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Steve LeRoy é um cientista que desenvolveu um sistema capaz de captar e armazenar a energia de um raio. Para demonstrar sua idéia, Steve criou um modelo demonstrativo no qual ele induzia a formação de um tremendo arco voltaico a partir de uma bobina de alta tensão. O raio de laboratório foi capaz de manter funcionando uma lâmpada de 60 watts durante 20 minutos.

A pesquisa abriu uma porta significativa para a geração e utilização de energia limpa, vinda da natureza. Seguindo as dimensões do modelo e extrapolando as grandezas para as grandezas reais é possível estimar que uma tempestade comum do meio-oeste americano produza energia para manter todos os EUA funcionando por 20 minutos. Isso significa que um único raio, como este aí da foto é capaz de alimentar 30.000 casas por um dia inteiro. A pesquisa é super útil e vem em um bom momento histórico, quando a humanidade está consumindo energia elétrica como nunca consumiu antes.

No Brasil este tipo de tecnologia poderia ser uma fonte promissora de matriz energética, o que nos possibilitaria entre outras coisas exportar grandes quantidades de eletricidade. A explicação para isso é que o Brasil é o país do mundo em que mais se registram tempestades elétricas. Por ano, cerca de 60 milhões de raios atingem o território
brasileiro, estima o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. É o dobro da incidência nos
Estados Unidos, por exemplo. Cada descarga representa prejuízos variáveis para o setor de energia. Ao todo, os raios causam um prejuízo de US$
1 bilhão anual à economia do Brasil, segundo o Elat.

O setor elétrico é
o que acumula mais perdas, com cerca de R$ 600 milhões por ano. Depois
seguem os serviços de telecomunicações, com prejuízo de cerca de R$ 100
milhões por ano. Também são atingidos os setores de seguro,
eletroeletrônicos, construção civil, aviação, agricultura e até
pecuária.

Uma explicação para essa grande quantidade de raios deve-se ao
tamanho do território, condições climáticas e a ausência de grandes
elevações no seu relevo.

O Brasil deveria entrar de cabeça neste tipo de estudo, para transformarmos prejuízo em lucro. Se a parada baixasse só um pouco as contas de luz já tava valendo, né?

Fonte: Business Week





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3 Comentaram sobre “Extraindo energia de raios.”


    Eu fiz Engenharia Elétrica e na faculdade meu professor explicou que armazenar energia de raios para posteriormente consumir é inviável pelo fato de você nunca saber onde e quando vai cair um raio.

    A tecnologia é bacana e ótima na teoria… mas não sei se alguém bancaria os gastos de colocá-la em prática tendo em vista essa questão da imprevisibilidade dos raios. Imagine, instalar todo o equipamento e aparelhagem necessária pra sei lá, esperar meses pra conseguir captar a energia de um único raio.

  1. Philipe Says:

  2. Alessandro, acho que a idéia não é converter todos os raios em energia, mas aproveitar a quantidade de raios que ocorre em determinados lugares ao longo do ano. Existem lugares no Brasil em que a incidência é altíssima. O Elat possui um mapeamento das regiões mais afetadas pela incidência dos raios. Nestes lugares seriam instaladas torres de captação da energia, que são basicamente pára-raios ligados ao dispositivo do professor Steve. Como os raios não são constantes, não dá pra esperar uma garantia de fornecimento desta forma de energia, o que é o ponto fraco deste invento. Mas eu acho valido como uma maneira de obter energia de forma quase gratuita. O período de raios no Brasil coincide com o maior consumo de energia elétrica (por causa do verão). Usar a energia dos raios permitiria o barateamento das contas nesta época.


    Há mais de dez anos vneho tentando motivar as pessoas a pensarem nessa possibilidade. Para isso, escrevi um livro denominado Dominando o Raio (www.dominandoraio.autoreseleitores.com).

    Para nós, brasileiros, existe uma razão a mais para pensar nisso. O Brasil é detentor de diversos “Corredores de Raios”, regiões de alta incidência de queda de raios, localizados no norte de MG e Sudoeste da Bahia.

    É uma energia totalmente limpa, renovável e ecologicamente correta.

    Vamos pensar nisso!

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