Piloto de Asa Delta pula e larga passageiro sozinho no ar

Isso é o que eu chamo de sacanagem da melhor qualidade.
Imagina só a cena. O gringo vem ao Brasil, hospeda-se num daqueles hotéis caríssimos, paga uma nota pelo city tour, onde passa em comboios no estilo de safaris pelo centro do Rio e demais cartões postais. Aí o passeio termina na pedra da Gávea, onde o turista resolve fazer um vôo de asa-delta, do mesmo jeito que mais de mil turistas fazem todo ano.
Pois bem. eles se aprontam, o turista é orientado a correr o máximo que puder com o instrutor. Com uma certa apreensão(cagaço) o turista corre (franca expansão do cagaço) e joga-se no vazio, confiando na habilidade do instrutor.
Ele abre finalmente os olhos e vê a cidade, pequenininha lá em baixo. (o cagaço aumenta)
A asa delta começa seu vôo fazendo o primeiro giro. É neste momento que o turista olha e vê que o instrutor está desconectado da asa-delta. ( o cagaço cresce ainda mais)
O instrutor olha pra ele, sorri e salta no ar, abrindo o pára-quedas.
O turista, que nunca tinha visto uma coisa como aquela olha ao seu redor e percebe que está completamente sozinho a centenas de metros do chão, voando às cegas numa asa-delta. (cagaço no clímax)
Ele não sabe fazer nada e apenas agarra-se o mais firme que pode na asa-delta, que embica em um mergulho em direção a floresta. O turista se choca com uma árvore. É o fim da aventura. (cagaço-overflow)
Leia a notícia e depois, veja o vídeo:

Descobri essa no Omedi

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10 comentários em “Piloto de Asa Delta pula e larga passageiro sozinho no ar”

  1. Completamente sem noção, o video n diz muito mas pareçe q o instrutor n tinha se fixado bem na asa delta.
    Pode ver q os espectadores estão preocupados com o instrutor e só depois q ele se salva q eles lembram do passageiro hehehe.

    E Kling continue com o ótimo trabalho kra, visito o Blog td dia, eh meio q leitura antes de durmir XD

  2. Imagina o cagaço do infeliz ali. O instrutor tinha que perder a licença mesmo. è igual alpinista. O alpinista não esquece de se amarrar. Por motivos óbvios, hehe. Foi irresponsabilidade do cara.

    Valeu mesmo por vir ler essas maluquices aqui, cara. No que depender de mim, tentarei segurar seu sono. Um abraço.

  3. Não quero defender o Alpine (o nome do piloto que, por sinal, nem conheço), mas como piloto de vôo livre, eu sei o que estou dizendo.

    O piloto fez a maior cagada do mundo ao não fazer o check completo da decolagem: ele simplesmente se esqueceu de conectar-se à asa. Quando decolou, ele ficou se segurando com as mãos e só. Dessa posição é impossível fazer o “stall” necessário para pousar. Sem ter como aterrisar, ao invés de se jogar e “foda-se, antes ele do que eu”, ele guiou como pôde a asa e escolheu uma altura alta o suficiente para que seu pára-quedas abrisse e baixa o suficiente para a Asa não cair com muita velocidade.

    Fazendo isso, ele salvou a própria vida assim como a do passageiro, que não conseguiria se desconectar sozinho acionar o reserva.
    Só para esclarecer, o erro foi o descuido na decolagem e não a forma do “pouso”.

    Ele deve ficar suspenso por 1 ano ou 2 até poder fazer vôos duplos novamente. Acho justo. Quem sabe até lá ele aprende a fazer uma checagem correta e completa.

  4. Que nada…

    Ele ainda quis andar de novo no dia seguinte so que o pessoal não deixou…
    Eu vi o video no jornal… Tudo bem que foi perto das arvores, mas imagine se fosse no meio do caminho??

    OBS: Sempre leio esse Blog, valeu por não nos abandonar Philipe 🙂

  5. ahah, é o ápice da falta de responsabilidade. mas ao menos o turista não morreu – imagine se tivesse morrido, o problema que seria, pro instrutor, e pro turismo carioca.

    e no fim do video, o cara do rádio fuma um baseado numa boa.. talvez seja esse o motivo do descuido 😉

  6. Em primeiro, Em 30 anos de São Conrado só houve 1 acidente fatal envolvendo o vôo duplo.

    Segundo, o Alpine é um dos maiores pilotos e instrutores do vôo duplo do mundo. Piloto de renome e conhecido internacionalmente.

    Concordo com a punição dele, pois existe um ritual a ser seguido antes da decolagem e houve uma negligência dele nesse cuidado. Mas há de observar também e isso poucos sabem da pressão poucos minutos antes da decolagem. Alpine viu a camera desajustada e se desengatou várias vezes. Na ultima vez os pilotos ficaram fazendo pressão para ele decolar, pois havia muitos duplos a serem feitos. E ele intuitivamente se sentiu conectado – mas só o fato de sair e voltar várias vezes para consertar a câmera já havia quebrado o ritual.

    Como assim? Se sentiu conectado? Imagine então vc saindo de casa e não colocando o cinto de segurança, dirige vários quilometros até que a policia lhe pare e lembre que vc não está com o cinto.

    Alguns pilotos já decolaram desengatados e conseguiram chegar na praia sem problemas, inclusive o Robson Caetano (o atleta) em vôo solo. O Alpine não teve essa força naquele momento e fez a melhor maneira para salvar sua vida e a vida de seu cliente.

    Foi um sério incidente, mas que serviu para coibir alguns abusos existente na rampa de São Conrado que virou comércio em vez de atividade esportista.

    Desculpa esse coment com atraso, mas estava procurando um gif e vim parar no seu blog. Sou aluna de vôo livre na modalidade parapente com o Marcelo Almeida e fui aluna do Alpine em asa delta.

    É um excelente profissional.

  7. Todo profissional está sujeito a cometer erros. Isso é inerente a qualquer profissão. Mas a coisa complica quando o profissional é tão experiente. E quando envolve passageiros. Seja no vôo da Tam, seja no acidente com Alpine, houve um descuido sério que poderia acabar em morte.

    Acidentes não ocorrem devido a apenas um único erro. Mas sim pela conexão de vários erros.
    Os sistemas devem ser monitorados de diferentes maneiras para minimizar os riscos. Se isso é algo recorrente como você diz, então o vôo de asa delta no Rio não tem segurança e deve ser proibido até que as providencias de segurança e os procedimentos envolvidos tenham um método definido que reduza completamente os riscos.

    O que não dá é pra usar a fama ou a eventual experiência pregressa do piloto para justificar faltas graves como esta. São vidas sendo colocadas em risco.

    Acho que a federação de vôo livre devia paralisar as atividades no Rio e instaurar um processo. Além disso contratar uma consultoria em confiabilidade humana para estabelecer as estratégias de minimizar os riscos do vôo de asa delta.

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