Juliane, a sobrevivente

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Olha pra essa loura aí da foto. Se eu te contar o que aconteceu com ela no dia seguinte dessa fotografia, você não vai acreditar!

sobrevivente Juliane, a sobrevivente

A bizarra sobrevivência de Juliane Koepcke

Se tem um treco que eu curto ler são as incríveis histórias de pessoas que sobrevivem a desastres, naufrágios e desgraças de todo tipo. Casos como o de Poom Lim e do Homem que não podia morrer já estiveram aqui no blog. E dessa vez, vou contar outro caso assombroso de sobrevivência contra todas as probabilidades. Essa mocinha bonitinha aí da foto, com apenas 17 anos, é Juliane Koepcke. Uma alemã que vivia em Lima, no Peru. O evento descrito neste post ocorreu em 1971.
Juliane é filha de um zoólogo de renome mundial, (Hans Wilhelm) e de uma ornitóloga igualmente famosa (Maria). Eles estavam morando no Peru e Juliane frequentava a escola em Lima. em função do trabalho de pesquisa dos pais, eventualmente eles ficavam separados por longos períodos, não raro, metidos em selvas impenetráveis. Naquele dia, sus pais estavam separados por várias centenas de quilômetros. O pai dela estava numa estação de pesquisas no coração da Amazônia. Ter pais pesquisadores em florestas fez com que a menina não fosse ignorante sobre o ecossistema amazônico, fato este que colaborou para salvar a vida dela.
Na véspera de Natal de 1971, poucas horas depois de sua cerimônia de formatura do ensino médio, em plena flor de seus 17 anos de idade, Juliane e sua mãe pegaram um avião que faria uma rota onde atravessaria a Amazônia Peruana. O plano delas era ir para casa afim de celebrar o Natal com seu pai.
Tudo ia bem durante o voo, até que uma tempestade tropical começou a surgir no horizonte. O avião voou direto em direção à tempestade, e… Deu merda. Ventos fora de controle e raios logo atingiram a aeronave, destruindo-a em segundos em pleno ar, e matando todos os 92 passageiros, exceto para Juliane.

Depois de ter sido dado como morta por nada menos que 11 dias, ela saiu sozinha da selva e se reencontrou com seu pai.

A história de sobrevivência de Juliane numa das piores e mais definitivas experiencias pelo qual um ser humano pode passar foram a base para o documentário “Asas da esperança”, infelizmente, pouco conhecido pois foi feito apenas para a Tv alemã, por Werner Herzog em 2000. (felizmente existe no youtube!)

Juliane conta que o início daquele voo tinha sido completamente normal. O avião estava atrasado, mas eles sempre têm atrasos no Peru, de modo que ninguém pensou que aquilo poderia causar qualquer problema. Ela notou como o aeroporto parecia lotado na véspera de natal, com vôos repletos saindo sem parar para todos os destinos imagináveis. Enquanto ela se dirigia às escadas que dariam acesso ao avião, Juliane notou que a aeronave era um modelo turboélice Electra, possivelmente similar a este:

original Juliane, a sobrevivente

O avião parecia em ótimas condições, e todos estavam embarcando. Juliane gostava de olhar a paisagem, e pediu à mãe para que sentasse na janela. Assim, ambas trocaram de lugar no voo. Por pura coincidência, o lugar das duas era na cauda, sendo os últimos lugares disponíveis no avião. O turboélice decolou e durante os primeiros 30 minutos tudo estava bem.

Meia hora após a decolagem, o comissariado de bordo começou a servir sanduíches. Vinte minutos depois do lanche, o avião começou sua sessão interminável de sacolejos. O tempo total daquele voo deveria ser entre 50 a 60 minutos até um lugar chamado Pucallpa.

À medida em que o avião avançava pelos céus da amazônia, ele ia se aproximando mais e mais de uma tempestade.  Juliane diz que só notou algo estranho porque sua mãe parecia muito aflita. Mais que o de costume. Talvez pressentindo que aquela viagem não acabaria bem, ela disse:

-Eu não gosto disso.

Lá fora, as nuvens estavam ficando mais e mais escuras e o avião sacudindo de um lado a outro. As nuvens escuras logo deram lugar a um breu e uma tempestade com trovões e relâmpagos. embora a mãe dela parecesse preocupada, os demais passageiros pareciam não externar nenhum tipo de pavor com a situação da tempestade. Do lado de fora, o breu era total.

O fim

Foi um estalo. Juliane viu uma forte luz brilhante na lateral direita da aeronave e ouviu sua mãe gritar: “Agora acabou.”

Era um raio, que havia acertado o motor. O avião era movido por turbinas com hélices. Segundo a sobrevivente, depois do raio atingir o motor, tudo correu super-rápido. Somente anos depois do acidente que Juliane descobriu que os turboélice Electra não foram projetados para este tipo de forte turbulência.

Suas asas eram rígidas demais. Logo, quando o motor falhou, a aeronave começou um giro e parafuso no ar. As asas não suportaram a pressão e se romperam, fazendo o avião se fragmentar em pleno ar, jogando passageiros pelo céu, quase que como no avião da série Lost.

“Agora acabou” foi a última coisa que Juliane ouviu antes de escutar uma espécie de ruido de metal retorcendo, o barulho assustadoramente alto de um motor e pessoas gritando. Do nada, aquele monte de sons e confusão deu lugar a uma estranha e misteriosa tranquilidade onde Juliane so escutava o vento soprando em seus ouvidos. Ela havia sido cuspida em pleo ar e estava rodopiando em queda livre sobre a Amazônia! Juliane tentou abrir os olhos e viu passar a floresta rodopiando ao redor dela. Pareceu-lhe um brócolis gigante.

Em seus últimos segundos de consciência, Juliane soube que estava caindo, do lado de fora do avião. E então, tudo se apagou.

 Não morreu

Ninguém sabe como, nem ela mesma consegue explicar. Um dia depois do acidente, ela acordou caída na selva. Ao que parece, o assento do avião onde ela ainda estava afivelada atenuou o choque e provavelmente árvores conseguiram reduzir o impacto.

Já estava de manhã.

O acidente aéreo foi em torno de 1:30 da manhã, e quando ela acordou, era por volta das nove da manhã. Juliane olhou para seu relógio de pulso. Ele ainda estava intacto e só estragou mais tarde.
Levou um tempo para a menina cair em si que estava no chão. Ela soube imediatamente o que tinha acontecido. Juliane percebeu que estava com uma concussão grave, pois ela não podia sentar-se. Seu olho estava inchado, e para piorar, ela havia perdido os óculos e era míope. Ela estava deitada embaixo do  assento e curiosamente, o cito de segurança não estava mais afivelado.

Isso é um fato bem estranho na História de Juliane, uma vez que quem cai de um avião amarrada no assento, deveria acordar com ele bem apertado, mas não foi o que aconteceu. Minha hipótese para isso é que ela não acordou as nove e meia e sim antes, mas ainda grogue o suficiente para tomar atitudes que o cérebro apagou ou não registrou, como remover o cinto que devia estar esmagando-a na cintura. Provavelmente ela entrou sob o assento porque estava chovendo. Mas, continuando o caso:

De onde ela estavam, deitada sob o assento do Electra, ela podia ver um pouco da floresta, mas também um pouco do céu. Ela sabia que tinha sobrevivido a um acidente de avião seríssimo. Graças à gravidade da concussão e também devido ao choque, ela só conseguia perceber fatos básicos. Juliane havia perdido as referências instintivas de autopreservação, e sua preocupação era descobrir onde sua mãe estava. Ela sabe que perdeu a consciência algumas vezes depois, e desmaiava sempre que tentava se levantar. Certamente, seu cérebro estava inchado.

Durante muito tempo se levantar era um pesadelo. Com muito esforço ela só podia levantar-se de joelhos, e então tudo ficava preto e ela desmaiava. A moça também não conseguia ver muito bem com um olho e só descobriu posteriormente que o acidente e a diferença de pressão quando o avião se partiu estouraram-lhe os capilares dos olhos. Talvez a força centrífuga que a lançou longe da aeronave no parafuso mortal também podem ter causado isso.

Mas por pior que estivesse seu estado, ela não sentia nenhuma dor. Nem dor de cabeça. Só se sentia tonta e de vez em quando tudo ficava preto. No começo, Juliane perdia a consciência o tempo todo. Levou metade de um dia até que ela pudesse se levantar e finalmente caminhar. Seu primeiro pensamento foi encontrar sua mãe, mas após vagar na floresta procurando por um dia inteiro, a ficha caiu: Só ela sobrevivera ao terrível acidente.

Não havia ninguém lá. Ela andou de um lado a outro, zanzando sem rumo pela floresta densa e gritando por socorro, mas não conseguia ouvir nada. Aí ela quase se desesperou.

Na parte da tarde daquele mesmo dia, ela se acalmou, e lembrou de um importante ensinamento de seu pai:  “Se você se perder na selva e você deve andar até encontrar água. Quando achar,  você deve segui-la. Logo que achar um pequeno riacho, siga-o até ele ficar maior, e vá seguindo até achar pessoas e obter ajuda. ”

Seguindo seu caminho pela floresta, a moça tentou achar algum rio. Mas logo no quarto dia, quase exausta, ela achou corpos de outros passageiros. Era uma fila de assentos, que atingira o solo com tamanha força que perfurou o chão. perfurado no chão. Ainda havia pessoas amarradas naqueles bancos, mas elas tinham virado uma massa disforme de ossos, carnes e tripas. Esse foi um momento grotesco. Era a segunda vez que ela via um cadáver.

Juliane sabia que se depararia com cadáveres, pois o background de ornitóloga de sua mãe ajudou. Ela sabia qual era o som que o urubu-rei faz quando pousa para comer carniça. Quando ela ouviu o barulho, sabia que haveria uma carcaça em algum lugar. Ela temeu que fosse sua mãe.

Assim, após fazer uma curva do rio, ela deu de cara com a fila de bancos. Não dava para reconhecer muito, apenas os pés das pessoas ainda apontando para cima. Ela notou que um deles era uma mulher porque ela tinha unhas pintadas nos pés. Os outros certamente eram dois homens.

Outra grande sorte que mudaria sua vida: Em meio aso destroços dos mortos havia um pacote grande de doces e um de bolinhos. Ela levou os pacotes consigo e se alimentou com eles. Mas então ela fez uma das maiores burrices que podia. Os bolinhos estavam com “gosto ruim” e ela os jogou fora. Decisão que ela amargaria muito dias depois.

Logo após isso, ela ouviu o ronco de aviões. Eram aeronaves de resgate passando na área. Mas ela era muito pequena para atrair a atenção e, óbvio, ninguém espera que um avião caindo deixe sobreviventes. Logo, o avião de resgate passou e foi embora. Quando o som dos aviões de buscas sumiu, ela começou a imaginar que ou eles encontraram a máquina ou que tinham desistido.

Foi aí que bateu um certo sentimento de desespero. Ela não estava com dor ou pânico, mas sabia que eu tinha que confiar na própria força para sair de lá. Da maior floresta do mundo!

Assim, resignada, a jovem continuou seu caminho, seguindo o rio, que foi ficando mais e mais caudaloso.

Pequenos detalhes

Algo não parecia muito bem. Atenta, a moça notou que os animais estavam muito mansos. Mais que o de costume. Macacos, martas, veado-catingueiro você normalmente não consegue vê-los, pois são arredios à presença humana. Mas os animais estavam estranhamente corajosos naquele lugar da selva. Isso a levou a especular que aqueles bichos sequer haviam visto gente. Outro detalhe que a incomodou foi notar que no rio que ela seguia, havia muitas árvores caídas atravessando-o de lado a lado. Isso indicava que era um rio em que não havia navegação.  Isso a fez questionar se continuando a seguir o rio, ela realmente encontraria ajuda. Provavelmente estava longe demais da civilização.

Além disso, ela não estava inteiramente ilesa do acidente. Havia um corte profundo na perna esquerda, mas felizmente ele não sangrava muito.  Além disso, ele tinha quebrado a clavícula direita. Juliane inclusive podia sentir que o osso estava quebrado e trepando um pedaço sobre o outro. Um incomodo permanente. Felizmente, o osso não rompeu sua pele. Até aquele momento ela achava que só tinha esses problemas, mas depois de escapar, outras coisas foram descobertas pelos médicos: Um dano nas vértebras no pescoço, e uma fissura num osso de uma das pernas.

De fato, durante sua jornada em busca de resgate, a pior das feridas não era a mais grave e sim um arranhão no braço onde moscas varejeiras tinham colocado ovos. Ela estava com miíase, ou seja, as larvas de mosca começaram a comê-la, abrindo caminho em sua pele.

O medo de Juliane é que ela sabia que a miíase poderia se agravar, as larvas poderiam crescer em demasia e em certos casos que ela conhecia, chegava num ponto onde só restava amputação.

Desesperada ela começou a espremer a ferida para remover os bernes, mas ele estavam muito fundo. Ela então pegou uma vareta e começou a cutucar os bichos no buraco na pele. Quase um filme de terror. E o pior, não funcionou. Ela teve que ficar com o braço enchendo de larvas vivas que a estavam comendo.

Era o décimo dia da menina na selva. Apesar de beber água do rio, ela estava praticamente sem comer nada.  Fraca e muito debilitada pelas feridas, prosseguir rumo ao desconhecido estava muito difícil.

Quando finalmente chegou a tarde do décimo dia suas forças haviam chegado ao fim. Ela então parou à margem do rio e se deitou para descansar. Dormiu. Juliane sabia que precisaria achar um lugar para dormir. Seu relógio a esta altura havia parado de funcionar, e ela precisava ficar de olho no sol o tempo inteiro.

Ela se levantou e começou a buscar um lugar protegido para pernoitar, pois a beira do rio é sempre perigosa. O local ideal deveria ser um tipo de barranco ou caverna , ou mesmo um abrigo entre as raízes de uma árvore grande, qualquer local que impedisse dela ser atacada por trás. Ela estava de olho em busca do melhor lugar quando o inesperado aconteceu…

Salvação

Ela deu de cara com um barco! Pareceu-lhe uma miragem, tamanha sorte não era possível. Bem diante dela havia um barco de pesca.

Sua primeira sensação era que já havia começado a ter alucinações causadas pela fome. Ela ficou olhando para o barco e ele se moveu lentamente em direção a ela. Ele estava vazio. Mas só encontrar qualquer indício de civilização era praticamente o segundo milagre.

Juliane notou que havia uma pequena trilha na floresta perto do barco. Ela não podia correr porque estava muito fraca, mas pode se aproximar o suficiente para notar que era um barco de verdade com motor externo à diesel, e não uma canoa simples.  Ela então seguiu pelo caminho na floresta na esperança de achar o dono daquele barco e pedir ajuda. Foi muito difícil porque ela estava fraca demais. E era uma subida relativamente íngreme num morro. Uma vez no alto do morro, Juliane achou uma pequena cabana, sem paredes., O assoalho era tosco, feito de casca de palma. Mas tinha um telhado. Ali ela encontrou um motor e um barril, cobertos com uma lona plástica.

Ali ela tentou se medicar. O desespero dos bichos comendo sua pele era tamanho que a primeira coisa que ela fez foi usar um tubo do motor para sugar óleo diesel do tambor e cuspir na ferida. Isso fez as larvas saírem em grande quantidade.  A dor era angustiante.

Em seguida, o sol se pôs e ela tentou dormir debaixo da lona. Mas ali o chão era muito duro. Ela sentia muitas dores (provavelmente pela fissura nas vértebras  da coluna)  então voltou pela floresta, até um banco de areia da margem do rio onde ela se deitou.

No dia seguinte, estava chovendo. Ela então precisou sair e voltar para a cabana. Passou a manhã lá. Com a chuva, havia sapos em toda parte ao seu redor. A fome excruciante fez com que ela cogitasse caçar pererecas silvestres para comer. Juliane sabia que se não comesse alguma coisa logo ela acabaria definhando. Felizmente ela não conseguiu capturar as pererecas, porque os animais estavam muito mais ágeis que ela – e eram extremamente venenosos! Não por acaso ali estavam algumas das criaturas mais venenosas do mundo. Ela estava à beira da morte pela fome. Letárgica, só pensava nos bolinhos que havia desprezado pelo seu gosto ruim.
Então, parou de chover.

Seu pensamento inicial foi de seguir viagem, em busca de alguém, mas então ela questionou se não seria mais prudente passar uma noite naquele acampamento abandonado.

E aí aconteceu mais uma coisa incrível: Ela ouviu vozes.

Eram três pessoas conversando na floresta. Tamanho era o perrengue que ela disse que ouvir vozes era como escutar o canto dos anjos. Logo, três pessoas emergiram da floresta.

Quando os caras viram a moça sentada no acampamento no meio da selva, quase fugiram de medo. Ficaram apavorados, porque a aparência dela era praticamente a de um zumbi. Felizmente a alemã falava espanhol perfeitamente e explicou aos homens que era a sobrevivente de um desastre aéreo. Os homens disseram a ela que haviam escutado no radio sobre o acidente. Os homens deram comida a ela e ajudaram a limpar as feridas.  Os quatro passaram a noite na cabana.  Foi durante o período da cabana com eles que ela percebeu que eles inicialmente pensaram que ela fosse um espírito de Yemanjá.

No dia seguinte, eles partiram no barco. À tarde, chegaram a uma pequena cidade e levaram a moça ao hospital local.

Finalmente alguém realmente avaliou os ferimentos dela. Havia uma mulher que era piloto de avião. Ela falou a Juliane de um piloto que estava com o avião lá, atendendo a uns missionários em uma pequena aldeia perto de Pucallpa. Ela me levou até o lugar em seu pequeno monomotor.

Imagine o cagaço supremo de alguém que na mesma semana sobrevive de um acidente aéreo pegar um monomotor no meio da selva. Mas corajosa, ela encarou.

A experiência foi das piores, mas durou apenas 15 minutos, até que o monomotor da dona desceu na aldeia dos missionários.  Lá ela foi bem cuidada até que estivesse completamente recuperada.  Mais tarde ela reencontrou o pai, e com a ajuda das indicações que ela deu, as equipes de busca finalemnte acharam os destroços do avião. Em pouco tempo acharam entre outros corpos o da mãe dela.   Não houve tempo de sofrer pela perda da mãe, porque a moça havia se tornado praticamente uma celebridade da noite para o dia. Todos queriam saber da sua incrível história de sobrevivência.

Logo o pai dela vendeu os direitos exclusivos sobre a história para a revista alemã Stern. Juliane recebia cartas de todo o mundo, o que ela conta que foi muito comovente. Durante anos ela teve pesadelos com o evento, de ser a única sobrevivente, e estar sozinha na floresta, mas mas gradualmente ele foi esquecido. E superado.

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Juliane hoje

 

fonte

 

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7 comentários em “Juliane, a sobrevivente”

  1. Tenho assistido muitas simulações sobre sobrevivência na selva no discovery, alguns casos bem parecidos. Mas foi impressionante a resistência dessa mulher, comparados aos casos que os atores simulam.

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