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Contos

As crianças da noite – Parte 24

Já era o meio da tarde. Depois de pegar carona na entrada da cidade, Leonard e Aesh Pandraj estavam almoçando numa churrascaria...

Escrito por Philipe Kling David · 10 Minutos de leitura >

Já era o meio da tarde. Depois de pegar carona na entrada da cidade, Leonard e Aesh Pandraj estavam almoçando numa churrascaria de beira de estrada.

-Aí ele disse, “tipo quem”? E eu falei: Tipo Jesus! – Contou Aesh.

Leonard deu uma sonora gargalhada que atraiu a atenção das pessoas da mesa ao lado.

-Eu não estava entendendo direito o que acontecia lá. O cérebro da gente demora a reativar.
-Tinha que ver a cara dele quando você voltou. Achei que ele ia ter um troço. – Disse Aesh.
-E aquela roupa, Aesh? Você viu aquele macacão? O cara não lava aquilo deve ter uns dez anos ou mais…

Aesh Pandraj ficou quieto. Pensativo. Olhava para o teto com uma expressão estranha. Leonard logo percebeu que algo não estava bem com o indiano.

– Que foi? -Perguntou o velho.
– É que… Sei lá. Bateu uma sensação ruim. Uma coisa do tipo “fuja!”
– Fuja? Tá maluco, meu? A gente só começou os trabalhos, garoto. Olha o coração de frango aí! Morrer dá a maior fome!
– Não, é que… Não sei. Uma sensação de que algo está errado.

Leonard concordou e pediu mais vinho ao garçom.

– E então? Como foi? -Perguntou Aesh, tentando mudar de assunto.
– Deu tudo certo.
– Mas… Deu certo como? Não vai me contar?
– Acho melhor não. O que você precisa saber, meu amigo, é que deu tudo certo.
– Quer dizer que é assim? Eu vou lá, te ajudo, você dá uma morridinha, eu te enterro, você ressuscita e só vai me dizer que tudo isso “deu certo”?
– Ora bolas… Quer saber mais o que, Aesh? Não está bom assim? Você está vivo, sinal que deu tudo certo.
– Pensando por este lado…

Os dois fizeram um breve silêncio enquanto o garçom servia a carne. Logo, chegou outro com vinho.

– Ah! Nada mal. Não é o melhor vinho do mundo, mas está muito bom.
Enquanto eles comiam, a Tv no fundo do estabelecimento mostrava um programa jornalístico. Aesh bateu com a faca na taça de Leonard e apontou com os olhos o aparelho de TV. O programa mostrava o assassinato múltiplo no hotel. A Tv estava sem som, mas eles acompanhavam atentamente as imagens.
Aesh Pandraj teve um choque quando viu o corpo de Rogério sendo embalado e colocado no rabecão. Uma foto da polícia com o rosto de Rogério foi exibido.
Então, algo inesperado aconteceu. Na TV apareceu o sujeito cubano do restaurante italiano.
Ele falou, falou… Gesticulando muito.

– O que será que esse merdinha de uma figa está falando? – Perguntou Leonard.
– Não sei, mas não estou com um bom pressentimento. Está ficando pior… Ah, não. Olha lá.

Leonard largou a linguiça no prato quando viu surgir na TV o retrato falado da polícia. Primeiro o dele. Estava meio mal desenhado, mas dava para reconhecer. Em seguida, apareceu outro, e este foi bem pior. Um sujeito de turbante e óculos, com barba rala e bigode.

-Puta… Que… Pariu… – Gemeu Leonard.
Um garçom estava passando bem na hora… Parou, olhou para a tela. Sob o desenho de Aesh o letreiro: “Polícia investiga suspeitos de chacina em hotel do centro”.
Lentamente o garçom se virou e olhou direto para a mesa deles.

Leonard virou o rosto e Aesh, fingiu olhar para outro lado.

-Ele viu. – Gemeu Leonard entre os dentes.
-Eu sei. E agora? – Respondeu Aesh, escondendo o rosto atrás de um copo de refrigerante.
-Ele está indo até o gerente… O gerente vai ligar para a polícia.
-Estamos ferrados, senhor Leonard.
-Tem mais gente olhando pra nós. Aqueles homens lá atrás, perto do quadro. Eles viram a matéria… Ah não! Estão mostrando os videos da câmera de segurança!
-Puts! Não acredito.
-Você olhou para a câmera, senhor Leonard?
-Eu… Eu nem me toquei que aquela merdinha era uma câmera.

O gerente desligou a TV.
Os dois continuaram a comer, fingindo que nada estava acontecendo. Leonard sentia os olhares convergindo cada vez mais para a mesa deles.

O Maître se aproximou cauteloso. Estava gaguejando. Parecia suar.
-Os senhores… Estão bem servidos? Querem alguma coisa? Mais vinho, talvez?

-Não, está tudo bem, disse Leonard. Pode trazer a conta, por favor?
-Ah? A conta? Sim, sim, pois não… Só um minuto que… eu vou… Eu vou verificar. – Ele disse, saindo apressado.
Leonard acompanhou o Maître olhando de soslaio. Ele foi até o gerente, que olhava para os dois parcialmente escondido atras do balcão nos fundos.

-Leonard, temos que sair daqui agora! -Disse Aesh, muito sério. O indiano estava nervoso.

Leonard concordou. Estava pensativo.

O Maître voltou, apressado…

-Senhores… Estamos tendo um pequeno probleminha com a caixa registradora. Vai demorar só um pouquinho. Querem um café? Sorvete? Vamos dar a sobremesa de cortesia. Um musse? Profiterólis?

-Um musse de chocolate! – Disse Leonard sorrindo, calmamente.
-Pois não. E o senhor?
-Eu… Eu não quero nada não. Obrigado. – Disse Aesh, sem olhar nos olhos do Maître.
-Eu insisto!
-Olha, Cabul, que tal um pudim de leite? Eles tem um pudim aqui que é sensacional! -Perguntou Leonard olhando para Aesh. Aesh viu no olhar do velho que aquilo era um truque.
-Pode ser.
-Perfeito. Já vou trazer, com licença. – Disse o Maître.

Leonard e Aesh se entreolharam.

-Sabe para que isso tudo, né?
-Estão nos cozinhando para a polícia chegar, é claro. – Respondeu Aesh.
-Os homens já devem estar a caminho.
-Por que pedimos a sobremesa. -Perguntou o indiano.
-Assim eles não ficam esperando que a gente fuja. Precisamos de uma distração. – Disse Leonard.
-Sim, mas o que?
-Apenas espere… Confie em mim. – Respondeu Leonard.

Logo depois um garçom se aproximou. Trazia na bandeja as sobremesas. Nada da conta.

-Obrigado. – Disse Leonard.
Aesh provou o pudim. Era realmente gostoso, mas naquela situação, nada tinha graça.

Leonard começou a contar: – Cinco… Quatro… Três… Dois…

Quando chegou no um, o garçom que voltava para os fundos do restaurante caiu no chão, derrubando uma mesa, que virou e os copos e pratos se espatifaram. Uma mulher gritou. Todo mundo na churrascaria se levantou. O garçom permanecia no chão, e começou a ter uma violentíssima convulsão.
-Acode! Acode! – Gritou um senhor, tentando amparar o garçom no chão.
-Cuidado que ele engole a língua! – Disse uma mocinha que estava com o namorado.

Aesh olhou assutado para Leonard.

-È você?
-Shhh. Espere! Cinco… Quatro… Três… Dois…

Novamente, ao terminar a contagem, alguma coisa explodiu no interior da cozinha, soltando uma violenta labareda de fogo.
O rapaz que limpava o balcão que estava indo ajudar o garçom olhou para trás e gritou desesperado:
– O botijão de gás tá pegando fogo!!!

Foi a vez de Leonard se levantar e gritar a plenos pulmões: – Vai explodir tudo!

Então foi um tal de gente se levantando, mesa caindo, copos quebrando. Era garçom jogando pedaço de picanha para o alto e saindo correndo.
Leonard e Aesh se aproveitaram da confusão causada e tentaram sair pela porta da frente. Assim que iam saindo viram dois carros de polícia parando no posto de gasolina que era anexo à churrascaria.

-Ferrou! São eles. – Apontou Aesh.
-Vem, por aqui! – Leonard saiu puxando o indiano para os fundos.
-Vamos pela saída dos fundos?
-Isso aí, meu chapa! – Disse Leonard.

Eles passaram correndo pela cozinha, onde uma mangueira do botijão de gás estava solta, como um lança-chamas.

-Essa porra vai explodir de verdade! -Disse Aesh, vendo que a mangueira de vez em quando apontava as chamas para os outros botijões no canto da parede.
-Vamos!
Os dois abriram a porta e saíram nos fundos do restaurante. Foi quando ouviram um “click”.

-Parados aí vocês dois!

Imediatamente os dois pararam.

-Mãos para cima! – A voz ordenou.
-Calma aí! Calma aí! – Disse Leonard, se virando.

Para a surpresa dos dois, não era a polícia, mas sim o gerente do estabelecimento.

-Desculpa, não quis sair sem pagar a conta. – Disse Leonard, mostrando um bolo de dinheiro.

-Senhor… Não me toem por um idiota. – Disse o homem. Ele segurava uma pistola apontada direto para eles. – Eu sei que são foragidos! A polícia está vindo.

Leonard olhou para Aesh. O motorista indiano estava tremendo nas bases.

-Que horas são? – Perguntou Leonard.
-Hã? – Questionou o homem armado.
-A hora. Pode me dizer as horas, por favor? – Perguntou Leonard, diante da cara de espanto de Aesh.

O gerente armado olhou rapidamente para o relógio. – Três e quinze. – Ele disse. E então, ficou agarrado, com a arma numa mão e o relógio no outro pulso. O gerente virou uma estátua.

-Que isso? Que porra foi essa? – Perguntou Aesh, intrigado.
Leonard foi até o gerente. Tomou a arma da mão dele. O homem parecia congelado olhando o relógio.

-Não pergunte! Rápido, procura se ele tem chave de carro! Não fique aí parado, porra! – Disse Leonard, se livrando da arma jogando-a dentro de uma caçamba de lixo nos fundos do restaurante.
Já dava para ouvir a sirene dos bombeiros. Estavam vindo pela estrada.

-Aqui! Achei. – Disse Aesh. Ele tirou uma chave do bolso do homem. – Ei! Onde você vai?

Leonard pegou uma flor do canteiro e colocou com cuidado na mão esticada onde antes estava a arma.

-Bem melhor! Tenha um bom dia, senhor! – Ele disse.

O homem ficou ali, parado, numa pose ridícula, olhando indefinidamente para o relógio enquanto esticava uma flor com o outro braço.

Os dois esgueiraram-se pelos fundos do restaurante. A chave do carro tinha uma dessas fechaduras eletrônicas. Aesh apertou o botão e uma caminhonete apitou, acendendo as lanternas.

-Vamos! É aquele! – Disse Leonard, correndo ate o veículo.

-Deixa que eu dirijo. – Disse Aesh.
-Não, porra! Tá maluco? Quantas pessoas com barba, óculos e turbante tem na cidade?
-É, tem razão.
-Vamos, Aesh, passa pra cá! Temos que sair sem os meganhas nos verem. Senão, vai dar chabu!

Leonard acelerou o carro.

-Bosta! Odeio dirigir! – Ele disse.
Aesh ia abaixado, no banco de trás.

-Senhor Leonard, pegue a estada que sai da cidade! Vamos dar o fora daqui. A essa altura eles já devem ter informações de mim. Todo mundo já me viu por aí. Não duvido que eles estejam lá em casa.

Leonard acelerou o carro na estrada e viu pelo retrovisor o posto de gasolina com churrascaria ficando longe.

-Pra onde vamos? – Perguntou Aesh.
-Não vamos conseguir ir longe. Em dez minutos o velho babaca voltará ao normal. A polícia vai saber que roubamos o carro dele. Vão fechar a rodovia com barreiras. Temos que trocar de carro. -Respondeu Leonard.
-Que ótimo… Agora estamos sendo acusados de assassinato, e perseguidos pela polícia por roubo. – Disse Aesh, olhando a paisagem da estrada passando pela janela.
-Tem razão. Estamos nos enrolando aqui. Temos que pegar um outro caminho. Se seguirmos pela rodovia seremos uma presa fácil para eles. -Disse Leonard, se habituando com a direção.
-Faz sentido, senhor Leonard!
-Aesh, você acha que esse trambolho aqui tem tração nas quatro rodas?
-Tem sim senhor… É só apertar esse botão ali e… Que isssoooooooooo?

Leonard deu uma guinada com o veículo saindo da estrada e entrando por uma trilha parcialmente encoberta pelas árvores. Ele passou em um espaço tão estreito que uma das árvores arranhou a lateral do carro e arrancou o retrovisor direito.

-Segura aí! – Gritou Leonard, quicando no banco.
Minutos depois, Leonard e Aesh estavam pilotando a caminhonete aos trancos e barrancos entre uma estrada de fazenda toda esburacada, cheia de mato alto. Atravessaram um pequeno riacho. Foi preciso ligar a tração para o carro conseguir subir uma elevação. Leonard virava o volante de um lado para o outro, fazendo o carro escalar o morro. Era uma tarefa difícil, que envolvia desviar de árvores enormes e conter o peso do próprio veículo.

-Senhor, não force muito… O carro está fazendo barulho estranho! – Gritou Aesh, mas foi tarde demais. Algo estourou e eles ouviram um som de gás.
O motor perdeu a potência e então morreu. Leonard puxou o freio de mão.

-É… Acho que o carro já era!
-Onde será que estamos? – Perguntou Aesh.
-Olha aí no porta-luvas… veja se aquele escroto tinha pelo menos uma lanterna.
-Opa! Tá na mão! – Disse Aesh, pegando a lanterna. – Ei, tem mais alguma coisa aqui. – Disse, removendo um pacote de flanela.

Leonard já sabia o que era pelo formato.
Aesh desembrulhou um revólver 38.
-Deixa comigo. – Falou Leonard.
-Não, eu fico com ele. – Disse o indiano.
-Pensei que você fosse avesso à violência.
-Eu sou. Vou levar comigo para caso apareça algum bicho. -Respondeu, saindo do veículo e olhando para cima. Ele só via as folhas e galhos das enormes árvores.

Estava caindo a noite e ficando muito frio.

– Leonard meteu a mão no bolso e retirou um pequeno aparelho de metal oxidado. Era repleto de inscrições e lembrava uma bússola.
– Ilumina aqui, Aesh!
– O que é isso? – Perguntou o motorista.
– Não é da sua conta. Vem, vamos por aqui. – Respondeu Leonard, secamente, andando rápido por entre os arbustos montanha acima.

Aesh, ficou bravo com aquilo, mas não tinha jeito. Teve que seguir o velho Leonard pelo mato adentro.

Os dois subiram até chegarem numa trilha. A trilha se revelou uma longa caminhada. A noite caiu escurecendo tudo. Era um breu geral.
-Felizmente aquele cara lá tinha uma lanterna. – Disse Aesh, rompendo quase uma hora de silêncio entre eles.
-Espero que ele tenha também um bom seguro. – Respondeu Leonard.

A trilha da montanha os conduziu através da mata até uma pequena cabana de madeira, caindo aos pedaços, que estava parcialmente envolta pelo mato alto.

– Que lugar é este? – Perguntou Aesh, iluminando a entrada. Morcegos saíram voando pela janela parcialmente arrebentada.
– Parece cenário de filme de terror.
-Acho que é um tipo de abrigo de inverno. Alguém morava aqui, mas pelo mato, ninguém vem aqui faz tempo. – COncluiu Aesh Pandraj, iluminando cada parte com a lanterna. A porta estava entreaberta, presa por algo por dentro. Eles se esgueiraram e entraram.

Os dois caminharam com cuidado, desviando das enormes teias de aranha na entrada da cabana. O que prendia a porta era um móvel que havia caído. Um tipo de armarinho. Havia garrafas, papeis, livros, bolsas de couro, roupas espalhadas pelo chão. O cheiro era de mofo. Então a lanterna se deteve no sorriso triste de um crânio ainda com cabelos.

-Veja Leonard! Ossos!
-É… E são ossos de gente. – Disse Leonard, olhando o chão.

Havia um monte de ossos espalhados por todos os lados no chão e restos de roupas apodrecidas rasgadas.

-Aconteceu um crime aqui. – Concluiu Aesh.
-Não… Não na verdade! O que aconteceu aqui é que o sujeito que resolveu morar neste fim de mundo já estava velho demais para descer e pedir socorro. Ele deve ter sucumbido a alguma doença. Os animais selvagens devem ter sentido o cheiro do corpo e o comeram. Isso explica a bagunça. Se ele era um solitário… Ninguém nunca deu pela falta.

Aesh concordou. Ele praticamente podia ver a cena do velho tendo um mal súbito e deitando-se no banco de madeira precário junto à parede da cabana, que também servia de cama.

-Vamos passar a noite aqui. – Disse Leonard.
-Nossa, esse lugar me dá arrepios, senhor.
-É nossa opção. Ou é isso ou descemos e dormimos na friagem lá no carro. Duas horas andando a pé pela montanha abaixo, e de noite. Topa?
-Não… Aqui me parece um bom lugar. – Respondeu o indiano, já pegando as coisas para alimentar a lareira.
-Os livros não! Queime as roupas. – Disse Leonard. Então, o velho pegou um antigo banquinho de madeira, quebrou com o pé e jogou os pedaços na lareira. – Isso aqui já dá!

Felizmente havia fósforos na cabana, e os dois conseguiram acender o fogo.

-Vamos dormir! – Disse Leonard.
-Po-pode ficar com a cama ali. Eu vou dormir aqui perto do fogo. – Disse Aesh.
Leonard entendeu que o indiano estava com medo de deitar no lugar onde o velho da cabana provavelmente morreu.

-Que cagão, hein? – Riu Leonard.
-Boa noite. – Disse o motorista.
Leonard nem respondeu. Já estava quase pegando no sono. Aquele tinha sido um dia bem corrido. Leonard sabia que o dia seguinte não ficaria por baixo.

Caiu a madrugada na montanha.
Leonard abriou os olhos quando ouviu um barulho estranho. Ele não se moveu. Ficou apenas ouvindo. O fogo ja havia se apagado, e só restavam as brasas fumegantes. Aesh roncava no chão. O barulho não se repetiu, e Leonard começou a pensar que talvez fossem as tábuas estalando. Mas então, um novo estalo deixou claro.

Era um passso. Leonard estava certo.

-“Tem alguém aqui.” – pensou.

CONTINUA

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

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7 respostas para “As crianças da noite – Parte 24”

  1. Pow mano, isso é crueldade conosco… faz tipo um post especial com uns 5 capitulos de uma vez… É agustiante terminar no melhor da estória…

  2. Esse Leonard… Sempre tem um truquezinho na manga… Parece ser um tipo de amigo que não nos deixa na mão, com quem podemos sempre contar pra nos ajudar 🙂

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