Você visto de perto

Nós costumeiramente temos a tendência de pensar que somos aquela pessoa que aparece refletida no espelho para nós. Mas… Será mesmo?

Será que você é realmente como aparece no espelho? Talvez não. Quem sabe as pessoas que vêem você tenham uma outra visão acerca do que você pensa ser você. Eu sei que parece estranho este tipo de pensamento, mas vamos parar para refletir por um minuto sobre isso. Seria possível que o universo sabotasse você?

Isso poderia explicar casos como o dos anoréxicos, que por mais palitos que estejam sempre conseguem se enxergar como balofos. E se, nós tivermos uma aparência diferente da nossa para os outros. Quer dizer, o espelho pode não mentir, pois seria difícil para a luz que se reflete em nossos olhos mudar de direção por mágica. Mas a questão é: Se outra pessoa olha pra você, estamos tratando de um fenômeno óptico até o momento em que os impulsos nervosos no fundo do olho humano conduzem aquelas informações para a caixa de pandora que é nosso cérebro. É ali que tudo pode acontecer.

Imagine só se uma pessoa muito bonita tiver este tipo de “problema” com… Sei lá. O Cosmos, Deus, _____________ (escreva aqui o nome do ser supremo da sua crença). Como seria?

Será isso que acontece com a titia Suzan Boyle? ISso poderia explicar como caras horrendos e ricos pegam mulheres gatíssimas?

Tirando a viagem na maionese  e esta última pergunta propositalmente cretina do post, o que sobra é a reflexão sobre o quanto nós nos conhecemos. Se olharmos para alguém suficientemente de perto, o que veremos? Beleza? Não.

A beleza é algo efêmero. Produto da longa evolução da nossa capacidade de definir parceiros e estabelecer conexões sociais que garantam segurança e genes melhores para nossos filhos. Nada mais.

Quer dizer, nada mais do ponto de vista psicobioevolutivo. Não estou falando da cultura nem da arte, que sob certos aspectos poderiam até ser consideradas degenerações da programação básica da vida. Algum tipo de erro do sistema que provocou uma complexidade maior nas relações primitivas sem, no entanto, destruí-las.

Se olharmos ainda mais de perto, veremos um amontoado de átomos disformes. Aproximando mais e mais, o que teremos? Espaços vazios.

Isso nos faz reavaliar aquela máxima do “vazio existencial”. É mesmo tudo um grande vazio. Um vazio que na nossa escala parece cheio. Isso que pensamos ser a realidade pode ser tão falso quanto aquela colher que o Neo dobrou na casa do Oráculo.

Vistos de perto, meus amigos, vocês são assim:

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Isso são células vermelhas do seu sangue. É assim que ele se parece de perto. Você tem mais ou menos algo como 4 a 5 milhões delas por milímetro cúbico de sangue. Se você é adulto então você tem cerca de 4,5 litros disso aí circulando em você.

O que dá mais ou menos 25.000.000.000.000 de células dessas. (obrigado pai)

Eles irrigam uma rede de 200 mil quilômetros de artérias, veias e capilares, a uma velocidade de 2 quilômetros por hora.

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As coisas mais banais parecem grandiosas, como este pedaço de cabelo.Você perde cerca de cem dessas coisas por dia. Piora se for homem adulto com altas dose de testosterona. Mas não tem tanto problema, afinal você tem cerca de 150 mil outros de onde veio esse. Em condições normais, cada um deles vai sendo substituído por outro depois que cai.  Um fio de cabelo humano dura de 2 a 6 anos.

De volta ao post, você só está lendo isso graças a estes caras aqui:

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Eles são neurônios específicos, chamados de células Purkinje. É este tipo de neurônio que funciona para manter o controle dos sistemas motores, como o dos seus olhos, que te permitem ler. Eles estão lá no interior do córtex cerebelar. Álcool drogas e substâncias tóxicas como o lítio, matam às centenas e aos milhares esses carinhas.Mas bebendo ou não, você perderá 85000 neurônios ao dia.  Se você é homem, sinta-se feliz. Você tem mais dessas aí para perder. Um homem saudável de 90 anos ainda tem mais neurônios no córtex do que uma mulher de 20. Isso porque o cérebro masculino tem 16 % a mais. As mulheres têm em média 19 bilhões de neurônios no córtex; homens, 23 bilhões. O que não significa que homens sejam mais inteligentes e nem que as mulheres sejam mais aperfeiçoadas.

Quando alguém fala com você, sabe como você escuta? Porque você tem pelinhos nos ouvidos. Estes pelinhos são tão pequenos que detectam vibrações mecânicas, como as provocadas pelos sons. Eles se movem o tempo todo, registrando cada barulhinho que você escuta. Por mais baixo que seja. Os cabelinhos do seu ouvido interno chamam-se células stereocílias.  O som entra pela sua orelha através de um buraco, vai até o tímpano.

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A membrana timpânica vibra, movendo o osso martelo, que faz vibrar o osso bigorna que, por sua vez, faz vibrar o osso estribo, onde sua base se conecta a uma região da membrana da cóclea, que faz vibrar, comunicando a vibração ao líquido coclear. O movimento desse líquido faz vibrar a membrana basiliar e as células sensoriais. Os pêlos dessas células, ao encostar na membrana tectórica, geram impulsos nervosos que são transmitidos pelo nervo auditivo ao centro de audição do córtex cerebral. E então… Faz-se o som. Que você destrói ouvindo heavy metal em último volume no seu ipod, crente que está abafando.

Esta coisa estranha aqui é uma papila gustativa. Você tem cerca de dez mil coisas dessas, capazes de detectar sinais de salgado, doce, amargo e ácido.

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E se você comer e não escovar os dentes, o que vai cobrir sua boca inteira é esta coisa nauseabunda que mais parece um milharal alien. O nome disso? Placa bacteriana.

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Se por ventura você se corta, é esta teia de aranha aqui que previne que você sangre até morrer.

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Note que as células do sangue estão presas nela como se fosse a teia do Homem Aranha. Esta coisa é fundamental para a manutenção da sua vida. E aquela coisinha branca ali no meio? Uma célula de defesa. É ela que anda às cegas pelo seu corpo procurando algum invasor. Quando encontra, ela vai lá e COME! Engole inteirinho. Isso tá mais para alien de filme de terror trash do que para célula, né?

Agora respire fundo que isso que você vai ver é fonte de um dos grandes milagres que permitem que você leia isso.

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Estas crateras são alvéolos pulmonares. Você tem 300 milhões desses. Cada um deles realizam uma façanha : eles pegam o oxigênio que você aspira e jogam direto no seu sangue. E logo depois, trocam ele por gás carbônico para você liberar. Você faz isso sem precisar pensar, nada menos que 24.000 vezes ao dia. E se não fizer, caixão! Se fossem espalhados pelo chão, cobririam uma quadra de tênis. Só os seus. Agora imagina os de cada chinês!

Quando você come alguma coisa, este alimento passa por vários órgãos até chegar aqui.

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É neste monte de ondinhas que ele vai grudar e ser lentamente sugado de todos os nutrientes que por ventura possuir. Isso são as microvilosidades da parede do seu intestino. Você é assim! E olhe bem de perto que dá até pra ver o resto do almoço grudado ali entre as microvilosidades. O sistema de microvilosidades foi uma tacada genial da natureza para aumentar a área de absorção do nosso intestino, maximizando as chances de não desperdiçarmos qualquer nutriente. Isso certamente fez a diferença entre a vida e a morte para nossos ancestrais. Sem essas ondinhas certamente não estaríamos aqui. E falando em vida, dá uma olhada no ovo humano:

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Ovo? Sim, meu amigo. Ovo. Isso que estamos vendo aqui é um óvulo humano. É a maior célula humana.  Ele é onde a sua vida de fato começa. Você só está lendo isso porque passou por esta fase. De certa forma, podemos dizer que você, eu,  Gisele Bunchen e Susan Boyle já fomos assim em algum momento da vida. Aquelas duas “lesmas” grudadas no óvulo são duas células coronas que eventualmente aderiram ali. Nada de anormal. As células se soltam o tempo todo. Você perde cerca de 1grama de células só da sua pele por dia através da descamação.

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Quando os espermatozóides chegam no óvulo eles tem que rapar bastante para entrar ali. Isso porque o óvulo é coberto com uma glicoproteína.

Seis dias depois o que temos é esta coisinha aqui.

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Parece um feijãozinho extraterrestre, mas lembre-se novamente, você já foi assim. Esta coisinha vai virar alguém.  Ele está grudando na parede do endométrio e ali vai amadurecer e ser nutrido com sangue da mamãe até chegar a hora de vir aqui pra fora.  Enquanto estiver crescendo lá dentro, as orelhas do feto surgem na base do pescoço, e  só depois ascendem à sua posição definitiva. Ao nascer, o bacuri vai ter 26 bilhões de células e depois de adulto, cerca de 50 trilhões delas.

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Estas imagens (menos a última) são obtidas com o microscópio de varredura de elétrons. Este tipo de equipamento dispara uma corrente de elétrons que adere à superfície dos objetos, produzindo com uma precisão impressionante as suas formas. O Microscópio de varredura é capaz de aumentar de 250 vezes (como uma lupa)  um objeto a 250.000 vezes. Graças a este equipamento fabuloso, detalhes minuciosos que vão de 1 a 25 nanômetros podem ser vistos pelo olho humano. E é justamente este tipo de maquina que nos ajuda a perceber que somos muito mais complexos do que pensamos ser. Sob este prisma, não há ser humano que possa parecer feio. Todos nós somos produtos diretos de conjuntos infinitos de pequenos milagres.

Depois de olharmos nossa vida por este ângulo, fica difícil reclamar dela.

Fonte Fonte Fonte Fonte

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23 comentários em “Você visto de perto”

  1. Haaa, vi isso ontem… bem legal, pensei em postar… mas agora desisti hehe! vi no Google News… abração! muito maneiro… o fio de cabelo é sinistro…

  2. Philipe, confesso que quase tive um infarte quando li o começo desse post, como voce caracterizou a “viagem na maionese”. Pois, eu tenho alguns pensamentos idênticos a esse, e não pensei que alguem pudesse raciocinar como eu, não pensei mesmo!
    Pois bem, já que voce abriu ai uma discussão de anos, eu abro outra discussão semelhante com você, uma “viagem na maionese” realmente, mas como voce se interessou pela possivel enganação do universo, talvez se interesse pela minha “teoria” também.
    Siga a linha, supondo que existe realmente a reencarnação, a pessoa morre, depois de um tempo ressuscita, pois bem, beaseado nessa idéia pense, e se for isso mesmo? Será que vamos ficar nesse ciclo pra SEMPRE? Eu digo pra sempre, porque não há forma de fugir, até porque, voce tem que ressuscitar, então, ficamos nesse ciclo interminável pra sempre? É dificil imaginar, nao ha nenhum lugar para ir a não ser, morrer e viver morrer e viver, vamos ficar morrendo e vivendo pra sempre? eu digo pra sempre, sempre mesmo.
    E agora, num ponto de vista catolico, quando a gente morre, a gente vai para um purgatorio, onde alguem nos julga por nossa vida na Terra… vamos para o ceu ou o inferno. Tudo bem, suponho que vou para o ceu, chego la, vivo minha `vida` como anjo, e ressuscito, sim, ressuscilto, porque nao acredito que ganhamos uma vida para so ter a vida uma vez. Ai entra a reencarnacao, e o ciclo que eu ja comentei.
    É muito interessante analisar a vida após a morte, pois sempre há algum absurdo, ja li várias coisas sobre o que acontece após a morte, e todas são muito interessantes.
    Espero ter feito seus cabelinhos do braço arrepiarem, pois os meus, toda vez que toco no assunto, se assustam 😀
    Abraço!

    • Pois é. É uma questão complexa.
      Eu já pensei bastante sobre isso, mas não da pra concluir nada além do que já falam nas religiões. Se bem que eu ando pensando que muitas vezes interpretamos a questão da reencarnação de um modo muito “humano”. Talvez nem seja isso, (supondo que exista algo mesmo) e sim uma parte da sua consciência que vai se dividir e compor uma nova consciência. E isso carrega consigo “impressões” registradas em algum tipo de tecido do espaço-tempo. Muitas pessoas em regressão reportam se a memórias. Mas e se não for isso? E se o tempo que pensamos passar na verdade não passa? E se tudo está acontecendo exatamente agora em infinitos universos paralelos e nossa consciência que viaja nos dando a percepção de que é o tempo passando? E se for apenas uma ligação da consciência de um universo com outra consciência de outro ocorrendo simultaneamente numa espécie de túnel do espaço-tempo e além ? Acabaria a idéia de “eu fui, eu serei”. Imagino uma possibilidade assim para a reencarnação. É como se uma peça de lego pudesse entrar em regressão e recordar toas as formas do qual ela fez parte. Já Buda dá outro enfoque. Pra ele, você fica neste ciclo até finalmente evoluir e se libertar do mesmo. Seria possível até involuir e voltar um cão, numa mosca, num rato. A evolução máxima, seria o tal nirvana.
      Já A. Kardeck pensa de outra forma, em uma escala de evolução gradual, que sai deste planeta (ou universo) e vai para outro.
      Há muitas hipóteses e teorias, mas nunca realmente saberemos qual está certa até batermos as botas.

      • Lindas as fotos, sou louco por fotos macro, tenho muitas de animais marinhos e minha maquina ja me da detalhes de cosisas que nao percebo a olho nu.
        E essas de varredura sao incriveis,mas gosto daquelas como lupa, de coisas comuns, moscas, insetos…

        Quanto a esta questao de Post-Morten, tudo muito interessante e tals, mas e ai? ninguem prova mesmo.

        Eu tenho um lado bem espiritual, ja vi coisas de espiritos e incorporaçoes que poriam terror em muita gente.
        mas sempre me ocorre o pensamento cínico, a morte como o fim da existencia, que no fim é tudo masturbaçao mental pra aplacar nosso medo da morte.

        espero que nao.

    • Não existe esse negócio de reencarnação, a população da terra à alguns séculos atrás era contada em milhões, nos últimos tempos aumentou exponencialmente e hoje é contada em bilhões.

      Aí eu pergunto: Esses “bilhões” sobressalentes são reencarnações de quê? Dinossauros? Insetos?

      Na verdade, o que você chama de consciência, é o resultado de um fenônemo fisico-químico-biológico que não poderia ser explicado em um simples comentário como este.

      Ela não existe até que o bebê saia do útero de sua mãe e começe a aperfeiçoar suas funções cerebrais, e ela acaba assim que os seus sinais vitais se vão durante a sua morte.

      Acredito que o que acontece depois da morte é similar à sensação que você tem, quando passa por uma cirurgia com anestesia geral, ou seja, é como se o tempo de duração da cirurgia não existisse, pois você não vivenciou, não teve sensações ou sonhos como quando dorme. É um verdadeiro “vazio”.

      Em uma comparação grosseira, é como se você está acordado com sono, ou dormindo. Você não percebe o que acontece na transição de um estágio para o outro. Acredito que assim é entre a vida e a morte.

      E a morte é isso, pra quem morre, uma anestesia geral sem volta.

      É difícil compreender essa linha de raciocínio, assim como é difícil compreender que se você viajasse em linha reta acima da velocidade da luz, um dia acabariam as galáxias, pois a quantidade de corpos celestes não é infinita, e depois seria um vazio eterno, e aí sim, infinito. Por mais que você vá em linha reta, não importa, não terá um grão de poeira ou um átomo sequer, não terá mais nada além da escuridão…

      • Só pra complementar: Tudo que tende ao infinito é de difícil compreensão (me lembro bem de ter estudado Limite na faculdade!), pois convivemos com a idéia de que tudo tem começo e fim.

  3. Esse negócio que você anda fumando, mata! Acho que o fato de você ter mais espaço vazio do que matéria explica aquela frase: “Cara, você não existe!”. 🙂

  4. Assunto de reencarnação dá um bom post com pano pra manga pra muita discussão nos comentários. Por que não faz um Philipe?

    Eu vejo a reencarnação (e todas as variáveis de vida pós-morte criadas pelas religiões e afins) como um pensamento antropocentrista, de seres humanos com uma mente materialista e temerosa, que tem pavor de aceitar que a vida é só isso. Nascer, viver algumas décadas e morrer. Fim.

    Não tem nada depois e apenas não aceitamos que seja apenas isso, e precisamos inventar mil fugas de como fugir desse pensamento de efemeridade.

    Tem gente que vive para morrer, pensando em tudo que vai obter depois de bater as botas. Prefiro viver a vida. Se tiver algo depois, bônus. Se não tiver, não passei meu tempo aqui me preocupando com situações que ninguém prova.

  5. Estes espaços vazios no âmago das átomos das células não seriam portais de entrada para os dados um grande arquivo presente num universo reverso ( aquilo que nós qualificamos como “não compreensível pela inteligência humana”)? Este arquivo, que até as formas de vida mais simples poderiam acessar para que pudessem evoluir, através dessa intersecção interdimensional no interior delas mesmas, transmitiria as informações do “centro nervoso” localizado no universo reverso paralelo. Não seria exatamente a NOSSA realidade, mas o motor da coisa.
    Onde se situaria a “Grande Mente”, o “Astral” ou o “Inconsciente Coletivo”.
    Este determinado arquivo estaria inclusive passível de atualização exatamente a partir dos dados que colhe da realidade a partir da nossa própria existência, através desses pontos de contato internos comuns a todos nós – propiciando assim uma evolução constante e das criaturas, das consciências e do Universo material como um todo.
    Seria o contato do mecanismo daquilo que não é mecanismo – e o que está na ponta final de todo o processo atualmente seríamos nós mesmos.

  6. Nossa eu estava pensando justamente sobre o nosso ponto de vista em relação a nós e aos outros. Quando comentei com minha colega ela riu de mim. Não entendi muito bem ehehehheheh.

    Mas a matéria ficou muito boa Philipe.
    E realmente, seu modo de pensar é estranho cara hauahuahuahauha.

  7. “Isso que pensamos ser a realidade pode ser tão falso quanto aquela colher que o Neo dobrou na casa do Oráculo.”

    GENIAAAL! hahaha!
    Muito interessante o post, eu já tinha lido sobre isso antes quando ainda fazia facul de química, mas agora também tô no Design, então fico lendo só por curiosidade mesmo =D

  8. Philipe,
    só um parênteses antes do comentário, seu adjetivo oficial agora é GENIAL … hahahaha sem desdenhar, mas é que eu acho engraçado.

    Bem sobre o seu post ficou muito bom mesmo … e melhor ainda são essas discussões filosóficas a respeito das três perguntas mais importantes para o ser humano:

    – Quem sou?
    – Aonde estou?
    – Pra onde eu vou? Se é que vou…

    Magnifico.
    Abraços,
    Ale

  9. Philipe
    Achei otimo o texto e qdo, como fundomusical para sua “viagem” vc colkou VIvaldi… conseguiver cada uma das cenas descritas…. tive de tomar cuidado pra nao me diexar levar..
    Anda meio pensativo, nao?!??!

  10. Philipe,

    Lendo o post sobre cheiros e musicas compreendi porque eu era sempre convidada pelas professoras a ir nos colégios que vc estudou: INVARIAVELMENTE ouvia que vc era um “MENINO” muito inteligente…mas… tao distraído!
    Mas foi lindo ler, sua pequena viagem, ao mais intimo do seu ser.
    Sua mae

  11. É, cara… a beleza realmente é relativa… é uma pena que muitos não entendam que a verdadeira beleza é “estar vivo”… essa máquina que leva nossa “alma” (ou “consciência”, vai saber?) é tão perfeita que nós mesmos, no alto de nossa perfeição (arrogante), não paramos prá pensar nisso.

  12. Rrsrsrsrs estou rindo sozinho, pois por incrível que pareça às vezes me pego com esse pensamento que você indagou no começo do post: será que as pessoas me vêem como eu me vejo…

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