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Com ou sem – Minha noite no pior hotel do mundo

Naquele tempo eu trabalhava para a IDD miniaturas. Era um trabalho interessante, apesar do fato de que era uma furada só que ninguém normal além de mim e meu irmão Raphael encararmos. Nós criávamos bonecos de RPG. Fazíamos as matrizes, esculpindo os bonecos em durepoxi durante dias, e então entregávamos para a fábrica, que os copiava aos milhares.
Havíamos viajado para participar de um festival de RPG em Belo Horizonte. O dia foi muito divertido, com mil e uma atividades. Ao fim do dia voltaríamos de carona no carro do Átila, que era o dono da IDD.
Eu já estava ficando meio incomodado, pois era muito homem num carro pequeno. Chegou uma hora que comecei a sentir uma dor nas costas filha da puta. A dor só aumentou com a dificuldade de arrumar posição naquela lata velha do Átila.
Comecei a pensar num jeito qualquer de sair daquele carro. Vendo uma placa na estrada, perecebi que iríamos passar por Três Rios, a cidade da minha avó. Quando o carro finalmente passou em Três Rios, já era umas duas horas da manhã. Decidi avisar a eles que iria descer lá.
Meu irmão não quis descer e resolveu voltar com eles pra Niterói.
Eu desci do carro me achando super-esperto. Estiquei a coluna, peguei minha mala de bonecos, recheada de alicates, ferramentas e instrumentais e entrei pelo baixo portãozinho do jardim na casa da minha avó.
Comecei a bater no portão. Eu bati, chamei, assobiei e só faltou virar cambalhota. Nada. Nenhuma resposta, apenas o silêncio da noite, com aqueles grilinhos estrilando ao longe.
Comecei a bicar o portão. Meus avós tem um sono pesado da porra, e não era a primeira vez que um parente tinha que esgoelar até ficar azul para minha vó chegar na janela.
Eu gritei tanto que num ruído assustador uma janela ao meu lado se abriu. Era Yone, a vizinha. Cheia de bobs na cabeça. ( imagina a cruza da Dona Florinda com Satanás? É ela.)

-Sua avó viajou pra Niterói. Não tem ninguém aí não.
– …. – Não consegui dizer nada. Só pensei: PUTAQUIPARIIIIIIIU!
-Er… Obrigado. Desculpa acordar a senhora.

A Yone não falou nada. Só fechou a janela com uma estridente batida no melhor estilo louca-antipática possível.
Eu caí na real que estava simplesmente ferrado. Um frio do caralho.
Três Rios é a típica cidade do interior do estado do Rio. No verão é um calor de matar. No inverno é um frio de doer. Parece até a farda do exército. E naquela noite estava particularmente frio.

Abri minha malinha de ferramentas e comecei a tirar uns alicates. Pensei em arrombar a fechadura no melhor “Mc Guiver way of life”. Depois de uns 40 minutos de insucessos, prendi meu dedão na dobradiça do alicate de corte e fiquei puto. Nos filmes tudo é mais fácil.
Caí na real que já passava da hora de dormir e que eu teria que arrumar um lugar para pernoitar.
Me lembrei do banco. Não aquele banco onde os ricos ganham dinheiro, mas um banco de praça do século XIX que minha vó tem no jardim.
Corri para o banco e tentei me ajeitar como pude. Fechei os olhos e tentei dormir.
Não deu.
O banco era duro pra caramba. Nos primeiros dez minutos eu pensei que dormiria, mas no décimo primeiro eu já notei, da pior maneira, que as réguas de madeira me arrebentavam mais ainda a coluna. Não havia lugar para colocar a cabeça nem os pés. E começou a cair um sereno frio.
Não havia jeito. Eu teria que arrumar um lugar para dormir.
Saí com minha malinha de ferramentas pelas ruas desertas, dignas de um bom filme de terror.
Andei por vários minutos pelo centro à procura de um hotel qualquer. Eu não podia ficar num bom hotel por dois motivos. O primeiro é que eu só tinha vinte reais no bolso. O segundo motivo era que simplesmente não existem bons hotéis em Três Rios. Só duas merdas e um melhorzinho, que na verdade mesmo, era uma semi-merda.
Então melhor Hotel de lá, seria equivalente ao pior hotel imaginável do Rio de Janeiro.
Pois lá estava eu. Procurando algum lugar, por pior que fosse, para passar a noite.
Andei pelas proximidades da rodoviária.
Na minha imaginação inocente, perto de uma rodoviária seria um bom lugar para encontrar um hotel, afinal, é na rodoviária que os turistas chegam, né?
Não. Não tinha uma porra dum hotel.
Então comecei a andar a esmo pela cidade. A hora avançava. E nada de encontrar uma viva alma que pudesse me mostrar um caminho, dar uma dica.
Foi quando ouvi que vinha passando um carro pela rua que eu estava. Por sorte, era um táxi. Fiz sinal. O cara diminuiu. Não parou, apenas andou mais devagar.
Eu perguntei pra ele se havia algum hotel por ali.
O cara deu um sorriso e disse que naquela hora eu só ia conseguir encontrar o Hotel Três Rios. ( ou Hotel Entre-Rios, não lembro bem)
Ele apontou o caminho e partiu.
Eu caminhei pra caramba. A porra do Hotel era longe pra dedéu.
Quando cheguei em frente ao hotel, olhei o letreiro, algumas letras faltando, a fachada pichada com um visual tão medonho que pensei seriamente se não era o momento de voltar e dormir no banco do jardim da minha avó.
Mas não sei de onde nem como, obtive uma certa dose de coragem e empurrei a porta de madeira. Ela deu um rangido chorado, como só as tampas de caixões do conde drácula são capazes. No interior era apenas o breu. O breu mais escuro e inacreditavelmente preto. Posso até dizer, sem medo de resvalar no exagero que o preto no interior do saguão do Entre-Rios Hotel era maior do que quando fecho meus olhos.
Fui andando devagarinho, com a mão para a frente, tentando inutilmente detectar qualquer objeto em meu caminho. Topei com alguma coisa pelo chão. Era mole. Tive medo de ser um cachorro. Ou pior, um gato.
Resolvi me manter fixo, parado. Esperando que minhas pupilas se dilatassem escancaradamente para que ao menos um maldito bastonete pudesse captar uma vaga informação visual.
Isso aconteceu lá pelo décimo sexto minuto em que eu estava ali dentro.
Durante este tenebroso tempo, só pude recorrer aos meus outros sentidos. E o que mais sofreu foi o olfato. O hotel tinha um cheiro estranho de coisa velha. Parece aqueles baús de fotos antigas, misturado com cheiro de brechó e cemitério. Havia uma coisa de fumaça de cigarro entranhado em todos os lugares. E poeira. Cheiro de poeira.
Quando meus olhos começaram a se adaptar, eu pude ver que havia ali na minha frente, um balcão de madeira. Caminhei até ele e tateando notei aquelas campainhas típicas de hotel de filme.
Toquei.
Nada.
Toquei novamente.
Nada.
Fiquei esperando, afinal, sou um cara moderadamente educado, mas quando vi que nada realmente acontecia naquela merda, perdi a linha e toquei “a nona sinfonia de Beethoven” na porra da campainha.
Só contive a fúria quando um rangido horrível aconteceu, dando um eco estranho. Lá em baixo, num corredor (eu descobri que era um corredor depois) uma luz se acendeu.
Lentamente, uma coisa cambaleante começou a vir pelo tal corredor. Eu não conseguia obter uma boa visão daquilo, pois o corredor era paralelo a lateral do balcão. Assim só vi uma sobra, que avançava lentamente. Tive tamanho medo daquela merda que pensei em correr. Era um troço tenebroso, na forma de um corcunda que parecia não ter uma cabeça. E ainda puxava da perna. Tive medo de dar de cara com o “homem elefante”.
Quando a tal coisa apareceu, dei até dois passos para trás. Ali, bem na minha frente, estava um OGRO.
Um ogro de RPG.
Sem sacanagem. Eu descobri naquele momento, que os ogros existem mesmo. Pelo menos em Três Rios. O “recepcionista” Era uma porra dum velho horrível, com uma corcunda, braços magrelos e um barrigão desproporcionalmente grande, que caberia umas três crianças dentro. Pelo lado de fora estava um cuecão mal enjambrado. Não deu pra ver graças a aquela penumbra que vinha da luz do tal corredor tenebroso se o velho tinha todos os dentes. Mas deu pra notar na hora que ao menos os que haviam ali naquela boca, não estavam na ordem que deveriam.
O velho se dirigiu a mim com aquela tradicional educação e cortesia que se espera de um recepcionista de hotel daquele porte:

– QUEQUECÊQUÉ? – Dito assim mesmo. Meio gritado e num tom autoritário.
– Eu… Eu… Queria, bem, eu queria…
-FALALOGO!
-Eu queria um quarto, por favor.
-TÁ. Disse ele, abaixando-se com certa dificuldade. Olhou pra mim meio de lado. A cabeça dele saía quase do meio do peito. Pensei que talvez fosse algum tipo de anomalia genética. Naquele ângulo ele era o próprio Quasímodo. E sua frase atrapalhou meus pensamentos: – É COM OU SEM?
-Hã?
-COM OU SEM, COM OU SEM, PORRA??
– Com o quê? – Perguntei eu.
-COM OU SEM? – Repetia ele. Foi quando notei o movimento de cabeça. Engraçado como estas pessoas costumam apontar as coisas com a cabeça e com o beiço lá no interior.
Quando eu finalmente entendi, olhei atrás de mim. Pude ver, graças a luz que provinha do corredor infecto, que haviam umas três ou quatro putas velhas dormindo umas sobre as outras num sofá tão horrível que parecia um pedaço de coral, com tanta espuma saindo pra fora.
– É sem! É sem!!!! – Me apressei.
-É QUINZE REAU ADIANTADO. VAIQUERÊ?
-Vou. Toma Ó… Adiantado.

– VEM POR AQUI – Disse ele, passando por baixo do balcãozinho e me puxando com uma delicadeza típica de um policial de Diadema.

Sabe, é estranho seguir um velho corcunda, careca, de cuecão, que ainda puxa da perna, sobretudo num hotel como aquele, e ainda ter que pagar por isso.
O velho se arrastou como deu até uma parede e ligou um desjuntor. O desjuntou deu um estalo e umas luzes fracas que pareciam ter 10 watts iluminaram uma escada de madeira.
O velho começou a subir. Eu atrás.
Ele então virou-se para mim e disse:
-Cuidado com esse aqui, garoto.
Eu olhei e era um buraco no meio da escada.
Puts, eu tinha que ter filmado aquela merda. Era tudo de madeira. Cada passo era um rangido mais horrível que o outro.
Saindo da escada, no segundo andar, eu vi um corredor que era o mais assustador que você pode imaginar. Norman Beates Hotel, mane.
Psicose a parada.
A cada duas portas, todas pretas, havia umas fracas luzinhas na parede. Passamos lentamente pelo corredor. Na parede ao meu lado, eu vi uma imagem de São Jorge, com aquela clássica lampadinha vermelha. E atrás dele uns bonecos que me lembraram bonecos de vodu. Mas hoje, mais velho, sei que eram bonecos de Cosme e Damião.
O velho ia puxando aquela perna e só parou em frente à última porta.
Enquanto ele tentava abrir a porta, praticamente lutando contra a fechadura, eu comecei a pensar se todos aqueles outros quartos estariam ocupados para o velho me levar até o último do corredor. Imaginei cada um dos possíveis hóspedes que habitavam o interior daquelas portas assombrosas. Traficantes fugidos? Matadores de aluguel? Foragidos de todos os tipos e procedências…Comecei a pensar se o fato do velho me levar mais e mais para as profundezas daquele antro, não tinham o objetivo mórbido de abafar meus gritos na hora em que finalmente os zumbis aparecessem.
Quando dei por mim, o velho finalmente conseguia abrir a porta.
Novamente, foi aquele rangido clássico e a escuridão. O cheiro de mofo invadiu meu nariz e o velho deu dois passos naquele lugar escuro.
Num estalo ele ligou a luz. A parada era tão espantosamente tosca, que o cara ligava a luz do meu quarto com uma chave geral! Tipo coisa do Frankenstein! Deu um estalo e um raiozinho quando ela ligou e uma lâmpada de 60 watts pendurada com fita isolante nuns fios verde e laranja que pendiam do teto, se acendeu.
E então eu pude dar uma boa olhada no quarto:
O quarto era um cubículo de dois metros por dois metros. Não havia janela. Apenas um basculante perto da cama. A parede era tão clara quanto é a parede de uma borracharia de beira de estrada. Isso não é um exagero literário. Era exatamente assim. Era preta. Ensebada.
Aposto que a última vez em que aquela parede cheia de rachaduras viu uma tinta, o presidente do Brasil era o Washington Luís.
No quarto, não havia banheiro. Só uma pequena pia, bem do lado da cama.
No outro lado, um armário preto, ao lado da porta.
O velho me entregou a chave e eu tentei durante uns seis minutos girá-la no tambor e me trancar naquele lugar de pesadelo.
Dei uma mijada na pia, tirei os tênis.
Enrolei a mão numa toalhinha que eu levava na mala de bonecos. Eu tenho um cagaço enorme de tomar choque, e já que ia desligar aquela chave geral na parede do quarto, não quis arriscar.
Desliguei a luz e deitei na cama.
Porra, a cama era quase tão dura quanto o banco da casa da vó Cida.
Claro que eu deitei de roupa naquela merda de cama. Não ia fazer a maluquice de tirar sequer a camisa naquele lugar. Tentei não pensar em nada e apenas dormir, mas isso se mostrou uma tarefa impossível. Eu só pensava naquele corredor escuro, naquelas portas. Na imagem do São Jorge com a satânica luzinha vermelha iluminando parte do corredor. Na verdade, essa luzinha vermelha demoníaca entrava sorrateiramente pela fresta abaixo da porta. Comecei a pensar naquele lugar. Nas putas velhas dormindo no sofá pulguento. No visual do velho.
Pensei em quantas pessoas já estiveram naquele quarto que parecia mais uma cela do Dops.
Quantas pessoas tuberculosas já cuspiram naquela pia… Aquela pia que estava tão perto da minha cabeça.
Resolvi inverter e dormir com a cabeça para o outro lado.
Eu não conseguia mesmo pegar no sono e com os olhos abertos, o quarto ganhava ares ainda mais assustadores. Eu ouvia gemidos, ruídos e estalos.
Foi quando pensei que não havia olhado dentro do armário.
Vai que tem um sujeito com uma faca ali dentro, né? Melhor me certificar.
Enrolei a mão na toalhinha e acendi a luz novamente.
Abri com um certo medo o armário, e lá dentro só havia um cobertor peleja. Desses de mendigos.
Tornei a desligar a luz e me deitei.
Dormi.
Quando abri os olhos, acordei com um ruído estranho. Um tipo de grito horrível. Pulei da cama e corri no basculante. Pela greta eu vi que nos fundos do hotel havia um lixão e que um bando de urubus disputavam um pedaço de carniça. Olhei a hora. Seis e vinte da manhã.
Aproveitei que já havia amanhecido, peguei minha malinha, abri o quarto e saí fora.
Algum tempo depois, demoliram aquele velho hotel e fizeram um supermercado no lugar.
Mas eu nunca mais me esqueci daquela noite mórbida que passei naquele lugar esquisito… Seja com ou sem.

Com ou sem – Minha noite no pior hotel do mundo

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59 ideias sobre “Com ou sem – Minha noite no pior hotel do mundo

  • 17 de maio de 2007 em 15:11
    Permalink

    caraca.. nem acredito que li tudo..mas foi tão bem contado q poderia ter mais uma 2 paginas que dave de ler na boa..

    mto loco…

    vc tinah q por essas coisas num livro.

    Resposta
    • 29 de outubro de 2011 em 22:30
      Permalink

      Interessante seus contos. Voce descrevi perfeitamente Minas Gerais. Passei muito desconforto ate’ em Hote’is caros la’. Em Pernambuco por mais barato que seja um Hotel ele tem um cheiro bom de limpeza e sempre bem pintado. Mas Minas e’ Minas 

      Resposta
      • 4 de junho de 2012 em 21:12
        Permalink

        ow analfabeto acéfalo, três rios fica no rio de janeiro, e não em minas gerais.

        Resposta
  • 17 de maio de 2007 em 16:30
    Permalink

    Valeu cara.
    Se algum editor estiver a fim, eu estou aberto a negociações, hehehe.

    Resposta
  • 17 de maio de 2007 em 21:30
    Permalink

    haha, mto show a historia…
    mas a minha vó eh triste, o andré uma vez teve q dormir na mesa da varanda, pq a minha avó passo o trinco na porta da sala…eh mole?! rsrsrsrs

    Resposta
  • 17 de maio de 2007 em 21:49
    Permalink

    hahahaha

    muito boa! merece um lugar no Melhor do Mundo Gump xD

    Resposta
  • 17 de maio de 2007 em 21:58
    Permalink

    Aê Fernando… Tempão que você não comenta, cara. Achei que tinha desistido do Mundo Gump.
    Tá vendo pessoal? Tá aí meu primo que não me deixa mentir, hahahaha.
    Robson, atendendo a pedidos, o post vai pra lá.

    Resposta
  • 18 de maio de 2007 em 1:35
    Permalink

    História interessante.Ahh, mas se fosse eu, dormiria no banco de madeira na casa da sua vó.

    Resposta
  • 18 de maio de 2007 em 8:15
    Permalink

    isso e pq vc nunca levou um coquinho na cabeca… imagina tu dormindo e BAAAAAM. dormir na mesa foi triste, mas o bom e que meu avo acorda cedo e logo logo deu pra entrar em casa e dormir na cama ( se bem q em materia de dureza, a cama e a mesa nao estao tao distantes nao hehe )
    Andre

    Resposta
  • 18 de maio de 2007 em 20:46
    Permalink

    hahaha..oia o post europeu ai gtn rsrs…grande andre!
    pois eh philipe, dei uma sumida, ando mei inrolado…mas sempre confiro o tamanho dos posts rsrs…qdo eh grande eu sei q eh coisa q vale a pena perder tempo lendo rsrsrsrs!
    e qdo eh pequeno eu só passo o olho, afinal, eh pequeno rsrs…
    mas to sempre ai!
    abraços

    Resposta
  • 23 de maio de 2007 em 11:52
    Permalink

    Quer dizer q o fernando so gosta dos grandes e compridos ne?
    ehehe abracao cara

    Resposta
  • 30 de maio de 2007 em 8:51
    Permalink

    Meninos Philipe, Andre e Fernando

    Quando vcs forem em TRios nao esquecam de levar uma copia da chave afinal a vo Cida dorme muito pesado,mesmo dizendo que tem o sono leve…
    Philipe quem sabe vc dormiria melhor se tivesse encarado o com ehehehhe.Palavra de mae ehehhhaaahah.

    Resposta
  • 16 de agosto de 2007 em 19:52
    Permalink

    Pow vc deu mole… poderia ter pego uma ou duas putas velhas bixo…hauheuahuehuae… sakk… muito interessante… parabens

    Resposta
  • 21 de agosto de 2007 em 3:03
    Permalink

    Fabuloso.No sentido literal!

    Certa Vez fui rodar um filme em 3Rios (o primeiro e único da cidade), que por sinal me rendeu um título de honra concedido pela prefeitura da cidade (mas como nunca mais voltei, não estou de posse de tão nobre premio). Mas o que me faz responder seus escritos é a vontade que tenho de me gabar, pois como grande estrela do cinema nacional, me foi reservada a melhor suíte do melhor hotel da cidade. Morra de inveja. O quarto possuía banheiro, um rádio e uma linda vista para o BNH do outro lado da rua. Infelizmente meu hotel não dispunha do serviço de acompanhantes como o seu. Mas em compensação havia no “saguão”(ou melhor “saguinho”) uma TV que dispunha de todos os canais (desde que fossem Globo e SBT). O que permitia ao hospede em busca de prazer sexual, guardar em sua mente a imagem da Eliana ou da Xuxa, correr para o quarto e desfrutar de um belo ato de amor metafísico.

    Espero que na próxima estadia você tenha a mesma sorte que eu.

    Obs: Parabéns, ótimo texto como sempre.

    Resposta
  • 19 de agosto de 2008 em 19:05
    Permalink

    as minhas piores “dormidas”
    foram em pousadas de uma cidade próxima aki da minha!!!!!!!!!
    uma vez em busca de uma pousada bem barata tive q sair
    correndo, ppois o quarto q o propietário me mostrou era de +ou- 2m x 2m
    não tinha nem janela ou seja, ventilção zero, daí o jeito foibater em retirada pra
    não ter q dormir lá e morrer sufocado…………

    Resposta
  • 8 de outubro de 2008 em 15:59
    Permalink

    :worry: :love: :love: :love: :love: :injured: 😆 :*( =D 😛 :omg: D: :ohhyeahh: x_x

    Resposta
  • 18 de fevereiro de 2009 em 12:30
    Permalink

    ahahah quase me caguei de rir cara, eu moro em Varginha (cidade do ET ahaushaus) mas trabalho em uma cidade vizinha, cara na hora que vc descreveu o hotel eu me vi lá, toda sexta-feira preciso dormir no único hotel dessa cidade e é exatamente como vc descreveu cara, eu entro, dou uma mijada na pia (não tem banheiro) e durmo de roupa, pra tomar banho no banheiro comunitário eu enfio em cada pé uma sacolinha e vou ahsuahuhsuahsuhuau cara to rindo demais… Abraço.

    Resposta
  • 9 de setembro de 2009 em 9:33
    Permalink

    Cara suas historias são muito boas, ja estou a uns dois dias lendo elas aqui no trampo e não consigo parar de lêr, se for demitido vou te processar, valeu. Cara ta na hora de juntar essas historias ou estorias, não sei bem como definir e colocar isso tudo num livro. tenho certeza que vai dar certo, ainda vou te ver dando entrevista la no Jô merda Soares. Abraço mano.

    Resposta
    • 9 de setembro de 2009 em 11:30
      Permalink

      Deus te ouça, meu amigo. O livro está pronto. Só aguardando o revisor ter um buraco na agenda apertada dele, hehehe.

      Resposta
  • 12 de setembro de 2009 em 13:24
    Permalink

    Cara… que história legal! muito bem escrita! a gente lê e visualiza as imagens… Eu também já entrei numa roubada parecida: perdi o busão pra casa e preferi ficar num hotel próximo a rodoviária, pois o próximo ônibus sairia às 6h30 da madruga! Véio… que medo! pra variar o quarto minúsculo, uns travesseiros mofados (blargh!), uma cadeira século XVI com uma tv 14″ decorada com aquelas marcas de cigarro esquecido em cima! e o banheiro? comunitário também! uma mini pia com o chuveiro praticamente em cima e no banheiro ao lado um cara tomando banho e cantando um pagodão… ahahahah já dizia a sabedoria popular: “o barato sai caro”, também, 20 conto de hotel… Parabéns pelas ótimas e divertidas histórias!

    Resposta
  • 2 de novembro de 2009 em 0:26
    Permalink

    caraca parece que vc entrou num misto de alem da imaginação com contos da cripta

    Resposta
  • 6 de novembro de 2009 em 9:24
    Permalink

    Cara que história legal… a cada história, uma surpresa, Philipe vc deve investir seriamente neste ramo (vc foi agraciado com um dom), embora suas experiências sejam muito fodas rs… com muitos riscos rs… vc tem uma bagagem muito forte… parabéns!!!

    Resposta
  • 20 de novembro de 2009 em 1:21
    Permalink

    Me senti num conto do H.P. Lovercraft… Já estava vendo a hora de aparecerem os cultistas de Chulthu (não sei se escrevi certo), da sessão de Três Rios! Eu ia preferir dormir na rua!!!

    Resposta
  • 14 de janeiro de 2010 em 17:03
    Permalink

    Não me canso de ler as suas histórias.

    Continue assim!

    Resposta
  • 27 de janeiro de 2010 em 15:06
    Permalink

    Veeeeelhoo! mto show essa histooria! adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!
    devia fazer um livro 😀 ou um album de recordações ,sei lah :shocked:

    Resposta
    • 28 de janeiro de 2010 em 20:01
      Permalink

      Eu já fiz o livro. Ele sai em breve, pela Editora Multifoco.

      Resposta
      • 29 de maio de 2010 em 15:32
        Permalink

        Sério que vai sair, Philipe?! Cara, esses dias eu tava pensando: as estórias que eu já li aqui no Mundo Gump já se tornaram como que as minhas próprias lembranças. Eu conseguiria contar esses causos como se tivessem acontecido comigo mesmo! E são lembranças muito boas, devo a você poder compartilhar tanta história fabulosa. Publica o livro aí que eu compro!

        Abraço!

        Resposta
        • 29 de maio de 2010 em 18:00
          Permalink

          O livro sai agora em junho. O editor me prometeu. Estou confiante que agora vai!

          Resposta
  • 31 de janeiro de 2010 em 14:28
    Permalink

    Nunca tinha lido seu blog, entrei nele por acso e adorei essa história. Continue escrevendo, com certeza você tem talento.

    Resposta
  • 7 de julho de 2010 em 22:40
    Permalink

    Entrei no seu site por acaso e me diverti muito.
    Parabéns pela sua história, vivi uma muito parecida a caminho de Morro de São Paulo, quando eu e meu marido paramos numa cidade chamada Valença(se for por aqueles lados cuidado com os hotéis)para aguardarmos o barco pra Morro.
    Avise quando vai sair o livro e onde consigo comprá-lo em Niterói.
    Abraços,
    Francinete

    Resposta
    • 8 de julho de 2010 em 10:59
      Permalink

      O livro sai este mês ainda. Lá por meados do dia 20.

      Resposta
  • 28 de agosto de 2010 em 22:04
    Permalink

    Cara e essa história, me fez lembrar de Hostel, puta coragem de enfrentar a situação! Na boa, se eu vejo um cara desses, perguntando se é com ou sem… Eu acho que vazo sem dizer nada e me jogo no banco de madeira mesmo! rsrsrs… Bro, hoje dei risada pra caramba com os textos do blog, mas essa história deu arrepios!

    abraços

    Resposta
  • 24 de setembro de 2010 em 1:27
    Permalink

    cara.. voce tem um talento natural para se fuder mano.. ta loco, vai se fuder assim la longe cara… e eu pensando que minha vida era dificil eahueahueaheua..

    Resposta
    • 24 de setembro de 2010 em 10:13
      Permalink

      Se bem que considerando todas as vezes que quase morri e ainda estou vivo, acho que meu talento natural é pra conseguir entrar – e sair – das furadas.

      Resposta
  • 15 de dezembro de 2010 em 14:39
    Permalink

    Philipe, o Hotel onde você dormiu foi, há quase 150 anos, a casa da escrava da Condessa do Rio Novo, cujo nome era Camila. Seu pai sabe bem essa história. Quanto à hospedagem, saiba que se acontecer novamente, você tem aqui em casa um quarto e uma cama com direito à café da manhã. De grátis! Graças ao grande carinho que sempre tive por sua tia Marilene. Parabens pelo blog. A-Do-Ro tudo!

    Resposta
    • 16 de dezembro de 2010 em 8:28
      Permalink

      Oi Cinara, hahaha, valeu mesmo. Tia Marielene era muito gente boa mesmo. Felizmente eu pude expressar o quanto eu gostava dela quando ela ainda estava viva.

      Resposta
  • 11 de fevereiro de 2011 em 9:38
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    Acabei de ler sua história que pode ser considerada por muitos uma história Tragi-cômica. Porém, eu como trirriense morador do Rio de Janeiro, fiquei sinceramente decepcionado com ela. Você em seu texto coloca a minha cidade como um dos piores lugares do mundo, e tenho certeza que se você pensa dessa maneira é porque realmente você não conhece o Rio de Janeiro nem Niterói direito. Não estou dizendo que TR seja melhor que essas duas cidades (pelo contrario, tenho a consciência que está longe disso), mas será que você já passou por todos os hotéis realmente do Rio e de Niterói? Eu já tive que dormir em hotelzinho no Rio que a cama estava com o estrado quebrado e com o lençol rasgado… E também era um hotel de R$ 15 ou R$20 não sei… Você tem talento para escrever, mas me senti ofendido em ler um texto onde alguém ridiculariza tanto a cidade onde nasci, cresci e que amo. Sei que poucos aqui são como eu, mas gostaria de te dizer que se você tem essa imagem de Três Rios, é porque você infelizmente não teve a oportunidade de conhecer a cidade. Locais como o encontro dos três rios, a igreja do Cantagalo entre outras coisas. A cidade tem sim um hotel de alto nível (não é um Copacabana Palace nem um Sheraton, mas é considerado um dos melhores hotéis do sul-fluminense), e é uma cidade que vêm em constante crescimento, principalmente nos últimos 5 a 10 anos. Não sei a quanto tempo você não vem a TR, mas convido-o a voltar e ver como a cidade realmente cresceu. Provavelmente esse hotel ainda existe, e talvez esteja ainda pior. Mas venha, e quem sabe não consegue mudar sua visão um pouco sobre a cidade. Espero que entenda, que isso que estou escrevendo foi pela indignação de vê-lo criticar assim minha cidade (acho que você não gostaria que alguém fosse em sua casa e na volta saísse falando mal de tudo o que viu lá pra todo mundo) e o susto de ver o jeito com que você falava sobre tudo. Mas torço muito pra que seu livro seja um sucesso e que você tenha muito sucesso em sua vida pessoal e profissional. Um abraço de um trirriense feliz.
    Vinícius França Petrocelli.

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    • 11 de fevereiro de 2011 em 10:29
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      Cara seu comentário é auto-respondido. Você mesmo já disse tudo que eu iria dizer quando mencionou que a cidade cresceu muito nos últimos 5 a dez anos.

      Você sabe em que ano se passou este texto? muito antes disso, quando ela estava numa fase muito, muito ruim.

      Embora você more aí e eu não, eu posso te garantir que conheço a cidade tão bem ou até MUITO MAIS do que muita gente que mora aí. Até porque, uma das pessoas quem se dedicou a registrar e pesquisar a história da cidade foi meu bisavô.

      Conheço seus problemas, e também suas qualidades. Isso porque nasci, cresci e trabalhei passei mais da metade da minha vida indo aí toda semana. Até casar eu casei aí. Inclusive, o encontro dos Três Rios (que já praticamente não acontece mais) fica num terreno de um amigo da minha família de longa data. Já estive em lugares aí que vc nem imagina. Hotéis vagabundos existem em todos os lugares do planeta. Não é uma prerrogativa de três Rios ou do Estado do Rio, obviamente, como bem lembrou o Rick aí nos comentários. Mas eu não posso falar de situações estranhas que não tenha vivido, então me limito a contar as coisas que eu passei. Você passou perrengue em Niterói? Ótimo, que legal. O que eu não entendo é como o relato da minha experiência pessoal pode ser lida como uma afronta a uma cidade, que é muito mais do que um mísero hotel caindo aos pedaços, que já nem sequer existe mais.

      (Acho que vc não leu com cuidado. Pra começar, o texto abre com “naquele tempo”, o que deixa claro de cara para o leitor que se trata de uma outra época. E no fim, recomendo que vc releia a antepenúltima frase do texto, em que diz que o hotel foi demolido) Cada um é cada um, e como minha vó sempre diz, “opinião é igual a bunda”, mas eu jamais ficaria indignado ao ler as coisas ruins que já não existem mais na cidade. Pois soa como se elas ainda estivessem lá e fossem muito importantes para você. Goste ou não, é o que aconteceu e não me furto a relatar o perrengue que eu passo porque alguém pode ficar magoado. Isso é uma coisa inerente ao meu dia a dia de blogueiro. Tudo que eu escrevo agrada uns e emputece outros.

      O que me irrita é quando vejo que alguém fala do que não sabe. Aí eu fico puto. Se fosse um nova yorquino falando de Três Rios eu acho que vc poderia ficar puto, mas eu sou nascido, criado e vivido lá, então me acho no direito de falar bem ou mal. O que não vou é evitar de falar com medo de magoar corações frágeis.

      Se fosse assim eu não poderia falar da diarreia que passei em manaus, nem da minha viagem a varginha ou o antro de putas e mendigos que era onde eu trabalhava aqui no Rio ou o calor infernal que faz em Itaperuna, nem a bosta suprema de aeroporto que tem em São Paulo, dos motoboys, da aglomeração fedorenta no Saara e até mesmo dos políticos ladrões que existem em Brasília. Em sum,a, se eu tivesse que me preocupar em viver sem incomodar, eu teria que me matar hoje, pois a minha mera existência já incomoda algumas pessoas.

      Tem outros posts falando de Três Rios (aliás, tem um monte deles). Talvez vc goste mais.

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  • 14 de fevereiro de 2011 em 0:01
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    carammmmmmmmmmmmmba,eu quase nao consegui ler essa historia,eu li as 1 hrs da manha e quase nao conseguir dormi de tanto rir,parabens por ter sobrevivido,se escrever um livro sobre essa historia veridica,me envia um imail;moises.dejesus@hotmail.com,,,com ou sem,rsrsrs

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    • 14 de fevereiro de 2011 em 8:46
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      Já escrevi. O livro é este que aparece na barra lateral aqui do lado ——–>

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  • 21 de março de 2011 em 4:47
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    Philipe, essa história é tão extraordinária que vou repetir algo que já disse por aqui: é como se tivesse acontecido COMIGO. Então andei até pensando: você não tem vontade de voltar pra certos lugares em Três Rios? Voltar ao lugar desse hotel, por exemplo. Pra casa da sua avó. Praquela torre onde você e seus amigos foram perseguidos pela polícia. Praquele cemitério de onde tirou uma caveira e levou pra casa. Praquele canto no trilho de trem onde guardou as medalhas que enferrujaram. Você tinha que revisitar essas coisas e tirar umas fotos pra mostrar pra gente como elas andam hoje em dia… Seria uma excursão de auto-compreensão…, coisa fina. XD

    Abraços!

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    • 21 de março de 2011 em 9:32
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      É uma boa ideia, mas como essas coisas fazem muito tempo, muitas delas não existem mais. O hotel foi demolido poucos meses depois daquela aventura. No lugar dele surgiu um supermercado que está até hoje lá (eu acho). A tal torre é aqui mesmo em Niterói. Eu vou sempre lá. A última vez que eu fui lá foi quando meu amigo casou e eu fui ser testemunha lá. (tem um cartório na torre)
      O cemitério é em Macaé. Eu Nunca voltei em Macaé desde aquele episódio.
      O canto do trilho do trem ainda está lá. Passei recentemente pelo lugar.

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      • 9 de agosto de 2011 em 4:14
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        Pode tirar foto do lugar como está hoje mesmo, não tem problema. 🙂 Seria um post muito especial, poderia ser feito em algum aniversário do site.

        Abraço!

        P.S.: mandei uma mensagem pelo campo de contatos fazendo uma sugestão de post sobre hipnose há um tempo, não sei se você recebeu…

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  • 11 de abril de 2011 em 15:11
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    Caraca, vou perder o emprego, passei o dia lendo suas histórias.
    Parabéns, belíssimo conteúdo.

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    • 11 de abril de 2011 em 23:52
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      Fico feliz que tenha gostado.

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  • 18 de outubro de 2011 em 7:40
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    Ja parei em um lugar igual esse numa cidade Chamada Casa Branca, tão horrivel quanto, show seu texto.

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  • 11 de fevereiro de 2012 em 10:31
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    cara sinceramente eu devo ter passado uns 10 minutos rindo desesperadamente quando li a parte do raiozinho na chave geral,cara chorei pacas cheguei a sentir gosto de sangue na garganta.
    pensei -puts vo morre de rir- cara vc é mt bom mesmo vlw pelo conto…

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  • 9 de abril de 2012 em 0:16
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    Cara, passei por um aperto parecido em Apiaí, dormi num colchão feito de palha duro-pra-porra numa cama de molas trançadas e pra variar o quarto ao lado um rádio falava incansavelmente histórias de caminhoneiros e contos da meia noite em um volume pra lá de deseducado, mas suas histórias são demais, já pensou em fazer uns curtas?

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    • 9 de abril de 2012 em 9:47
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      Pensei sim, cara. Estou na pre produção de um, de zumbis.

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  • 10 de abril de 2012 em 7:41
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    muito bom , muito legal, adorei .

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  • 14 de abril de 2012 em 0:00
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    Cara! Tu és um cagão rrsrsrrsrsrs, Já cagaste duas vezes em seus contos, e ainda tens que cagares em Manaus?

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  • 30 de março de 2016 em 21:11
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    DEixa eu adivinhar, construiram um Bramil no lugar do hotel hhuehehuheuhe

    Resposta

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