Microondas da fé

Praticamente nenhum jornal teve peito de denunciar a chacina cometida por muçulmanos contra cristãos na Nigéria. Por discordâncias religiosas, botaram fogo na galera.

EDITADO: A foto abaixo, conforme muitos leitores informaram, provavelmente não é do incidente que eu cito neste post. Em todo caso, a imagem abaixo é até melhor de ver que as fotos da tal chacina. O site e-farsas diz que os mortos carbonizados abaixo estavam roubando combustivel de um caminhão tanque que tombou no Congo. Mas o proprio e-farsas confirma a guerra santa na Nigeria, e por esta razão, o texto não perde sua validade por conter uma outra imagem que não a das criancinhas com a cabeça esmagada.

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Microondas da fé

4ª SURATA: 56 DO LIVRO DO ALCORÃO
Quanto àqueles que negam os Nossos versículos, introduzi-los-emos no fogo infernal. Cada vez que a sua pele se tiver queimado, trocá-la-emos por outra, para que experimentem mais e mais o suplício. Sabei que Deus é Poderoso, Prudentíssimo.

Nessa os cristãos se ferraram. Mas ao longo da História eles também já ferraram muita gente, incluindo os Muçulmanos.
O que me deixa abismado é ver como isso acontece em pleno ano de 2011, quando já fomos a Lua, já mandamos sondas para fora do sistema solar, já desvendamos o DNA, sabemos como levitar, conhecemos os segredos da eletricidade, do átomo…
Este tipo de atitude completamente imbecil reforça minha teoria de que o tempo não passa igual pra todo mundo. Enquanto algumas pessoas estão na era do átomo, outras estão nos primórdios evolutivos da sociedade humana, milhares acreditam no criacionismo, e milhões de pessoas estão ainda na Idade média.

Foi na idade média, entre 1450 e 1750 que a Santa inquisição, da Igreja Católica, condenou a morte pelo fogo cerca de 9 milhões de pessoas, sendo que 80% eram mulheres e crianças, acusadas de bruxaria e pacto com o demônio. Naquele tempo, qualquer merdinha era motivo para ser acusado de amizade com Satã. Tipo, se você era uma mulher maluca = morte. Se você era uma mulher com um defeito físico qualquer = morte. Se você era uma mulher bonita e gostosa =morte. Se você estava devendo ou fez inimizade com alguém = morte.
Sem falar em questões corriqueiras, como se assumir judia ou duvidar da Bíblia. Aliás, a coisa era tão escabrosa naquele tempo que cada “bruxa” acusada era torturada até apontar alguma outra. A tortura só parava se ela morresse no processo ou quando finalmente jogasse a culpa em alguém que não tinha nada a ver com o pato, só para que o sofrimento parasse. E assim ia, até chegar no ponto de esquizofrenia máximo em que em 1585, no bispado de Trier na Alemanha, duas aldeias inteiras acabaram esgotando todas as “bruxas”, ou seja, só restou uma mulher viva.

Na inquisição cristã, era até mais jogo assumir logo de cara um pacto com o Satã e apontar qualquer outra pessoa como a próxima da fila. Isso lhe dava o benefício de um estrangulamento antes de ser torrada na fogueira, pois se você negasse de pé junto, além de não adiantar nada, seria queimada viva, já que se esperava que apenas quem tivesse em débito com Jesus Cristo sofreria os efeitos do fogo. Teoria que obviamente nenhum Papa fez questão de verificar.

Você acredita piamente em algum livro sagrado? Você pensa que só sua igreja é a certa e o resto é tudo um bando de degenerados? Bem vindo a idade média! Época onde não é o que você pensa que importa, e sim o que querem que você pense e faça.

Com a minhoquinha no olho

Olha que estranho o olho deste sapo. Ele tem um parasita nauseabundo preso no  globo ocular.

Você pode imaginar o quão desesperador pode ser sentir uma coisa dessas se debatendo dentro do seu olho? Acredite se quiser, isso também acontece com seres humanos!

loa loa eye Com a minhoquinha no olho

Este legítimo rebento de Satã chama-se Loa-Loa worm, e surge justamente nos olhos das pessoas, onde nada se debatendo estabanadamente, provocando graves infecções e também cegueira. Este nematódeo é transmitido através da mordida de uma mosquito. Ele pode passar anos vagando pelo seu corpo sem ser notado, mas quando finalmente chega nos olhos, a coisa fica séria. O jeito mais fácil de conseguir este inquilino para o seu corpo é visitar as áreas de pântano e florestas tropicais da África. è lá que o mosquito que é o vetor da doença pode ser facilmente encontrado.

Vermes nojentos que infectam os olhos também costumam atacar cães e gatos domésticos. Em quase todos os casos eles provocam cegueira e também atacam o sistema nervoso, onde vão parar nos miolos do infeliz hospedeiro, onde provocam ataques e podem causar até a morte. Um verme perigoso é o Toxocara canis, uma minhoca de 20 centímetros que habita o intestino dos cães. Se um cão desses vai para uma praia, parquinho ou área onde existem crianças, é fácil o ser humano se contaminar, e é por isso que cerca de 10.000 crianças aparecem com este verme, só nos EUA. Países com sistemas de saúde degradados e pífios no controle da higiene como o nosso são o paraíso para essas minhoquinhas.
Enquanto as pessoas se desesperam ao pensar que crianças podem se contaminar no solo, por contato direto com as fezes dos cães infectados, os cientistas tem más (muito más) notícias. Estudos mostraram que enquanto as fezes dos animais contaminados apresentavam um volume grande de ovos do verme, eles descobriram que mais de 180 embriões do verme em cerca de 1 grama dos pêlos dos cães contaminados. É a desgraça que vem pelo ar e você nem nota quando respira os ovos direto para seu organismo!

Outro tipo de problema envolvendo minhoquinhas no olho é bem comum no Brasil, e sobretudo em regiões agrícolas. Algumas moscas colocam ovos na pele humana e os vermes resultantes comem a carne da pessoa, até produzir um buraco onde se desenvolvem até chegar a um grau de maturidade onde caem dos buracos e vão se tornar outras moscas e retomar o ciclo. Geralmente, essas moscas, Dermatobia hominis, chamadas moscas varejeiras, colocam um filhote que chamamos de “berne”. Elas preferem a carne de boi, mas na falta dessa, “vai de gente mesmo”.
E se o infeliz azarado do hospedeiro estiver tirando aquela bela soneca, corre o risco de ter um berne no olho, que vai ter que ser retirado com pinça num sensacionalmente trágico momento de sua vida:
AVISO: Não recomendo olhar o que vem a seguir. Feche seu navegador e corra para as montanhas! E não olhe para trás!
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Guardou o ET na geladeira e foi ver televisão. – 3 Casos de pessoas que alegaram ter aliens guardados em casa

É impressionante como alguns casos envolvendo pessoas que alegam que capturaram um cadáver de Et acabam se assemelhando em muitas aspectos. O ponto mais peculiar é sempre o fato de que a pessoa que se depara com o alien morto (ou que mata o alien) não faz um auê do cacete. Ao contrário, fica na moita, contrariando toda a lógica que diz que quem conseguir obter algo deste tipo vai entrar para a história da humanidade, e provocará uma mudança sem precedentes em diversos dogmas científicos. Essas pessoas não querem saber da fama e guardam os cadáveres na geladeira, como se fosse uma beringela velha. Eventualmente eles acabam falando com alguém, a coisa vasa, um jornaleco de idoneidade duvidosa anuncia, a pessoa recebe visitas de sujeitos estranhos, algumas vezes homens ameaçadores de paletó, outras soldados armados com equipamento de guerra, que confiscam o defunto da geladeira e se vão, para um lugar onde ninguém sabe onde é, e sem dar explicações. Então só resta aquela pessoa, com uma história impressionante para contar. Só aí, ela parece acordar para uma necessidade de relatar ao mundo o que aconteceu.

Pode falar o que quiser, mas quando juntamos algumas histórias que tem esta mesma trama, a coisa parece se estruturar sempre de forma bem similar, e a natureza mítica do negócio fica bem evidente. Vamos ver:

CASO 1- O Et na geladeira da Rússia

São Petersburgo (Rússia) – O mais recente relato de uma forma de vida alienígena na Terra vem de uma mulher que diz manter o cadáver de um extraterrestre em sua geladeira. A misteriosa forma de vida teria sido preservada por Marta Yegorovnam em seu frigorífico, na cidade russa de Petrozavodsk, por dois anos. Marta chegou a levar cinco imagens para provar a sua existência.

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A Mulher guardou suposto cadáver durante dois anos.

O “corpo” teria sido recuperado por Marta no local de um suposto acidente com um disco voador perto de sua casa, no verão em 2009. A mulher diz que se aproximou dos destroços em chamas e metal amassado e encontrou o alienígena morto.

Segundo o Daily Mail, a suposta criatura possuía cerca de 60 cm, com uma enorme cabeça, olhos grandes e um braço tentacular.

De acordo com a imprensa local, há alguns dias dois homens apareceram na casa de Marta e confiscaram o cadáver para fins de investigação.
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CASO 2- Dr. Reed, o sujeito que esmagou a cabeça do Et

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Não é todo dia que se mata um alien a pauladas!

Outra história estapafúrdia que ganhou a atenção da mídia, (pelo menos a especializada) foi o caso de um especialista em psicologia infantil chamado Jonathan Reed, que enquanto fazia jogging com seu cão no meio da floresta, se deparou com uma nave alienígena toda preta, levitando a uma altura baixa, perto do solo. A nave não emitia nenhuma luz, ou fazia nenhum som. Ela era estranhamente pequena e tinha uma forma quase piramidal.

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A nave que Jonathan Reed viu e registrou em fotos e videos

Tudo aconteceu em outubro de 1996 nos bosques das Montanhas Cascate, em Washington. O Dr. Reed disse que num certo momento, ouviu o pobre animal a ganir desesperadamente. Reed, preocupado, correu à procura de Suzy até que se deparou com algo chocante… Um ser estranho matara a sua cadela, separando-lhe a coluna do corpo, num ato extremamente violento. Havia sangue e tecido pelo redor. Reed, furioso , pegou num tronco grosso e bateu com toda a sua força na cabeça do alienígena que parecia ter morrido. Pegou então na sua máquina de vídeo e filmou o corpo da criatura estendida no chão. Reed vomitava bastante e estava muito fadigado. Foi então que viu mais a diante a suposta nave. Era similar a um obelisco preto pairando no ar, a um metro do chão. Para Jonathan, nada disto fazia sentido. Sabendo que ninguém iria acreditar, ele registrou a nave:
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O cara pegou então o suposto cadáver, jogou na mala do carro e levou para casa.
Já em casa, Jonathan Reed não conseguia parar de pensar na bizarra sucessão de eventos que protagonizou na floresta e quis saber o que era aquilo. Então, calçou umas luvas e foi analisar e filmar o corpo.
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O ser ainda prestava sinais de vida, visto que pestanejava os olhos como é possível ver nas filmagens. Ele diz ter guardado o corpo do alien no freezer. Reed conta que posteriormente foi assediado por agentes do governo que até assassinaram um amigo dele e tentaram matá-lo.
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No segundo dia, quando Reed chegou a casa, o corpo desaparecera. Ele creditou o sumiço da prova ao governo, e apareceu na imprensa tempos depois dizendo que o governo havia tentado deliberadamente destruir sua vida, apagando registros, zoando sua conta bancária e fazendo um trabalho cuidadoso afim de manchar sua reputação. Poucas histórias escabrosas da ufologia são tão loucas quanto as de Reed. Ele diz que os agentes querem matá-lo e por isso ele precisa se ocultar vivendo num local secreto, no subsolo, protegido por um grupo que se intitula “a aliança”. O caso não termina aqui. Ele disse também que achou um tipo de pulseira dourada com inscrições misteriosas que pertenceria ao alien que matou.

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Reed alegou que a pulseira é um objeto que tem a finalidade de teletransportar o usuário.

Reed também publicou e vendeu um livro sobre seu suposto encontro alienígena. Também produziu e vendeu os vídeos de apresentação, ganhou-se sete aparições em Coast to Coast AM com Art Bell, o que lhe rendeu três convites para aparecer no congresso de ufologia Internacional, e apareceu num dos programas de televisão mais populares da América Latina: Otro Rollo.

A história toda é muito confusa, cheia de voltas e pedaços meio sem sentido. Há uma versão da mesma que diz que o alien não estava morto, mas desmaiado e teria se recuperado, embora debilitado e mantido uma comunicação primitiva com Reed através de sons estranhos e gestos. Supostos relatos vazados de fontes oficiais dariam conta que os homens do governo não teriam conseguido capturar a criatura como se supunha, porque ela teria conseguido se teletransportar e nunca mais foi vista. Os homens então fizeram uma varredura na casa de Reed, e levaram entre outras coisas, todo o dinheiro dele. Por sorte, Reed não estava em casa naquele dia.

O caso causa discórdia até hoje, tendo defensores ferrenhos de que tudo é real. Mas há uma parcela enorme de pesquisadores que torce o nariz para o caso e vêem Reed como um sujeito esperto que inventou uma história rocambolesca para vender livros.

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CASO 3- Aliens em dose dupla  no Brasil

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O que você faria se desse de cara com uma nave acidentada no meio de um açude da sua fazenda?

Pois foi algo assim que ocorreu com o fazendeiro Beto Lima, que em 1995 não apenas viu a nave enfiada em um açude, como ajudou na retirada de dois tripulantes. Ele achou a nave de madrugada, quando caçava tatu em sua propriedade.  O caso se deu em 12 de janeiro de 95 em Feira de Santana. Naquela noite, um apagão deixou uma grande região da cidade sem luz. Não se sabe se o apagão teria relação com a queda ou a presença da nave, que segundo foi apurado pelo grupo de pesquisa ufológica G-PAZ teria o tamanho de um fusca. O objeto estava boiando perto da margem, e com o auxílio de uma vara, Beto Lima puxou o objeto para a margem. Atônito, ele viu uma portinhola de abrir e de lá sair um caldo gosmento. Então, as duas criaturas apareceram.  Um deles era todo peludo, lembrava um bicho preguiça do tamanho de uma criança. A outra era um ser de aspecto humano , lembrando uma criança recém nascida, só que com um metro de altura. Esta já estava morta, sendo amparada pela outra, que estava visivelmente desesperada e ferida.  O fazendeiro levou as duas criaturas para a casa dele e largou a nave lá na lagoa. Ele prendeu o bicho preguiça gigante, que parecia dócil e atordoado numa jaula e guardou o corpo do recém nascido gigante no freezer.

Imediatamente o fazendeiro pensou o que qualquer um pensaria: Vou ficar rico com este treco!

E tentou vender o achado para a TV Subaé. Ele fez diversas ligações contando do fato, e rapidamente a notícia correu pelos meios de comunicação locais. Não tardou para que a marola rendesse: Alguns homens estranhos bateram na porta da fazenda. Subitamente, o senhor Beto que era o primeiro a  querer contar o que testemunhou, se retirou e passou a bater o telefone na cara dos investigadores. Ninguém mais conseguia falar com ele e a entrada na fazenda foi proibida. Tudo indicava que Beto e sua família teriam sido fortemente ameaçados e estavam reagindo de acordo.

O caso ficou em suspenso, já que toda a família do fazendeiro parecia evitar a todo custo qualquer contato com os investigadores, mas em 1998, as coisas mudaram de figura, quando o grupo de investigações formado pelos pesquisadores Alberto Romero, do Grupo de Pesquisas Aeroespaciais Zênite (G-PAZ), e Emanuel Paranhos, da Sociedade de Estudos Ufológicos de Lauro Freitas (SEULF) recebeu uma carta anônima, assinada por um sujeito que se intitulou ” O soldado Brasileiro”. Nesta carta, um dos soldados envolvidos no resgate das duas criaturas revelava em detalhes promenorizados como se deu o resgate dos seres em posse de Beto Lima. A carta revelou mais detalhes sobre o caso que vinha sendo investigado:

“Através desta carta, dirigida à emissora de televisão SBT, de São Paulo (SP), e ao jornal A Tarde, de Salvador (BA), os senhores poderão avaliar, através de seu corpo de jornalistas ou por outros meios, a verdade do que afirmo. Infelizmente não posso assinar, nem me identificar como verdadeiramente gostaria, por fortes razões pessoais e profissionais, já que sou militar ainda na ativa, principal razão do meu anonimato na grave denúncia que estou fazendo.

Fiquei impressionado com a série de reportagens apresentadas através do SBT, no programa do apresentador Carlos Massa (vulgo ‘Ratinho’). Confesso que antes não levava muito a sério o assunto, mas diante das declarações feitas por outros militares, senti-me encorajado a fazer isso.

Em janeiro de 1995, na madrugada do dia 12, aconteceu uma coisa muito séria nos arredores da cidade de Feira de Santana (BA). Houve um enorme apagão, que deixou às escuras toda a região, e pelo que soube através de amigos, atingiu até a fronteira com o Estado do Sergipe. Pouco depois, chegou uma mensagem ao comando desta unidade (35º Batalhão de Infantaria) e aproximadamente às 05h30 (depois de terem sido canceladas todas as folgas) saímos em três caminhões rumo ao interior.

Alguma coisa tinha acontecido numa fazenda das redondezas e pelo que rodamos, imagino ser algo em torno de 20 ou 25 km da cidade. Não sabíamos exatamente do que se tratava. Vasculhando a área, quando lá chegamos, pensamos que tivesse sido um rebate falso, já que tudo estava calmo. Não havia fumaça que indicasse um grande incêndio do pasto ou a queda de um avião, nem curiosos. Foi então que percebemos o nervosismo do comandante, que sem dúvida sabia do que se tratava.

Ele se encaminhou à casa da fazenda, que estava fechada, e logo depois apareceu um empregado. O chefe perguntou rispidamente alguma coisa e o homem apressou-se em atendê-lo. Estávamos com roupa de campanha, totalmente equipados e armados com munição de guerra. O comandante pediu para abrir a casa e logo foi gritando para alguns soldados e oficiais o seguirem.

Vasculharam rapidamente toda a residência e logo saíram carregando o que à primeira vista pareceu-me ser um bicho preguiça, que se debatia debilmente nos braços que o seguravam, estranhando a expressão de pavor ou nojo do soldado. Atrás dele, outro carregava o que parecia uma criança de 6 ou 7 anos, bem franzina, possivelmente morta. Ambos os corpos foram rapidamente colocados na carroceria de um dos caminhões, assim como alguns pedaços de metal brilhante.Quando iam sendo colocados (os corpos) em sacos de lona plástica, um dos soldados fez o sinal da cruz e junto com um palavrão exclamou: ‘… são bichos do outro mundo!’

Então me aproximei e um companheiro visivelmente nervoso sinalizou, apontando seu FAL para as criaturas. Arrepiei-me todo. Nunca tinha visto nada igual. O ‘preguiça’ gemia e se contorcia, procurando ajuda, já que estava bastante ferido, e assim de perto dava para ver que não era um bicho preguiça coisa nenhuma, mas cadê a coragem para tocá-lo?

O outro era, a meu ver, mais assustador, porque seu rosto parecia mais ou menos com o de uma criança recém nascida ou coisa assim, mas era diferente, chegando a lembrar essas que morrem de fome e com olhos muito grandes. Entretanto, era grande demais para ser um recém nascido, já que media, pelos meus cálculos, perto de um metro.

Não pude seguir observando porque o comandante chamou a todos, menos dois que ficaram guardando os corpos, para irmos até uma lagoa próxima, onde vimos algo parecido com um pequeno carro, parcialmente afundado junto à margem. Então puxamos para fora, o que foi fácil demais porque era muito leve. Quase não nos atrevíamos a falar e nossa comunicação era silenciosa, através de gestos.

Nesse instante chegaram dois veículos e vários indivíduos à paisana, junto com dois ou três oficiais da Marinha, não me lembro bem, e se reuniram separadamente com nosso comandante. Alguém cochichou que era do Serimar (Serviço Secreto da Marinha) ou Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e acabaram tomando conta da operação. Pelo menos foi o que me pareceu.

O objeto foi carregado em outro caminhão, onde também subiram dois dos que estavam à paisana e um dos oficiais da Marinha.

Não saímos dali sem antes os chefes encostarem o ‘pião’ na parede e muito provavelmente darem uma grande ‘prensa’ no coitado. Antes de despontar para a estrada, paramos por alguns minutos até chegar um caminhão tipo baú, sem nenhuma identificação, onde colocamos o objeto. Logo a seguir, um helicóptero pousou rapidamente para carregar os corpos. Ao retornar ao quartel, fomos encaminhados para uma reunião com o comandante, na qual fomos instruídos e coagidos para guardar sigilo absoluto sobre os acontecimentos, por se tratar de algo referente à Segurança Nacional, caso contrário ficaríamos sujeitos às penalidades cabíveis.

Sinto não poder dar maiores detalhes, mas por enquanto isso é impossível, já que qualquer informação que revelar pode denunciar minha identidade aos meus superiores.Só posso acrescentar que esta operação (não sei se houve alguma anterior a esta) serviu como padrão para a deflagrada no Caso Varginha, ocorrida em Minas Gerais, já que os procedimentos foram idênticos e a grande falha aí foi ter envolvido outras pessoas e instituições, que acabaram facilitando o trabalho dos jornalistas e pesquisadores do assunto, o que aqui não aconteceu. Sinto-me melhor depois de escrever isso.

Não por ter quebrado o meu juramento, mas depois de saber de vários outros militares, lá em Minas Gerais, que decidiram falar com os pesquisadores sobre o assunto, pensei bastante e achei que seria muito mais correto e honesto fazer o que fiz e desejar que os outros sigam meu exemplo. A única coisa que me preocupa, depois do que soube, é a saúde dos companheiros que pegaram nas criaturas e destroços (em Minas morreu um soldado). Infelizmente nunca mais soube nada a esse respeito e se soubesse não poderia falar”.

“— Um soldado brasileiro”

Beto Lima continua se negando a falar qualquer coisa sobre o objeto que caiu em sua fazenda. Posteriormente, empregados da companhia de energia elétrica e testemunhas oculares de uma bola de fogo que caiu do céu surgiram, aumentando a riqueza de detalhes do caso, que foi detalhado no livro “Quedas de Ufos” do meu amigo Thiago Thicchetti.

 

Enquanto a massa de casos envolvendo pessoas que alegam que já capturaram Ets e os guardaram em casa se avoluma, até o momento ninguém apareceu com um corpo de alien que seja comprovadamente verdadeiro. Esses casos estranhos sempre envolvem homens e soldados que levam as provas embora no final, e no meu ponto de vista podem indicar que há de fato, uma mitologia (que pode ter uma base real ou não) permeando todos esses casos. Mas nem sempre o alien é do tipo “padrão”.

Este é o caso dos “micronautas”. Micronautas é o nome que se deu a pequenos aliens, de poucos centímetros de altura, que eventualmente surgem na causística mundial. Um dos cadáveres de micronautas mais famosos é o célebre micronauta do Chile:

chili alien3 300x202 Guardou o ET na geladeira e foi ver televisão.   3 Casos de pessoas que alegaram ter aliens guardados em casaO relato que acompanha o caso deste pequeno ser é bastante peculiar:

chile alien1 235x300 Guardou o ET na geladeira e foi ver televisão.   3 Casos de pessoas que alegaram ter aliens guardados em casa“Concepción, Chile – No dia 01/01/2002, enquanto estava de férias na cidade chilena de Concepción, um grupo de membros de uma família encontrou o que parecia uma criatura humanóide de pequeno porte. Ele tinha medidas minúsculas, sendo cerca de 7,2 centímetros de comprimento. Possuía uma cabeça relativamente grande, dois braços com os dedos longos, e duas pernas. (…) uma das pessoas o pegou e envolveu-o com um pedaço de papel. Uma das testemunhas afirmou que o ser  ficou vivo por cerca de oito dias e, em alguns casos, até mesmo abriu os olhos.

No entanto, depois de morta, em poucos dias a pequena criatura já exibia sinais de decomposição avançada, entrando num estado que parecia ser de mumificação. Especialistas da Universidade do Chile apontaram para uma possibilidade de que aquele estranho corpo poderia ser um feto com má formação congênita proveniente da vida selvagem local, tal como um gato selvagem.

No entanto, eles não chegaram a uma conclusão para determinar a espécie exata do feto. Eles esperam realizar testes de DNA, a fim de chegar a uma conclusão. ”

Após a notícia acima, que se espalhou rapidamente, surgiram pessoas dizendo que o suposto alien poderia ser um cadáver de marsupial local. Outros defendem que o pequeno cadáver só poderia ser de alien e a investigação não foi levada adiante. Provavelmente ninguém quis gastar dinheiro para examinar mais a fundo o que seria aquela coisa.

Pessoalmente eu acho que é o filhote de algum animal esturricado pelo sol, mas não é só este caso estranho de micronauta que existe. Há outros, como sugerem estas estranhas fotos supostamente obtidas também no Chile.

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Se este aí de cima não for uma fraude (me parece esculpido) é bem mais impressionante que o primeiro micronauta. Há também o caso de um terceiro micronauta que teria sido encontrado no Paquistão. Numa história similar a do primeiro caso chileno, ele supostamente ficou vivo por algum tempo, até que morreu.

O ser do Paquistão atraiu centenas de curiosos que fizeram fila pra ver o troço, mas o caso acabou sumindo da mídia. Muitos pesquisadores acreditam que se tratava de um simples brinquedo de gelatina parcialmente destruído pelo abandono.
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Sejam casos reais ou fraudes, o que parece é que essas alegações sempre sensacionais de que alguém capturou um corpo alienígena, vivo ou morto não pararão de surgir. Infelizmente até o momento ninguém conseguiu aliar provas sensacionais às alegações sensacionais e tudo termina em pizza. Casos assim não provam nem que aliens existem nem que não existam, mas dão um alento para as pessoas que sofrem da síndrome do Agente Mulder e se agarram a toda e qualquer alegação, por mais estapafúrdia que ela seja de que os Aliens estão por aqui. Talvez até estejam mesmo, mas até que alguém comprove esta alegação com um cadáver ou um deles vivo, tudo não passará de conversa fiada.

 

 

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I want to believe!

 

Absorvente de goró: Outra forma bizarra de ficar zoada

Se pra você enema e eyeballing é coisa mutcho loca, espere só até saber que tem mulher (mas não é só mulher) colocando absorvente íntimo do tipo interno (vulgo O.B.) na vodka até encher e “enfiando lá” em seguida. Há quem pense que isso seja uma lenda urbana, mas ao que parece, graças a lenda urbana que fala disso a coisa acabou “pegando” e virou moda entre adolescentes, que vêem nesta prática um jeito diferente de chapar o côco sem ficar com bafo de goró.Embora o lance do tampax de vodka seja considerado pelo snopes.com uma lenda urbana, há relatos de policiais encontrando adolescentes já em avançado estado de embriaguez por terem usado este método. O processo realmente funciona, porque essas mucosas (tanto o ânus quanto a vagina) são áreas altamente vascularizadas, e ao contrario do que acontece ao ingerir a bebida, com o uso dessas áreas um volume muito maior de álcool vai direto para a corrente sanguínea.

Obviamente que enfiar álcool nesses locais pouco usuais causa uma série riscos, como irritações. Um dos perigos é que ao ingerir uma quantidade de álcool muito grande, seu organismo tenta expulsar a bebida, fazendo você vomitar. Já no caso do tampax etílico, além da bebida ir direto para o sangue sem passar pelo estômago, você não tem como vomitar, o que aumenta muito as chances do coma alcoólico.

Um dos fatores que ajuda a espalhar essa estranha atividade, é a crença (sem fundamento ou com muito pouco) de que ao usar o método, suas chances de passar pelo bafômetro da polícia aumentam. Com a expansão da “moda”, jornais como o alemão The Local já alertaram para os riscos da popularização deste bizarro hábito, que já tem algumas décadas de existência. A moda que começou nos EUA, foi parar na Escandinávia e de lá para outros países da Europa.

 

 

Vodka Eyeballing – O jeito mais bizarro de ficar bêbado

Bom, eu acho que o jeito mais bizarro de ficar bêbado ainda é fazer um enema com bebida alcoólica. Enema é pegar uma bomba e injetar bebida alcoólica direto no corpo pelo ânus do cara de modo que mais álcool seja despejado na corrente sanguínea, sem nem passar pelo estômago. Eu achava que o grau de bizarrice máximo envolvendo pessoas sem noção, tipo os caras do Jackass era fazer isso, mas parece que existe uma prática ainda mais estranha, e que vem ganhando popularidade na Russia que se chama Vodka Eyeballing, e que é: Acredite se puder, beber vodka pelo olho!

vodka eyeballing Vodka Eyeballing   O jeito mais bizarro de ficar bêbado
Isso mesmo que você leu. O cara derrama vodka no olho e espera que a alta capilaridade do globo ocular ajude, levando o álcool para a corrente sanguínea. As pessoas que realizam tal proeza excêntrica, alegam que pela proximidade, como os olhos estão perto do cérebro, e isso faria com que o porre se desse muito mais rápido.

Já algumas pessoas duvidam da eficácia do método de beber pelo olho. Especialistas alertam inclusive para o risco da pratica, que pode levar a cegueira. Mas mesmo assim, a coisa pegou lá na Rússia e neguinho vem usando vodka como colírio direto. A moda chegou a Las Vegas e grã Bretanha. Agora estamos na contagem regressiva para os macacos de imitação sequelados do Brasil começarem a copiar.
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Receita para viver muito: Beber urina de vaca?

Pois é, depois deste post você vai pensar que morrer jovem não é tão mau negócio. Um sujeito alega que beber todo dia um copo de mijo de vaca te fará mais saudável, e portanto, você viverá mais. Não me pergunte o que leva um maluco a beber urina de vaca, pois isso eu não sei, só sei que a salutaridade deste tipo de terapia me parece bastante questionável. Mas tem nego que jura que faz bem, curando até câncer.

Penso que beber mijo de vaca é uma das maiores babaquices que se empurra na cabeça dos trouxas como “terapia” alternativa. Eu acho que só existe uma receita infalível para se viver muito: Não morrer.

O fim

Ninguém nunca acreditava naquelas profecias babacas que pregavam o fim do mundo.

Tá. OK… Admito, muita gente otária acreditava. Pessoas se reuniam em igrejas, em cavernas, ficavam peladas na floresta, davam as mãos e esperavam pelo momento derradeiro. E era aquela decepção. Sorrisos amarelos, cara de quem comeu e não gostou, tanta gente consternada de estar viva.
Mas naquele dia foi diferente. O anuncio do fim dos tempos não veio de um pastor ou astrólogo, ou guru de celebridades. A notícia veio de um dos mais renomados laboratórios de pesquisa do mundo.

Com unidades espalhadas por todos os países (pelo menos todos os que estão no G8 e mais uns outros 15) aquele laboratório era o celeiro de cérebros incríveis que afluíam pra lá como cupins voam para as lâmpadas no verão.
Eles haviam finalmente construído o maior e mais poderoso computador jamais visto. Durante anos, um time seleto das melhores mentes alimentou aquela maquina com toda sorte imaginável de informações, esperando que um dia ele pudesse correlacionar todas as coisas e apontar uma luz para a escuridão que oculta alguns dos mais intangíveis segredos do universo: De onde viemos e para onde vamos.

Físicos, astrônomos, cientistas renomados e uma legião de gênios da Matemática, da Computação, trabalharam dia e noite naquele projeto que tinha orçamento anual superior ao PIB de pequenos países.
Quando as simulações começaram a chegar, o mundo se estarreceu. A maquina poderosíssima mostrava planetas desconhecidos orbitando os planetas quase desconhecidos, que só uns poucos mais ligados saberiam se tratar de exoplanetas. A maquina desenhou as galaxias, desenhou colisões fenomenais, desenhou o princípio da vida na Terra. A máquina revelou muitos mistérios e também anunciou tragédias, que ajudaram os cientistas e governos a planejar mudanças ambientais. Milhões de pessoas foram salvas de terremotos, tempestades, furacões, nevascas, avalanches, chuvas torrenciais, tsunamis, enchentes.

A cada dia, o grau de sofisticação da maquina aumentava e os cientistas trabalhavam mais e mais em seus modelos e simulações. Lentamente a taxa de erro da maquina tendeu a zero, e suas previsões inicialmente apoiadas por uma série de sensores especiais e uma rede gigantesca de satélites começaram a se tornar tão precisas que gradualmente somente se usava desses artifícios mais “tradicionais” de tempos em tempos, para aferir a acuidade das simulações.
Com o passar dos anos, a maquina ficava mais e mais inteligente, e mostrava coisas maravilhosas. Ela ensinou ao homem como desvendar os mais profundos segredos do dna, ajudou na elaboração de ligas metálicas revolucionárias, criou remédios para muitas doenças.
As pessoas confiavam na maquina cegamente, afinal ela nunca errava. Até uma tarde, faltando poucos dias para o natal, quando grupo de cientistas holandeses e suecos comemoravam com os chilenos a confraternização de final de ano. Naquele dia, quando estavam quase todos bêbados, alguém teve a ideia de perguntar a maquina quando o mundo acabaria.

Não houve consenso entre os cientistas bêbados, o que era natural. Mas com o teor etílico aumentado, os consensos, raros, tornavam-se dramaticamente inexistentes. Não demorou a confraternização descambou num mar de acusações, insultos, blasfêmias e dedos apontados um na cara do outro. Alguns defendiam que isso nunca poderia ser perguntado para a maquina, já que era considerado “antiético”.
Outros diziam que talvez aquela fosse de fato a grande finalidade existencial da máquina. E muitos ali apenas gritavam, ameaçavam e conclamavam os incautos para que fizessem a pergunta derradeira.
Ninguém conseguia chegar a uma decisão sobre o que eles deviam fazer ou não, e todos falavam ao mesmo tempo. Foi quando ouviu-se um estampido ecoar na sala. O estouro foi tão alto que muitos se jogaram no chão assustados. Quando as pessoas se viraram, na porta da sala estava o Dr. Paruket Veda, um indiano PHD e prêmio Nobel de Matemática. Ele parecia transtornado.

Veda segurava um revólver numa mão e um copo de uísque caubói na outra.
Ocorreu um súbito e constrangedor silêncio na sala. Enquanto todos olhavam para ele, que também não dizia nada, Paruket Veda apontou a arma para o meio da multidão. Em segundos, abriu-se uma longa passagem, como um corredor que conduzia diretamente para o terminal principal da maquina.
Todos os cientistas observavam em silêncio o indiano bêbado dar seus passos vacilantes pelo longo corredor até a mesa onde estava o terminal.
Lentamente, o silêncio foi coberto de sussurros e gestos. Dr. Veda parecia em transe. Escrevia equações complexas na tela. A arma ao seu lado, ao alcance da mão. Ninguém ousou dizer nada. Ninguém ousou tentar impedí-lo.
Após dez minutos de intensa digitação, Dr. Veda Paruket havia inserido a grande pergunta no simulador, o supra-sumo produto da inteligência humana, quiçá planetária.
A máquina inciou sua contagem regressiva para dar o resultado: Dez dias.
Ninguém podia acreditar. Todos secretamente esperavam que a maquina acusasse alguma falha, que apontasse alguma incongruência na pergunta, que justificasse de alguma forma a se negar a responder quando tudo acabaria. Mas ela não fez nada daquilo. Ao contrário, deu uma data precisa em que apontaria o dia final.
Horas depois Paruket Veda era capa dos jornais, era destaque na internet, era estampado em camisetas, sua foto era queimada em protestos, saíam livros sobre ele: “O homem que teve a coragem de fazer a grande pergunta”. Paruket Veda era convidado para entrevistas, para falar em universidades. O povo do mundo aguardava, ansiosos pela grande resposta.
A cada dia, os jornais noticiavam com letras garrafais quantos ainda faltavam. Nunca a maquina havia demorado tanto numa simulação. Cientistas diziam na Tv em programas de debates (já que só se falava sobre isso) que a demora indicava que a maquina pela primeira vez estava usando todo o seu infinito potencial. Todos os seus infinitos bancos de dados, sua nababesca capacidade de cálculo…
E então, o dia finalmente chegou. Naquele dia, todas pessoas se juntaram nas praças. A hora da resposta seria finalmente mostrada, transmitida, televisionada, exibida em celulares, relógios, na internet, em tudo quanto era lugar. Aquela foi uma das maiores mobilizações de todo o planeta. Guerras foram interrompidas, aulas canceladas, inimigos estabeleceram trégua, as lojas fecharam as portas. Nunca se viu tamanha mobilização.

Agora faltavam poucos segundos para a resposta. A ansiedade quase explodindo o peito de todo mundo…Os números iam diminuindo no enorme painel, imagem que era repetida em telões nas praças, parques, universidades, casas e clubes para multidões e espectadores individuais.
Quando surgiu o resultado, foi uma coisa a princípio desconcertante.

“Daqui a dois anos e 111 dias”.

As pessoas se entreolharam assustadas. Não houve maiores explicações. A maquina apontou a data e ela era horrívelmente próxima. Não demorou começaram a surgir pequenos grupos que duvidaram da maquina. Mas até então, ela nunca havia errado. A maquina sempre acertava. Novamente formou-se a discórdia. As pessoas se dividiram entre as que acreditavam que o mundo iria mesmo acabar dali a dois anos e 111 dias e o outro grupo defendia que a maquina errou. “a pergunta é complexa demais” – Diziam uns. “Somente Deus pode dizer isso” – Argumentavam outros.
Coube ao doutor Paruket Veda verificar. A maquina rodou uma outra simulação. Dez dias depois a cena se repetia, todos esperavam ansiosos para saber o que aconteceria.

“Daqui a dois anos e 101 dias”. Disse a máquina, corretamente repetindo a previsão anterior.

As pessoas se desesperaram. Quando a máquina revalidou seus cálculos iniciais, ocorreu uma coisa que durante décadas os Psicólogos poderiam se debruçar, mas somente se a previsão estivesse errada: A depressão global.
Todo mundo ficou triste. Pouca gente foi trabalhar. A vida tinha perdido a graça. Lentamente, as coisas começaram a ficar cada vez mais graves. Faltou comida. Faltou remédios. Surgiam religiões de todos os tipos e não tardou a grupos religiosos fanáticos declararem guerra uns aos outros. Com a miséria e a morte, doenças se alastravam, varrendo cidades inteiras do mapa.
O planeta Terra entrou num parafuso de fome, doenças e guerras por toda parte. Certos de que o mundo ia acabar, ninguém mais se importava com nada. Os saques começaram. A polícia nada fez, os governos que no início ainda tentavam desesperados estabelecer a ordem, rederam-se ao caos. Cidades queimaram. Os dias se passaram arrastados. Alguns não aguentando esperar, quando o auge da depressão global atingiu o clímax, começaram os suicídios globais. Mórbidas competições online apontavam quais grupos estavam na frente em número de suicídios. Era o flash mob dos novos tempos. As pessoas usavam a internet para combinar grandes e espetaculosos suicídios. E ninguém fez nem menção de tentar impedir.

Então um dia, as Tvs que já haviam saído do ar, subitamente retornaram. Uma notícia milagrosa. Paruket Veda, o gênio indiano, havia descoberto uma falha nos cálculos! Aquilo mudava tudo. O mundo não ia mais acabar.
Houve uma súbita reação mundial que ficaria marcada na história do planeta. Todos agora só queriam saber da vida. O fantasma da depressão global desapareceu, as guerras minguaram. Não havia mais por que lutar. A população, agora reduzida a menos de um sexto do que era antes, se recuperava rapidamente, sem nem lembrar dos que haviam sido tragados pela desgraça, depressão e mortes. O mundo agora tinha lugar de sobra para que os conflitos territoriais se extinguissem. Surgiu um governo global. Todas as pessoas que sobreviveram consideravam-se irmãos. E o mundo cantou. Pessoas se abraçavam nas ruas. O sexo era livre. As pessoas já não encontravam lugar para cobranças, para inveja, para a cobiça. Quando o caos se estabeleceu, os primeiros a se matar foram os grandes acumuladores de capital. O governo mundial criou planos, com a ajuda da máquina de reconstrução do planeta. A máquina orientou o que devia ser feito e todos os recursos disponíveis foram investidos em bem estar.
Nunca aquele pequeno planeta azul havia visto tamanha prosperidade. As pessoas eram felizes, a natureza estava em franca recuperação, ajudada pela biogênese científica. A máquina ofereceu soluções para a mudança da matriz energética do planeta…

Os anos se passaram. Todos foram felizes.

Era madrugada quando o Dr. Veda estava no laboratório. Sozinho. Havia dado folga a sua equipe.
Veda estava sentado, calado, em silêncio. O único som que se ouvia naquela sala era o sibilar do ar condicionado. Paruket Veda olhava fixamente para o monitor da maquina. Os números se desenhavam e sumiam da tela. Era uma contagem regressiva. 7… 6… 5… 4… 3… 2… 1…

…zero.

E no braço da Via Láctea, naquele discreto sistema solar, quase medíocre ante a imensidão do cosmos, um insignificante planeta se desintegrou.

FIM

Paul Cadden – o fera do grafite

Olha só os desenhos fotorrealistas que este cara faz a lápis e carvão. Chega a assustar pensar que isso não é uma foto. Imagino o trabalho retardado que deve dar fazer uma parada dessas.

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