lembranças de outra encarnação?

Eu já estava indo desligar a minha maquina para fazer um rango quando me lembrei que já tem uns dias, estou com esse post entalado para escrever. Vou fazer ele em partes, pq tem muitos casos estranhos que podem indicar algum tipo de memória de uma encarnação passada. A questão que se coloca é:

A reencarnação existe?

Não me dou à prepotência de dizer nem que sim, nem que não. Cada um que forme seu pensamento conforme o que acha que é.

Pode haver muitas explicações possíveis para este fenômeno. Algumas até mais estranhas que a ideia de um espirito voltando ao mundo dos vivos.

Será a morte o fim de tudo ou de alguma maneira ainda desconhecida, parte de nossa consciência pode de alguma forma migrar para outro corpo? Pode haver inúmeras outras possibilidades, como algum tipo de sintonia transpessoal que conecte pessoas aleatórias, transmitindo certas lembranças? Uma espécie de memória coletiva onde, por alguma razão desconhecida, certas mentes podem obter dados?

Há muitas possibilidades e a ideia de reencarnar esbarra por um lado nos conhecimentos atuais da ciência estabelecida e por outro nas religiões e filosofias clássicas.

Não há uma resposta definitiva para a questão, e a cada dia, novas situações, algumas realmente tão esdrúxulas que causam arrepios, vão surgindo.

 

A menina com problemas de aprendizagem

Este é o caso de uma menina que quando ainda estava no jardim de infância, passou um momento difícil com as letrinhas.

O fato é que ela misturava as letras de um modo estranho. Ela trocava B com V e  H com N. A menina teimava que ela estava certa e o mundo, errado. A situação foi tão curiosa que a professora não sabia como essas letras poderiam confundir a criança. A professora chamou a mãe e explicou o caso, fez perguntas, mas nem mesmo a mãe dela sabia porque ela misturava tudo. Então, em uma certa noite, a mãe dela estava “brincando de ler” um livrinho.

“Ela ficava me perguntando o som das letrinhas. Ela não parava de dizer: “Eu não me lembro delas.”  Mostrei-lhe um H e perguntei a ela se  lembrava aquela. Ela balançou a cabeça e disse, com confiança, que sim. Para ela aquela letra fazia o som  de ‘N’.

Ao ver as letras do alfabeto, a menina disse que faltavam letras. A mãe achou aquilo estranho,  e perguntou a ela  o tipo de cartas que ela achava que havia e ela desenhou algumas:

letrinhas “Tem mais do que isso, também” – disse ela.

A mãe assustada, ao se deparar com a filha pequena escrevendo em cirílico perguntou onde ela aprendeu aquelas letrinhas.

– “Vlad me ensinou antes de desaparecer.” – Ela disse, lacônica como toda criança pequena.

A mãe então perguntou a ela  quem era Vlad.

A menina, para espanto da mãe, disse que ele era seu irmão. (nota: a garotinha não tinha irmão) Ela disse que Vlad ensinava ela a escrever. Mas então ele desapareceu.  “E no dia seguinte, um homem veio e matou a nossa família”.

Imagina o susto que essa mãe levou? Como explicar um caso desses?

Atualmente, na Universidade de Virgínia, uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos,  pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se (já há décadas) a investigar esse estranho fenômeno.  À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.

Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Tem especial interesse por casos de crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas. Ele mesmo alega ter visto (ao vivo) muitos casos, e tem cerca de 2500 casos já estudados e catalogados de lembranças de outras vidas.
Segundo ele, a mais forte evidência envolve declarações documentadas que alguma criança tenha feito e que se provaram verdadeiras em relação a uma pessoa que viveu a uma distância significativa. O dr. Jünger Keil (pesquisador da Universidade de Tasmânia, na Austrália) investigou um caso na Turquia no qual um garoto deu muitos detalhes sobre um homem que tinha vivido a 850 quilômetros e morrido 50 anos antes de o menino ter nascido.
Como ele poderia saber?

Eis o mistério.

A criança que reconheceu sua família inteira da vida anterior

Um dos casos mais classicos é o de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.

Mãe, eu morri!

Uma mãe conta que estava perto de sua filha de 3 ou 4 anos de idade quando ela se virou para a mãe e disse essa frase assustadora.

É estranho isso sair da boca de uma criança. Mais incrível ainda foi a calma com que a mãe se abaixou e pediu para ela explicar direito como ela “morreu”.

A menina disse que suas irmãs e irmãos eram chamados  “Imp” e que ela dormia em uma cama dura e tomava banhos frios, que ela tinha um “pé engraçado” e que ela perdeu Maggie. Ela então passou a dizer:

“Os homens nos levaram para o quarto escuro e fui “bang- bang-bang”. Eu caí e minha cabeça doía, e então eu estava no céu com Nicky”.

A menina tinha memorias confusas, e  não disse muita coisa, exceto que Nicky era seu irmão mais velho. Certamente que o  bang, bang, bang, eram tiros de alguma arma. A mãe conta que hoje a menina já tem 16 anos e ainda fala sobre coisas como estas, mas em seu sono. “Certa vez, ela falou em russo fluentemente”.

Há um interessante documentário que trata deste assunto, que gostaria de dividir com vocês:

É engraçado falar sobre isso, porque me lembro bem claramente de uma quantidade enorme de pesadelos que eu tinha quando era criança, que repetiam quase que como um filme. Eu estava correndo no meio do mato, as coisas acontecem como num jogo de FPS e eu estou com uma arma. Eu estou correndo ouvindo tiros e então eu caio num buraco e a última coisa que vejo antes de acordar são espetos de bambu findo na minha direção.

Eu contei isso para o meu pai quando eu era pequeno e ele foi quem me disse pela primeira vez que o sonho poderia não ser nada além da lembrança da morte de uma outra pessoa, já que esta era uma armadilha comum usada no Vietnã. Eu sei lá se é isso mesmo, mas depois de um tempo, lá pelos meus seis anos os sonhos com o buraco passaram e a vida seguiu normal.

Você conhece ou já teve alguma lembrança de vida passada? Conte aí pra nós. No próximo post sobre este assunto, vamos ver mais alguns casos estranhos e ver um ponto de vista cético para com esses fenômenos tão estranhos.
fonte fonte fonte

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169 comentários em “lembranças de outra encarnação?”

  1. Quando eu era pequeno era muito comum eu falar durante o sono. E falar bastante. A minha mãe dizia que parecia russo e que eu ainda pronunciava bem as palavras. Mas eu não me lembro se eu sonhava alguma coisa quando eu falava dormindo. Agora parece que parou. Pelo menos minha esposa nunca reclamou que eu tivesse falado dormindo alguma vez…

    • EU ainda sonho em inglês até hoje. Acho que não falo dormindo, mas sonhar em inglês é algo recorrente e no sonho eu FALO INGLÊS BEM PRA CARALHO. Quem me dera ter aquela fluência do sonho na vida real. Eu ja teria dado no pé.

      • Oi Philipe, essa de falar Inglês no sonho também acontece muito comigo, é bem interessante. Sei lá, mas acho que isso se deve ao fato de a gente já ter estudado um bocado essa língua. Nas primeiras vezes que isso aconteceu fiquei bem impressionado, tipo “algo novo nos sonhos, algo incomum”, porém, pensando um pouco mais sobre o assunto, compreendi que não há nada de espetacular, pois nosso sonho, que é criação de nossa mente, pode usar qualquer idioma disponível em nossa mente, e se temos dois ou mais idiomas, nada impede de termos um sonho bilingue ou poliglota. Mesmo assim, é bacana.

        • Sim, é como sonhar que esta dirigindo quando estamos na fase de aprender a dirigir. Concordo com vc. O que eu acho surpreendente é que nos meus sonhos meu inglês é muito (absurdamente mais) avançado que o que eu sei. Já teve casos de eu acordar com palavras na cabeça que eu nem sabia que existiam, ia no dicionario e estava lá. Então, minha unica aposta é que eu “não sabia que eu sabia”. Como eu vejo muito filme, isso pode estar acontecendo direto há décadas. Eu tenho consciência disso, porque consigo ter sonhos lúcidos. Eu sei que é sonho, sei que estou sonhando e tenho consciência (nem sempre, mas muitas vezes) dentro dos sonhos. Quando isso acontece, eu tento voar, hehe. Eu me lembro de varias vezes me pegar pensando: “nossa, como eu falo bem inglês aqui!”
          Por outro lado, eu ja sonhei que dava um cavalo de pau com o carro, eu fiz o procedimento no sonho, mas nunca fiz no mundo real e nem faço ideia exatamente de como que é. Então pode ser tudo parte de um mecanismo de informações gradadas no inconsciente.

          • Uau, quando eu li essa sua narrativa, eu me lembrei aqui de uma de quando eu era criança, foi um sonho que eu tive quando devia ter entre 5 a 8 anos, mas até hoje ainda tenho flashes dele.
            No sonho eu estava num cavalo e eu lembro que eu estava respirando pesado, como se estivesse carregando peso, uma de minhas mãos segurava uma lança (uma lança que se usa em carga de cavalaria) e a outra segurava as rédeas do cavalo aonde eu estava. A visão também não era tão boa, provavelmente por conta do elmo, mas eu lembro de ter feito uma carícia no cavalo e outra coisa que notei e isso eu só fui entender quando adulto, é que eu estava numa formação para uma carga de cavalaria e tanto que meus joelhos praticamente tocavam os dos dois homens ao meu redor, que era como cargas eram feitas, com pouco espaço entre os cavaleiros. Outra coisa que eu notei no sonho era que eu não segurava o escudo, ele estava preso no meu ombro, algo que também fui aprender que existiam armaduras assim apenas quando mais velho.

            No sonho de repente começamos a cavalgar, numa velocidade de trote e eu nunca tinha cavalgado antes, mas eu sabia exatamente o que fazer e ainda mantínhamos a formação, fomos subindo uma pequena encosta e projéteis começaram a ser disparados, mas não conseguiam penetrar a armadura, apesar de que faziam um barulho estranho e dava para ouvir alguns gritos e relinchares, já que apesar dos cavalos terem armaduras, algumas acertavam nas aberturas. De repente paramos, nos movemos e começamos a cavalgar em velocidade em direção a um grupo de soldados, eu lembro da adrenalina subindo, de como no ultimo momento, eu segurei a lança com as duas mãos em vez de apenas com uma e eu acertei alguém com a lança, enquanto senti o impacto de o meu cavalo atropelando pessoas. O sonho acabou quando eu larguei a lança e saquei um tipo de maça..Eu fui acordado antes de chegar ao final do sonho, mas é algo que eu nunca me esqueci.

      • Retire emediatamente essa matéria.
        Isso tudo é mentira da grossa que essas religiões vivem mentindo para conquistar novos adepitos.
        Eziste apenas o juízo final para a vida eterna para o povo de Esrael!.

      • Ué Phillip, vc em se tudo!
        É uma lei natural meu amigo! Não há nada do que se preocupar!
        O corpo humano nada mais é que um aglomerado de átomos de hidrogênio, carbono, oxigênio, fósforo, etc…assim como as plantas!
        Mas pq as plantas não se mexem ou falam ou tem sentimentos e nós sim? Simples: Temos uma alma! E é ela que é seu verdadeiro EU!
        Philipe é apenas o nome da carcaça orgânica que vc “está vestindo”, ela não faz nada sem vc espírito.
        É como seu seu corpo fosse um marionete seu entende? Ele não é vc, ele é só parte de vc meu amigo!
        A alma, ou consciência como hoje em dia dizem os estudiosos, é o que se manifesta no corpo! Carbono, oxigênio condensados não têm capacidade para nada, é como plantas! Sem a consciência (alma ou espírito) vira um vegetal!
        Pelo seu relato, vc pode ter vivido os martírios na guerra do Vietnã e isso te traumatizou de tal forma que vc trouxe consigo essas lembranças!
        Enfim, não tenha medo disso, viva sua vida da melhor forma possível, não prejudique a ninguém, seja e faça os outros felizes!
        Vivendo assim meu amigo vc está indo pelo lado certo da vida!
        😉
        Abçs!

      • Eu não sou da terra… hahaha!
        quando eu era criança, lá pelos meus 3 ou 4 anos… eu sempre dizia pra minha mãe e pro meu pai que eu tinha vindo de um planeta que só tinha crianças. Eu ainda sonho com este lugar. Ele tem duas luas e uma tecnologia avançada. Obs: eu fui uma criança bem estranha também… comecei a ler e a escrever com 5 anos, mesma época em que comecei a me interessar por assuntos paranormais. Sabe qual foi o primeiro livro que eu li? “O impossível acontece”, mais ou menos com essa idade. E eu também via fantasmas e extraterrestres. Sei que parece zoeira, mas é sério.
        Aprendi a ler na escola (entrei 1 ano mais cedo) mas quem me ajudou mesmo foi meu pai. De tanto que eu pedia pra ler aquele livro. rsrs

    • Acho esse assunto fascinante e tenho que dizer que comigo e com meu irmão ocorrem coisas que nos faz pensar bastante, tenho uma mancha bem no meio dos seios, e pelo pouco que ja vi de marca de tiro ela é muito parecida, sou espirita e uma vez fui a uma palestra, que falavam de descendência da reencarnação, algo como marcas e doenças que você traz de suas vidas passadas, com certeza quem ja viu filmes de ação conhece aquele zumbido que dá no ouvido quando uma bomba explode não, por diversas vezes me dá no ouvido esquerdo esse mesmo zumbido, meu irmão que nasceu no mesmo dia que eu 10 anos depois de mim, tem o mesmo zumbido no mesmo ouvido, na palestra eu relatei isso e palestrante brincou comigo, dizendo que tinha uma veterana de guerra na sala, até hoje isso me faz pensar.
      E outra coisa, meu irmão tem 14 anos, fez apenas um semestre de Inglês fala fluentemente, assim como eu a unica diferença entre nós dois e que eu NUNCA fiz curso na minha vida so o basico da escola.

  2. A unica coisa que lembro quando criança é sobre uma EQM. Eu tinha uns 6 anos, e comia a bala como toda criança quando me engasgei e me vi sobre meu corpo, e também observava minha mãe e minha vó me socorrendo.
    Por muito tempo eu não dava importancia para o acontecimento, passei a lembrar quando estava projeção astral.
    Não é pertinente ao tópico, mas abrange ao tema de “existe vida depois da morte”. Achei interessante postar.

    Belo blog Phelipe, tem muita gente ai se aproveitando de menes e vivendo de blogs sem conteúdo.
    Parabéns.

    • Valeu Renan! As experiências EQM me fascinam! Há casos MUITO LOUCOS de EQM, também nessa mesma seara de inexplicabilidade como o caso de um senhor que teve uma parada cardíaca no hospital e se viu levitando sobre o corpo na maca, assistindo a equipe tentando trazê-lo de volta. Ele conta que estava tão acima do corpo que pôde ler a marca do fabricante da luminária cirúrgica do hospital, algo que só podia ser feito de cima. Quando ele voltou, acordou contando isso, e os médicos quase caíram pra trás de susto.

      • Philipe, casos de EQM são tão bem “documentados” quanto os de reencarnação. Primeiro, seria necessário esclarecer em que momento exato se dá a morte, clinicamente falando, algo que a medicina atual ainda não consegue. Somente assim se podria afirmar que alguém chegou “quase” lá. Mas sem saber exatamente onde é o lá, a pessoa pode ter chegado a quilômetros, ou centímetros, da linha que separa a vida da morte, sem que possamos afirmar alguma coisa.
        Também é digno de nota que os relatos de EQM são, quase sempre, parecidos, com túneis (a chamada do post), pessoas, normalmente próximas, luz branca, e por aí vai. Isso sugere fortemente que temos um “conceito” de quase morte que foi “criado” por alguém e os demais “aceitam” como verdadeiro.
        Semelhança grande com as descrições de OVNIs e ETs (grays, por exemplo).
        Todos os relatos estão no campo da especulação, até porquê não conheço nenhum relato, ou estudo sério a respeito. Se souber, me diga onde posso pesquisar a respeito.
        Então, enquanto não definirem a linha que separa a vida da morte, “experiências” de EQM serão… apenas conceitos pessoais de alguém que passou por uma situação muito difícil, ou mesmo crítica. Mas apenas isso.
        Sem desmerecer as opiniões em contrário, claro.

        • Acho que tem estudos sim. Me lembro de ter lido uns artigos sobre isso na ápoca da faculdade. Não confirmando, mas desconstruindo a EQM, embora um percentual significativo seja ainda bem inexplicável.
          Claro que nenhum cientista vai escrever que o cara “morreu e voltou” até pq, como vc disse, não é algo instrumentalizável com o que temos no momento. Os caras se limitam a descrever em detalhes os procedimentos médicos realizados, as reações numa escala de tempo e o retorno da consciência. O resto são relatos, mas cientificamente sabemos (a velha discussão de sempre, tão pertinente) que relatos anedóticos não contam como prova científica, apenas como evidências circunstanciais.

    • Me lembro de quando eu tinha uns 6 anos e afundei em uma piscina, então vi minha mãe me puxando, o engraçado que eu observei de cima e não de dentro da água hahaha

    • Poxa, então acho que tive uma EQM também. Uma vez na praia, minha mãe me puxava numa boiazinha que tinha corda, já na água isso. Eu devia ter uns 6 anos. Aí do nada a bóia virou e só lembro que eu via eu mesmo de ponta cabeça, na água. Minha mãe diz que nesse dia ela olhou pra trás e não me viu direito. Mas viu umas pernas de ponta cabeça um pouco mais atrás. Quando virou, era eu!

      • Oi,eu sou nova no site. Eu ja tive uma EQM. Foi o seguinte,eu ia de van para escola (aquela que uma pessoa compra um carro grande e leva as crianças para a escola) enfim,um dia a moça que dirigia o carro saiu do carro e deixou eu com mais 2 colegas meus. O carro estava em uma ladeira,e ela esqueceu de puxar o freio de mão,enfim,eu estava conversando com meus amigos quando eu senti o carro andar,e dai ele começou a correr sozinho em direção a parede no fim da ladeira,ele estava muito mas muitoooo rápido, então um cara entrou no carro e puxou o freio de mão. O mais engraçado,é que quando o carro corria em direção da minha morte e dos meus amigos,eu não pensei nada,apenas gritei.
        Eu não sei se eu teria morrido ja que eu estava no meio do carro,(era um dublô) mas sei lá,sempre que eu lembro eu me sinto estranha.

        E sobre as reencarnações,eu não sei se tem muito haver mas eu tenho muitos sonhos,mas eu não consigo lembrar da maioria. Eu sonho que sou raptada,sonho com vidas paralelas,sonho que sou mãe (eu tenho 14 anos ) ,ja sonhei com vidas diversas,mas a maioria eu não lembro,e como a maioria ai em cima disse nos meus sonhos eu ja falei francês e inglês,e tipo fluentemente,nos sonhos apenas hahahaah. E outra coisa que eu queria relatar,minha mãe é apaixonada por coisas antigas,e ama coisas do Egito e pá,uma amiga dela mexe com cartas de reencarnação (ou algo assim,me perdoem pela minha ignorancia) ,enfim,e essas cartas relataram que minha mãe ja teve uma vida no Egito. Eu acredito em reencarnações,não é possivel que TODAS AS VIDAS comecem do zero,mas eu não sei,as probabilidades são muito poucos.

  3. Eu sempre tive desde criança um sonho que se repete ainda. Eu não lembro bem, pq sempre é nebuloso, eu só lembro que tem uma tv e que na tv ta passando o lançamento de um foguete espacial, tipo anos 60 ou 70…..e então eu sinto que to muito atrasado pra alguma coisa, envolvendo a minha família, saio correndo, entro no carro vou bem rápido, ai tudo fica turvo e eu acordo com uma angústia dos diabos e muito medo….esse sonho sempre me foi recorrente.

  4. Cara que doidera ler o seu relato porque o meu tem uma certa semelhança:

    Desde que eu tinha la pelos meus 3, 4 anos de idade ( e continua até hoje do MESMO jeito porem com menos frequencia) rola um sonho recorrente que hoje eu consigo identificar mas na epoca nao tinha nem ideia, Eu em uma trincheira ouvindo um apito e levantando da trincheira e disparando a correr com o fuzil na mao, eu enfiava a baioneta em um soldado de azul ( que hoje identifico como frances) e logo em seguida algo me acertava no peito ( nao sei se foi tiro ou estilhaço) e logo depois eu tomava uma baionetada do lado direito.

    O engraçado são os detalhes, eu reconheço a lingua falada no sonho hoje em dia como sendo alemão e a guerra como sendo a primeira guerra mundial

  5. Philip, MUITO interessante este post!
    Eu não acreditava muito nisso, mas comecei a acreditar a partir de um caso de um garoto chamado Boriska, pesquisei na época e achei muito legal.

    Fica a dica pro próximo post:
    http://www.youtube.com/watch?v=9nTz7_VSSs4

  6. O garoto, com poucos anos de idade conseguia descrever sistemas planetários e inclusive ele falou de um planeta que só veio a ser descoberto há pouco tempo. Foi um caso que ganhou bastante fama.
    Realmente bem interessante o caso dele.

    • È uma boa questão. Mas há casos que desmentem isso, como o de Cameron Macaulay. Desde que aprendeu a falar, Cameron Macaulay começou a citar a sua antiga família, com a qual ele viveu na sua vida anterior. Conversando com a sua mãe, a criança sempre citava uma casa branca com vista para o mar, sendo que ele tinha o costume de observar aviões da sua janela — a situação era tema recorrente em seus desenhos.

      A princípio, a mãe do garoto estranhou a ideia e achou que fosse imaginação dele, mas eles nunca haviam estado na Ilha de Barra (Escócia), local em que ele afirmava que a antiga família viveu. Como Cameron estava ficando cada vez mais triste por conta da saudade dos seus parentes de antigamente, sua mãe começou a pesquisar sobre o assunto. Depois de requisitar ajuda de uma psicóloga infantil, ela viajou para Barra. Com isso, após algumas pesquisas baseadas apenas na memória do garoto, foi possível identificar uma casa com a descrição exata feita pela criança, sendo que ela conseguiu achar a passagem secreta que sempre disse existir e contou até mesmo número correto de banheiros.

      Contudo, a antiga família que deveria ser a da vida passada de Cameron se mudou e não estava mais ali há algum tempo — apenas uma pessoa foi encontrada, mas ela não se lembrava da pessoa descrita por Cameron. Apesar disso, depois da viagem, o garoto se aquietou e não ficou mais triste de saudade.

    • É que a lembrança remonta a um passado tão distante, que os escritórios ainda não tinham sido inventados… e quanto mais nebulosa for essa época, melhor… as possíveis falhas acabam sendo apontadas como sinais de “certeza” do ocorrido.

    • Não é verdade. Comece a ler sobre dezenas ou centenas de casos e verá que a maioria das encarnações é de pessoas comuns, muitas vezes escravos, mendigos, camponeses, soldados de baixa patente etc. como o mundo real.

  7. Já tive um sonho estranho, no qual eu saía correndo de uma construção semelhante a uma indústria, enquanto ouvia explosões ensurdecedoras se aproximando, como se fossem mísseis caindo. Não sei o que era, apenas ouvia!! Em outro sonho, me jogavam dentro de uma cela, enquanto eu gritava desesperado. Quando criança, eu morria de medo de ficar preso em um quarto, tinha medo de a polícia me prender, tive até pesadelos. KKKKKKK

  8. “A reencarnação existe?” Questão antiga, controversa e bastante surrada, até. E o fato de não se ter chegado, até hoje, a um consenso, indica que dificilmente se chegará a uma (ou mais) “provas” definitivas. E os “espíritos” parecem concordar com isso.
    Após a primeira dificuldade (existe ou não), esbarramos em outra, não menos espinhosa: para existir, temos que “aceitar” a existência de “espíritos” (ou energia, como querem alguns) que transitam entre “corpos”, quase como fazemos quando trocamos de roupa… quase, claro.
    E a existência de espíritos implica em demonstrar, sem falsas “paixões” ou “interesses”, o que eles são. Se são seres de outro “plano”, como podem interagir com esta nossa “realidade”? Enquanto espírito, não poderia (ou deveria) se manifestar neste mundo (ou versão dele), pois não sendo matéria, como a conhecemos, não poderia ser visível. Se puder ser visto, deixou de ser “energia” para se tornar matéria, logo deixou de ser espírito.
    Ah, dirão alguns, mas o relâmpago também é energia, e podemos vê-lo, assim como a luz. Claro, simples… mas a existência tanto do relâmpago, como da energia luminosa, já foi testada, demonstrada e comprovada várias vezes, por diversos pesquisadores, em diversos momentos. Alguém já fez isso com um “espírito”??? que eu saiba, no meu limitado conhecimento, ainda não.
    As lembranças de “vidas passadas”; a “poliglotia”, ou habilidade de falar outros idiomas; o fato de escrever em línguas antigas, todos estes fatores são apontados como “provas” da existência de uma vida passada, onde o espírito manifesta parte de sua natureza na pessoa do presente não basta para comprovar sua existência. E fraudes aconteceram ao longo da história, e acontecem até hoje!
    Sempre é bom lembrar que, na maioria das vezes, a pessoa que “recebe” o espírito não se lembra de nada a respeito de quem ele era, onde viveu, como morreu. Seria como ver uma pessoa compondo sinfonias sem saber que está com “Mozart” encarnado… suspeito… para não dizer conveniente. O fato de não se saber muita coisa a respeito da “energia” que se manifesta impede de se comprovar que trata-se realmente de uma “vida passada” ou fatores como conhecimento prévio de língua; adquirido de alguma forma, ou mesmo a velha e boa “fraude”, conforme já foi amplamente demonstrado, e nem valeria a pena ficar elencando aqui.
    Uma manifestação pública de um espírito genuíno, que não fosse em locais reservados, e que se submetesse a uma série de perguntas e experimentos poria fim na questão. Seria simples, mas; ao que parece, até mesmo o pessoal “do outro lado” tem algum benefício em manter a confusão e a dúvida. Bem ao estilo da “área 51” dos EUA.
    No final das contas, no eterno embate entre crentes e não crentes, fica uma certeza: até o momento, não se pode nem afirmar; nem negar a existência de ambos, espíritos e reencarnação.
    Resta às pessoas – como sempre – escolher se acreditam, ou não. Se acreditar que existem espíritos, que eles podem “voltar” e se comunicar com os vivos, e trazer algum conforto te faz feliz, tudo bem. Pode ser o seu “cabide psicológico”. Mas cuide bem da sua carteira.
    Por mim, nem acredito, nem nego. Prefiro esperar algo de mais concreto e convincente surgir.

    • EU tb estou nessa, não acredito e nem nego a existência ou mesmo a possibilidade. O que eu realmente acredito – mas sem provas – é que as pessoas estão interligadas por algo num nível muito sutil, talvez até em nível quântico. É por este prisma que eu entenderia coisas como a telepatia, que é algo que eu já cansei de testemunhar, e talvez até essa questão que hoje é atribuída a vidas passadas, mas pode apenas ser um eco existencial de alguém, uma espécie de snapshot que por alguma razão pode ser acessada por crianças pequenas, que ainda estão pouco influenciadas religiosamente e culturalmente.

      • Alguns pesquisadores – não sei até onde vai a credibilidade deles – sutentam que todos temos uma “memória ancestral” que atuaria em nível genético.
        Ou seja, em nossos genes estariam “codificadas” as memórias e experiências de nossos antepassados, que nos são passados, meio a meio, por nossos pais. Isso integraria uma “memória genética universal” da espécie humana…
        Bom, a coisa fica mais para “twilight zone” do que pesquisa científica séria. Mas é uma possibilidade.E assim caminha a humanidade…

        • Quando a coisa entra no grau da Filosofia, tudo fica mais complexo de se medir e encontrar a verdade. A Filosofia permite muitas verdades simultâneas para uma unica questão. Esse tipo de coisa é algo com o qual o Sheldon não pode lidar.

        • Memória genética não existe. Seria preciso armazenar muito mais TB de imagens, sons, cheiros etc. do que um conjunto de 46 cromossomos suportaria, ainda tendo que produzir todas as proteínas e autorregulações já descobertas pela Genética.

    • O argumento do “não foi provado até hoje” poderia ser usado para o Bóson de Higgs até o ano passado, por exemplo. E os raios eram inexplicáveis até 1700.

  9. Philipe, eis aqui um caso no mínimo esquisito… rs Sua amiga Mme. Danica aprendeu a ler e escrever sozinha aos 3 anos de idade. Todos se surpreenderam quando perceberam isso, e minha mãe conta que ela me perguntava como eu tinha aprendido e eu falava “na escola”, mas eu nunca tinha ido à escola! Nunca pensei que isso pudesse ser uma lembrança de outra vida. Será?!

    • Dani, por “ler e escrever” é preciso entender que isso implica na capacidade de interpretar e conceituar aquilo que se escreve, ou que se lê. Existem verdadeiras “crianças-prodígio” que muito precocemente manifestam capacidade de formular e verbalizar idéias e conceitos. Nada tão elaborado como um tratado científico, mas ainda assim acima da média.
      Você pode ser uma delas. O “talento” se desenvolveu… ou ainda “tá lento”???? Rssss

      • Sim, não estou afirmando que, necessariamente, é algum indício de reencarnação, mas é no mínimo estranho.
        Como já afirmei algumas vezes aqui, fui criada na igreja católica, mas sempre estudei o kardecismo, e conheço histórias muito mais significativas e curiosas do que o fato de aprender a ler e escrever sem auxílio.

        • É engraçado, que este conceito da reencarnação é muito visto (nas pesquisas que fiz para o post vi isso em praticamente todos os sites) como algo da natureza do espiritismo, quando na verdade o espiritismo apenas se apropriou – ou referenciou (soa melhor) desse conceito que é algo que é um preceito basico do Hinduísmo.

          • Isso aí! Penso que deve ser por que, pelo menos no Brasil, o espiritismo é mais popular do que o hinduísmo. As pessoas acabam não ligando uma coisa a outra.

          • Philipe,

            Na verdade o Espiritismo não se apropriou do conceito de reencarnação, apenas trata de explicá-lo da maneira mais racional e científica possível (tratando-se do método científico da época de sua fundação).

            Se tens curiosidade, leia O Livro dos Espíritos, é uma ótima leitura. Ao final do livro, muitas dúvidas terão sido respondidas. Todos os livros do Allan Kardec são deveras esclarecedores, mas comece pelo primeiro para entender melhor os outros.

            Abração!

            PS: dê um pulinho no meu blog, lá debato esses temas.

          • Eu já li! Não quis dizer que o espiritismo roubou o conceito, ele apenas, como vc disse, explicou e incluiu o mesmo na doutrina. Mas é um conceito muito antigo, talvez até anterior ao Hinduísmo, né? Curiosamente, existem tribos isoladas, (faz tempo que estudei antropologia e não lembro mais de onde era) que haviam desenvolvido seu próprio conceito de reencarnação. No conceito desta tribo, você é sempre o seu tataravô. E por isso lá os nomes se sucedem igualmente a cada geração (se não me engano, inclusive os bens). Muito louco o conceito dos carinhas lá.

          • Sim Philipe.

            Na verdade todas as culturas antigas acreditavam na reencarnação (de maneira diferentes, mas no geral todas acreditavam). Isso entre os Hindus, Celtas, Shamans, e tantas outras culturas bem antigas.

            Quem matou o conceito foi a igreja católica, se não me engano na época de constantino.

            Como tu leu o livro dos espíritos, sabe que até mesmo Jesus falava da reencarnação.

            Abração!

          • Verdade, Raphael. A idéia do espiritismo é mostrar que a reencarnação é tão natural quanto dormir e acordar; que deveria ser um conhecimento realmente básico para todos..
            E que, realmente, já foi bem melhor compreendido que agora.

  10. Embora não tenha nenhuma experiência como a de vocês, gosto de acreditar que a consciência existe independente do corpo físico. Tem até uma abordagem recente à luz da física quântica.

    Seria um desperdício morrer e desaparecer depois de uma(s) existência(s) e tudo que passamos.

  11. Cara, que assunto delicado! Parabéns por enfrentar o tema… Por isso sou leitor assíduo!

    Vou falar de uma forma MUITO superficial, já que seria necessário um (ou vários) livros para que possamos começar a compreender como tudo funciona.

    A questão da reencarnação é muito complicada. Eu acredito nela, mas tive uma ou outra experiência neste sentido. Uma delas foi na minha lua-de-mel. Fui viajar para Lisboa com minha esposa e, numa tarde enquanto dormíamos no hotel, ela sonhou com a nossa vida passada, filhos, com seus avós (portugueses) que, se não me engano, estavam muito feliz com nossa ida para lá. Ela é espírita e acordou convicta de que não foi um sonho, mas um contato. A experiência não foi diretamente comigo, mas me envolveu.

    A reencarnação é um processo de evolução do espírito. Nosso espírito é imortal e passível de falhas enquanto estamos encarnados (embora já nascemos com um objetivo traçado, Deus nos deu o Livre Arbítrio para tomarmos as decisões neste plano – daí as falhas, pois muitas vezes não conseguimos enxergar o que se deve fazer). Muitas vezes, reencarnamos para reparar esses “erros passados” e permitir que nosso espírito siga evoluindo. Outras, o reencarnado é tão evoluído que vem ao plano terrestre com uma grandiosa missão. Exemplo disso é a última reencarnação de Chico Xavier e Kardec.

    Antes de estudar o assunto, muitas vezes me deparava com pessoas portadoras de necessidades especiais. Isso sempre me entristeceu, até quando tomei conhecimento que, muitas vezes, o espírito deseja reencarnar desta forma para “encurtar” o processo de reparação de erros da vida passada, acelerando sua recuperação. Passei a enxergá-los como espíritos extremamente corajosos e vitoriosos…

    Há alguns anos atrás, tivemos um acidente bem famoso em São Paulo: um avião derrapou no aeroporto de Congonhas e se chocou com o prédio de uma companhia aérea. Centenas de pessoas morreram. Tempos depois, li um livro explicando as causas deste acidente: em vidas passadas, a tripulação e os passageiros haviam sido soldados romanos cruéis. Castigo? Não. Aprendizado! Através deste sofrimento terreno, alguns cumpriram o que faltava para poderem evoluir. No espiritismo não há castigo; apenas aprendizado.

    Enfim, o assunto é muito extenso e complexo (e confesso que não tenho a pretensão de esgotá-lo aqui). De toda forma, parabéns mais uma vez por abordar o tema.

    Abraços!

    • Fábio, alguns pontos do seu comentário:

      – A reencarnação é um processo de evolução do espírito. ——–Assumindo que ela exista, de verdade. Já fiz uma referência acima.

      – Nosso espírito é imortal e passível de falhas enquanto estamos encarnados (embora já nascemos com um objetivo traçado, Deus nos deu o Livre Arbítrio para tomarmos as decisões neste plano – daí as falhas, pois muitas vezes não conseguimos enxergar o que se deve fazer). —————–Para uma energia que integraria o “todo” universa, isso muito “terrestre”. Imagine outras formas de vida, que sequer concebemos, passando por essas sucessivas “voltas”… Soa estranho..

      Muitas vezes, reencarnamos para reparar esses “erros passados” e permitir que nosso espírito siga evoluindo. ———-Já mencionei em outra postagem: seria o mesmo que um aluno repetisse de ano e voltasse, no ano seguinte, sem se lembrar de nada do que aprendeu. Aprendizado pressupõe acúmulo de experiências. Se as deixamos para trás, correremos o risco de repetir os mesmos erros indefinidamente. Não faz sentido algum!

      Outras, o reencarnado é tão evoluído que vem ao plano terrestre com uma grandiosa missão. Exemplo disso é a última reencarnação de Chico Xavier e Kardec.————Respeitando as duas figuras, há quem defenda que Chico Xavier era uma fraude, e que tinha transtornos de personalidade, beirando o autismo. Não sei até que ponto procedem as alegações, mas é algo a ser considerado, ao traçarmos o perfil do “médium”. Kardec lançou as bases de uma doutrina que se tornou conhecida, porém, mesmo assim, não mais válida. É preciso acreditar. E as pessoas, às vezes, acreditam no que é errado, apenas pela necessidade de acreditar em algo.

      • 393 Como o homem pode ser responsável por atos e reparar faltas das quais não tem consciência? Como pode aproveitar a experiência adquirida em existências caídas no esquecimento? Poderia se conceber que as adversidades da vida fossem para ele uma lição ao se lembrar do que as originou; mas, a partir do momento que não se lembra, cada existência é para ele como a primeira e está, assim, sempre recomeçando. Como conciliar isso com a justiça de Deus?

        – A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem do mal. Onde estaria o mérito, ao se lembrar de todo o passado? Quando o Espírito volta à sua vida primitiva (a vida espírita), toda sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas que cometeu e que são a causa de seu sofrimento e o que poderia impedi-lo de cometê-las. Compreende que a posição que lhe foi dada foi justa e procura então uma nova existência em que poderia reparar aquela que acabou. Escolhe provas parecidas com as que passou ou as lutas que acredita serem úteis para o seu adiantamento, e pede a Espíritos Superiores para ajudá-lo nessa nova tarefa que empreende, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo maldoso que freqüentemente vos aparece e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a maior parte das vezes essa resistência aos princípios recebidos de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala. Essa voz é a lembrança do passado, que vos adverte para não recair nas faltas que já cometestes. O Espírito, ao entrar nessa nova existência, se suporta essas provas com coragem e resiste, eleva-se e sobe na hierarquia dos Espíritos, quando volta para o meio deles.

        ? Se não temos, durante a vida corporal, uma lembrança precisa do que fomos e do que fizemos de bem ou mal em existências anteriores, temos a intuição disso, e nossas tendências instintivas são uma lembrança do nosso passado, às quais nossa consciência, que é o desejo que concebemos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir.

      • John Doe (ótimo pseudônimo btw), esse é um dos questionamentos mais clássicos de quem não tem um conhecimento básico sobre o processo reencarnatorio. A questão do esquecimento é explicada de forma muito satisfatória por qualquer tradição religiosa/ocultista/espiritual, mas em síntese, esquecemos porque seria difícil lidar com a necessidade de evolução e reparação de erros de forma neutra, se lembrassemos de nossas vidas anteriores. E se teu irmão atual fosse teu assassino na vida passada? É fácil conviver com essa informação sem que ela afete a atual relação? Obviamente não é, senão não veríamos tantos problemas entre casais divorciados ou amigos que não se suportam por causa de um passado desastroso nessa vida. E também é possível recobrar as memórias de outras encarnações, só se precisa adentrar a espiritualidade, há várias formas para isso é a religião não é a única delas. É uma escalada na Árvore da Vida que além de comprometimento, necessita merecimento.

    • Em tempo, Fábio: se os “acidentes” que ocorrem são para “educar” espíritos “rebeldes” que não “evoluem”, a julgar pelo que anda acontecendo no Japão, lá deve estar lotado de “espíritos repetentes”… sem fazer piada com coisa séria, mas apenas tentando dar a real dimensão da coisa.

      • Olá, John…

        Interessantes suas colocações… Servem para aprimorar ainda mais meu estudo.

        Comecei a estudar o assunto a pouco menos de um ano, pois fui meio que “empurrado” para a espiritualidade, conforme foram acontecendo fatos na minha vida ligados à ela. Confesso que ainda tenho mais dúvidas do que respostas…rs. Aos poucos chego lá..rsrsrs.

        Até onde eu estudei, a reencarnação não é uma penalidade imposta. É um aprendizado, feito por escolha do próprio espírito. Mas não para a vida terrena; para a vida espiritual. Nosso aprendizado fica gravado em nosso espírito e não na matéria. Por isso, segundo a doutrina espírita, esquecemos das nossas vidas passadas, enquanto estamos encarnados, mas, ao desencarnarmos, continuamos a nossa evolução, registrando estes acontecimentos e evoluindo com eles. Este esquecimento é providencial, mas as ligações espirituais, não.

        Mas achei muito legal suas colocações. Vou tentar buscar as respostas…

        Abraços!

        • è intrigante esse aspecto da coisa. Se os espíritos esquecem como parte do seu processo evolutivo, o certo seria ninguém lembrar de vida passada a menos que passasse por algum procedimento, como a hipnose de regressão. Porém, como pode ser essas crianças lembrando espontaneamente? Será um defeito do processo de esquecimento? Será que esse mecanismo das crianças que lembram pode ser explorado para que em algum momento todos se lembrem?

          • Olá, Philipe!

            Creio que de certa forma, a lembrança não é espontânea, mas proposital e provocada por outros espíritos. O porquê disso, eu não sei te responder.

            A doutrina espírita diz que o esquecimento é proposital: já pensou se você descobre que foi assassinado em alguma vida passada e o assassino é, nesta encarnação, um parente próximo? Qual seria a sua reação? Será que você conseguiria perdoar? Este é o “exemplo clássico” para justificar o esquecimento de vidas passadas.

            Mas, mesmo encarnados, nossas ligações espirituais com aqueles que ainda se encontram desencarnados permanecem. Isso ocorre, na maioria da vezes, durante o sono. Geralmente, nosso contato é feito com espíritos amigos e ligados à nós por alguma afinidade. Parentes, amigos, amor etc. Pode acontecer enquanto encarnados, com alguém com quem já tivemos problemas também. Esse é o caso daquela sensação de que “nosso santo não bate com alguém e não sabemos explicar o motivo.” Além disso, todos nós, segundo a doutrina espírita, possuímos um Mentor Espiritual, que é um espírito mais evoluído e similar ao que chamamos de Anjo da Guarda. Segundo esta doutrina, este espírito nos inspira em nossas atitudes para que possamos prosseguir com a evolução. Certa vez, fui pesquisar sobre o assunto e outro “exemplo clássico” utilizado para sua existência é o fato de que, muitas vezes, pretendemos agir de uma determinada forma, mas, no dia seguinte, temos uma “inspiração” e agimos diferente do que pretendíamos.

            Lembrando que isso vai da crença de cada um. Pode ser que para uns faça todo sentido do mundo, enquanto para outros, isso soe como uma tremenda babaquice…rs.

            Sinceramente, eu não sei se é uma boa lembrarmos de nossas vidas passadas… Acho que isso pode afetar a encarnação atual, seja para o bem ou não. Imagine que fui morto e que meu assassino é próximo a mim… Não sei como reagiria.

            Mas, foi como eu disse ao John Doe: ainda sou um aprendiz… Muitas vezes, tenho mais perguntas do que respostas…rs. Há pouco tempo atrás não acreditava nem em espíritos!!!

            Tem uma frase do Arquivo X que eu gosto muito: “Acredite para entender”. Nesse caso, ela me caiu como uma luva.

            Abraços e parabéns pelo blog!

          • Valeu Fábio. Muitas vezes é até mais fácil perdoar os outros do que a si mesmo. Eu tinha um conto planejado que acabei nem escrevendo que é a história de um carinha super gente boa que faz uma regressão e descobre que ele foi o Hitler. E então ele começa a ter um puta dum sofrimento nesta vida por conta do que foi na outra. Será justo? Este era o mote da história.

  12. Eu particularmente não creio que seja uma vida passada em si, mas tive um sonho recorrente que me assustava sempre. Eu via pessoas ao meu redor, eram amigos, pois eu mencionava algo para eles. Éramos soldados, provavelmente, e um a um eles iam caindo atingidos. Via um veículo, que parecia um tanque, vindo em minha direção e corria até um homem inimigo, que me parecia ser superior. Eu lembro de tudo muito claro a partir desse momento. Eu agarrei ele e o usei como escudo. Minha respiração era ofegante, tinha o frio gelando meu corpo, minhas pernas tremiam, o cara do qual eu segurava, lembro do suor em seu pescoço, do esforço pra se soltar.
    Aí senti um baque e uma dor contínua na lateral do corpo, soltei o homem, comecei a cair. Eu lembro até hoje do rosto que vi no sonho, um homem magro, olhos fundos, rindo depois de ter me acertado um tiro. O homem que eu segurava então, virava e chutava meu rosto. Lembro do gosto do sangue e depois sentia uma calma. Acho que eu era morto em seguida.

    Esse sonho era muito claro pra mim, sensitivo mesmo, consigo lembrar das sensações. Outra vez, assistindo ao History Channel, vi um local na Romênia que era bem parecido com o do meu sonho. Senti um mal estar na hora, e juro que tive que mudar de canal. O programa era sobre o avanço do Exército Soviético.

    Engraçado como muitas pessoas que se lembram do sonho, geralmente são ligados a situações de pavor, como guerras, momentos de tragédia e acontecimentos históricos.

    Lembro também de um programa da NatGeo, onde um menino também comentava com a mãe sobre seu avião, a queda dele, os amigos de tropa, a unidade que servia e tudo mais, e ele só tinha 4 anos. E os dados batiam com um piloto que foi derrubado no oceano pacífico.

    É no mínimo, estranho tudo isso.

  13. e se essas lembranças que surgem do philipe for na verdade lembranças de um outro philipe em outra dimenssão paralela a nossa em que a mesma se passa algum tempo antes ou depois do nosso tempo? ‘-‘
    e por algum motivo a afinidade dessas dimensões faz com que se colida em algum momento as memorias do philipe das duas dimensões?!

    e se nessa outra dimensão o philipe for o batman?!

    então você pode estar tendo memorias do batman em sua mente philipe!

    ok, admito que ainda n li o texto e vou ler daqui a pouco, porém deu uma vontade de escrever isso :3 (lendo o resto do post em 3,2,1…)

  14. Caramba, bem interessante esse assunto.Eu me lembro que desde bem pequena eu tinha pânico da palavra aborto,eu nem sabia o que significava mas só de ouvir alguém falando eu já me sentia muito mal. Quando eu tinha uns 12 anos teve uma apresentação de trabalho na escola sobre aborto, eu surtei, comecei a chorar sem parar, eu lembro que todo mundo tentava me acalmar mas eu eu não conseguia me controlar, a apresentação teve que ser interrompida e levou bastante tempo pra eu parar de chorar, eu me sentia suja,culpada, como se aquilo tudo (a apresentação do trabalho sobre aberto ,que nem era nada demais) estivesse sendo dito diretamente pra mim.Uns anos depois eu tive uma hamster q deu cria e comeu os filhotes, eu vi tudo e surtei de novo.Quem já viu filhote de hamster sabe que são extremamente parecidos com fetos, e era só nisso que eu pensava, em fetos sendo abortados. Só estávamos eu e minha irmã de 11anos em casa, ela ligou desesperada pro meu pai que teve que sair do trabalho pra me levar no hospital, eu não conseguia parar de chorar, e era um choro histérico, de novo eu me sentia suja e culpada. Eu nunca pensei nisso como uma lembrança de vidas passadas até começar a frequentar o centro espírita assiduamente. Teve uma palestra sobre traumas trazidos de vidas passadas, que explicava como as vezes a gente tem medo, culpa, por alguma situação que aparentemente não tem nada a ver com a nossa vida, mas que muito provavelmente tem ligação com algo vivido em outra encarnação.Eu não sei o que aconteceu comigo em vidas passadas em relação ao aborto, mas seja o que for, eu tenho trauma disso até hoje, agora mesmo escrevendo isso aqui meu coração dispara só de tocar nesse assunto.

  15. oi, bem interessante esse post!
    reencarnação e um assunto complicado de ser abordado, principalmente porque muitas pessoas não levam a serio esse assunto, acham que e apenas uma questão de misticismo envolvido…
    lembro que quando criança eu falava muito enquanto dormia, também era sonanbula, me falavam que eu assustava qualquer um que dormisse perto de mim rsrsrsrs
    bem eu não me lembro de nada, so sei que quando era criança eu tinha sempre um mesmo sonho em que eu caia de varias escadas, e isso desde bem pequena, detalhe que não haviam escadas na minha casa, até hoje eu tenho medo de descer escadas devido a isso, claro que não tanto do que quando eu era criança eu tinha verdadeiro horror a descer de escadas, lembro que uma vez eu fiquei empacada no shopping sem conseguir descer a escada rolante, não tinha quem me fizesse descer rsrsrsrs
    e teve outro sonho também isso quando eu era adulta já nesse sonho um homem de branco aparecia pra mim e me levava para uma sala que parecia uma sala de arquivos, como uma biblioteca, então ele apontou de longe pra mim uma mulher de costas e falou que aquela era eu, que meu nome era Anita, eu me lembro de insistir com ele e falar que meu nome não era Anita mais ele insistiu e falou que esse era meu nome então eu caminhei até a mulher de costas e eu me lembro com bastante detalhes ela estava arrumando os livros em uma estante tinha o cabelo preto e liso bem longo e estava com um sueter azul, eu me lembro de tudo com bastante detalhes, normalmente meus sonhos são bem loucos e confusos mais desse eu me lembro bem…
    logo parecia que eu me unia com ela e eu via atravez dos seus olhos…
    bem eu não sei se isso tem algo a ver com vidas passadas mais esse sonho ficou bem marcado pra mim!
    parabens pelo blog!

    • Yhad, eu levo esse – e outros assuntos – bem a sério, tanto é que emprego parte do meu tempo a tecer comentários e formular opiniões a respeito.
      Apenas não encontrei ainda motivos – ou razões – que me tornem um “crente convicto”, uma vez que existem lacunas não explicáveis na doutrina espírita, e os que acreditam insistem em “torcer ainda mais o rabo do porco (ditado interiorano)” para tentar fazer parecer “crível”.
      Já comentei que a maioria das “filosofias” religiosas possuem um ponto comum: dependem de fé em vários momentos, notadamente quando alguma coisa não faz o mínimo sentido lógico. Outro ponto comum entre essas “filosofias” – estou tentando ser o mais abrangente possível – está na figura do “intermediário”. Seja o Deus dos católicos; seja Alá dos muçulmanos; sejam espíritos do “outro lado”, nenhum – repito NUNHUM – deles parece gostar de interagir diretamente com nós, meros mortais – e pouco crentes!!!
      Eu tenho minhas crenças, mas certas verdades são difíceis de negar: uma apareição pública e incontestável dessas “entidades” acabaria com a discussão e séculos de dúvidas… mas nenhum deles parece se interessar em esclarecer nossas dúvidas…

      • Jesus fez demonstrações públicas de coisas extraordinárias, curas, manipulação da matéria de formas nunca vistas antes e o que aconteceu? Ainda assim, muitos não acreditaram e o acusaram de fraude e o mataram..
        (O que não sofreria, então, Chico Xavier??)
        Mas, ainda assim, há algumas manifestações bem acessíveis, como as cartas de pessoas desencarnadas psicografadas, assunto tratado no filme “As Mães de Chico Xavier” ou em um centro espírita, pessoalmente.

  16. Aprecio estas “coincidências” ao meu ver. São belos objetos de estudo onde ainda faltam muitas luzes a serem lançadas. São relatos interessantes e fora do comum. Mas eu pergunto para aqueles que acreditam neste tipo de evento: os dinossauros serviram pra que? Quem foi a primeira geração e como ela chegou aqui ou nasceu aqui? Partindo pra um ponto de vista menos comum: se a “encarnação” “espírito” “alma” e tudo o que compõe este cenário é real de alguma forma, por que só veio a tona com o Allan Kardeck? Acredito que à medida em que o tempo passa e as sociedades mudam, as historias para manter o rebanho no lugar comum, ganham novas roupagens, personagens e enredo. Tudo é evasivo e romantizado, tudo é racionalizado a menor de forma a manter a cabeça baixa e aceitar tudo, por que isto é reflexo ou resultado de uma vida passada. Nunca vi experiências espíritas sérias, à luz do dia, sob a ótica científica. Quero acreditar que exista algo além dessa miséria humana, mas pelo visto, quem está ainda ganhando é o James Randi. Infelizmente. Muito bom post. Abraço, Kling.

    • O conceito de reencarnação é Hindu, mas dá até pra achar outros conceitos similares em culturas distantes do hinduísmo. O kardecismo concluiu que ele estava certo e seguiu por outro caminho com ele.

    • Kamper,
      Sequer compreendemos qual seria o elemento chave de um processo de reencarnação, tão pouco temos ciência das pormenoridades do funcionamento de nossa própria mente, da mais primordial estrutura por detrás de seu complexo funcionamento. O que nos dá consciência, afinal, só tem este caráter absoluto aos nossos olhos pelo simples fato que é a esfera maior pela qual compreendemos toda a nossa existência. Além disso nada sabemos, pois estamos adstritos a observar o mundo na exata limitação de nossos sentidos e de nossa composição física. O que nós somos afinal? Qual é a menor partícula de ser humano que assim o possa definir? Não nos é possível determinar.
      É como tentar entender uma forma geométrica quadridimensional. A pesar de possível em teoria, nossa mente baseia-se completamente em uma construção tridimensional de mundo. É impossível para nós mentalizar um cubo em 4D, por exemplo, no qual se pode tocar seu interior sem tocar em suas paredes, assim como nos é impossível idealizar de forma satisfatória uma realidade supraexistencial quando apenas compreendemos, por limitação orgânica, a realidade existencial.
      Se sequer podemos entender o que seriam estas experiências e lembranças e como elas foram parar nos indivíduos que as apresentam, como poderíamos delinear sua autenticidade baseando-nos em regras as quais se aplicam tão somente a realidade tangível à nossa compreensão, baseada em experimentação, observação e reprodução?
      Concordo que esta linha que sugiro é mais ou menos a mesma linha do bule de chá de Russell (ou bule celestial), de que somente pelo fato de não podermos provar que algo não é, não significa que ele o é. Apenas creio que, a esta altura de compreensão do fenômeno, qualquer questionamento aparentemente racional ignora premissas das quais não temos conhecimentos e que são tão incertas quanto as próprias divagações afirmativas. A princípio só nos caberia ficar com o fenômeno da observação e estudá-lo dentro do nosso limitado conhecimento da mente humana.
      Assim, quanto ao seu questionamento: “os dinossauros serviram pra que? Quem foi a primeira geração e como ela chegou aqui ou nasceu aqui?”. Não temos subsídios para estabelecer uma sistemática lógica entre os elementos apontados, porém tal questionamento não é capaz de infirmar os fatos observados, pois são autopoiéticos.
      Quanto ao Allan Kardek, o Philipe já respondeu e peço vênia para apresentar dados controvertidos: existem registros datados da idade do ferro (apróx. 1200 a.C) que sugerem crenças em reencarnação, assim como os gregos pré-socráticos e até os celtas tinham apego a esta ideia em momento ou outro; não podemos mensurar a força desta ideia em momentos anteriores até mesmo em razão da (in)capacidade dos povos primitivos de imprimir registros de seus costumes e crenças e da sobrevivência de tais registros até os dias atuais. Claro que todo este panorama se influencia e se modifica na exata medida em que a religião passa a exercer importante ferramenta de controle social, desvirtuando a doutrina religiosa pura e miscigenando-a em doutrina política de menor ou maior grau (exemplo mais escancarado é a Igreja Católica da idade média).
      Quanto a sua tese de que novas roupagens e ideias se alteram em conformidade com o andar da carruagem para manter o rebanho no lugar, discordo. O controle das massas sempre existiu em maior ou menor grau, mas é de se notar que certos elementos da filosofia existencial se reproduzem há milênios mantendo basicamente a mesma essência e denotando registros distintos e independentes nas mais diversas culturas e povos surgidos neste planeta. Quer exemplo de valor perpétuo e praticamente impossível de traçar quanto a origem? O equilíbrio das coisas. É elemento que existem em praticamente todas as culturas, em todos os povos, em todas as idades.

      • Caro Sinatra, obrigado pelo comentário. Sempre me pego em algum ou outro pensamento sobre estas questões. Entendo perfeitamente o que quer dizer. Resta-nos, conforme, baixar a fronte e ficar com a observação e um véu contínuo, a querer advinhar o impossível dentro do limitado (4D), sabe-se lá por que.

        Agradeço da mesma forma a contribuição.

    • Não faz sentido perguntar pra que serve algum ser natural, mas pode-se dizer que eles serviram como ancestrais das aves. A primeira geração de humanos se desenvolveu a partir de outros símios. O conceito de reencarnação provavelmente é tão antigo quanto o pensamento metafísico, talvez de dezenas de milhares de anos atrás, Kardec apenas registrou (codificou) respostas de espíritos sobre várias questões para formular a Doutrina Espírita. Não existe rebanho no Espiritismo, até pq não há líderes, e há fé raciocinada justamente pra ninguém ter que baixar a cabeça e aceitar algo sem raciocinar sobre isso antes. Procure as experiência de Rhine, Aksakoff, Willian Crooks, Brian Weiss etc. Randi é um desonesto que colocou regras propositalmente de forma que nem o maior dos médiuns conseguiria passar no teste.

      • Herminio, o exemplo dos dinossauros foi para suscitar a controvérsia e pescar aqui do meu lado, contribuições de outros que lancem alguma informação nova às que eu já tenho comigo. Quando citei Kardeck, quis dizer que para mim, ele foi o difusor ocidental da doutrina. Não que ele tenha sido o criador da mesma. A respeito das respostas dos espíritos e do Randi, particularmente também não gosto dele, mas o fato de se colocar à prova, algo que é tido como “real”, não pode ser encarado como desonestidade. Nunca vi, como falei antes, nenhuma atividade tida como espiritual à luz do dia, em local aberto, com testemunhas idôneas. Lembre-se que não estou definindo nada aqui: é uma questão de acreditar, “aceitar” ou não. O teste dele não seria para os médiuns e sim, para o mundo que se diz estar por trás ou paralelo a este. Obrigado pro sua contribuição.

    • A missão do espiritismo segue a seguinte linha:
      Moisés trouxe ao mundo a revelação da existência de Deus (apesar de isso já ser uma consciência inata presente em todas as culturas) e sua Justiça (e essa justiça ainda teve que ser distorcida por que estava um pouco além da capacidade de entendimento da época);
      Jesus veio para mostrar o Amor de Deus e, então, as pessoas puderam, também, compreender melhor a Justiça Divina.
      O espiritismo traz uma revelação de todo o mecanismo dessa justiça e se pode entender o quanto Ele é realmente amoroso e justo.

      Assim como era improdutivo tentar explicar o Amor à epoca de Moisés, devido à brutalidade das pesssoas da época, Jesus também deixou outros ensinamentos para serem apresentados posteriormente, já que não poderiam ser perfeitamente compreendidos à sua época, devido ao pouco avanço da Ciência e ao sentimento de Amor ainda não muito desenvolvido nas pessoas.

      Diria que, assim como em um momento passado esteve fora de cogitação ou de pauta a Terra ser redonda (ou quase) e girar em torno do Sol, hoje ainda se acha absurdo a idéia da reencarnação e de todos os processos e energias envolvidos.

      Tudo a seu tempo!! Chegará o momento em que a Ciência evoluirá o suficiente para ratificar o Espiritismo, pois este anda de mãos dadas com aquela..

  17. Pois é, Philipe, eu até cheguei a mencionar pra você sobre o livro que estava lendo do Dr. Ian Stevenson: 20 Casos (inclusive existe um no Brasil que foi investigado por ele e catalogado sugestivamente no livro).

    Outra história interessante é essa: http://www.youtube.com/watch?v=tFArD1dPpKA

    Esse livro eu tenho também, muito bom! Enfim… apesar de eu ser espírita e estar convicto com aquilo que acredito ser ou existir, analiso veementemente pelo ponto de vista racional e lógico, também. Assim como são minhas leituras científicas sobre reencarnação – entre outras.

  18. Minha mãe passava por regressões espontâneas desde criança, e na adolescência se tornou espírita. Nos anos 70 fez regressão hipnótica no Centro de Pesquisas Psicobiofísicas de Recife.
    Com 4 anos, em 1990, eu estava com ela no carro depois da escolinha e disse “Mãe, você lembra daquela outra época em que eu vivia com os dedos sujos de tinta, você era minha filha, e você morreu cuspindo sangue?”. Ela diz que ficou com as pernas tremendo enquanto dirigia, pois o que viu na regressão no Centro de Pesquisas foi justamente que ela era uma jovem francesa na época da Revolução que era filha de um pintor de afrescos e morreu de tuberculose após ser presa como amante de um nobre.
    Aos 12 eu tive uma regressão espontânea que ocorreu durante uma espécie de transe no qual entrei automaticamente sem querer, e no qual passaram rapidamente cenas de várias vidas passadas de uma vez.
    Aos 15 li “A Cura Através da Terapia de Vidas Passadas”, do Brian Weiss, e fiz autor-regressão hipnótica pelo método que ele descreve no livro.
    Continuei fazendo isso por muitos anos e cheguei a descobrir cerca de 22 encarnações, inclusive comprovei alguns detalhes históricos depois, como a forma de sepultamento dos nobres mayas, a existência de uma colônia minóica na ilha de Anticítera, e a forma tradicional de dar nomes aos bebês no Antigo Egito.
    Ainda pesquiso até hoje pra ver se encontro algumas estruturas arquitetônicas em áreas específicas, como a mulher do vídeo.

    • Eu sempre achei interessante essas coisas de vidas passadas,e depois que li seu comentário estou intrigada,vou pesquisar mais,me interessei muito nisso. Mas qualquer pessoa pode se voluntarias para participar das pesquisas?
      Ah e ,nossa fiquei MAIS chocada com o nivel excelente dos comentários,me senti uma ignorante lendo as teorias e discussões,vivendo e evoluindo não é?

      • OI Stephanie. Esse blog sempre foi marcado por discussões de alto nível. Claro que de vez em quando rolam umas brigas aqui, mas na média, a contribuição dos leitores é de excelente qualidade.
        Creio que nada impede que você pesquise mais sobre este assunto, que é vasto e complexo. Há muitas formas possíveis de começar este estudo e as duas que me vem a cabeça de imediato é através da observação científica, e outro através de um approach religioso, porque muitas religiões (não só o espiritismo, que nem se considera uma religião) se ocupam da questão reencarnatória, existência da alma e finalidade do espírito. O assunto se estende (pode-se ver isso pelos comentários) por uma miríade de sub temas que envolvem desde a questão quântica da consciência até universos paralelos e viagem astral.

  19. Eu acredito em reencarnação e em vida pós morte, com convicção. Não acreditava na primeira e tinha minhas dúvidas da segunda, que se dissiparam depois de algumas experiências. Já fui kardecista, hoje não sou mais, me considero espiritualista, e acredito que a religião do futuro, quando ciência e religião convergirem novamente, depois de séculos de brigas, será menos intolerante e dogmática. Não sei se reencarnamos para evoluir, aceito o fato que acontece e isso me basta.
    Raramente sonho, e normalmente quando sonho são pesadelos. Havia um que se repetia na minha infância e muito: um estranho me sufocando em minha própria cama. Esse sonho sempre foi estranhamente real e desesperador e me levou a uma insônia crônica na adolescência. Eu tinha medo de dormir. Esse sonho foi rareando conforme eu crescia, e sumiu durante anos, depois de uma experiência num centro kardecista que eu prefiro não comentar. Há pouco mais de algumas semanas, tive o mesmo sonho de novo, mas agora sei lidar melhor com ele, e consigo até me forçar a acordar quando ele vem. Só posso dizer que eu tenho certeza que uma outra vida que tive, com certeza acabou dessa forma traumática, e no momento em que eu aceitei isso como verdade, eu perdi o medo da morte e o trauma da sufocação.

    • Aline, respeitando as convicções de cada um, creio que no futuro, “religiões” não… terão futuro. Não haverá lugar para alguma coisa que tenta explicar uma “coisa” que o senso comum não consegue, naquele momento.
      A medida que o tempo passa e compreendemos melhor esse nosso cantinho de mundo, e o que mais está além dele, menos espaço sobra para explicações mirabolantes, fantasiosas.
      Claro, sempre haverá aquele que acredita em qualquer coisa, desque que não precise pensar muito sobre isso. Acreditam em políticos honestos, seres fantásticos e por aí vai.
      Mas para aqueles que ainda possuírem massa cinzenta funcionando, explicações simplistas, e/ou fantasiosas, não bastarão.
      Mas até lá, “religiões” deverão aumentar em número, e muito. Na minha opinião, prova maior do fato de que nenhuma delas está com a razão, ou seja “mais correta” do que qualquer outra. A população cresce; os fiéi$$ contribuinte$$$ aumentam; os vigaristas prosperam em cima disso… e assim se arrasta a humanidade, rumo a um futuro incerto.

      • Na verdade, não me refiro a uma religião formalmente constituída, Doe, mas algo mais como uma consciência do que nos cerca e uma compreensão do que existe e do porque estamos aqui.
        Eu sempre acho que iremos melhorar enquanto espécie, e por mais tolo ou ingênuo que pareça, acho que isso envolve necessariamente uma convergência entre física e metafísica, sempre com mais tolerância em relação ás diferenças.

        • Também tenho um amigo que quase teve um ataque cardíaco quando eu expliquei pra ele que no espiritismo não há nenhum tipo de contribuição financeira, apenas voluntariado..

      • Prezado John Doe.
        Estou de pleno acordo com a Aline no que refere à convergencia entre a ciência e religião.
        O Espiritismo nos esclarece sobre a relação entre o mundo material e espiritual e, caso queira estudar o assunto, verá que o mundo material é um complemento do mundo espiritual. Todos os dois são regidos por leis. A diferença é de que as leis que regem os fenômenos ditos “espirituais” ainda são desonhecidos pela “ciência”.
        Como comentou o pesquisador no documentário de que não sabia explicar, mas que deveria ter uma esplicação.
        Um dia a ciência vai entender, como já fez com outros fenômenos, que as manifestações espirituais são tão naturais como a chuva.

  20. A idéia da ‘memoria coletiva’ eu acho bem válido. Tem até um termo que algumas escolas filosóficas usam e que parece vir do próprio hinduismo, eles chamam de Registros akáshicos ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Registros_ak%C3%A1shicos).

    O que pode explicar essa questão de “Ah, todo mundo teve uma outra encarnação extraordinária” seria que certos fatos ou episódios da vida de alguém teria uma carga emocional muito forte..e isso deixaria a cena ‘gravada’ com mais força nesse ‘tecido de memoria’. Aí quando alguém consegue se conectar sem querer ou por algum tipo de meditação acabaria captando esses sinais que estão mais fortes.

    O que na minha opinião não anula o a teoria da reencarnação. Seria só necessário saber diferenciar o que é uma memoria passada da própria pessoa, ou uma memoria de outra captada. (o que acba deixando a coisa toda ainda mais complicada rs)

    • Registros akáshicos não explicam como cada pessoa se “incorpora” da pessoa que vê na regressão. Por exemplo, eu já confirmei várias encarnações minhas fazendo regressão na minha mãe e ela voltou para vidas em que nós convivemos, só que ela se viu como outra pessoa, e não a mesma em que eu me vi. Se fosse apenas “acessar os registros akáshicos”, não haveria essa absorção de uma outra personalidade e de um determinado ponto de vista, ou ao menos haveria grande risco de ela ter se visto como a mesma personalidade que eu tinha me visto.

  21. Sobre a questão de espíritos, vida apos a morte, reencarnação, e outras coisas relacionadas eu acredito, pois tive algumas experiencias familiares que, para mim, são impossíveis de refutar.

    Não me lembro de vidas passadas, mas tive alguns contatos com “espiritos” quando criança, pois minha mãe recebia um espirito em seu corpo.

    Nas primeiras vezes achava impossível acontecer isso com minha mãe e a indagava como e porque ela fazia aquela brincadeira, mas com o tempo, fui vendo que nada daquilo era controlado por ela,

    Como dito acima por alguém, tudo acontecia entre quatro paredes, mas eram dentro de minha casa na qual, em regra, somente havia eu, meu pai e minha mãe, as vezes minha prima também estava, ou seja, era desnecessária qualquer tipo de encenação.

    Assim, a partir desta época, nunca mais desacreditei em espíritos, tendo ocorrido várias outras situações que somente vieram a corroborar com o meu pensamento.

    Assim, sempre com uma dúvida por conta dos charlatões, nunca duvido sobre o assunto.

    Quanto ao Chico Xavier, salvo engano uma de suas cartas foram periciadas sendo verificado que os traços e o modo de escrita eram iguais à pessoa a qual ele atribuía o texto, tendo, inclusive, ocorrido uma absolvição por conta de uma de suas cartas. Claro que ainda é possível duvidar, mas não podemos fechar os olhos para tudo que aconteceu, acontece referente aos espíritos.

    • Concordo com isso também. É preciso isenção dos nossos preconceitos (algo difícil) para os debruçarmos sobre os fenômenos mais insólitos sem contaminarmos o que estamos vendo com as nossas impressões “de fábrica”. Tem uma pessoa da minha familia que quando era criança, estava numa festa e alguém mandou ele sentar numa poltrona. Ele olhou para a poltrona e disse que não ia sentar porque “tinha um homem sentado lá”.

  22. Como trabalho com crianças, sempre ouvi coisas assim… Outro dia, um aluno de 10 anos me contou que quando era menor, ao se deitar para dormir, sempre ouvia sons de soldados marchando. Outro, aluno, de 4 anos, dizia que era piloto de avião e, que se o colocassem numa cabine, ele saberia o nome de todos os botões e conseguiria tirar o avião do chão. Inclusive, ele falava em algumas “peças” de avião sem que ninguém da família fosse envolvido com isso.
    Um menino de 3 anos, falava o tempo todo que havia matado um “cara”…
    Eu mesma, quando fui aprender piano, a primeira coisa que exclamei para a minha professora quando ela me ensinou a localização das notas musicais foi: AH, AGORA LEMBREI!!!

    • Realmente, isso me lembrou coisas da minha infância. Lembro que na escola, aprendendo algumas coisas eu tinha a legítima sensação que não estava aprendendo mas apenas lembrando de algo que eu sempre soube. Do ponto de vista cético, pode ser que a fisiologia cerebral produza uma ativação dos centros de memória durante o aprendizado, gerando esta sensação. Algo parecido com o fenômeno do dejavu

  23. Eu já tive “lembranças” sobre duas vidas passadas, mas infelizmente não posso revelar detalhes, já que muita gente poderia ficar muito puta comigo e teria que revelar alguns fatos que não estou a fim de expor na internet. O que posso dizer que consegui informações mega detalhadas sobre uma pessoa que morreu a MUITO tempo atrás e que em teoria seria uma vida passada minha. Daí eu fiz uma pesquisa (muito trabalhosa, por sinal) e todos – eu disse TODOS – os fatos e informações batiam totalmente. O estranho que eu sempre sonhava com uma pessoa que morria com uma flechada no pescoço. Toda semana eu sonhava com isso: O mesmo sonho, repetindo ad infinitum nas minhas noites de sono. E não é que essa tal pessoa morreu com uma flechada no pescoço? A outra não posso nem mencionar, mas também contem alguns detalhes sinistros =(.

  24. Cara, vc já parou pra pensar na vida em si, como é esquisita?

    Pensemos no vírus, que se não me engano é a forma mais “simples” existente. Não passa de umas fitas de DNA formadas por moléculas envolto de uma cápsula de lipídios. Certo, agora o que não faz sentido, é uma junção de átomos comuns, que não têm nada de especial (tem sim, mas pq ta vivo, cara!), que de alguma forma resolveu ganhar consciência, começou a juntar mais átomos a sua volta (sem sentido isso tbm) e mandar neles. Aí iniciou um ciclo pra transformar a energia à sua volta em benefício próprio pra prolongar sua existência.

    Caraca, o que diabos tomou conta desse ácido nucleico que ele resolveu ter vontade própria?

    Penso em duas coisas, uma que esse ácido começou a atrair o que forma o corpo do ser por diferenças elétricas e coisa e tal e outra que existe algum tipo de energia que se manifesta ali que tem consciência.

    No segundo caso, o que impede a existência de “energias” mais evoluídas a ponto de formar um ser humano. Essa energia é o ser humano em si, é a nossa consciência, que na hora da morte, pode continuar manifestada e reencarnar, ou evoluir mais e fazer parte de algo que ainda não compreendemos. Como um jogo em que vamos passando de fase. Até mesmo pq não faz sentido esse negócio de reencarnação se a população cresceu muito com o passar dos anos. Se fosse só por reencarnação, até hj teríamos o mesmo número de pessoas que no início desse processo.

    • Cara eu não tenho certeza, mas acho que a discussão se o virus esta vivo ou não ainda está em curso. Pelo menos na época que eu estudei isso estava sendo debatido calorosamente, se o virus é um ser vivo ou não.

      Essa questão de como a população pode aumentar e ao mesmo tempo haver reencarnação me parece uma boa questão para abordarmos no proximo post. Ao que parece, poderia ter muitas hipóteses para isso. Na medida em que uma alma ou espírito, consciência ou seja la o que queiramos chamar, não existe fisicamente, não está limitado a leis que regem a matéria, e assim, nada impede dessa coisa se dividir à vontade.
      Outra hipótese é que sempre houve um numero muito maior de almas do que de corpos físicos, e isso pode ter sido assim desde sempre.
      Há uma última que envolveria a compreensão de como a alma seria formada, o que é uma discussão bem complexa, já que cada religião pressupõe uma coisa. Mas no fundo da o mesmo resultado: se a alma é formada em algum processo, esse processo pode estar ativo permanentemente, provendo almas sem parar. Isso atenderia plenamente a explicação do aumento da população do planeta.
      A hipótese da alma se dividir seria interessantemente evidenciada se houver algum caso de duas pessoas que tem a mesma lembrança de vida passada, mas acho que seria muito difícil de encontrar algo assim por aí, por uma simples questão de probabilidade, num planeta de 7 bilhões.

    • Ácidos nucleicos não pensam. Eles passaram a fazer parte dos coacervados pois estes possuíam membranas que permitiam a entrada mas não a saída de proteínas e ácidos nucleicos.

    • Acho reencarnação uma idéia – pra complicar um pouco a coisa – que estou meio que intuitivamente propenso a acreditar. A princípio é a mesma coisa com relação a Deus, mas neste tenho mais convicção que exista. Se isto é resultado de um mecanismo de defesa do cérebro, que não consegue conceber que chegará uma hora em que ele próprio vai deixar de existir, um certo narcisismo solipsista que não aceita que o universo sempre existiu, e sempre existirá, mesmo você não estando lá pra ver? Sei lá. Se for, acho uma idéia desconfortável demais pra acomodar no pouco tempo que tenho pra viver.
      A própria capacidade que a gente tem, de perceber indícios de que o mundo já tinha uma história de milhões de anos antes de nascermos, de imaginar um futuro, de processar as causas e efeitos dos acontecimentos à nossa volta, a auto-consciência, enfim, praticamente me provam que existe algo mais. É quase como se a imaginação fosse só um espelho de coisas que, a pesar de terem graus maiores ou menores de probabilidade de se manifestarem, são todas reais em outro plano de existência. Um pouco como o pensamento mágico, mas um pouco mais amadurecido, sem papais noéis e outras babaquices, e sem precisar de ácido ou cogumelos pra experimentar.
      Dito isso, meu cérebro começa a rejeitar quando começam as teorias e formatações em cima do negócio, como esta coisa de que a finalidade da reencarnação seria evoluir o espírito, ou quando se quer explicar demais qualquer pormenor que surja no questionamento de um cético. Parece meio contraditório – “quer dizer que quanto mais se explica, menos você acredita”? O pior é que sim. Sei lá, acaba ficando um negócio meio mundano, tira o charme da coisa, hahaha… Como se estivesse se esforçando demais pra ser levado a sério. Not cool.
      Como cristão, vejo essa característica em alguns irmãos de fé que querem provar por A+B que a arca de Noé existiu, que o mundo foi criado ao pé da letra em sete dias, e querem tomar emprestadas evidências científicas pra corroborarem isso. Tem uns vídeos de palestras desse tipo que só servem mesmo pra duas coisas: Uma, sossegar questionamentos quanto a tecnicalidades para os que, fundamentalmente, já acreditariam, de um jeito ou de outro; E duas, acabam com a credibilidade destes pregadores preante as pessoas que entendem a fundo os métodos científicos empregados, e conseguem ver onde as “evidências” foram manipuladas, mal interpretadas ou dilapidadas pra fazer caber na teoria. Pô, será que a fé em Deus seria tão frágil a ponto de que, só porque você acha que tem sentido que o ser humano tenha evoluído do macaco, que o começo do universo foi o Big Bang, isso excluiria a possibilidade de que tem algo maior fazendo a máquina andar? Ao contrário, deixa tudo mais grandioso, mais admirável, te dá uma noção de poder maior do que qualquer imagem do Morgan Freeman estalando os dedos, fazendo “PLIM”, e um coelho saindo duma cartola.
      E falo isso como alguém que acredita que teve um cara dois mil anos atrás que era filho de Deus ao mesmo tempo que era o próprio, e achou que valia a pena ser crucificado pra pagar os pecados de qualquer um que esteja disposto a acreditar que ele fez isso mesmo e ressucitou depois de 3 dias, hahah… Por aí dá para entender a rejeição que tenho da idéia que a gente tem que nascer de novo pra balancear o que fizemos de errado em outra vida. Prefiro crer que, se exista reencarnação, é pra manter a gente ocupado. Ou porque, como já disseram acima, seria um desperdício não ter visto em primeira mão tudo o que já aconteceu antes, e tudo que ainda existe pra acontecer (até que Jesus volte – porque acreditar nisso faz parte, sendo cristão e tal – aí vai saber, talvez seja existência 2.0 daí pra frente). Gosto disso.
      A ciência, as respostas que ela dá sobre o mundo físico, só estão falando sobre as rotinas mais básicas do sistema operacional. O hardware, vai saber, talvez a gente nunca veja. Acredito que não haveria muita coisa interessante pra se ver depois, de qualquer maneira.

  25. Muito bom o post e ainda melhor os comentários que se mantiveram num nível excelente, com o assunto delicado sendo bem debatido com o ar de ceticismo necessário do senhor John Doe. Vale o estudo, sem o misticismo. Abraços a todos

  26. Tenho um amigo que conta que quando criança, do nada virou pra mãe e falou “antes de ser eu, já era eu”. A mãe dele teve um aborto espontâneo antes da gestação dele.

  27. Quando eu era pequeno, até um 8, 9 anos de idade sonhava frequentemente a mesma coisa. Sonhava que estava em um lugar escuro, úmido, com muito mato e muito desconfortável. Eu meio que escalava com muita dificuldade e subia em um lugar claro e infinito, muito agradável…talvez não fosse nada mas que era estranho e recorrente isso era…

  28. Ah, esqueci de dizer que entre os seis e oito anos eu sentava na cama sonhando e falava em voz alta em um idioma estranho que minha mãe não conseguia identificar, só disse que pareciam conversas.
    E existe um caso semelhante a esse que o Kauê falou sobre crianças que sentiram que foram um filho abortado antes.

  29. Eu tive 2 sonhos que lembro nitidamente relacionado a morte.
    Um era um vulto preto me seguindo, fiquei um pouco intrigado mas não dei muita bola achando que era coisa da cabeça, então pego meu carro e vou até outra cidade e volto, nessa viagem passa em frames, mas alguns frames eu sentia o vulto, quando cheguei em casa deitei para dormir, ai esse vulto vem na minha cama e da facadas na minha cabeça. o engraçado é que eu sentia as facadas mas não sentia dor era na região da fonte.

    e outro sonho foi assim.
    eu tava com uns amigos, conversando e rindo, era tipo um bar, (o engraçado desse sonho é que eu conhecia como meus amigos de agora chamava pelo nome e tudo mas o rosto era diferente, e eu tinha noção disso, mas parecia normal) ai aparece um outro amigo e eu começo a discutir e brigar com ele, eu batia nele mas parecia não ter força e ele ria disso até e ele não conseguia me acertar, eu consigo ganhar a briga, ele vai atrás de um muro e pega um facão, e todo mundo corre e ele vem atrás de mim, a ultima cena do sonho é o seguinte, eu penso vou enfrentar ele então eu paro e olho pra traz, espero um pouco e ele vem correndo da um pulo e preparado pra me acertar com o facão tento me defender mas é em vão.
    antes do facão me acertar eu penso “fudeu eu vou morrer” ai acaba meu sonho.

  30. Eu queria que reencarnação fosse verdade e já até mantive essa crença por muito tempo, até o dia em que decidi pesquisar mais a fundo sobre o assunto, e notei que quanto mais rigorosamente for nossa abordagem, mais fracas se tornam as “evidências”.

    Philipe, se você entende bem Inglês, eu aconselho fortemente o podcast chamado Skeptiko (com “k” mesmo), onde o autor, Alex Tsakiris vai fundo nos debates sobre a existência da consciencia e o que torne esse podcast único é que o cara mantém a posição de que a consciência existe independente do corpo porém ele convida em seu programa os mais proeminentes céticos no assunto, pessoas de renome mundial, como o neurologista Steven Novella, James Randi, Michael Shermer, etc, e tudo isso resulta em excelentes debate.

    O título do vídeo “Vidas Passadas Provadas Cientificamente” com certeza vai confundir muitas pessoas, pois posso lhe assegurar que a reencarnação nem de longe foi comprovada cientificamente.

    As histórias contadas nesse post são interessante e dão esperança aos que querem acreditar na reencarnação, porém devemos ficar alertas que tudo o que está baseado em anedotas, por mais convincente que parece, jamais poderá servir para comprovar algo tão extraordinário como a existência da alma, pois relatos pessoais estão sujeitos a uma grande série de fatores que lhes tiram a confiabilidade, não é a toa que relatos pessoais tem o menor valor possível dentre as evidências aceitas pela ciência.

    • É verdade. Eu concordo com isso tudo. Em outros posts eu e o John Doe ja debatemos bastante essa questão dos relatos pessoais para investigações científicas em diferentes áreas e temos a mesma posição: relatos pessoais não são nem jamais serão prova de qualquer coisa.
      Eu penso que o relato pessoal não é prova mas por outro lado não é um elemento de descarte, sobretudo quando se trata de um fenômeno desconhecido, que não pode ser provado nem refitado com o método cientifico padrão. Então vejo o relato nesses casos como uma evidência de investigação. Ele sozinho não diz nada, mas quando ele é bom, ele certamente apontará o caminho para o investigador buscar por provas, que estão além do grau do relato. Creio que somente sobre este prisma um relato tenha uma função numa investigação cientifica do que quer que seja.

      Um exemplo do que eu estou falando: Uma pessoa diz que viu o pé grande. Isso é um relato e ele não quer dizer nada, é como alegar que tem o famoso “dragão na garagem”. Porém, com base no que o relato traz, de aspecto direção da fuga do ser e tal, um investigador poderia ir a campo em busca de rastros. Aí essa investigação entra no aspecto físico. Se ele acha pêlos, ele pode fazer uma análise de DNA e a investigação avança por aí. O relato deixa de ser circunstancial e começa a atuar a favor de evidências palpáveis que devem ser estudadas, catalogadas e metrificadas de acordo com uma metodologia coerente.

      Já num caso de encarnação, a coisa se torna mais difícil, porque como encontrar a prova material de algo completamente imaterial? Talvez por isso, eu suspeito que nunca chegaremos à resposta nevrálgica acerca da imortalidade da consciência.

      • Talvez por isso, eu suspeito que nunca chegaremos à resposta nevrálgica acerca da imortalidade da consciência.

        Acho que com todos esforços que já houveram até hoje, se a consciência existisse mesmo, ela já deveria ter sido provada. Foi do espiritualismo que eu vim e vou caminhando pouco a pouco ao materialismo, pois embora eu ainda queria que a alma existisse, já estou ficando cada vez mais conformado com a idéia de ela não existir.

        A alma não pode ser medida diretamente, mas isso não impediria sua comprovação se ela realmente existisse, pois suas implicações no mundo seriam enormes. Veja por exemplo as viagens astrais, quando morei em Foz do Iguaçu, fui a uma palestra da Projeciologia e Conscienciologia, uma coisa fundada por Waldo Vieira (o famoso alegado médium parceiro do Chico Xavier), enfim, eles alegam que podem, após treinamento, sair do corpo a hora que quiser, o próprio Waldo Vieira alega que faz isso com facilidade desde os 9 anos, hoje essa instituição possui uma imensa instalação em Foz do Iguaçu nonde eles promovem estudos acerca do assunto, há centenas ou milhares de praticantes. Afora essa organização também existem milhares ou milhões de pessoas ao redor do mundo que também alegam ter saido do corpo várias vezes (ver Robert Monroe).

        Esse é só um exemplo onde teríamos imensas oportunidades para comprovar a existencia da alma caso ela existisse, bastaria alguém preparar algum experimento, tipo o sujeito tem que sair do corpo, ir até a outra cidade e ler um painel com números randômicos e depois de acordar dizer qual número foi esse. Esse teste por si só ainda não comprovaria totalmente, pois ainda restaria outras explicações, porém isso já seria o suficiente pra colocar imenso foco científico no assunto e daí prosseguir com testes mais rigorosos até se chegar a uma comprovação. Mas…. Isso nunca foi feito, e devemos nos perguntar porque. O que é que impediria essas milhões de pessoas que saem do corpo todos os dias (há séculos) de fazer algum experimento como esse? Só de imaginar a avanço que isso traria pra humanidade, e claro, pra vida dessa pessoa (fama, dinheiro, seu nome nos livros de história), será que falta motivação?

        É isso pessoal, foi por reflexões como essas acima que fui obrigado a largar pouco a pouco minha crença na reencarnação.

        Abraços

        • “Numa madrugada há pouco mais de 20 anos, o médico urologista carioca Luiz Otávio Zahar teve a sensação de acordar no meio da academia de ginástica que costumava freqüentar. As luzes estavam apagadas e não havia ninguém usando os aparelhos de musculação nem circulando pelos corredores. O médico percorreu o espaço de um lado para o outro, sentindo-se absolutamente consciente. Mas seu passeio noturno, segundo Zahar, tinha uma peculiaridade: ele via tudo do alto, como se estivesse suspenso, flutuando.
          Não foi a primeira vez que Zahar experimentou aquela sensação. Desde a adolescência, sentia-se plenamente acordado no meio de algumas noites, circulando por lugares às vezes conhecidos, às vezes não. Descobriu que alguns davam a essa curiosa experiência o nome de projeção astral, outros de experiência extracorpórea, desdobramento ou projeção da consciência. Zahar acabou por acostumar-se e aceitar alguns desses diagnósticos, mas mantinha consigo uma dúvida secreta sobre a veracidade de suas sensações e visões.
          Naquela madrugada na academia, porém, Zahar resolveu pôr à prova a tese de que realmente conseguia ? como tantas outras pessoas dizem conseguir ? sair do corpo, manter o estado de vigília e usar os sentidos para observar coisas concretas. ?Eu não deixo de ser, fora do corpo, aquele médico cartesiano que sou, que quer comprovar as coisas. Pensei: ?tenho de fazer alguma coisa para provar a mim mesmo essa experiência?. Então vi um parafuso esquecido no alto de uma máquina de exercício. Acordei e anotei?, conta. No dia seguinte, foi até a máquina. Para ver o que havia em cima dela, precisou subir em um banco. Do chão, era impossível enxergar. ?Subi e vi o parafuso lá.?”
          http://super.abril.com.br/cotidiano/projecao-astral-viagens-fora-corpo-445653.shtml

          Outra: http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/20121026065214/http://www.mod.uk/DefenceInternet/FreedomOfInformation/DisclosureLog/SearchDisclosureLog/RemoteViewing.htm

          O cientista Charles Tart, que é um dos maiores defensores de que a consciência realmente se projeta para fora do corpo humano, fez vários experimentos sobre o assunto, como mostra por exemplo o seu artigo Psychophysiological Study of Out of Body Experiences in a Selected Subject ( Estudos Psicofisiológicos de Experiências Fora do Corpo em Sujeito Selecionado, em tradução livre), publicado originalmente no “Journal of the American Society for Psychical Research”. Nos anos 60, ele se tornou o pioneiro na pesquisa da projeção da consciência em experimentos laboratoriais controlados, tendo documentado que durante os períodos relatados pelos projetores enquanto estiveram “fora do corpo humano”, seus padrões de ondas cerebrais foram diferente dos padrões do sono, do sonho, da sonolência e de outros estados alterados da consciência (expressão proposta pelo próprio Tart), e diferente até mesmo da vigília física ordinária (estado acordado). É muito famoso o experimento conduzido em um Laboratório do Sono na Universidade da Califórnia pelo Dr. Charles Tart tendo como objeto de estudo a jovem apelidada de “Miss Z”, no qual a mesma, segundo Tart e outros cientistas que presenciaram o experimento, obteve sucesso ao realizar a projeção da consciência e observar um conjunto aleatório de cinco algarismos presentes em outra sala próxima ao laboratório em que seu corpo estava, com sua atividade cerebral monitorada.
          Outro experimento famoso foi conduzido em 1972 pelo cientista Karlis Osis (o então diretor de pesquisas da American Society for Psychical Research) tendo como objeto de estudo o pintor Ingo Swann. Durante o experimento, oito objetos-alvo diferentes foram escondidos da visão física de Swann em uma plataforma suspensa na sala em que ele estava para que ele, com eletrodos colocados em seu corpo, tentasse fazer uma projeção consciente e descobrir quais eram os objetos. O pintor descreveu verbalmente e com ilustrações os objetos e um psicólogo que não sabia do experimento associou corretamente as descrições de Swann com todos os objetos-alvo usados no experimento

          • Olá Philipe,

            Bom, vou dar uma avaliada nesse material que tu me passou. Se for algo merecedor de uma profunda análise, vou escrever uma matéria mais séria sobre os casos e postar no meu blog.

            Em breve te dou um retorno.

            Abraços de Lisboa

          • Philipe, sobre o caso Miss Z, encontrei sérios problemas nesse caso:

            O próprio pesquisador descreveu que Miss Z possui um quadro psicológico instável beirando a esquizofrenia, vejamos os seguintes trechos:

            “…in other ways so extremely disturbed psychologically that at times, when she lost control, she could possibly be diagnosed as schizophrenic. Miss Z came from a broken home…She had been hospitalized for several weeks for psychiatric treatment…”.

            O experimento foi conduzido em grande parte por apenas uma pessoa, Charles Tart que já possuía uma crença na consciência antes de iniciar suas pesquisas o que torna o processo governado e influenciado por suas convicções e tudo que temos hoje são os resultados saídos das mãos de Tart apenas. Nenhum outro cientísta com visão neutra ou oposta a sua participou do experimento.

            Mesmo tendo um aparente sucesso, o experimento não foi replicado, nem por Tart nem por outro cientista o que não seria o esperado num caso desses.

            O próprio Tart não exclui a possibilidade de ela ter usado algum truque para ler os número em algum momento em que não estava sendo observado. Ele mesmo forneceus algumas explicações de como ela poderia ter tido acesso aos números: “…we decided that “sophisticated” cheating by Miss Z was not impossible. She might have concealed mirrors and reaching rods in her pajamas and used these during the period when the EEG was difficult to classify (due to movement artifacts) to read the number…”.

            Mais..

            “The second alternative is that she might have seen the number reflected in the surface of the case of the clock which was mounted on the wall above it. This was the only reflecting surface in the room placed in such a way that this might have been possible. Both Dr. Hastings and I spent some time in the dimly lit room to dark-adapt our eyes, and tried to read a number from the subject’s position on the bed, as reflected on the surface of the clock. As the room was dimly lit and the surface of the clock was black plastic, we could not see anything of the number. However, when we shone a flashlight directly on the number (increasing its brightness by a factor somewhere between several hundred and several thousand) we could just make out what the number was in the much brighter reflection.”

            E ele conclui o parágrafo com a seguinte conclusão:

            “Therefore, Miss Z’s reading of the target number cannot be considered as providing conclusive evidence for a parapsychological effect.”

            Aqui eu vejo que as explicações alternativas e mundanas são tão inúmeras que seria uma declarada preferência se apelarmos ao paranormal.

            Não é difícil entender porque isso não atraiu muito foco científico: porque o controle do experimento foi muito fraco.

            Nossa crença só de mantém quando afrouxamos do rigor de nossos estudos.

          • Claro, o experimento poderia ser mais complexo e modelado metodologicamente para reduzir os furos, concordo. Mas o exemplo mostra que realmente, alguém tentou, cientificamente, provar que isso é possível.

        • Cesar, eu nunca tive uma experiência de fato com EV, mas conheço pessoas idôneas que fizeram comprovação pessoal disso que você está falando. Sua pergunta no final é muito boa, porque até agora nunca foi provado mesmo com tanta gente dizendo que pode fazer? Ai eu respondo, porque ninguém, nenhum cientista de renome ou não de mente aberta, sem preconceitos resolveu testar. Isso que me deixa triste, o que vejo em muitos casos ditos paranormais, com muitos relatos, esses de EVs, por exemplo, com tanta gente dizendo que já conseguiu provar a si mesmo, é que ninguém, nenhum cientista mesmo se interessa realmente a testar e a fazer uma tese de fato sobre isso, o que me decepciona muitas vezes, não a ciência, mas cientistas, não é sua postura cética, mas sua postura preconceituosa contra certas coisas, eu já vi coisas relacionadas a telepatia e visão remota acontecer, e olha que sou bem cético que posso te garantir que não teria como fraudar mas que foram pontuais, não controlados, se eu for a um cientista e falar isso ele vai simplesmente rir da minha cara e não vai querer perder tempo com isso. Se eu fosse cientista de alguma área relacionada ao cérebro, adoraria testar esses casos aos montes e principalmente com pessoas que conheço que dizem poder fazer isso , mas não sou, quem é muitas vezes assume uma posição preconceituosa, o que é natural do ser humano mas é algo totalmente incompatível com a ciência, um grande exemplo que o Philipe citou por exemplo é do Pé Grande, ou mesmo do Yeti, alguém pode apenas considerar os relatos como confabulação, invenção, alucinação e outro pode ir simplesmente mais fundo na pesquisa, essa última atitude que acho primorosa. Sobre existência da alma estou mais para o budismo em relação a isso, se derem uma olhada mais a fundo parece ser bem mais lógico do que espiritismo e outros tendem a dizer, a diferença é que eo budismo, além da yoga, fornece ferramentas de inferência para isso, mas ai é decisão pessoal querer usar essas ferramentas ou não. Enfim, é um debate muito longo com muita coisa a se discutir.

          • Caro Lordtux, primeiramente acho que você precisa rever tais preconceitos sobre a ciência e verificar se realmente os cientistas “nào estão interessados” no fenômeno, pois na minha opinião isso não bate com a realidade.

            Outra coisa é que mesmo que os cientistas fossem totalmente desinteressados, isso ainda não seria desculpa para o fracasso da comprovação do paranormal, pois há muitas coisas que podem ser feitas por qualquer pessoa, ainda mais hoje com ferramentas como blogs e youtube.

            Por exemplo, se eu tivesse o poder de sair do corpo, a primeira coisa que eu faria seria convocar via Internet um grupo dos mais céticos no assunto, pediria a eles que preparassem um número de 8 digs pra que eu tentasse ler. Após ler e acertar esse número e repetir a experiência umas 5 vezes, eu duvido que isso não receberia atenção da mídia mundial. Depois era só me dispor para um experimento científico rigoroso e controlado, e o principal, controlado por outras pessoas, reconhecidamente céticas e não controlado por mim, isso é o básico. Enfim, esse tipo de experimento pode ser feito por qualquer uma das milhões de pessoas vivas no mundo hoje que alegam ter controle de sair do corpo, bastaria um pouco de motivação e deixar o egoismo de lado, como as que só pensam em vender livros, dar entrevistas, aparecer na mídia, tudo para benefício próprio.

        • Parece que o jogo virou: O que antes era “pessoas que não encontravam explicações para seus questionamentos e achavam mais fácil acreditar em algo extraordinário, desprezando a ciência” para
          “cientistas que não conseguem explicar o extraordinário se acovardam e preferem simplesmente refutar”..

    • Pq ele não convidou também os cientistas que PROVARAM que a reencarnação acontece, ao invés de convidar só ateus fanáticos que não acreditariam nem que eles mesmos passassem por uma regressão espontânea e comprovassem depois todos os detalhes?

      • “Pq ele não convidou também os cientistas que PROVARAM que a reencarnação acontece…”

        Isso nem seria possível pois não há no planeta Terra nenhum cientista que tenha PROVADO que reencarnação acontece. Se isso tivesse acontecido então seria aceito por toda a comunidade científica. Parece que você não está familiarizado com o peso da palavra PROVAR no contexto científico. Não há problemas em usar essa palavra de forma corriqueira nas conversas do dia-a-dia, mas lembre-se que quando se fala “provar científicamente” a coisa é séria e só se pode usar esse termo honestamente quando se existem sólidas evidências que podem ser aceitas por qualquer pessoa independente de ideologia.

        Aponte-me um cientista que tenha PROVADO a reencarnação e que sua tese tenha sido aceita de forma unânime pela comunidade científica.

        Olha, eu ouvi dezenas de podcasts desse homem e nunca vi ele convidar nenhum “ateu fanático”.

        • Existem sim, o Ian Stevenson é um deles. Quando o Princípio de Demarcação for derrubado e os ateus deixarem de pressionar a Ciência para o lado do extremismo materialista, isso será amplamente aceito.

  31. Parabéns pelo Post Philipe.
    Comigo sempre aconteceu algo estranho, nos sonhos me lembro desde os 4 anos até mais ou menos a pré adolescência eu nunca sonhei que eu era eu (tipo físico atual) nos meus sonhos, todos esses anos eu era outra pessoa, uma menina adolescente e não uma criança, até hoje raramente sonho comigo com esse tipo físico, sempre sou outras pessoas.

  32. Eu tinha um primo que, certo dia, quando criança, falou que morreu quando estava pilotando um avião que foi derrubado durante a guerra (pelas descrições, concluímos que foi da segunda guerra).

    Já eu, sempre gostei de ouvir Vivaldi, desde criança. Depois de muitos sonhos hiper realistas com corais,flautas, musicas cantadas etc, descobri que fui um dos músicos que tocava com Vivaldi, no caso, tocava flauta. Hoje só consigo tocar apito…e olhe lá.

    Por sua vez, minha mãe viveu no palácio dos Romanowsky, com as filhas do Czar.

  33. Philipe eu tenho umas memórias estranhas, a principal dela seria “como se fosse a forma como morri na vida passada” eu nao sou sensitivo nem nada dessas coisas, mas eu tenho memórias estranhas, muito vivas, sinto gosto, cheiros, enfim… nessa memória que eu tenho eu era um grande amigo de meu pai, que morreu logo depois de sair do exercito (onde se conheceram e desenvolveram grande amizade), o nome dele era fernando (o meu é em sua homenagem) e o estranho é que eu tenho a memoria viva de estar dirigindo uma carreta muito carregada por uma estrada que eu não conhecia, sendo surpreendido por uma curva muito fechada, eu tentei frear a carreta mas nao ia conseguir reduzir a velocidade o suficiente para poder fazer a curva, então em desespero, vendo que nao havia outra opção a não ser bater o caminhão em um barranco, eu resolvi me atirar para fora do caminhão, , soltei o cinto abri a porta e meio que rolei para fora do camihão, minha perna esquerda ficou presa no cinto e fui jogado para baixo das rodas de tras do “cavalinho” do caminhão, sendo atropelado e morto na hora, o estranho é que alem de ter essa memória ela é bem viva, eu sinto o calorão que estava naquele dia, sinto o gosto de sangue na boca e a dor horrivel de meus orgaos sendo moidos pelo peso da carrreta, quando eu tinha por volta de 15 anos fiquei sabendo de algumas historias “desse fernando” e todas batiam com as memorias que eu tenho

  34. Desde criança até mais ou menos os 20 naos eu sonhei várias vezes que eu tinha berba e usava uma galocha preta, e eu estou ido a algum lugar e preciso chegar (onde quer que seja) com urgência. Eu carrego algum tipo de bolsa, mas eu nunca cheguei a ver a aparência dela, só sentia o peso, e eu caminho por uma espécie de pântano com mato bem alto e fino, está chovendo uma chuva bem fina e fria, daquelas que vc não sente os pingos, só sente ela te encharcar até os ossos, é difícil caminhar porque a galocha afunda na lama e eu fico nervosa por não poder andar mais rápido, e tem um trem vindo, ele vai cruzar o meu caminho e só da pra ver a luz da máquina bem de longe porque está muito escuro e eu preciso andar logo antes que o trem passe e me atrase. Aí eu acordava com essa sensação de urgência.
    E também tinha algumas vezes (eu não me lembro, minha mãe que me contava) que eu acordava no meio da noite e me sentava na cama com as pernas cruzadas, que nem Buda e falava com ela com muita intensidade, mas ela não entendia nada porque era uma língua estranha, com muitos fonemas com som de F.

  35. kra…se existe reencarnação e ela serve para a evolução do espírito,alguem me responde pq sempre a gente começa do zero em nosso aprendizado? e não nos lembramos e nem temos as habilidades adquiridas em outras vidas? qual a finalidade de tudo isso? prefiro achar q esta vida é um mistério e ponto,viver de forma simples e feliz acho q eh uq realmente importa,o resto é conversa,até porque não temos e nem teremos como saber se é realmente isso.até hoje só houve um relato de alguem que voltou do outro lado,mas aí entra para a questão religiosa e vira numa kermesse do karamba isso aqui.
    já tive uma experiência de EQM comigo e outra com o meu falecido sogro que morreu dia 11 de setembro deste ano,ele acordou 2 dias antes de falecer dizendo no hospital q era perda de tempo ele estar ali,que estavam cuidando dele bem melhor em outro lugar,e que tinha 3 krinhas na porta esperando para cuidar dele em outro lugar bem melhor do que o hospital que ele estava,eu presenciei pessoalmente isso que ele falava na noite que pousei no hospital com ele,no começo achei q era confusão mental pelo fato dele ser diabético e a glicose nesses momentos de delirio era muito baixa,chegava a 40,eu julguei que se tratava de alguma alucinação,mas fato é que ele veio a falecer 2 dias depois de passar 3 noites seguidas repetindo estas afirmações.enfim,um grande mistério.não temos como saber,nem o que discutir.
    se fosse para termos conhecimento o criador com certeza nos teria revelado.
    podem me chamar de mente pequena e o kramba,mas qualquer afirmação “pseudo-espírita-religiosa” nao muda em nada o que a gente realmente sabe sobre o assunto.

    • É um questionamento logico. Como eu não sou doutrinado em qualquer filosofia, só posso dizer alguma coisa baseado no que eu acho que pode ser (assumindo também a possibilidade de eu estar completamente errado).
      Partindo de uma premissa de aceitação que espíritos existem, e as encarnações terrestres tem realmente o objetivo de conduzir os espíritos a uma maior perfeição, eu ousaria levantar o fato de que os espíritos que animam os nossos corpos não são “nós”.
      É fácil uma pessoa pensar nela mesma morta com sua autoimagem, e todos os seus pensamentos e sua mente. Mas podemos não ser isso em nivel espiritual. É algo difícil de explicar em palavras esta ideia, mas eu penso que nós só somos o que nos reconhecemos como nós mesmos na fase de matéria. Quando desligados da fase de materia, em outra dimensão que seria a espiritual, podemos ser outros, completamente diferentes, inclusive. Para ajudar na analogia vou pegar o filme matrix.
      Pense na vida material como uma matrix invertida. No filme, a matrix era somente um programa de computador, rodando na mente de um grande robô, certo? Logo, a matrix era o imaterial onde as consciências das pessoas materiais imerigiam, lutavam, se penduravam em helicopteros, explodiam tudo e aquela presepada toda.
      Pensando na inversão disso, imagine o mundo imaterial com um dispositivo capaz de pegar aquela consciência e enfiar num corpo sólido num mundo sólido e material. Agora, para efeito didático, na Matrix, o Neo do lado da realidade imerge na matrix como ele mesmo. Ele é Neo na matrix e fora dela. O filme é assim porque o publico americano é burro de demais para entender coisas mais complexas.
      Pense então no Neo espiritual imergindo na matrix que é nossa realidade, num corpo físico de mulher, a Mariazinha, que no processo vai neutralizar completamente uma série de coisas que o Neo sabe lá no mundo fora da matrix. ENtão ele vive esse “personagem” aqui, onde vai sofrer e vai ter a oportunidade de vivenciar uma pá de coisas, que só vai se lembrar quando se desligar da matrix e voltar para sua outra realidade, onde ele deixa de ser Mariazinha. Mariazinha passa toda sua vida sem sequer imaginar que quem ela é de verdade (na outra realidade) é o Neo. Mas quando Neo se desconecta da Matrix lá, ao fim da vida de Mariazinha, ele é o Neo, só que ele sabe o que Mariazinha passou aqui na Terra. Se ele achar que essa imersão na terra dos vivos como Mariazinha não permitiu seu crescimento – ou seja lá porque outro motivo ele queira repetir a dose – ele reimerge na matrix, agora como Oscar. Então Oscar nasce, cresce, salva pessoas que iam morrer, descobre o verdadeiro poder do dinheiro, e percebe que dinheiro não é nada quando você pode ajudar pessoas. Oscar Schindler morre como herói na Terra. Lá no outro lado, neo sai da matrix novamente, lembrando o que Oscar Schindler fez. Neo não é exatamente Oscar Schindler, mas animou aquele corpo. E aprendeu com ele. Neo agora acumula o que aprendeu com a vida de Mariazinha e de Oscar Schindler. E então ele resolve descer novamente, para aprender mais.

      Em resumo da minha viagem, no fundo isso tudo que chamamos de realidade pode justamente NÃO SER a verdade. Pode ser somente o videogame de almas sofisticadas, que NÃO SÃO NÓS! Nós não podemos saber o que elas sabem, porque somos apenas sacolas físicas imperfeitas para armazenar isso que alguns podem chamar de espírito. Então, um cara muito, muito filho da puta, pode ser apenas alguém com pouca experiência imersiva que não conhece realmente a dor, porque não chegou na fase de ser um fodido aqui na Terra. Mas isso certamente acontecerá, em um momento, que podemos não ser capazes de contabilizar, uma vez que a noção de tempo humana, na limitação física, é baseada na volta do planeta ao redor de sua estrela.

      Voltando a essa questão da aprendizagem, o que eu quero dizer é isso. Não somos nós que estamos aqui para aprender. Nós somos apenas os personagens numa peça. Os reais atores que vivenciam esses personagens estão num plano tão mais sofisticados que nossas limitadas mentes não podem alcançar. Se isso não estiver errado e não for exatamente uma viagem na maionese, você pode ser muito mais foda do que jamais imaginou ser possível.
      Seria como um personagem do GTA perceber que ele na verdade não existe. Que tem gente de carne e osso MESMO controlando ele. Imagina que paradigma foda se um personagem de game se dá conta disso? Todos daquele universo do jogo pensariam que ele pirou. POr outro lado ele enfrentaria um dilema FODA que é confrontar sua não-existência enquanto aquele personagem que ele acreditava ser.

      • Boa explicação. Realmente quando desencarnados relembramos as Marias e Oscars, e somos, na verdade, a soma de todos eles, com os aprendizados mais recentes, com cada vez menos defeitos e mais qualidades.

  36. Eu acabei de me lembrar de um episódio que aconteceu comigo e me arrepiei inteiro. Nâo tem muito a ver com sonhos mas achei interessante citar. Eu sou muito cético, exageradamente mas isso eu não consigo explicar até hoje. Uma tinha minha era produtora rural e fui passar uns dias no sítio. À noite fui para o quarto de visitas, que tinha dois armários grandes de madeira, antigos. Enquanto tentava dormir notei uma luz amarelada e fraca em cima de um dos armários, no canto. Tinha uma moldura desenhada nas bordas, como a maioria dos móveis antigos e não pude ver a fonte da luz. Como minha família é religiosa e tal pensei ser uma vela e deixei pra lá. No outro dia acordei e a primeira coisa que fiz foi perguntar pra minha tia se ela não tinha medo de colocar uma vela em cima de um móvel de madeira…
    – Que vela?
    – Lá no quarto, no armário mais escuro
    – Nâo tem vela nenhuma lá “filho”…

    Fui lá coloquei uma escada e vi que tinha um espaço aberto, limpo, e do lado um plástico que cobria malas, que deveriam estar derretidos. Eu fui embora no mesmo dia e nunca mais dormi lá.

    • Até hoje eu não sei explicar o que era aquela luz, não consigo encontrar uma explicação. Ela não vinha de outro lugar porque projetava a sombra da moldura na parede. A luz variava como uma luz de vela em um local com quase nenhum vento.

      Aproveitando que me lembrei vou contar outro fato que aconteceu no sítio do meu avô (outro, diferente do anterior). A casa era toda de madeira, bem antiga. Estava dormindo no quarto com meu avô e acordo no meio da noite, escuto um barulho de rádio mudando de estação, ouço música, pessoas conversando, estática… Meu avô devia ter esquecido algum radinho ligado (é, eu sou apático pra caralho quando acordo no meio da noite). Mesma coisa, no outro dia perguntei pro meu avô onde estava o rádio pra ouvir alguma música enquanto fazia o café…

      – Fio, o vô não tem rádio no sítio não…

  37. Costumo ser muito cético, sempre procuro causas racionais para as coisas que acontece, o problema é que muitas vezes existem fatos, inegáveis, que não se consegue explicar…

    Em um dos sonhos mais reais que eu já tive, como se fosse uma lembrança, eu estava em uma festa, num salão que ficava logo no primeiro lance de uma escada larga de um prédio… estava rolando um rock n’ roll, ou twist, não sei bem… eu estava me divertindo, com meus amigos e amigas, quando de repente chegam os militares, eles começam a nos perseguir e atirar… lembro de sair do salão, descer as escadas cinzas e correr para a direita, em direção à porta esculpida em metal vazado, para sair do prédio… lembro que o chão era xadrez, com pisos pretos e brancos intercalados… quando eu estava próximo a chegar à saída eu senti algo queimando, nas minhas costas, na altura do peito próximo ao meu ombro esquerdo, e uma dor inexplicável… acredito eu que foi um tiro… aí eu caí no chão, e não me lembro mais de nada…

    Este sonho foi tão real que, agora mesmo, escrevendo este texto, eu consigo sentir o tiro… queimando… doendo…

  38. Boa Philipe,sabe que meio que saquei a idéia,e me veio a mente,e se esse “jogador” que nos “controla” como no jogo gta que vc citou for Deus? o próprio criador,sempre ouvimos que somos sua imagem e semelhança,vendo pela tua idéia me veio na mente a seguinte analogia,digamos que Deus é um oceano e nós somos gotas dentro de corpos,saca a viagem? Como se fóssemos “pedaçoes” dele mesmo,princípios vitais do próprio criador.Vi desta forma e parece lógico.naquele livrinho ouvimos que somos sua imagem e semelhança,por que temos espírito como ele mesmo tem acredito eu.
    ele nos ama profundamente e tem infinita misericórdia para com os nossos erros,ai eu penso….então seria isso que acontece? afinal,como Deus poderia odiar a ele próprio? Sendo que somos parte dele,todos somos uno….caraca…viagei legal agora..uhasuhas….mas parece lógico…aí entra a tua história da Matrix,Deus acredito eu que deve criar “avatares” o tempo todo,reaproveitando a própria criação neste ciclo de vida infinito…mas naquele livro que todos conhecemos Deus nos revela que ao homem foi dado morrer 2 vezes,a primeira fisicamente e a segunda espiritualmente,no caso os ímpios e toda aquela história.Temos visões fantásticas e muito interessantes como essa que vc teve Phil e como essa que eu criei através do teu relato,mas o que eu quero dizer é que mesmo se a gente chegar muito perto da verdade nunca saberemos,pelo menos não enquanto seres físicos,enfim um grande mistério chamado vida….e eu pirei com isso…uhasuhas

  39. e tambem acredito que de fato deve ser mais gostoso ser um ser físico do que ser um ser espiritual pela questão do tato.
    sentimos tudo,nos sentimos vivos de verdade,não sei se teria graça sermos somente espiritos.

    • A idéia que tenho dos espíritos (e a de muitas pessoas, tenho certeza) é a de que as possibilidades sensoriais são muito mais amplas, como podendo ver com o corpo todo, não só com os olhos, por exemplo.
      Para um espírita, o corpo em que se encarna é um tanto grosseiro e em muito limita a real capacidade do espírito.

  40. Quando eu era bem pequeno (4,5 anos) tive um daqueles sonhos vívidos que poucas vezes tive na minha vida. Nesse sonho, eu era um homem inteligente porém colérico com barba espessa e que ia para uma guerra. Ao retornar, minha esposa, que parecia ser uma nobre europeia ou algo assim, me disse que tinha um filho de já com 5 anos. Desconfiado, achei que ela estivesse me traindo e passei a trata-los muito mal enquanto os negócios iam de mal a pior, piorando cada vez mais meu relacionamento com ambos. Até que num dia num acesso de fúria matei minha esposa esganada e meu filho com um tiro na cabeça e vivi pra o resto da minha vida indo para batalhas, ou guerras e me sentindo culpado pela atrocidade que cometi contra minha família sempre corroído pela dúvida se aquele era ou não meu filho verdadeiro. Ainda no sonho, fui para um lugar que poderia chamar de céu e lá tinha uma espécie de advogado de defesa, tutor, guardião chame como quiser. Passei por uma espécie de julgamento onde me eram mostradas todas as coisas boas e ruins que fiz na minha vida. Eu era obrigado a rever todas as passagens que me trouxeram alegrias e vergonhas e uma delas era a passagem do assassinato da minha família. No sonho, enquanto eu estava no “céu” eu podia saber naturalmente o que era verdade e mentira e então me senti aterrorizado em saber que tinha matado meu filho legítimo e não bastardo como supunha. Envergonhado na frente de todos os que acompanhavam (tinha uma especie de plateia como se fossem fiscais ou algo assim) chorei em bicas e pedi perdão do fundo do meu coração e pedi pra voltar pra desfazer o mal. Mas era tarde, não podia mais voltar à minha família antiga.

    Ainda no sonho, entrei em uma sala ou lugar com 2 outras pessoas e cada uma delas esperou que o tal guardião tinha pra mostrar. Quando chegou minha vez ele me mostrou uma imagem de 3 possíveis vidas que eu poderia ter. Ele pediu que eu escolhesse a que eu queira. Ao ver a imagem podia acompanhar todo o desenrolar da vida numa única olhadela, como se fosse um resumo, e escolhi a vida em que eu viveria por mais tempo. Cada uma das outras tinha sua vantagem e seus defeitos, porém escolhi essa que, ainda me lembro, era uma vida simples de dificuldades até os 35 anos e depois, caso eu realmente me “endireitasse” e corrigisse meu comportamento, poderia ter uma vida abastada após os 35. Me disseram antes de reencarnar que eu iria esquecer tudo que vira, porém, num esforço enorme me recusei a esquecer a atrocidade que fiz com minha família. O sonho termina aí.
    Sempre tive nítida na cabeça essa história e por alguns anos a considerei apenas um sonho elaborado que tive. Porém, as coincidências começaram a acontecer. Uma delas foi ao ler o livro “A República” de Platão com uns 20 anos de idade e lá pro fim do livro, Platão conta que acreditava haver algo além do mundo sensível e contou a história de um conhecido de um amigo que, era simplesmente quase idêntica ao sonho que tive! (No que tange a escolha da vida, não o resto.)
    A partir daí então comecei a ficar encucado com as coincidências e prestei muita atenção para continuar achando paralelos com minha história. Hoje sou casado com minha esposa, há 18 anos e temos uma filhinha de 5 meses. Mas, sendo verdade ou não, me sinto bem em saber que sou muito diferente daquele possível “EU” de outros tempos.
    Infelizmente, não lembro de nomes ou lugares nem datas, pois o sonho é muito antigo (eu tinha uns 4 anos), mas lembro tudo que senti: o pesar da morte da minha família, a vergonha da expiação pública e a vontade de fazer tudo diferente. Já até tentei achar no google algo sobre “nobre europeu que matou esposa e filho único”, mas sem sucesso. Acho incrível a história não ter se apagado após tanto.
    Sou muito cético, e se isso não aconteceu realmente, pelo menos temos um bom roteiro para a série “Os Tudor” kkkk

  41. Philipe, fico impressionado com a seriedade e a paixão com que escreve seus posts!!
    Só pra ler todos os comentários com atenção (pois o tema me interessa bastante..), levei umas três horas!!
    e você os acompanha todos, responde em detalhes, enfim..
    Quero parabenizar pelo seu ótimo trabalho, sua lucidez e inteligência, pelo blog de excelente conteúdo que difere em muito de blogs mercenários que se vê por aí..
    É muito bom ver, também, o nível dos leitores por aqui, sejam religiosos, céticos, curiosos.. sempre apresentam argumentos e demonstram muito respeito!!
    Estaria muito orgulhoso se fosse eu o responsável por um blog tão bem frequentado!
    Mais uma vez, parabéns a você e aos colegas leitores!

    • Valeu mesmo, Altyer Otoni. Dá mesmo um trabalho danado, mas vejo os comentarios como uma parte importante e integrante dos posts. EU sou muito orgulhoso desse espaço aqui sim.

  42. Philipe, poderia criar um post sobre as EQM (Experiências de Quase Morte) no Brasil tem um corrente de pensamento de alguns cardiologistas de que quando vão operar o paciente eles colocam placas acima do leito, com o intuito de saber se a pessoa saiu do corpo e pode observar o que estava escrito nas placas.

    • Muito interessante, isso, cara. Eu não sabia. Me lembrei agora do meu cardiologista, que foi receber um premio num congresso de cardiologistas e infartou lá no palco.

  43. Bom, só pra constar aqui, já que é um assunto interessante.
    No ano passado conheci minha atual namorada, e não lembro bem quando começou, mas comecei a ter sonhos estranhos com um castelo. Lembro de ver o interior do castelo, todo iluminado com velas, um lugar um tanto tenebroso, mas não me sentia exatamente com medo. Via uma figura alta, um homem de capa, de costas para mim, olhando pra lua. Tive VÁRIOS sonhos com esse lugar, e eles pareciam se passar em diferentes épocas. Num deles era uma guerra, atiravam pedras no castelo, no outro parecia alguns séculos mais pra frente, eu tinha urgência de chegar em algum lugar. O último sonho que tive no castelo foi o mais claro e também o mais bizarro. Eu estava com um pequeno grupo de pessoas no topo, e nós comíamos algo. O homem que parecia ser meu pai no sonho aparentemente estava bêbado e começou a discutir com alguém. Eu tentei o agarrar e nós quase caímos do castelo. Não sei exatamente se minha namorada despertou isso, nem onde era. Não arriscaria chutar um lugar, mas ele parecia muito com o Castelo de Bran, do nosso querido Vlad Empalador, também conhecido como o Conde Drácula histórico. Uma coisa é certa: se existe reencarnação, a gente já fez muita merda por aí. Mas estamos aqui pra fazer do jeito certo agora! Um abraço a todos!

  44. Olá pessoal do Mundo Gump! Primeira vez que faço um comentário aqui no site…

    Bem Philipe, uma vez um professor de filosofia me contou que quando morremos, antes de chegarmos ao nosso destino (seja lá qual ele for), nós passamos por uma transição; uma estrada em linha reta rumo a um horizonte de luz, o problema é que essa estrada é muito longa, fazendo com que muitos desistam e se percam no caminho, aqueles que conseguem prosseguir chegam até uma fonte de água rejuvenescedora capaz de curar a fadiga dos espíritos (e suas chagas adquiridas na vida passada); o problema é que, quanto mais o espírito bebe dessa água mais ele se esquece de seu passado e do que ele já viveu, meu professor também disse que é impossível para os espíritos continuarem o resto da viajem sem antes beberem um pouco desta água.
    Não sei se isso é verdade, mas achei interessante compartilhar com vocês.

    Abraços a todos!

  45. Philipe, tem um livro (em português) muito interessante que fala especificamente sobre o tema (crianças com lembranças de vidas passadas). O nome do livro é ” A Volta – A Incrível e Real História da Reencarnação de James Huston Jr”. Conta a história de um menino que começa a ter pesadelos e falar que o seu avião está pegando fogo. Conta do ceticismo do pai, da busca para respostas. Leitura interessante sobre o tema, sem nenhum viés religioso. Foi atraves desse vídeo (www.youtube.com/watch?v=2-FsSUIdVM8) que busquei o livro.
    Parabéns pelo post.
    Fica a dica.

  46. Tenho uma história engraçada.

    Eu costumava jogar muito RPG no video-game. Acordava cedo só pra jogar aquele Final Fantasy Tactics.

    Ai teve um dia que eu tava dormindo e minha mãe disse que eu falava:

    Vai Chocobo ! Vai Chocobo! Vai Chocobo ! sem parar

    KKKKKKKKK

  47. Eu lendo isso me lembrei de algo semelhante que aconteceu comigo ou no começo do ano passado, ou em 2011… não me lembro muito. Eu estava com um pouco de febre, bem baixa, já era de noite tomei um remédio e fui dormir pois tinha aula logo cedo. Aí eu acordei no meio da madrugada suando muito e como se o quarto virasse meio que um cativeiro de garotas adolescentes, camas uma em cima da outra e o lugar era bem cinza, tipo os cativeiros da 2º guerra mundial quando prendiam pessoas. Parecia que estava acontecendo realmente, não consigo explicar… era meio que hologramas, tudo estava normal e eu via tudo na minha frente só que não, eu estava bem consciente. Aí as garotas estavam com muito medo e parecia que eu era uma também (oi?) e tava deitado na cama muito assustado, em quanto elas conversavam assustadas, duas falavam pra mim ir no quarto da minha mãe logo que eu tava com febre, sair dali rápido, meio que no sentido que eu tinha que voltar pra realidade, que eu não podia perder tempo, pois tinha gente vindo. E eu tava com muito medo também, não queria levantar de jeito nenhum e elas me encorajavam. Todas tavam bem assustadas. Até que arrombam a porta com tudo e entram muitos caras cheios de roupas e panos, com muitas armas e tomam o quarto inteiro. Todas começaram a gritar, correria por toda parte, e eu levantei, quando levantei tudo voltou ao normal *-* eu realmente soei muito e ainda tava assustado. Nunca mais esqueci disso. (E quando eu era criança, eu tinha medo do nada das pessoas, e queria me esconder a toa, em guarda roupa, embaixo da cama e no terreno). Não parecia febre, eu tava normal… foi tudo muito estranho. muuito estranho D:

  48. Acho esse assunto fascinante e tenho que dizer que comigo e com meu irmão ocorrem coisas que nos faz pensar bastante, tenho uma mancha bem no meio dos seios, e pelo pouco que ja vi de marca de tiro ela é muito parecida, sou espirita e uma vez fui a uma palestra, que falavam de descendência da reencarnação, algo como marcas e doenças que você traz de suas vidas passadas, com certeza quem ja viu filmes de ação conhece aquele zumbido que dá no ouvido quando uma bomba explode não, por diversas vezes me dá no ouvido esquerdo esse mesmo zumbido, meu irmão que nasceu no mesmo dia que eu 10 anos depois de mim, tem o mesmo zumbido no mesmo ouvido, na palestra eu relatei isso e palestrante brincou comigo, dizendo que tinha uma veterana de guerra na sala, até hoje isso me faz pensar.
    E outra coisa, meu irmão tem 14 anos, fez apenas um semestre de Inglês fala fluentemente, assim como eu a unica diferença entre nós dois e que eu NUNCA fiz curso na minha vida so o basico da escola.

  49. É muito bom ver matérias que falam sobre este assunto, acredito eu que todos deveriam dar atenção e observar mais de perto, mesmo que seja por conhecimento cotidiano ou por acreditar. Muitas estorias poderiam aparecer e ajudar a confirmar essa maravilha da encarnação!

  50. Esse assunto sem dúvidas é muito fascinante, tenho uma historia para contar a vocês, talvez isso não se encaixe na matéria mas gostaria de compartilhar minha experiência, ás vezes sempre quando estou “ficando” doente(dor de garganta etc) eu tenho um sonho, se trata de um local todo branco, não consigo me ver(meu corpo), parece que estou em um local que parece leite outro mundo, algumas vezes aparece uma mulher de branco me lembro que uma vez apareceu um homem, esse sonho já aconteceu umas 5/4 vezes e sempre é o mesmo sonho com as mesmas características, parece algo sobrenatural não consigo nem descrever direito, parece que no sonho algo vai e vem não um objeto em si mas sim o local, ultimamente não tenho tido esse tipo de sonho mais, porém é muito sinistro.

  51. Eu nunca acreditei em reencarnação, mas há pouco tempo tenho pensado muito nisso e, depois que comecei a pesquisar, estou acreditando cegamente que eu morri afogada em uma das minhas vidas passadas. Me lembro de que quando eu era menina, eu dizia para a minha mãe que eu não gostava de piscina porque eu morri em uma. Minha mãe sempre foi cética e dizia para que deixasse de falar besteira. Hoje, conversando com meu irmão, ele me disse que se lembra bem de ter passado três semanas acamado, com febre altíssima e tremores fortes. Minha mãe retirava as fezes e urina dele com um balde, porque ele não conseguia nem se mexer. O problema é que perguntamos isso para a minha mãe e ela jura que isso nunca aconteceu.
    Já eu, me lembro perfeitamente de estar nadando em uma piscina, com meu irmão (que não era esse de agora), com algumas pessoas que eu dizia serem meus primos (e não os conheço) e com minha mãe (que não é a minha mãe de agora). Estávamos nos divertindo, até que houve um tremor de terra muito forte e uma das pilastras de sustentação da casa cedeu e caiu em cima de mim, na piscina. Eu desmaiei dentro da água e me afoguei. (tudo isso descobri depois de uma sequência de sonhos onde sempre isso acontecia). Sinceramente, agora acredito em reencarnação.

  52. olá, li os comentários e percebi que há bastante gente que tiveram lembranças de que eram soldados e eu achei que fosse o único haha. Eu tive uma lembrança a muito tempo atrás quando era criança, não sei ao certo se foi um sonho ou uma visão mas eu lembro que eu era um soldado e pelas roupas era provavelmente na Segunda Guerra Mundial, eu era adulto e estava na rua de chão de paralelepipido e passavam tanques de guerra na minha frente, eu estava adimirando a passagem daqueles tanques e olhava os prédios e se pareciam muito com os da Alemanha ou da antiga União Soviética, eu vestia um uniforme meio esverdiado e depois que os tanques passaram eu comecei a descer a rua segurando uma arma. Infelizmente é só até ai que eu me lembro.
    Além dessa lembrança uma vez eu estava assistindo um filme que retratava a Segunda Guerra Mundial e em uma das partes apareceu um soldado e uma moça em um Café e eles pediram um doce chamado Apfelstrudel e não sei por que eu senti na hora o gosto daquele doce sendo que eu nunca tinha comido, caraparece loucura mas eu senti o gosto na boca e a minha boca encheu d’água hahah… eu tenho um facínio muito grande por guerras principalmente a Primeira e a Segunda, e eu acho que realmente eu fui um soldado em plena guerra.
    Eu tenho algumas marcas de nascença na perna e no rosto e não sei se acabei tomando tiros na guerra mas acho bem provavel haha

  53. Tive um sonho muito parecido com um outro sonho que tive na semana passada. E sonhos geralmente marcam a minha vida. Primeiro porque as vezes sonho com “sinais” que acontecem na vida real de pessoas próximas. Segundo porque parece que sonho a mesma coisa várias vezes.Tive 2 sonhos muito parecidos. Sonhei que muinha mãe me deu um tiro na cabeça durante uma discussão enquanto dizia coisas horríveis. Esta noite sonhei que um ladrão deu um tiro no mesmo lugar onde minha mãe teria dado no outro sonho. Em ambos os casos o tiro foi no mesmo lugar e eu tinha certeza que não iria morrer. Na realidade eu e minha mãe temos uma relação difícil. Desde pequena. Sou filha única e ela sempre fica contra a maioria das minhas opiniões e atitudes. Sempre fui uma boa filha, obediente, carinhosa, não saía de casa sem a permissão dos meus pais, não dei trabalho na escola, sempre estudiosa com boas notas e desde pequena quis continuar os estudos e ela foi contra. Insisti e com 21 anos iniciei minha faculdade de pedagogia. Ela nem meu pai fizeram gosto nenhum, nem na formatura foram. Por estes tipos de coisa fico muito chateada. A uns 2 anos atrás sonhava muito com uma criança. Eu a via mas ela não me via. Geralmente lembrava do sonho. Sonhei com ela várias vezes, 2 sonhos parecem ter sido repetidos, na verdade não entendo isso… Passei minha infância e adolescência e tendo estes sonhos e quando contava ninguém acreditava. Depois , há uns 2 anos atrás sonhei com ela dinovo e no mesmo sonho, mas em momentos diferentes minha mãe brigou com meu noivo e ele a jogou em um rio. Eu vi varias cenas e ouvia uma voz. Acordei apavorada e chorando muito. Foi a última vez que sonhei com esta criança. Será que em outra vida morri com um tiro? E esta menina pela qual demostro sentir tanto afeto… seria minha filha em outra vida?

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