Alien – Parte final

Olá, pessoal. Promessa é dívida.

Aqui está (aos trancos e barrancos) a parte  de conclusão do boneco do alien.

Se você não viu as partes anteriores, aqui estão a parte 1 e a parte 2 e a parte 3.

Hoje de manhã ele estava assim:

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O boneco já estava assado e pronto para a pintura. Comecei aplicando uma camada de tinta preto-ébano acrílico. Eu uso muito essas tintas acrílicas de tubo, que se usa para pintar tela. Elas são espessas e brilhantes, mas podem ser diluídas facilmente com água. Não fedem como o óleo e o esmalte e pelo fato de estarem em tubos duram muuuito, o que é economicamente um bom negócio.

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Esta primeira capa de preto tem que ser com a tinta bem diluída, porque o boneco tem particularidades de muitos detalhes, e se a tinta estiver grossa demais, pode cobrir os detalhes finos como se fosse uma massa, (isso é um efeito colateral útil quando a peça tem pequenas rachaduras) mas neste caso aqui teve que ser bem diluída mesmo.  EU uso um secador de cabelos para aquecer o boneco um pouco antes de pintar, de maneira que quentinho, a tinta adere melhor a ele (não sei o porquê disso)

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Eu poderia ter usado o aerógrafo para acelerar esta etapa, mas como eu estava sob suspeita de penumonia, preferi não arriscar e fui com pincel mesmo.

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Fazendo o Alien – parte 3

Se você não viu as partes anteriores, aqui estão a parte 1 e a parte 2.

Já começo pedindo desculpas pelo meu sumiço. Alguns leitores chegaram a ficar preocupados com meu desaparecimento temporário. Ele se deveu a uma coincidência infeliz de situações que acabaram contribuindo para que eu não pudesse escrever no blog desde a semana passada.  Eu viajei no final de semana para a casa da minha sogra e lá eu soube que minha avó tinha dado um piripaque bizarro que baixou hospital em estado gravíssimo.  De fato ela quase morreu e os médicos temiam que fosse um câncer daquele tipo  agressivo no intestino. A coisa foi tão seria que não teve tempo nem de fazer diagnostico com imagem, os caras abriram minha vó para olhar o que tinha dentro dela. Felizmente, minha avó que já passou dos oitenta só tinha uma hérnia que travou o intestino dela, e um pedaço dele necrosou. Os caras removeram o pedaço morto, fizeram um conserto lá e agora ela está boa, se recuperando bem. Mas nesse ínterim, minha mãe também tinha operado os dois olhos, e então eu fui lá em Três Rios dar uma força pras duas e ainda ver o meu avô que já convive com um câncer há mais de dez anos e entrou nos “capítulos finais” recentemente, coitado. Quando voltei, o trabalho havia se acumulado, tive umas reuniões, e pra piorar, eu estava com uma gripe maldita que peguei na casa da minha sogra.  Como eu vou entrar de férias amanhã, precisava dar conta de entregar um monte de coisas, falar com varias pessoas e isso tudo afetou o andamento do blog.

Mas vamos deixar de conversa fiada, e vamos ao alien. Hoje, finalmente eu pude trabalhar nele. A primeira coisa que eu fiz foi remover as mãos da blocagem para colocar mãos novas no monstro.

Para fazer isso eu pego um arame fino e flexível, como este:

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Com um alicate de bijuteria, daqueles de ponta cônica, eu tranço o arame até formar a estrutura da mão. É importante que seja bem traçado, para que fique bem apertado e permita que a massa grude legal na armação.
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Fazendo o Alien parte 1

Fazendo o Alien parte 1

Conforme eu havia dito no ultimo post, eu resolvi esculpir o Alien. A primeira coisa que eu fiz foi sair pela internet recolhendo boas referências do monstro. Como ele é uma criatura bastante conhecida, está em filmes, quadrinhos, videogames, alguns e tem até blogs inteiros dedicados ao monstro, está cheio de referências legais da criatura na internet. Esta é a parte mais fácil e gostosa da brincadeira.
Depois que recolhi bastante imagens legais do alien, eu comecei a observar com mais atenção as muitas variações que existem no design da criatura. Ela varia de filme para filme, graças ao fato de que esta forma de vida alienígena não tem uma forma fixa. Ela necessita de um hospedeiro para desenvolver seu ciclo evolutivo e no processo, ela mistura o DNA dela com o do hospedeiro, e isso afeta em graus diferentes o resultado morfológico da criatura. Graças a este peculiar detalhe, fica mais legal esculpir o alien, porque diferente de fazer uma pessoa, ator ou criatura que já existe, não há certo ou errado na modelagem do alien. Ela também oferece assim uma margem para a criatividade do escultor que pode experimentar com variações diversas na estrutura do monstro.

Como a pose que eu resolvi fazer é do alien se esgueirando perto do chão, (do jeito que ele corria pelas tubulações da Nostromo), uma peça com a linha de ação (linha de ação é uma linha imaginária que guia o olhar da pessoa que contempla uma escultura ou um desenho) praticamente horiozontal, eu ja sabia que isso me causaria dificuldade para modelar os intrincados detalhes do alien na parte do peito, que ficaria perto demais da base, voltado para baixo.

Assim, a solução que eu encontrei para detalhar esta parte, é fazer a peça em dois momentos distintos.

Comecei usando uma base diferente da que sempre uso. Esta base é própria para escultura e se chama Lazy Susan. Ela tem dois discos, e com isso ela pode girar. Além deste detalhe, ela vem com um suporte metálico regulável que é uma espécie de braço que segura a peça. Isso serve para não precisar estruturar tanto uma escultura, de modo que você prende o boneco pela coluna naquele suporte e isso torna as coisas mais fáceis.

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No caso, eu estou usando esta base porque o suporte regulável é justamente o que me permiturá ficar o alien “levitando” numa posição que eu possa esculpir na parte inferior dele. Com uns arames vagabundinhos de aço e de alumínio que eu já tinha aqui eu fiz um esqueleto bem chulé, para marcar a posição.

 

 

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O arame da coluna é o de aluminio, mais reforçado (que ainda é mole pra dedéu) que o arame fino de aço que eu tinha. O arame prende na estrutura regulável da base pelo fiofó do alien.

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Frankenstein

Frankenstein

Eu tava com um tempo sobrando hoje e resolvi dar uma esculpidinha, para testar a polyclay Bozzi. Eu já tinha comprado ela fazia um tempo, e ate tinha feito uns testes básicos de cobrinha, minhoquinha e pizza.  Inicialmente era uma massa que não me impressionou muito, mas hoje como era o que eu tinha, resolvi …

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