A taça de vinho perfeita

wine glass17035 A taça de vinho perfeita
Como todos sabemos, o vinho é uma bebida sensacional, desde que apreciada da maneira correta. Um bom copo é fundamental para obter os melhores resultados e sensações.
Depois de muita pesquisa e desenvolvimento, os cientistas de todo o mundo descobriram que o melhor copo para o vinho é este aqui ao lado.

Aumente seu pênis

hberingela Aumente seu pênis
Pessoal, não sei. Alguma ex-namorada deve ter espalhado na internet que eu tenho pirú pequeno, afinal todo santo dia minha caixa de mensagens está cheia de coisas com o subject: “Aumente seu pênis”, “método revolucionário de aumentar o Pênis”, “transforme sua minhoquinha numa verdadeira Anaconda!”, “bombinha mágica do bimbo gigante!”.

Pior não é isso. Pior é aquele: “melhore o sabor do seu esperma!”. ( nem preciso comentar nada sobre os horrorosos gifs animados que acompanham estas mensagens, né?)
Nos últimos meses aumentou muito a quantidade de Cialis, Viagra, Levitra e tantos outros, sempre acompanhados de palavras como grátis, viagra grátis, ereções de horas e coisa e tal. A conclusão que eu chego é que alguém andou me difamando muito por aí, hehehe.
O spam é um problema mundial. Mas acho que problema maior é esta questão do tamanho do pênis.
Só isso pode ser mais atormentador para um cara inseguro do que descobrir que a garota gostosa que você acaba de conhecer numa boate tem a língua áspera.
O problema com o tamanho do pênis está tão atrelado ao nosso conceito de masculinidade que inventamos nomes grandiosos para nosso pênis.
Veja por exemplo: CARALHO. Caralho é uma palavra dita assim, aberta, escancarada. Certas pessoas mais sensíveis a termos assim podem até se ofender ou sentir-se mal. As contemporâneas da rainha Elisabeth podem se ofender ao ponto de abandonar este post só ao ver, ainda que com a visão periférica, claro, este nome impróprio.
Caralho é mesmo uma palavra gigante pela sua própria natureza, que traz consigo um senso de impacto bombástico.
Caralho não é um palavrão na verdade. Bem, de certo que na nossa língua seja, mas em seu mais profundo significado, ali, ao pé do vernáculo, “caralho” nada mais é que a cesta que fica no maior mastro na nau portuguesa.
Veja como é antiga nossa necessidade de propagar os dotes traumáticamente grandes sobre o pinto e sua escala.Medimos nossa masculinidade e virilidade em centímetros. Nomes que soem gigantes funcionam como uma espécie de propaganda militar.

Algum homem chama seu PAU de pintinho? De piu-piu? De cachinho de uvas? (tirando meu sobrinho que tem só dois anos e repete qualquer merda que minha sogra inventa)
Não. O homem que é homem dá nomes grotescos ao seu membro:
Veja o próprio termo membro. “Membro” nos seres humanos é braço e perna. Pro cara chamar o pênis dele de membro, ele deveria conseguir fazer flexões só com o dito cujo.
Existem todos os tipos de nomes, desde nomes engraçados como fudêncio, e nomes sugestivos como “laparoscópio”.
“Garganta profunda” à parte, o Pênis para o homem adquire um certo grau de personalidade própria ao ponto de que certos homens tratam seu pênis como se fosse um amigo, um animal de estimação, um parente, que pode assim, deliberadamente entrar em coma bem na hora em que deveria agir.
Sim, embora existam os pênis companheiros, os amigos e os parentes, existem os sacanas, os pênis safados e os filhos da puta. A literatura está abarrotada de situações constrangedoras causadas pelo pênis, que é – bem antes do cachorro – o melhor amigo do homem.
A enorme variedade de nomes dados ao pênis reflete bem esta sensação. Ex:

* Pênis – alavanca-de-arquimedes, aparelho, arame, arma, badalhoco, badalo, bagre, banana, barbarroxa, bicho, bimba, bordão, brachola, caceta, cacete, cahado, caibro, camandro, cambanje, cambão, canivete, caralho, careca, carimbo, catano, catatau, catso, cazzo, chouriço, cobra, espada, espeto, espiga, estaca, estrovenga, ferramenta, ferro, fumo fuso, ganso, instrumento, jeba, judas, lascão, lenha, lingüiça, madeira, mala, malho, mangalho, mango, manjuba, manzape, manzapo, marsapa, marsapo, marzapo, mastro, mastruço, membro, minhoca, minhocão, minhocuçu, nabo, negócio, nervo, parte, parte central, passarinho, pau, pau-barbado, pau-barbudo, pau-de-cabeleira, pau-de-fumo, pau-de-sebo, pé-de-mesa, peça, peia, peru, pica, piça, picha, pichuleta, picirica, piciroca, picolé, picolé-quente, pila, pimba, pingola, pinguelo, pingulin, pino, pinto, piroca, piru, pirulito, pissa, pistola, pito, piu-piuporraz, porrete, prativai, pua, reta, robalo, rola, sarrafo, seringa, tora, trolha, vara, verga, vergalho

O brasileiro não costuma ter grandes problemas, uma vez que nosso pênis, segundo pesquisas, é de um tamanho médio. A media do pênis ereto é 11,5 a 15,5 cm, sendo que 12% da população fica abaixo desta média e 12% acima. O recorde é 32,5 cm.
Sigmund Freud, o pai da psicanálise uma vez disse que o trauma com o tamanho do pênis começa quando o menino ainda criança, vê o pênis de um adulto e instintivamente compara com o seu.
Quando a criança cresce, aquela marca permanece, crescendo junto. Isso forma uma sensação de menos valia, de menor masculinidade, de fragilidade sexual. Mas obviamente existem os casos de pênis pequenos mesmo. Talvez Freud estivesse certo. Talvez não.
Comigo o trauma não foi ver o bingulim do meu pai. Eu me lembro claramente quando estava brincando com o pessoal da rua em Três Rios e me deu vontade de fazer xixi.
Meu primo resolveu se aliviar num canteiro de plantas que tinha ali, pois ir até em casa urinar era desperdício do precioso tempo das férias.
Eu também fui.
Estava eu ali, me aliviando daquela pressão maldita na bexiga quando sem querrer olhei pro lado e vi aquela coisa monstruosa. Aquilo que eu vi deixaria a própria Ciccollina desesperada de medo. Meu primo Klaucinho era um verdadeiro cavalo. Olha que eu já vi filme pornô adoidado, mas nunca vi até hoje nada como aquele treco. E o pior, estava mole.
Eu lembro que imediatamente olhei comparativamente para aquela minúscula minhoquinha na minha mão e me senti nada.
Naquele tempo ainda éramos pequenos demais para entender dessas coisas e pra mim aquilo era uma condenação para passar a eternidade preso a um micropau tamanho formiga. A medida em que eu cresci, comecei a ver, com certo alívio que aquele micropau cmeçou a tomar vergonha na cara e crescer. Mas nunca, nem nos meus mais profundos desejos de um falo gigante e viril eu ainda hoje, com trinta anos na cara conseguiria me comparar com meu primo aos dez anos de idade.
Desde então, ele virou uma espécie de folclore familiar. O pior é que o Klaucinho faz questão de exibir aquele tronco quando vai a praia. Isso deixa todo mundo meio constrangido, porque ele coloca uma sunga colada que dá pra ver aquela coisa dando a volta até a cintura dele.
BEm, vocÊs devem estar curiosos para saber que tipo de post é este. Eu ia apenas falar sobre o animal com o maior pênis na Terra.
Você chutaria a baleia que tem um pinto do tamanho de um carro?
Ou o tatu, que tem um pinto que é 1/4 do tamanho total dele?
O ainda o elefante, que parece ter uma pata (ou tromba) a mais?
Nada disso. O bicho com o maior pinto, acredite se quiser, é o Pato argentino!

argentine lake duck Aumente seu pênis
Claro que o pinto tem que ser medido na proporção com o corpo do animal.
O pato argentino desenvolveu um pinto de 42 cm que mais parece um tentáculo. O pinto gigante do pato é uma adaptação natural ao ambiente em que ele vive. Os patos são promíscuos e altamente competitivos em seu ambiente. Assim a cópula é extremamente dificultada.
Ter um pênis gigante ajuda a copular com as fêmeas sem despertar muita atenção.
A parte curiosa sobre o pênis deste pato é que a ponta do Pênis parece um pincel e o pato pode usar para fecundar a fêmea ou agarrá-la, tendo uma transadinha à força.

Maluco faz vôo com balões

clusterballoon Maluco faz vôo com balões
Sabrina Sato* fez escola. Dessa vez o nome do doido é Larry Walters.
Ele alcançou uma altitude de 4.876 metros amarrado a vários balões!
Larry usou um bolo de balões chamados balões de festa, que se parecem com bexigas de aniversário, só que de tamanho grande, cheios de gás.
Você sabia que o balonismo com balões de festa é um “extreme sport” no exterior? Pois é. Tem doido pra tudo mesmo.
bl%C3%A3o Maluco faz vôo com balõesSegundo John Nninomiya, o único balonista regular de múltiplos balões de festa em atividade nos Estados Unidos, esta atividade é como qualquer outro tipo de balonismo, e exige habilidade e treino para ser feita corretamente. O ideal é que o maluco, digo, balonista, seja experiente com outros tipos de balões tradicionais, como os de ar quente e gás antes de se aventurar no balonismo de múltiplos balões, onde qualquer descuido poderá ter conseqüências catastróficas.

Mais fotos neste link

*Sabrina Sato, aquela japinha que se faz de burra e namorou o Dhomni num desses Big Brothers passados, arriscou a própria vida ao voar só de calcinha e sem para-quedas agarrada em uma penca de várias centenas de balões (mais de 5000) de aniversário cheios de hélio num dos quadros do programa de humor -dividoso – Pânico na Tv. O resultado é que ela subiu como uma bala em direção ao céu. O vento empurrou Sabrina, que não tinha pára-quedas e acabou se agarrando precáriamente em um prédio em construção.

E se o ser humano tivesse cauda?

E se o ser humano tivesse cauda?

Tem hora que a gente tem que mandar emails gigantes e não há nada mais a fazer além de ficar parado aqui pensando merda. Então eu pensei nisso. Já era um pensamento que havia me ocorrido outras vezes, mas eu nunca havia dado muita bola, ou mesmo escrito sobre ele.
Sabe que o ser humano poderia ter tido uma cauda prêensil ao longo de sua evolução? Sim, muitos símios possuem. Nós perdemos a cauda quando começamos a evoluir. Por isso, nós temos em algum lugar do nosso genoma um ou mais genes que se por ventura ativados, poderiam fazer o ser humano voltar a ter caudas, como os macaco-aranha, macaco-prego etc.
E neste caso, como seria o mundo? Seria muito diferente.

1- Os filmes pornôs teriam pelo menos duas horas a mais de duração
2- As mães fariam as crianças calarem a boca no banco de trás com a maior categoria enquanto arrumariam o retrovisor e passariam a marcha no carro.
3- Jóias incríveis seriam criadas. Anéis de cauda, pulseiras de cauda, etc.
4- Roupas também. Uma coisa do tipo de uma camisinha de lã gigante poderia ser a “luva” do rabo.
5- Os esportes olímpicos teriam mais graça. Novas modalidades na ginástica olímpica envolveriam a cauda e se pendurar com ela. A cauda seria item de pontuação nas quedas e nos saltos.
6- A cauda poderia ser usada como arma.
7- Além da queda de braço poderia haver queda de cauda
8- A moda poderia exigir cauda peluda ou cauda pelada de acordo com a estação. Logo logo, depiladores para a sua cauda seriam lançados.
9- Seriam lançadas linhas de maquiagem para a cauda da mulher moderna.
10 – Os filmes e novelas teriam mais cenas mostrando as pessoas pelas costas.
11- Nadar seria um pouco mais fácil.
12- Colar nas provas também.
13- As cadeiras teriam buracos, os vestidos também
14- Pessoas cotós e com pedaços da cauda faltando estariam na fila no INSS
15- A produtividade ia aumentar, e além do mouse poderiam haver outros dispositivos para uso só com as caudas.
16 – Algumas pessoas teriam que fazer terapia por terem as caudas pequenas – ou grandes
17 – O baseball poderia contar com mais uma bola e taco na partida.
18- O gol de cauda seria falta no futebol
19- Palitar o dente com a cauda ou colocar a mesma sobre a mesa de jantar seria gafe mortal
20- A marcha da bicicleta poderia ficar perto da roda de trás

Dê sua idéia de como seria o mundo.

Se for copiar, me dê o crédito. Afinal, pensar merda dá trabalho.

Biblioteca Gump – Character Animation in 3d

bookcoverindex 012 Biblioteca Gump   Character Animation in 3d
Aqui está mais uma edição da Biblioteca Gump.

Desta vez o livro é o fabuloso Character Animation in 3d. Não este livro não vai te ensinar qual botão apertar nem cada parâmetro para alterar e fazer uma imagem fotorrealística. Do contrário, este livro irá mostrar como estruturar visualmente uma poderosa sequência animada. Isso faz deste livro um produto único.

Em breve download via badongo

Lembre-se: Gostou, compre o verdadeiro que é muito melhor.

O menor cachorro do mundo

smallest dog O menor cachorro do mundo
O menor cachorro do mundo é este chiuaua de apenas 10 centímetros. Isso mesmo. DEZ centímetros.
Ele provavelmente irá entrar para o Livro dos recordes.
O nome do cachorrinho é Dancer e a história dele é curiosa.
O vizinho de Jenny Gomez, a atual dona de dancer abandonou uma cadela chiuaua. Quando jenny encontrou a cadela, o pobre animal estava doente, quase morto e grávida. Gomes a salvou e duas semanas depois a cadela deu a luz a um filhote. Era um filhote perfeito, de tamanho normal.
Mas para espanto de Jenny Gomez, a cadela começou a ter contrações e nasceu um cão microscópico. Ela era do tamanho de um polegar.
Logo que viram o animal, os veterinários recomendaram a Jenny sacrificá-lo, pois ele não conseguiria ter uma vida normal com aquele tamanho. Mas a dona de Dancer desobedeceu os veterinários e criou o cãozinho.
29373383 O menor cachorro do mundoUm cão pequeno assim exige muitos cuidados. Um deles é a proximidade com outros cães que poderiam pisar nele ou mesmo comê-lo. Uma queda de uma mesa ou cadeira poderia ser fatal.
O único cão que convive com Dancer é a mãe dele, que é muito protetora. Em função de seu tamanho, ele tem que comer a cada 3 horas e seu único problema de saúde e baixa quantidade de açúcar no sangue.

Fonte

O ursinho e a pooh-taria

pooh emcima bexiga O ursinho e a pooh taria

Se eu te perguntar quem é o criador do ursinho Pooh, que ilustra meigamente nosso post, você com 99% de chance dirá:

Walt Disney

Afinal, Disney era mesmo genial. Um cara capaz de criar o Mickey mouse, o Pateta, o Pato Donald, Pluto e tantos outros personagens tem que ter a nossa admiração. Minha admiração pessoal por Walt está mais em sua habilidade de fabricar um império com um rato do que na sua habilidade como desenhista.

O problema é que: Walt não criou Pooh.

O ursinho Pooh, na verdade Winnie the Pooh, é o nome de um personagem de histórias infantis, escrito por A. A. Milne.
A história do ursinho odiado por seu criador e como ele chegou no ponto de render UM BILHÃO DE DÓLARES POR ANO para a Disney – tanto quanto o Mickey! – com a venda de bichinhos de pelúcia, fitas de video, livrinhos, camisetas, canecas, bonés e quinquilharias mil é interessante.
O Ursinho Puff – nome que tinha antes da política global da Disney de uniformizar o nome do personagem em todos os países, passando para Pooh começa quando Milne, sentado em sua poltrona observa o filho Cristopher Robin brincando com seu ursinho de pelúcia. Esta cena aqui:
winnie2 O ursinho e a pooh taria
Milne sente-se inspirado e na mesa de café escreve o poema “Vespers”. Milne mostrou então o poema para sua esposa e ela gostou muito. Milne não ligou tanto para o que acabara de fazer, mas a sua esposa Daphne, vendo no poema algo tocante, tentou vendê-lo para a revista Vanity Fair. Milne não achava que o poema seria vendido e até disse para Daphne que se ela conseguisse vendê-lo poderia ficar com a grana pra ela.
O poema foi vendido de imediato, e obteve sucesso inesperado. Em pouco tempo, outras revistas enviaram cartas solicitando a Milne que escrevesse mais poemas infantis.
Milne mandou ver, afinal, quem não gosta de dinheiro? Os poemas de Milne giravam sobre Christopher Robin e seu ursinho. O nome original do bicho era Edward Bear ( o nome certo do ursinho Teddy, que é o sinônimo de urso de pelúcia em inglês).

Momento cultura inútil:
O urso de pelúcia chama-se ursinho Teddy porque durante uma caçada o então presidente dos Estados Unidos, Teddy Turner recusou-se a matar um urso. Desde então, uma empresa de brinquedos começou a fabricar um urso com o nome do presidente. O brinquedo ficou famoso e o nome Teddy bear “pegou”.

Embora o nome inicial do bichinho fosse Edward Bear, Milne mudou o nome para Winnie, em homenagem a um urso que havia chegado de Winnipeg no Canadá para o Zoológico de Londres.
Em 1924 os poemas foram finalmente publicados na forma de um livro chamado When We Were very Young tornando-se um best seller. O êxito fez com que Milne publicasse mais um livro de contos, desta vez, intitulado Winnie The Pooh, em 1926.
O livro vendeu mais de 150 mil cópias antes do fim do ano só nos Estados Unidos. O livro estava sendo tão bem sucedido que o sucesso – é intrigante este tipo de coisa, veja só – começou a incomodar Milne.
Quando Milne se deu conta de que o Ursinho abobadinho estava ganhando proporções grandes demais, Milne resolveu eliminá-lo em seu último livro chamado The House at pooh Corner. Na últiam cena do livro, Milne faz Chris Robin explicar ao ursinho que estava crescendo e que não voltaria a brincar com ele.
Claro que isso não funcionou e só fez aumentar as vendas do Pooh.
Alan Milne escreveu posteriormente peças, ensaios e até romances, mas nuinca conseguiu livrar-se do ursinho, que se colou a ele como que com Superbonder.
Milne passou a detestar sua criação. Seu filho, o verdadeiro Christopher Robin, também se ressentia do sucesso de seu alter ego. Durante toda sua vida seus colegas de escola o perturbaram sem piedade por ser o parceiro do Ursinho Puff.
Colégio é fogo, vocês sabem. Basta se destacar em alguma coisa pra apanhar do brutamontes e ser considerado um pária.
O garoto Chistopher tomou tamanho ódio do Urso e seus poemas que só aceitou o dinheiro dos direitos autorais do pai depois que este morreu porque sua filha, Clare, nasceu com retardamento mental, e precisaria do dinheiro dos livros para se sustentar depois que ele morresse.
O primeiro negócio envolvendo Pooh se deu em 1930 quando ainda vivo, A. A. Milne vendeu para o agente literário Stephen Slesinger os direitos de imagem e licenciamento de Pooh e sua turma nos Estados Unidos e Canadá por mil dólares inteirinhos.

Que fortuna, né?
Dois anos depois, o autor também cedeu para o agente, por nenhum custo adicional, os direitos sobre performances usando seus personagens em rádio, televisão e qualquer outro meio de reprodução que viesse a ser criado no futuro; Milne e sua família ganhariam dois terços desses rendimentos, e Slesinger ficaria com o resto.

Não chega a surpreender então que Roy Disney, irmão de Walt, tenha ficado furioso quando, ao abordar Milne em 1937 com a intenção de fazer filmes animados com seus personagens, descobriu que eles já tinham outro dono. Desde o começo o Reino Encantado já compreendia a quantidade de dinheiro que poderia ser feita vendendo produtos estampados com seus personagens, e conseqüentemente não tinha a menor intenção de investir numa figura cujos lucros iriam para outrem. Stephen Slesinger queria que os lucros de merchandising fossem repartidos meio a meio com a Disney, o que esta considerou inconcebível. As negociações se estenderam até 1961, quando A. A. Milne e Stephen Slesinger já tinham morrido, e a esposa de Slesinger, Shirley, fechou um acordo no qual ela receberia 4% dos lucros, a família de Milne, 2,5%, e Disney ficaria com o resto.

Em 1966 o primeiro filme de Winnie the Pooh, Winnie the Pooh and the Honey Tree, com 25 minutos, foi lançado. O segundo, Winnie the Pooh and the Blustery Day, saiu pouco depois. Se já eram populares antes, depois de entrarem no mundo da animação esses personagens tornaram-se uma coqueluche. A alegria de crianças e adultos do mundo inteiro, no entanto, haveria de ser a dor de cabeça de seus produtores.

Em 1980 a filha de Stephen e Shirley Slesinger, Pati, reclamou com a Disney querendo receber porcentagens sobre os lucros com a venda de bichos de pelúcia, brinquedos e revistinhas feitas com Puff, que não estavam previstos no contrato de 1961. O conflito durou até 1983, quando a Disney pagou 1,1 milhão de dólares à Stephen Slesinger Inc. para resolver a questão e reformular o contrato. Nele, a porcentagem que cabia aos Slesingers foi reduzida a 2%. Mas esta paz durou pouco.

Nos anos 80 a venda de fitas de vídeo cresceu espantosamente, de US$ 396 milhões por ano para US$8,3 bilhões. As fitas do Puff viviam na lista dos mais vendidos. A Disney pagou por algum tempo às Slesingers o dinheiro sobre os vídeos, depois parou. Disse que não devia nada às duas e que os pagamentos iniciais haviam sido um engano. Elas reclamaram, eles disseram que não, e assim começou uma luta judicial que já dura onze anos.

Caso as duas ganhem o processo, a Disney terá que pagar mais de US$ 1 bilhão sobre o valor bruto de mercadorias vendidas desde 1983. Obviamente Mickey não quer pagar isso, e usa todas as artimanhas possíveis para tentar evitá-lo. Logo no começo do processo, Pati Slesinger afirmou que Vince Jefferds, o executivo que assinou o novo contrato em 1983, tinha afirmado numa carta que concordava que deveria pagar uma porcentagem sobre todos os produtos com a cara do Puff. Mas ninguém sabia onde o tal contrato estava, e Jefferds já havia morrido, portanto não podia confirmar nem desmentir o fato. Muito suspeito da parte de Pati, com certeza. Em 1999, no entanto, a Disney revelou que havia queimado quarenta caixas de papéis pessoais de Jefferds três anos depois que o processo começou, mas não havia nada relevante lá. O tiro saiu pela culatra: depois de saber disso, o juiz proibiu que se coloque em dúvida as afirmações de Pati sobre as cartas de Jefferds.

Preocupado, agora o Reino Encantado está tentando vencer por outro lado.

Agora vem a pooh-taria:

Em novembro de 2006 a Disney entrou com um processo no qual o último descendente de A. A. Milne quer desfazer o contrato que o autor fez com Slesinger e recuperar os direitos sobre Pooh.

Só que o último descendente é Clare, a filha de Christopher Robin, que, como está escrito alguns parágrafos acima, tem paralisia cerebral. Depois de recuperar os direitos, ela os venderia à companhia por uma quantia não revelada. Tudo indica que ela não entende muito bem o que está acontecendo e não consegue diferenciar US$ 1 mil de US$ 1 milhão. O caso continua rolando, e não deve acabar tão cedo. Até lá, as crianças continuarão comendo tranqüilamente seus McLanches Felizes com a cara de Winnie the Pooh na caixinha, a maioria sem sequer imaginar que existe um livro que originou tudo isso. E mais e mais dinheiro vai rolar para os cofres da Disney. Leitão, o Filme, deve sair daqui a alguns meses.

Pooh-taria

fonte

Veja também o caso da enorme “coincidência” entre o Filme “O rei leão” e um anime japonês da década de 50 no nosso blog parceiro Boca Aberta

Algumas imagens valem mesmo por 1000 palavras

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