Betta Boot – O primeiro ensaio com o novo morador aqui de casa

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Anteontem perdi minha avó. Viajei para Três Rios para tentar chegar a tempo do velório da Vó Cida, mas um acidente na estrada frustrou meus planos. Só cheguei para o enterro. Perder alguém querido na família é uma coisa muito triste. Mas minha avó sempre viveu como ela queria, e sempre foi muito feliz. Ela formou uma família enorme que esteve com ela até o final. Minha ideia neste post não é fazer homenagem póstuma, já que isso só faria sentido para quem a conheceu. No fim da vida ela estava muito doente e lutando muito contra uma série de complicações de saúde.

Antes de voltar para Niterói, passei com meu tio Zé Carlos ( momento gump da minha família: Minha vó teve dois filhos no mesmo dia, que não eram gêmeos. Um se chama José Carlos e o outro, Carlos José) numa loja de rações perto da casa dele para ver se tinha um peixe betta lá. Eu estou prometendo um peixinho betta para o Davi tem uma semana e ele fica o tempo todo repetindo “aquário”, me lembrando que quer o peixe.

O Davi tem fascínio por todo tipo de animais, de insetos a paquidermes, muito embora nunca tenha visto um paquiderme ao vivo na vida (ainda). Principalmente cachorro, porque pra ele, todo cachorro é um “but”. Aliás, todo bicho peludo, inclusive de pelúcia. Tudo isso que é fofinho é but, menos passarinhos, que são sempre piu-piu.

Eu finalmente achei um peixe Betta bacana, e o Tio Zé Carlos fez a gentileza de se oferecer para dar de presente pro Davi.

Tinha que ver a expressão de felicidade máxima quando ele acordou do sono da tarde e deu de cara com o tão esperado “boot”.  Eu queria que se chamasse Gloob, e a Nivea propôs Nemo, mas realmente quem manda é o Davi e o peixe virou Boot. O que é, de fato,  um nome legal mesmo para um peixe.

Optei por dar um peixe e não uma ave ou um cão, porque o apartamento é pequeno. Acho sacanagem ter cão em apartamento, ainda mais quando são apartamentos pequenos, e como a Nivea é muito alérgica, seria agradar um para sacanear outro. (Uma pena, pq eu AMO cachorro e se pudesse eu moraria com uns vinte)

Uma coisa legal do Betta é que ele não precisa de uma infraestrutura de superstar como alguns peixes ornamentais demandam. E ele tem uma enorme vantagem: Por ser peixe não faz barulho, algo importante quando você grava podcasts e locuções e o bicho vai morar no seu escritório. O custo também tem um fator importante nesta questão. O Beta ou Betta como é chamado, é um peixe originado da atual Tailândia, onde vivia em águas próximas a uma tribo chamada de Ikan Bettah. Hoje em dia, essa espécie de peixe ornamental é uma das mais comuns, visto que exige pouquíssimo cuidado e custa pouco ( entre R$ 5,00 e R$ 130,00).

O peixe Betta também ganhou o apelido de “peixe de briga” porque ele é, digamos, meio sociopata. Se você coloca outro peixe, (é pior ainda se for macho da mesma espécie) junto com um macho, vai dar uma porradaria ÉPICA no aquário, sobretudo se ele tiver pouco espaço e for sem nichos para esconder. Muita gente acha que o betta vai atacar outros peixes de especies diferentes ( e vai) mas nessa ele tende levar a pior. Suas longas barbatanas e caudas viram um alvo para ataques e mordidas de outras espécies, por isso, a vida de um macho é quase sempre solitária.

O Betta é conhecido por não conviver bem com outros Betas, até mesmo com fêmeas. Mas o Betta macho tolera melhor um harém junto com ele. Tem gente que coloca até espelho na frente do vidro, para ver o Betta crescer. Ele fica enorme, eriçando a crista e a cauda, e abre uma espécie de barbatana que tem na cabeça. Mas ao mesmo tempo que é curioso, é meio sacanagem fazer isso, porque o peixe fica estressado demais achando que vai rolar um fight. Ele não se reconhece no espelho e acha que é outro peixe.

Apesar do macho ser este cara de poucos amigos que prefere viver sozinho num aquário-quitinete, as fêmeas são sociáveis e vivem em grupos numa boa. Elas são menores e menos vistosas que os machos em função do dismorfismo sexual, mas são diferentes também no temperamento, pois são bem pacíficas.

Até a reprodução desse peixe deve ser feita de um modo específico para o macho não socar a fêmea.

[learn_more caption=”A reprodução do Betta”] A reprodução em cativeiro é relativamente simples, bastando para isso um aquário (que pode ser pequeno) e um pequeno recipiente transparente. No aquário, coloca-se um macho, enquanto coloca-se a fêmea no pequeno recipiente. Em seguida, o recipiente (com a boca para cima) é colocado dentro do aquário, que terá um nível de água insuficiente para cobrir o recipiente. Uma vez visualizando a fêmea, o macho irá iniciar a construção do ninho, formado por diversas bolhas na superfície. Essa tarefa pode ser facilitada por algo que fique na superfície da água, como um isopor ou pedaço de plástico, o que evita que o ninho se prenda ao recipiente da fêmea. Uma vez construído o ninho, é o momento de soltar a fêmea, que será cortejada e envolvida pelo macho – se eles tiverem um contato imediato, o macho irá cortejá-la antes de fazer o ninho, só depois de um tempo a cortejando, ele começará a fazer o ninho. Sob pressão, a fêmea se entregará ao macho, então o macho a abraçará – esse abraço é conhecido como abraço nupcial. Ela expelirá os ovos, que serão fertilizados e colocados no ninho pelo macho, com a boca. Algumas fêmeas ajudam o macho, outras preferem comer os próprios ovos. Uma vez concluído esta etapa, a fêmea deve ser retirada para não ser morta pelo macho. Este será responsável por cuidar dos ninhos e dos alevinos após o nascimento, devolvendo ao ninho os que caem. Após uns vinte dias, contando como início o dia em que os ovos eclodiram, o macho tem que ser separado dos alevinos, pois nessa hora ele poderá come-los.[/learn_more]

Infelizmente, seu baixo custo e seu jeito agressivo faz com que o Beta macho seja utilizado em rinhas por pessoas de pouco caráter e com graves desvios morais.

Alguns Betta também podem intensificar suas cores durante uma briga. Outra particularidade desse peixe é que ele sobe até a superfície para respirar. Este peixe tem a particularidade de respirar o ar atmosférico, graças a órgãos chamados de labirintos, que fazem com que o ar passe bem próximo da corrente sanguínea dele, proporcionando a troca de oxigênio com o sangue por meio de difusão. Por este motivo, os Bettas podem viver em águas pobres em oxigênio, mas não poluídas.
Praticamente todas as espécies comercializadas hoje derivam de cruzamentos com interferência do homem, a partir de uma matriz de Beta selvagem, que possui reflexos amarelos e listras horizontais escuras.

Infelizmente, eu sempre vejo os beta sendo mantidos em aquários minúsculos, do tamanho de cinzeiros. Mesmo um peixe acostumado a um espaço de maior confinamento como este vai sofrer num aquário muito apertado. A loja onde encontrei o Boot inclusive estava guardando os peixes em copos descartáveis!  O espaço ideal para um beta é um aquário médio.  Aquários muito pequenos limitam o animal, gerando a estress e doenças, e também esquentam a água com mais facilidade. Ao que parece, um aquário ideal para um Betta seria um de 15 litros, mas pessoalmente acho isso exagerado. Um de cinco acho que dá conta numa boa. Foda mesmo são essas microbeteiras de 300ml!

Bom, ontem de noite, resolvi fazer um ensaio com o Boot. Depois que o Davi foi dormir, montei minhas tralhas de iluminação, tripé e etc. Testei com algumas entes, alguns arranjos de luzes, com led e luz fria. Usei livros coloridos para refletir cores diferentes nele, porque apesar de ser de um azul lindo, o Boot parece mudar de cor para tons esverdeados de acordo com o ângulo de incidência da luz.  O aquário dele também tem uma camada de pedras coloridas vermelhas, que gera um contraste interessante com seu tom azul. Com a intensa luz direta que eu precisei colocar para fotografar em alta velocidade (pq o booty não para quieto) deu uma radiosidade vermelha nele, que lembra até o SSS que a galera do 3d sabe bem o que é. Como eu estava com sono, não fiz muitas fotos, mas só umas poucas.  Espero que gostem:

 

 

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De quebra, vou deixar aqui algumas dicas para quem se animar em ter um peixe betta:

[learn_more caption=”Dicas para o Betta viver bem”]

1. Não mexa muito na Beteira (aquário em que esta o Betta)… Escolha um lugar da casa para deixá-la permanentemente. Use sempre uma tampa de vidro no aquário

2. Escolha um lugar quente da casa… Use um aquecedor na água, se necessário… Existem aquecedores de pequena potência (wattagem).

3. Não troque mais que 50% da água semanalmente.

4. Use uma mangueirinha fina (de aquário) para sifonar a água a ser trocada… Sifone a região do solo da Beteira.

5. A água nova (sem cloro) deve ser colocada no aquário lentamente.

6. A água nova deve estar com a mesma temperatura, aproximadamente, da água trocada.

7. Use como solo 0,5 cm de areia fina ou pedra rolada de rio (média).

8. Tenha uma planta aquática solta na Beteira (ex.: Musgo de Java, Elódea).

9. Alimente seu Betta 1 ou 2 vezes ao dia… Varie o cardápio, ao acabar uma ração, tente trocá-la. É importante observar se o seu Betta realmente está consumindo a quantidade oferecida, pois não deve haver sobras para não poluir a água. Ofereça uma pequena porção (pequena mesmo) e observe se ele come tudo, se ele comer, ofereça mais uma ou duas vezes. Lembre-se: peixes saudáveis comem praticamente todas as vezes que você oferecer alimento, pois é instintivo, já que na natureza ele precisa de reservas alimentares pois não irá encontrar comida todos os dias, isso não quer dizer que você deva alimentá-lo exageradamente, já que ele está em cativeiro e a alimentação não será um problema.

10. Alimentos em bolinhas devem ser oferecidos umedecidos.

11. Não deixe o Betta permanentemente ao lado de outro macho.

12. Deixe-o descansar sempre… Apenas em alguns momentos do dia você pode de colocar um espelho ao lado do Betta, para o peixe se “exercitar”.

13. Quanto mais idoso o Betta, menos devemos mexer na Beteira.

14. A expectativa normal de vida (longevidade) de um Betta e de 2 anos, em média, mas há relatos de Betta que vivem 5 anos.

15. Agindo assim, como indica do nestas dicas praticas, podemos ampliar, e muito, o seu tempo de vida (sua longevidade).

16. Uma vez ao mês jogue algumas pedrinhas de sal grosso na Beteira…

17. Não mexa no ambiente da Beteira… Faça troca parcial da água sempre com muito cuidado, evitando assim assustar demasiadamente o Betta.

18. Não tire o Betta da Beteira nos momentos da manutenção semanal de troca parcial de água.

19. 0 Betta se acostuma com qualquer espaço aquático, e faz deste ambiente o seu lar (mesmo em pequenas Beteiras ou aquários pequenos de 3 a 5 litros). Está formado assim um micro habitat…

Fonte: Revista Aquarista Junior[/learn_more]

Comments

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19 respostas

  1. Cara, eu acho bom vc pesquisar sobre estas pedras coloridas, normalmente elas alteram o PH da água liberando substâncias químicas presentes na coloração. Eu descobri isso da pior maneira possível: perdendo dois peixes até descobrir que o problema era a água…

    Abs…. e lindo o Boot…

  2. Sua vó teve dois filhos, no mesmo dia, que não eram gêmeos. Nesse caso, eles são gêmeos sim, só que são chamados bivitelinos, pois eles são formados em óvulos diferentes. Já conheci irmãos gêmeos bivitelinos. Muito diferentes um do outro. Já eu tenho irmão gêmeo univitelino, idêntico a mim!!

  3. Lindas as fotos! Tive muitos peixes, o primeiro bicho que cuidei foi um betta. Adoro eles, mas, infelizmente, já torrei alguns : ( (quase morria junto). Hoje não gosto mais de ter bichos presos (que não possam sair), tenho gatos, as o ap não é tão pequeno… apesar de preferir eles em um sítio (e quem não prefere?) achei minha gata na rua…

    mas ter bichos é algo muito bom e precioso, acho fundamental, principalmente para crianças, desde que os pais ensinem a amá-los e a respeitá-los (e pelo visto seu filho será um ótimo cuidador :).

  4. Parabéns ao David. Graças a ele ganhamos esse maravilhoso presente com direito à “tutorial” e tudo. Aprendi pra caramba!

  5. Belo peixe, estava pensando em comprar um para meu filho mas não conhecia nada de peixes, com este post me decidi qual comprar. Obrigado.

  6. Essa história de nasceram no mesmo dia sem gêmeos é bem comum na minha família. Aqui em casa “resolvi” nascer no mesmo dia (23/08/85) que meu irmão só que com 4 anos de “atraso”. E nessa data ainda podemos acrescentar uma prima de primeiro grau um ano mais velha do que eu, ou seja, dia lotado.

    O curioso desta história é que anos mais tarde encontramos na casa da minha vó, um cartaz de uma tourada que meu tio pai desta prima, havia ido anos antes lá na Espanha. Agora advinhem o dia? 23 agosto de 79 …ahhahaha

    Outro fato envolvendo aniversários no mesmo dia, e ainda mais bizarro é que meu bisavó por parte de mãe, conseguiu ser avó e pai de gêmeos no mesmo dia. Neste dia que minha mãe nasceu, nasceram os tios da minha mãe. Fato este que já seria estranho por si só, ganhou um acréscimo. Digamos que meu bisavó estava pulando a cerca e tinha outra família escondido, e no mesmo dia que nasceram seus primeiros filhos na nova família, estava nascendo sua primeira neta de sua filha mais velha.

    Acredito que o velho teve um dia só um “pouco” emocionante, e fico imaginando a correria que não foi para dar assistência para tanta família e crianças…hahahahah

  7. Sou contra manter animais presos, especialmente se não traz nenhum a utilidade, por exemplo: cachorros em condominios fechados ou apartamentos. Afinal a finalidade de se manter um cachorro em casa é para que ele possa proteger de alguma maneira a propriedade, e ou as pessoas seja com aparente agressividade ou como “alarme” de presença.
    Esse animal é muit útil no campo (auxiliando em caçadas e no pastoreio) mas na cidade….só servem para latir e incomodar. Imagine esse bicho quando baixa o espírito da latição dentro de um local bastante silencioso ou do lado de algum hospital, escola, asilos, etc.
    Gatos, também, para mim é um bicho inútil e dispensável. Agora um peixinho…. adoro,principalmente bem fritinho. Mas criar peixinho eu confesso que também já me passou pela cabeça, afinal além de uma boa decoração, um aquário com peixinhos, transmite paz, silêncio e beleza.

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