A arte da caça РParte 2

Antes de começar a ler este texto, sugiro que você leia a parte 1.

Um √īnibus¬†corta a estrada no entardecer…

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Eu desarmei a bomba at√īmica

Depois de passar uns dias com a minha esposa em Long Island, apenas pescando e me divertindo, eu havia esquecido completamente como o deserto √© frio de madrugada. A verdade √© que apenas as lembran√ßas dos √ļltimos dias me mantinham de olhos abertos. Eu estava morrendo de sono e preenchia um irritante formul√°rio de seguran√ßa, …

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O carpete vivo

Carpete √© aquele tro√ßo que todo mundo conhece. Peludinho, quente e -quando velho – m√°quina de causar alergia. Mas ao que parece o carpete evoluiu! D√° uma olhada nesta sensacional id√©ia: Um japon√™s chamado Makoto Azuma em parceria com a empresa Unitika Inc.inventou um carpete que √© feito de plantas. Vivas. O tro√ßo na verdade …

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Eles vivem na beira do abismo

Eles vivem na beira do abismo

Existem pessoas que tem medo de altura. Certos lugares do mundo n√£o s√£o, digamos, apropriados para estas pessoas. Isso porque corajosos moradores habitam faixas paralelas a verdadeiros penhascos. Tem que ter uma boa dose de coragem para morar nesses rochedos. Confira:

Monges na beira da montanha

Eles vivem na beira do abismo

Constru√≠do h√° mais de 1400 anos nas montanhas Jinlong, na prov√≠ncia de Shanxi, o monast√©rio √© √ļnico! N√£o somente por sua complexidade arquitet√īnica, erguido na beira de um precip√≠cio , mas tamb√©m por sua riqueza de elementos, misturando detalhes tao√≠stas, confucionistas e budistas.
O monast√©rio √© composto de diversos pavilh√Ķes que se fundem nas forma√ß√Ķes rochosas naturais e que s√£o interligados por passarelas, corredores e escadas.

Eles vivem na beira do abismo
Favorecido pela altura que lhe protege das inunda√ß√Ķes, da chuva e da neve pelas escava√ß√Ķes nas rochas, e do calor pelas montanhas ao redor, o monast√©rio continua erguido por todo esse tempo. fonte

Parece até matte painting!

Eles vivem na beira do abismo

√Č inacredit√°vel, mas isso √© uma foto. Este monast√©rio fica na beira de um precip√≠cio, numa altura de 1000 metros das pontiagudas rochas l√° em baixo. O Monast√©rio da foto fica no But√£o. Segundo a lenda o segundo Buda, Guru Rinpoche foi quem o construiu em 1692. O monast√©rio budista, admite um limitado n√ļmero de turistas para per√≠odos de medita√ß√£o. Pra quem tem sangue frio. Haja medita√ß√£o!

N√£o deixe de conferir o resto do post! Tem muita coisa louca aqui!

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De volta para o futuro e o skate levitador

Quem n√£o sonhou em ter aquele skate que levita do Marty Mcfly? Eu sonhei, e hoje dando uma olhada num dos sites que eu leio, me deparei com o depoimento de um cara que realmente acreditou que aquele skate existia. Na verdade, ele apenas foi mais um dos milh√Ķes de meninos que realmente acreditaram naquela …

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O tubo antigravitacional

O Gilberto Canabarro me escreveu enviando este link do “tubo antigravitacional”. Ele me perguntou se eu -um cara que mexe com efeitos digitais e que trabalha com o trem que levita – saberia dizer se isso √© 3d ou n√£o. Ora Bolas. Assista ao video. Voc√™ acha mesmo que soltando umas pecinhas de metal dentro …

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Quer ver um 3d bem feito?

Isso sim √© propaganda com computa√ß√£o gr√°fica. O resto √© conversa fiada. Voc√™ n√£o vai acreditar… Quer dizer, Vai, mas vai ter horas durante o v√≠deo que voc√™ vai pensar… Ah, n√£o. N√£o √© poss√≠vel ser tudo 3d. * *Editado: E n√£o era mesmo. Quando fiz este post ainda n√£o havia sido liberado o making …

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O indiano sinistro que est√° sem comer nem beber h√° mais de 60 anos

O indiano sinistro que est√° sem comer nem beber h√° mais de 60 anos

Eu fui ver Discovery Channel antes de dormir ontem e desde que eu vi o programa sobre um garoto que resolveu dar uma de Buda e jejuar completamente em medita√ß√£o por seis meses, n√£o tirei aquele tro√ßo de cabe√ßa. At√© o momento em que vi o document√°rio, eu tinha a pura convic√ß√£o-ocidental-cientificista que seria imposs√≠vel …

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Cart√£o de visitas – Criatividade sem limites

Volta e meia eu recebo um cart√£o de visitas daqueles do tipo mais nauseabundo, que basta a primeira olhada para ver que foi feito no Word usando a impressora jato de tinta com um papel de quinta e aquela maldita serrilha nos quatro cantos do cart√£o n√£o negam a economia.

Quando questionados, 99,9% dos portadores deste tipo de merda, digo, de cart√£o, alegam que o fizeram por motivos econ√īmicos.
Isso √© cl√°ssico. O cara tem grana para sair todo fim de semana. Para viajar para cidade de praia. Para fazer churrasco com os amigos da pelada. Mas na hora de investir na imagem, no neg√≥cio, √© a√≠ que o feladaputa resolve fazer economia. √ą como no site da firma que ele pediu para que o guri, o afilhado da mulher dele fizesse na ‚Äúamizade‚ÄĚ em troca de um chopp.
Salvo algumas exce√ß√Ķes o empres√°rio brasileiro guarda ainda alguns resqu√≠cios de tempos mesquinhos, onde cada economia de um centavo conta. O governo nacional funciona na mesma l√≥gica. Economiza no que n√£o pode e gasta garboso no que tamb√©m n√£o deveria.
Nada pode destruir uma imagem t√£o r√°pido quanto um cart√£o de visitas mal feito.
Bem, talvez s√≥ aquela sua foto no churrasco de fim de ano, dan√ßando “cara-caramba-cara-cara√ī” em cima de uma mesa, completamente b√™bado usando apenas uma tanguinha enfiada no r√™go. Mas fora isso, o dano provocado por um cart√£o de visitas vagabundo √© quase t√£o terr√≠vel quanto praga de m√£e e de madrinha.
Outro tipo detest√°vel √© aquele que voc√™ recebe e v√™ que ele foi feito num papel fotogr√°fico. Um papel fino. ( n√£o na qualidade mas na gramatura) coberto com aquela superf√≠cie lustrosa que ilumina as cores. E que cores! Uma profus√£o delas em imagens quase sempre chupadas de bancos de imagens. Muitas vezes at√© mesmo com as marcas d¬ī√°gua. Ou ent√£o, Sob aquele belo letreiro cheio de sombra do Corel Draw, a cara – for√ßosamente s√©ria – do dono do cart√£o. Desses ent√£o d√° vontade de Rauuuuuuuulgu√©√©√©√©√©√©√©√©…( Isso foi minha onomatop√©ia para “ter um filho pela boca”)
Tem certas coisas que a gente fica at√© impressionado. Eu j√° recebi cart√Ķes de visita de muita gente, e uma vez eu recebi um que era com um materail de primeira. Impress√£o boa, papel bom… Mas o design, meu irm√£o… Esse sim era de “catiguria”.
Num √ļnico cart√£o, naqueles nove cent√≠metros, estavam nada menos que seis fontes diferentes, todas incompat√≠veis entre si. Ao fundo, uma bela coisa sem forma. Uma arte moderna vetorial com milhares daqueles del√≠rios de Ilustrator que se baixa aos borbot√Ķes e que s√£o a marca registrada do p√≥s modernismo do design gr√°fico. Nada como uma merda cara para exibir o quanto sua empresa pode torrar sem se preocupar com o qu√™.

Este tipo de cartão dá uma mensagem simples: Meu dono é um mane que se acha esperto, mas é um otário que cai em modismos. Por favor, tire dinheiro dele! Chamem o Hans Donner!
√Č intrigante pra mim como pode uma empresa negligenciar a pr√≥pria imagem ao ponto de fazer certas trapalhadas.
Outra coisa que n√£o pega bem em cart√£o de visita, (pelo menos eu n√£o gosto) √© “dizer evang√©lico”. S√£o v√°rios. Tem do pequeno, do grande, do aparentemente sem sentido. S√£o aquelas mesmas frases que tem na porta da casa do cara. Bem como nos vidros (todos eles) do carro, num adesivo na B√≠blia dele, no livro caixa da empresa e por onde ele passa. A vida do cara √© lotada de ‚Äúdizer evang√©lico‚ÄĚ para todo lado.
Quando pinta a necessidade de fazer o cart√£o da firma, ele tem a brilhante id√©ia de inovar e… Taca um ‚Äúdizer evang√©lico‚ÄĚ bem no cart√£o de visitas.

Olha, nada contra os evang√©licos. Cada um leva a vida que quer e eu n√£o tenho nada com isso. Mas eu n√£o gosto. Eu acho que f√© √© uma coisa, propaganda religiosa √© outra. J√° pensou se os satanistas come√ßam tamb√©m a colocar coisas do chifrudo nos cart√Ķes? E os indianos? Onde ficaria o nome com mais de mil deuses diferentes?
Outro dia, um cara me deu um cart√£o. Na frente era normal, mas atr√°s… Atr√°s, meu, era um dizer evang√©lico t√£o grande que me senti na aula de catecismo.
A√≠ √© fogo. Ou voc√™ vai vender a si mesmo, sua companhia, seu trabalho, ou vai vender a sua igreja. Mas venda em cart√Ķes diferentes, porque dizer evang√©lico em cart√£o de visita n√£o fica bem nem mesmo para cart√£o de pastor. Se voc√™ tem f√©, √≥timo. A f√© √© sua, inabal√°vel e inalien√°vel. Parab√©ns.
E ela não aumentará e nem diminuirá sem isso no seu cartão. A menos que sua idéia seja estampar um rótulo social de honestidade e benevolência, malandramente se aproveitando da sua religião para vender este conceito subliminar. E isso não é nada bonito.
Um cart√£o √© uma poderosa arma de marketing. Em geral, um cart√£o de visitas tem como objetivo lembrar a seu interlocutor com quem ele falou. Quem era voc√™ e de que empresa, bem como deixar seus contatos. Nada √© mais escroto que deixar seus contatos naquele guardanapo borrado de gordura do restaurante. Tirando mo√ßoilas apaixonadas por galalaus rom√Ęnticos, ningu√©m guarda guardanapos com n√ļmeros de telefone de empres√°rio fundo de quintal, meu chapa.
Seu nome, seu tel, sua empresa. Objetivamente é isso. Mas na prática, como tudo na vida, é bem mais, muito mais.
Um cartão pode transmitir valores inconscientes para seu interlocutor. Ele funciona como um discurso velado que diz quem você ( e sua companhia) são em menos de um segundo. Menos de meio segundo. Na hora. Vapt-vupt.
A maioria dos objetivos valorais de um cart√£o s√£o os mesmos. √Č o “arroz com feij√£o”. Todo mundo quer que o cart√£o transmita:
‚ÄĘ Confiabilidade
‚ÄĘ Seguran√ßa
‚ÄĘ Honestidade
‚ÄĘ Compromisso
Mas existe uma outra parada. Uma percepção de valor indireta que pode ser adequada a cada companhia, cada perfil pessoal ou de empresa. E isso que funciona para uma pode ser um desastre total para outra. Quer ver?
Uma ag√™ncia de publicidade pode ter um cart√£o feito num material pl√°stico semi-transparente, com bolinhas de cores c√≠tricas e uma fonte divertida. Pega bem. √Č uma coisa jovem, transgressora na medida certa para impor a sua criatividade, sagacidade e inova√ß√£o.
Agora imagine usar este mesmo cartão para um antiquário, uma joalheria chique de Frankfurt, um banco suíço de 200 anos ou um hotel para pessoas podres de ricas na Bavária?
Pega mal, claro.
Empresas assim querem transmitir as mesmas id√©ias de confiabilidade, seguran√ßa, honestidade e compromisso da ag√™ncia, mas a percep√ß√£o de valor √© outra. Por isso, o cart√£o provavelmente ser√° algo em papel tradicional, usando uma fonte serifada cl√°ssica com cores s√≥brias e – quando muito – alguma beiradinha dourada para ressaltar a elitiza√ß√£o da empresa, exalando em ouro seu lastro econ√īmico.
Então é importante pensar sobre a natureza do seu negócio. A imagem que você quer que seja transmitida. Esta é uma poderosa comunicação. Invisível, mas altamente pregnante.
Estude seu alvo. Não copie um cartão só porque achou bonito. Contrate um designer.
Mas n√£o fique s√≥ nisso. Entenda a import√Ęncia do seu cart√£o (e de todo o resto) da imagem da sua empresa para seu neg√≥cio. Isso √© fundamental, porque um cart√£o sempre vende. SEMPRE.
Se o seu cartão é feito no Word, com aquela merda de impressora matricial toda falhada do seu sobrinho, com tudo centralizadinho, seu cartão vai vender essa imagem. E essa imagem vai grudar de tal modo em você que atrapalhará seus negócios. Vai manchar o conceito da companhia. O cliente ( que naturalmente já viu um cartão 1000 vezes melhor do seu concorrente) vai olhar e pensar: Se ele cuida da própria imagem assim, o que dirá com os clientes! E eles logo fugirão de você como só os políticos fogem das auditorias contábeis.
Bem, eu escrevi isso tudo s√≥ para servir de pre√Ęmbulo introdut√≥rio para uma galeria de interessantes e curiosos cart√Ķes de visita do mundo todo. Mas aviso logo que s√£o muitas imagens e que se sua conex√£o √© “meia-boca” sugiro pensar duas vezes ates de clicar aqui √≥:

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