta que aparentemente morria, sufocando lentamente.
Uma de suas gravações mais famosas foi feita em 28 de novembro de 1960. Depois de cerca de uma hora só ouvindo a estática, os irmãos reconheceram um sinal de SOS que parecia estar se afastando da Terra. A história foi confirmada por uma outra estação de rádio escuta, suíço-italiana.

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Os irmãos e sua equipe na Torre Bert

Em novembro de 1963, os irmãos disseram que tinham conseguido gravar a voz de uma mulher desesperada, durante uma possível reentrada na atmosfera da Terra, em uma capsula espacial que parecia estar com defeito. Na gravação, ela é ouvida gritando: “Eu estou quente, estou quente…. Queimando, vejo uma chama… “, e então,após algumas outras mensagens, aparentemente, ela morreu.

As interceptações dos cosmonautas perdidos

No total, os irmãos Judica-Cordiglia lançaram nove gravações ao longo de um período de quatro anos. Os detalhes foram os seguintes:

  • Em maio de 1960, uma nave espacial tripulada relata que está saindo do curso.
  • No dia 28 de novembro de 1960, o fraco sinal de SOS em Código Morse é enviado a partir de outra nave espacial que parecia ter problemas de trajetória e saiu da órbita da Terra.
  • Em fevereiro de 1961 um cosmonauta foi claramente audível e registrado, sufocando até a morte.
  • Em abril de 1961, uma cápsula foi gravada. Ela teria feito três órbitas completas ao redor da Terra antes de reentrar na atmosfera, poucos dias antes de Yuri Gagarin fazer o seu vôo histórico. (suspeita-se que o astronauta voltou, mas já estava morto na capsula quando ela foi aberta)
  • Em maio de 1961, uma nave espacial em órbita faz um apelo desesperado por ajuda e depois sai de controle.
  • Na gravação de outubro de 1961, um cosmonauta perde o controle de sua nave espacial, que sai de órbita, mergulhando no espaço profundo.
  • Em novembro de 1962 uma cápsula espacial calcula mal a reentrada, saindo da atmosfera e se perdendo no espaço.
  • Na gravação de novembro de 1963, o que parece ser uma cosmonauta mulher, morre durante a reentrada.
  • Em abril de 1964, um outro cosmonauta é morto quando sua cápsula derrete ao entrar muito inclinada na atmosfera da Terra.

Você pode ouvir alguns desses áudios aqui:

Desde os anos 1960 a perícia as gravações lançaram dúvidas sobre sua proveniência. Seriam mesmo reais o fraudes?

Especialistas dizem que as  transcrições de áudio capturadas revelam que nenhum dos cosmonautas, –  que deveriam ser pilotos da força aérea soviética – estavam seguindo os protocolos de comunicação padrão, como identificando-se quando se fala ou usando terminologia técnica correta.

Da mesma forma, todas as gravações pareciam conter frases desconexas e até erros gramaticais o que parecia contradizer o fato conhecido de que o programa espacial soviético utilizava pilotos altamente treinados, bem-educados e nativos da Rússia.

Embora alguns dos registros das transcrições onde os cosmonautas dizem que eles estão deixando a órbita da Terra (ou seja, se dirigem invariavelmente para o espaço “profundo”), sabe-se que tecnicamente as sondas tripuladas similares a  Vostok 3KAs não poderiam jamais alcançar a velocidade de escape, porque seus projetos nunca continham um foguete de queima para propulsão secundária.

O foguete do programa Vostok , OKB-1 apenas continha energia necessária para produzir velocidade capaz de atingir a órbita terrestre (28.160 quilômetros por hora (17.500 mph)) o que é muito menos do que as velocidades necessárias para ultrapassar o campo de órbita que são da ordem de 40,320 quilômetros por hora (25.050 mph).

As unidades de propulsão poderosas o suficiente para deixar a órbita da Terra não começariam a aparecer até que o  teste do motor  RD-270  desse certo, em 1969.

Então, a pergunta é irresistível: Quem estava falando no radio na frequência de rádio usada pelos cosmonautas? Quem eram eles? Seriam falsificações inteligentes? Segundo este site, há uma forte possibilidade de que os dois irmãos geniais tenham inventado alguns “acidentes” para conseguir atenção e assim obter financiamentos para a compra de equipamentos, além de dar material para o monte de jornalistas que viviam no pé deles em busca de algo bombástico para levar ao editor.

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Os irmãos negam que as gravações sejam fraudes até hoje

Seriam estes fragmentos de vozes russas a prova de que os soviéticos em sua sanha por vencer a corrida espacial abandonaram seus cosmonautas no espaço quando um defeito em seus foguetes os conduziu a um destino terrível? Talvez nunca venhamos a saber a verdade.

Há um documentário que trata dese assunto aqui:

Os investigadores da teoria dos astronautas perdidos sustentam que a União Soviética tentou lançar no mínimo duas  viagens tripuladas antes de obter sucesso com Gagarin, e que pelo menos dois cosmonautas morreram no processo. Acredita-se também que um outro cosmonauta, chamado Vladimir Ilyushin, tenha conseguido a façanha, mas  pousado fora do curso, sendo detido pelo governo chinês. O governo soviético teria então suprimido a informação para evitar má publicidade no auge da Guerra Fria.

Na década de 80, o jornalista  James Oberg pesquisou a respeito dos desastres no programa espacial soviético, não encontrando evidências de “cosmonautas fantasmas”. Desde o colapso da União Soviética no começo da década de 1990, muitas informações até então restritas se tornaram disponíveis, e mesmo assim ainda não foram descobertos detalhes significativos a respeito de incidentes envolvendo cosmonautas capazes de comprovar as desconfianças, nem como reais e nem como viagens na maionese.

Uma carona da Lua

Se você acha essas histórias estranhas, espere só até ouvir a mais esquisita de todas:

Essa conspiração diz que em 1969, quando os astronautas da Apollo 11 estavam a caminho da Lua, a Rússia já tinha enviado a sua própria sonda não tripulada, chamada Luna 15  para a superfície lunar.

De fato, isso é verdade. A Luna 15, também conhecida como Luna E-8-5 No.2, ou Luna ?-8-5 No.401 ou ainda Lunik 15, foi uma das oito missões usando a plataforma E-8-5,1 para o Programa Luna que tinha como objetivo efetuar pousos suaves na Lua, recolher amostras de solo e retornar para a Terra.

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Em 21 de Julho de 1969, enquanto os astronautas da Apollo 11 executavam a primeira caminhada do homem na Lua, a Lunik 15, então em órbita lunar, iniciou os procedimentos de descida para a superfície.
Lançada três dias antes da Apollo 11, essa sonda era a segunda tentativa de trazer amostras de solo lunar para a Terra (a primeira falhou no lançamento). A espaçonave soviética ao que parece, caiu na Lua as 15:50 UTC, poucas horas antes que os astronautas da Apollo 11 decolassem da Lua. Depois de completar 86 sessões de comunicação e 52 órbitas da Lua em várias inclinações e altitudes, a Luna 15 iniciou os procedimentos de descida acionando o seu retrofoguete principal as 15:47:00 UTC em 21 de Julho de 1969. As transmissões cessaram quatro minutos depois do início da descida, a uma altitude estimada de 3 km. A espaçonave caiu provavelmente na lateral de uma montanha nas coordenadas: 17° de latitude Norte e 60° de longitude Leste, no local conhecido como Mare Crisium.

O que diz a conspiração é que a sonda era tripulada!

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Esta hipótese conspiratória maluca sugere que a Luna 15 realmente carregava um cosmonauta soviético em seu ventre. No entanto, o projeto do módulo impediria que ele pudesse voltar da Lua. Assim, há quem suspeite que o plano soviético era pousar o cosmonauta perto Apollo 11, e depois ele iria sair do módulo e pedir a Neil Armstrong e Buzz Aldrin uma carona para casa. Não se sabe se o cosmonauta one way morreu no acidente ou teve a caroninha recusada.

Tem gente que acredita nisso, véio!

fonte fonte fonte

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Comments

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30 comentários em “O mistério sobre os cosmonautas soviéticos que nunca retornaram para a Terra”

  1. Hahahaha imagina, tá lá o Neil cutucando o chão e pegando pedrinha quando sente uns tapinhas no ombro, ele vira e vê o cosmonauta Russo: “Oh véio, da um carona pra casa aí, pfvr”

    ashsausahuha

    • E o pior que os soviéticos podem realmente ter enviado um brother nessa situação. Como naquela época a tecnologia não era tão avançada para fazer tudo sozinho, um cosmonauta pode ter ido pra colocar as amostras dentro da sonda e ativa-la para voltar.

      Enfim, conspirações são possibilidades. Isso são.

  2. Isso é mentira. Por que? Além do que foi descrito sobre estar fora do protocolo de comunicação, a conveniência para obter recursos para a estação de comunicação e erros na língua russa, há um dado crucial que qualquer um tem quando houve alguém em pânico em seus últimos minutos de vida: a respiração contamina a fala e o pânico exposto na voz contamina quem escuta, ou seja, apavora-se também. Lembro do grito de horror de um piloto de avião um segundo antes de se chocar com uma montanha. Não esqueço até hoje. É uma gravação de caixa preta. Esta por aí na internet. É só buscar. Nessa suposta gravação da cosmonauta, não tem nada disso.

    • Eu suspeito que não tenha, pq a antena se danifica muito antes do cosmonauta morrer, logo a falha da comunicação não esta em sincronismo com a morte dela. Ela pode ter morrido um tempo depois que a comunicação sumiu.

      • Espera aí Philipe: ela já pedia socorro e dizia que estava quente e com fogo do lado de fora. O timbre da voz deveria ser de pânico. E quando analiso observo todos elementos: erros na fala, mensagens fora do protocolo ,situação conveniente para divulgar e conseguir dinheiro e agora somando-se isso que considero crucial (o timbre da voz não é compatível com a situação). Parece-me bem claro a invenção. como não podemos ter certeza de tudo na vida fico com 99,99% que o áudio é falso. Não ponho minha mão no fogo, nem na reentrada na atmosfera por esse áudio.

    • Espera aí Philipe: ela já pedia socorro e dizia que estava quente e com fogo do lado de fora. O timbre da voz deveria ser de pânico. E quando analiso observo todos elementos: erros na fala, mensagens fora do protocolo ,situação conveniente para divulgar e conseguir dinheiro e agora somando-se isso que considero crucial (o timbre da voz não é compatível com a situação). Parece-me bem claro a invenção. como não podemos ter certeza de tudo na vida fico com 99,99% que o áudio é falso. Não ponho minha mão no fogo, nem na reentrada na atmosfera por esse áudio.

  3. Caro Philipe!

    As teorias conspiratórias sempre me atraem, hehehehe, vejo conspirações em quase tudo! rrsrs
    Brincadeiras à parte, uma idéia do porquê não existirem dados sobre as missões fracassadas da era soviética (se já leste “1984” vais entender): “quem controla o passado controla o futuro, quem controla o presente controla o passado”. Lembremos que o braço policial-nervoso-assassino-frio-e-sanguinário-do-Partido-Comunista, o KGB (hoje FSA), juntamente com seu meio-irmão, o GRU, controlavam com mão de ferro toda e qualquer informação produzida pela CCCP. É fácil deduzir que os registros, se existiram registros, foram alterados e/ou apagados. Lembremos também que a simples ameaça de passar uma “temporada de férias” em uma prisão na Sibéria (na melhor das hipóteses!) parece ser uma forma bem interessante de se obrigar a pessoa a manter a boca fechada ou então simplesmente se contentar em ecoar a versão oficial. Como disse Goebbels em sua máxima: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se a verdade.”

    Abração e parabéns por mais um post excelente!

  4. Não acho estranho na lista de astronautas mortos terem mais americanos que russos. Se analisarmos as missões de 1958 ( Laika era uma cadela) até 1971 morreram mais russos que norte americanos, comprovando a eficiência dos EUA. As primeiras missões levavam pouco astronautas: um a três no máximo. No ônibus espacial quando acidentava morriam sete de uma vez. Por isso as comparações precisam ser feitas antes e depois de 1986. Também, os descendentes desses cosmonautas desaparecidos teriam contado hoje suas histórias sem medo de serem punidos.

  5. Na apolo I três morreram de uma vez carbonizados devido a uma faísca dentro do foguete ainda na torre de lançamento enquanto faziam testes preliminares. Os cosmonautas russos ou estavam sozinhos ou em dupla. Temos que contabilizar por missão.

  6. Phillipe, parabéns pelo ótimo post. O canal Discovery passou um documentário sobre o programa espacial russo e os muitos desastres e vidas perdidas que foram ocultados pelo governo soviético. Vale a pena ver.

  7. Essa história dos irmãos italianos rastrearem os voos espaciais dos soviéticos eu li há muitos anos atrás num exemplar do início dos anos 60 da revista Seleções de Readers Digest. Ela narrava a história do astronauta sufocando e também uma nave com 2 tripulantes, um homem e uma mulher, que teriam morrido em 1960. Anos depois li a mesma história numa revista UFO.

  8. que a Rússia não uma fonte confiável, isso todo mundo já sabe, eu acredito em várias falhas iniciais em seus projetos, realmente nenhum país consegue bater os EUA

  9. Isso me lembrou http://www.npr.org/blogs/krulwich/2011/05/02/134597833/cosmonaut-crashed-into-earth-crying-in-rage?ft=1&f=1026 – o audio e sinistro!

  10. eu sou fa dos russos . nada de politica , o povo de la parece brasileiro
    . mas na epoca das apolos elas nem sairiam do chão hj , tanta era a falta de segurança . adoro essesite amigo

  11. Seria no mínimo interessante um diálogo:
    – Velho, minha nave deu pau ali atrás. Tem como me dar uma carona para a Terra para eu buscar socorro? – cosmonauta russo.
    – Ih, cara, minha nave está lotada – Buzz Aldrin.
    – Rola nem ir no porta-malas, não?
    Armstrong:
    – Estamos levando umas pedras lá, além do que o Collins se cagou na aterrissagem aqui na lua e jogamos as cuecas freadas dele lá também (gargalhadas gerais).
    – Precisava lembrar disso, Neil? – pergunta Collins.
    Cosmonauta russo, contendo o riso:
    – Beleza. Quando chegar lá na Terra, só pede para mandarem um guincho aqui então.
    – Firmeza, brother!

  12. Penso que a essência da matéria – o fato de que missões falharam e astronautas morreram antes da tentativa bem sucedida Gagarin – é perfeitamente aceitável. Nesse tipo de coisa, talvez escrúpulos não seria algo que os militares (russos ou americanos) levassem em consideração. Mas, também, quem sabe se os astronautas não tinham consciência dos riscos? Enfim, de qualquer forma, é terrível pensar no que essas pessoas devem ter sofrido na reentrada ou, pior ainda, nas cápsulas se afastando, rumo ao infinito do espaço sideral…

  13. Oi, Phillipe. Muito bom esse post por sinal! Eu estava lendo este post e você mencionou sobre a “morte” do Paul McCartney. Eu fiz umas pesquisas muito doidas sobre esse assunto, e achei que seria legal um post nesse blog sobre isso pois é um assunto muito gump, hehehe! Enfim… Faz uns três anos que acompanho esse blog e cada post fica mais interessante que o outro. Um abraço!

  14. O que facilita os russos terem enviado missões “secretas” em relação aos EUA é que a base de lançamento usada pelos cosmonautas russos fica no Cazaquistão, longe dos olhares do grande público, diferente de Cabo Canaveral. Os americanos devem ter acumulado muitas mortes de pilotos em aviões experimentais e vários equipamentos na Área 51 antes de efetivamente lançar para o espaço e a informação pelo mundo de seus feitos espaciais.

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