Viking Warrior Parte 5- Fazendo a montanha

Oi pessoal. Aqui estou eu novamente com mais uma das infinitas partes do Viking Warrior. Dessa vez eu vou mostrar como que eu fiz a montanha.

Como nós vimos nas partes anteriores, o boneco estava ancorado com grossos tirantes de arame prendendo-o à base de madeira. A primeira coisa que eu fiz para construir a montanha foi dar uma boa olhada em paredões de rocha nua e isso você consegue encontrar com certa facilidade viajando de carro por aí. Acontece que para abrir estradas, muitas vezes os engenheiros precisam cortar grandes pedras por onde a estrada vai passar. Por acaso, num dia desses eu viajei até a casa dos meus avós e passei na serra de Petrópolis onde pude dar uma boa estudada de como este tipo de rocha se parece.

Eu poderia usar o processo clássico de construção de rochas usando pedaços grandes de cortiça. Geralmente isso dá um belo resultado, sobretudo quando se trata de escalas pequenas. No caso do Viking, optei por dar uma pirada maior e ao invés de começar a esculpir de cara desci até o mercadinho da esquina para comprar um saco de carvão e fazer um churrasquinho.



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Na verdade eu não desisti do boneco, e o churrasco estava planejado. Enquanto eu escolhia o carvão para colocar na churrasqueira, fui olhando cuidadosamente os pedaços de carvão. Um a um.

A verdade é que eu estava garimpando pedaços de madeira queimada. O carvão, quando partido se rompe e quebra IGUALZINHO aos paredões de rocha que falei algumas linhas acima. E era justamente esses pedaços que eu queria. Na verdade eles não são muito fáceis de achar. Muitas vezes nós temos que quebrar os pedaços maiores de maneira que ao se partir eles formem belas lascas, que arrumadas de modos específicos conseguem enganar bem como sendo rocha vulcânica.

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Note como este pedaço parece claramente um tipo de rocha sedimentar partida em lascas. É este tipo de carvão que eu quero usar na peça.

 

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Aqui estão alguns pedaços mais promissores. Enquanto a carne esquenta sob o fogo eu levo os pedaços promissores para o tanque e escovo eles com uma velha escova de dentes. Isso é importante, porque no processo de armazenagem, transporte e ensacar o carvão vai partindo-se e isso gera uma fuligem suja nele. Pouca gente sabe que carvão de churrasco é lavável e uma vez lavado, não suja mais a mão. %name Viking Warrior Parte 5  Fazendo a montanha

Lavar com uma escova de dentes ajuda a ver melhor muitos detalhes deles. Aqui estão os pedaços sendo lavados.

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Então eu vou na rua e procuro pelo chão algumas pedrinhas. Encontro duas belas pedras portuguesas. Pedras portuguesas são legais porque elas são bastante densas e pesadas, além de ter uma forma angular bem precisa. Eu usei essas duas pedras no lado oposto ao boneco. Assim, enquanto os bonecos pesam a base para um lado, as duas pedras funcionam como lastro, pesado para o outro lado.

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Aí eu parei e fui comer churrasco que ninguém é de ferro.

Depois do churrasco e do clássico cochilo pós-banquete, eu fui na venda e comprei dois sacos de 1kg cada de gesso comum.

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Com uma fita crepe eu marco o tamanho da base final sobre a minha base gigante.

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A finalidade dessa fita crepe ali é prevenir que o gesso venha a aderir na madeira. Então arrumei com cuidado as pedras em cima. Misturei num pote velho de sorvete o gesso com a água até virar um creme grosso. Eu seui este creme para modelar com a mão o gesso na forma da montanha, aplicando pedaços de todos os tamanhos de carvão no meio do gesso. É importante que o gesso não recubra o carvão, ou o efeito desejado se perde. O carvão tem que surgir como um afloramento rochoso natural.

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Não repare que este processo é naturalmente sujo. Depois de feita a estrutura, vem a parte mais cabulosamente difícil de todo o processo. Tirar aquele trambolho pesado (quase 5kg!) de cima da base. Sem balançar muito nem quebrar a escultura.

Fazer isso sozinho é bastante difícil, mas usando a paciência e mentalizando as forças sagradas e profanas dos ancestrais, eu consegui. Mas como eu sou um só para fazer tudo, não deu pra tirar foto desse momento de perrengue.

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Uma vez sem a base grande eu posso pegar a base final.

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Nela eu coloco uma substancial quantidade de cola cascorez do rotulo azul. Então com carinho eu coloco a montanha ali em cima.

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Como você pode ver, a peça tem a dimensão certinha da base final, porque eu fiz a montanha usando as fitas crepes como guia das dimensões. Mas devido ao processo de retirar da base antiga e tal, ela não encaixa totalmente certa na base. Ficam umas gretas. Mas não tem galho. Isso é bom porque ajuda a cola a secar.

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Eu largo a peça à própria sorte por algum tempo, de modo que aquela cola seque bem. Deixei mais ou menos uns 10 dias.

Quando a peça estava firmemente colada, eu voltei a mexer nela.

Por mais estranho que possa parecer isso, o passo seguinte é justamente meter a marreta na montanha, destruindo grande parte do que já havia sido feito.

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O lance é que há um macetinho aqui. Quando eu fiz a montanha, eu coloquei propositalmente gesso a mais do que deveria. Por que? Porque o processo de trabalhar com gesso é um processo orgânico. Assim, se olharmos o gesso com um microscópio, veremos que são bilhões de grãos minúsculos flutuando na água. Este tipo de constituição é bom para formar topologias orgânicas, como areia molhada, lama, etc. Só que uma montanha de rocha vulcânica só é orgânica quando ela é um produto da lava que seca resfriando na superfície.

Tipo isso:

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Montanhas sinistras como cordilheiras e tal, costumam ser produtos de atividade geologica, muitas vezes tectônicas que levam milhões de anos. Uma placa desliza sobre a outra e isso gera atividade sísmica brutal. Dessas forças fenomenais, elevam-se montanhas absurdas (como o Everest que cresce a cada ano, já que a atividade que o criou, ainda está em curso) e neste processo, a rocha vai se partindo.

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Então ela não tem aquela cara orgânica de gesso que tava mole e endureceu.

É por isso que o bom e velho martelo vai entrar em ação. A primeira coisa que eu faço é pegar uma chave de fenda grande. Eu uso a chave de fenda no lugar do cinzel. Por que? Porque a ponta dela é chata. Isso é importante porque eu não quero só quebrar, fragmentar. Eu quero quebrar e partir, preferencialmente em pedaços e nacos grandes e irregulares.

Eu estudo cuidadosamente em que ângulo eu vou (cientificamente falando, claro) meter a porrada. O melhor jeito é colocar a chave de fenda na direção da peça, de modo levemente angulado e bater nela até ela penetrar uns três centímetros no gesso. Só então eu bato na lateral da chave, mudando de direção a cada batida. O efeito que isso provoca no gesso é que eu vou rompendo lascas de todos os tamanhos.

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Aqui podemos ver a peça com uma parte já “surrada” e a outra parte com o visual orgânico e sem graça do gesso. Compare e veja como o pedaço quebrado parece mais com pedra.

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Este processo vai fazendo com que a peça solte vários pedaços. É uma etapa ainda mais suja que a do gesso mole (faça isso quando a esposa ou sua mãe não estiver em casa, hehehe)

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Eu uso um pincel de cerdas longas e macias para limpar a peça da poeira em danificar as microfraturas.

Depois da surra, note como a peça ganha mais vida, ficando com rochas mais inorgânicas, dando um aspecto mais perigoso, mais hostil e agressivo ao ambiente da cena, que se coaduna de modo inconsciente com o combate que se passa sobre ela.

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Terminada esta etapa eu pego apoxie e misturo uma boa quantidade.

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Esta massa servirá para calafetar as reentrâncias entre a “pedra” e a madeira da base, ajudando a formar e dando unidade ao conjunto. Nesta etapa eu aproveito para reesculpir alguns pedaços da cena. Para evitar que a massa fique com aspecto orgânico (algo quase inevitável devido à natureza do epoxi mole) após modelar eu pressiono pedaços quebrados de carvão contra ela. Isso gera um tipo de negativo do carvão quebrado.

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Olhando de perto que a gente vê como fica interessante a topologia do modelo da montanha, com as partes de gesso quebradas.

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Mas a parte boa é que isso melhora quando começamos a pintar. A pintura vai juntar todo o gesso partido com o carvão e o epoxi em uma mesmo tom. Para isso eu uso uma tinta barata e boa da acrilex. Ela é fosca, isto é, sem brilho. É muito importante que a pedra seja toda pintada com tinta fosca.

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Usando uma trincha pequena de 1,99 reais eu pinto rapidamente toda a rocha.

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Ao terminar a pintura, dá pra ver claramente como a pedra ficou. Eu pinto tudo de preto. Incluindo a base.

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Agora para fazer o segundo tom eu uso uma fita adesiva (o ideal é fita crepe, mas eu gastei tudo e tive que me virar com um durex de 5a. categoria) para mascarar áreas do modelo onde eu não quero variação tonal (na base)

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O passo seguinte é usar um outro tom. Desta vez um tom de cinza-claro. Neste tom eu faço a técnica do pincel seco sobre a montanha. Uso pouca tinta no pincele aplico pinceledas rápidas em diferentes direções, para “iluminar” os ressaltos na pedra.

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Veja como fica mais legal.

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Usando um secador de cabelos eu seco esta camada rapidamente apara aplicar logo uma outra.

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A próxima camada é uma mistura de marrom com preto e branco, gerando um tipo de cinza-quente. Esta camada é aplicada com a trincha, mas eu uso ela totalmente seca.

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Assim eu pinto apenas com as pontinhas das cerdas. Vou aplicando batidinhas de trincha sobre o modelo, que formam um tipo de salpicado comum em pedras. Raramente uma pedra é toda de uma cor só. Muitas vezes uma pedra é resultado de diferentes minerais e cristalizações diversas, que colorem a rocha. No meu caso eu optei por algo escuro contrastando com a neve que virá depois. Lembra da idéia da rocha transmitir o conflito da cena? Pois é.

É por isso que logo após esta camada salpicada secar, eu venho com uma aguada de tinta preta bem diluída e “sujo” toda a pedra. Deixo a tinta escorrer naturalmente, como se fosse no mundo real. A água escolhe o caminho mais fácil pra ela, como na natureza. E com isso escurece essas áreas. Este efeito aumenta o realismo da pedra.

Depois que a tinta aguada seca, ela escurece bem o tom da rocha. Agora o próximo passo é fazer neve. Existem muitas formas de simular neve. A pior que existe para maquete é usar aquele spray natalino idiota. Este aqui ó:

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Para esta escala do boneco eu comprei dois pacotes de bicarbonato de sódio. Isso vende em supermercado na seção de temperos. (não sei quem usa isso para cozinhar)

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Ao misturar bicarbonato de sódio com água e cola cascorez, eu consegui um tipo de fluido não-newtoniano grosso, como um mingau granuloso. O efeito é bem similar ao da neve.

 

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O bicarbonato de sódio tem uma característica estética interessante que é um tipo de brilho que ele dá quando olhamos bem de perto. Este brilho é causando pela cristalização do material e se parece muito mesmo com a neve.

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Usando uma espátula eu vou aplicando isso sobre a peça. Não dá pra aplicar na peça toda. Obviamente, eu tenho que colocar a neve nas partes planas, mas este material fica com uma consistência super interessante que escorre, formando pequenas estalactites em algumas áreas.

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O efeito final é obtido usando um produto chamado aquavidro. Este treco é fabricado por uma empresa chamada Daiara. Basicamente, trata-se de poliacetato de vinila com uns aditivos e o visual parece leite. Só que depois que seca, é como se fosse água. Eu uso este material, aplicando em algumas partes da “neve” de modo que tira a uniformidade dela, dando uma impressão de que algumas partes estão bem congeladas e outras que a neve está derretendo, molhando a rocha. O efeito final é bem bonito mesmo, pena que as fotos não fazem justiça a ele.

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Espero que tenham gostado.

Bom, é isso. Na próxima etapa, a pintura do viking e do monstro.

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Comments

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33 comentários em “Viking Warrior Parte 5- Fazendo a montanha”

  1. Animal..
    Sem comentários..

    Teu conhecimento sobre substâncias e cor é impressionante, já pensou em dar cursos ou palestras sobre isso?
    Eu pagaria pra aprender com o mestre (Y)!

    Ualá!

  2. Mestre nada. Tem muito nego bem mais sinistro que eu aí.
    Mas eu dei aula de escultura por um tempo na Azimuth em Copacabana, onde falávamos sobre conceitos, criação, materiais, técnicas e pintura,. Mas ultimamente, não tenho dado aulas devido ao pouco tempo.

  3. cara, se tivessos uma maioria de artistas plasticos com o seu gosto…

    muito bons os seus trabalhos! principalmente os temas! o lobisomem que o diga!

    parabéns, velhinho!

  4. Cara, você é louco, MAS ESTÁ FICANDO MUITO TESÃO!!!

    O que vai fazer com a escultura? Vender? Leiloar? Sortear? Dar ao blog “irmão”??

    Novamente parabéns pela obra de arte! Alguém já disse que “você é o cara”?? hehehe

    Abraço.

  5. Deu até vontade de fazer um churrasco agora e vai usando bicarbonato nas suas misturas ae que qualquer dia vc inventa um novo tipo de crack…
    Mas quando vai ser o post de inauguração da peça que ta saindo uma verdadeira obra de arte… =D

  6. O.O

    A primeira foto onde tu começa a montar a montanha, achei que iria ficra um lixo baseado naquilo. 😛

    Quando quando tu termino… Até Steven Spielberg invejaria esta sua obra. Se tu falar que viajou até a Noruega e arranco uma lascona de uma montanha para fazer esta escultura é capaz de “nego” acreitar”. 😛

    Parabéns pelo trabalho. Muito foda. :love:

    Ps: Os emoticons voltaram. :happy:

  7. Cara, eu venho acompanhando o blog a algum tempo já, e consequentemente as esculturas… e eu tenho que te dizer, DEMAIS é pouco. Eu sinceramente fico impressionado com o tamanho da sua criatividade. Se uma coisa não vai ficando muito boa, você já pensa em outra solução.

    Sobre o viking, bom.. acho que qualquer um daqui ia querer ele na sala de casa! XDDDDD

    Parabéns. =D

  8. Nossa….nossa…..nossa!!!!
    Eu adoro suas esculturas, desde q vc começou esse (e os outros tb) eu entro no seu blog todo dia pra ver se tem algo novo sobre a escultura, é mto d+++++
    quando eu crescer quero fazer coisas desse jeito xD
    Parabenss

  9. Caramba. Você é muito nerd! Entro no seu blog há muito tempo, mas só hoje tive coragem de comentar. Essa escultura está ficando show, depois dessa parte da montanha não pude evitar o comentário. Parabéns cara, tu é demais. Tenho inveja das suas habilidades manuais, pena que minhas habilidades manuais de canhotas não me permita nem comer sem derramar comida!!

  10. ô pessoal, valeu mesmo. Esse incentivo era o que eu precisava. Agradeço muito as palavras de vocês.
    Eu acho que até domingo acabo o boneco. Se tudo correr bem, o post de inauguração da peça finalizada será na segunda.
    Sobre a pergunta do Anderson, eu ando pensando em fazer mais algumas para montar uma pequena exposição em Niterói ou no Rio. Nada muito sofisticado, só uma meia dúzia de bonecos, para quem quiser ver eles de perto, em 3 dimensões porque as fotos muitas vezes estragam um pouco o visual das peças, eu acho.
    Eu tenho essa impressão porque todo mundo que vem aqui em casa e vê o lobisomem diz que ele é bem mais legal ao vivo. Temo que isso venha a acontecer também com o viking.
    O destino do viking é bastante incerto… Talvez eu não fique com esta peça, sei lá.
    O interessante desse lance de fazer boneco é que antes de acabar o atual eu já começo a pensar no próximo…

    Atualmente tenho pensado em um boneco revolucionário, que vai flutuar de verdade. Nada de vidro, linha, nylon… É levitação eletromagnética mesmo. Se meu pai me der uma ajudinha nisso, acho que o boneco antigravidade sai. Vamo vê… :happy:

  11. [quote comment="20239"]… para quem quiser ver eles de perto, em 3 dimensões porque as fotos muitas vezes estragam um pouco o visual das peças, eu acho.[/quote]

    Faz umas fotos 3D com aquele filtro Anagryph do Photoshop… 🙂

  12. Philipe, está ficando fantástico!!! :lol2:

    e respondendo a sua pergunta, o bicarbonato de sódio é usado em algumas receitas de biscoito. Aqueles com formatinhos de estrela, sino, bonecos…
    minha mãe faz deles e é um grande sucesso entre a molecada. embora eu também nunca tenha entendido como um negócio tão fedido podia ser usado na cozinha. eu sempre falava que aquela receita era um jeito de matar os filhos. :happy: mas até hoje ainda não morri! e é bom pra caramba.
    é isso!

  13. tenho uma pergunta.
    faço desenho industrial e sempre que vou fazer minhas modelagens ou maquetes tenho uma duvida. por onde começar.
    porque vc começou pela base sendo que fazendo os bonecos vc pode suja-la?

  14. [quote comment="20269"]tenho uma pergunta.
    faço desenho industrial e sempre que vou fazer minhas modelagens ou maquetes tenho uma duvida. por onde começar.
    porque vc começou pela base sendo que fazendo os bonecos vc pode suja-la?[/quote]

    Caio, sujar a base é algo possível de acontecer mesmo. Não existem regras e o que é certo para um pode não ser para o outro. Este é o universo caótico da arte. No meu caso, eu vou guiado pelos instintos. Mas sempre tento minimizar os riscos. Nesse caso, optei por iniciar o trabalho na base antes de finalizar os bonecos porque a base tem um papel fundamental nessa construção. Se ela ficasse ruim eu precisaria destruí-la para reconstruir. Fazer isso com o boneco pintado e acabadao colocaria as peças em risco. A parte mais arriscada de todo o projeto foi tirar a escultura da base grande sem estragar os bonecos. Se eles estivessem prontos, certamente teriam estragado, descascado, arranhado e o bicho não estaria peludo e sim careca como o Ciro Gomes, hehehe.
    Agora que eu garanti a base posso ir para os bonecos, mas é claro que não sou bobo e vou proteger a base com um saco plástico de supermercado para evitar que gotas de tinta caiam sobre a “neve”.
    Este é o primeiro boneco da minha vida em que eu faço a base antes do principal.
    Obrigado por sua pergunta. Foi bem inteligente.

  15. ah… exposição no rio é longe pacas! tú tens as fotos hospedadas em algum site? sei que tem no mundo gump, mas vc deve ter mais trabalhos fotografados!

    fica a sugestão!

  16. Já entro no teu blog faz algum tempo.
    Tenho acompanhado tuas esculturas e as mais recentes estão alcancando um nível absurdo..
    Parabéns mesmo pela sua perícia..

    Ps: Vc não faz uma escultura por encomenda não? AUHEUAHSUEA 😀

  17. grande!!
    desse jeito um dia tu começa a construir um mini mundo maneiro!!
    abre uma fabrica cara, além de ficar rico vai fazer a criançada e os pais felizes pra kct….

  18. pois é cara depois de ver suas obras ,finalmente criei coragem e tbm vou partir para essa vertente,sempre rabalhei com biscuit,mais nunca consegui obter o resultado que queria com minhas esculturas,mais depois que conheci essas tecnicas novas resolvi tentar espero que eu consiga,pelo menos chegar aos seus pés brother!desde já posso dizer que suas obras que me inspiraram,espero fazer bons trabalhos!se souber de alguns cursos em sampa,de um toque não só para min mais para muitos que curtem seu trampo,abraço!!

  19. [quote comment="56182"]pois é cara depois de ver suas obras ,finalmente criei coragem e tbm vou partir para essa vertente,sempre rabalhei com biscuit,mais nunca consegui obter o resultado que queria com minhas esculturas,mais depois que conheci essas tecnicas novas resolvi tentar espero que eu consiga,pelo menos chegar aos seus pés brother!desde já posso dizer que suas obras que me inspiraram,espero fazer bons trabalhos!se souber de alguns cursos em sampa,de um toque não só para min mais para muitos que curtem seu trampo,abraço!![/quote]

    Alexandre é um prazer ler isso. Sem duvida vc vai se adaptar bem ao polyclay. É um milhão de vezes superior ao biscuit.
    Procure em Sampa a escola meliés. eles tem um curso bom de escultura lá.

  20. Olá pessoal, será que alguém saberia me informar onde posso comprar pedra vulcanica (para churrasqueira a gás) estou procurando e não consigo encontrar em lugar nenhum… trouxe a churrasqueira do Chile e não tenho a pedra…

    Valeu…

  21. Cara… achei muito legal, faz tempo que procuro como fazer uma montanha ou várias he..he.., gosto de mexer com presépio, e acho os presépios que vejo um pouco “muito” amadores, mas a maneira que você fez a montanha foi fantástico, vai quebrar um galhão para mim, parabéns.

    • Eu tb gosto de presépios. Sempre gostei. Sabia que o primeiro presépio virtual do mundo foi feito por mim e por um amigo meu, o Paulo Rogério?
      Faz mais de 15 anos. Rodava dentro da engine do Doom. Bons tempos…

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