Apple aumenta a mão para não reduzir o telefone

Este é um truque clássico. Muitos dos críticos ao Iphone, acusavam a Apple de produzir um aparelho trambolhudo. Grande demais para os dias miniaturizados de hoje. A Meizu pegou carona nesta ideia e fez uma réplica do Iphone um pouco menor.
Não tendo como reduzir o Iphone, a Aplle solucionou este pequeno “contratempo” de um jeito criativo.

Aumentou a mão do modelo. Trocando de modelo, eles arrumaram um sujeito com o maior mãozão pra segurar o aparelho. A percepção é que ele ficou menor. Engenhoso.Este tipo de “gambiarra” de marketing já é conhecido há algum tempo.
Akio Morita é o fundador da Sony. Existe uma passagem na biografia dele que conta um episódio do tataravô do Walkman, o mais famoso produto da Sony de todos os tempos.
Naquela época apenas alguns anos após o Japão ter se rendido, Akio montou uma fábrica de rádios. O objetivo dele era produzir o menor rádio possível. Pensando ter conseguido seu intento ele lançou uma campanha publicitária que dizia que os radios transistorizados da Sony caberiam no bolso. O problema é que a miniaturização estava apenas começando e o tal radio não cabia em bolso nenhum. Alguns clientes começaram a reclamar.
Akio resolveu o problema facilmente. Os vendedores deveriam usar um uniforme enviado pela Sony que tinha o maior bolsão da paróquia, feito para que o rádio coubesse. Assim quando os clientes reclamavam, os vendedores apenas colocavam, solenemente, o aparelho em seu próprio bolso, enquanto faziam uma cara de: “No meu cabe”.

Muitas vezes, o inventor e homem de negócios precisa dar uma de “joão sem braço” para viabilizar suas ideias.
Isso aconteceu com Sylvan Goldman, um dono de supermercados nos EUA. Ele inventou os carrinhos de supermercado, em 1937, mas ficou chocado ao descobrir que embora fossem uma solução funcional e prática, ninguém os usava.
Sylvan construiu o carrinho usando estruturas e rodas de madeira e uma cesta metálica.
Ele percebeu que as pessoas que faziam compras estavam carregando dezenas de produtos que se equilibravam precáriamente uns sobre os outros. Enquanto o carrinho, vazio, parado bem ao lado delas estava às moscas.
Sylvan Goldman chegou a conclusão de que os homens tinham vergonha de andar com um carrinho, pois a imagem de “carrinho” estava atrelada ao conceito de carrinho de bebês, e andar com um, mesmo que com compras, era uma afronta a masculinidade do homem moderno dos anos 30. As mulheres estavam começando a liberação feminista e a imagem de um carrinho de bebês ia contra o ideal de modernidade feminina.

Para solucionar este problema, o sujeito contratou vários modelos de homens com aparência fortemente masculinas e mulheres muito bonitas que apenas andavam no interior do mercado com os carrinhos. Cenográficamente apanhando produtos e colocando-os nos carrinhos.
A ideia funcionou e em menos de 15 dias os carrinhos de supermercado haviam se tornado uma coisa comum e os homens já usavam normalmente. Os carrinhos tornaram-se extremamente populares e Goldman transformou-se em um multimilionário. Goldman continuou a fazer modificações em seu projeto original, e o tamanho da cesta foi aumentado, já que as lojas notaram que seus clientes compravam mais quando o tamanho aumentou.

Resumindo, malandragem é pra quem tem.

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.

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Comentários

  1. Existe a história da pasta de dentes… Acho que foi com a crast, ou crush, sei lá, a história conta que as empresas de pasta de dente, estavam querendo aumentar o consumo do produto, porém o consumidor americano, que escovava os dentes com frequência, não o fazia mais do que 3 ou 4 vezes por dia.
    As “bisnagas” de pasta, eram iguais às de pomadas e ainda por cima de metal, e eis que um SURFISTA, deu a idéia mais inovadora e que ninguém tinha pensado antes. Aumentar a bitola de saída da pasta, fazendo com que as pessoas pusessem mais pasta na escova toda vez que escovassem os dentes!

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