Em 3 minutos e com com apenas 1 deputado em plenário, CCJ aprova 118 projetos

Em 3 minutos e com com apenas 1 deputado em plenário, CCJ aprova 118 projetos

Eu confesso à vocês que estou começando a chegar a conclusão de que nós todos estamos participando de uma pesquisa psicológica. Certamente, existe algum tipo de entidade superior que está usando o povo brasileiro para verificar em qual grau as pessoas podem ser ridicularizadas e escarnecidas sem que se revoltem e reajam violentamente como ocorreu na Revolução da França em 1789.

Não me parece haver outra explicação logica para certas atitudes dos políticos: Eles querem morrer.

Eles estão pedindo, implorando para uma revolta popular em larga escala, que uma vez desencadeada não irá deixar sobreviventes nessa classe miserável de gente abjeta que se locupletam com o dinheiro retirado do bolso do povo que trabalha. Não sou eu quem diz. É a História da humanidade. Ela está repleta de revoltas violentas que ocorrem quando o povo é pressionado por governantes déspotas. Para que isso ocorra no Brasil, só é necessário que eliminem o futebol e o samba.

Veja só este artigo:

BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, numa sessão meteórica de pouco mais de três minutos, aprovou, na manhã de quinta-feira, 118 projetos. O deputado Luiz Couto (PT-PB), o único presente, foi chamado com urgência na comissão para ter pelo menos um parlamentar no plenário da CCJ. Quem presidiu a sessão foi o deputado Cesar Colnago (PSDB-ES), terceiro vice-presidente. Quando Couto chegou, Colnago declarou: “havendo número regimental, declaro aberta a reunião”. Para abrir uma sessão na CCJ, a mais numerosa e mais importante da Câmara, são necessárias assinaturas de 31 deputados. Esse quórum existia, mas todos assinaram e foram embora, como ocorre em todas quintas-feiras.

Os projetos foram votados em quatro blocos: de 38 (concessão de radiodifusão), de 09 (projetos de lei), de 65 (renovação de concessão de radiodifusão) e de 06 (acordos internacionais). A cada rodada de votação, Colnago consultava o plenário, como se estivesse lotado.

Os deputados que forem pela aprovação, a favor da votação, permaneçam como se encontram.

– Os deputados que forem pela aprovação, a favor da votação, permaneçam como se encontram.

Sentado na primeira fileira, Luiz Couto nem se mexia.

Em outro momento, Colnago fez outra consulta ao plenário:

– Em discussão. Não havendo quem queira discutir, em votação. Aprovado!

Declarada encerrada a sessão, Colnago dirigiu-se a Couto:

– Um coroinha com um padre, podia dar o quê?!.

Couto é padre e Colnago revelou ter sido coroinha na infância.

A secretária da CCJ, Rejane Salete Marques, também fez um comentário:

– Votamos 118 projetos! – disse para logo depois dar risadas.

E Colnago continuou, falando com Couto:

– Depois diz que a oposição não ajuda…

Além das centenas de concessões e renovações de radiodifusão, a CCJ aprovou, neste pacote, acordos bilaterais do Brasil com a Índia, Libéria, Congo, Belize, Guiana e República Dominicana. Entre os projetos de lei, há um que trata de carteira de habilitação especial para portadores de diabetes e até a regulamentação da profissão de cabeleireiro, manicure, pedicure e “profissionais de beleza em geral”.

fonte

A finalidade básica da “Comissão de Constituição e Justiça”  é examinar cada projeto para verificar se esta de acordo com os preceitos da Constituição Brasileira e da legislação aplicável. Logo, quando dois deputados se arroubam ao direito de decidir acerca de todos os itens da pauta, eles estão escarrando na ética profissional, na Constituição Federal e na cara do povo brasileiro.

Onde está a reflexão? Os estudos, as discussões, a análise do mérito de cada um dos projetos? Você acredita que em 3 minutos seja factível examinar 118 proposições? Nem eu. Isso não seria possível nem se eles fossem clones do Chuck Norris. Dá MENOS DE DOIS SEGUNDOS POR PROJETO.

É óbvio que se fosse em qualquer país um pouco mais sério que esta esculhambação geral chamado Brasil, os dois seriam exonerados e expulsos AD ETERNUM da política. Igualmente, deveriam ser expulsos os demais que assinaram o ponto (obviamente para receber o dinheiro que não deveria lhes ser pago) e foram embora. CRIME!

Quer saber quem deu no pé? Aqui está a lista.

Este episódio em que apenas dois políticos colocam em votação e decidem sobre o futuro de nada menos que 118 projetos de importância nacional, decidindo o futuro de milhões de reais e por tabela, de milhões de pessoas envolvidas, revela duas coisas importantes:

  1. Se poucos políticos podem decidir coisas importantes, por que diabos nós temos que sustentar 513 vagabundos deputados e mais 81 filhos da puta senadores?
  2. Se tantos projetos podem ser decididos tão rapidamente, por que será que existem projetos importantíssimos para o país que estão empoeirando nas gavetas da Câmara?

Leia maisEm 3 minutos e com com apenas 1 deputado em plenário, CCJ aprova 118 projetos

Onde que vamos parar?

Eu vi isso no Trankeira e fiquei bolado.Essa é a famosa “festa estranha com gente esquisita”Meu, Deus, onde isso vai acabar?A violência só aumenta, e a incompetência política é proporcional à violência.Assista o video, você ficará indignado. Mas a parte que dá mais ódio é o comentário do Joelmir Betting no fim da matéria.