Céu da solidão

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Sozinho voando no céu
Sozinho na amplidão do espaço
Ainda ouço o grotesco escarcéu
Lembrando pra esquecer o cansaço

 

Sozinho voando na noite
As ondas se chocam nos rochedos
O mar negro chicoteia como açoite
Levantando os meus obscuros medos

 

Dou glória ao amanhecer distante
Suspenso no ar brilhante
Um disco solar de diamante
Ilumina este vôo solitário e agonizante,

 

Expulso do bando de forma intransigente
Contemplo minha insignificância
Indifenrente,
Apenas um ponto branco
na imensidão ondulante
que se some na distância

 

Sou triste
Sou feliz
Sou triste
Sou feliz
Sou Fernão
Sou lidão

 

Bato forte as asas em busca do abraço definitivo da morte
E do beijo frio do oceano
Quando darei aos peixes que predei sua merecida revanche
Ao sabor do meu entrecorte
Terminarei num despacho praiano
Vagarei nas ondas até que a carcaça se desmanche

 

Mas ainda estarei no céu
Voando, voando…
Solto no espaço
Seus olhos não poderão me ver
Mas ainda estarei no ar
Seguindo para o sul;
Eternamente perdido no azul

Voando, voando…

 

 

 

4 comentários em “Céu da solidão”

  1. Olha, algumas coisas de ficção que eu espero com muita vontade são as viagens no tempo, no espaço, teletransporte…e o bendito olograma!….lógico…um sabre de luz nãos eria mal

    Oi philipe, cara voce viu essa notícia? “È possivel criar matéria do nada” http://super.abril.com.br/ciencia/possivel-criar-materia-partir-nada-619583.shtml

    eu achei bem interessante, sobretudo a idéia de se ter energia praticamente infinita

    Responder

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