O mestre da ferrugem

Quem curte plastimodelismo sabe que um dos grandes desafios da arte de criar modelos convincentes reside no cuidado com a criação do desgaste. O desgaste é muito importante para um modelo, pois ele dá vida à peça, que sem o acabamento adequado fica parecendo excessivamente novo, com cores muito vibrantes, como um brinquedo.E tudo que um plastimodelista NÃO QUER é que seu modelo seja visto como um brinquedo.

Existem inúmeras técnicas para simular desgaste, seja sujeira, lama acumulada, graxa, poeira e ferrugem.

Hoje, eu recebi um email do meu primo Guilherme, que é plastimodelista fera. No email ele mandava imagens de um modelo que é tão absurdamente bem acabado que chega a ser indecente o trabalho do cara no envelhecimento. Quem curte bonecos, modelos e maquetes, certamente vai ficar bolado como eu fiquei. Olha só o nível de joselitice do camarada:

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Parece até um carro ferrado de verdade, né? É difícil não olhar para a ferrugem e o desgaste e não pensar que isso é na escala real. Pra quem duvidou da escala, aqui está o sujeito com sua obra.

O mestre da ferrugem

Me deu trabalho descobrir quem esse cara é. Mas após alguma cavucada na internet, eu finalmente encontrei e me embasbaquei ainda mais ao ver outros trabalhos do fera. Confere só:

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Olha só essa foto do carro no terreno baldio. Parece muito real para ser um modelo, né?

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Mas é um modelo mesmo. Olha ele aí em cima das fotos:

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E aqui Martin fazendo os acabamentos.

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O nome desse cara é Martin Otto Heukeshoven Lambert. Ele nasceu em 1962. Martin mora no sul da Alemanha e já trabalhou com gravuras, design grafico, ilustração e também computação gráfica. (alguma coisa a gente tem em comum, hein Martin?)

O artista fabricou seu primeiro carro oxidado em 1995. E desde então não parou mais. Sua fascinação são os carros antigos, abandonados à sua própria sorte que existem nos quintais e terrenos baldios de todo o mundo.

Em alguns carros ele perde a noção e faz até o motor:

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O trabalho dele vai bem além do plastimodelismo. Envolve construir os carros em metal, e usar ácidos e técnicas que ele trouxe de seu passado dos tempos da gravura para envelhecer os modelos.  O cara fabrica os bancos com couro, cria detalhes minuciosos usando fibras, tecidos, resinas, colas diversas e sucata. É a riqueza de pequenos elementos, como tubulações, cabos e peças do motor que maravilha as pessoas que observam suas esculturas.

Para ver mais (muito mais) carros e até aviões, entre no site de Martin Otto Lambert.

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7 comentários em “O mestre da ferrugem”

  1. Eu fico fascinado com essas paradas. Uma vez eu ganhei um Kit Revell quando tinha 12 anos… Era uma moto toda invocada.. nossa… aquilo virou uma meleca de super-bonder, peças mal alinhadas, terrível… heheheh Nunca mais.

    O que eu acho bacana nas suas esculturas é o passo a passo. Acompanhar a coisa nascendo e ver as técnicas aplicadas é sensacional. Seria bacana ver um passo-a-passo de como o cara chega nesses resultados.

  2. Nossa fantasticoo…
    O cara tem muita habilidade e paciencia pra criar isso…
    Já acho, fantastico quando se cria em escala real… Imagina só nessa escala, a riqueza de detalhes é impressionante…
    Ele deve curtir bastante carros antigos, porque ele cuida muito bem dos detalhes, que acho que só quem gosta conhece…
    Hehehehe, seria legal um post sobre rustcars… ou rust style… rhehehehe

  3. Eu juro, imaginei que o ônibus das 1ªs fotos era de verdade, como não li de início o texto, pensei que fosse sobre alguém que morava dentro do ônibus. Fiquei impressionado quando vi que ele é uma miniatura. Perfeição nota 11.

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