Frank pintado

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Frank Pintado: A Minúscula Criatura de Massa Que Ganhou Vida

Lembra daquele monstro do Frankenstein que eu esculpi em massa e mostrei pra vocês? Pois é, ele voltou! E dessa vez, com cores. Depois de receber alguns e-mails perguntando “e aí, cadê o Frank?”, resolvi que era hora de dar o próximo passo na criação do meu monstro pessoal: a pintura. E cá estou eu, mostrando o resultado final dessa empreitada artesanal que, confesso, foi mais divertida e cheia de aprendizados do que eu imaginava.

O processo foi simples, mas requer um certo cuidado. Depois de assar a escultura (e, felizmente, sem rachaduras no meu forno – um alívio, já que com amigos a massa costuma rachar, provavelmente por diferenças de temperatura), peguei meus pincéis finos e mergulhei no universo das tintas acrílicas. A ideia era manter a essência clássica do monstro de Mary Shelley, aquele tom esverdeado e pálido que grita “fui costurado em um laboratório”, mas com um toque pessoal.

Monstro do Frankenstein de massa pintado - vista frontal
Detalhe da pintura do Frank de massa - perfil
Monstro de Frankenstein artesanal visto por trás
Close-up no rosto do Frank pintado à mão

Do Forno Para a Paleta de Cores

Pintar uma peça tão pequena – ele tem apenas 5 centímetros de altura, um verdadeiro Frankstein de bolso – é um exercício de paciência e pulso firme. Cada detalhe, desde os fios de cabelo desalinhados até a sombra sob os olhos fundos, precisava ser pensado. Usei camadas bem finas de tinta, deixando secar entre uma e outra, para não criar um efeito empastado. O verde base foi mesclado com um pouco de marrom e cinza para dar aquela aparência terrosa, não muito cartoon.

E falando no doutor Frankenstein, você sabia que a criatura no livro original nem tem um nome? É verdade. Victor Frankenstein se refere a ela como “demônio”, “engendro” ou “criatura”. O nome “Frankenstein” popularmente associado ao monstro é, na verdade, o sobrenome do seu criador. Uma confusão cultural que já dura séculos, mas que acabou dando uma identidade única ao pobre coitado. Quem diria que um equívoco tão grande pudesse se tornar tão icônico, né?

Fonte

Os Segredos Para a Massa Não Rachar (Ou Como Evitar uma Tragédia no Forno)

No post anterior, comentei que a massa costuma rachar no forno de alguns amigos. Isso me fez pesquisar um pouco, e acredito que o grande vilão seja o choque térmico. Se a massa vai de um ambiente muito frio para um forno já muito quente, a expansão é brusca e… crack! O segredo, pelo menos o que funciona pra mim, é levar a peça ao forno ainda frio e deixar aquecer junto com ele. Outra dica valiosa é furar partes muito grossas com um palito para o vapor escapar durante a secagem. São truques simples, mas que fazem toda a diferença entre um Frank intacto e um Frank parecendo que passou por um terremoto.

Aliás, trabalhar com massa de modelar que vai ao forno é uma terapia. Você erra, amassa tudo e começa de novo. Não tem pressão. É um processo lento e manual que, no fim, gera um objeto único. Numa era de produção em massa e descartável, fazer uma coisinha à mão, com seus próprios erros e acertos, tem um gosto especial. É quase como brincar de ser deus, mas em escala mini e sem a parte de roubar corpos do cemitério, claro.

E Agora, O Que Fazer Com o Frank?

Pronto, pintado e seco, ele agora vive em uma prateleira do meu estúdio, fazendo companhia a outros experimentos. Essas pequenas criações são como diários tridimensionais. Cada uma conta uma história, guarda a lembrança de um dia específico em que você decidiu criar algo do zero. O Frank, em particular, vai sempre me lembrar da curiosidade de vocês, leitores, que mandaram mensagens cobrando o desfecho. Isso, pra mim, é a parte mais legal de compartilhar o processo.

E aí, o que você achou do resultado final? As vezes a gente fica com receio de pintar, com medo de estragar o trabalho da escultura. Mas eu te digo: vai fundo. A cor dá uma alma nova para a peça, transforma a massa crua em personagem. É a etapa que realmente entrega a personalidade da criatura. No meu caso, ficou com cara de atormentado, mas num nível simpático, sabe? Daqueles que você não tem medo, mas tem pena.

É isso aí. O projeto Frankenstein está oficialmente concluído. Quem sabe a próxima aventura não seja um Drácula ou uma Múmia? As opções são infinitas. Valeu pela companhia e até a próxima criação!

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8 Comentários

  1. Jaqueline Correa

    Como assim “a massa não rachou no forno comigo”? Voce entrou no forno junto com o Frank? 

    1. Philipe3d

      É pq esta massa rachou com algumas outras pessoas. Acho que devido a temperatura do forno

    2. Philipe3d

      Reescrevi.

  2. Loo Silva

    Matou a pau de novo, hein! Parabéns Philipe…

    1. Philipe3d

      Fico feliz que tenha gostado, Loo.

  3. Lucas B

    Mt bacana o trabalho. Um dia ainda tiro um tempo para aprender a futucar nisso =)

    tirandocontra.com.br

  4. Lincoln

    Muito bom, Philipe!
    Qual o tempo que vc deixou ele no forno? Eu vi um video no youtube, onde o cara recomendava deixar um tempo prolongado com a temperatura mais baixa. Isso, segundo ele, minimizaria o risco de rachaduras!
    Qualquer dia eu tento fazer algo do tipo também! Por enquanto, eu vou acompanhando e pegando as dicas!

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