Subscribe

Conheça Amazon Eve, a modelo mais alta do mundo

January 29th, 2010 4 Comments

Ela mede 2,13 metros e ficou conhecida como a  modelo mais alta do mundo.

Amazon Eve de 32 anos, não é só uma mulher muito alta, mas também muito bonita. Ela é toda proporcional e as pessoas perto dela sentem-se como meros brinquedos de uma mulher gigante. Amazon é personal trainer e mora em Los Angeles, California. Esta foto abaixo não é photoshop:

A última modelo gigante que passou aqui pelo mundo gump foi Caroline Welz, a modelo gigante da alemanha, com 2,06:

Para aqueles que gostam de fartura, namorar uma mulher assim é uma beleza. O único inconveniente é sempre acabar virando ponto de referência.
Falando em modelo gigante, eu achei acidentalmente umas fotos digamos, “peculiares” de um casal não muito tradicional. Confira:

fonte

Isso que eu chamo de carne mal passada

January 29th, 2010 28 Comments

Eu fiquei estarrecido em saber que na China, quanto mais fresco o peixe, mais valor ele tem. Esqueça essa conversa de olhar os olhos, as guelras. Na China, o animal tem que estar ainda vivo, se mexendo no SEU PRATO!

Para isso, os caras lá fritam o animal ainda vivo, mas não fritam completamente, pois isso tiraria o prazer mórbido do chinês de ver sua comida agonizar lentamente enquanto é lentamente esfacelata dom hashis – palitinhos usados como talher.

O video é impressionante e me dá uma certa estupefação de ver o mórbido prazer com que algumas pessoas encaram a morte dos animais. Mesmo que para a alimentação.

O peixe acima é uma carpa. Como as carpas conseguem viver em lagos com baixa oxigenação, elas desenvolveram a capacidade de aspirar ar fora da água. Isso faz com que estes pobres peixes sofram muito mais, pois demoram mais tempo para morrerem sufocados. Para deleite dos comensais.

fonte

Mas se você acha nojento que os caras comam um peixe ainda se mexendo, ficará realmente horrorizado ao descobrir que eles comem outras “iguarias” como o coração – ainda batendo – de um SAPO:

A fantástica arte de Mattew Albanese

January 28th, 2010 8 Comments

Mattew albanese é um fotógrafo que ficou conhecido por obter fotos interessantes, de lugares tão impressionantes como na frente de um jorro de lava de vulcão, em uma casa em chamas, em Marte e no congelante ártico!

Como ele consegue isso? Simples. Mattew tem um quarto bem grande em sua casa onde constrói maquetes usando produtos do dia-a-dia. Estas fotos acima não são de paisagens reais. Elas são feitas em casa. Confira alguns exemplos da engenhosidade deste cara:

A primeira paisagem é feita com fibras de algodão, as montanhas ao fundo são feitas de massa corrida de parede.As nuvens são feitas de algodão iluminado.

A paisagem de Marte é feita com Páprica, gesso e outros temperos.

O vulcão é feito com massa corrida, tinta fosforecente e algodão iluminado com uma lâmpada de 60watts

A casa pegando fogo é apenas uma maquete com móveis usados em casas de bonecas

A aurora boreal doi feita com um raio de luz passando através de uma cortina preta, na frente de um painel perfuado por onde a luz do sol passou criando as estrelas. Ele recortou o negativo de uma foto de árvores rais para colocar na cena e dar mais realismo.

A imagem do tornado foi feita usando um rolo de lã, algodão, gesso e musgo.

A paisagem congelada no ártico foi feito usando 20Kg de açúcar que foi misturado com gelatina transparente e amido de milho. Levou dois meses até os cristais crescerem para a foto.

fonte

O bizarro tubarão tapete

January 28th, 2010 1 Comment

Veja só que animal impressionante. Esta coisa que mais parece um coral é o Tubarão Tapete (Eucrossorinus dasypogon), da família Orectolobidae. Ele atinge até 1,25m e é natural do Oceano Pacífico, este animal vive nos fundos, oculto sob uma camuflagem que o faz parecer um coral.


Dessa forma, ele se aproxima de suas vítimas com a maior tranquilidade. Um dos alimentos preferidos do tubarão tapete é o polvo.

Mas a julgar pelas habilidades sobrenaturais de ocultação do polvo, esta é uma guerra invisível, que vem sendo travada no fundo do oceano desde tempos imemoriais.

fonte

Jurado de morte – Parte 9

January 27th, 2010 46 Comments

Zé agarrou-se ao tronco com tanta força que parou de sentir os dedos. Fechou os olhos e preparou-se para morrer.
Em seguida, outro tiro foi disparado. Mas não houve grito nem nada do tipo. Apenas um silêncio.
Zé abriu os olhos e olhou para baixo. De cima do galho, ele podia ver por entre a fresta do portão os homens colocando munição em varias armas. Eram todas armas de grosso calibre. A fresta era estreita, então não dava para ver muito, mas pelo pouco que viu, Zé Walter notou um arsenal digno de filme de guerra.
Ele ficou ali, agarrado ao tronco, vendo os homens testando as armas. Volta e meia um deles dava um tiro para o ar.
Um tempo depois varias vans dobraram a esquina da rua estreita e subiram a rua na direção da casa, como uma carreata silenciosa.
Da primeira van desceu um sujeito forte que fez sinal com a mão para as outras. As vans pararam e desligaram os motores.
Zé olhava da árvore, mas estava escuro e não dava para ver muito bem, mas lhe pareceu que as vans estavam cheias de gente. Zé contou sete vans no total. Calculou de cabeça que ali deviam estar cerca de quarenta bandidos aguardando alguma coisa.
O fortão bateu três vezes no portão de ferro. Dali a um tempo o portão abriu e o Buda saiu, segurando um fuzil.
Os dois se cumprimentaram e ficaram conversando na frente da casa. Zé estava muito alto, bem em cima deles. Não dava pra escutar o que eles estavam dizendo, mas pareciam combinar uma estratégia qualquer. O Buda pegou do bolso da bermuda um mapa e mostrou ao cara forte. Das vans desceram varios homens que se juntaram ao bolinho na porta da casa.
Zé teve medo que algum deles olhasse para cima. Com aquele monte de bandidos e armas, se isso acontecesse, ele seria transformado em peneira.
O Buda passou as informações nos mapas para alguns homens, que voltaram para as vans. Em seguida dois sujeitos magrelos trajando apenas bermudas brancas, que mais pareciam escravos de filme ou novela surgiuram de dentro da casa, carregando uma caixa pesada. Os caras abriram a caixa e Zé Walter viu uma enorme quantidade de armas ali dentro. Os homens saíam das vans e vinham em fila, receber o armamento. Revólveres, pistolas, metralhadoras… A quantidade de armas distribuídas era impressionante.
Quando as armas já estavam no fim, surgiu o Lion na porta. Ele foi cumprimentado por varios dos bandidos. Eles conversaram um pouco.
Ajeitaram-se em uma roda e oraram à Deus para saírem vitoriosos naquele bonde.

Zé ficou agarrado ao galho, olhando fixamente para ele. Era ele mesmo. Aquele sujeito dos olhos vazios e escuros. Assassino de mais de 500 pessoas, ali, bem debaixo dele, orando a Deus. Lion virava a cabeça para cima diversas vezes na oração. Cada vez que ele virava para cima, Zé temia ser descoberto. Mas felizmente, Lion orava com os olhos fechados.
A oração dos bandidos já terminava quando Zé escutou um pequeno estalo no galho em que se agarrava.
Seu coração quase parou pela segunda vez. O galho não ia aguentar. Ele era pesado demais.
Zé anteveu a cena dramática que aconteceria. O galho ia se partir e ele ia cair em cheio em cima do Buda, bem ao lado do Lion e seus amigos, armados até os dentes. E então, se não morresse na queda, ele seria levado para dentro daquela casa e sofreria torturas sem fim até que sua cabeça fosse decepada pela espada justiceira.
Zé começou a rezar mentalmente. Prendeu a respiração e os pequenos estalos pararam.
Nisso, os homens já voltavam para suas respectivas vans. Zé Walter respirou lenta e pausadamente, fazendo um esforço sobre-humano para parar de tremer de medo.
O Buda e o sujeito com cara de maluco saíram e entraram na Van preta. Lentamente as sete vans saíram em direção a rua de cima, seguidas pela van preta. Lion acenou para Buda e para o maluco e esperou até eles virarem a esquina.
Então, ele ficou na condição perfeita para que Zé Walter fizesse seu trabalho.
Zé lentamente levou a mão na cintura para pegar o revólver. Pegou, apontou… Mas o galho voltou a estalar. Estalos cada vez mais altos. E Zé abortou o tiro que pretendia dar.
Lion entrou na casa e fechou o portão de ferro com uma batida forte que ecoou na noite.

Zé moveu-se lentamente, com medo do galho quebrar. Quando ele finalmente saiu de cima do galho, o mesmo partiu e ficou pendurado na árvore.
Zé Walter sentiu um profundo alívio ao ver que se tivesse atirado ele teria despencado certeiramente de cara na calçada.
Zé ficou de pé, apoiado num outro galho mais acima. Agora ajanela de vidro quebrado estava mais distante, mas ainda era uma distância que ele achava que conseguiria saltar.
Olhou em volta, e não viu viva-alma naquela rua escura.
Zé Walter mirou a janela, agachou-se contra o galho em que estava em pé, colocou o revólver na cintura e retesou todos os músculos. Benzeu-se pedindo proteção a Deus e saltou no ar, com os braços abertos.
Zé Voou direto na direção da janela de vidros quebrados, e agarrou-se a mesma, espatifando a cara em um vidro, que caiu lá em baixo. Zé ficou pendurado, toscamente pendurado, com meio corpo para fora daquela janela. Então usando as pernas conseguiu se arrastar para dentro da casa. Quando ele caiu naquele cômodo escuro, suava em bicas e seu rosto doía.
Ele não via nada. Estava tudo escuro.
Tateou em direção oposta a janela e esfregou a mão na parede até encontrar um interruptor. Quando acendeu a luz, percebeu que estava num quarto cheio de entulhos. Quadros, mesas, cadeiras, armários, um monte de coisa velha acumulada. O quarto mais parecia um brechó.
Zé torceu para que a porta estivesse aberta. Desligou a luz por precaução e girou a maçaneta lentamente. A porta fez um “click” baixo e abriu. Zé olhou pela fresta. Não havia ninguém. Era um corredor mal iluminado que dava acesso a uma escada que descia para o andar de baixo. E do outro lado, tinham duas portas. Zé já ia sair quando ouviu um barulho nas escadas. Ele voltou para dentro do cômodo-depósito e ficou com a arma na mão, de prontidão.
Viu pela fresta um dos negros de bermuda branca vindo calmamente pelo corredor. O negro passou direto pelo quarto-depósito e foi até uma das portas no fim do corredor. Lá ele entrou no que parecia ser um banheiro e a julgar pelo barulho que ouviu, Zé Walter percebeu que o negro estava urinando.
Esperou até que o negro passasse de volta. O homem veio e passou direto, indo para o andar de baixo. Zé foi até a escada. Lá de cima ele ouvia o som de uma televisão, misturado com uma musica Funk e escutava também o Lion falando num radio ou walk talkie.
Zé desceu as escadas com o máximo de cuidado. O revólver do taxista na mão. Ele olhou bem e viu que um dos negros estava lavando o carro, uma caminhonete de cabine dupla num jardim. A caminhonete era preta, com um enorme símbolo da milícia Thundercats estampado no capô. Era a caminhonete que tocava o funk alto. E dentro da casa, sentado na frente de uma televisão gigantesca que passava um filme pornô, sem camisa, segurando uma lata de cerveja numa mão e um walk talkie na outra, estava o Lion. Zé não conseguiu ver onde estava o outro negro. Ao que parecia, os dois eram os guarda-costas do Lion.
Zé pensou em pegar a arma e dar um tiro de lá do alto da escada no Lion, mas aquilo se mostraria um erro. Certamente que os dois negões iriam reagir, atirando nele. A casa devia estar repleta de armas malocadas em todos os cantos possíveis e imagináveis.
Assim, Zé se conteve mais uma vez. Esperou Lion parar de falar no Walk Talkie.
Quando Lion parou de falar, concentrou-se no filme. Tomou um gole de cerveja e ficou admirando duas louras peitudas que se atracavam com volúpia. Zé esperou pacientemente o momento certo de dar o bote.
Olhou da escada e pela janela da sala viu que o negão do carro estava terminando o serviço. O sujeito entrou na sala e virou-se para Lion:
-Patrão, o carro tá pronto.
-Beleza, valeu.
-Porra, que peitão, hein?
-Senta aí, pô. Bora ver o filme!
-Ah, não vai dar, patrão. Eu tenho que ir pra casa. Dona encrenca tá esperando.
-Ah, tá safo. Quer uma grana?
-Não, não precisa não senhor.
-Ah, neguinho. Vai a merda. – Disse Lion pegando uma caixa na estante. Da caixa ele pegou umas notas de dinheiro. – Toma essa porra. Tu lavou o carro, cumpadi. Toma aí. Compra uma roupa nova pra dona encrenca lá. – Disse rindo. O negro abaixou, recolheu as oito notas e agradeceu.
-Valeu, patrão. Mais alguma coisa?
-Não, não. Tá safo. Pode ir.
-Então até manhã. – Disse o guarda-costas, vestindo uma camisa encardida do Flamengo.
Lion colocou o DVD pornô em pause e levantou-se para levar o negro até a porta.
Da escada, Zé Walter via tudo. Ele desceu com cuidado e correu para a cozinha.
Da cozinha, ele viu pela janela de serviço o outro guarda-costas arrumando varias caixas no quintal. Zé pegou a maior faca de cozinha que viu, abaixou-se e saiu pela porta dos fundos. Esgueirou-se pelas caixas no quintal e ficou parado perto de uma piscina, na espreita do negro.
Quando o guarda-costas passou por ele, carregando uma pesada caixa de madeira, Zé Saltou sobre o homem, aragarrando-o num mata-leão e tampando a boca dele. Em seguida, enfiou-lhe a faca na garganta. Um jorro quente de sangue espirrou para entro da piscina. O negro tentou se debater e Zé arrancou a faca da garganta do negro e tornou a cravar novamente, dessa vez no peito. O guarda-costas ainda tentou se debater um pouco, mas perdeu rapidamente as forças. Zé Puxou o corpo ele para a parte mais escura do jardim e ocultou-o atrás de umas folhagens.
Em seguida, correu abaixado até a janela dos fundos. Olho de lá e viu, pela cozinha, que Lion estava novamente na sala.
Zé Walter não pensava em nada além de matar o desgraçado que o jurou de morte.
Correu para dentro da cozinha e de lá observou a sala. O líder da milícia ainda assistia ao filme pornô.
Entre uma ceveja e outra, lion estava cheirando cocaína na mesa de centro.
Zé andou silenciosamente até o sofá em que Lion estava deitado. Em silêncio, colocou a arma na nuca do homem. Lion deu um pulo com o susto.
-Mas que porra é essa? -Perguntou surpreso.
-Surpresa, filho da puta! Sou eu!
-Hã? Quem é você?
-Eu? Ah, vai se foder, seu merda. Vai dizer que não sabe quem eu sou?
-… – Eu te conheço… Você tava preso?
-Não, seu filho da puta. Eu que te coloquei lá. E você me ameaçou de morte. Tá lembrado, seu porra?
-O que?
-Não se faz de retardado, seu otário.
-Mas, mas… Calma, rapaz. É dinheiro? Eu tenho dinheiro aqui. Muito dinheiro. Guarda essa arma. Olha, quer um teco? Tá um teco aí. Essa é da pura!
-Guarda arma é o caralho. Teco é a puta que te pariu, seu esterco humano. Chegou tua hora seu Lion.
-Mas… Eu nem te conheço, rapaz. Que porra é essa? O que foi que eu te fiz?
-Você cometeu um erro, Lion. Você disse que ia me matar. Agora quem vai deitar é você.
-Mas… Mas. Eu não falei nada disso. Você tá maluco.
-Maluco? Eu? Não se faz de imbecil, que isso não vai mudar nada. Eu vim aqui não é por dinheiro nem por merda nenhuma sua. Eu vim pra fazer justiça. Eu vou te matar antes que você me mate.
-Calma, garoto. Calma. Vamos conversar. Dá um teco aí, porra. Você tá careta?
-Quer conversar, seu Lion? Então tá. Conversa com o capeta! – Disse Zé Walter antes de apertar o gatilho com toda força na direção da cara de Lion.
O tiro estourou e o corpo de Lion voou para trás, batendo sobre a televisão onde as duas louras peitudas ainda gemiam.
O corpo inclinou para frente e bateu enm cheio na mesa de centro, de vidro, estourando tudo numa nuvem de cacos de vidro e cocaína. Na nuca, Zé Walter viu o buraco do tiro.

-Toma mais, ô filho da puta.- Disse Zé, disparando mais três tiros no corpo, só pra “garantir”.

Subitamente, ele sentiu um alivio, mas um alívio tão avassalador de ter dado cabo do homem que o jurou de morte, que nem podia acreditar. Sua vontade era sair gritando de felicidade, dando tiros para cima.
Zé abriu a caixa na estante e pegou um maço gordo de notas. Enfiou todo o dinheiro que podia nos bolsos. Depois pensou em como sair dali. Pensou em Gisela. Prometeu a si mesmo que iria com ela fazer a viagem dos sonhos deles.
Ele já estava se dirigindo para o portão quando teve um novo insight.
Se ele saísse e largasse o corpo de lion daquele jeito, os homens do bonde quando voltassem iriam saber que alguém matou o chefe. Quem mataria Lion? Não demoraria alguém perceberia que o homem que matou Lion só podia ser ele.
Zé parou e pensou em alternativas. Voltou para dentro da casa. Atravessou a cozinha e foi para a área externa, onde estava a caminhonete. Olhou pelo vidro e viu a chave na ignição.
Voltou então para a casa, e subindo para o segundo andar entrou nos quartos. No quarto do fim do corredor, mal abriu a porta ele viu um bandeirão com o símbolo dos thundercats na parede. Do lado, estava um cofre. E na parede, sob um facho de luz dicróica, estava ela, a famigerada Espada Justiceira.
Uma réplica perfeita da espada do personagem do desenho.
-Caralho, que foda. -Disse Zé olhando a espada. A lâmina, afiadíssima.
Zé pensou naquela arma e em todos os que ela degolou.
Ele pegou a arma e desceu para a sala, disposto a vingar todos os mortos de uma só vez.
Entre gemidos de prazer e gritos obscenos vindos da Tv, ele desferiu um golpe preciso naquele corpo que derramou tanto sangue no tapete de pêlo branco que este ficou cor de rosa.
Zé agarrou Lion pelos cabelos e olhou bem nos olhos negros. Agora, virados para cima e embebidos em sangue, eles não poareciam tão ameaçadores.
Surgiu um barulho no radio. Alguém falou alguma coisa, mas o sinal era ruim e Zé não entendeu nada.
Zé pegou o walk talkie e guardou no bolso. Jogou a cabeça de Lion sobre o sofá e saiu. Pegou a caminhonete e foi para rua.
Fechou os vidros fumê, e partiu na direção do Morro do Carrapato. Já estava querendo amanhecer o dia quando Zé Walter chegou ao morro do Carrapato.
Zé desceu da caminhonete e fui até uma padaria que acabava de abrir. Ali ele chegou para o antendente e pediu um café.
O atendente colocou um café numa pequena xícara.
-Aí.
-Senhor?
-Tu sabe onde que tem uma boca de fumo aqui? -Disse entre goles de café.
O atendente sorriu maliciosamente.
-É do preto ou do branco?
-Dos dois.
-Ah, tô ligado. Se o senhor quiser, eu tenho aqui…
-Não, não. Eu quero em quantidade. Negócios, você sabe como é, né? Foi o Lion que me mandou vir comprar um bagulho do bom aí pra uma festa que ele vai dar.
-Ah, tô ligado. Tô ligado. – Disse o atendente do balcão sussurrando. -Então, tu ta vendo aquela rua ali? Perto da borracharia? Vai até o final e dobra a direita. É a casa azul com placa do sacolé. Pode dizer que foi o Dunga que indicou? É que eu ganho comissão.
-Claro, Dunguinha. Tua comissão tá garantida, meu chapa.
Zé tomou o restante do café, pagou e partiu com a caminhonete na direção indicada. Foi até o fim da rua. Virou cuidadosamente a caminhonete para a posição de saída. Então bateu na porta da casa azul com pleca de sacolé.
-Quem é? -Perguntou uma voz do outro lado da porta.
-Sou amigo do Dunga lá da padaria.
-Quer sacolé?
-Quero.
Uma pequena abertura na porta se abriu. Do outro lado, olhos avermelhados na escuridão.
-Qual sabor?
-Todos.
-Todos?
-É. -Disse Zé Walter, mostrando o bolinho de dinheiro.
Calmaí.
Então Zé escutou uma série de barulhos de trancas e a porta se abriu.
Zé viu que o atendente da porta era um molecote mgrelo de uns doze anos.
Dois negros estavam sentados numa sala vendo Tv. Perto da parede, um adolescente de uns dezessete anos pesava trouxinhas de cocaína numa pequena balança. Zé viu uma arma sobre a mesa.

Da cozinha veio um sujeito grande, com quase dois metros, de bigode, sem camisa e cabelão pixaím black power.
-Coé?
-Beleza?
-Tu vai levar quanto?
-Vou levar tudo.
-Porra, tudo? – O bandido arrelagou os olhos.
-Tudo. Você ouviu.
-Quanto vc tem aí?
-Tenho uns seis mil.
-Rá, rá, rá, rá! Seis mil não dá pra quase nada, ô pela saco.
-Que pena. -Disse Zé sacando a arma e acertando logo três tiros no peito do traficante. O cara caiu por cima do sofá, que capotou para trás com o peso. O moleque que pesava as trouxas levantou tentando alcançar um 765 que estava na mesa. Zé Acertou o moleque na cabeça. Os miolos e sangue se espalharam pela lateral da parede, tal qual uma pintura pós moderna do Jackson Pollock.
Entraram correndo dois outros pivetes armados vindos da cozinha. Zé Sacou o 765 da mesa e matou os dois antes que chegassem na sala.
O moleque que abriu a porta ficou parado, petrificado, com medo.
-O dinheiro. Eu quero o dinheiro, porra! -Disse Zé para o moleque.
O moleque apenas olhava pra ele, petrificado.
-Anda viadinho! – Zé Bateu com a arma nele. -Cadê o dinheiro, porra?
O moleque apenas apontou para a geladeira na cozinha.
Zé agarrou o moleque pelo braço e foi até a cozinha. Abriu a geladeira e viu uma quantidade absurda de dinheiro. Pacotes e mais pacotes de dinheiro.
-Caralho! É muito dinheiro. Vamos moleque, me ajuda a levar este dinheiro aqui lá pro Lion.
-Tio.. Calmaí, eles vão me matar… – Implorava o moleque com lágrimas nos olhos.
-Prefere que eu te mate então, seu puto? -Disse apontando o 765 na cara do garoto, que imediatamente concordou.
Ele foi soluçando com um saco de lixo cheio de dinheiro até o carro. Zé abriu a caçamba da caminhonete e o moleque jogou o dinheiro na caçamba. No total, Zé Walter e o menino levaram três sacos de dinheiro até o carro. Zé olhou bem dentro da cara do moleque. Apontou a arma.
-Olha aí, neguinho. Tu não vai falar nada que foi o Lion que mandou roubar a tua boca não, hein? Se falar o bicho vai pegar. Eu volto e vou escrotizar você e sua família.
O menino apenas acenou com a cabeça positivamente.
Zé pisou fundo no acelerador, descendo o morro a toda velocidade com a caminhonete dos Thundercats.

Em seguida, ele rumou na direção da estrada para as quebradas do Lion, na direção de Viçoso Jardim. O sol já estava raiando quando Zé chegou nas proximidades de um lixão, onde muitas famílias garimpavam um pouco de comida.
Zé jogou o carro num matagal das proximidades. Ele desceu do carro, pegou os dois sacos cheios de dinheiro e jogou lá no meio do lixão. Zé pegou um dos sacos, colocou nas costas e foi para a estrada.
Pegou um ônibus parador na estrada para Viçoso Jardim. Da janela do lotação, ele viu à distância, as pessoas miseráveis comemorando com o saco cheio de dinheiro. Aquilo o deixou feliz. Zé Desceu nas proximidades de onde havia deixado a Parati, perto da banca de jornal.
Ele abriu o carro, jogou o saco de dinheiro dentro. E esperou.
Algum tempo depois, ele viu passar as sete vans com homens armados até os dentes, saindo em disparada da casa. Era o bonde da morte.
Zé abaixou-se e esperou deitado no carro até o bonde passar. Enquanto esperava ele pensava para onde aqueles homens teriam ido.
Depois de algum tempo, quando a rua pareceu voltar ao normal, Zé Walter saiu com a Parati do cunhado de volta para casa.
Enquanto dirigia, Zé Walter lembrou que estava com o Walk Talkie de Lion. Aumentou o volume do aparelho e ouviu uma conversa:
-Tão onde? – Perguntava uma pessoa.
-Estão na base. Atirando. Veio a favela toda. Vem pra cá. Vem pra cá logo, porra! Eles tão matando todo mundo! -Gritava uma outra voz em meio a ruidos e estampidos.
Zé Walter sorriu. Aquele era o fim dos Thundercats.
Ele escutou no rádio que os traficantes da favela do Carrapato não quiseram deixar barato o roubo na boca de fumo. Como previsto, o aviãozinho do tráfico dera com a língua nos dentes, e todos os soldados dos Thundercats pensaram que foram os traficantes do Carrapato que mataram Lion. Zé descobriu pelo radio que o sujeito gigante da boca de fumo era o “Diagonal”, marginal perigoso, procurado há anos pela polícia. Diagonal era o lider de uma facção do crme organizado que visava o controle total das favelas. Por isso era desafeto direto do Lion. Zé Walter literalmente atirou no que viu e matou o que não viu.
O Rádio do carro dava conta de uma guerra sem precedentes entre as milícias do Viçoso Jardim e os comandos unidos das favelas, com prejuízos e incontáveis baixas para os dois lados.
Zé rumou para a casa de Armando. Tocou a campaínha e entregou o carro. A esposa dele atendeu. Sarita disse que Armando tinha ido trabalhar.
Zé entregou a Sarita a chave da Parati e pegou um ônibus para casa.
Ele estava morrendo de saudade de Gizela. Planejou chegar de surpresa, com o dinheiro e sair em seguida para comprar passagens para as Ilhas Gregas e Paris, o sonho da mulher dele.
Desceu do ponto com o saco de dinheiro nas costas sentindo-se o próprio papai noel. Ao chegar no predio, seu Limair estava na portaria, cheio de dedos.
-Seu José… Seu José… -Tentava falar o porteiro, gaguejando.
Zé percebeu que algo estava errado no tom grave na voz do porteiro. Olhou na cara do seu Limair, que perdeu a fala.
Zé Walter correu para o elevador e disparou para casa. Chegando lá, deu de cara com a polícia. Várias pessoas mexiam na casa, tirando fotos.
-O que é isso? – Perguntou.
-O senhor é o dono da casa? -Perguntou-lhe um policial anotando coisas num bloco.
-Sou.
-Meu nome é detetive Barros. Dona… Deixa eu ver aqui. Gi…
-Gizela. É minha mulher. O que houve? Fala pelo amor de Deus!
-Bom, Seu José. Sua esposa, como posso dizer, sofreu um atentado.
-O que?
-Pois, é. O IML já removeu o corpo, seu José. Está a sua disposição para reconhecimen…
-Mas… Mas… Não! Não é possível! – Zé Walter caiu de joelhos. Sentia o mundo desabando.
-Pois é, seu José. Os vizinhos acordaram esta noite com os tiros.
Zé Walter estava desconsolado. Apenas chorava. O policial continuou.
-Eles ligaram para a polícia e a patrulha que faz a segurança no bairro subiu. Encontraram sua esposa morta, esfaqueada. No quarto com ela estava uma outra mulher, que mais tarde foi identificada como Dona Sarah. Ela disse que era sua ex-namorada. Parece que ela tem problemas psiquiátricos. Ela estava repetindo uma coisa sobre ter avisado que ia matar a dona Gizela porque roubou o senhor dela… Que agora o caminho estava livre, que ela iria casar com o senhor. Ela estava completamente fora de si, seu José. Sinto muito… Tudo indica que foi um crime premeditado por uma pessoa com problemas mentais e…

Zé Walter já não mais ouvia o que o policial dizia. Ele estava tonto. Fechou os olhos. Sentiu que ia desmaiar. Chorou desconsoladamente até perder as forças e cair desmaiado no corredor do prédio.

FIM

A casa esfera

January 26th, 2010 35 Comments

Desde que vi pela primeira vez esta casa, naquela novela da Globo “A Favorita” nunca mais parei de pensar dela. A casa em questão era do “abilolado ufólogo” interpretado pelo José Mayer.
Sei que muita gente curtia o visual bizarro daquela casa, enfiada no meio de uma mata. Acidentalmente, eu encontrei boas fotos da casa quando fazia uma pesquisa e resolvi postar aqui.
Ao que parece, esta casa é de verdade. Não se trata de um cenário. Ela pertence a um executivo da própria Rede Globo.
Destaque para as luminarias baseadas no sistema solar.

Grandes áreas envidraçadas permitem a franca entrada da luz, que poupa energia. As árvores ao redor provêem boas áreas de sombra, mantendo a casa fresca no verão.

Esta casa é praticamente toda construída com madeira de demolição, que dá um aspecto rístico na residência.

Subindo as escadas existe um mezanino com vista para a sala de estar e o acesso ao quarto.

Embora a original seja feita quase totalmente de vidro, madeira de demolição e alvenaria, uma coisa interessante sobre esta casa é que ela é factível de ser construída usando material compósito, com vigas pultrudadas, que não enferrujam, além de serem mais leves. Estes materiais são usados também em plataformas de petróleo, dadas as suas características físicas e mecânicas.

Eu atualmente faço parte de um grupo que está estudando a aplicação de materiais compósitos, como os usados na construção do Maglev para fazer casas modernas e leves. Os novos materiais permitem inclsuive mimetizar a aparência da madeira, dando resultados surpreendentes sem preocupação com ataques de cupins ou fogo.

É possível por exemplo construir uma casa de estruturas de materiais compósitos que são 10X mais leves e 5X mais fortes que o aço.

O vidro pode ser substituído por lâminas de policarbonato e/ou outros materiais, como o Macrolon. Nossa meta é desenvolver um sistema de kit, que permita a construção de uma casa inteira num prazo entre 15 a 30 dias corridos. Não é uma coisa barata, mas a julgar pelas vantagens como praticamente anular a manutenção periódica, a utilização de material reciclado e o não uso da madeira em elementos estruturais, além da velocidade de construção da casa, que impacta diretamente na redução do custo de mão-de-obra, um dos mais altos na construçao civil, acho que a idéia pode ter algum potencial.

Em breve iremos começar a construção de uma casa de teste, para provar a tecnologia. Ela deverá ser ecológica principalmente na questão da energia, captando água da chuva e gerando quase a totalidade da energia que consumirá com o uso de painéis solares e um gerador eólico próprio.

Jurado de morte – parte 8

January 26th, 2010 4 Comments

Zé Walter dirigia o carro sentindo um estranho misto de emoções. Medo, angústia e uma estranha euforia coabitavam seu coração.
Enquanto dirigia ele pensava em como descobrir o paradeiro do tal Lion. Sem pistas nem idéias, partiu na direção do bairro Viçoso Jardim, um bairro pobre, tomado por algumas favelas e fábricas desativadas.
Zé chegou ao bairro na parte da tarde. Já escurecia quando ele finalmente estacionou a a Parati de Armando perto de uma pracinha.
Dali, Zé resolveu seguir a pé. Foi direto ao ponto onde umas duas vans com a marca dos Thudercats aguardavam a lotação completar.
Zé Walter teve o impulso de perguntar de cara para o sujeito da van onde encontrar o Lion, mas sabendo que ele fugiu do presídio, aquilo seria uma pergunta suicida. Certamente ele seria tomado por um policial civil e isso implicaria em sentença de morte naquele bairro perigoso, dominado pelas milícias e pelo tráfico, que disputavam uma guerra permanente pelo poder.
Zé Walter fez o oposto. Foi até o cara do espetinho. Um camelô que vendia espetinhos de “churrasco de gato”. Na verdade, os espetinhos eram de carne de boi e frango, assadas na brasa de uma minúscula churrasqueira de ferro fundido, toda encardida. Zé sentou ali no meio fio, perto de uma lata de lixo transbordante e ficou parado, degustando um churrasco de gato.
Não demorou, novas vans chegaram ao ponto final, e delas desceram os motoristas. Em menos de cinco minutos, uma pequena reuião de motoristas de van aconteceu na banca do churrasquinho de gato. Zé estava na lateral, obscurecido pela mal cheirosa lata de lixo, cheia de bagulho nojento e moscas.
O local era ruim, mas Zé podia ouvir perfeitamente a conversa dos motoristas. Falaram de futebol, de mulher, de problemas familiares, contaram piadas, falaram de desemprego, política, religião…
Zé já não aguentava mais ficar ali, parado do lado do latão de lixo. E nada dos desgraçados falarem do Lion. Só conversavam amenidades. Levou um bom tempo nisso. Tanto tempo, que Zé Walter já pensava em desistir e tentar outra abordagem. Foi nessa hora que chegou um velho gordão e careca, junto com um motorista de van com cara de maluco.
Os homens saudaram efusivamente o velho, um tal de Buda, e não demorou, o tom da conversa diminuiu.
O velho gritou para o “mineiro” do churrasquinho que queria aquele “clássico”.
Das gargalhadas e risadas em alto e bom som, agora os homens falavam entre dentes. A altura que eles falavam baixou tão consideravelmente que não tardou para que beirasse o incompreensivel. Zé esticava o mais que podia o pescoço para ouvir alguma informação, mas só distinguia poucas palavras.
O tal mineiro, o cara do churrasquinho, se aproximou do grupo trazendo um espetinho só de gordura. O velho Buda agarrou o espetinho de nacos amarelos de gordura de boi, pingando copiosamente e começou a comer feito um animal. Zé sentiu vontade de vomitar vendo o Buda comer gordura pura. Enquanto o “Mineiro” estava perto, e eles pararam de falar. Aquilo era suspeito. Assim que o “mineiro” voltou para a churrasqueira, eles retomaram a conversa.
Quando você não consegue ouvir uma frase completa, precisa de muita atenção, pois uma outra palavra ou duas na frase de resposta, pode lançar pistas fundamentais na construção das palavras que ficaram faltando. Zé fazia assim e gradualmente, consegiu descobrir que o tal Lion estava sendo chamado de “rei”. Aquilo foi fácil descobrir, já que Lion é a mesma coisa que Leão. E Leão é “o rei da floresta”.
Em seguida, ele soube que o Leão, estava em outra “jaula”. E que já tinha mandado afiar o “facão”. No meio disso, sobravam palavras disconexas e incompreensíveis. Mas ele conseguiu perceber que os homens falavam em “bonde” em “banco” e em “derrubar geral”. Um deles falou algo que não deu pra saber o que era, mas fez com as mãos um movimento estranho, como o de colocar uma caixa sobre uma mesa. Depois fez um movimento simulando correr e fez um barulho assim “booooom!”. Zé compreendeu que aquilo só podia significar que Lion planejava explodir alguma coisa. Mas o que seria? Um banco?
Não era impossível. A quadrilha estava crescendo rapidamente e não demoraria a se desmembrar novamente para ocupar outras comunidades carentes da cidade. Isso explicaria o “bonde” e explicaria também a necessidade de roubar um banco para cobrir o alto custo de uma operação de guerra. Os milicianos roubam bancos porque sabem que bancos possuem seguro. Roubar bancos é menos prejudicial à imagem da milícia nas comunidades do que aumentar as taxas que os mantém. Além do mais, com o aumento substancial na entrada de dinheiro, eles podem dispor de mais armamento e melhor qualidade nas proteções necessárias para entrar em confronto com os traficantes. Certamente que “derrubar geral” significava entrar nas favelas escrotizando todos os soldados dos comandos que as controlavam, assumindo o controle e estabelecendo os novos padrões “thundercats” de conduta e arrecadação.
Zé continuou de ouvido em pé para descobrir mais informações e soube que o tal “Bonde” sairia naquela madrugada. O Rei controlaria tudo por rádio, da “jaula”. Como Lion não estava mais preso, a tal nova jaula seria algum tipo de esconderijo. Era previsível que Lion não voltasse para seu quartel-general em função de estar ainda procurado pela polícia.
A informação mais importante daquela noite e que valeu as horas desperdiçadas ao lado daquela lixeira nojenta de onde pingava um suquinho de lixo marrom-esverdeado, surgiu com o velho barrigudo, o tal “buda”. O Buda falava um pouco mais alto que os motoristas e Zé pôde ouvir com total clareza que ele iria se encontrar com o Rei dali a algumas horas para acertar o lance do bonde.
Zé ficou ali mais uns minutos. Comeu outro churrasquinho e esperou.
Depois de mais dois churrasuqinhos “clássicos” de banha amarela, o Buda deu-se por satisfeito e saiu dali com o motorista com cara de pirado.
Zé levantou-se e saiu atrás, guardando cerca de vinte metros deles por precaução.
Os dois caminharam pela avenida de acesso à pracinha até chegarem numa van preta, sem placa, que estava estacionada na porta de uma garagem.
Zé marcou bem a Van e correu para o lado oposto, para pegar a Parati.
Assim que entrou na Parati, ele viu a van passar por ele com os dois sentados na frente.
Zé esperou ainda alguns poucos minutos até que houvesse uma brecha no trâsito para que ele pudesse pegar o caminho na outra mão.
Quando finalmente conseguiu, ele ainda podia ver a van preta ao longe, mas havia vários carros entre os dois. Isso ajudava um pouco a mantê-lo longe da vista dos dois.
À medida em que o tempo foi passando, Zé percebeu que eles estavam saindo do bairro Viçoso Jardim e entravam numas quebradas distantes. Eles entraram por ruas cada vez menos movimentadas de modo que chegou um momento em que só havia a Parati, um fusquinha com adesivos evangélicos e a van preta.
Zé teve medo que com a redução do tráfego, eles desconfiassem que estavam sendo seguidos. Então aumentou a distância entre os carros, mas mantendo a van sempre ao alcance da vista.
Os homens pararam o carro numa rua estreita perto da entrada de um morro. Zé parou perto de uma banca de jornal, uma esquina antes.
A hora estava bem avançada e era o início da madrugada. Zé Walter desceu do carro e se esgueirou pelos muros, para ver os dois andando, sozinhos na rua estreita. Eles andaram, pararam e olharam em volta. Zé temeu ter sido visto. Espremeu-se num muro recuado e torceu para não dar merda. Por sorte, não deu.
Então Zé escutou os dois darem três socos num portão de ferro. Dali a um tempo, o portão abriu e eles enraram.
Zé correu até o portão na tentativa de escutar alguma coisa, mas não ouvia muita coisa além de um funk tocando lá dentro e algumas risadas.
Zé tentou descobrir uma forma de invadir o lugar, mas o esconderijo de Lion parecia intransponível. Era apenas um grande portão de ferro, sem pintura, só no zarcão, com alguns posteres de bailes Funk rasgados colados na frente. Não havia nenhum símbolo ou marca que ligasse o local com a milícia dos Thundercats.
Zé atravessou a rua e tentou olhar de longe, na esperança de ver alguma coisa. Mas não havia nada que indicasse uma forma de acesso.
Então ele percebeu que havia uma árvore, uma amendoeira, que tinha uns galhos baixos e lá em cima, um galho se aproximava bastante de uma janela com vidros quebrados no segundo andar da casa.
Zé correu para a amendoeira e começou a escalar. Como não tinha preparo físico ou experiência em escalar árvores ele se arranhou e teve que tentar pelo menos três vezes antes de conseguir atingir o galho principal.
Ele finalmente conseguiu e rapidamente foi escalando a árvore, até estar a cerca de dez metros do chão.
A janela com vidro quebrado estava a menos de um mísero metro dele. Zé esticou-se o mais que pôde, mas o galho era fino e ele ficou com medo de quebrar. Foi nessa hora que ele ouviu um tiro. Um tiro tão alto que seu coração quase saiu pela boca.
-Puta que pariu! Me viram! -Pensou.
(continua)

levitação acústica

January 26th, 2010 11 Comments

Eu não sabia, mas é possível fazer objetos leves levitarem usando apenas a acústica. É esta técnica que os cientistas da NASA estão estudando para manter limpos os equipamentos eletrônicos quando o ser humano definitivamente fizer uma missão tripulada a Marte. O Planeta Vermelho é lotado de uma poeira finíssima que adere facilmente aos equipamentos eletrônicos, produzindo toda sorte de defeitos.  Neste exemplo, os cientistas usam pequenas bolinhas que parecem ser de isopor que são imediatamente alçadas a levitação numa câmara lacrada, com uma frequência sonora específica.Até mesmo um copo de isopor levita livremente com a onda sonora.

A poeira é um dos maiores problemas a serem resolvidos pela NASA antes de colocar uma colônia em Marte. Devido ao planeta não possuir água em estado líquido nem uma atmosfera suficientemente densa, as partículas se acumulam e aderem a toda superfície, principalmente nos painéis solares, responsáveis por captar a energia do sol e convertê-la em eletricidade, fundamental à sobrevivência. O acúmulo de pó nos painéis pode levar a uma razoável perda de performance. O painel que gera 3 volts coberto com a fina poeira marciana cai de rendimento para 0.4 volts, o que torna-se um risco grave ao explorador espacial.
Usando apenas dois alto-falantes potentes, a Nasa espera conseguir levitar as partículas dos painéis solares e deixar o vento marciano fazer sua parte, levando as partículas para longe do painel. Testes em laboratório mostraram que os painéis voltam a produzir 98,4% da energia após a limpeza musical.

fonte

Paginas: Anterior 1 2 3 ...6 7 8 9 10 ...357 358 359 Próxima
 
 
 

Pesquisa Google



Pesquisa personalizada
 

Do Twitter

Twittadas do Philipe

 
 


Improve the web with Nofollow Reciprocity.
Philipe Kling David

Posts

Comentarios


    Cássio-Minha viagem inesquecível a Manaus

    Charles-Em busca de um namorado

    RASEC-Os melhores cosplays femininos do mundo

    andre-A maior barata do mundo!

    Pedro-Coisas que não se vê todos os dias

    João Marcos-Como beijar bem

    Frampton-Em busca de um namorado

Extras

  • Yahoo Posts
  • Uêba - Os Melhores Links
  • Adicione aos favoritos do Technorati
  • Entre para nossa Comunidade
anak melayu
Política e privacidade  | Hospedado por HostGator  |  Seja inteligente, não copie posts alheios. Crie os seus!
O uso deste blog está condicionado à aceitação dos termos expressos em nossa política de privacidade.

Creative Commons License