Vamos virar um Irã

Compartilhe

Eu estou percebendo há algum tempo, o crescimento das bancadas evangélicas na política nacional, e suas perigosas influências se avolumando em níveis assustadores. Hoje, um político, seja ele de que partido for, se não estiver intimamente ligado a um grupo religioso, tem dificuldade de se eleger. Isso porque se ele não o fizer, o concorrente vai e faz.

Ao que parece, a liberdade de culto do Brasil, somada com o advento da teologia da prosperidade, a pedra filosofal das igrejas neopentecostais, produziu uma corrida pelo poder sem precedentes.

Inicialmente, os “bispos” eram levados ao cerne do poder político nacional porque era estratégico para as diretorias dessas igrejas manter uma ligação estreita com o estado, afim de facilitar o seu negócio. Como? Permitindo alterações urbanas para a construção de mega-templos, permitindo e até doando terrenos para obras religiosas, em desrespeito ao estado laico, enfim… A partir do momento em que os primeiros bispos evangélicos se lançam como políticos e a igreja ao qual pertencem age como uma organização dotada de grande inteligência,  isso desperta nas demais concorrentes uma corrida pelo poder. Começa assim a se aglutinar as bancadas evangélicas.

Em paralelo, o aumento das igrejas evangélicas no Brasil, com números na casa dos 61% de aumento na última década  revelaram-se um caminho mais fácil para os políticos profissionais amealharem seu quinhão de poder, uma vez que em muitas igrejas o voto de cabresto é uma pratica não só corriqueira, mas é o padrão. Afinal a figura do PASTOR é essa, controlar o REBANHO.
O crescimento da base religiosa implicou no fenômeno eleitoral, batendo quase trinta pontos de porcentagem eleitoral com o chamado “voto evangélico”. Para o político, adoçar o voto evangélico é como beijar a mão das máfias dos ônibus urbanos. Es evangélicos pelos votos, os mafiosos pelo dinheiro de doações às campanhas, sempre cobrados (do povo) com juros e correção monetária após o político se locupletar no poder. É o que explica aumentos de passagens de ônibus 45% acima dos valores de inflação.

Um dos maiores exemplos da questão da influência religiosa na política brasileira vem atraindo atenção mundial nos últimos meses. Como todos sabemos, o pastor-político Marco Feliciano (PSC-SP) colocado por conveniências e negociatas políticas na presidência da Comissão de Direitos Humanos, vem operando como epicentro da opinião pública brasileira, mobilizando justificadas preocupações.

Independentemente de achar certo ou não um pastor que deu declarações consideradas racistas e homofóbicas presidir a comissão de direitos humanos, são suas declarações, baseadas em seu entendimento das escrituras bíblicas que me causam mais preocupação. Por ser um pastor e um (nas palavras dele) evangelizador, ele é mais que um mero político. Ele não se despe de suas convicções religiosas, e encara o trabalho na comissão de Direitos Humanos pela ótica da Bíblia. Aí está o problema, uma vez que a Bíblia está sujeita a interpretações, e Direitos Humanos são um assunto de caráter universal, se referindo a católicos, evangélicos, ateus, muçulmanos, judeus, zoroastristas, budistas, taoístas e etc e tal. Cada religião dessas, tem suas próprias regras e dogmas, e acho lógico que seus líderes e doutrinadores vivam segundo essas regras. O problema começa quando um desses acha que deve operar segundo seu sistema de crenças, que invariavelmente implica na desconsideração de todos os outros.  O melhor seria que a pessoa à frente de uma Comissão de Direitos Humanos baseasse seus entendimentos na Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948. Eu digo isso porque sempre que o pastor é interpelado pela mídia, muitas vezes com claras finalidades sensacionalistas e não informativas, suas respostas se baseiam em seu entendimento das sagradas escrituras e não na declaração de 48. Se fosse para presidir a comissão da Religiosidade evangélica, ele talvez até estivesse adequado (ou não, já que Marcos Feliciano encontra oposição até mesmo na seara evangélica)

Mais um exemplo de como o Estado está sob o controle dos grupos religiosos? O passaporte diplomático.

Os portadores desse documento têm alguns benefícios, como o direito à fila especial, e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Após diversos lideres religiosos conseguirem passaportes diplomáticos – algo do que eu tenho grandes desconfianças desde que os lideres da igreja Renascer foram presos por evasão de divisas nos EUA – A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) formalizou pedido ao Itamaraty para obter passaportes diplomáticos aos seus representantes, mas o pedido foi negado.  Em contrapartida, os lideres religiosos conseguem o documento com extrema facilidade.

 

Passaporte diplomático 4 Vamos virar um Irã

Líderes religiosos têm direito a passaporte diplomático com até 5 anos de validade

[…] Na terça-feira (14), foram concedidos passaportes diplomáticos a Valdemiro Santiago de Oliveira e Franciléia de Castro Gomes de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Os líderes religiosos alegaram “continuidade do trabalho no exterior” na solicitação do documento.

[…]As regras para a concessão do documento são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência.

O Artigo 6º do decreto relaciona as pessoas que têm direito ao documento, entre elas estão o presidente da República, o vice-presidente, ex-presidentes, ministros, governadores, diplomatas, militares, parlamentares e magistrados de tribunais superiores. Porém, o mesmo artigo, no terceiro parágrafo, permite a emissão do documento “às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos do artigo, devam portá-lo em função do interesse do país”.

fonte: Agência Brasil

Outro grande exemplo de como estamos colocando a religiosidade nas entranhas do poder federal surge nas notícias sobre o ensino religioso obrigatório nas escolas.

Um levantamento feito pelo portal Qedu.org.br a partir de dados do questionário da Prova Brasil 2011, do Ministério da Educação, mostra que em 51% dos colégios há o costume de se fazer orações ou cantar músicas religiosas. Apesar de contrariar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), segundo a qual o ensino religioso é facultativo, 49% dos diretores entrevistados admitiram que a presença nas aulas dessa disciplina é obrigatória. Para completar, em 79% das escolas não há atividades alternativas para estudantes que não queiram assistir às aulas.

De acordo com a antropóloga e professora da Universidade de Brasília, Débora Diniz:

“Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008. Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”

Uma vez que o Estado não tem nem sequer a clareza do que constitui a palavra “religiosidade” e muito menos sabe ou tem controle de quantas religiões são praticadas no Brasil, ao privilegiar uma ou outra religião que seja, isso é um vilipêndio do suposto direito das demais religiões de serem ensinadas. É evidente que o ensino da religião nas escolas JAMAIS vai ter o poder de formar novos fiéis. A influência familiar é infinitamente mais poderosa nesse aspecto, mas não podemos considerar normal que professoras ridicularizem alunas praticantes do candomblé dizendo que elas são filhas do diabo e que só poderão frequentar as aulas até o dia em que “farão o santo” (iniciação religiosa).

No mundo, o ensino religioso encontra-se crescente em certas sociedades e vem minguando em outras, o que não dá um claro sinal de tendência, para apostarmos as nossas fichas. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, a aula de religião não está na grande das escolas públicas. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.

É apenas uma questão de tempo até que isso aconteça aqui. Na minha opinião, a coisa esta beirando o irreversível.

Vamos ver mais um belo exemplo do abuso religioso na política?

Lei de evangélico multa no Rio biblioteca que não tiver Bíblia

O governador Sérgio Cabral (PMDB) sancionou nesse dia (4) lei de autoria do deputado evangélico Edson Albertassi (PMDB), 42, que obriga as bibliotecas do Estado a terem a Bíblia. A biblioteca que descumprir a lei será multada em R$ 2.130 e, no caso de reincidência, em R$ 4.260. A lei é polêmica porque o Estado, por ser laico, não pode fazer imposições de cunho religioso, ainda mais em se tratando de uma determinação que beneficia uma única denominação, no caso a cristã. A lei deixa de fora, por exemplo, livros espíritas, ao Corão e ao Torá.

O mesmo deputado apresentou projeto de lei para cada uma destas propostas: instituição do ensino religioso obrigatório, leitura da Bíblia antes do começo das aulas, isenção de IPVA às igrejas e de ICMS na compra de automóveis e a inscrição da frase “Deus seja Louvado” nas contas das concessionárias de serviços públicos. Albertassi é diácono da Assembleia de Deus de um templo da cidade de Volta Redonda. Em setembro do ano passado, Albertassi conseguiu sanção para uma norma que altera a lei de incentivos fiscais de modo a beneficiar a produção e apresentação de música gospel. O deputado tem uma rádio FM de músicas evangélicas. Com informação do site do deputado, entre outros. fonte

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara aprovou hoje a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 99/11 que concede às entidades religiosas de âmbito nacional o direito de propor ação direita de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Isso significa que se uma DECISÃO DO SUPREMO não agradar a grupos religisos, eles podem questionar a decisão da Suprema Corte Brasileira.

O autor da PEC é o deputado João Campos (PSDB-GO), que é também presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

joãocampos Vamos virar um Irã
Autor da emenda é o deputado
evangélico João Campos

Para ser submetida à votação, no plenário, a proposta ainda terá de ser aprovada por uma comissão especial. Ainda não definido o prazo para isso.

Caso ela seja aprovada pelo plenário da Câmara, entidades como o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, a Convenção Batista Nacional e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros) estarão habilitadas a questionar leis relacionadas ao aborto, concessão de direitos aos homossexuais e outros temas de interesse dos religiosos.

Eu compartilho da opinião do meu amigo Josef, quando ele diz:

A Lei permite isso, isso e aquilo. SE você, acredita realmente naquilo que sua religião prega, você não faz aquilo, simples assim. Agora eles não querem isso, eles querem forçar a crença deles goela abaixo dos outros.

 

Um bom exemplo do que o Josef pensa pode ser visto pelo projeto de lei   PDC – 234 / 2011. Este projeto de lei, conhecido como Lei da Cura Gay, invalidará dois parágrafos da resolução firmada pelo Conselho Federal de Psicologia que inibem psicólogos de tratar casos a homossexualidade como doença, tanto em relação com seus pacientes como em declarações dadas, por exemplo, à imprensa. O projeto é uma proposição do deputado João Campos do PSDB de Goiás, esse mesmo sujeito aí em cima.

Tudo isso porque há mais de 10 anos, o Conselho federal de Psicologia do Brasil não considera hmossexualidade como transtorno e nem autoriza que “psicólogos” tentem tratar a homossexualidade visando sua “cura”.

Quando um político que não tem competência técnica resolve se arvorar e se atribui ao poder de alterar uma resolução de um conselho FEDERAL de PSICOLOGIA, apenas e tão somente para viabilizar a SUA interpretação de uma particularidade humana, baseando-se apenas em seu preconceito, e estabelecendo esta visão torta como a posição oficial via canetada, é sinal que estamos mesmo descendo a ladeira em velocidade vertiginosa.

Enquanto isso, a sociedade brasileira vai se anestesiando com blockbusters americanos, com a separação dos famosos,com o Brasileirão, com o carnaval, com BBB na televisão, com novela. Vai se alienando com os próprios jornais, que operam sob a hegemonia de grupos religiosos diversos (e até antagônicos) enquanto essas decisões vão lentamente, como um câncer em metástase, sendo costuradas por baixo dos panos. Somos como o paciente canceroso, que quando se der conta que apodreceu por dentro, já será tarde demais.

82 comentários em “Vamos virar um Irã”

  1. Há um abaixo assinado correndo sobre a PEC99,
    http://www.bulevoador.com.br/2013/03/pec-do-fundamentalismo-religioso-aprovada-na-ccj-da-camara/

    E já vem desde novembro de 2011

  2. Estamos voltando para a Idade Média, quando a igreja e o estado eram a mesma coisa. Eu tenho medo de que em pouco tempo voltaremos a ver cruzadas e inquisições na televisão. E o pior é que enquanto somos governados por quem deveria apenas pregar a palavra de Deus as pessoas tenham mais o que falar sobre a final do BBB do que sobre esses assuntos.

  3. não sei em outros estados mas aqui em Manaus esse tipo de influência religiosa foi muito explicito na última eleição para prefeito, igrejas evangélicas declararam abertamente o apoio pra alguns candidatos, com direito a notícia de capa no jornal.

  4. Deve-se lembrar de uma coisa que, não sei porque, foi ignorada neste post.
    Não existiria bancada “evangélica”(não confundir com cristãos), se não houvesse a pressão de grupos de ideologia revolucionária comunista querendo acabar com a “religião” no país.
    Isso é apenas uma resposta à grupos que insistem em dizer que são “perseguidos”, como “minoria” pelos “religiosos, homofóbicos, racistas, fascistas, nazistas, filhos da p*”, e que querem ver a “religião cristã” extinta. Sim, é só contra ela que eles falam.
    Há um centro de recuperação de viciados pago pela igreja onde costumava ir.
    Que coisa, não? Pessoas mudam de vida, largam o vício, arranjam emprego, formam suas próprias famílias e no fim ajudam outras a se recuperarem também!
    Coisa de racista, homofóbico que incita o ódio,não é?
    Bem, é esse pessoal que tá dizendo, não sou eu.
    Quando disseram que seria um direito de pessoas do mesmo sexo se casarem, ninguém se lembra que isso vai contra a cultura e os ensinamentos do local onde esses mesmos casamentos aconteceriam.
    Quando o Estado interfere na religião dos outros, ninguém nota!

    E, por favor!
    Comparar muçulmanos com cristãos, tenha dó!
    E pelo que eu me lembre, a constituição mais cristã que existe é a estadunidense.
    Com certeza deve estar repleta de ódio, racismo e homofobia, né?
    Ah, Marco Feliciano não representa comunidade nenhuma, talvez a denominação dele.
    Os cristãos do país tem um trabalho danado lidando com gente como ele já dentro da igreja, e aquela besta ainda se bota na CDH. Pracabá!

    Ele é como aquele amigo retardado, que você até atura, mas que só faz [email protected], e você não quer ser visto na rua com ele.

    Aprendam, cristãos seguem a Cristo, na bíblia. Evangélicos seguem o pastor e católicos, o Papa.

    Lembrem disso quando eles juntarem tudo numa coisa só e resolverem votar leis para acabar com liberdade de culto no país.

    O Estado é laico, o povo não,e aqui ainda é democracia, e assim vai ser enquanto duas ideologias opostas existirem e se confrontarem e respeitarem.

    Enfim, a “bancada evangélica” tá lá, claro, e eu também não acho boa coisa, mas não tá la de graça, e sim pra defender-se de outras frentes políticas que estavam ameaçando sua liberdade antes disso.

    #ficadica

    • Tudo o que é de menos é ruim, e o que é demais também. Já se foi o tempo em que o poder religioso regia os costumes de onde quer que seja.
      Voce está no século XI. A globalização faz diversas culturas se fundirem. E o Brasil é em boa parte globalizado. Tem espaço pra todos, pra quem gosta de um estilo de vida mais regrada, ou desregrada. Para quem tem fé e para quem não tem. Quem tem fé é unido, e a união faz a força. Mas hoje quem não tem fé está começando a se unir também, pois a força dos que tem fé está preocupante ao ponto de interferir na vida de quem não tem…
      Agora, quem está revidando a quem? Quem são perseguidores? Quem são os perseguidos?

      • Convenhamos que já a muito tempo os evangélicos são perseguidos, eu sei que é difícil pra vc entender, mas tem sido cada vez mais nescessário que cada grupo social tenha seus representantes para defender seus direitos, um político gay é democracia, um político negro é igualdade racial, uma mulher é força feminista, um evangélico… “uma afronta a sociedade”. temos que para de taxar o comportamento crítico dos evangelicos, afinal o pensamento no nosso país é livre.

        • Acho que os evangélicos precisam sim ter sua representação política. Eu concordo com isso, e é um direito inalienável de qualquer grupo social no Brasil eleger seus representantes.
          Isso aí, eu acho que qualquer pessoa sensata tem que concordar, pois é o pilar básico da democracia.
          O problema começa quando as igrejas, que são entidades PRIVADAS de capital próprio, COMPRAM partidos, e utilizam sua própria maquina para montar um aparelhamento religioso no poder. Nada contra uma pessoa professar sua fé. É a liberdade de culto, garantida constitucionalmente. Agora, note que fé é uma coisa, política pública, outra.
          Se o camarada acha que deve legislar seguindo o que está na Bíblia, ele está preemptoriamente ignorando cerca de dois mil anos de evolução humana após o livro. Não podemos viver de passado. Se não fosse assim não precisaríamos de leis,. bastava implantar o código de Hamurabi e pronto.

          No entanto se esses grupos legislam politicamente seguindo conceitos bíblicos, o que é que nos garante que daqui a alguns anos, quando essa maquina bem azeitada de fazer pastores-políticos resolver interpretar o livro sagrado do cristianismo ao pé da letra, e começar a sugerir que o certo é matar mulheres adulteras por apedrejamento? Se eles resolverem cortar as mãos dos ladrões? Se resolvem que mulher não pode mais cortar cabelo, e se cortar é crime?

          Claro, tô dando exemplos extremos, pois com relação a visão religiosa em si, os próprios integrantes da bancada diferem em pontos de vista, e coisas assim nunca seriam consenso entre eles.
          O problema decorrente da bancada evangélica que temos hoje é que ela é ruim em termos políticos. Não é que ela não deva existir, mas ela deveria ser de qualidade, quando não é. Vamos a exemplos concretos do que eu me refiro: Dados do Transparência Brasil indicam que:

          1) Da bancada evangélica, todos os deputados que a compõe respondem processos judiciais;
          2) 95% da referida bancada estão entre os mais faltosos;
          3) 87% da referida bancada estão entre os mais inexpressivos do DIAP;
          4) Na última década não houve um só projeto de expressão, ou capaz de mudar a realidade do país, encabeçado por um parlamentar evangélico.

          E antes que digam que são informações manipuladas, é bom que se diga que isso é amplamente conhecido, publicado e divulgado, até, veja que ironia, pelo site de noticias Gospel Brasil: http://noticias.gospelmais.com.br/bancada-evangelica-processos-justica-32704.html

          Quando a bancada evangélica faz um pacto de considerar a relação homossexual como uma aberração, uma coisa antinatural, ela está deliberadamente se opondo a compreensão CIENTÍFICA da homossexualidade, ignorando as definições de ESPECIALISTAS, ignorando dados FARTOS que mostram que a homossexualidade não é escolha, mas condição BIÓLOGICA, e ignorando que como isso ocorre com mais de 1500 espécies de animais pesquisadas e catalogadas na natureza, jamais poderia ser acusada de se tratar de algo antinatural como eles fazem. Desse modo, são representantes sociais, são políticos, que atuam aumentando a ignorância, contribuindo para a opressão ao homossexual. Vide Bruce Bagemihl, Biological Exuberance: Animal Homosexuality and Natural Diversity, St. Martin’s Press, 1999; ISBN 0312192398

          A pressão da bancada evangélica para tornar o homossexual uma aberração antinatural, é um prejuízo em si. Vamos recorrer aqui ao que diz o Conselho Federal de Psicologia (que é a instituição representativa de quem DE FATO entende de questões personalidade)?

          “a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.”

          Se a homossexualidade não é doença, e mesmo que fosse não seria contagiosa, eu sinceramente não entendo qual a razão para um político dedicar sua atuação política tão cara para nós para impedir que essas pessoas possam se unir em casamento civil, conquistando direitos. Um gay não vai fazer um hetero virar gay. Por que ele representa uma ameaça?
          Entendo que uma religião possa se posicionar contra. As religiões tem este direito. Mas elas não podem por isso, criar políticos que impeçam os outros que não pertencem a seu credo, de seguirem com suas vidas.
          A única explicação que encontro para essas atitudes é a ignorância.

          Esse é o problema com a bancada evangélica. E talvez por isso, muitos evangélicos estejam bastante bravos com esses caras, que levantam bandeiras e se autointitulam seus representantes, contribuindo enormemente para a queima do filme das pessoas evangélicas do Brasil.

          • Não são “todos” mas 57% da banca que respondem processos, parabéns pelo site, sou seu fã, e concordo com seu ponto de vista sobre a qualidade dos políticos, mas esse problema é geral, precisamos mais do que nunca pensar em troca esses políticos corruptos, porque não adianta em nada reclamar e reclamar, e no dia da eleição votar nos mesmos de sempre.

          • É importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticamos a prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa.

            Vejamos alguns artigos deste PL:

            ——————————————

            Artigo 1º: Serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gêneros.

            Comentário: Eles tentam se escorar na questão de raça e religião para se beneficiar. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano.

            ——————————————

            Artigo 4º:Praticar o empregador, ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.

            Comentário: Não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá dos seus filhos é homossexual, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por um homossexual, poderão ir para a cadeia.

            ——————————————

            Artigo 8º-A: Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º desta lei. Pena: reclusão de dois a cinco anos.

            Comentário: Isto significa dizer que se um pastor, ou padre, ou diretor de escola — que por questões de princípios — não queira que no pátio da igreja, ou escola haja manifestações de afetividade, irão para a cadeia.

            ——————————————

            Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos.

            Comentário: O princípio do comentário é o mesmo que o do anterior, com um agravante: a preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais, podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais. O parágrafo do artigo que vamos comentar a seguir “constituiu efeito de condenação”.

            ——————————————

            Artigo 16º, parágrafo 5ª:O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.

            Comentário: Aqui está o ápice do absurdo: o que é ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Com este parágrafo a Bíblia vira um livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da religião.

            Esse é o discurso do Pr. Silas Malafaia, eu sei que ele é polêmico, mas infelismente a PL 122 ela ataca os evangélicos e por sua vez os evangélicos atacam os homosexuais, temos que achar um ponto de equilíbrio procurar nossos direitos de modo que não sobreponham os de outros.

          • Por isso que eu digo que a pl deve ser melhor redigida. Imagina o volume de gente que poderia usar els como brecha legal pra pleitear indenizações… do jeito que esta, não vejo como isso ser aprovado.

    • Quando você diz que querem acabar com a religião no país, na verdade você está está se referindo ao sistema de crenças baseado na ideologia cristã certo…E eu não acredito que realmente exista um movimento , pelo menos organizado o suficiente para tal, para acabar com qualquer que seja a religião no país.

      Concordo quando você diz que certas comunidades religiosas agregam esse serviço social de recuperação de viciados apoio a família entre outros.

      É como se diz, “cada um no seu quadrado”. Quando a união de indivíduos do mesmo sexo é permitida, isso quer dizer que pessoas do mesmo sexo que vivem juntas e estão em uma relação estável podem ter os mesmos direitos que qualquer cidadão tem em uma união civil. É um direito não uma obrigação. Assim, a comunidade religiosa que não concorda com o a união de pessoas do mesmo sexo pode continuar existindo da mesma forma como sempre foi, ela não vai ser obrigada a realizar cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Da mesma forma como bebidas e cigarros são livremente vendidos sem interferir na existência de diversas comunidades religiosas.

    • Ninguém é contra qualquer religião.
      Ninguém é contra nenhum dogma.

      O problema é que um certo segmento da sociedade quer obrigar todos os demais a seguirem NA FORÇA DA LEI os seus dogmas.

      Oras, meu amigo, se vc não é gay, não é obrigado a ser gay.

      Se vc não quer se casar com alguém do mesmo sexo, case-se com quem vc quiser.

      Se vc é contra o aborto, pode deixar sua mulher morrer com um feto mal formado no ventre que ninguém vai obrigar sua mulher abortar.

      Se vc acha absurdo doações e recepções de sangue e órgãos, pode morrer sem transplante e transfusão, pois ninguém vai lhe obrigar a isso.

      O que não pode acontecer é essa bancada obrigar a todos a seguir seus dogmas religiosos como lei.

      Eu sou plenamente favorável á liberdade de culto, que todos tenham plenos direitos a frequentar suas igrejas e lá pregarem o que seus corações desejarem para aqueles que lá frequentam.

      O que é inadmissível é que todos os cidadãos sejam obrigados a seguir sua fé.

      Já não basta que vocês amaldiçoem outras religiões dentro de seus templos, não precisa fazer isso na mídia pública. Respeitem também a fé alheia para que a sua fé seja respeitada também.

      Nunca vi ninguém do candomblé indo na mídia falar da podridão que vocês representam na sociedade.

      Nunca vi um espírita, um hare-Krishnah amaldiçoando vocês nem sequer em seus próprios templos, mas todos os dias vocês vivem apregoando na mídia pública o desrespeito com a fé dos outros, com a sexualidade dos outros. Vao cuidar de sua vida e deixe a dos outros

      A palavra de desrespeito aos demais que vocês apregoam não está servindo em nada para evangelizar ninguém, só está servindo para criar ódio contra vocês. – É isso realmente o que vocês querem???

      Acho que sim..

      Portanto, o Brasil na mão de vocês não vai ser diferente do nazismo fascista da Europa de 30, alias, Hitler naquela época, antes de criar todo aquele poder se comportava igualzinho seus pastores no congresso e na mídia, arregimentando multidões com discursos de moral, sectarismo, apartaid e discriminação.

      SINCERAMENTE – UMA GRANDE COINCIDÊNCIA

  5. Infelizmente, o texto nada trás de fábula. É uma realidade que está em andamento. Logo, seremos censurados por seitas evangélicas, por fiéis fanáticos e claro, com o passar do tempo, uma guerra civil sem precedentes. E pensar que isso começou com a maldita corrupção. O povo tem de se rebelar. Precisamos ir para Brasília . Invadir o Congresso e mostrar quem manda. Um estado Laico deve ser nosso Brasil, e não essa palhaçada religiosa que vem ganhando força a cada dia… logo, teremos homens-bomba e outras atrocidades provenientes desses fanáticos… Porém, ainda dá tempo de resolver…

    • O problema é que justamente o povo está apoiando os políticos evangélicos e os colocando no poder. Lembra que a cerca de 15 anos atrás surgiu um video do bispo Macedo ensinando os pastores a roubar e rindo da cara dos “otários”? Pois é, desde a divulgação desse video, parece que o poder do bispo Macedo só cresceu. O povo invés de se revoltar, ficou do lado dele e contribuiu para ele ser hoje, o religioso mais rico do mundo. Se não fossem pelos milhões de evangélicos que tem seu dinheiro sugado em troca de show religioso, nunca existiria essa bancada evangélica.

    • Desculpa amigo, mas vc está falando de bancada evangélica e não muçulmana extremista, convenhamos que na história do mundo não há relato de evangelico-bomba… vc fala do radicalismo, mas não passa de um radical querendo “invadir e mostrar quem manda”.

  6. Faço Coro às suas palavras. Outro ponto excruciante é o fato que a bancada evangélica está aglutinando-se com outras de cunho ultraconservador, sob a alcunha da preservação da “moral e bons costumes” e da “família enquanto eixo de desenvolvimento social”. Se não vejamos o exemplo da famigerada Cruzada Pela Família, a qual cruza o Brasil postulando em favor das referidas instituições, destilando ferinamente um outro ideal nas entrelinhas: o Integralismo, cujo discurso é erigido justamente sobre o tripé Deus-Pátria-Família. Ora, desnecessário dizer a relação estreita que as instituições religiosas mantiveram com regimes totalitários no curso da História, e é neste ponto que acredito residir o maior dos perigos. E o pior, se vier, será por via democrática.

    • O que os líderes evangélicos estão fazendo hoje não é diferente do que Hitler fez ANTES de chegar ao poder total na Alemanha:

      Discursos moralistas, discriminação contra gays, conservadorismo, arregimentação de grande contingente através da mídia, poder pelo voto de cabresto em currais eleitorais, palavras de ordem, aglutinação de multidões fanatizadas com gente disposta a dar a própria vida pela causa,…

      Tudo isso não é muita coincidência?

      Ora, meus amigos evangélicos…
      eu tenho muito respeito pela fé de vocês, mas procurem fazer e guiar-se pela sua fé no seu Deus, e não pela palavra de pessoas que dizem falar em nome de seu Deus para conquistar poderes aqui na terra.

  7. Infelizmente, acho que é um processo natural e até esperado de um país que negligenciou a educação por tantos anos desde o regime militar até o ponto de criar aberrações como a aprovação continuada, o rodízio de alunos, escolas sucateadas em todos os sentidos da palavra sem falar no salário dos professores, que é obsceno, na falta de palavra melhor. É realmente assustador, e me fez lembrar de uma frase do ator Pedro Cardoso (que foi excomungado por expor só um traço de inteligência e senso crítico a mais do que a massa num programa de TV): “Nem toda a demanda da sociedade é a saúde dela.” Acho importante também desvencilhar o conceito de fundamentalismo aplicado somente ao islamismo, uma vez que é uma prática global, e sempre foi. Excelente abordagem do post.

  8. dia desses li uma pichação num muro: “com quantos pobres se faz um rico?”

    pensei na mesma hora em voltar e pichar embaixo: “conte os fiéis da igreja de sua preferência”

  9. O Brasil precisa derrubar esses caras. Não aguento mais essa hipocrisia, esse ódio desses lobos, desses senhores aí. Não preciso ser ateia pra ser contra a intervenção da igreja na política, não preciso ser gay pra apoiar a luta dessas pessoas, e não preciso ser negra pra ser contra o racismo. Não sou evangélica, sou cristã de uma família católica e espírita. Esses ”ilustres senhores” me passam uma impressão de ódio, eles tem uma raiva, é uma coisa muito, muito estranha e horrível. Não servem nem para liderar uma igreja, quem dirá a política. Isso é um absurdo! Estou CANSADA desses ”pastores” interpretando a Bíblia como bem entendem de forma literal para benefício próprio. Eles criaram um Deus deles, porque esse Deus opressor, maléfico, cheio de ódio, que quer teu dinheiro… Me desculpem pastores mas não é o meu! O meu Deus ama a todos igualmente e tenho certeza de que se envergonha muito dos ”representantes” que tem aqui na terra. Aliás, estão mais para representantes do demônio. Nunca vi tanto ódio encubado em alguém como vi nesse (in)Feliciano e nesse outro aí, Malafaia. O pior é ver o povo caindo, é ver gente da minha família virar evangélico e começar a odiar(sim, odiar!) todo mundo! Isso não é de Deus gente, acordem. É por isso que hoje existe tanto ateu, tanta gente com ódio de religião. Olha, tem que ser muito mente aberta e respirar bem fundo pra continuar tendo fé com esse tipo de coisa acontecendo. O que me faz crer em Deus, como sempre acreditei, é o fato de eu saber que esse Deus que eles tanto falam, NÃO É O MEU!

  10. Tudo isto que você escreveu é a mais pura realidade e, desculpe-me a franqueza, Carlos, mas reduzir a existência das bancadas evangélicas a uma reação aos comunistas monstros de plantão que querem solapar a religião cristã da sociedade brasileira é de uma estupidez tamanha que outras palavras não há para descrever. Primeiro, porque a ideologia comunista está morta no mundo e no Brasil nunca chegou a vingar plenamente. Segundo, porque o surgimento desta bancada não é um fenômeno reativo mas totalmente pró-ativo onde os gays foram eleitos como a causa de todas as mazelas sociais, a exemplo do que a Inquisição Católica fez com as mulheres, acusando-as, sem provas, de bruxaria, pelo simples fato de terem a necessidade de um bode expiatório que levasse a culpa de um sistema social que se encontrava em mudanças e em crise – tal como acontece nos dias atuais – e, diante de sua incompetência em gerir esta crise, desvia-se o foco de atenção para um grupo de “culpados” previamente eleitos pelo establishment religioso. Então, esse argumento de reatividade, caro Carlos, é furado.
    A ascenção destas seitas ditas evangélicas se dá na virada dos anos 70, a partir do momento em que setores da igreja católica começam a retirar seu apoio incondiconal ao regime ditatorial militar instalado desde 64. As perseguições a estudantes, militantes políticos, sindicalistas, professores e até clérigos opositores ao regime truculento fizeram com que muitos padres abrissem as portas de suas igrejas para abrigar os perseguidos, ajudando-os, inclusive, a fugir do país. Este falso clima de paz e sossego que a direita tenta passar daqueles dias esconde uma agitação muitas vezes nada silenciosa contra os generais. Os camponeses e os moradores das cidades começaram a se organizar em grupos onde a participação de clérigos católicos era pública e notória. É nesta época que o Frei Leonardo Boff volta da Alemanha e abre a discussão sobre a sua interpretação dos Evangelhos na Teologia da Libertação. Levou um cala-boca do papa João Paulo II (sempre conivente com os grandes desmandos das super potências) e foi o cardeal Ratzinger, mais tarde eleito papa Bento XVI, então chefe da Inquisição,que o obrigou ao voto de silêncio sobre sua tese. Mas foi em vão. O movimento estava lançado, não só no Brasil mas em toda a América Latina, eternamente espremida sob o salto das botas dos seus presidentes generais e dos chefões yankees que estavam por detrás destes. Para contrapor esta nova força política popular e de oposição e, principalmente, depois do cardeal de São Paulo, Dom Evaristo Arns, que junto com alguns religiosos e advogados elaborarem o dossiê da tortura no Brasil que ficou conhecido como “Brasil, nunca mais” ser entregue ao presidente democrata Norte-Americano Jimmy Carter quando de sua visita ao Brasil em 1976 – Dom Paulo furou o esquema de segurança e entregou o dossiê nas mãos do presidente Carter nas barbas dos generais – os milicos decidiram abrir as portas para as seitas que brotavam às dúzias nos EUA como forma de desestabilizar a hegemonia da igreja católica no Brasil. É conhecido o fato dos missionários que se aventuravam em missões pela selva amazônica mas não era isso que os militares queriam então incentivaram os pastores tupiniquins em sua jornada, digamos, nem tão religiosa assim. É desta época que Edir Macedo dava seus cultos em um galpão alugado no subúrbio carioca. Como em um passe de mágica e com muito “incentivo” governamental prosperou e abriu várias filiais de sua seita até comprar com dinheiro de bancos públicos a falida rede Record Paulista de TV. Seu cunhado RR Soares se desligou da denominação de Edir Macedo e fundou sua própria seita, aquela que fica uma hora inteira todas as noites na Band, depois do jornal das 19:oohs. Waldomiro Santiago era bispo da universal e desligou-se para fundar seu próprio negócio. Deve estar indo bem porque conseguiu comprar a rede CNT de televisão de Curitiba por mais de meio bilhão de reais. Malafaia também se desligou da Assembléia de Deus e fundou sua própria assembléia e tem seus programas de Tv.
    A questão é: no regime militar iniciou-se uma operação de desmonte do Estado e das instituições, principalmente das instituições de ensino e o processo só vem piorando a cada ano que passa. Hoje em dia, a coisa mais fácil do mundo é você tirar um diploma de curso superior, mas, e a qualidade? E as humanidades, onde ficaram nesta grade escolar do ensino médio e fundamental? A resposta é simples: hoje não se ensina mais ninguém a pensar.Hoje as escolas fornecem diplomas. É isto. Infelizmente, a escola é uma droga, os professores são ruins, as condições físicas das escolas são precárias e se o cidadão quiser uma educação que supra o mínimo das necessidades intelectuais do seu filho, tem que mandá-lo para uma escola particular, que é caríssima e nem sempre é sinônimo de qualidade, uma vez que neste sistema o que importa é não desagradar o pensamento burguês dos pais, adulando seus pimpolhos. Este é o terreno fértil para que idéias esdrúxulas como a da teologia da prosperidade vicejem. Somente pessoas sem formação humanística, sem o mínimo conhecimento de filosofia, de história e até mesmo de história das religiões é que cai neste conto do vigário. E dentro desta teologia absurda que promete milagres de cura, riqueza, livramentos de maldições, etc, etc, há sempre um fator de camuflagem para, no caso do tal milagre pago com cartão de crédito e senha fornecida não acontecer, servir de alívio para o crente desalentado: a comparação. Sempre este tipo de incauto é levado a se comparar com os outros, os que não estão lá, os que não crêem, os que estão fora dos planos de Deus. E nesta comparação, claro, o crente sempre leva a melhor porque ele é o escolhido, o ungido, o querido, etc, enquanto os outros são seres amaldiçoados. É um prêmio de consolação por não terem seus pedidos de milagres atendidos, mesmo tendo pago fortunas por eles. E são estas pessoas que, iludidas nessa histeria religiosa coletiva e mergulhadas na ignorância total, sem discernimento sobre o que seja laicidade, igualdade de direitos, cidadania, etc, querem levar para o restante da sociedade a realidade em que vivem em suas igrejas, elegendo seus líderes messiânicos que irão salvar o país das maldições dos “outros”.
    Eu já vivi o bastante para entender que as coisas não acontecem por acaso. Quando Bergoglio foi eleito papa eu pensei: ou ele, como sul-americano, vem tentar frear o processo de libertação em curso nos países da A.L. ou ele está aí para frear a escalada das seitas que são uma clara ameaça à hegemonia à igreja romana, principalmente no Brasil. Seja como for, não vejo com otimismo os tempos que virão. A única saída para a humanidade, seja ela de que religião for, é a cultura, são os livros, o conhecimento. Mas não este conhecimento tecnológico inútil que se renova e se envelhece a cada instante mas o conhecimento humanístico, aquele que forma homens e mulheres com pensamentos próprios, livres, analíticos e auto-determinados. O paradoxo nisso tudo é que quando o sujeito atinge um nível de conhecimento X geralmente ele acaba se desligando de toda e qualquer religião e elabora seus próprios conceitos do Divino, do espiritual, da existência, da vida e da morte.
    É um caminho muito árduo mas muito prazeroso e recompensador. E eu não abro mão dele para seguir seja lá quem for para pensar em meu lugar e jogar um monte de “verdades” na minha cara e ainda querer que eu o agradeça por ter me salvo. Muito obrigado. Mas eu adoro pensar.

      • Obrigado, Mary.
        A vantagem de se ser jovem há mais tempo é que se tem a oportunidade de testemunhar muitos dos fatos mencionados no comentário, embora um cidadão aí diga que sejam só conjecturas…
        Um abração e Feliz Páscoa!

    • Fernando, magnífico comentário!
      Uma pena viver num mundo onde 95% ou mais das pessoas não têm interesse pelo real conhecimento e cultura…
      O alento de uma vida melhor após a morte e a esperança dos ignorantes…

      • Obrigado, Rafael.
        Sinceramente, acho que a crença deve existir para libertar o ser humano, não reduzi-lo a um fantoche. Eu mesmo acredito em Deus e tenho formação católica mas isto nunca me impediu de pensar por conta própria e questionar muita coisa. E acima da religião existe a relação pessoal da pessoa com sua crença, com seu Deus. E para os que não acreditam em nada disto o mundo não pode simplesmente fechar suas portas nem lhe negar cidadania porque somos todos iguais, embora algumas pessoas se achem mais iguais do que outras. Caráter, virtudes, educação, civilidade não são patrimônio de religião alguma mas de toda espécie humana que os aprende na escola da vida, que começa em casa e vai se formando ao longo da vida.
        Um abraço, Rafael, e Feliz Páscoa.

    • Bom, não sei de onde a ideologia socialista não vingou no Brasil ou que está morta.

      Estamos mergulhados nela faz tempo e só um completo cego ou parte interessada pra não ver isso. Esse país é governado pelo PT. Não é necessário dizer mais nada quanto à isso.

      Isso é provado novamente quando Fernando fala da igreja Católica perseguindo mulheres como se a mesma estivesse usando isso como arama política. Se esquecendo completamente das bases religiosas (por mais ridículas e contrárias à bíblia que sejam) que levaram à isso. Pois o cabresto mental de pensar na história humana com base somente na luta de classes é, sempre vai ser, de origem Marxista,e, portanto, errada. Fica claro que estou lidando com um comunista aqui, sabendo ele disso ou não.

      O fracasso das escolas é atual, estamos presenciando ele hoje, em nossos dias. E o governo de hoje não é o militar, e sim daqueles cujo os militares combatiam. Portanto, a atual crise estudantil é culpa, sim, das tais vítimas da ditadura que hoje estão no poder,e em momento nenhum podem jogar a culpa em um governo que já acabou faz meio século.

      Confundir religião, teologias (da libertação, que é marxista, e da prosperidade voltada apenas pro dinheiro) e igreja católica e protestante com o verdadeiro cristianismo é um erro que aprendi à não cometer desde criança.

      E outra, essa história de milagres comprados com cartão de crédito e senha e de que todo mundo que está na igreja está sendo usado e enganado é coisa de quem nunca se prestou à examinar e conhecer a vida cristã.

      Não é assim que a maioria das igrejas funcionam e não é assim que os cristãos se comportam.

      Que fique claro que esta estratégia de usar a falácia do espantalho não funciona: não é essa a conduta de um cristão, portanto você fala contra um inimigo imaginário que você mesmo criou, juntando todo pior da tal “classe” que você odeia num só grupo e condenando-o. Puro marxismo, e pra quem gosta de “pensar” por si, é algo que dá pena.

      Se alguém, é claro, conseguiu formar o próprio conceito do divino comparando religiões, é porque jamais teve contato íntimo com o próprio Deus, algo imprescindível e indispensável para a verdadeira vida cristã. E portanto jamais vai saber o quê, ou quem é o tal ser divino. Pois não é estudando que se conhece alguém e sim convivendo com a pessoa. Básico do básico, não?

      E novamente, é sim, uma reação aos movimentos gayzistas, pois o direito à culto e liberdade de expressão jamais estiveram ameaçados até a chegada do PT no poder. Portanto não houve necessidade até agora do povo evangélico se defender, e justamente por isso até agora nenhum movimento expressivo em relação à politica.

      Sendo o PT no poder, qualquer grupo ou ajuntamento de pessoas cujo pensamento diverge dos cristãos será usado como massa de manobra para derrubá-los, mesmo sendo os cristãos a maioria, já que, no pensamento socialista, não há mesmo democracia, e sim classes dominantes.

      A ideologia comunista, perpetrada pelo Padre (padre, vejam só) Antonio Gramsci é a atual arma pela qual os atuais socialistas, empobrecidos pelas merecidas derrotas em guerra, estão remodelando a mentalidade dos jovens, explicando-lhes o mundo sob à luz (ou trevas) marxista, de maneira que eles concordem com o socialismo de forma natural e sem conflitos.
      Eu me pesquisei e descobri manias e cacuetes mentais, ou maneiras de pensar, que foram enfiados de goela abaixo em mim na escola, e que, se não, de fato, pensasse eu por mim mesmo, teria engolido.

      A ideia de luta de classes, religião como ópio do povo e a luta das minorias contra a maioria opressora são coisas que desde a infância sabia estarem erradas, no entanto todos à minha volta pregavam.

      Essas idéias estão arraigadas nos nossos governantes, e essas mesmas idéias deram origem ao socialismo.

      E, já que estou me dirigindo à um comunista-socialista, deixo uma lista interessante: Os piores ditadores da história.

      http://www.filibustercartoons.com/monsters.htm

      Contem vocês mesmos quantos são Comunistas, fascistas, etc.. E quantos mataram em nome de Cristo?
      Façam as contas e vejam o que realmente incita não só o ódio, mas o genocídio.

      E, garanto, daqui à um tempo, posso ser preso por expor minhas idéias da maneira que fiz aqui.

      • Em primeiro lugar, Carlos, você me “acusar” de comunista é algo tão ridículo e beócio que sequer me darei ao trabalho de discorrer a respeito pois isto só alimentaria a celeuma que você quer incendiar e não estou aqui para perder meu tempo com esse tipo de coisa. Mesmo porque, ser ou não comunista é um direito que me assiste pois AINDA vivemos num país laico e livre para expressar seja lá qual for a preferência política. Então, guarde seu veneno, ele é inócuo.
        Meu caro Carlos, a ideologia socialista não vingou no Brasil, não. Quando se fala em ideologia, fala-se de todo um ideário fundamentado em posições político-filosóficas que permeiam as ações de determinada agremiação política em determinada época em determinado lugar. Isto simplesmente não existe no Brasil. Talvez só na direita, mas na ala da esquerda, certamente, não.
        O PT foi um partido aglutinador dos opositores mais ferrenhos ao regime fascista-militar que perdurou no Brasil por 21 anos. O PT agregava uma gama enorme de simpatizantes de vários matizes que iam do comunismo light ao socialismo inspirado até por influência religiosa mas que teve que mudar radicalmente sua tática e sua ideologia para chegar ao poder em 2002, tornando-se um partido de centro bem moderado, muito à direita para ser considerado socialista. E não teria chegado ao poder se as altas taxas de desemprego, a roubalheira e as privatizações malogradas do governo FHC e toda a sorte de conchavos políticos safados não tivessem afundado a credibilidade tucana e dos partidos mais à direita como os DEMOs e afins. O PT ganhou boa parte de seus votos de uma parcela da população que estava de saco cheio de tanta miséria, corrupção e desemprego. E, por mais paradoxal que isto possa lhe parecer, muitos amigos meus, generais e coronéis do Exército Brasileiro, votaram em Lula para ver no que iria dar. Era corrente na época o seguinte chavão: “Ou ele (Lula) arruma ou descamba de vez”. E para que Lula e o PT pudessem governar, tiveram que fazer um número infindável de conchavos e acordos políticos, muitos deles espúrios, como bem levantou a investigação do caso mensalão. Isto é socialismo, Carlos? É comunismo? Não. Nunca houve comunismo no mundo, não na acepção conceitual filosófica da palavra. O que existiu, sempre, foram regimes de exceção que se impuseram pela força de uma revolução. Socialismo existe até mesmo em regimes monárquicos, onde os pilares desta ideologia política – distribuição igualitária de direitos e serviços a todos os cidadãos – são observados. Para que o Brasil chegue a ser socialista um dia, teremos que mudar muita coisa, a começar pela educação e pelos maus hábitos, principalmente do jeitinho brasileiro e da ganância que assolam de norte a sul, dos mais ricos aos mais pobres. Entendeu agora o que é socialismo? O Google também pode dar-lhe uma ajuda. Claro, para chegar-se a este nível de compreensão faz-se necessárias horas e horas de leitura mas não desanime, se começar hoje você ainda tem boas chances de chegar lá.
        Seguindo, Carlos, você novamente tenta linkar minhas afirmações em relação às perseguições que a igreja católica perpretou contra as mulheres com o marxismo e a luta de classes. Bem, se você realmente pensa assim, é um caso deveras interessante para um psicanalista, posto que a perseguição, na época, tinha a ver com a transformação que o mundo vinha enfrentando no campo filosófico, saindo do teocentrismo absolutista e a crise do feudalismo, ambos sustentáculos da primazia do pensamento religioso sobre toda e qualquer política divergente. O feudalismo e a teocracia se fundiam e as mulheres foram eleitas os bodes expiatórios da vez, acusadas de bruxaria. Alguém tinha que ser culpado pela derrocada do staus quo e, é claro, seriam as pobres e ignorantes mulheres as eleitas. Quem mais fomentou esta revolução foram os burgueses. A igreja se posicionou contra eles? Claro que não. E isto não é novidade alguma. A cultura religiosa judaico-cristã sempre pôs a mulher como o bode expiatório de todos os males do mundo, atribuindo-lhe a culpa pela entrada do pecado no mundo e tendo uma conta impagável pelo resto da história a pagar para com o sexo masculino. Pura balela, meu caro Carlos. Isto é só uma maneira de manipular mentes desinformadas e inteligências empobrecidas pois o sistema no qual a mulher é vista como a mãe, a mulher, a parideira é ótimo só para os homens, não é e nem nunca foi igualitário e contraria diretamente os ensinamentos daquele a quem você diz defender, Jesus Cristo, que SEMPRE se posicionou em favor dos mais pobres e das mulheres. Mas, é claro, para cristãos de boutique, que adoram ir na onda de pastores espertalhões, é mais fácil seguir o que o ranço judaico do “apóstolo” misógino, fariseu, sexista Paulo tentou reinventar ao afrontar o próprio príncipe da igreja, escolhido po Jesus, São Pedro. Para que Evangelhos de Nosso Senhor, não é Carlos? É uma questão de escolha…
        Agora, a sua maior pérola, esta sim, uma pérola negra, de tão rara – estou sendo sutilmente irônico, caso não perceba – é você afirmar que o caos da educação se instalou nos dias atuais e que os militares lutaram contra isto. Sinceramente, se antes tinha alguma perspectiva de que você ainda teria conserto com muitas horas de leitura, agora passo a duvidar. Meu caro Carlos, na década de 60, o nível de politização do brasileiro urbano padrão era infinitamente maior do que o que vemos nos dias atuais. A educação era diferente, muito melhor, mais focada e completa do que vemos hoje em dia. Havia mobilização político-sindical urbana e rural. Um professor era um professor e não uma babá, assistente social, psicólogo, pai e mãe postiços, médico, conselheiro. A escola existia para se estudar. E o estudo era muito bom. E era uma boa escola pública. Escola particular era para burro, para filho de rico que não tinha capacidade de passar de ano e que precisava comprar diploma. Um sujeito com ginásio tinha conhecimento suficiente para ter uma profissão digna e sustentar uma família. Um técnico tinha muito mais conhecimento e respeito profissional do que um mestre ou doutor nos dias de hoje porque tinha conhecimento prático e técnico daquilo a que se propunha fazer. Era a força do conhecimento contra o peso dos atuais certificados universitários. Foram os seus queridos milicos que começaram a destruir o sistema educacional brasileiro a partir de uma série de reformas ridículas a partir de 1968 e perpassando toda a década de 70. Criaram a progressão automática, a proteção aos delinqüentes infanto-juvenis, numa clara afronta à figura da autoridade do professor em sala de aula, naufragaram com salários pífios as carreiras do magistério, depauperaram universidades públicas deixando-as sucateadas, perseguiram e exilaram artistas e todas as vozes que contra eles se levantaram. Criaram uma grade escolar monstruosa para o colegial e retiraram as humanidades da escola. E tal como a serpente, ao deixar o ninho, deixaram lá no Palácio do Planalto o seu ovo, o sr. josé sarney, que deu continuidade ao desserviço sujo de empobrecer e emburrecer cada vez mais o país. Eu me enojei do que vi há exatos 26 anos, quando abandonei a sala de aula. Sim, meu caro Carlos, eu lecionei durante muito anos e até hoje ex alunos meus me questionam do porquê de ter parado e a resposta é sempre a mesma: não poderia compactuar com o rumo que as coisas estavam tomando. Naquela época o PT nem sonhava em chegar à presidência, Carlos. A educação à qual você se refere nos dias atuais é fruto já de segunda e até de terceira geração daquele desserviço iniciado lá atrás pelos seus amiguinhos fardados. Aliás, você tem uma fixação com gente de farda, hein? Já tentou explorar isto na psicoterapia?
        E, por fim, ao citar Gramsci, o grande pensador, dir-lhe-ei tão-somente: leia você mesmo o que Gramsci escreveu e não peça a nenhum pastor para interpretá-lo para você. Exatamente pela sua formação cristã e humanística é que ele defende tais idéias. Se o partir do pão ensinado por Cristo fosse REALMENTE levado a sério, então teríamos um mundo comunista de verdade. Lógico, Se, pois não é. E se fosse, espertalhões jamais achariam lugar para suas teologias de camelô, vendendo prosperidade milagreira em troca de senhas de cartão de crédito.
        E não esqueça, Carlos, que foi o próprio Cristo, ao ser indagado pelo jovem rico que fôra ter com Ele e ao Lhe perguntar como poderia segui-Lo, disse: “Venda tudo o que tem e siga-me”. Os Evangelhos só dizem que o rapaz ficou triste porque tinha muitos bens e não queria desfazer-se deles mas em nenhum momento diz se ele os vendeu ou não, se seguiu Jesus ou não e muito menos se Jesus censurou ou aplaudiu sua atitude. É uma questão de livre arbítrio. E você, como cristão, por que não segue o exemplo do Mestre e faz o mesmo? Pessoas que sequer são cristãos como Noah Chomsky, judeu e professor do IMT, Gandhi, Oscar Niemeyer – este, comunista e ateu confesso – Luís Fernando Veríssimo, só para citar alguns bem conhecidos, são exemplos de respeito ao livre arbítrio e à livre escolha das pessoas naquilo que costumamos chamar de exercício pleno da cidadania.
        Pelos seus erros de Português percebe-se que há falhas estruturais sérias na sua educação formal mas isto não deve desanimá-lo. Sempre há tempo de recomeçar e refazer aquilo que está mal embasado. Você gosta muito de citar passagens bíblicas em suas argumentações e, suponho, deve recorrer a sua leitura para embasar seus pontos-de-vista. Deixo-lhe um conselho útil: procure uma edição mais fácil da Bíblia para ler. As traduções clássicas às vezes são por demais difíceis para algumas pessoas devido ao abismo cultural que surge de sua linguagem mais elaborada. As Edições Paulinas tem uma edição ótima: A Bíblia na linguagem de hoje. É bem acessível. Você não terá problemas em entender o contexto, aposto.
        Boa sorte.

    • Perfeito seu comentário!É uma lufada de esperança saber que ainda tem pessoas inteligentes nesse mundo.Por que ultimamente, é desalentador ler e ouvir certas coisas por aí!

  11. Estou surpreso de no site onde eu venho pra ver coisas Gump ver este post. Hoje mesmo assinei a petição que a LiHS (Liga Humanista Secular do Brazil)criou e espero que eles tenham sucesso.
    Realmente a direção em que a política do Brasil esta indo esta ficando negra. Eu faço um apelo como Humanista Secular que sou de que nos ajudem nessa petição que o “Transeunte” postou. Vou colocar o link novamente:
    http://lihs.org.br/pec99 (link direto para petição)
    É rapido e fácil e você pode fazer usando seu login do Facebook. Na história sempre quando politica se misturou com religião o resultado não foi bom para os cidadãos.

  12. CAra, Ação direta de inconstitucionalidade não é como você falou aí não.
    Ela não é sobre questionar decisões do supremo e sim questionar leis perante o supremo. Daí o supremo aprova ou não a Adin segundo a interpretação da constituição.
    .
    Sobre o restante do texto: Infelizmente está sendo assim mesmo. Logo viraremos um Irã.

  13. Uma coisa é certa, gostei da colocação que o Carlos citou: “Aprendam, cristãos seguem a Cristo, na bíblia. Evangélicos seguem o pastor e católicos, o Papa.” Uma coisa é certa, tem que se separar o joio do trigo. Eu sou Cristão e de maneira nenhuma apoio as atitudes de Marco Feliciano. Porque aprendi como Cristão que o único caminho para se cumprir o papel de um Cristão é amar, sim, amar ao próximo como a ti mesmo e como está escrito na Bíblia Sagrada. Marco Feliciano assim como muitos outros “evangélicos” aprenderam a amar o poder e o dinheiro acima de tudo e de todos, até de Deus. Marco Feliciano ao invés de construir pontes em sua volta tem erguido muros, muros da intolerância e do egoísmo. A união entre pessoas do mesmo sexo não é um plano de Deus para a vida do homem(ser humano) isso é fato. Mas tenho certeza que Deus espera que eu como Cristão acolha essas pessoas com amor, não é concordar, mas sim amar verdadeiramente e abrir meu coração para essa pessoa, e falar do Amor de Deus para essa pessoa. Eu não concordo com a ideia de Cristão se envolver em politica, é uma das coisas mais sujas desse mundo, é um ambiente onde Deus não está presente, somente o mal, o amor ao dinheiro e ao poder, ou seja, é tudo contrário ao Cristianismo. Cristão não faz diferença usando terno e gravata, usando de discursos falsos e moralistas, Cristão faz diferença é de joelhos dobrados e clamando a Deus por salvação e paz em sua vida e na vida de outras pessoas e anunciando as boas novas de Deus. Espero do fundo do meu coração que Deus sare esta nação e a livre dos falsos e mentirosos.

    • Concordo com vc, mas repare bem que esse movimento é algo planejado é um jeito de atacar diretamente a Deus ou seja independente de ser católico ou evangélico, judeu, muçulmano, eles discutem o firmamento do poder do criador e a consciência do certo e errado para justificarem seus atos anais.

      • E onde fica o livre arbitrio, meu chapa? O cu alheio é de seu possuidor e igreja nenhuma nem nada a ver com isso. Acho que se o cara é gay e opta por seguir o evangelho, ai realmente cabe A ELE optar por seguir o que diz a biblia, pastor, padre, etc. Mas o cara que não acredita em merda nenhuma, ninguem deve obrigá-lo a agir dessa ou daquela maneira com o corpo dele. Vc tem direito de achar errado, mas legislar contra isso e afronta às liberdades individuais.

        • O DIABO é um excelente estrategista e move muito bem seus peões. (Isso para quem acredita nele, ao observar o mundo meu ateísmo se desmanchou)

      • Cara, negar aos homossexuais o direito de sê-lo não somente é errado como é inútil. Há muitos países em que ser homossexual é crime. Isso resolveu? Não, tá cheio de gay lá. O homossexualismo já existia antes de Cristo aparecer aqui e continuará existindo depois de já termos morrido. Essa coisa de “defesa dos valores”, “defesa da Família”, é uma conversa fiada do caralho. Os gays e sua existência não afetam a minha família em NADA, eu tenho filho e não tenho o menor medo se ele resolver virar gay. E daí? Se ele quiser, se ele for feliz assim, problema dele, porra. Ao meu ver, ser gay é igual raspar a cabeça, tatuar o olho… Se o cara quer, problema dele, não tenho nada com isso. Eu não acho bonito, mas se ele acha, foda-se. Quando eu vejo um cara de cabelo azul na rua isso não me afronta… Não entendo porque diabos alguém pode se afrontar em saber que uma pessoa entre quatro paredes pratica sexo anal com outra do mesmo sexo. Se fosse um lance em que a militância gay dissesse que ” a partir de hoje todo mundo tem que dar a bunda”, aí eu seria contra, mas meu… O cara só quer ter o direito dele ser o que ele é, ou quer ser, sem que outra pessoa lhe diga que não pode, ou meta a porrada nele por causa disso. Esse troço todo parece uma discussão muito primitiva, me intriga que em pleno 2013 isso ainda esteja em pauta.

  14. Sou católico e homossexual. Concordo muito com o que foi dito nesse texto. Vejo também um caos na sociedade brasileira, estmos nos dividindo de forma muito acentuada. Ao passo que aumenta o número de pessoas instruídas e inteligentes, cresce também o número de pessoas fundamentalistas e preconceituosas. Nosso país está doente e caminhando pra um colapso, na minha opinião… Não somente por causa da religião, como também pela violência, corrupção, estresse, poluição…

    • Pois é, Leo, a história demonstra sempre a mesma coisa: países que hoje são considerados nações desenvolvidas o são porque diante de escolhas cruciais tomaram as decisões acertadas para assegurar o futuro de seu povo. Quando isto não acontece -e isto nunca acontece no Brasil, parece que nossos governanates tem o dom macabro de só fazer m…. – o caos se instala e inevitavelmente isto levará, como já aconteceu em outros países, à crise máxima: a guerra civil. Sou completamente anti-violência mas não acho que estejamos muito longe deste estágio. O país já vive uma guerra civil da população contra a bandidagem. Só falta agora as pessoas entrarem em conflito físico por razões ideológicas que sequer merecem 5 minutos de discussão, dados os argumentos pífios e antiquados dos espertalhões de plantão.

  15. É incrível até como determinadas religiões controlam determinadas mídias, como a TV por exemplo: sem citar a ligação direta Universal-Record, reparo mais na Rede Bandeirantes.

    Não tenho o hábito de assistir TV, mas ultimamente tenho assistido a Band e notado que seu programas de “humor” satirizam e atacam diretamente a figura de Edir Macedo e outros bispos da Igreja Universal e também a Igreja Católica, mas “não toca” em R. R Soares e Silas Malafaia, que compram horários considerados nobres na grade da emissora, ao mesmo tempo que empresas ligadas ao seus grupos patrocinam programas e vinculam propagandas no horário comercial.

    A Band sempre alega “liberdade de expressão” quando às igrejas Católica e Universal (e outras, como a pouco significativa, mas merecedora do mesmo respeito que qualquer outra crença, Igreja da Ressurreição, de Inri Cristo), mas sempre deixa os intocáveis Soares e malafaia de fora das brincadeiras…

    • Ainda mais impressionante é a hegemonia das igrejas diversas nos radios. Eu me arriscaria a chutar que hoje, fora do filé mingnon que é o FM, o resto está em mais da metade, dominado pelas igrejas de denominações mais diversas. A razão para isso é simples, o radio atinge espaços que a Tv não consegue, e pega um extrato de população que está abaixo do pobre. O efeito das religiões sobre os produtos midiáticos devia ser foco de estudos estratégicos do País, mas duvido que isso ocorra algum dia. Se o que o povão sabe vem das mídias, quem controla as mídias controlará o que será a “verdade”. Acho isso muito assustador.

  16. Agora, “política” é uma m####: enquanto Marcos Feliciano ganha destaque n’um monte de noticiários, corrupção, roubo e verdadeiras aberrações (i)legais não somam mais que segundos…

    • Verdade. Isso um fato claríssimo (pelo menos para os mais analíticos dos meandros do poder)que a confusão do Feliciano atende a objetivos bem claros de pessoas que estão nos bastidores, nas coxias do jogo sujo da política. Enquanto ele atrai as atenções, desvia o foco de questões importantes como a malandra jogada dos mensaleiros para ficar impunes da cadeia. Está em curso uma operação para livrar o Genoíno, o Delúbio e o Zé Dirceu.

      • Sem falar no abaixo assinado pra retirar o Renan Calheiros com mais de 1 milhão de assinaturas que foi esquecido.
        A mídia é uma merda. Ainda bem que a internet tá crescendo na divulgação de notícias.

  17. Podemos concluir que no final das contas a política é a religião do “capeta”!
    Quando eu era criança tinhamos aula de religião que era ministrada por um PADRE, é claro que ele ensinava os preceitos religiosos baseado na religião católica, que era maioria na classe (ou escola), sem se preocupar se havia algum representante de outras “correntes”. Fica bem claro aí como funcionava a cabeça dos educadores na época.
    E então? Qual religião vai predominar nas escolas? Seria assim, então: A aula de religião seria em um dia específico. As salas se separavam e se reuniam por tendências, cada qual segundo suas crenças!

    Mas o ideal seria ganhar na “MEGA-SENA” sozinho, e ter sua própria religião, fazer sua própia política, fazer o que quizer, ir para onde quizer, viver a própria vida e deixar o mundo que “APODREÇA E SE EXPLODA”, como dizia o “deputado” Justo Veríssimo (Chico Anysio).

    Share.

  18. Quanto mais religioso um país, mais pobre esse país é. Sou católico, mas por influência dos meus pais e avós, na minha opinião a igreja católica é a instituição mais falsa do mundo, fez o povo sobre no passado, e hoje, é uma das instituições mais rica do mundo, não pagam impostos, e pra que tanto luxo dentro do vaticano, se dizem que jesus pregou a humildade, andava todo maltrapido, isso é que dizem, mais existe outra versão que Jesus ficou rico, e quando os Romanos foram crustifica-lo, deram um coro nele, e pediram pra ele sumi dali. Lógico, dai ele fui com uma mulher e formou família.Eu creio que a religião é uma lavagem cerebral. O Brasil é um país rico, com os maiores reservatórios hídricos e minerais do mundo e com grande potencial agrícola por causa do nosso tamanho continental, mais o Brasil é um pais de pessoas pobre, isso, por causa da bendita religião.

    • Na Alemanha, (pelo menos nas cidades pequenas) e em outros países europeus, as pessoas PAGAM IMPOSTO à igreja Católica. Engraçado que isso é um fato pouco divulgado. Não é um imposto obrigatório, mas quando a pessoa não paga, ela é mal vista e até recebida com desprezo social. Tenho amigos que estão passando perrengue com isso na Áustria, pq o imposto da igreja é descontado em folha.

      • Philipe,
        Na Alemanha ocorreu a seguinte situação no pós-guerra: para reconstruir as igrejas e edifícios ligados às religiões ali professadas, o governo apelou à ajuda da população, uma vez que quase todo o país tinha que ser reconstruído e não havia recursos governamentais para satisfazer toda a demanda. Os alemães doavam horas diárias de trabalho para a reconstrução do seu país e quando perguntados sobre qual religião professavam, os recursos advindos de suas doações também eram destinados à reconstrução destes prédios. Como o trauma gerado pela guerra foi imenso e pouquíssimas pessoas ainda se interessavam pela religião, numa crise existencial coletiva profunda, o governo criou na declaração anual de bens a prerrogativa da destinação do imposto devido, ou seja, uma parte do imposto de renda que o cidadão alemão tem que pagar é destinado à manutenção das igrejas e destes edifícios, dada sua importância histórica e cultural, intimamente ligados à própria história da civilização germânica. Na Áustria também existe esta prática mas aí trata-se de um imposto eclesial católico que nunca foi abolido, nem depois da queda do império Austro-húngaro em finais da 1ª guerra mundial.
        E, só para finalizar, a igreja católica é dona de inúmeras propriedades na Europa, na Alemanha, Itália, Áustria e República Tcheca, em particular, e devido a conchavos políticos muito antigos se repassa aos locatários destes prédios o ônus do imposto pela ocupação. Aliás, de onde vocês acham que vem o costume nada legal de os locatários serem obrigados a pagar o IPTU dos imóveis que ocupam no Brasil? Da velha prática imperial que, por sua vez, copiava a antiqüíssima prática eclesial romana, uma vez que a igreja andava de braços dados com o regime monárquico até a declaração da república.
        Não é à toa que os Franceses fizeram sua revolução há mais de 200 anos com o saco cheio de tanta roubalheira político-religiosa…

  19. Excelente post; a comparação com o Irã é algo a ser levado em conta: um país que funde Estado com religião, já deu ‘boa noite’ para a noção de Estado por si só – quando uma ideologia religiosa de cunho fundamentalista é injetada no campo da representação política, a intenção é clara: doutrinar (ou lavagem cerebral)os cidadãos para convertê-los em fiéis de maneira indireta. Acho uma lástima o que está ocorrendo no Brasil. Sou a favor da liberdade religiosa, claro, mas sou contra essa liberdade excessiva que a mesma tem.

    C. L. Santos,
    Historiador e escritor.

    • Eu tb sou a favor de liberdade religiosa. Quando faço posts sobre religião, volta e meia surge um que me chama de ateu. Pior que eu sou católico, hahaha.
      Mas ter religião não pode me fazer uma vaquinha de presépio, né? Se eu tiver que optar pelo meu livre arbítrio de pensamento e ter religião, eu vou optar por ser ateu. O meu medo é que somando a degradação da educação atual, que já sabemos, vai produzir uma geração afundada em miséria intelectual nos anos a porvir,e quando colocamos isso em perspectiva com o crescimento assustador dos líderes político-religiosos nos poderes da República, é inegável que podemos levar em conta que um dos muitos cenários possíveis é o surgimento de grandes líderes que fundirão a política nacional a doutrinas religiosas, sob o aval da democracia… Todos os que não concordarem, serão considerados e taxados de antidemocráticos, dirão que são terroristas, usarão a prerrogativa da violência, que é do Estado, para calar os que se opuserem. Até lá, o controle da mídia estará ainda mais concentrado nas mãos desses grupos religiosos e seu projeto de poder será ainda mais completo.
      Não é um cenário dos mais felizes para a liberdade de pensamento.

  20. Fernando: – voce está jogando conversa fora. Ninguem está nem aí para as suas conjecturas.
    Felipe Veiga; – esqueceu de mencionar que amáxima aí sesse caso partindo dos religiosos é: “FAÇA O QUE EU DIGO MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”!
    Alguém lembra do episódio quando Edir Macedo, a bordo de um barco, com os seus ministros lhes ensinava como sensibilizar os fieis para lhes arrancar o dinheiro (tecnica para pedir ofertas), EM UMA TREMENDA FARRA, DEBOXANDO DOS OTÁRIOS E TUDO REGADO À BEBIDA?
    E daquele outro em que o pastor (tambem acecla da “universal”) chutava uma imagem de santa para deboxar e desacreditar os católicos?
    Não sou católico e não frequento menhuma igreja para estar defendendo essa ou aquela. PRA MIM É TUDO UMA “SENVERGONHARADA”, sem tamanho. Se existe ceu e inferno, aqui é o purgatório, pelo menos por enquanto. ISSO É UMA VERGONHA. TEMOS QUE PASSAR O MUNDO Á LIMPO!

    Que venha o juizo final!

  21. excelente texto Philipe …também acho nem um pouco saudável a união do governo com uma religião… não gosto de certos “privilégios” ,sendo que somos teoricamente iguais perante a lei … mudando de assunto o que você acha da lei pl 122 ? queria saber a sua opinião …para mim é ridícula..

    • Acho a PL 122 problematica, mais pela questão da redação dela, que deixa margens para coisas curiosas como uma possível censura a textos sagrados que venham a condenar o homossexualismo, no entanto, eu acho que esta PL tem seu lado positivo, já que não se restringe a questão de sexualidade apenas, envolvendo, cor, credo, origem e classe social. O Silas Malafaia disse que se ela passar ele poderia ser preso ao expulsar gays se beijando dentro do culto. Penso que se isso acontecesse de fato, seria mais uma provocação de ativistas pró-causa-gay (que tb não são fáceis)Esta Pl é bem complicada, não a letra d o projeto em si, mas os problemas decorrentes dela no futuro… Não sou nem contra e nem a favor.

      • te entendo , se a gente pudesse realmente acreditar que ninguém usaria a lei para se aproveitar ,nem falaria nada ..,mais você já percebeu que os ativistas/militante apoiam todo tipo de diversidade menos a de OPINIÃO CONTRARIA A DELES ?se for contrario eles batem ,xingam ,agridem e tudo para combater o tal do “discurso de odio” kkkkk, irônico não? … só você ver hoje por exemplo ,a joelma só disse o que ela crê como religiosa ,não agrediu ninguém ,deu somente uma opinião e foi xingada até por famosos..ai você acha que com uma lei dessa ela ou alguém que falasse a mesma coisa não seria presa ou acusada de homofóbica(coisa que ela não é) por um ativista? fazer uma lei dessas e dar de mão beijada para os militantes (os LIDERES são em maioria uns gayzistas intocaveis, alias ,não se pode criticar a homossexualidade porque é “homofobia” ) é dar uma chance para eles calarem de vez qualquer um que tenha opinião contraria..nos lideres deles é que eu não confio ..assim como nos lideres religiosos na politica..todos APROVEITADORES que querem ter poderes políticos imensuráveis,como bem mostrou o teu texto.

  22. Philip admiro muito sua inteligência, mas neste artigo vc está um pouco equivocado. Sou evangélico, e não concordo com a mistura de política e religião, não sou a favor de pastores serem candidatos a cargos públicos, pois o chamado dos “verdadeiros” pastores é bem maior que qualquer cargo público, não acho também que o deputado (não o chamo de pastor, pois na minha opinião ele abriu mão do chamado maior, se é que já o teve) Marcos Feliciano é a melhor indicação para a comissão dos direitos humanos da câmara, porém não acho justa a perseguição que ele está sofrendo, pois qualquer pessoa pode falar besteira as vezes ou até mesmo ser mal interpretado, poderiam pelo menos julga-lo pelo que ele eventualmente fizesse futuramente na comissão, mas nem essa possibilidade querem dar a ele, me pergunto se ele não fosse evangélico, se teria o mesmo tratamento. Porém quando vc sugere que, por causa da bancada evangélica, o Brasil caminha para um estado fundamentalista, aí já é demais. Temos diversas representações sociais no congresso, como os ruralistas, os trabalhistas e não podemos negar os pseudo-comunistas, entre outras, cada segmento defende seus ideais e interesses , e nesse embate de forças a democracia se consolida. Os meios de comunicação é que estão equivocados ou mal intencionados, os evangélicos não querem de forma nenhuma impedir ninguém de realizar casamento gay, não queremos de forma nenhuma “empurrar nossa crença goela abaixo de ninguém”, até mesmo porque a palavra que cremos diz: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito” Zacarias 4:6 ,o que queremos é o que a constituição brasileira até agora nos garante, que é a liberdade de culto, liberdade de expressão e também de defender nossos filhos de influências que não concordamos. Somos contra a PLC 122, que em seu texto criminaliza a manifestação contrária a prática de homossexualismo, o que impediria, por exemplo, um pastor de pregar a verdade que está na bíblia na sua própria igreja, desta forma cerceando o direito ao culto da palavra que nós aceitamos e professamos. Quando vc é contra o ensino de uma religião nas escolas públicas, eu concordo com vc, mas também somos contra o ensino nas escolas de que o homossexualismo é uma coisa louvável e que até mesmo seja incentivado ainda na infância,como sugeria o Kit anti-homofobia do Ministério da Educação. Cada indivíduo tem o direito de fazer o que quiser da sua vida, e criar seus filhos dentro da verdade que escolheu. Fundamentalismo é querer impedir a manifestação de nossa fé, ou a defesa de nossos direitos. A impressão que tenho é que está em formação, mesmo que de forma inconsciente, mas de forma orquestrada, uma onda de intolerância e perseguição contra os evangélicos, o que pode trazer uma situação de violência unilateral, pois o verdadeiro cristão é ensinado a tolerar e amar até mesmo os que nos perseguem.
    Por favor reflitam bem nas notícias que leem, não se deixem manipular por idéias preconceituosas e inverdades, lembrem-se do que aconteceu na Europa nos anos 30 e procurem sempre a verdade.
    Fiquem com Deus.

    • Eu não penso que Marcos Feliciano seja a pessoa mais indicada para este cargo (já disse os motivos no post e não pretendo me repetir)do mesmo jeito que também não acho que Jean Willys ou qualquer um que esteja empunhando uma bandeira pró-gay ou anti-gay esteja.

      Concordo com você que a bancada evangélica é uma representação legítima de interesses específicos, e se esses políticos estão lá é porque receberam votos (ou entraram pela janela, naquele mecanismo canalha dos “puxadores de votos” inventado pelos políticos, ao qual já dediquei um post integral a isso)

      Quando eu digo que estamos, a conta-gotas, virando um Irã, estou dizendo que o estado supostamente laico está deixando de sê-lo. Por que? Porque a cada dia, mais e mais pastores se dão conta que controlar seus fiéis não é o bastante, é importante ter poder político. Com o tempo, as bancadas evangélicas irão aumentar, crescerão cada vez mais, e quando representarem uma maioria absoluta, algo que é totalmente possível, os projetos de lei e interpretação das mesmas serão regidos não pela constituição, mas pelo que diz a Bíblia. Isso é ruim? Como cristão, eu diria que eu não sei, pode até não ser. Mas eu tenho certeza absoluta que não é o certo. A Bíblia não é o único livro sagrado. Se as decisões do país se baseiam nela, estão deixando em segundo plano outros livros sagrados e eu estou convicto que nem a minha e nem a sua religião são “a certa”. O primeiro passo para a desgraça fundamentalista é pensar que somente a religião que você professa é ó único caminho a ser seguido e que todo o resto é danação. Isso é a ignorância suprema, e acredite, há MILHõES de pessoas com este pensamento, e o que é pior, doutrinando outras a pensar assim enquanto escrevo isso.

      Se essas pessoas atingem o poder, e se rodeiam de outros com pensamentos similares, quando instituições religiosas milionárias de cunho privado se aboletam no poder comprando partidos (como fizeram com o PL) e canais de Tv, revistas, jornais, rádios, editoras, como ficará a discussão, na medida em que a lei vale para todos? A palavra “todos”, inclui os não cristãos, como os judeus, os satanistas, os ateus, espíritas, e tantas outras derivações de cunho filosófico-religioso. Assim, um projeto que aos olhos da bancada evangélica seria inócuo e simplório, como obrigar as crianças das escolas públicas a rezar um pai-nosso, pode ser uma afronta para certos grupos que não vêem sentido nisso.

      Eu concordo com você que há sim uma onda crescente de intolerância aos evangélicos. Talvez uma das razões para isso esteja na estereotipação perversa do que é o “evangélico”. Há uma masssa gigante de gente imbecil, despreparada, obtusa e retrógrada que se assumem como evangélicos, e pior, levantam bandeiras, posam de lideranças. Há aqueles espertos que se travestem de evangélicos para explorar o outro, confiando que essa fachada de evangélico lhe conceda um salvo conduto de incontáveis patifarias do passado.

      Em paralelo, há essas milhares de novas denominações neopentecostais, com nomes bizarros, que se espalham e se difundem numa sopa sem uma identidade clara para que os não-evangélicos possam discerni-los e entender suas filosofias. Hoje, ao dizer que alguém é “evangélico”, há uma variação tão imensa de comportamentos, atitudes, práticas e visões de mundo, que para o leigo, que não se debruça a compreender as diferenças nesse universo particular, parece tudo a mesma coisa, quando não é e nem nunca foi.

      Esse negócio de pastores pedindo dinheiro 24 horas na televisão, carregando saco de dinheiro nas costas, chutando santa, falando que a religião alheia é coisa do diabo, também não é algo que colabora para uma boa fama do que é ser um “evangélico”.

      Eu concordo integralmente na defesa da liberdade de culto. Também concordo integralmente que os Homossexuais tenham o direito de se casar, seja união estável ou casamento civil. Quando os caras contrários a isso, como o Silas Malafaia e o pastor Marcos Feliciano falam sobre esse assunto, sempre puxam a Bíblia para balizar suas opiniões, esquecendo que a lei não tem NADA a ver com a Bíblia ou com qualquer outro livro sagrado. A lei é para Todos, como eu já disse antes. Se duas pessoas do mesmo sexo se amam e pretendem dividir seus bens, ou dispor de garantias que a lei reserva somente para os casais heterossexuais, eles devem ter este direito, não vejo em que a opinião de um pastor possa contribuir positivamente para algo que transcende o seu “rebanho”. Esse é o problema. Quando os políticos forem em maioria absoluta fantoches de lideranças religiosas ou elas mesmas, todas as decisões do país serão tomadas pelo viés religioso, e não pelo viés do interesse social.

      Claro que há os evangélicos ou crentes, que vivem “na deles”. Agora tem uns chatos que são foda. Pra vc ter uma ideia, tem nego andando pela rua distribuindo folhetos como este a pessoas que tem tatuagem. Veja se isso não é enfiar suas crenças guela abaixo dos outros:

      http://www.artmakers.com.br/img/?di=CJ0E

      “…e todos que querem morar no céu deverão se tornar crentes e tatuagens no seu corpo não colocar,aqueles que já fizeram só precisam se tornar crentes e tornar os outros a sua volta como crentes para CADA TATUAGEM QUE ESTE TIVER”

  23. A meu ver a análise correta é considerar esses políticos evangélicos radicais apenas uma reação à militância gay radical que tenta a todo custo (e goela abaixo da população) impor a sua agenda.

    Basta notar que a ascensão dos políticos evangélicos se dá justamente com o aumento da radicalização do movimento gay.

    A verdade é que o povo tem visto seus valores sendo massacrados há algumas décadas (família nao existe mais, a TV é putaria 24h, a escola é um lixo, os consumo de drogas virou uma epidemia, criança de 12, 13 anos fazendo sexo e todo mundo achando normal, instituição do casamento falida, filhos contra os pais e cada vez mais sem limites, autoritários e violentos etc)

    Os evangélicos crescem porque o povo quer escutar que alguém defende a família, que quer resgatar valores perdidos, que a sua ausência causam tanto mal social.

    Esses políticos são sinceros? Acredito que a maioria não, mas têm o discurso que cai como uma luva pra quem ta vendo tudo desmoronando ao seu redor.

    Feliciano é um radical que floresceu (com respaldo popular) por causa de outros radicais, e o movimento gay é o mais agressivo deles.

  24. Caro amigo, uma vez suscitado o desejo por questões políticas ,torna-se inquestionável a necessidade de se escrever algo retratando a problemática gerada com o “pódio-constitucional” do ativismo gay, representada na PL-122. Sugiro que o título seja: “Vamos virar um Irã-rosa”. Se nós, brasileiros, deixássemos de procurar apenas as manchetes e averiguássemos os fatos, veríamos a leviandade deste Projeto de lei e saberíamos que quem está lutando pela igualdade de direitos são os mesmos acusados de homofobia e racismo. É natural que para os demais, o crescimento de outro grupo político cause preocupação. Entretanto, não havendo coação, apenas comoção eleitoral, isto ainda contempla a democracia. Por falar em “cabresto”, sugiro que em outro momento oportuno(talvez com a criação da próxima bolsa),fosse escrito algo sobre as 13 milhões de famílias que recebem o bolsa família, e o vertiginoso crescimento da base governista nas últimas eleições. De coração, gostaria de dizer PARABÉNS pela nova fase politizada do seu Blog, sei que as informações tecnológicas e demais curiosidades nunca se esgotarão, mas o atual cenário político exige a utilização de tais espaços para o pensamento racional e sem preconceitos. Obrigado.

    • Eu tenho um ou dois posts aqui totalmente dedicados ao perfidioso uso das bolsas-miséria como instrumento de controle das massas e angariamento oficial de votos usando a maquina publica. Eu meto o pau nisso desde sempre.

  25. Eu tenho medo de que extremistas e fanáticos transformem o país em um inferno literal.

    Não consigo deixar de pensar que pessoas que são tão contra os homossexuais, na verdade estão lutando contra a própria homossexualidade, não vejo outra explicação para alguém se importar tanto com o que os outros fazem entre quatro paredes…
    A mim não incomoda nem um pouco.
    E esse papo de que “é pela família” não cola.

  26. Boa Andre quando diz:
    Os evangélicos crescem porque o povo quer escutar que alguém defende a família, que quer resgatar valores perdidos, que a sua ausência causam tanto mal social.o discurso que cai como uma luva pra quem ta vendo tudo desmoronando ao seu redor
    Quanto ao casamento gay, é descaradamente anti-natural se olharmos pelo lado da “natureza animal”. Uma união totalmente inutil e que não acrescenta nada ao ser humano (evolutivo), neste caso. Mas por outro lado se for para aplacar os “estintos animais”, nada melhor que regulamentar a “parada”

  27. O estado é Laico e eu não tenho religião, pra que serve religião? Aos olhos de Deus cada um é o que é! Pastor corrupto, padre pedófilo ou ateu honesto. Amem a Natureza, sentem na beira do mar (praia) sintam e observem a Deus.

  28. Aqui em Curitiba só na minha rua tem 5 igrejas 4 evangélicas e 1 católica, pelo que percebo quanto mais pobre é um bairro mais igrejas tem. Será que é porque Jesus gostava de ficar entre os pobres?

    • QUanto mais oprimido é o povo, mais arraigado à religião ele é. A prova disso é que os países mais ricos do mundo mostram maior percentual de ateus.

  29. Isso está se tornando preocupante, esse religiosos ignorantes(são ignorantes porque acreditam em deus mesmo que não haja prova que exista algum) são capazes de tudo.

  30. Cheguei tarde no post mas deixo minha opinião registrada.
    Penso que não importa os lados, desde que exista o EQUILIBRIO. Como disseram, tudo que é demais acaba gerando algum tipo de conflito. Se tivermos um religioso extremista (não importa de qual seguimento partido etc) claro que ele vai puxar a vertente das ideias para o seu lado, da mesma forma que se tivermos um extremista das causas GLBTS ou qualquer outro tipo de movimento ele também buscará os benefícios para a sua causa.
    Acredito que qualquer pessoa que estiver em um cargo de poder político e influente principalmente em uma divisão como a de Direitos Humanos deve deixar crenças, crédulos, preferências etc de lado e ser IMPARCIAL e JUSTO visando o lado HUMANO, e digo isso no papel de Católico e Homossexual.

  31. faz sentido, o irã se tornou extremista pela mesma razão do afeganistão, foram invadidos por uma cultura de destruição, empobrecimento e hostilidade o socialismo, acho que estamos sendo invadidos pelo mesmo mal, só que com outros nomes e por isso nossos xiitas estão tão febris

  32. Amigo, você está muito equivocado. O considero esclarecido, criativo e “inteligente”, me solidarizei com sua situação na época do et 3d, mas saiba que pesquiso o assunto com seriedade e está claro que a única defesa que temos para não vivermos sob a sharia islâmica e nos tornarmos o Irã, é justamente o cristianismo. Pesquise sobre os tribunais islâmicos na inglaterra e o crescimento populacional e religioso islâmico. Conheça a alternativa ao capitalismo e cristianismo: o comunismo/socialismo marxista islâmico.

    • Quando digo que vamos virar um irã, não estou dizendo ao pé da letra, óbvio. Estou dizendo que há um aparelhamento religioso na política de um estado que deveria ser Laico e é cada vez menos.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.