Decote no telejornal do Líbano

Decote no telejornal do Líbano

Eu tava no youtube quando sei lá como, esbarrei num telejornal do Líbano Segundo me informaram, é na Albânia, e se fosse mesmo no Líbano ela seria apedrejada até a morte. Cara, olha só a roupa da apresentadora do programa:  Provavelmente isso deve dar uma audiência ferrada la no Líbano na Albânia, hahaha. Pra quem …

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10 tipos inesquecíveis das novelas da Globo

10 tipos inesquecíveis das novelas da Globo

Enquanto eu almoçava, passou na Tv uma propaganda da novela Mulheres de Areia, que está sendo reprisada no “Vale a pena Ver de Novo”.

A cena em questão envolvia o Tonho da Lua. Fiquei vendo aquilo, aquele jeito estranho de falar, os olhos arregalados do personagem e me lembrei de uma frase que ouvi certa vez do experiente ator e roteirista Chico Anysio:

O tipo sempre vence.

Chico Anysio é um cara sábio. Eu nunca achei muita graça dos personagens dele, mas é inegável que a frase acima, essa pequena conjunção de míseras quatro palavras, contém uma grande dose de sabedoria dramatúrgica. É uma verdade inquestionável. O tipo sempre vence. Sempre vencerá. Uma novela, filme, conto, minissérie ou seja lá que produto audiovisual ou editorial, sempre que houver uma figura suficientemente estranha e curiosa, ela atrairá a atenção do público como um poderoso ímã. Não é à toa que o tipo, como recurso de roteiro costuma ser usado no alívio da alta pressão dramática. Ele é a válvula da panela de pressão. E quanto maior a pressão nas cenas anteriores a do tipo, maior será a graça do personagem.
Evidente que alguns autores acabam usando o recurso além do normal, e tudo acaba forçado, com personagens estranhos demais, descambando o material para a bizarrice (o que às vezes funciona, vide Saramandaia) ou para um estilo pastelão, que funcionaria sozinho, mas que afeta a qualidade de uma novela de cunho mais dramático quando em excesso.
Nem sempre, o tipo é um personagem caricato ou engraçado. Ele pode simplesmente ter algo estranho, algo que o diferencie das pessoas do resto do elenco. Ele pode falar, ou ser chapliniano, ele pode ser estranho ter uma aparência esquisita, se transformar num monstro, ou apenas ser envolvido em algum mistério que desafia a lógica. Ele pode operar bordões, se meter em enrascadas, pode ser um bêbado que tem licença para falar as verdades que ninguém diz, ele pode ter um jeito estranho de falar ou apresentar graves defeitos morais (praticamente sempre perdoados). O Tipo quando bem conduzido é um perigo. Ele pode esfriar a tensão de uma trama, pode “roubar a cena” e pode também ser tão épico que ficará colado indelevelmente ao ator, afetando sua carreira, o que é um dos maiores medos dos profissionais do ramo não só no Brasil como no exterior, vide William Shatner, que raramente consegue escapar à gravidade do comandante Kirk, da Enterprsie.

Pensando nisso, resolvi elencar meus 10 tipos preferidos nas produções Globais. Está pela minha ordem de preferência.

1-Agostinho Carrara (A grande Família)
10 tipos inesquecíveis das novelas da Globo
Ator: Pedro Cardoso
Tipo de personagem: Malandro atrapalhado
Agostinho é um cara estranho. São suas características o jeito de falar que emenda uma palavra na outra, as sacadas para passar a perna nos outros, o jeito meio irresponsável, sua forma de vestir com roupas bizarras e cafonas e também seu bom coração. Sem Agostinho o seriado A grande Família perde mais de 50% da graça.

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Videogame mata? 10 mortes ligadas aos videogames

Videogame mata? 10 mortes ligadas aos videogames

Você acha que videogame mata? Eu como fã de videogames, não gosto da idéia de alguém pensando que o mesmo pode matar alguém. Mas de fato, tenho que reconhecer que existem mortes diretamente associadas aos videogames. Vejamos: 1- Morreu por jogar Starcraft Em 2005 um homem sul coreano chamado apenas como “lee” jogou tanto o …

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Triangulinho do prazer

Eu estou com a idéia deste post na cabeça desde o ano passado. Recentemente, deitadão na minha cama vendo tv, logo após testemunhar as maldades da Flora na novela, passou um especial de fim de ano da Globo chamado “Aline” e aí não deu pra segurar.

No especial, que de especial só tem o nome, uma menina camada Aline (Maria Flor) vive com dois namorados  Otto (Bernardo Marinho) e Pedro (Pedro Neschling). Otto ama Aline e é amigo de Pedro. Pedro ama Aline e é amigo de Otto. Seu único problema é a vizinha síndica que incorpora o estereótipo da velhaca defensora da moral e bons costumes, que condena o ato e uma potencial gravidez, que lhe ocorre e ela nem sabe quem é o pai. No final era alarme falso e tudo volta a ser (a putaria de sempre) como era antes. Nas palavras da Globo:

Na história, a jovem é uma moça descolada, com personalidade forte, ousada, tem dois namorados, sonha com o analista e faz teste de sofá com o novo morador do apartamento.

Triangulinho do prazer

Ficou claro pra mim a maneira parcial com que a televisão tenta determinar o que é socialmente aceitável e o que não é. Triangulos amorosos envolvendo dois homens e uma mulher me parecem mais aceitáveis do ponto de vista do entretenimento do que triangulos amorosos de um homem com duas mulheres.  Não estou aqui para apoiar ou condenar esta prática, mas apenas para registrar meu ponto de vista sobre algo que me soa como um certo poder oculto manipulatório das percepções sociais acerca do que é tabu numa sociedade moderna. Desde que virou moda menina beijar menina e o que até nos anos 70 era tema exclusivamente de pornochanchadas tornou-se algo banal (ou que pretende-se ser banal) eu venho tendo uma sensação de que existe uma inteligência por trás dos elementos midiáticos que busca propor novas formas de relacionamento.

É a era do ficar, onde as relações se baseiam no prazer hedonístico em detrimento ao relacionamento sólido. Novas formas de se relacionar são propostas por uma mídia cada vez mais formadora de comportamento do jovem, que por sua vez chafurda cada vez mais na mediocridade intelectual. Isso é amplificado por uma ausência cada vez maior dos pais, uma isenção e intenção de que liberdade é “faça o que quiser”. Isso tudo acontece em concomitância com a cristalização da idéia de que relacionamentos tradicionais são fadados ao fracasso. Seja no casamento, uma instituição declaradamente falida na Tv e em series, como nos relacionamentos de namoro, marcados por injúrias e traições de todos os tipos.

Eu não sei se você vai concordar comigo, mas acho que a Rede Globo quer estabelecer um padrão de conformismo (ou dessenssibilização social) com relação à questão dos triângulos amorosos.

Veja, não é de hoje que produtos da Vênus Platinada exploram este tipo de relação. Vamos puxar pela memória? O primeiro triângulo amoroso na Tv, focado em produção midiática para o jovem que eu me lembre foi Armação Ilimitada.

Juba era amigo de Lula, que amava Zelda Scott que amava Juba e Lula. Pra completar o fusuê, os três playmaluquetes adotam um órfão chamado “Bacana”.

Triangulinho do prazer

Isso aí é anos 80, e como diz a musiquinha da propaganda, ” O tempo passa, o tempo voa…”

Mas a putaria continua numa boa. A Globo colocou um triângulo amoroso do tipo HMH (homem-mulher-homem) em outra novela. Dessa vez, inovando um pouco com o lado gay do negócio.

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Pantanal reestréia no SBT e o bicho vai pegar!

O Silvio é maluco. O cara viu que a audiência do canal dele estava indo de mal a pior. Este fato foi amplificado pelo sucesso sem precedentes da Tv Record, o surgimento de canais como a Rede Tv e a exaustão da fórmula que o levou ao segundo lugar em audiência no país por muitos …

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