Coca-Cola feladaputa!

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Ah, tô puto com a Coca-Cola! Onde já se viu? NUm inacreditável retrocesso de marketing estratégico a Coca-Cola surge nos mercados e camelôs com a minúscula e ridícula latinha de 250ml. Desde que comecei a tomar este treco no meio da adolescência e emburaquei de vez no projeto Galiléia ( em breve em mais uma aventura GUMP aqui) acabei viciado. Quando entrei pra Ignis, uma empresa que definitivamente deveria ser patrocinada pela Coca-COla, já que até a secretária, nossa queria Roseli, tomava uma garrafa no café da manhã (Juro!)a coisa piorou de vez. Eu tomava fácil um garrafão de 2,25l num único dia.
Então, desde 5 de maio de 1886 que o farmacêutico estadunidense John Pemberton, aos 54 anos, criou a fórmula da Coca-Cola baseada no Vin Mariani, fabricado na ilha francesa da Córsega, uma célebre bebida “fortificante” feita com folhas de coca maceradas em vinho, que o potencial viciante do refrigerante é diretamente proporcional a sua exposição a ele.
Logo depois que foi criada, nos idos de 1900, a Coca-COla ainda era verde, e bastavam apenas seis copos para você se tornar um dependente químico.
Desde então, a Coca-Cola vem usando a política do tome o quanto puder. O tamanho das garrafas, iniciou-se com a clássica de seis onças(ícone do design e referência até hoje de branding e pakaging)pois era a única maneira de viabilizar a venda do líquido, pois a Coca-Cola era tremendamente cara para se produzir. Nesta época, em 1939 a Coca-Cola chega ao Brasil. Com o avanço dos processo industriais de fabricação e o monopólio de um império logístico de distribuição e recolhimento de vazilhames de vidro a Coca-Cola imperou praticamente imune à concorrência, expandindo fábricas e abrindo engarrafadoras pelo país afora. Com a demanda pelo refri, a fábrica americana gerou uma série de novos formatos, objetivando atingir mais e mais consumidores. È quando as garrafas tamanho família surgem. Primeiro um litro, depois dois litros, dali a um tempo dois litros e meio…
A clara estratégia é: Beba cada vez mais para precisar cada vez mais.
Então, o contra-senso. A coca-cola insere no mercado a nova latinha mini. Ela entra numa posição abaixo da lata comum de 350ml, o que faz subir o preço da lata comum de 1 real para dois reais. A de 250ml aparece com o valor pintado na lata. 1 real.
A idéia por trás disso talvez seja atingir o público infantil como um refrigerante de merenda. Terreno até agora só ocupado pelas tubaínas (todo refrigerante que não é coca-cola é tubaína, segundo os executivos da Coca) como os guaranazinhos.
MAs eu fico puto porque agora os malditos camelôs só vendem a desgraçada da latinha minúscula que não dá pra nada por um real. A garrafinha de 650ml, o melhor custo-benefício no calor das ruas do centro do Rio desapareceu, tamanho o seu valor, que desanima o camelô de vender. Resultado, parei de tomar. Não compro a latinha de um real porque é uma vergoha de caro pra nem sentir o gosto.
Imaginando seus lucros, a Coca-cola vai acabar me curando do vício. Olha que sorte!

Bom, já que tô falando da Coca-Cola, aí vai um momento cultura inútil:
(retirado do blog do marmota)

“E a fórmula?

A fórmula, ou melhor, uma parte dela, apareceu no livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola”, de Mark Pendergrast. Até agora, o que não se sabe é a quantidade exata dos ingredientes que entram na composição do tão falado “Merchandise 7X”.

Em um recipiente equivalente a 1 galão (3,785 litros) entram:

Açúcar: 2400g
Água suficiente para dissolver
Caramelo: 37g
Cafeína: 3,1g
Ácido fosfórico: 11g
Folha descocainizada de coca: 1,1g
Noz de cola: 0,37g
Embeba as folhas de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.

Suco de lima: 30g
Glicerina: 19g
Extrato de baunilha: 1,5g
Saborizante 7X:

óleo de laranja: 0,47g
óleo de limão: 0,88g
noz-moscada: 0,07g
óleo de cássia (canela chinesa): 0,20g
óleo de coentro: traços
Nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira): traços
óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F [15,6 graus C]. Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.

Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.

Várias fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula. Embora essa fórmula possa aproximar-se muito da original, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um caso judicial. Segundo ele, são necessários 13,2 g de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope (não 11), e 1,86 g de extrato de baunilha, e não 1,5 g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 g de “um caramelo comercial de estabilidade forte”, ou muito mais do que 37 gramas. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.

Asa Candler mudou a fórmula assim que a adquiriu, junto com os direitos sobre a Coca-Cola, para evitar os imitadores (pelo menos 10 pessoas conheciam a fórmula na época). Candler acrescentou glicerina como conservante, removeu a cocaína, reduziu a cafeína e substituiu o ácido cítrico pelo ácido fosfórico. Asa mudou também o componente saborizante, ao qual passou a referir como “7X”, embora a fórmula de Pemberton só tivesse 6 ingredientes. Provavelmente foi Asa que acrescentou o óleo de lima à base saborizante e retirou a maior parte do suco de lima (segundo análise química).

A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, códigos:

açúcar, Mercadoria #1
caramelo, Mercadoria #2
cafeína, Mercadoria #3
ácido fosfórico, Mercadoria #4
folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5
mistura saborizante 7X, Mercadoria #7
baunilha, Mercadoria #8
Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candler os números 6 (suco de lima) e 9 (glicerina) tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.

Segundo um artigo publicado no Wall Street Journal em 04/10/1996, Frank Robinson, bisneto do co-fundador da Coca-Cola, teria uma fórmula manuscrita da bebida. A empresa diz que essa fórmula é falsa, mas segundo o artigo, a receita é provavelmente autêntica e foi criada depois que Asa revisou a fórmula, mas antes da retirada da cocaína.

A Coca-Cola Co. mantém uma versão escrita da fórmula em um cofre do Trust Co. Bank em Atlanta. O cofre só pode ser aberto por resolução do board de diretores da empresa. Somente duas pessoas na companhia podem saber a fórmula ao mesmo tempo (as duas primeiras foram Asa Candler e Frank Robinson), e somente elas podem supervisionar a preparação da fórmula. A companhia não revela a identidade destas pessoas, que são proibidas de viajar juntas.

O componente Merchandise 7X é tão secreto que a Coca-Cola Co. não o revela mesmo com ordens judiciais. A empresa preferiu não comercializar o refrigerante na Índia devido à exigência do governo daquele país, que queria a fórmula completa. Mas em 1991 a Índia revisou as suas leis de patentes, o que permitiu o comércio da Coca-Cola no território indiano.

E tem muito mais:

Apêndice do livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola“ (editado em português em 1993 pela Ediouro; o livro desapareceu misteriosamente de livrarias e sebos do país)
Fórmula da Pepsi-Cola, que é muito parecida com a da Coca-Cola
Opencola, uma fórmula de cola Open Source. Os componentes são similares aos da Coca-Cola e da Pepsi. O detalhe insólito é a Opencola italiana, que é transparente!”

Comments

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6 respostas

  1. Mr. Kling, só vc pra descrever a fórmula da Coca e publicá-la, dando assim à pirataria bio-cibernética a possibilidade de produzí-la em série e vendê-la pela metade do preço.
    Vc é um verdadeiro socialista da indústria alimentícia!
    Aquele abraço

  2. Tudo bem, eu também me revolto com a latinha mixuruca, mas pense que agora, o pessoal de renda mais baixa vai poder “ao menos” experimentar uma das melhores sensações gustativas do planeta.

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