Uma fábrica de brinquedos na China

O tão esperado dia das crianças vem chegando e com ele, o sonho de brinquedo de muitos bacuris se aproxima da realidade, ou da decepção, em certos casos.

É inegável que os pais, pelo menos os da classe média, são altamente afetados por este tipo de marketing que gerou o dia dos pais, dia das mães, dia das crianças, e agora quer implantar o “dia da sogra” como uma data presenteável.

Como se já não fosse suficiente a páscoa e seus ovões de chocolate (a mídia e o marketing querem que você pense que quanto maior o ovo, maior seu amor pelo presenteado) o natal e seus milhões de comerciais com velhinhos de óculos sorrindo com panetones ou chester bolinha nos braços, o ano novo e suas roupas brancas com detalhes em prata, e as cores da moda para atrair de tudo, menos desgraça, o carnaval e a cerveja, e seus pacotes de viagem, seus hotéis com traslados, os ingressos, os abadás e as lembrancinhas de lugares longíncuos o início das aulas e os materiais, cadernos, mochilas, livros. As épocas de gastança se espalham pelo ano.

O fato, meus amigos é que somos engrenagens de uma maquina que não se sustenta. Uma bicicleta gigante que está em permanente pedalar para não cair. Somos forçados pela lei do consumo capitalista. Bem, isso não é necessariamente uma constatação tão ruim, uma vez que, sob certos aspectos, até na natureza o consumo é praticado. Pelos menos nós já saímos da fase de consumir uns aos outros.

Aí vem a pergunta fatídica : Será?

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