Voto negativo – Pelo seu direito de dizer quem não quer

Sharing is caring!

Essa ideia surgiu há muitos anos, e volta e meia converso sobre isso com meu irmão Raphael, que compartilha comigo as ideias deste post.

Você já parou para pensar que o sistema democrático, baseado no voto só nos permite uma parte de nossa expressão política?

Confuso isso? Eu explico.

Quando você vota num candidato, você está dizendo que QUER que aquele sujeito te represente. Você também pode votar somente no numero do partido. Igualmente, você está dizendo que quer que aquele partido te represente.

Dessa forma, quando votamos, ou anulamos nosso direito de dizer sim, ou dizemos sim. Nós não podemos dizer não!

Mas a vida não é feita somente de sim.

Quando surge um candidato que claramente entrou pela janela por mecanismos bizarros, ou que comprou votos, já foi até condenado por isso no passado (vou evitar dar nomes aqui porque quem fala mal dele ele processa. Mas você sabe quem é!) e continua suas tentativas contínuas de se locupletar no poder, eleição após eleição. É anacrônico um sistema eleitoral que só te permite dizer “sim” a alguém mas não permite que você diga que não pode, que não quer aquele cara de volta ao poder. E já dizia o ditado:

QUEM CALA CONSENTE

Hoje, nosso sistema eleitoral é o mais avançado do mundo tecnologicamente (suspeito, né?) realizando a contagem do país todo em umas poucas horas e esse tempo de apuração só vem caindo graças ao desenvolvimento tecnológico. Hoje, o “sistema” se preocupa com a segurança. Atualmente muitas cidades estão passando por cadastramento biométrico para assegurar que quem vota no seu nome seja você mesmo. Ok, acho legal fortalecer o sistema de segurança do voto. Mas duas questões parecem não despertar atenção:

  • O direito da pessoa não votar.
  • O direito da pessoa votar em quem ela não quer no poder.

Sim, porque muitas vezes, você não sabe quem você quer que te represente politicamente, mas você geralmente sabe claramente quem você não quer.

Antigamente, quando a eleição era na base do papel e caneta, era possível dar seu “voto de protesto” indicando para o cargo personalidades inusitadas, como o famoso Macaco Tião.

Eu gostava do sistema antigo!
Eu gostava do sistema antigo!

Antigamente, quando o voto era feito à caneta num papelzinho, seria inviável implantar um sistema de voto negativo. Tomaria tempo, havia muita margem para erros, manipulações. Com a tecnologia que dispomos hoje, um simples programa de computador pode realizar uma operação banal de subtração de modo que um voto negativo anula um positivo.

Mas o que isso realmente produz?

A vantagem do sistema do voto negativo é simples de entender. Ela eliminará os pontos extremos, criando uma “média”. Dando exemplos é mais fácil:

Imagina um político como o deputado Marco Feliciano, que graças a suas presepadas à frente da Comissão de Direitos Humanos estima que sua base votante quintuplicou. Hoje ele se garante tanto ao ponto de não se preocupar com nada mais além de gerar factóides que o joguem os holofotes da mídia e o ódio social em cima, pois ele ardilosamente usa a mídia no “falem mal mas falem de mim” de modo que ele fica cada vez mais “votável” pela base de pessoas que concorda com suas ideias tortas acerca de negros serem amaldiçoados, gays serem doentes que devem ser curados, e coisas desse naipe.

Marco Feliciano pode não te representar, mas é inegável que ele representa uma parcela significativa da população que o colocou lá. Igualmente ocorre com os membros da bancada evangélica, os ruralistas e demais bancadas. Sempre tem aquela galerinha ali que milita em prol das ideias desses caras, e votam neles.

Hoje, com o sistema atual, se você não quer o Marco Feliciano na política, como que você faz? Reclama no Facebook? Tira fotinho com cartaz de “não me representa”? Diz que ele é gay enrustido?

Isso não resolve BOSTA NENHUMA. Então você poderia dizer que a forma de evitar que Feliciano seja eleito é votando em massa no seu oponente político, certo? No ex-BBB Jean Willys… Mas isso também não adianta, porque se ele tiver muito voto, ele entra e não só entra como ainda arrasta pela janela (graças ao nosso sistema idiota) um bando de outros políticos do qual você nunca ouviu falar e que certamente serão até mais radicais que ele.

Se o sistema do voto negativo se estabelece, o que acontece? Geral que considera que “Marco Feliciano não me representa” vai votar negativamente nele e positivamente em sei lá quem. Todo voto negativo do Feliciano é menos um voto que ele leva da sua base (em grande parte um curral religioso onde o Silas Malafaia manda e desmanda e seus amigos se lançam como foguetes direto para a bancada evangélica). Igualmente, essa galera toda aí vai votar negativamente em alguém… Provavelmente Jean Willys.

O resultado pratico disso é uma anulação de candidatos “estrelas” que só jogam para sua platéia.

O efeito é imediato. Tão logo o político perceba que o sistema mudou, ele terá que começar a se preocupar com as pessoas que ele incomoda. Hoje, o político brasileiro CAGA E ANDA para os que não gostam dele, focando seus esforços em sua base votante. O problema é que isso é uma distorção, na medida em que uma vez eleito, ele trabalhará para TODO MUNDO não só para os pobres coitados que acreditaram nele e em seu sofisticado programa eleitoral.

Curiosamente, hoje, muitos políticos que já estão no poder ignoram este simples fato de que trabalham para a população do país e não para seus currais eleitorais e os empresários que financiaram sua campanha. A instituição do voto negativo poderá mudar a forma como o político vê sua própria atuação, levando-o a preocupar-se com sua má fama, pois a má fama irá se tornar menos votos nas urnas. Isso poderá levar a uma realidade onde o político brasileiro compreenda que não pode fazer o que bem entender, já que os insatisfeitos com suas atitudes podem cobrar um preço caro dele por seus erros e deslizes.

A verdade disso se baseia na análise do comportamento humano. Existem muito mais coisas no mundo que não gostamos do que coisas que gostamos. Com o voto negativo, com o povo mobilizado e organizado, com uma agenda de “limpeza”, não adianta o cara ter seu curral eleitoral bonitinho lá em Alagoas, e ser odiado no país inteiro.

 

Voto negativo - Pelo seu direito de dizer quem não quer
Hummm… Sinto um estranho cheiro de batata assando.

Agora, extrapolando esta ideia um pouco…  Vamos supor que um cara como o Renan Calheiros, ou o Sarney, que só ganha porque tem curral eleitoral, imagina se o volume total de votos negativos suplanta o numero de votos positivos. O que acontece?

Para entender o que acontece precisamos imaginar o oposto. Se ele tem mais votos positivos que negativos, ele entra. Se ele tem mais negativos que positivos, se seu saldo no fim da eleição é de digamos menos vinte mil votos, seria o caso de interpretarmos isso como uma rejeição maciça da sociedade para com aquele sujeito. Isso é a falência política, que deveria implicar num “pit stop” político compulsório de pelo menos três eleições SEM PODER SE LANÇAR CANDIDATO.

Hoje, a ideia de um voto negativo é somente isso, uma ideia. Parece simples, parece lógica, mas duvido que os políticos aprovem isso, já que vai contra seus interesses por espontânea vontade. Somente com uma pressão  popular de grande teor isso poderia ser efetivamente aplicado. Deixo aqui a ideia, para caso algum político bem intencionado (chame-me de sonhador, delirante, pirado, mas eu acho que eles existem, apesar de estar em franca extinção) veja nisso uma saída para o país e transforme essa simples ideia num projeto. Se você leu até aqui, obrigado.  Fale sobre isso com seus amigos.

 

40 comentários em “Voto negativo – Pelo seu direito de dizer quem não quer”

  1. Eu achei a ideia ótima! Com a urna eletrônica não seria difícil de implementar. E como exemplo de democracia, o voto negativo seria facultativo, quem não quiser não votaria.

    E aquele negocio do voto nulo, procede que abaixo de um certo numero de votos válidos, teria que se fazer um novo pleito. Seria uma excelente maneira de protestar contra essa corja. Eu não voto há quatro eleições e pretendo reativar meu título só pra votar contra o PT ano que vem…

    Responder
    • Não. Voto nulo, anulado na urna (digitando um número inexistente, por exemplo), não anula eleições. Segue um artigo da revista Jus Navigandi que explica bem isso. O texto é meio longo, mas procure por “artigo 224” que vai direto ao assunto.

      http://jus.com.br/revista/texto/21443/mais-de-50-de-votos-nulos-nao-anula-eleicao

      Responder
  2. Excelente post, acompanho muito política e nunca havia pensando nessa ideia, simples porém eficaz. A única ideia diferente do texto que tenho é que, no saldo negativo, deveria ser descontado daquele partido político, assim como o saldo super positivo atual arrasta outros candidatos consigo, como ocorreu com o Tiririca. Assim, os próprios partidos se preocupariam mais com quem iria disputar as eleições por eles, e não apenas os de mais poder e dinheiro!

    Responder
  3. Fantástico! Já que o voto é obrigatório, pelo menos poderiam nos dar a chance de dizer NÃO aos mesmos ladrões de sempre, e [email protected]#r com a mamata dos corruptos impedindo-os de se eleger…

    É óbvio que, como dizia minha avó, “pra fazer o que não presta tem gente que dá nó em pingo d’água”: alguém ou algum partido/grupo/coligação poderia usar isso como uma rasteira política em adversários (por meio de propaganda negativa), mas creio que com uma população consciente de que é explorada e com todo o ódio generalizado aos políticos, esse sistema cairia comouma luva para dirimir as deficiências do sistema eleitoral brasileiro – que de democrático só tem o meu ovo esquerdo.

    Responder
  4. Ideia genial. Os manifestantes deviam espalhar isso pelas redes sociais e começar a protestar por isso.

    Eu realmente nunca tinha tinha pensando em um “não” na urna.

    Responder
  5. realmente é uma ideia incrível, nuca tinha parado pra pensar nisso, mas acho pouco provável que um dia vá acontecer, pois como você mesmo disse, vai contra os interesses pessoais dos mesmos e de sua corja de rabos presos.

    Responder
  6. Com certeza!! Vou até compartilhar este texto e se me permitir imprimir algumas folhas para divulgar esta idéia, será ótimo! Claro, com os devidos créditos.

    Já pensou em se candidatar em alguma cargo político? Acredito que você poderia ser um responsável por evitar a extinção de gente boa para administrar este país.

    Abraço

    Responder
  7. Não pode Depender só do voto eletronico… ou vai continuar na mesma (atualmente as chances da votação ser fraudada é ENORME).

    Mas seria uma ideia MUITO BOA de ser implementada.

    Responder
  8. Eu deixei de ler o que o Mino Carta publicou na revista que eu mais respeito pra ler isso aqui, amigo.

    E não me arrependo! Leio depois o que o Mino disse…

    Adorei o seu post, adorei a forma como abordou o assunto.

    Texto excelente.

    Responder
  9. De acordo!

    Mas acho que deveriamos tambem questionar bem mais seriamente a concfiabilidade da urna eletronica. Se esse sistema fosse tao bom, ja teria sido adotada por todos os paises mais informatizados do que o Brasil.

    Responder
  10. Philipe, achei sua ideia genial e já compartilhei no Facebook. Acredito ser uma ideia bastante concretizável. Primeiro porque é boa e simples.
    Segundo porque você deve ter uma certa abrangência de leitores e ouvintes (você tem um programa no rádio agora, né? Pelos feeds que eu recebo do blog, acho que já vi algo sobre esse seu programa).

    Você já ouviu falar no “Sua Proposta Pode Virar Lei”?
    http://www2.camara.leg.br/participe/sua-proposta-pode-virar-lei

    Para uma proposta de um cidadão brasileiro ir para a câmara e ser votada, é necessária a assinatura de 1% do eleitorado brasileiro (tendo pelo menos 0,3% de assinaturas de cada região brasileira). Dá 1.410.000 assinaturas pelo que eu já pesquisei no site do TSE (arredondando para cima).

    É muito, mas acho que é o único passo possível pra que consigamos que sua ideia venha a dar certo. Quem sabe até não seja possível conseguir o apoio do CQC na Band? =)

    Me diga o que você acha. Temos bastante tempo. Estou disposto a ajudar no que for possível.

    Um abraço,
    Enrico Brasil

    Responder
      • Philipe, um amigo meu criou uma página no Facebook para a discussão de propostas de mudanças políticas para o Brasil e pediu que eu o ajudasse a administrá-lo. Ele até está promovendo financeiramente essa comunidade. Postei sua ideia lá, entre outras de amigos e participantes. Tenho certeza que várias pessoas darão novas ideias para o refinamento da sua ideia. Gostaria que você pudesse participar para que levemos sua ideia adiante. Segue o link.

        https://www.facebook.com/propostaparamudarobrasil

        Um abraço,
        Enrico

        Responder
  11. Cara, venho sempre aqui e é a primeira vez que comento. A ideia do voto negativo é tentadora, mas… Acho que esvaziaria uma campanha propositiva (e cheia de promessas vazias, é vero…) e criaria uma campanha negativa, com troca de acusações, dossiês, enfim, tudo para para minar algum candidato. Uma estratégia simples seria a união de vários candidatos pouco cotados, atacando um único, e com um discurso vazio e populista. Um exemplo, e espero que seja interpretado apenas como exemplo, foi a uma campanha do Lula para presidente, concorrendo com o Collor, onde a única forma de barrar o crescimento do Lula foi obter um testemunho de um ex namorada dele, dizendo que houve um aborto.
    Sinceramente, vejo o fim do voto obrigatório mais saudável e eficaz contra os oportunistas de plantão. Ah, e parabéns pelo site!

    Responder
    • Ivan, não sei exatamente como funcionam as regras e leis eleitorais, mas acho que poderiam ser propostas regras que impedissem ataques a outros candidatos (se é que elas não existem, já que não me lembro de nunca ter visto algum político falando “Não vote em Fulano”). Outra coisa: acho que o voto negativo deveria respeitar os candidatos dentro do seu estado eleitoral (ou seja, se você é de SP, não poderia votar negativamente em candidatos do Rio, p. ex.). Lembre-se também que uma minoria já têm dificuldades em eleger candidatos no sistema atual. Não seria o voto negativo que impossibilitaria a eleição desses candidatos.

      Responder
  12. Engraçado é que já tinha essa ideia muito antes da urna eletrônica, seria justo, o único ponto que não havia cogitado seria o fato do político com mais votos negativos perdesse o direito de tentar as próximas eleições. Acho que isso é até ruim, quanto mais ele tentar e mais votos negativos levar mais vergonhoso fica. Dois pontos para mudar o Brasil: Fim dos partidos e voto negativo. Acorda Brasil!

    Responder
  13. A ideia é boa mas acabaria sendo uma faca de dois gumes .
    Excluiria muito político ruim mas também os ‘bem intencionados’ com propagandas negativas de seus adversários que colocariam até coisas ridículas como ‘fulano tacou uma pedra num colega de escola quando criança’ , se sem voto negativo já fazem isso com boa parte do horário eleitoral , imagina se apontar os erros dos outros gerassem votos também ?
    Outro ponto excessivamente negativo ao meu ver seria o voto do gado religioso , desculpa a generalização mas muito religioso por ai vota puramente por indicação de seus pastores ou porque ciclano é da mesma congregação religiosa ; bastaria um desses messias dizer para votar contra um determinado candidato e lá iria o gado votar sem nem saber o porquê .
    Acho que se essa ideia fosse colocada em prática a estratégia política mudaria um pouco , como num jogo , alguns políticos de mais destaque seriam usados como ‘infantaria’ para dar passagem as peças que ficam por trás manipulando o jogo . . .

    Se eu não me engano na Nova Zelândia existe algo semelhante , onde a pessoa vota em vários ao mesmo tempo numa escala de quem ele quer mais ou menos que seja eleito .

    Responder
    • Claro que o sistema não é perfeito. Sobretudo quando se fala de manipuladores de massa. Mas ainda assim, penso que os benefícios suplantam os aspectos negativos. Uma coisa é certa, o sistema tornaria as eleições bem mais emocionantes.

      Responder
  14. BRASIL UNIDO EM PROL DO VOTO NEGATIVO.
    Acho uma ideia exelente, porém, como voce mesmo disse, um tanto utópica.
    Escrever nas cédulas: Biro-biro, o rinoceronte de alguma praça de são paulo, se não me engano, e em Curitiba a “gilda”(um travesti famoso do calçadão da rua xv, hoje já falecido, mas na época ganhou disparado em duas eleições consecutivas… o gavião da praça dos polacos na minha cidade e por aí a fora.
    Cansados de ver o descaso da população e de serem atingido no ponto fraco os políticos urgenciaram esse negocio de urna eletronica para que ninguem mais pudesse se expressar ao contrário. Está mesmo na hora de implantar novamente um meio da populaçãos poder manifestar sua opinião de um modo eficaz, quero dizer, que surta algum resultado no final e o
    ‘voto negativo” seria mesmo uma ideia muito boa.
    Eu apoio. Implante aí que eu voto aqui!

    Responder
  15. Philipe acho esta proposta falha, pois as eleições, principalmente para cargos legislativos, servem para termos representantes de todas as camadas da sociedade. Os eleitos representam interesses dos mais diversos tipos de eleitores, pois a essência da democracia é de que também as minorias sejam representadas. Na sua proposta, essas minorias, que por algum motivo causem rejeição no restante dos eleitores, teriam sua representatividade anulada pela maioria. No caso do Deputado Marcos Feliciano, queira ou não, ele tem direito e o dever de ser a voz daqueles que o elegeram, bem como o Deputado Jean Willis (não sei se escrevi corretamente)de defender os interesses de seu eleitorado. Na minha opinião, os eleitos não podem representar a maioria, pois a “malha social” é bem diversa, e desse equilíbrio de forças é que se faz a democracia. No caso dos cargos executivos eu até concordo que eles governem no interesse da maioria, pois teoricamente seriam simplesmente gestores da máquina pública. A presidência do Dep. Marcos Feliciano na comissão dos direitos humanos é um equívoco, não por suas declarações anteriores, mas sim por representar um eleitorado com moral religiosa, pois esse cargo deveria ser ocupado por alguém com um eleitorado mais abrangente e pluralista. Só para registro, sou evangélico, mas não votaria no Deputado Marcos Feliciano, bem como em nenhum candidato que diz ser pastor, pois Jesus disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22 : 21)

    Responder
    • Os políticos sempre foram eleitos por maioria. Isso inclui os que defendem minorias. Eu creio que o sistema não seja perfeito mesmo, ja que nada é, mas é bem melhor que o atual sistema onde só se pode dizer sim.

      Responder
  16. Philipe! Achei isso hoje (a postagem tem um mês):

    http://www.youtube.com/watch?v=EuChJejq-i0

    Se é verdade que as urnas são passíveis de adulteração, a gente tem que ficar ainda mais esperto com essa história de plebiscito.

    Faz anos que vejo nos foruns de discussões os mais variado boatos de urnas adulteradas.

    ______________

    Só pra te dizer porque posto no teu blog: tenho reparado (talvez seja coincidência), que o Terra tem postado as mesmas coisas que tu, um ou dois dias depois das tuas postagens (hoje postaram sobre a estátua egípcia). Tu talvez seja mais formador de opinião do que posso imaginar… Acho que tem feito um bom trabalho, responsável.

    Responder
  17. Uma outra idéia, que não invalida a sua (a princípio parece boa, mas precisa ser bem detalhada) seria uma votação no meio do mandato, onde o eleitor escolheria se o candidato eleito continuaria ou não seu mandato… Exemplo: O governador eleito em 2014 passaria por uma votação revalidadora em 2016, junto com a eleição de prefeitos… Caso fosse rejeitado seriam feitas novas eleições onde ele estaria impedido de concorrer… Para os cargos legislativos, seria uma aprovação ou rejeição em bloco… Na prática, eleições a cada dois anos… E os eleitos em campanha constante para mostrar um bom trabalho

    Responder
    • Isso acabaria com as obras e maquiagem ao fim do mandato. Geralmente eles ficam protelando, protelando e no fim do mandato, com a proximidade das eleições começa uma sanha de inaugurar coisas que inauguram até obras ainda no osso como se estivessem prontas.

      Responder
  18. Infelizmente creio que não daria certo. Não por motivos políticos, mas sim matemáticos. Ainda mais em um país polarizado como o nosso. Por exemplo: 3 candidatos a presidência – A, B e C. A faz 45% dos votos, B faz 45% dos votos e C faz 10%. os eleitores de A odeiam B e vice-versa, logo os 45% de um anulariam os 45% do outro. Resultado, elege-se C, com 10% de votos. Ou seja, teríamos um presidente que representa apenas uma minoria de brasileiros.

    Responder
    • Estranho, pois vc diz que acha que não vai funcionar mas seu exemplo mostra justamente o funcionamento da ideia. A ideia é exatamente esta. Veja, se A é odiado por eleitores de B e B é odiado pelos eleitores de A, na verdade eles não representam maioria nenhuma. Eles só representam maioria no sistema atual onde a variável “não” é inexistente. Quando ela entra no jogo, tudo muda e o infeliz do C que representa a verdadeira maioria. Esse cara, na situação atual das coisas nunca ganharia nada. Ele pode nem ser o mais amado, mas é o menos odiado. Partindo do princípio que os eleitores de A não querem B e os do B não querem o A, todos saem mais conformados quando o C ganha.

      Responder
  19. Philipe… a primeira impressão é que a lei seria ótima.
    Você usou exemplo o Marcos Feliciano e outros lixos… São exemplos negativos, mas e no caso de um exemplo positivo?
    O “pastor” Feliciano representa uma minoria. Ele apresenta projetos que são verdadeiras aberrações, mas e se fosse outro contexto, algum parlamentar representasse uma minoria e apresentasse uma proposta justa?
    Já sabemos que a democracia é a ditadura da maioria, e se essa maioria decidir limitar direitos individuais de uma minoria. Essa injustiça passaria a ser justa por ser derivada da decisão da maioria?
    Aqui está o problema… com o voto negativo essa minoria não iria jamais conseguir representação no P. Legislativo, o que a deixaria ainda mais fragilizada, aumentando ainda mais a ditadura da maioria, pois ela escolheria quem deve ser eleito e quem não deve ser.
    O Senado Federal tem 81 senadores. A Câmara dos Deputados tem 513 deputados. Sozinho um Marcos Feliciano não deveria apresentar risco, mas esse risco existe, pois suas ideias convergem com a opinião de grande parte da população (e parlamentares) do Brasil. É só ver o tamanho da bancada evangélica no país.
    O buraco é mais embaixo: no caso do Sarney é a incompetência do P.J udiciário e das leis frouxas, no caso do Feliciano é a baixa escolaridade do povo brasileiro.

    Responder
    • Eu penso que no caso de um exemplo de político que sofreria injustiça com o sistema é possível. É como eu disse antes, não estou tentando inventar um sistema à prova de injustiça, mas sim querendo poder dizer não além de só dizer sim e ficar quieto sem dizer nada. Penso que imaginar um cenário onde um político que seja efetivamente representativo de um certo grupo, que eventualmente tenha interesses contrarios a grupos poderosos não é difícil. Vamos imaginar um político ativista dos direitos aos ateus. Hoje, na atual conjuntura, se um político se lança na bandeira de defender a causa do ateu, que briga pela laicidade do estado, cada vez mais religioso, ele tá fodido. Mas ele estaria fodido no sistema de voto negativo e jno sistema de voto positivo, porque mesmo sendo imperfeita a eleição na situação atual onde só dizemos “sim” ou “nada” ainda comanda pela maioria e a maioria são de pessoas que seguem o que o pastor manda. Mas enquanto hoje a minoria dos ateus não coloca um defensor de seus interesses lá, no sistema de voto negativo eles podem unir forças para neutralizar pelo menos um dos peões do Edir Macedo, Silas Malafaia e similares…
      Logo, finalizo dizendo que encontrar a perfeição onde todos tenham direitos iguais num sistema democrático é bem difícil, quiçá utópico na medida em que o sistema não é igualitário. Enquanto lideres religiosos controlarem massas mastodônticas de gente, eles terão um poder enorme. Um poder que só cresce. E aumenta na razão direta em que se expande a miséria intelectual do país. Conter essa falência invisível do nosso país deveria ser a missão de todas as cabeças pensantes, porque já está claro para mim que o pensamento livre está entrando em extinção e o futuro nos traz uma perspectiva sombria.

      Responder
      • Mas isso seria uma faca de dois gumes.
        Utilizo o seu mesmo argumento: Imagine um poder desse usado pelos pastores evangélicos. Além do vote em mim, iria haver o não vote nele.
        Qualquer grupo que defendesse direitos de minoria como p.ex. nova abordagem as drogas, aborto, direitos gays(p.ex. deputado jean willys) JAMAIS conseguiria ser eleito.
        Em pouco tempo o Brasil iria se tornar uma ditadura religiosa nos moldes de um Irã – e nisso eu concordo com você: é uma possibilidade real e incrivelmente assustadora.

        Responder
        • Aleluia, de onde q vc tirou q minorias são necessariamente abominadas pela maioria? Não sou gay e a maioria dos meus conhecidos tb não são, mas apoiam a causa gay, p. ex. Acho essa sua ideia (errada) tão parcial qt achar q não religiosos (ou ateus) são necessariamente maus.

          Responder
      • Vou usar o seu ponto da bancada evangélica.
        Sim… poderíamos anular um Marcos Feliciano.
        Mas imagine que os milhões de evangélicos poderiam anular muitos candidatos.
        Isso iria aumentar ainda mais o poder deles já que agora os pastores não iriam só dizer o vote em mim, mas também o não vote nele.
        Qualquer candidato com sugestão de nova abordagem aos velhos problemas (prostituição, drogas, aborto, ateísmo), seria imediatamente anulado pela maioria.
        Isso iria aumentar ainda mais a velocidade da falência invisível do nosso país, e nesse ponto concordo plenamente com você, que assustadoramente está caminhando lentamente rumo a se tornar uma ditadura religiosa nos moldes de um Irã ou Afeganistão.

        Responder
  20. Achei muito válida a ideia, gostaria muito que isso desse certo de alguma forma, tava pesquisando mais sobre isso e me deparei com esse blog abordando esse assunto em 2010: http://votonegativoeleirecall.blogspot.com.br/, fala também sobre um recall, onde poderíamos retirar do poder quem eleito, estivesse com suspeita de ‘filhadaputagem’. Eu apoio esse projeto de leio, e até indicaria nessa reforma política que talvez, venha em breve. O problema é, se dependermos da câmara e do senado para aprovar isso, não conseguiremos. Então, como burlar o sistema e fazer isso ser válido imediatamente?

    Responder
    • Suneko, não tem como “burlar o sistema”. Aliás, até tem. E isso se chama corrupção. =P

      O melhor jeito seria conseguir 1% do eleitorado brasileiro aprovando um projeto de lei para que pelo menos pudesse chegar no Congresso para ser votado, como eu já postei acima. Uma vez lá em cima o projeto, manifestações como essas que estão acontecendo poderiam dar uma força para a ideia ser aprovada.

      Mas para que isso possa angariar assinantes, devemos amadurecer a ideia e fazer algo bem feito, uma ideia que evite buracos.

      Responder
  21. Pessoal bacana a discussão.. a um tempo atrás criei uma petição sugerindo a ideia de voto negativo…
    entrem la e se concordarem assinem e repassem
    http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2011N17275

    Abraço!

    Responder

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.