Grifes e a vergonha de ser de pobre querendo parecer rico

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Hoje li uma matéria curiosa la no caderno de economia do UOL. Basicamente, a matéria diz que as marcas de grife, famosas por seu alto custo e luxo estão preocupadas com o consumo de seus produtos pela juventude da periferia.

O artigo dá um bom ponto e partida para pensarmos sobre a questão do elitismo.

Marcas de grife têm vergonha de seus clientes mais pobres, diz Data Popular

Os rolezinhos (encontros de jovens da periferia em locais frequentados pela classe média alta) causaram barulho não somente nos shoppings, mas no mercado das marcas de luxo. Algumas delas consultaram o Instituto Data Popular, especializado em dados de mercado desse segmento, para pedir orientações de como desvencilhar sua imagem dos frequentadores das reuniões.

“Boa parte das marcas tem vergonha de seus clientes mais pobres. São marcas que historicamente foram posicionadas para a elite e o consumidor que compra exclusividade pode não estar muito feliz com essa democratização do consumo”, disse Renato Meirelles, diretor do Data Popular.

deivid santana a esq 18 e vinicius andrade moradores do capao redondo na zona sul de sao paulogostam de comprar roupas de grifes caras para usar nos rolezinhos 1391128365868 956x500 Grifes e a vergonha de ser de pobre querendo parecer rico
MArcas e grifes de luzo são a indumentária compulsória nos rolezinhos da ostentação

 

“Algumas empresas me procuraram dizendo ‘minha marca está virando letra de música, febre na periferia e não quero estar associado a esse pessoal'”, disse.

Segundo Meirelles, antes de qualquer mudança, ele orienta a empresa a entender o motivo desse público procurar por sua marca.

Além das empresas preocupadas com a associação, outras que viram o aumento da renda da classe C como uma grande oportunidade de negócio também consultaram o Data Popular para saber como atingir esse público.

“Depois da consultoria, duas marcas ainda insistiram em se descolar da classe C, enquanto outras quatro quiseram entrar”, afirma Meirelles.

Jovens da classe C têm renda maior do que classes A, B e D juntas Segundo levantamento do Data Popular, divulgado em janeiro, a renda total dos jovens pertencentes a esse segmento social é de R$ 129,2 bilhões, maior do que a soma das classes A, B e D juntas, de R$ 99,9 bilhões.

Em 2013, na capital paulista, o consumo da periferia alcançou um valor duas vezes maior do que o consumo da região central: R$ 188,7 bilhões frente a R$ 87,53 bilhões.

“A renda dos 25% mais pobres cresceu 44,9% nos últimos dez anos. A dos 25% mais ricos cresceu 12,8% no Brasil. Ou seja, a renda dos mais pobres cresce numa velocidade maior do que a dos mais ricos. Efetivamente esse cara está ganhando mais do que no passado, e isso vai para o consumo”, afirma Meirelles.

fonte

Se isso parece estranho pra você, parabéns. Você é normal. Isso é realmente estranho. Uma marca deveria ficar feliz que seus produtos estão vendendo, mas aqui as coisas não são exatamente assim. Sobretudo porque as marcas de luxo tentam justamente criar a barreira de classes para justificar seu alto custo e por tabela, sua existência.

A lógica por trás da preocupação de grifes famosas e caras, como Tommy Hilfiger, Quicksilver, Hollister entre outras, é que com seus produtos sendo adotados em massa por consumidores da classe C, eles passarão a se tornar um “uniforme” de pobre querendo bancar o rico, o que fará – certamente fará mesmo – com que os ricos de verdade corram dessas marcas, buscando outras marcas, de preferência que não tenham nem loja no Brasil – o que por sua vez não impedirá nada, já que o que mais tem aí é pirataria de roupa de grife.

A internet também possibilitou a compra de roupas de grife em sites como o Alibaba, e há até lojas online especializadas em “muamba”. Essas lojas mandam pessoas até Miami e Nova York para comprar roupas de grife. Esses muambeiros 2.0 voltam com malas abarrotadas de produtos de grife originais, comprados em liquidações e pontas de estoque, os chamados Outlets. Desembarcam no Brasil e taca a vender pra todo mundo, e nesse esquema, seu dinheiro da classe C é tão valioso quando o dinheiro de quem nasceu em “berço esplêndido”.

Ser pobre é uma merda

A conclusão que podemos chegar é unicamente esta. Ser pobre, é uma merda. É uma pecha maldita que não sai do cara, mesmo que ele se mimetize como o filho pleissom de um rico bacana de Alphaville.  E ao mesmo tempo,  é uma verdade irrefutável. Ser pobre é sim uma merda seja em que lugar for. Na seca infeliz e mortal da África, na abarrotada e suja Índia, no infeliz e frio país de nome bizarro na Europa oriental, todo pobre odeia sua condição, a menos que seja um filósofo da escola de Diógenes.

Não há absolutamente nenhum glamour em ser pobre. (Quer dizer, para o Lula há. Ele curte fazer papel de pobre, embora todos os mais informados saibam que não tem playboy bonvivant maior que o Lula, que acaba de mobiliar seu apartamento cobertura triplex – suspeito que fora do padrão de renda que um salário de presidente permite – hyper chique com o que há de bom e do melhor)

A maior prova que ser pobre é uma merda é que todo pobre quer ficar rico. Pode perguntar. Dez em cada dez pobres diante da pergunta se querem ganhar na loteria dirão sim. Quem não quer conforto, companheiro? Quem não quer do bom e do melhor no prato, no colchão, na garagem e na Marina?

Por outro lado, soa completamente ridículo essas marcas de grife que querem  instituir aquela barreirinha invisível chamada V.I.P. que dada sua natureza excludente, priva do acesso às suas marcas os garotos da periferia.

Qual seria a melhor solução para este problema?

Eu não sei. Talvez não haja solução, porque as marcas de luxo, sempre buscarão um extrato limitado da população. Não é maldade, é só uma delimitação de segmento de mercado. Imagina que todo mundo fique rico do nada. Uma magica coloca milhões na conta de todas as pessoas pobres e temos então uma épica igualdade social. O que acontece em seguida?

As marcas de luxo vão estabelecer que todos aqueles milionários que tem dez milhões na conta são os novos pobres. Ricos serão os que tem um bilhão ou além.

Sacou? O pobre jamais deixará de existir. Aliás, se pararmos para pensar na situação das pessoas do passado, veremos que os pobres dos anos 20 eram horrivelmente mais pobres que os pobres de hoje. Ontem eu estava assistindo TVE (sim, eu vejo TVE) e passou um filme dos anos 40 chamado As Vinhas da Ira, baseado no romance de John Steinbeck.

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As vinhas da Ira

Eu já tinha visto e revejo sempre que posso, porque é de longe, um dos melhores filmes do cinema de todos os tempos. Não pela história ou pelo apuro técnico (não sei como fizeram certas cenas com o que havia disponível nos anos 40) mas porque nós sabemos que aquilo ali realmente aconteceu. As pessoas passaram fome com a grande depressão. Pessoas trabalhando um dia inteiro no sol para ganhar três centavos!

Se você pegar um pobre, favelado aí da sua cidade, e levar na maquina do tempo para aquela época, ele seria visto como um magnata, capaz de comer carne! Mesmo que só no fim de semana!

 

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Já tivemos momentos realmente trágicos de pobreza no mundo e todos nós deveríamos lutar para que jamais voltemos a uma era em que a pobreza cresça (tipo está acontecendo com a Venezuela). Acabar com a pobreza não é acabar com o pobre. É melhorar sua condição de pobre, uma vez que como mostrei antes, é uma ilusão utópica extirpar a pobreza, mas tornar a vida de um pobre mais confortável não só é possível, como isso vem acontecendo ao longo das últimas décadas. NO filme de ontem, a matriarca da família chora quando descobre que o acampamento em que eles vão morar tem água encanada e banheiro. As crianças nunca tinham visto uma pia na vida, que aliás elas se referem como “coisas brancas de louça que parecem as da revista”.

Ainda hoje temos pessoas passando situações verdadeiramente horríveis no Brasil. Discute-se milhões, debate-se dólares na cueca, propinodutos, refinarias e tal, enquanto muita gente ainda sonha em um dia ter um vaso sanitário para poder fazer seu cocô… Água encanada, luz na rua… Escola. Isso devia ser obrigação. Todos pagam por isso.  Temos que cobrar que esses serviços sejam oferecidos. Não vamos entrar aqui naquela armadilha limitante de que PT é isso, PSDB é aquilo, reaça, coxinha… Vamos pensar no pobre, vamos tentar acabar com a pobreza, porque a pobreza é uma merda.

A situação da marcas de luxo preocupadas com seus produtos em corpos de pobres é um produto único da desigualdade social brutal que nos assola a todos.

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O retrato da desigualdade social

O caso das marcas de luxo preocupadas também reflete uma verdade absoluta: Não se muda de classe social de fora para dentro. Não é vestindo uma fantasia que o sujeito deixará de ser pobre. É se preparando, é através de estudos, formação, educação de qualidade. Alterar o rótulo é mais fácil, mas não funciona, amiguinhos. Não há outro caminho, senão o esforço individual, hercúleo para aqueles que estão cercados pela miséria.  Infelizmente, é fato que muitos não conseguirão. O mundo é assim. É a natureza cruel da vida. É natureza cruel da própria natureza. Porém, o fato de que muitos não conseguirão, não pode ser justificativa para não darmos as CONDIÇÕES para que o cara saia da pobreza. Acho que os governos do Brasil vem fazendo um bom trabalho neste sentido, todos eles, ao longo dos últimos 20 anos. Mas poderia ser melhor, sem dúvida.

É interessante pensar também no que passa pela cabeça desse cara, que se endivida todo, para colocar uma camisa com uma marca que ele mal consegue pronunciar, usa um boné estranho pra dedéu, com tênis de corrida presepado (será que existe tênis de corrida não presepado?)  aparelhos coloridos e óculos que os deixam com cara de mosquito e cordões que parecem feitos com correntes de navio.

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Os caras parecem não perceber que isso é escroto. (ou talvez seja escroto pra mim, que não estou lá na vida deles). Mas não sei. Veja, a escrotice humana é uma coisa realmente democrática. Não escolhe poder aquisitivo, vide aí o Justin Bibier e a Paris Hilton para mostrar…  Sem falar no maior playboy vivo da atualidade, esse barbudo aí, chamado  Dan Bilzerian, que é tão zé ruela que joga atriz pornô nua do telhado da mansão (deve estar sobrando – pelas fotos dele certamente está).

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Tem uns filhos de banqueiro em Dubai que mandam banhar o carro a ouro, mermão:

A vida extravagante dos milionários de Dubai 5 Grifes e a vergonha de ser de pobre querendo parecer rico

Isso tudo me leva a pensar que a ostentação é uma babaquice com alto teor de pureza. Mas existe uma diferença clara entre o cara que tem para ostentar e os caras que se esforçam para mimetizar justamente esses. É um fenômeno social interessantíssimo que deve deliciar muitos antropólogos, como o Roberto DaMatta.

Ostentar sem ter reflete mais que a necessidade de mostrar dinheiro – e dinheiro é poder na nossa sociedade – ostentar sem ter é buscar vender ao mundo uma coisa que não é. E isso não é prerrogativa do moleque do rolezinho não.

Uma coisa que tenho notado nos últimos tempos é que virou cool ser nerd. Você que nasceu nos anos 90 pode nem acreditar quando eu disser que já foi uma merda horrível ser nerd.Nos anos 90, bom mesmo era ser playboy.

Lembro que quando estava na escola, eu estudava com um cara chamado Arturo. E ele escreveu com liquid paper na mochila laranja dele: “Arturo é playboy”. NUnca me esqueci daquele treco, porque nada mais no universo indicava que ele não era um playboy quanto escrever na mochila o que ele queria ser.  Agora, ser nerd virou sinônimo de ser Cult, ser f*da em algo. Hoje é maneiro, e talvez por isso, tem um porrilhão de gente que não é nerd, nunca foi nerd tentando vender ao mundo sua pseudonerdice. Os amigos acham bacana, as meninas acham fofo e os pais acham que o filho vai fazer startup e ficar rico antes dos trinta.

Rá! Acordem, porra!

Todo mundo quer falar Bazinga e usar camisetinhas de mongol, fazer trejeitos de quem tem Asperger e se matar em busca de saber qualquer bosta que seja que ninguém mais saiba, só para poder parecer sabido.

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Virou moda usar óculos morcegão sem grau. Se vc acha que isso te faz virar nerd, vc tem probleminha. Já com relação a peitos fartos, nenhuma objeção, Meritíssimo.

Tem gente que chega ao cumulo do retardamento que é usar óculos sem grau, ou seja, sem necessidade,  para ficar com um ar mais “intelectual”. Curiosamente, ler a porra de um livro esses caras não lêem… Pior fica quando o cara cita autores que nunca leu e nem vai ler, mas faz volume… Tipo Dostoiévski ou sei lá o que mais. É muita gente jogando água fora da bacia no mundo, meu.

Tem até aqueles que colocam em seu perfil de redes sociais a palavra NERD. Cara, se o maluco se autodescreveu como Nerd, eu acho que tem grandes chances dele não ser nerd porra nenhuma, pq todos os caras nerds pra caramba que eu conheço não se sentem confortáveis com a ideia estereotipada de ser um nerd, e nenhum encaixa nesse estereótipo-bazinga-big-bang-theory que virou a modinha.

Enfim, o problema do favelado rolezista que quer fazer ostentação é o mesmo do cara que tenta ser o nerd. O lance das marcas que se preocupam com quem está usando seus produtos é parte do mesmo problema que ja falei aqui sobre o povo hipster e a Matemática.   Do nada vira uma chave invisível e o que era cool vira escroto.

Isso tudo cristaliza o fato de que vivemos a era da mentira. Há uma profunda e arraigada necessidade de viver vidas que não são reais. Se você acha que precisa mostrar para o outro algo que você não é, é porque você sofre de uma pobreza de espírito tremenda, e como eu disse, a  pobreza é uma merda.

 

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55 comentários em “Grifes e a vergonha de ser de pobre querendo parecer rico”

  1. Sabe Philipe, a molecada sempre foi um bicho besta…na minha época tinha os punks, que usavam aquela baba de ovo no cabelo para deixar tudo espetado…o lance da moda foi, é e sempre será uma característica muito presente na vida do jovem.
    A questão pior e principal, porém, é que esse “mulekes” têm em mente que este estilo de vida é uma finalidade e não uma consequência. Quais são os caminhos que estes caras trilham para alcançar status de “rico”? Jogador de futebol, DJ, MC Qualquer Coisa, pagodeiro, traficante, ladrão e vai caindo…
    O rico, de verdade, não precisa ostentar. A sua educação, o número de idiomas que fala, a experiência de vivências em outros países, as propriedades (imóveis)… isso sim, poderia ser motivo de ostentação. Pergunto: Bill Gates fica por aí dando cavalinho de pau de Roll Royce? Silvio Santos fica por aí esbanjando com bobagem…há inúmeros exemplos que poderiam ser citados…No entanto, todos sabemos, estes sim são os verdadeiros ricos. Porque batalharam e foram atrás…não porque ficaram balançando a bunda e empunhando fuzis com cordão de ouro pendurado no pescoço…

  2. Ser pobre em país pobre é uma merda mesmo.
    Ser pobre em país rico é bom pra caramba. Nos EUA por exemplo qualquer “pobre” tem carro, iPhone, muita comida e muito conforto.

    Brasil = Bostil.
    Socialismo = Pobreza.
    Capitalismo = Riqueza.

    • Então esta é a lógica. O pobre do Haiti acha que a vida do pobre daqui é bem melhor a do pobre lá. E assim o brasileiro emigra para os EUA e o Haitiano emigra pro Brasil…

      • Tem mesmo, eu quando fui lá me perdi e acabei passeando numas favelonas sinistras. Talvez a diferença é que aqui se vc se perde há uma chance substancial de levar tiro de escopeta na cara, como o turista que confiou no GPS e acabou perdido na Vila do João, onde levou um tirambaço, pq não saiu do carro (provavelmente não entendeu o que o bandido falou).

  3. Belo texto.
    Como mãe de dois meninos, um deles com 15 anos, entendo muito bem o que você disse.
    Pelo governo sou classe A, mas me mato para pagar minhas contas e deixar tudo em ordem. Meu filho mais velho acha que é ‘rico’ e tenta ficar ostentando por aí, esta é a maior causa de discussões aqui em casa, porque por mais que eu explique que rico de verdade não fica arrotando o que tem por aí, ele tenta fazer como os moleques do texto, mostrar ao mundo algo que não é. É um mero estudante (mediano ainda por cima) que vive de mesada. Ou seja, acordem para a vida, vão batalhar por algo útil.
    Mas o que eu percebo, é que esta ‘onda’ não vai passar tão cedo.
    Meus estagiários são jogados nas cordas (recebem bolsa de 1mil reais/mês), preciso exigir que estudem e me tragam a solução e eu digo se está certa ou não, pq se for responder a todos os questionamentos, o meu serviço não rende e eles não aproveitam efetivamente o estágio como deve ser. Ninguém que passou por mim nestes 10 anos merece o título de nerd. Minto, apenas um, que fez concurso para juiz e passou. Alguns nem escrever sabiam (na faculdade).
    Não sei se é um problema dessa nova geração que não precisou correr atrás de nada, já que os pais se preocuparam tanto em fazer com que nada faltasse, uma vez que para eles faltou tanto ou se os valores realmente se inverteram e o “mundo anda tão complicado”…
    É, é algo para se pensar…
    Desculpe pela extensão do texto, mas hoje é um dia daqueles no qual tenho vontade de sair correndo e gritando pela rua….

      • Renata eu só tenho 25 anos e nem tenho filhos e concordo plenamente com você. Tem dias que dá vontade de desistir mais não dá pra se entregar neh! Mais em relação ao jovens não darem valor, vejo isso por alguns amigos e primos mais novos eu nunca tive nada de mão beijada, tive que estudar muito pra conseguir bolsa na faculdade dou valor ao que tenho hoje mais tudo isso foi graças a muita educação do meus pais que não tinham dinheiro mais tinham educação.

    • corta a grana e quero ver ostentar. Toda mãe de filhinho rico vem com esse papo. O “CARALHO”… dinheiro não cai do céu nem da em árvore (talvez cuecas… me disseram), então se o pirralho/pivete/playboy/mongol/filhinho de mamãe ta ostentando é por que os país estão bancando. Tem muito cara filho de rico que ta correndo atrás e lutando pelo seu, país medíocres é que fazem filhos medíocres. Tem muito filho de rico que da continuidade ao trabalho dos país que tem honra e educação. Quem trabalha pra comprar um tênis, não fica mostrando ele em foto do facebook. Então para de culpar a moda e para de empurrar dinheiro no rabo desse bando de vagabundo que vc chama de filho que quero ver ostentação. Faz essa mesada que é maior que muito salario valer a pena e ser realmente merecida, pra que vc não precise vir se queixar em um blog.

  4. Eu estudei em uma época e lugar, 96 a 07 que não rodar era ser NERD, que não ter problemas com notas era ser NERD. De fato EU NÃO SOU NERD, eu sou é bizarro mesmo, ODEIO estudar, gosto de ETE video game e CERVEJA PRA DEDÉU. Eu me ponho mais na categoria VAGABUNDO que estudou para garantir um MEIO para continuar sendo VAGABUNDO e para não levar a conhecida SURRA DE VARA DE MARMELO. Mas sempre fui chamado de NERD quando isso era escroto.
    Enfim essa época passou e hoje continuo estudando de forma a me manter VAGABUNDO, ou seja eu me mato estudando NAS AULAS para ir bem nas provas sem ter que estudar em casa. Não sou um gênio, só que estudar é um SACO e eu prefiro jogar GTA, mas aprendi desde cedo que para não apanhar do pai tinha que ir bem na escola, hoje em dia eu não apanharia mais pois moro sozinho, mas o FIES me pegaria hehehehe, enfim. Essas criaturas geralmente não tem noção de responsabilidade, elas não tem visão progressiva, tipo estudar mesmo sem gostar para poder ter tempo para BEBER MAIS. O motivo é escroto? É! mas funciona man. Pelo menos não me intitulo NERD, não ostento porra nenhuma, pq quem cresce apanhando pra não ir mal na escola, geralmente vem de família simples, e simples quero dizer também no modo de ser, nunca dei valor ao PACOTINHO como vc falou, eu prefiro comprar umas camisas brancas na RENNER e continuar gastando meu dinheiro para melhorar o conforto da minha casa, isso sim me faz me sentir melhor. Essas pessoas entenderão isso um dia!
    Philipe, é muito bom ler seu blog! sempre saio pensativo da leitura, sobre todos os assuntos, sou muito fã, você escreve pra dedéu. Abraços e bom finde!

  5. Realmente concordo com muitas coisas, e modinhas e pobres quereno parecer ricos sempre existirão mas… só eu achei estranho a parte em que a Classe C está ganhando mais o que as A e B juntas? Alguém pode me explicar isso?

    • Na verdade é o crescimento da renda. A classe C vai ter um crescimento de renda superior aos outros, porque obviamente, eles ganhavam pouco, assim quando sua renda aumenta, ela impacta muito mais na média do que alguém que ja ganhava bem. Para a renda de um rico aumentar expressivamente, ele precisa ganhar uma montanha de dinheiro, já para a renda de quem ganhava quase nada aumentar ele só precisa ganhar mais alguma coisa.
      Isso é algo a se comemorar, mas ainda somos o quarto país mais desigual do planeta.

  6. Tem muito de babaquice feminina ai… mulher, sobretudo novinhas geralmente é muito ligada em marca, moda, roupa, ostentação…. esses adolescentes nada mais estão fazendo do que disputando a atenção das meninotas, ou ficam virgens ate os 40.

    • A verdade é que o macho faz o que for possível para ter atenção da fêmea. Somos impelidos a isso. Seja o cara que quer ser nerd ou o carinha ostentando. 97% dos jovens que assumem esse tipo de comportamento não sabem pq o fazem. Essa bagaça é instinto. Esse texto é o complemento do texto da moda gourmet em minha opinião. Kkkkk. Nós achamos que vivemos a era da mentira. Em grande parte é verdade pois este fenômeno foi ampliado pelas redes sociais. Mas sempre teve isso. Somos escravos de um comportamento arraigado na sociedade onde só o bem sucedido é que é o bom. E a menina, e ela está certa por se comportar assim, só busca o bem sucedido. Seja o bem sucedido no morro ou em um condomínio residencial de alto padrão. E o que fica no final não é o que somos. É como as outras pessoas enxergam a gente. Em todos os setores da vida é assim, do amor ao negócio.

      • Sim, é verdade, do ponto de vista da Psicologia evolutiva usar roupas de marca é como dar a pretendente uma ideia de que aquele sujeito é capaz de ser um bom provedor. Evolutivamente usar boné de aba reta, cordão grosso de ouro e relojão de marca é a versão humana da cauda do pavão.

  7. Eu já além de não gostar de coisas de “marca”, evito usar qualquer coisa que tenha um nome estampado.
    Compro só camisetas com quase nenhum desenho e principalmente sem nada escrito. Tênis gosto de experimentar fabricantes novos, ou seja, aqueles que produzem algo com qualidade (já que coisa nova tem que ter qualidade para conquistar o cliente) e que seja com um preço acessível! Voltando a falar das camisetas, teve um tempo que eu só comprava camisetas sem nada, estampa ou coisa escrita. Meu guarda roupa parecia os da turma da Mônica com um monte de roupa igual. Parecia também aqueles filmes que mostram o lado ruim do socialismo, todo mundo com roupa igual.

    A única coisa que continuo comprando de fabricantes tradicionais são eletrônicos. Esses para eu experimentar de outros fabricantes e ter confiança, só se alguém que já comprou e usou me indicar!

    • Se vc usa pela qualidade é uma coisa… se vc usa pela marca é outra. Tenis de corrida pra ir a escola? …boné de sol a noite …camiseta de basquete sem nunca jogar… putz…

  8. Err, então, “tipo está acontecendo com a Venezuela” é um pouco fora de contexto.

    http://www.tni.org/es/archives/media_bbcbrasil0209
    http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2013/12/brasil-venezuela-e-equador-tem-melhor-ritmo-de-reducao-da-pobreza-na-a-latina-1577.html

    Sim, foi uma pesquisa rápida do Google, mas foi pra garantir algum subsídio à opinião que eu tenho após conversar com pessoas que efetivamente viveram a Venezuela: a situação lá está melhorando. A pobreza não aumenta e, mais importante, a população está mais consciente, mais presente politicamente no que tange à própria situação social.

    Não sei ainda no que você se baseou para construir este argumento, mas espero, por toda a crença que tenho neste blog, que não tenha sido de matéria qualquer publicada em revistas isentas de tentativa de imparcialidade.

    • Não precisa nem explicar muito, basta lembrar que no ano passado, Maduro alterou a data do NATAL por decreto sob a justificativa de antecipar a felicidade geral do povo. Sei… Me parece mais lógico ter feito isso com base na escassez de produtos. A Venezuela é um país que falta até papel higiênico e o governo coloca militares para ocupar a fabrica de papel higiênico. Botaram até biometria nos supermercados com soldado com metralhadora vigiando, para controlar a compra de produtos mais básicos.
      http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/09/venezuela-ordena-ocupacao-de-fabrica-de-papel-higienico-para-garantir-abastecimento.html
      As denuncias de que a coisa vai de mal a pior não vem da Veja, vem dos proprios veezuelanos, como você pode ver neste perfil aqui: https://www.facebook.com/somosmasdel46venezuela?fref=ts
      e aqui: https://www.facebook.com/sosVenezuela2014?fref=ts

      Entender como que eles estão ficando mais pobres envolve compreender a desvalorização da moeda deles. Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido, além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba. Todo este insano castelo de cartas conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.

      Mas à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela. Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após começarem a surgir notícias sobre o crítico estado de saúde de Hugo Chávez.

      A morte de Chávez, no dia 5 de março de 2013, gerou um abalo sísmico em toda a economia venezuelana. De maneira nada surpreendente, desde que seu sucessor Maduro assumiu o controle do país, o castelo de cartas venezuelano começou a desmoronar. A taxa de câmbio do bolívar no mercado paralelo ilustra bem essa história. Desde a morte de Chávez até novembro de 2013, o bolívar já perdeu 64,5% de seu valor em relação ao dólar no mercado paralelo, como mostra o gráfico abaixo.
      grafico
      A desvalorização brutal somada a sanha de imprimir dinheiro pra dedéu, fez explodir a inflação, que lembra a nossa no anos 80, mas é maior, chegando a 297%:
      inflação na Venezuela

      Assim, enquanto o discurso oficial é que agora os pobres tem acesso aos produtos, a verdade na pratica é que há desabastecimento, e esse acesso é em grande parte, ficção. Também há um represamento de preços, que faz com que a gasolina custe menos que a água, e via decreto há regulação do lucro das empresas, o que fez muitas delas darem no pé de lá. As que ficaram sofrem com militares tomando o controle. A falta de infraestrutura, somado com um volume colossal de dinheiro sendo jogado na economia para manter o teatro gerou falta de energia, assim, a “tv de plasma de última geração que todo venezuelano tem direito a ter” – uma meta declarada da era Chavez não funciona e quando funciona só passa o que o partido e seus sensores autorizam.
      De grande exportadora mundial de petróleo, vem a VERGONHA MÀXIMA – passaram a importar justamente o petróleo. http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/10/1533230-venezuela-importa-petroleo-pela-primeira-vez.shtml
      Mas isso é a pobreza global. O país ficando pobre diante do resto das nações. Vamos à questão que você me pergunta, que é a da pobreza individual. Realmente, no início do processo de revolução bolivariana, o Chávez usou populisticamente – como todo político (até da direita faz) a justificativa de que estava enriquecendo o povo. E de fato, por um pequeno momento, esteve mesmo. O número de pobres diminuiu durante parte dos anos em que Hugo Chávez presidiu o país. Porém, o plano de governo e políticas econômicas estavam completamente errados ( ignorando todos os preceitos de Von Misses, principalmente o que diz: NENHUM GOVERNO PODE TORNAR SEU POVO MAIS RICO, MAS PODE EMPOBRECÊ-LO… ) e o resultado desse “crescimento” foi um vôo de galinha. Alto e curto e começou rapidamente a matar o país como um câncer. O governo manteve os preços artificialmente baixos graças à moeda sobrevalorizada e à importação subsidiada. As pessoas que se beneficiavam dos programas sociais do governo encontravam tudo o que precisavam para comprar uma vez que o governo garantia as importações e os preços baixos. Mas crescimento artificial não dura – tá aí o Brasil pra provar – E lá tb não podia ser diferente.
      Hoje, as estatísticas oficiais mostram que a pobreza aumenta rapidamente. Instituto Nacional de Estatísticas (INE) trouxe uma prova de que um a cada três venezuelanos é pobre – há 12 meses essa proporção era de um para quatro. Como parte importante do discurso contra a oposição é de que o governo, e apenas ele, é responsável pela redução da pobreza, esta é uma variação importante.

      Para determinar o índice de empobrecimento, o INE calcula o custo de uma cesta de produtos que inclui alimentação, vestuário, habitação, transporte, saúde, comunicação e educação. A cesta é uma amostra do tipo de coisas que uma família de nível médio consome durante um ano. Se a renda per capita cai abaixo do custo desta cesta, a pessoa é considerada pobre.

      Com base neste sistema de medição, o número de venezuelanos pobres aumentou no ano passado em 1,8 milhão de pessoas. Aproximadamente 6% da população venezuelana, de 30 milhões de pessoas, ficaram pobres só no ano passado.

      A situação é ainda pior quando se trata da pobreza extrema, ou seja, o número de pessoas cuja renda não é suficiente nem mesmo para comprar uma cesta de alimentos. No ano passado o número de venezuelanos nesta situação aumentou em 730 mil, totalizando quase três milhões – aproximadamente 10% da população.

      A revolução chavista de fato ajudou os pobres venezuelanos entre 2003 e 2007, mas desde aquele ano o número de pobres na verdade aumentou.

      Isso deve-se à política econômica chavista. Quando o preço do petróleo subiu, há cerca de 10 anos, o Estado venezuelano encheu seus cofres com o enorme fluxo de receita e usou os recursos para criar uma enorme rede de subsídios e controles de preços. Ao mesmo tempo, usou os ganhos com o petróleo em programas sociais e subsídios para reforçar o apoio das classes menos favorecidas.

      Durante a campanha de 2012 para reeleger Chávez, os gastos do governo mais do que duplicaram. De repente o boom do petróleo não era mais suficiente para sustentar as necessidades sociais crescentes. Naquele ano o déficit orçamentário disparou para mais de 10% do PIB. O preço do petróleo já não aumentava tanto e o financiamento externo começou a diminuir. Embora o governo continuasse a ter apoio nas urnas, a bolha estava prestes a explodir para os pobres da Venezuela.

      Desde que assumiu no ano passado, o presidente Nicolás Maduro viu a moeda local se desvalorizar de 4,3 para até 70 bolívares por dólar, dependendo da taxa de câmbio utilizada. Assim, os preços da maior parte dos produtos de consumo também aumentaram. A inflação anual está próxima dos 60%.

      A abrupta queda do nível de vida foi o que levou os manifestantes para as ruas do país. Muitas das pessoas que protestam são o que podemos chamar de “pobres emergentes”, que foram de classe média durante o boom, mas viram sua situação econômica piorar desde então.

      No final, a vitória do chavismo contra a pobreza é apenas retórica. Os poucos ganhos foram devidos a um governo que converteu a alta do petróleo num crescimento do consumo passageiro. Essa fase terminou e a pobreza retorna para sua tendência de longo prazo. A hora da verdade aproxima-se rapidamente para o modelo chavista populista. A rapidez com que chegará vai depender do preço do petróleo. Mas se o preço do petróleo cair, a pobreza continuará aumentando e os novos pobres continuarão nas ruas.

      Recentemente um estudo da fundação independente Ethos mostrou que a Venezuela está entre os países que empobreceram sua população: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201107192301_EFE_79845972

      fontes:
      http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/americadosul/2014/06/08/noticiasaamericadosul,3263674/crescimento-da-pobreza-se-acelera-na-venezuela.shtml
      http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1805&comments=true
      http://economicofinanceiro.blogspot.com.br/2014/04/a-venezuela-optou-pelo-caminho-do.html
      http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,crescimento-da-pobreza-na-venezuela-se-acelera-e-poe-em-xeque-retorica-chavista-imp-,1507621

  9. Um belo texto, mas similar ao que aconteceu no post “a ignorância no facebook” (não recordo exatamente o título, mas era sobre um tal “racismo reverso”, tem algo ideológico inserido quase a nível subliminar. Não que condeno a ideologia, mas a maneira que surge é algo que foi criticada até mesmo por seus textos que condenam a ação de igrejas dessa mesma maneira. Uma frase sobre Lula aqui, outra sobre a Venezuela ali, e no fim, além da mensagem principal do texto que seria sobre a merda que é ser pobre, temos uma postura política por trás dos panos. Refriso não condenar a postura, apenas como se apresenta.
    Quanto ao tema principal, bom, já te vi dizer que é “capitalista até o osso”, e me surpreende alguém que diz isso perguntar “qual seria a melhor solução para esse problema”. Ora, a condição de desigualdade é condição-chave do capitalismo. Não estou propagandeando o socialismo, igualmente falho, mas o capitalismo está longe de ser o sistema que deverá ser seguido para a evolução da sociedade. No livre mercado embasado na tão alardeada meritocracia cria condições de poder retroalimentadas. Quanto mais poder (ou capital, como queira) se tem, mas condições de ganhá-lo se tem, criando um paradoxo na meritocracia. E não raro, no sistema capitalista, as grandes empresas chegam ao posto de grande através de…. mentiras. Como relatado no teu post de que “vivemos na era mentira”. Obsolecência programada, cartéis, monopólios, inobservações a códigos ambientais… Bom, eu não seria capitalista até o osso. Não há o que negar que esse mesmo sistema propiciou tanta e tanta evolução para sociedade, mas para quem? e a custo do quê (ou de quem?). Acho que seus posts ultimamente começaram a ter uma grande carga ideológica e política, e isso é admirável, mas acho que as reflexões podem ir mais a fundo do que “Lula, aquele ser asqueroso que finge que é pobre mas anda de limusine”. Quem sabe um bom compêndio de sistemas sociais além do capitalismo e socialismo e daí uma boa análise de qualidades e vícios? Seus post “enciclopédicos” sobre um tema só são excelentes. Forte abraço.

    • Raimundo, é impossível falar de pobreza no Brasil sem contextualizá-la, sobretudo porque somos um país incomum neste aspecto. A sexta economia do planeta com o quarto lugar de desigualdade social. Há uma suíça e uma África subsaariana convivendo aqui. O que você sugere que é uma ideologia política subliminar é o que podemos chamar de minha opinião política pessoal. Quando digo que um exemplo de país que está empobrecendo é a Venezuela não estou detonando a ideologia Bolivariana – que por acaso acho a mais pura babaquice fora de época, que é uma conversa fiada para disfarçar um projeto de poder opressor e de longo prazo como já acontece em Cuba.
      Não estou inventando, a Venezuela está MESMO ficando pobre, vide minha resposta aí com graficos e varias fontes.
      Sobre o Lula, reconheço a esperteza dele, até porque sair de onde saiu, chegar onde chegou e aumentar o patrimônio como fez sem ir preso, não é para noob.
      Mas isso não livra o Lula de ser um escroque aproveitador do mais infeliz, é “político profissional” sempre foi, sempre será. Tira proveito dos ignorantes, e enriquece às custas disso. Se eu tivesse uma agenda programática contra PT ou quem quer que fosse, teria usado o meu espaço para fazer campanha anti-Dilma, o que não fiz, porque não acho correto fazer. Não voto mais nela (nunca mais, já que ela não cumpre as promessas mais básicas de campanha e mente deslavadamente para o povo – como não voto pela mesma razão nunca mais em José Serra) mas respeito quem vota na Dilma (como a minha esposa).

      Sou realmente um cara capitalista, acho que ganhar dinheiro é bom, não é pecado, e deve ser o que todos deveriam tentar fazer desde que não seja passando outro para trás. E é justamente por isso que ataco empresas como aquela do picolé que inventa um avô italiano sorveteiro. Veja, isso não é capitalismo, isso é “marquetagem” da mais safada, do mesmo tipo que faz campanhas eleitorais neste país, na base do caô. O picolé não fica mais gostoso ou menos pela historinha lá do vovozinho, que até foto fake tem. Tem que dar porrada mesmo! E aí eu dou.

      Sobre desconfiar de uma agenda oculta nos posts, vc etá certo. Devemos desconfiar sempre, pois até em novela rola ideologia disfarçada. Mas eu acho que esse lance de ideologia embutida no texto não rola aqui, porque uma coisa é opinião, outra é panfletagem. Essa semana me surpreendi ao saber que aquele blog do Sakamoto, tão a favor da Dilma, do Pt, e das causas do governo, é ligado a uma ONG chamada Repórter Brasil que ganha mais de um milhão ao ano do Governo Federal. Aí realmente, acho devemos sempre desconfiar de qualquer veículo que pode ser “chapa branca” ou ser arma da “oposição golpista”. Felizmente, não tenho tanta importância no cenário para que qualquer interesse venta tentar me comprar, e se tentar vai certamente perder dindim, pq acho que não vou dar retorno.

      O capitalismo tem seus excessos, que devem ser contidos. Penso que cabe ao Estado controlá-lo da melhor (preferencialmente da forma científica, e não na forma ideológica como tem sido em muitos países) forma possível.
      Ser adepto do capitalismo não significa que eu aceite o vale tudo. Por exemplo, sou empresário, não tenho empregados, porque não concordo com a política trabalhista e por isso não emprego. Prefiro não empregar e não ganhar mais dinheiro do que ter aporrinhação trabalhista, ou lesar um empregado. Mas há quem não pense assim. Esses, que exploram os outros, tem mais é que se foder mesmo.
      Não penso que desigualdade seja uma condição para o capitalismo, mas sim um efeito colateral dele, embora eu ache que vai ter desigualdade em TODOS os modelos econômicos, porque sempre vai ter quem manda, e os amigos de quem manda, vide a ilha paradisíaca do Fidel Castro no comunismo cubano. É todo mundo na merda e ele numa boa? Me desculpe, mas eu prefiro capitalismo, com uma porrada de gente numa boa e outra porrada numa merda, e uma porrada de outros no meio, entre uma coisa e outra.
      O capitalismo em que eu acredito é o da livre iniciativa, livre mercado e livre-concorrência.
      Perguntar como a pobreza pode ser reduzida é sensato e devia ser a pergunta a ecoar na mente de todos, sobretudo dos políticos, uma vez que é o que eles prometem fazer o tempo todo. É possível sim aperfeiçoar o capitalismo para que o máximo de pessoas sejam beneficiadas e a economia cresça e o país avance, só que para isso, é necessário muitos ajustes, e deve-se mexer em muita coisa que não convém a uma série de governos e instituições. Este é o dilema em que vivemos. Mas é totalmente possível que eu esteja errado na forma como penso.

      • Pois é, também acredito na pergunta de como a pobreza pode ser reduzida (se não acreditássemos, tanta reflexão sobre o assunto não existiria). E também não defendo o socialismo, pelo menos como é conhecido. Acho que é um sistema que requer muita reflexão e ajustes para que funcione mesmo, e é válido o exemplo da mordomia de Fidel em relação ao seu povo. Acho que a desigualdade do capitalismo é uma questão um tanto quanto “ovo x galinha”, ou seja, não interessa se gera ou é gerado por ele, o que importa é que acontece. Dizer que o capitalismo pode ser aperfeiçoado significa o mesmo que dizer que qualquer sistema pode ser aperfeiçoado – ora, cortando-se as falhas, tudo é perfeito. Por isso minhas reservas quanto ao capitalismo. E ao socialismo. Tenho reservas até mesmo quanto ao desenvolvimento desenfreado e, infelizmente, ao sabor do mercado. Estamos num nível tecnológico extremamente avançado e num ritmo cada vez maior de crescimento; entretanto, os limites morais e éticos desenvolvem-se cada vez mais elásticos para simplesmente atender o lucro. Não estivéssemos neste patamar de desenvolvimento, talvez não estivéssemos debatendo via internet. E também não haveria o ciclo de exploração em torno do elemento Coltan, pra citar um exemplo. Bom, minha intenção aqui não é opor à tua posição nem aos teus argumentos gratuitamente, mas participar desse espaço com algumas reflxões onde esse tipo de debate ainda é saudável na internet.

  10. Cara, tô lendo seu texto às sete e pouco da manhã de domingo morrendo de rir.

    De fato, não é de hoje que o pobre tem vergonha da sua condição e tenta mascarar isso de todo o jeito. Lembrei dos meus amigos na noite falando pras garotas que morava em um bairro legal e não o subúrbio onde residíamos. Lembro que alguns que compravam uma chave de carro e colcava no chaveiro mesmo sem tem nem uma Mobilete, E o legal era andar com o chaveiro pendurado pra mostrar a chave e ganhar mole das “marias gasolina”. Lembro de um gaiato que andava pelas boatem com um toca fitas de bandeja e o cara não tinha carro, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E quando o cara comprava um carro, o importante era chegar na balada e mostrar pra geral que ele tinha um carro. Por isso na porta da boate era uma muvuca de carros, enquanto a vinte metros tinha espaço de sobra pra estacionar. O importante era mostras pras garotas que tinha carro pra depois ganhar um molinho lá dentro…

    Você tá falando do termo nerd, mas eu sou do tempo de um termo ainda mais pejorativo no passado: CDF. O cara ser considerado um CDF era uma merda total, só servia pra dar cola nas provas, não tinha vaga nas peladas, era desprezado pelas garotas, muitas vezes tomara porrada dos
    playboys que se divertiam em sacanear o cara que tirava notas melhores que as deles.

    Eu sou desse tempo. Como uso óculos desde os 17 anos, não escapei dessas coisas. Até meus amigos me achavam estranho. Porque gostava de ufologia, assistia Star Trek, falava de filmes como Blade Runner, 2001, Hardware, etc.

    Quer dizer que isso agora é chique? Que diria, de certa forma é a vingança dos nerds, ahahahah…

  11. Uma coisa que acho bem problematica no Brasil, e que tem influencia direta da mentalidade americana, é a tendencia a achar que qualidade de vida tem a ver mais com o acesso à aquisicao de coisas.

    Por isso vejo pseudo intelectuais dizendo: graças ao PT os pobres podem andar de aviao.
    Mas de que serve isso se pra ir ao trabalho ele passa por situacoes indignas diariamente?
    Num pais desenvolvido, os ricos andam de metro e onibus, o luxo tem a ver com a qualidade de vida e nao com o consumismo.

    Muitas pessoas nao entendem que eu e outros tenhamos trocado uma vida de classe media no Brasil por imigrante pobre na Europa. Porque com muito menos dinheiro eu tenho acesso a lazeres, oportunidades, experiencias e qualidade de vida que nao tinha no Brasil.

    A diferença entre quem ganha menos e quem ganha mais é menor e, especificamente os franceses (ao contrario dos ingleses) trocam com todo prazer um dia de trabalho (e de dinheiro a mais) por um dia de lazer. É uma sociedade menos consumista e mais edonista.

    As sociedades consumistas se enchem de coisas e sao mais vazias de valores reais.
    Os brasileiros em geral (falo da mentalidade do povo) quando viajam, compram compulsivamente, se interessam pouco pela cultura do local, se interessam pouco por se instruir, comparado à outras nacionalidades.
    Se se tem que imitar a elite, ao menos que seja a elite certa…
    Minha opiniao: o brasileiro EM GERAL, é bastante superficial, se importa mais com aparencias (seja rico ou pobre) e sacrifica sua qualidade de vida pelo poder de consumo.

    • Creio que isso passe pelo fato de que desde sempre o Brasil foi uma colônia de exploração. Qual a função de uma colônia de exploração? Dar dinheiro. Antes, davamos pau Brasil, demos ouro, diamantes, café, açúcar e então perceberam que poderíamos ser um mercado de consumo, assim, começamos a consumir carros furrecas, e toda sorte de quinquilharias. Somos consumidores àvidos de toda sorte de coisas, vistos pelas grandes empresas como um bom “mercado”. No fundo, ainda temos o mesmo trágico papel de mandar nosso dinheiro para fora. O melhor exemplo de nossa condição de colônia de exploração 2.0 é a máquina de café expresso. O café sai daqui, aumenta seu preço em 200% e volta para cá numa capsula de plastico, valendo uma baba para ser usado em maquinas de café no país de onde ele saiu, e nessa simples volta uma montanha de dinheiro a gente perde.

      • Tem razao, é um país da matéria-prima (agricultura e extracao) não do desenvolvimento industrial, do investimento em pesquisa.
        (Teu pai que o diga, né? ). Um país onde talento dificilmente encontra meios pra se desenvolver.

  12. Sabe-se que país desenvolvido não é aquele em que o pobre têm carro, mas sim, onde o rico anda de ônibus…. Desculpe a simplicidade da frase, mas acho que ela bem pertinente….

  13. Tenho uma sobrinha de 15 anos que ostenta por ai…
    Ficou em prova final e veio me pedir ajuda para estudar.
    Descobri que ela não sabe fazer regra de 3!
    É o fim dos tempos

  14. Lendo o texto, me veio em mente aquela frase do Joãozinho Trinta: “Pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual de esquerda.” Isso e aquele programa escrotíssimo da Regina Casé. Aquela glamourização da pobreza chega a ser nojenta.

  15. Porra, a redação desse texto é muito boa.
    O texto é extenso, principalmente pra internet, mas prende muito bem.
    Parabéns!

    Com relação ao conteúdo, concordo em partes.
    Parabéns novamente.

  16. Sobre a ostentação, lembro de uma vez ter assistindo um documentário sobre os 7 pecados capitais, lá eles mostravam uma comunidade, que eu creio ser Amish, onde o modo de vida simples é regra.
    O engraçado na história é que as pessoas acabavam querendo ser mais humildes e simples que as outras. Ou seja, quando mais f***** você fosse, mais “ostentando” você estaria.

  17. Philipe, já assistisse o filme “Congresso Futurista” ? É uma “animação” que um dos temas abordados é “ser qualquer um”, com um plot twist cru e real. Vale a pena. E pra manter o nível, Post de qualidade como sempre. Obrigado por sempre ter assuntos que normalmente não leria, mas acabo lendo tudo que você posta. =)

  18. Quanto a roupas de marca eu admito que gosto, mas de uma maneira que acredito ser muito diferente do padrão social atual. Um exemplo, 3 marcas que mais admiro e gosto de usar são FOX RACING, TIMBERLAND e QUIKSILVER. Porquê? Vamos lá, eu sou praticante de Mountain Bike e fã de Motocross, mas apenas fã, porque nunca tive grana para comprar uma boa moto de trilha, mas o Mountain Bike esse sim eu tenho acesso, e qualquer pessoa do meio sabe que a FOX RACING fabrica equipamentos para o Motocross e para o Mountain Bike há muitos anos, ela é pioneira nesse ramo. E são equipamentos de alto nível, capacetes, luvas, bermudas, mochilas de hidratação(Camelback), etc. O meu capacete de Mountain Bike é um FOX RACING, minha luva é FOX RACING e minha mochila hidratação também é FOX RACING, é para ostentar? Não penso dessa forma, são produtos desenvolvidos para praticantes de esporte que gosto, e portanto abracei a marca.

    Quanto a marca TIMBERLAND eu a vejo como uma representante perfeita do estilo de vida que envolve mato, cachoeiras, trilhas, pedras, montanhas e tudo o que a natureza pura pode oferecer. Eu sou Mineiro de Belo Horizonte, aqui não tem praias, mas tem montanhas e trilhas. Minas Gerais é o Havaí do Mountain Bike e dos praticantes de Trekking, e a TIMBERLAND é referência nisso, por isso também abracei a marca, porque sou apaixonado com natureza e as cachoeiras.

    E a Quiksilver? Simples, o SURF, esporte no qual a Quiksilver é muito forte e é uma das marcas mais envolvidas na divulgação e promoção do mesmo, é um dos esportes mais bonitos e radicais que conheço. Também não sou praticante, mas fico as vezes horas vendo videos de SURF no YouTube, as imagens, principalmente em Slow Motion são as mais fascinantes.

    Surf é maravilhoso, e gosto muito da Quiksilver porque ela ajudou o SURF a chegar onde chegou hoje, merece a minha admiração.

    Eu uso Quiksilver com essa idéia na cabeça, a marca nasceu lá atrás, há muitos anos, começou do zero e hoje leva o esporte na marca e na alma.

    E outra coisa, eu também sou fã de arrancada, eu usaria para ir no Shopping passear uma camiseta de marca de pistões forjados de carro, usaria uma camiseta com a marca de uma fabricante de Turbinas ou de componente de performance. Usaria uma camiseta de alguma fabricante de embreagens para carros de corrida, enfim, eu uso uma marca que representa algo que gosto, algo que esteja ligado a minha pessoa. É isso.

  19. É aquela velha piada clichê… Boné John John: 130 reais. Camiseta Ambercrombie: 250 reais. Tênis Nike verde fluorescente: 450 reais. Gastar mais que um salário mínimo pra sair por aí com cara de pobre: Não tem preço.
    E depois o Playboy sou eu.
    O pior é isso, o complexo de inferioridade fudido. Isso só acaba com estudo e trabalho… Conheço cara de pai rico que sai por aí de carro de marca, tudo bancado pelo velho, sempre achando que tem direito a mais e fazendo a chantagem emocional do pai ausente mesmo hoje com 35 anos nas costas. E a auto-estima do bicho é tão indisfarçável que daria pena, se o sujeto não passasse a maior parte do tempo se achando o cara mais esperto do mercado. É a mesma coisa com esses guris. Vi outro dia que estavam alugando Iphone pra fazer pose em balada, olha só… Uns cem reais POR NOITE! Vai ser burro assim no inferno! Pra quê, pra comer uma trouxa tão pé-rapada quanto ele, engravidar a guria (pq essas meninas parecem ter a capacidade de criar barriga só de o sujeito espirrar perto delas) e ter q pagar pensão (pq deus o livre de casar com uma mina que dá pro primeiro babaca com Iphone que aparece na frente dela, os truta vão chamar ele de otário).
    Tem nego que não se esforça pra sair da merda, seja de que camada social for. Mas não, se vc disser isto em voz alta vão dizer que vc é elite e está com ciúme que gente pobre pode andar de avião…

  20. Falou tudo!
    Eu desconfio que pobreza esta na cara e nos gesto de pobre também.
    Imitar outro pobre famoso, fazer careta, aparecer de forma assombrosa. E quando estão no estado de pobre cheio de dinheiro,
    Se vende para o piores projetos de burros existentes.
    Isto quando não enchem até a traseira de tatuagem de algo que nem entendem.

  21. Quero saber quem são as pessoas que trabalham com essas reportagens. Desde quando essas marcas são grifes de luxo? Pessoas vocês nunca ouviram falar de Chanel, Dior, Prada, Fendi, Versace, Saint Laurent…? Tommy e cia são apenas marcas com um preço “mais caro”, são marcas direcionadas para a classe média que não se importa de pagar um pouco mais em uma roupa que numa C&A da vida custa muito menos. Perdão, mas se esses jovens pensam que estão ostentando usando Abercrombie, John John ou Lacoste, alguém precisa urgentemente mostrar a eles o que é ostentação de verdade. Enquanto isso a elite de fato e suas marcas milionárias ficam distante das outras classes e permanecem imaculadas, porque nem com aumento do poder de compra você pode ter acesso a um vestido Valentino ou um terno Armani, coisas que nem a classe média pode sonhar ter. Toda forma de ostentação é lamentável, mas um pouco de informação não faz mal.

  22. Cheguei em sua publicação por acaso e concordo com tudo o que você escreveu.
    As pessoas são capazes de qualquer coisa para se mostrarem como elas gostariam de ser na verdade.E para isso viram fúteis e fazem um figurão: de roupa de grife e faltando dente na boca.
    Já as marcas,apenas estão pensando no próprio lucro,pois é possível que consigam lucrar mais com poucos ricos do que com muitos pobres (e ricos fugindo da marca).
    Pode parecer e ser injusto,mas se alguém tem uma renda baixíssima,tem certos bens que não tem como a pessoa conseguir por si própria sem ter feito coisa ruim (só se a pessoa ficou o mês todo sem comer,morando na rua ou se lascou de dividas).Então se essa personagem ainda acha que vão pensar que ela é rica,não vão mesmo.No máximo fica com fama de bandido,traficante,pobre-metido,etc.
    Parabéns pela qualidade de sua escrita.

  23. Li seu texto de cima á baixo, muito bem escrito, parabéns pela publicação. Um estudo mais aprofundado da antropologia é necessário hoje na sociedade brasileira.

  24. Eu acho o seguinte: A sociedade que impôs isso , que o mais caro é o mais bonito, então vc precisa comprar , e os pobres , que pra mim , pobre é o diabo! Não somos pobres , classe média! Eles procuram marcas que da para pagar mesmo divindindo em mil vezes no cartão e o nome ainda vai pro spc, e eles não tem noção , que eles estão ficando mais pobre de deixando os ricos mais ricos ,sobre ter vergonha de pobre entrar numa loja cara! Os funcionários não são milhonários para ter vergonha , pra mim nisso o importante é o lucro que essa empresa irá receber, tem gente que não tem uma vida finaçeira estabilizada mais se comporta com educação e se veste bem que quem diz fala:” Aquele cara tem dinheiro” e tem outros que não , que são tão mal educados que não sabem se comportar e xinga , fala auto , e depois diz que é descriminado , se vocês forem em uma favela , esses meninos só querem seu jogador de futebol! porque não querem trabalhar , acha que é vida é como esses MCS que propagam ostentação , e agente sabe que a vida não é assim , rico trabalha pra caramba , alguns não né ? que são chamadas socialites ! como aquela Arrogante Val Marchiori, que chamou Andréia de sem-teto, cuspindo no prato que comeu , porque ela não é tão rica como ela diz , na internet tem um artigo que ela pediu empréstimo ao banco e o banco se recusou! E pra quem está pensando que dinheiro vai cair do céu: ACORDA PRA VIDA ! DEIXA DE PREGUIÇA ! TOMA VERGONHA NA CARA E VAI ESTUDAR PRA SER ALGUÉM NA VIDA! Claro que é bom comprar coisa cara , roupas etc. Porém temos que cuidar do corpo pra depois do resto , como a Susana Foncesa falou , usar roupa cara de grife e não ter dente na boca! Eu tenho 18 anos , eu não trabalho ainda,mas sou técnico em comunicação visual, e faço meus trabalhos em casa mesmo, quando aparece! mas estou atrás de emprego e creio que DEUS irá me ajudar é só um questão de tempo! claro que o salário de um design e um comunicador visual não é barato! Compro coisa cara sim , mas uso aparelho que alias começei a usar primeiro , para depois comprar itens caros! Tenho coisas cara sim, juntei para comprar, e comprei a vista! Não sou rico mas tb não sou miserável! Eu compro grifes sim, e não ostento , so compro quando junto para comprar!

  25. Olá!
    Na era da ostentação, senti vontade de colocar no google a seguinte pergunta: como os pobres de sentem com tanta ostentação?
    Daí me deparo com o seu post que vai muito além do que eu pensava naquele momento.
    Um texto imenso, mas fascinante.
    Parabéns pelas conexões, olhar crítico, realista e muito generoso.
    Visitarei sempre esse cantinho.

  26. Gostaria de lembrar estas marcas do C€£¥?#[email protected]@& que quem banca esta merda de pais é a classe bcd e quero que eles vão a merda com a marquinha deles, deixar claro que aqui o povo brasileiro trabalha até em 3 empregos e consomem oque querem avisa a eles que com as vossas marcas limpamos a B?¥£@…..

  27. Bom texto, faz pensar.

    Mas sobre as marcas, fica aqui um pequeno adendo: uma empresa escolhe seu público alvo. Isso você colocou. O que faltou no seu texto foi uma comparacao entre o “comportamento padrao” do jovem da periferia e do morador da orla do Leblon.

    Nao existe um só país no mundo (palavra de quem já passou por um punhado deles) onde nao exista uma classe social “pária”, nem sempre por questao financeira. Aqui onde eu moro (Alemanha), existem os chamados “asis” – asoziale (algo como associais, incapazes de conviver em harmonia com os outros), que sao aquelas pessoas que ouvem música alta ou berram em transporte coletivo ou sujam com comida, gente que joga lixo no chao e todo esse comportamento que nao condiz com as regras sociais informais da maioria da populacao. Aqui esses “asis” sao geralmente a antítese dos “acadêmicos” – pessoas de formacao superior, bom vocabulário e comportamento comedido. E é óbvio que existem marcas de roupa preferidas pelos “asis” e pelos acadêmicos. Ora bolas, existem marcas de roupa conhecidas por serem marcas de neo-nazi!

    Pois bem. Aí no Brasil existe o “é coisa de favelado”. Existe o comportamento tido como típico do jovem de periferia, geralmente de educacao formal baixa (por problemas estruturais, geralmente), educacao familiar baixa (porque talvez ambos os pais trabalhem fora) e um sentimento de exclusao social ABSURDAMENTE alto – reforcado pela exclusao territorial que é morar na periferia, geralmente por infraestrutura péssima. Fala aqui um que passou 20 anos da vida morando no cu do RJ e conhece isso in-loco.

    Do mesmo modo, existe o “é coisa de playboy”. Aquela camisetinha polo engomada, boatezinha à beira da praia, gírias específicas, baixo Gávea e coisa e tal, quase nao usuário de transporte público e habitante do eixo Centro-Zona Sul-Barra.

    Entao você tem grupos de pessoas com comportamentos padroes distintos entre si. Sendo assim, nao é nem um pouco absurdo notar a tentativa de uma marca de escolher seu público alvo e se distanciar de outro que seja talvez a antítese moral do primeiro. Quantos produtos nao sao lancados no mercado para nichos esclusivos?

    Eu nao enxergo absurdo nenhum nisso, ainda mais em se tratando de vestimenta. Quem usa aquela camisa com uma marca estampada está fazendo propaganda do seu produto. Quem você quer como seu garoto-propaganda? É só essa a questao.

    No final das contas, o que essas marcas acabam fazendo é elevar o preco de tal modo que só quem é realmente MUITO abastado consiga comprar.

  28. Pesquisei no google fotos de pobres favelados, pq estou fazendo um relato da ipiniao da sociedade. Sou filho de Americano, tenho dupla cidadania e atualmente moro nos EUA. E esse relato eh para meu irmao que por influencia de amigos da balada, adotou esse tipo de estilo, sem mesmo perceber. Com isso, ele mancha o sobrenome da familia. O pior de tudo, ele colocou uma foto da bandeira americana como papel principal do facebook e a foto dele de garoto favelado na de perfil kkkkkkkkkkj que contradicao.

    Ah! todo mundo que veio parar aqui, tbm pesquisou sobre pobre favelado? kkkkkkkkkk (meu teclado eh padrao americano, nao tem acentos)

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